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Valor das bolsas de pós-graduação é debatido em audiência pública

JC e-mail 3899, de 27 de Novembro de 2009.
Proposta em tramitação na Câmara visa aumentar o
valor das bolsas para 80% dos salários dos professores
O
Projeto de Lei 2.315 de 2003, que dispõe sobre os critérios para definição dos
valores das bolsas de fomento a desenvolvimento científico, tecnológico,
artístico e cultural, foi debatido nesta quinta-feira, 26, na Câmara dos
Deputados.
Conhecido como o PL dos pós-graduandos, um dos principais pontos do projeto, é
associar as bolsas de pós-graduação à carreira docente das instituições federais
de ensino superior. A proposta visa aumentar o valor das bolsas para 80% dos
salários dos professores.
Para o presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, o tema possui um enorme
apelo, mas existem dificuldades pelo caminho. Uma delas é o impacto financeiro
que o aumento de bolsas provocaria. "O mérito da proposta é indiscutível. Mas
ainda assim o impacto financeiro não é trivial, ainda mais devido ao crescimento
de 10% ao ano do sistema de pós-graduação", afirmou.
Jorge Guimarães destacou ainda que o projeto de lei deve avançar em outras
discussões que envolvem os bolsistas de graduação, como a necessidade de não
possuir vínculo empregatício e o incentivo para que empresas de mercados
competitivos ofereçam bolsas aos estudantes também. "A lei precisa ser
complementada. O profissionalismo da ciência precisa ser levado também aos
estudantes e isso ainda não está contemplado no projeto de lei", explicou.
De
acordo com presidente da Capes, o debate sobre as bolsas para estudantes de
pós-graduação não deve apenas se centrar na fixação de valores, mas na
distribuição das bolsas.
"Somando todas as agências, e até mesmo empresas, não mais do que 35% dos alunos
tem bolsa. Hoje, a Capes contribui com 60% das bolsas de mestrado e doutorado.
Não basta pensarmos apenas nesses modelos de fixação de valor. Ainda temos um
terço sem vinculo e sem bolsa. É preciso atribuir critérios de como isso é
distribuído", afirmou.
Impactos e investimentos
O
presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
(CNPq), Marco Antônio Zago, também destacou os impactos financeiros dos aumentos
da bolsa. Para a fundação do Ministério de Ciência e Tecnologia, os custos
adicionais com bolsa de estudo, se aplicados os valores de acordo com o PL
2.315, seriam de mais de 590 milhões de reais ao ano.
Dentro da América Latina, o Brasil é o país que mais investe em ciência e
tecnologia. O país é responsável por metade dos investimentos no continente, mas
ainda assim o Brasil investe apenas 1,2% do PIB, enquanto os paises
desenvolvidos investem 2,3%. "O investimento em C&T é o divisor entre países
desenvolvidos e em desenvolvimento. Há um esforço concentrado para aumentarmos o
capital humano", afirmou Zago.
O
presidente do CNPq expôs que o Brasil hoje forma 75% dos doutores da América
Latina, um número significativo. A Espanha, contudo, forma o mesmo número de
doutores com três vezes menos população. "A meta de reforçarmos a formação de
doutores é fundamental para o desenvolvimento científico, tecnológico e social
do país", concluiu.
Segundo o deputado Pepe Vargas, da comissão de orçamento e finanças, o projeto
de lei possui um mérito significativo, mas é necessária uma negociação com o
executivo para suplementar a viabilidade da proposta.
"Precisamos conseguir uma forma de viabilizarmos o orçamento. O projeto
claramente possui implicação orçamentária, mas não está claro de onde vem esses
recursos", afirmou. Para Vargas, o desafio é equacionar os interesses com os
recursos. "Nossa comissão se coloca a disposição para fazer essas negociações
para avançarmos no projeto", explicou.
Avanços
O
presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos, Hugo Valadares Siqueira,
por sua vez, chamou a atenção na audiência para a valorização dos pesquisadores
e estudantes de pós-graduação. "É indiscutível que a bolsa deve ser valorizada,
assim como o capital humano que faz pesquisa no Brasil hoje. Temos a consciência
de que não podemos mudar o valor do dia pra noite, porque é um impacto é
grande", ponderou.
O
representante dos alunos frisou a abertura de diálogo que os estudantes de
pós-graduação possuem com a Capes, ocupando inclusive cadeiras no Conselho
Superior e Conselho Técnico Científico da Coordenação e o avanço na última
década. "Tivemos aumentos e melhorias significativos nos últimos dez anos.
Dobramos as bolsas, mas é tarefa nossa dizer que ainda temos muito o que
melhorar", afirmou.
O
presidente da Capes destacou que deve ser feito um trabalho conjunto e
construtivo para dar continuidade ao debate. "Os estudantes têm muitas angústias
e é natural, porque foram muitos anos de abandono da pós-graduação. Sou
professor universitário titular e também fui vítima desse processo. Obviamente,
tenho uma preocupação enorme com o valor da bolsa, mas me preocupo ainda mais
com o enorme número de estudantes que não possuem bolsa nem emprego", destacou.
(Informações do Portal da Capes)
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Quase 75% dos universitários brasileiros estudam em instituições privadas

JC e-mail 3899, de 27 de Novembro de 2009.
Segundo Censo da Educação Superior, há quase 1,5
milhão de vagas ociosas
Em
2008, havia 5.080.056 alunos matriculados em cursos superiores no Brasil, 4,1% a
mais do que em 2007. O setor privado ainda responde pela maior parte das
matrículas: 74,9% dos alunos estão em cursos particulares, enquanto 25,1%
estudam em instituições públicas.
No
ano passado, 1.936.078 alunos ingressaram no ensino superior, 8,5% a mais do que
o registrado em 2007. As informações são do Censo da Educação Superior de 2008,
divulgado hoje (27) pelo Ministério da Educação (MEC). De 2007 para 2008, foram
criados 1,2 mil cursos, um aumento de 5,2%.
As
instituições privadas também respondem pela maioria dos cursos: 17 mil, de um
total de 24 mil. No entanto, o material divulgado pelo MEC destaca que o maior
crescimento relativo foi nas instituições federais, que apresentaram um aumento
de 6,8% no número de cursos na passagem de 2007 para 2008.
Das 2.252 instituições de ensino superior em funcionamento no país no ano
passado, 90% eram particulares e 10% públicas, incluindo universidades federais,
municipais e estaduais.
1,5 milhão de vagas ociosas
O
crescimento do número de matrículas no ensino superior entre 2007 e 2008 não
acompanhou a expansão das vagas. Em todo o país, foram registradas 1.479.318
vagas não preenchidas de acordo com informações do Censo da Educação Superior.
As
instituições privadas respondem por 98% dessas vagas. Entre 2007 e 2008, o
aumento de vagas ociosas foi de 10%. Apesar de alto, ainda é menor do que o
registrado no período anterior, de 13%. O relatório aponta que é preciso
analisar as razões para um número tão grande de vagas desocupadas, pois "a
oferta deve refletir a capacidade instalada do setor para atender à demanda por
cursos de graduação".
Outro dado apresentado pelo censo é o índice de conclusão de curso. Pouco mais
da metade dos estudantes (57,3%) conseguiu se formar. A taxa de conclusão foi
calculada pela razão entre o número de concluintes de 2008 e os ingressantes de
2005.
As
menores taxas de conclusão registradas em 2008 são de instituições privadas:
55,3%. Entre as públicas o índice é de 65%, chegando a 67% na rede federal.
Matrículas em cursos de educação a distância quase dobram em um ano
As
matrículas em cursos superiores de educação a distância cresceram 96,9% de 2007
a 2008. Ao todo, são 727.961 universitários que optaram pelo ensino superior não
presencial. No ano passado, 115 instituições ofereceram cursos dessa modalidade
- 18 a mais do que em 2007.
As
matrículas da educação a distância já correspondem a 14% da oferta de ensino
superior no país. O número também registrou aumento (58,6%), bem como as vagas
ofertadas nessa modalidade (10,3%).
A
educação a distância registrou um aumento expressivo nos últimos anos. De 2003
para 2005, o número de vagas oferecidas cresceu 70 vezes. A cada ano, a
quantidade de alunos que ingressam em cursos desse tipo cresce sempre mais do
que 40%, tendo aumento 407% de 2004 para 2005.
Assim como na educação presencial, o setor privado responde pela maior parte dos
alunos. Em 2008, mais de 60% dos alunos estudam em cursos particulares - 448.973
entre os 727.961 totais.
(Agência Brasil, 27/11)
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Universidades federais criam 15 mil novas vagas no primeiro ano do programa
Reuni

JC e-mail 3899, de 27 de Novembro de 2009.
Investimento foi de R$ 415 milhões
O
Ministério da Educação divulgou nesta sexta-feira, 27, o balanço de um ano do
Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades
Federais (Reuni). Criado em 2007, o Reuni permitiu a reestruturação da rede
federal de educação superior a partir dos projetos de expansão apresentados
pelas universidades. O balanço apresenta as ações executadas em 2008, primeiro
ano do programa.
A
ampliação das vagas, a interiorização dos campi e a realização de concursos para
docentes e técnicos administrativos demonstram a reestruturação da rede federal.
O primeiro ano de implantação do Reuni contou com investimento de R$ 415
milhões.
No
primeiro ano de implantação do Reuni, as universidades federais superaram a meta
de criação de novas vagas, que inicialmente estava projetada em um aumento de
11%. Considerando que em 2007 as federais respondiam pela oferta de 132.451
vagas presenciais em cursos de graduação, o programa permitiu a criação de
aproximadamente 15 mil novas vagas de ingresso em apenas um ano, totalizando
147.277 vagas.
Além disso, a expansão também contou com a criação de 180 novos cursos de
graduação, totalizando 2.506 cursos ofertados em 2008. Para garantir a qualidade
e o funcionamento dos cursos criados no âmbito do Reuni, as universidades
tiveram condições de contratar novos docentes e técnicos administrativos.
Em
2008, foram autorizadas pelo Governo Federal um total de 1.821 vagas para
docentes, dos quais 1.560 já tiveram nomeação publicada. Em relação aos cargos
de técnicos administrativos, das 1.638 vagas criadas, 1.275 profissionais já
foram nomeados. A previsão é de que as demais nomeações aconteçam até o final
deste ano.
A
pós-graduação também foi impulsionada a partir da instituição da Bolsa Reuni de
Assistência ao Ensino, que prevê a distribuição de bolsas de mestrado e
doutorado. Durante o ano de 2008 foram concedidas 941 bolsas, sendo 645 de
mestrado e 296 de doutorado. A concessão das bolsas é feita pela Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a partir de recursos da
Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC.
A
interiorização das universidades federais, outra meta do Reuni, foi concretizada
pela implantação de 104 novos campi desde 2003, passando de 151 naquele ano para
255 em 2008. Com isso, as universidades federais chegaram no ano passado a 235
municípios atendidos. Em 2003, eram 114 cidades.
O
balanço diz respeito às 53 universidades federais existentes à época de criação
do Reuni. A Universidade Federal do ABC (UFABC), criada em 2005, e a
Universidade Federal do Pampa (Unipampa), criada em 2008, não integram o
programa, pois já iniciaram suas atividades com as inovações pedagógicas
previstas pelo Reuni.
Atualmente, existem 57 universidades federais em funcionamento. As duas
universidades mais recentes, a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e a
Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), tiveram seus projetos de lei
aprovados no Congresso Nacional e sancionados, respectivamente, em setembro e
novembro desse ano.
Outras duas novas universidades com características de integração internacional,
a Universidade Federal da Integração Luso-Afrobrasileira (Unilab) e a
Universidade Federal da Integração Latinoamericana (Unila) estão com seus
projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional. O Reuni foi instituído
pelo Decreto Presidencial n° 6.096, de abril de 2007, e integra o Plano de
Desenvolvimento da Educação (PDE).
Reuni e Expansão Fase I - Em 2003, o Governo Federal lançou o Programa de
Expansão Fase I das Universidades Federais, com o objetivo de promover a
interiorização da educação superior pública. Em 2007, foi criado o Programa
Reuni, que, somado ao Programa Expansão, possibilitou a ampliação do número de
cursos e vagas nas universidades federais.
Os
dois programas - Reuni e Expansão Fase I - totalizam, até o momento, um
investimento já realizado de aproximadamente R$ 1,5 bilhão. No que diz respeito
às autorizações para realização de concursos públicos, as duas iniciativas somam
6.355 vagas para técnicos administrativos e 9.489 vagas para docentes. A
expectativa do Ministério da Educação é que o investimento do Reuni alcance R$
3,5 bilhões até 2012.
(Informações do Portal do MEC)
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Declarada a anistia ao
educador Paulo Freire

JC e-mail 3899, de 27 de Novembro de 2009.
Comissão de Anistia do Ministério da Justiça
também pediu desculpas pelos atos cometidos pelo Estado
Em
julgamento nesta quinta-feira, 26, durante o Fórum Mundial de Educação
Profissional e Tecnológica, foi declarada a anistia do educador Paulo Freire. A
Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, que analisou o requerimento feito
pela viúva Ana Maria Freire, em 2007, sob a ótica da perseguição política
sofrida pelo educador à época da ditadura, também pediu desculpas pelos atos
criminosos cometidos pelo Estado.
"Esse pedido de perdão se estende a cada brasileiro que, ainda hoje, não sabe
ler sua própria língua", disse o relator do processo, Edson Pistori. Para ele, a
perseguição a Paulo Freire pela ditadura se traduz no impedimento à
alfabetização de milhares de cidadãos e, principalmente, à conscientização de
cada um deles sobre a própria condição social.
Paulo Reglus Neves Freire nasceu em Recife, em 1921, e morreu em São Paulo, em
1997. Ficou conhecido pelo empenho em ensinar os mais pobres e se tornou uma
inspiração para gerações de professores. Freire desenvolveu um método inovador
de alfabetização, a partir de suas primeiras experiências, em 1963, quando
ensinou 300 cortadores de cana a ler e a escrever em 45 dias. O educador sofreu
perseguição do regime militar (1964-1985), ficou preso por 70 dias e foi exilado
por 16 anos, considerado traidor.
Em
1967, durante o exílio, no Chile, escreveu o primeiro livro, Educação como
Prática da Liberdade. Em 1968, publicou uma de suas obras mais conhecidas,
Pedagogia do Oprimido. Freire retornou ao Brasil em 1980, com a anistia que
permitiu o retorno dos exilados, e foi nomeado secretário de educação da cidade
de São Paulo, cargo que exerceu até 1991.
"Resolvi fazer o requerimento para resgatar a cidadania de meu marido e atestar
que ele é um verdadeiro brasileiro. Assim como muitos, ele lutou por um Brasil
mais bonito e mais justo", disse Ana Maria Freire. A reparação econômica
concedida pela comissão de anistia à viúva de Paulo Freire será de 480 salários
mínimos, não excedendo o teto estipulado de R$ 100 mil, pagos em parcela única.
Comissão
A
Comissão de Anistia do Ministério da Justiça existe desde 2002. Até agora, 64
mil requerimentos com pedido de anistia foram protocolados. Destes, 47 mil foram
julgados - 30 mil deferidos, 12 mil dos quais com reparação econômica, além do
pedido oficial de desculpas do Estado.
Para revelar à população de todo o país os fatos arbitrários praticados durante
o regime militar e pedir desculpas, publicamente, às pessoas que resistiram à
ditadura e sofreram os atos de violação dos direitos humanos feitos pelo Estado,
a comissão criou a Caravana da Anistia. Desde 2008, o projeto visitou 16 estados
e está na 31ª edição. Mais de 500 processos já foram julgados.
O
projeto é realizado por meio de parceria entre a Comissão de Anistia do
Ministério da Justiça, o Instituto Paulo Freire, o Ministério da Educação, as
comissões de educação da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, a Organização
das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), a Associação dos
Juízes para a Democracia, o Instituto Catarinense de Aprendizagem e Educação
Infantil (Icae), o Movimento dos Sem-Terra (MST), a Confederação Nacional dos
Trabalhadores em Educação (CNTE) e a Associação Brasileira de Ensino do Direito
(Abedi).
No
Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica, que será encerrado nesta
sexta-feira, 27, há também uma exposição fotográfica sobre Paulo Freire.
(Informações do Portal do MEC)
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Lula: Estado foi
incompetente na educação

JC e-mail 3890, de 16 de Novembro de 2009.
Presidente afirma em congresso de iniciação
científica que dinheiro da C&T está garantido
Ao defender ontem em São Paulo mais investimentos em educação e tecnologia, o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a incompetência do Estado para
destinar recursos a esses setores e disse que, se não fossem os investimentos
privados, apenas a elite paulistana estaria cursando uma universidade.
Ele defendeu a contratação de mais professores, ainda que isso signifique
inchaço na máquina estatal, na abertura do 9º Congresso Nacional de Iniciação
Científica.
- A verdade é que o Estado não cumpriu as suas obrigações. Graças a Deus houve
empresários neste país que tiveram coragem de fazer investimento. Se não fosse o
ensino privado, a incompetência do Estado brasileiro de investir na educação nos
levaria a ter apenas uma pequena elite paulistana estudando em universidade.
Para Lula, o país subiu um degrau na possibilidade de se transformar num país
"grande" também do ponto de vista econômico, educacional e da Justiça Social e,
por isso, os recursos precisam ser direcionados para educação, pesquisa e
formação de cientistas.
Ele lembrou do PAC da Ciência e Tecnologia, que incumbiu o ministro Sérgio
Rezende de preparar, e afirmou que os investimentos devem chegar a R$ 41 bilhões
até 2010.
- O dinheiro da ciência, da pesquisa e tecnologia está garantido.
Conic
Organizado pelo Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de
Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp), o Congresso Nacional de
Iniciação Científica é considerado o evento de iniciação científica mais
importante do calendário do ensino superior brasileiro. Este ano, participam
mais de 2.000 alunos pesquisadores de 198 instituições públicas e privadas de
todo o país. Cerca de 800 professores avaliarão os 1.300 trabalhos inscritos.
O objetivo principal do evento é despertar o interesse dos estudantes
universitários, a vocação para a pesquisa científica e inovação tecnológica.
Voltado a estudantes de graduação de instituições públicas e particulares do
Brasil e do exterior, orientados por professores mestres ou doutores.
Este ano, o tema homenageia Louis Braille (1809-1852), criador do sistema Braile
de leitura e escrita, como homenagem ao bicentenário de seu nascimento adotando
como slogan uma de suas citações: "Se os meus olhos não me deixam obter
informações sobre homens e eventos, sobre idéias e doutrinas, terei de encontrar
uma outra forma".
(Com informações de "O Globo", 14/11)
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Reforma universitária europeia não deve alterar as cooperações científicas

JC e-mail 3890, de 16 de Novembro de 2009.
Processo deve ser conduzido com cautela, para
evitar riscos à formação de alto nível, alerta presidente da Capes
O Processo de Bolonha, que uniformiza os sistemas de educação superior da
Europa, não deve modificar o grau de cooperação acadêmico e de pesquisa entre o
Brasil e os países signatários do acordo.
Esta é a perspectiva da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior (Capes), anunciada na sexta-feira, 12 de novembro, pelo presidente do
órgão, Jorge Almeida Guimarães, durante o Fórum Franco-Brasileiro de Educação
Superior e Pesquisa.
Pelo acordo, firmado em 1999, a formação superior se dá em três ciclos
complementares - bacharelado, mestrado e doutorado -, a serem cumpridos em um
período uniformizado (cerca de oito anos). A ideia é ampliar as mobilidades
estudantil e profissional, pois os diplomas serão reconhecidos automaticamente
entre os signatários.
Para Guimarães, o processo deve ser conduzido com cautela, para evitar riscos à
formação de alto nível. "Não podemos perder de vista que um doutor precisa
trilhar um caminho consistente em sua preparação. O tempo de formação proposto
por Bolonha - em até oito anos, desde a graduação - não parece suficiente",
afirma o presidente.
Ele compara com o período de doutorado nos Estados Unidos, que, sozinho, pode
chegar a oito anos. "Ainda assim, continuamos incentivando a formação de nossos
quadros em cooperação com as melhores instituições do exterior, prioritariamente
nas modalidades doutorado-sanduíche e pós-doutorado", diz Guimarães.
Atualmente, a Capes mantém cerca de 4 mil bolsistas em outros países, 80% dos
quais na França, que recebe a maior quantidade de bolsistas, EUA, Reino Unido e
Alemanha.
Educação básica
Outra prioridade reafirmada pelo presidente é a formação de professores para a
educação básica, atribuição da Capes desde 2007. "O próximo passo no
desenvolvimento de nossa ciência só pode ser atingido se melhorarmos a outra
ponta, a educação básica", diz Guimarães. O déficit atual de professores com
formação adequada passa de 700 mil pessoas.
A ferramenta para atingir este objetivo é o Plano nacional de Formação de
Professores da Educação Básica (PNFP), que pretende formar 330 mil docentes em
primeira e segunda licenciaturas nos próximos cinco anos.
Avaliação
Segundo o coordenador-geral de Atividades de Apoio à Pós-Graduação da Capes,
Geraldo Nunes Sobrinho, a próxima Avaliação Trienal da Capes, que acontece em
2010, terá 24% mais cursos em relação à anterior, somando mais de 4 mil
programas de mestrado e doutorado. Apenas em 2009, 560 propostas de cursos novos
foram apresentadas, das quais 210 receberam ao menos nota 3, a mínima necessária
para a recomendação da Capes.
(Informações da Assessoria de Imprensa da Capes)
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Pós-graduação sob a mira da
Justiça

JC e-mail 3890, de 16 de Novembro de 2009.
Ministério da Educação abre fogo contra onda de
fraudes em documentos enviados a universidades. Alvos são escolas que oferecem
cursos no exterior
Guilherme Goulart escreve para o "Correio Braziliense":
O Ministério da Educação (MEC) vai recorrer à Justiça contra as instituições do
Distrito Federal especializadas em cursos de pós-graduação a distância. Por meio
da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), fundação
responsável pela avaliação de mestrados, doutorados, especializações e
graduações no Brasil, o órgão encaminha nesta segunda-feira à assessoria
jurídica denúncia publicada com exclusividade pelo "Correio Braziliense".
Escolas oferecem cursos no exterior, mas os alunos nem saem de casa para receber
diplomas estrangeiros. O esquema é ilegal. Segundo a Capes, pós-graduação
stricto sensu (mestrado e doutorado) exige dedicação exclusiva.
Outro problema encontrado diz respeito ao passo seguinte à formatura dos
estudantes. Uma vez pós-graduados com documentos não reconhecidos, eles arriscam
a revalidação no Brasil. A reportagem revelou que tentativas na Região
Centro-Oeste ocorrem na Universidade de Brasília (UnB), Universidade Católica de
Brasília (UCB) e Universidade Federal de Goiás (UFG). As três, porém, rejeitam
automaticamente trabalhos acadêmicos de faculdades já marcadas no mercado.
O "Correio" publicou o caso do Centro de Estudos Contemporâneos (Cescon), com
sede em Taguatinga. Ele oferece mestrados na Universidad de los Pueblos (UPE),
instituição espalhada por vários países da Europa. As aulas, no entanto, ocorrem
aos fins de semana, em Taguatinga, e têm duração de 24 meses -18 deles dedicados
a seminários e outros seis para orientação da dissertação.
O aluno pode cursar educação ou administração e deve escolher um fim de semana
por mês para frequentar as aulas previstas para sábados e domingos, das 8h às
17h. O valor: R$ 500.
A reportagem ligou para uma atendente do Cescon, sem se identificar, na última
sexta-feira. A conversa deixou evidente a tentativa dela em convencer o
interessado a investir no curso sem credenciais. A funcionária contou, por
exemplo, que os certificados de conclusão de pós-graduação da UPE costumam ser
convalidados na UnB. Reforçou que o aluno não precisa sair do Brasil. E ainda
confirmou a ilegalidade do serviço. "Seu diploma não chega se você fez curso a
distância, até porque isso não é legalmente viável", explicou.
Em nota encaminhada por e-mail ao jornal, o diretor do Cescon, Adelino Upale
Rocha Matos, argumentou que a escola "não oferece cursos de pós-graduação a
distância, embora ceda as salas para os cursos oferecidos pela UPE" - Adelino se
identificou como representante da UPE no Brasil. Mesmo assim, admitiu a falta de
reconhecimento do mestrado em território brasileiro. Reconheceu "a necessidade
de vir a UPE (a) se adequar às exigências do Ministério da Educação do Brasil".
Adelino mandou a nota da Espanha.
Clandestinidade
O presidente da Capes, professor Jorge Almeida Guimarães, classificou a Cescon
como "clandestina". "Vamos encaminhar a denúncia à nossa assessoria jurídica na
segunda-feira (hoje). Não existe no Brasil pós-graduação a distância, apenas
especialização e graduação", afirmou.
A possibilidade de se adotar tal modalidade no país está apenas em estudo. Por
enquanto, universidades de todas as regiões brasileiras sofrem assédio de
estudantes que nunca saíram do Brasil, mas apresentam documentos de instituições
portuguesas, espanholas, cubanas, paraguaias e uruguaias para revalidação.
A UnB, por exemplo, rejeitou 25 pedidos em 2009. Só a Faculdade de Educação da
UnB recebeu 300 tentativas de convalidação de pós-graduação em 2007. Todas
acabaram negadas. Desde então, a universidade brasiliense tornou o processo mais
rígido. Os pedidos estão limitados a 20 anuais por curso.
Além das dissertações e das teses, devem vir acompanhados de comprovantes da
passagem do estudante pelo país de onde saiu o certificado de conclusão de
mestrado ou doutorado. Podem ser passaportes, contratos de aluguel, contas de
luz ou de telefone e recibos.
(Correio Braziliense, 16/11)
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Aprovada a Política Nacional de Gestão de Tecnologias em Saúde

JC e-mail 3890, de 16 de Novembro de 2009.
Expectativa é que as ações previstas na política
sejam amplamente empregadas, no âmbito da saúde, nas três esferas de governo
Com decisão unânime dos conselheiros do Conselho Nacional de Saúde (CNS), foi
aprovada na última quinta-feira (12) a Política Nacional de Gestão de
Tecnologias em Saúde (PNGTS). A ação propõe uma gestão para a incorporação de
tecnologias no setor da saúde, a partir de critérios como a eficácia, a
segurança e o custo da tecnologia, em comparação com as já existentes,
utilizando evidências científicas.
Durante reunião do CNS, foi contextualizada a importância da avaliação de
tecnologias em saúde (ATS) e sua utilização na esfera pública da saúde,
sobretudo na gestão.
"O foco dessa política é de como temos que nos capacitar para depois decidir se
incorporamos ou não. Tanto para incluir quanto retirar, deve-se ter avaliação",
explicou Flávia Elias, coordenadora de Avaliação de Tecnologias em Saúde do
Departamento de C&T (Decit) da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos
Estratégicos (Sectie).
Representante do grupo de Ciência e Tecnologia (C&T) da Comissão Intergestores
Tripartite (CIT), Jorge Otávio Barreto pontuou os marcos para elaboração da
Política: o diálogo permanente entre as esferas da saúde com o Controle Social,
o Conselho de Gestores, o Ministério Público, entre outras, no seu grupo de
trabalho; e a aprovação, na CIT, em setembro.
"Em 13 de outubro de 2006, a PNGTS foi submetida à consulta pública, por meio da
Portaria nº 2.480/GM, na qual foram recebidas 400 contribuições", acrescentou
Jorge. Desde então, essas contribuições subsidiaram o aperfeiçoamento da
Política. A expectativa é que as ações previstas na política sejam amplamente
empregadas, no âmbito da saúde, nas três esferas de governo.
A aprovação ocorreu na 203ª reunião ordinária do CNS, em 12 de novembro, no
plenário Omilton Visconde do Conselho, com a presença do presidente do CNS,
Francisco Batista Júnior, e de 34 conselheiros do CNS.
(Informações da Assessoria de Comunicação do Decit/Sectie)
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Prêmios Capes de Teses 2009:
distinção
para os melhores trabalhos de doutorado no país

JC e-mail 3889, de 13 de Novembro de 2009.
Este ano, o Grande Prêmio homenageia os cientistas
José Leite Lopes, na categoria das Engenharias, Ciências Exatas e da Terra;
Lucio Costa, nas Ciências Humanas, Ciências Sociais Aplicadas e Lingüística,
Letras e Artes; e Carlos Chagas, nas Ciências Biológicas, Ciências da Saúde e
Ciências Agrárias
A Capes vai premiar as melhores teses aprovadas em 2008 no Brasil nos programas
de doutorado reconhecidos pela instituição, por meio do Prêmio e do Grande
Prêmio Capes de Teses, em sua quarta edição.
Até o dia 20 de janeiro de 2010, as Pró-Reitorias de Pós-Graduação interessadas
em participar da edição 2009 da premiação devem encaminhar a Capes as teses
indicadas pelos cursos de doutorado na respectiva área de conhecimento. Não é
necessário que o aluno se inscreva para o concurso. A tese pode ser indicada
pelo orientador, por membros da banca ou comissão específica para este fim.
O Prêmio Capes de Teses selecionará 46 trabalhos, um para cada área de avaliação
da instituição. Os autores dos estudos vencedores receberão certificado, medalha
e bolsa de pós-doutorado nacional de um ano. Seus orientadores ganharão auxílio
equivalente a uma participação em congresso nacional ou valor semelhante para
aplicar em custeio de pesquisa.
Já o Grande Prêmio Capes de Teses selecionará as obras vencedoras da outra
premiação, agrupadas em grandes áreas do saber. Serão três premiados, um em cada
categoria: "José Leite Lopes", para os trabalhos em Engenharias, Ciências Exatas
e da Terra; "Lucio Costa", designado às Ciências Humanas, Ciências Sociais
Aplicadas e Lingüística, Letras e Artes; e "Carlos Chagas", para as Ciências
Biológicas, Ciências da Saúde e Ciências Agrárias. Os nomes das categorias são
homenagens anuais a personalidades das grandes áreas.
O Grande Prêmio de Teses consistirá em certificado, medalha e bolsa de
pós-doutorado internacional de um ano, para o autor da tese. Ao orientador
caberá auxílio equivalente a uma participação em congresso internacional ou soma
semelhante para custear projeto de pesquisa. Os vencedores devem usufruir das
bolsas em até dois anos.
Mais informações sobre a premiação no site da Capes:
www.capes.gov.br
(Com informações da Assessoria de Imprensa da Capes)
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Professores e
pesquisadores selam pacto pela educação

JC e-mail 3888, de 12 de Novembro de 2009.
Movimento criado pela SBPC contará com a
participação de entidades não-acadêmicas. Lançamento será nesta sexta-feira, 13
de novembro
Estabelecer metas para garantir qualidade na educação básica de todo o país é
uma das tarefas da SBPC. O compromisso será assumido pelo Grupo de Trabalho de
Educação, criado pela entidade em 2008, e parceiros em diversos setores da
sociedade: organizações civis, poderes Executivo e Legislativo, empresas,
entidades, estudantes e sindicatos.
O movimento SBPC: Pacto pela Educação será lançado oficialmente nesta
sexta-feira, 13 de novembro, em cerimônia no Auditório da Reitoria da UnB.
O grupo pretende incentivar a discussão de propostas que serão apresentadas aos
governantes atuais e aos candidatos às eleições de 2010. O professor aposentado
da UnB Isaac Roitman, integrante da SBPC e um dos idealizadores da iniciativa,
conta que 10 representantes de diferentes organizações já participam das
reuniões do movimento. Depois da criação oficial do grupo, ele espera que o
número aumente.
A ideia é que os participantes do movimento construam estratégias de curto,
médio e longo prazo até o fim do próximo semestre para melhorar a educação.
"Vamos entregar nossas propostas ao governo atual e, depois das eleições, ao
governante que assumir. Além de ações, vamos estabelecer indicadores de
acompanhamento. Se eles não forem atendidos, vamos fazer pressão com a
sociedade", afirma Isaac Roitman. Segundo ele, a academia brasileira faz
diagnósticos sobre a educação, apresenta projetos, mas não faz nada para
transformar a sociedade. "Esse é a razão do nosso movimento", reforça.
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) ressalta que a iniciativa da SBPC é
pioneira. Segundo ele, as instituições que tomam conta do ensino superior nunca
olharam a educação básica como responsabilidade delas também. "Esse é um marco
histórico. É a primeira vez que alguém do ensino superior coloca educação básica
como um desafio. Estou muito satisfeito e espero que a SBPC pressione as
universidades e elas pressionem os dirigentes políticos, começando pelo governo
Lula, a iniciar uma revolução pela educação", pondera.
Cristóvam, professor e ex-reitor da UnB, participará da cerimônia desta
sexta-feira, 13 de novembro. Ele quer provocar a plateia a pensar sobre os
problemas que podem afetar o desenvolvimento do Brasil. A economia do futuro,
como ressalta, é do conhecimento. Sem ciência e tecnologia, não há perspectivas
para o país.
"Nada disso é possível sem educação. O maior problema do Brasil é a educação
básica, que precisa ser eficiente e irrestrita, mas não é", critica. "Ninguém é
intelectual em uma ilha deserta. É preciso ter outros provocando e desafiando,
mas há poucos no ensino médio", destaca.
Os integrantes do movimento liderado pela SBPC têm a consciência de que as
mudanças sugeridas por eles não poderão ser feitas rapidamente. A transformação
esperada exigirá anos de trabalho. As propostas do grupo serão entregues
sucessivamente aos governantes nos próximos 20 anos.
Entre os temas que pretendem abordar nas ações estão: formação do professor,
valorização da carreira docente, gestão escolar, metodologia pedagógica,
estrutura das escolas, avaliação. "A situação não vai mudar em meia dúzia de
anos. Por isso, temos que nos manter vigilantes e contribuir ativamente para as
transformações políticas", analisa Marco Antonio Raupp, presidente da SBPC.
Para Raupp, enquanto o ensino superior recebeu investimentos e apoio de
políticas governamentais de forma razoável, a educação básica foi esquecida. "A
comunidade universitária e científica tem o dever cidadão de contribuir para que
essa realidade seja modificada", pondera.
A cerimônia será transmitida ao vivo pela UnBTV (canal 6 da Net/Brasília), entre
9h e 12h. Os interessados poderão assistir também pela internet, nos links
(Informações da Assessoria de Comunicação da UnB)
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Portal de
Periódicos completa nove anos e lança novo sistema

JC e-mail 3888, de 12 de Novembro de 2009.
Estão disponíveis no portal mais de 21,5 mil
títulos com artigos em texto completo, cerca de 150 mil livros, 126 bases
referenciais, seis bases de patentes, estatísticas, enciclopédias e normas
técnicas
O Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior (Capes) completou nove anos de existência nesta semana. Responsável por
fornecer aos pesquisadores brasileiros acesso às publicações científicas mais
recentes, o portal comemora a data com uma nova versão, já disponível para todas
as instituições de ensino superior federais.
A cerimônia de lançamento aconteceu nesta quarta-feira, 11, no edifício-sede da
Capes.
Durante a solenidade, o presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, comparou a
história da Capes com a produção científica e o Portal de Periódicos como uma
importante quebra de paradigma. "Na ciência temos um grande mural, as pessoas
vão contribuindo, mas algumas fazem breakthrough. Foi o que Anísio Teixeira
realizou com a fundação da Capes, ou o que esta coordenação conseguiu com a
criação do portal brasileiro da informação científica", afirmou.
Guimarães também destacou a parceria da Capes com a Rede Nacional de Ensino e
Pesquisa (RNP) para a confecção da ferramenta e do novo layout de acesso
personalizado que o portal possibilita.
"Saltamos para mais de 21 mil títulos e 150 mil livros. Temos coisas
extraordinárias, como a enciclopédia britânica que permite ao usuário entrar em
museus de todo mundo", afirmou. Para o presidente, o novo portal não é uma
conquista e um desafio somente da Capes. "Não estamos sós nesta empreitada.
Estamos com reitores, pesquisadores e toda a comunidade acadêmica e científica",
concluiu.
O diretor de Programas e Bolsas no país, Emídio Cantídio, apresentou algumas das
novas ferramentas do portal. Para ele, a reformulação do portal era uma
necessidade advinda do enorme crescimento das bases de dados que o portal dá
acesso.
"Ao crescer tanto o número de revistas e bases, o simples uso como era feito não
estava mais conveniente. Foi determinado que buscássemos a modernidade para o
portal e agora temos isso em forma de uma nova ferramenta de busca", afirmou
Cantídio, em referência à novidade de se realizar buscas integradas no acervo
assinado pela Capes, por meio de uma pesquisa por autor, assunto ou
palavra-chave.
A nova versão do Portal de Periódicos já estava disponível para 12 instituições
em caráter experimental desde o último mês. A partir do próximo ano, o novo
portal estará disponível para outras universidades e institutos que já possuem
acesso ao portal. Entre elas, instituições privadas com pós-graduação
consolidada e institutos de ciência e tecnologia.
Criado em 2000, o Portal de Periódicos da Capes oferece a professores,
pesquisadores, funcionários e alunos de 308 instituições de ensino e pesquisa de
todo o Brasil o acesso à informação científica atualizada. Estão disponíveis no
Portal mais de 21,5 mil títulos com artigos em texto completo, cerca de 150 mil
livros, 126 bases referenciais, seis bases de patentes, estatísticas,
enciclopédias e normas técnicas.
O portal pode ser acessado em:
http://www.periodicos.capes.gov.br/portugues/index.jsp
(Informações da Assessoria de Imprensa da Capes)
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Novo Portal de Periódicos da Capes poderá ser acessado
por todas as universidades federais

JC e-mail 3886, de 10 de Novembro de 2009.
Acesso à informação científica disponível no
portal fica mais fácil
A
partir desta quarta-feira, 11 de novembro, o novo Portal de Periódicos da
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) estará
disponível a todas as universidades federais do país. O lançamento acontece em
Brasília, durante a solenidade de comemoração do 9º aniversário do portal. O
evento está marcado para as 11h, no edifício-sede da Capes.
O
novo sistema vai facilitar o acesso à informação científica disponível no Portal
de Periódicos. Uma novidade é a possibilidade de realizar buscas integradas no
acervo assinado pela Capes, por meio de uma pesquisa por autor, assunto ou
palavra-chave. Esse recurso foi desenvolvido pela equipe do portal com a
aquisição das ferramentas Metalib e SFX, da empresa israelense Ex Libris.
O
portal também vai oferecer aos usuários um layout mais amigável e o acesso
personalizado ao conteúdo do site, de acordo com a área de interesse do
pesquisador.
As
funcionalidades fazem parte do Projeto de Atualização Funcional e tecnológica do
Portal de Periódicos, uma parceria entre a Capes e a Rede Nacional de Ensino e
Pesquisa (RNP). Durante essa etapa de implantação do Projeto, as instituições
terão acesso às páginas do antigo e do novo Portal de Periódicos.
WebTV
Durante o aniversário do Portal de Periódicos também será apresentada a Capes
WebTV, sistema que se encontra em fase implantação. Ele vai oferecer às
instituições participantes uma grade de programação que inclui treinamentos para
o uso do portal, notícias e informações sobre a Capes, além de conteúdo local
produzido pelas próprias universidades.
Essas informações poderão ser visualizadas em monitores de LCD instalados nos
campi das instituições.
Na
solenidade está previsto ainda a entrega do Prêmio Capes-Emerald, para projetos
de pesquisa nas áreas de Ciência da Informação e Administração, e do Prêmio
Systems Link, que vai financiar as melhores propostas de divulgação e
treinamento no uso do portal nas instituições que participam do Programa de
Formação de Multiplicadores do Portal de Periódicos (Pró-Multiplicar).
O
Portal de Periódicos pode ser acessado em
http://www.periodicos.capes.gov.br/portugues/index.jsp
(Informações da Assessoria de Imprensa da Capes)
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Doutorado Honoris Causa para Denise Jodelet

A Prof. Denise Jodelet, da Ecole de Hautes Etudes en
Sciences Sociales de Paris, receberá o título de Doutor Honoris Causa da UFRJ no
dia 16 de novembro de 2009, às 18 horas, no Salão Pedro Calmon, Campus da Praia
Vermelha. A outorga do título foi solicitada pelo Instituto de Psicologia, a
Faculdade de Medicina, a Escola de Enfermagem Anna Nery e a Faculdade de
Arquitetura daquela universidade, obtendo apoio unânime do Conselho
Universitário pela contribuição que a Professora tem dado, não só àquela
instituição, mas também a várias outras em todo o Brasil, no desenvolvimento da
pesquisa e da reflexão teórica, trazendo a Psicologia Social ao encontro de
várias outras áreas. |
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ABERTAS AS INSCRIÇÕES DE TRABALHOS para o
III Congresso Brasileiro Psicologia: Ciência e Profissão
Estão abertas as inscrições de trabalhos para o
III Congresso Brasileiro Psicologia: Ciência e Profissão.
Você poderá inscrever seu trabalho nas modalidades: Mesa Redonda, Simpósio,
Conversando Sobre..., Como eu faço... e Pôster.
Maiores informaçoes acessar o site do evento:
www.cienciaeprofissao.com.br.
Faça sua inscrição, cadastre seu trabalho e participe do maior encontro da
Psicologia Brasileira!!!
Atenciosamente,
Secretaria Executiva
do III Congresso Brasileiro Psicologia: Ciência e Profissão
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Lançamento do segundo volume da Gerais:
Revista Interinstitucional de Psicologia

ISSN 1983-8220
Gerais: Revista Interinstitucional de Psicologia
é um periódico eletrônico, de cunho generalista, destinado a publicar
trabalhos inéditos em Psicologia e áreas afins, na forma de relatos de
pesquisa e artigos teóricos, além de resenhas, notas técnicas e relatos
de experiência.
A revista é editada em Convênio pelas
Instituições Federais de Ensino Superior no Estado de Minas Gerais que
mantêm cursos de graduação e pós-graduação em Psicologia (UFMG, UFJF,
UFSJ, UFU).
http://www.fafich.ufmg.br/gerais/index.php/gerais
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II Congresso Sul-americano de Psicanálise sobre Violência Culpa e Ato

Tema: As intermitências do Poder, da Morte e da Biopolítica Moderna
Data: 13 e 14 de novembro de 2009
Local Universidade de Fortaleza - UNIFOR
Endereço:
http://www.labiopsi.com.br
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Capes testa novo Portal de
Periódicos

JC e-mail 3880, de 30 de Outubro de 2009.
Ferramenta passou por um ano de aprimoramento.
Lançamento oficial será em 11 de novembro
Na
manhã desta quinta-feira, 28, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior (Capes) realizou o pré-lançamento do novo Portal de Periódicos. A
ferramenta passou por um ano de aprimoramento e agora está mais interativa,
ágil, com acesso facilitado e conteúdo expandido, atendendo a variados perfis de
pesquisadores.
O
presidente da Capes, Jorge Guimarães, ressaltou o fato de os países mais
desenvolvidos não possuírem um portal semelhante. "Possuem alguns com acesso de
poucas instituições e para determinadas áreas, mas nada comparado ao Portal de
Periódicos." Para ele, o novo instrumento mudará o conceito de biblioteca e
contribuirá para o desenvolvimento de cursos de biblioteconomia.
Nova ferramenta
O
portal continuará permitindo todas as buscas já existentes, no entanto, agora
também estará disponível o sistema de busca integrada, que permite a pesquisa em
todas as bases ao mesmo tempo. No antigo sistema era necessário procurar em cada
uma separadamente.
O
sistema permite várias possibilidades, entre elas, a busca por palavras-chave,
títulos, autores, primeira letra do periódico e bases. Outra novidade é a
possibilidade de cadastro de senha por usuário. O pesquisador poderá cadastrar
seu e-mail e senha na instituição e, dentro do seu perfil, salvar as pesquisas
já realizadas. "As inovações são no sentido de dar mais flexibilidade à pesquisa
e mais capacidade de gestão das informações acessadas diariamente", garante o
presidente da Capes, Jorge Guimarães.
A
coordenadora-geral do Portal de Periódicos, Elenara de Almeida, informou que,
com o novo sistema, o portal passou de 15.475 periódicos para 21.500, pois
agregou novos conteúdos de acesso livre. Ela disse ainda que, em 2010, outros
módulos estarão disponíveis, entre eles o de estatísticas. "Hoje, cada editor
encaminha seus dados estatísticos. No ano que vem a atualização dos dados será
automática", explica.
Outra melhoria apresentada pelo novo portal é o maior uso do idioma português
nos menus, janelas e abas de navegação. "Este fato facilita a pesquisa por
estudantes que não dominam outro idioma", diz Jorge Guimarães.
Teste
Bibliotecárias, jornalistas e pró-reitores de pós-graduação de 12 instituições
escolhidas para utilizarem o Portal, em caráter experimental, vão acessar o novo
instrumento, realizar pesquisas e encaminhar à Capes, até o dia 8 de novembro,
sugestões para melhoria e possíveis correções no sistema.
As
contribuições recebidas serão utilizadas no aprimoramento da ferramenta para o
seu lançamento oficial, no dia 11 de novembro, data em que serão comemorados os
nove anos do Portal de Periódicos.
As
12 instituições são: universidades federais do Rio Grande do Sul (UFRGS), de
Goiás (UFG), de Minas Gerais (UFMG), de Pernambuco (UFPE), do Pará (UFPA), de
Santa Catarina (UFSC), do Rio Grande do Norte (UFRN) e de Brasília (UnB). Outras
instituições são: Universidade de São Paulo (USP), Empresa Brasileira de
Pesquisas Agropecuárias (Embrapa), Universidade Católica de Brasília (UCB) e
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).
(Informações da Assessoria de Imprensa da Capes)
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Evento discute psicobiologia em Natal (RN)

JC e-mail 3880, de 30 de Outubro de 2009.
Simpósio do Departamento de Fisiologia da Federal
do Rio Grande do Norte acontece nos dias 6 e 7 de novembro
"Do Cérebro ao Comportamento" é o tema do I Simpósio em Psicobiologia da
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O evento acontece nos dias 6
e 7 de novembro no auditório da reitoria da universidade e incluirá palestras de
pós-graduandos do departamento de Fisiologia da UFRN sobre a origem da
psicobiologia, cronobiologia, memória, sono e psicopatologia, além de discussões
sobre comportamento e neuroendocrinologia.
As
inscrições podem ser feitas pelo site
www.cb.ufrn.br/simpsicobio/
A
participação custa R$ 25 até dia 1 de novembro. Após esta data, o valor sobe
para R$ 30.
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