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3º Trimestre de 2010
SETEMBRO
/ 2010
AGOSTO
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Notícias |
| 14/08/2010 |
Call for contributions ‑ Session on manufacturing debt (8th ECCP, York, Sep 2011) |
JULHO
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| 27/07/2010 | Lançamento de livro: ENDEREÇO DESCONHECIDO Crianças e Adolescentes em Situação de Rua |
| 27/07/2010 | Goiás sediará a próxima Reunião Anual da SBPC |
| 27/07/2010 | Reuni em avaliação após três anos |
| 27/07/2010 | Sonhar demais atrapalha aprendizado |
| 27/07/2010 | Pesquisadores debatem ética na ciência |
| 27/07/2010 | Primeira semana da Avaliação Trienal da Capes reúne 214 consultores |
| 22/07/2010 | Psicólogos lançam livro sobre quem é o psicólogo brasileiro |
| 22/07/2010 | II Encontro de psicologia e envelhecimento do CRI Norte |
| 22/07/2010 | I Congresso Internacional Adolescência e Violência |
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Notícias
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Notícias
3º Trimestre de 2010
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A Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Universidade Estadual Paulista (Unesp) lançou um curso on-line de redação de textos científicos: http://propgdb.unesp.br/redacao_cientifica.
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JC e-mail 4101, de 22 de Setembro de 2010.
Meta é aplicar mais de 20% do total arrecadado na
temática, ante os 15% destinados atualmente O presidente em exercício do Sistema Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae), Carlos Alberto dos Santos, anunciou nesta terça-feira (21/9), que o próximo planejamento trianual da instituição prevê fortes investimentos em inovação e tecnologia.
A meta é aplicar mais de 20% do total arrecadado na temática, ante os 15% destinados atualmente. A proposta ainda será submetida ao conselho nacional do sistema.
"O nosso plano prevê um volume de 29,6% em investimento em inovação e tecnologia, 50% a mais do que seria o patamar mínimo", disse durante a cerimônia de abertura do 20º Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas, que acontece até sexta-feira (24), em Campo Grande (MS).
Ele destacou ainda que esses investimentos precisam chegar nas empresas e para isso é fundamental a participação das incubadoras e dos parques tecnológicos.
"O Sebrae passa por um momento de transição e estamos muito empenhados e decididos em levar o tema da inovação de uma forma que nunca fizemos. A inovação passa a ser um imperativo de mercado, e para sobreviver à concorrência numa economia aberta temos que inovar", disse. Ele também lembrou que o fomento de políticas públicas é essencial para que as empresas possam aplicar recursos na modernização de produtos e processos.
Setor forte
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados nesta semana, apontam que em agosto os micro e pequenos empresários foram responsáveis por 70,6% dos 299,6 mil empregos com carteira assinada. De janeiro a agosto de 2010, eles criaram 1,3 milhão de empregos com carteira assinada, mais do que o dobro dos 611 mil gerados pelas médias e grandes empresas.
Segundo os cálculos do Sebrae, até o fim deste ano as micro e pequenas empresas podem gerar mais 600 mil empregos, alcançando cerca de 2 milhões de novos postos de trabalho no ano, o que demonstra o forte papel delas na economia do país. Para Santos, o bom desempenho é reflexo de uma melhoria na gestão e no acesso à inovação nos processos produtivos. (Cynthia Ribeiro, para o Gestão C&T online)
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JC e-mail 4101, de 22 de Setembro de 2010.
Pesquisadores vão redigir documento com sugestões,
que será entregue às agências de fomento Professores de universidades federais se reuniram no Centro Internacional de Física da Matéria Condensada da Universidade de Brasília (UnB) para discutir os critérios de avaliação da produção científica nacional, no I Simpósio de Avaliação Científica.
Estavam presentes também o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Carlos Aragão, e o diretor de avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Lívio Amaral.
Na opinião dos pesquisadores, os critérios privilegiam a quantidade em detrimento da qualidade do que é produzido. Hoje a avaliação da Capes é feita por números: quantas vezes o cientista foi citado por outros pesquisadores, número de artigos publicados durante o ano e quantos alunos de mestrado e doutorado já orientou.
"A ciência brasileira tem o dever de aumentar a qualidade, em detrimento do número de publicações", diz o professor Paulo Sérgio Lacerda, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Para ele, a avaliação ideal deve ser feita, sempre que possível, por um comitê independente e idôneo de especialistas na área, sem interesse direto no resultado da avaliação. Lacerda ressalta que a qualidade não está sendo medida. "Só temos indicadores e estimativas dessa qualidade", diz.
Qualidade
Segundo os especialistas, os critérios atuais afetam negativamente a qualidade da produção. O professor Cezar Zucco, presidente da Sociedade Brasileira de Química e professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), citou uma reportagem do jornal Folha de São Paulo de julho deste ano para exemplificar as ações dos pesquisadores que visam "engordar seus currículos".
"Verificamos uma ação entre amigos, com um professor citando o outro para ter repercussão, pesquisadores que inventam referências, fabricam dados, fazem plágio ou trabalham em áreas gerais só porque são bem vistas pela mídia", explica.
Zucco também propôs a criação de uma "auditoria científica", para investigar a qualidade dos dados e conclusões das pesquisas, por amostragem. "A avaliação não pode ser o objetivo, mas uma conseqüência da produção científica", defende o professor Luís Bevilacqua, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Mauro Copelli, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), reclamou que quando submete os projetos às agências de fomento não recebe o parecer, mesmo que o trabalho seja aprovado. "Só sabemos se o projeto foi aprovado ou reprovado, mas não recebemos nenhuma explicação", disse.
Comitês
Para aperfeiçoar o sistema de avaliação da ciência e tecnologia no país, o presidente do CNPq, Carlos Alberto Aragão, sugere algumas medidas operacionais, como a redução do número de comitês assessores nas agências de fomento à pesquisa. "Ao mesmo tempo, é preciso que esses comitês sejam mais multidisciplinares, a fim de que as áreas tenham contato umas com as outras e promovam discussões enriquecedoras", diz.
O coordenador de avaliação da Capes, Lívio Amaral, também defende que as mudanças no sistema de avaliação são necessárias, dada a dimensão alcançada pela pesquisa no Brasil. Mas diz que há um julgamento distorcido da avaliação, a exemplo do sistema Qualis de classificação de periódicos científicos. O sistema afere a qualidade de artigos e produções científicas a partir da análise da qualidade dos veículos de divulgação, ou seja, dos periódicos científicos.
"O sistema foi concebido para dar conta do conjunto da pós-graduação, mas está sendo utilizado para avaliar a qualidade individual de professores e alunos", argumenta.
Ensino
Mauro Copelli afirmou que o Brasil passou por uma transformação drástica nos últimos anos e esqueceu da importância do ensino. Os professores, preocupados em desenvolver pesquisas e publicar artigos, deixaram de lado o seu ofício. "A atividade fundamental foi esquecida porque não existe recompensa para o melhor professor de Física", exemplificou Copelli.
Isaac Roitman, professor da UnB e membro da Academia Brasileira de Ciências, afirmou que o professor dedicado mais ao ensino e à pesquisa acaba sendo desvalorizado. "As agências e fomento e os cientistas acabam causando uma assimetria mostrando que o ensino e a extensão não valem nada. Precisamos acabar com isso".
Nesta terça-feira, 21 de setembro, os participantes redigirão um documento para encaminhar as sugestões às agências de fomento. (Barbara Arato e Cecília Lopes, Secretaria de Comunicação da UnB)
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JC e-mail 4101, de 22 de Setembro de 2010.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da
Silva, assina nesta quarta-feira (22/9), três decretos destinados a qualificar a
gestão dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia Em linhas gerais, os documentos legais significam mais autonomia para a contratação, via concurso público, de professores e técnicos administrativos. Decretos com atribuições semelhantes para as universidades federais foram assinados por Lula em 19 de julho último.
No que se refere ao ingresso de profissionais, será criado um banco de servidores. Quando ocorrer aposentadoria ou exoneração, será possível convocar um substituto, dispensada a autorização dos ministérios do Planejamento, Orçamento e Gestão e da Educação.
"Isso facilita o cumprimento das metas da relação professor-aluno, o que é fundamental para a qualidade do ensino", explica o secretário de educação profissional e tecnológica do MEC, Eliezer Pacheco.
Entre as mudanças, destaca-se também a garantia de que os recursos ainda disponíveis nas instituições não precisam ser devolvidos à União. Poderão ser aplicados no ano seguinte, desde que na mesma atividade para a qual foram destinados e sob a condição de que os institutos tenham superávit orçamentário e financeiro.
Recursos
O decreto referente à autonomia define também estratégias de estímulo a políticas de apoio a escolas de educação básica, a programas de extensão e à produção de conhecimento científico. A distribuição dos recursos estará vinculada a esses parâmetros.
Os decretos decorrem do termo de metas firmado por todos os 38 institutos federais com o MEC.
A assinatura acontece durante Reunião anual com o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif). (Com informações da Assessoria de Imprensa da Setec)
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Conselhos federais irão participar do processo de regulação de cursos
JC e-mail 4101, de 22 de Setembro de 2010.
Os conselhos federais de Medicina, Medicina
Veterinária e Nutrição poderão, a partir de agora, colaborar com o Ministério da
Educação nos processos de autorização e reconhecimento dos cursos de graduação Foram assinados na tarde desta terça-feira (21/9) os termos de cooperação com a Secretaria de Educação Superior (Sesu) que formalizam a participação das entidades.
A medida visa aprimorar os procedimentos de regulação da educação superior, possibilitando aos conselhos profissionais a manifestação em relação às condições de ensino e à pertinência oferecidas pelos cursos em análise.
"O parecer dos conselhos profissionais será mais um importante indicador a ser levado em consideração pela Sesu no momento de reconhecimento dos cursos e é um ponto de vista muito importante, pois traz para o processo a perspectiva do mundo do trabalho", afirmou o diretor de regulação e supervisão da educação superior do MEC, Paulo Wollinger.
A manifestação dos conselhos profissionais no processo de regulação da educação superior está definida no Decreto n° 5.773, de 9 de maio de 2006. Além das três entidades que assinaram o termo de cooperação nesta terça-feira, outros treze conselhos já firmaram protocolo com o MEC e podem atuar nos processos regulatórios. (Assessoria de Imprensa da Sesu)
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Para Edgar Morin, é preciso dedicação para compreender os problemas globais
JC e-mail 4101, de 22 de Setembro de 2010.
Filósofo e sociólogo francês Edgar Morin abriu a
Conferência Internacional dos Sete Saberes, realizada até esta quinta-feira na
Universidade Estadual do Ceará (Uece) Aos 89 anos de idade, falando uma mistura de português com espanhol e italiano, o filósofo e sociólogo francês Edgar Morin abriu nesta terça-feira (21/9) uma conferência internacional na capital cearense. O tema do encontro foi inspirado na obra de Morin. Durante quatro dias, educadores e pesquisadores irão discutir "Os Sete Saberes Necessários Para uma Educação do Presente".
A plateia formada por professores e profissionais da área de educação ouviu atenta a palestra de Morin, que é considerado um dos maiores pensadores da atualidade. O francês falou sobre os desafios de se construir uma "educação para a civilização".
"A questão da pobreza está ligada à desigualdade, que está ligada à perda de solidariedade. Todos os problemas estão ligados. É importante compreender que temos problemas de civilização e, para resolver, devemos encontrar novos caminhos de reforma que podem conjugar-se em uma metamorfose. Quando um sistema não tem mais poder de tratar seus problemas fundamentais, ele regressa", disse.
Segundo o filósofo, essa educação civilizatória precisa ter como princípios a compreensão humana, a solidariedade e a responsabilidade. Edgar Morin defendeu que a sociedade hoje precisa de 'mundiólgos' que possam enxergar e criar soluções para os problemas globais. Para isso, segundo ele, é necessário que o conhecimento seja menos fragmentado e que o modelo de ensino seja modificado.
"É preciso religar todas as disciplinas produzidas como conhecimento, contextualizar os saberes. O ensino deve se integrar a muitas exemplificações históricas e contemporâneas para que os alunos entendam como enfrentar as ambiguidades de hoje", afirmou.
Um exemplo dessa fragmentação, segundo Morin, é a própria medicina moderna. "Ela é muito boa na criação de remédios, vacinas. Mas é especializada demais. Os médicos não são capazes de ver um organismo total, uma pessoa no seu ambiente social, ela é cortada em pedacinhos. Os antigos médicos de família tinham a possibilidade de entender a complexidade dos pacientes", comparou.
Crítico do pensamento reducionista, Morin defendeu que o mundo está demasiadamente ocidentalizado, mas que, na ciência ocidental, há "o melhor e o pior" e que é preciso unir o que há de melhor em cada cultura.
"A coisa extraordinária é que, na vida cotidiana, temos muito pouca compreensão para o estrangeiro, para outros povos que têm uma cultura outra que não é a nossa. Há incompreensão nas famílias, nas civilizações, em tudo. Há um veneno de incompreensão que faz uma degradação permanente da nossa vida", apontou.
Há dez anos Morin escreveu o livro "Os Sete Saberes à Educação do Futuro", que foi publicado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Os saberes fundamentais apontados por ele são: as cegueiras do conhecimento, o conhecimento pertinente, ensinar a condição humana, ensinar a identidade terrena, enfrentar as incertezas, ensinar a compreensão e a ética do gênero humano. (Jornal do Comércio, de Porto Alegre, 21/9)
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Premiação do Programa Mulheres na Ciência 2010 será entregue nesta quinta-feira
JC e-mail 4101, de 22 de Setembro de 2010.
Sete pesquisadoras receberão bolsa-auxílio no
valor equivalente a US$ 20 mil. Cerimônia de premiação acontece nesta
quinta-feira, 23 de setembro, no Copacabana Palace, RJ Promovido pela empresa L'Oréal, Unesco e Academia Brasileira de Ciências (ABC), o Programa de Bolsa-Auxílio (Grant) L'Oréal Brasil para as Mulheres na Ciência visa incentivar a presença feminina na linha de frente do conhecimento e garantir visibilidade ao trabalho das pesquisadoras.
O programa busca também oferecer condições favoráveis para a continuidade dos projetos das vencedoras e o desenvolvimento de novos estudos científicos por meio do auxílio financeiro.
As vencedoras da edição 2010 foram selecionadas em julho, de acordo com o currículo e a qualidade dos projetos por elas desenvolvidos.
Na área de ciências matemáticas, foi escolhida Audrey Helen Cysneiros, que estuda teoria assintótica de mais alta ordem na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Na área de química, a láurea foi entregue a Kathia Maria Honorio, da Universidade de São Paulo (USP). Ela desenvolve substâncias bioativas com potenciais aplicações para o tratamento de fibrose, arterosclerose e câncer.
Em física, a escolhida foi Lucimara Pires Martins, que estuda "biblioteca estelar de alta resolução para síntese de populações estelares" na Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul).
Em ciências biomédicas, biológicas e da saúde, houve quatro vencedoras. Bruna Romana de Souza, da Universidade Federal do ABC (UFABC), pela pesquisa sobre o "papel dos hormônios gonadais no reparo tecidual cutâneo de camundongos cronicamente estressados"; Cristiane Matté, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), por sua avaliação do efeito do exercício físico materno durante a gestação no metabolismo energético e no estresse; Patrícia Fernanda Schuck, da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), que se debruçou sobre os efeitos da fenilalanina; e Simone Appenzeller, que avalia a saúde sexual e a qualidade de vida em mulheres com doenças reumáticas, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
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Laboratório liderado por brasileiro vai transformar corpo humano em PC
JC e-mail 4101, de 22 de Setembro de 2010.
Projetor coloca tela no braço de usuário, e sensor
mede 'cliques' na pele. Estrutura de pesquisa planeja revoluções tecnológicas
daqui a uma década Um engenheiro brasileiro é o homem responsável por enxergar, com dez anos de antecedência, os rumos de uma das maiores empresas de tecnologia do mundo. Henrique "Rico" Malvar, 53 anos, formado pela Universidade de Brasília, lidera desde 1997 o laboratório de pesquisa da Microsoft. No comando de cerca de 350 pesquisadores, Malvar conduz o desenvolvimento de tecnologias que, em breve, podem tornar obsoletos teclados, mouses e até mesmo telas.
Entre as pesquisas do Microsoft Research Laboratory (MRL) estão dois projetos para tornar mais natural a interação entre seres humanos e computadores. O primeiro, batizado de skinput, faz com que nossa pele se transforme em uma tela sensível ao toque. Pequenos projetores são acoplados a uma braçadeira, e exibem comandos no antebraço do usuário. Com os dedos da outra mão, basta "clicar" no comando selecionado para fazer ligações, acessar a internet ou trocar a música de seu player de MP3, por exemplo.
Sensores instalados na mesma braçadeira medem a reverberação acústica produzida pelo "clique" em nosso braço. A cada batida do dedo na "tela", as ondas chegam aos sensores, que indicam qual foi o comando selecionado, já que a reverberação é diferente de acordo com a área do corpo apontada pelo usuário.
No segundo projeto, os cliques tornam-se desnecessários. Uma série de eletrodos mede a atividade elétrica provocada pela movimentação dos músculos da mão do usuário. Essa técnica, conhecida como eletromiografia, permite identificar exatamente qual dedo é movimentado.
A vantagem é que você pode programar funções diferentes para cada cada extremidade: mexa o indicador para abrir seu email, o polegar para acessar seu site de notícias predileto, o anelar para ligar para sua esposa e o médio para desligar o computador, por exemplo. Na prova de conceito, os pesquisadores da Microsoft foram mais ousados e divertidos: que tal jogar "Guitar Hero" sem a guitarra? É o "Air Guitar Hero".
Estrutura acadêmica
Os projetos comandados pelo brasileiro Rico Malvar, em parceria com diversas instituições de pesquisa ao redor do mundo, tentam desenvolver tecnologias que não necessariamente serão integradas à linha de produtos da Microsoft. "Enquanto o laboratório de pesquisa e desenvolvimento da empresa trabalha no que chegará para o consumidor nos próximos dois ou três anos, nosso foco está em uma década para a frente", explica Malvar ao G1.
Cabe ao engenheiro, que mora há 13 anos nos EUA, decidir onde investir uma pequena parte dos cerca de US$ 9 bilhões da verba anual de pesquisa da Microsoft. Em contrapartida, a empresa fica com cerca de 10% dos resultados obtidos no MRL. "Cerca de 90% é publicado, temos uma estrutura bem semelhante a um laboratório de uma universidade. E, para a academia, publicar é muito importante."
O MRL já publicou informações sobre sistemas operacionais que eventualmente devem substituir o Windows, linguagens computacionais para os equipamentos do futuro, sistemas para facilitar a interação de homens e robôs e algoritmos de análise automática de textos e fotos, entre outras áreas de pesquisa.
Eventualmente, no entanto, acontece de alguém na empresa identificar que os projetos do MRL podem servir para os produtos da empresa. "Um rapaz veio aqui e se encantou com um sistema de câmeras que estavamos criando, e acreditou que aquilo poderia ser revolucionário no mercado de videogames". O rapaz era o também brasileiro Alex Kipman, e a tecnologia acabou se transformando no Kinect, sistema que elimina os joysticks e faz com que o corpo do jogador comande o game. (Leopoldo Godoy) (G1, 21/9)
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JC e-mail 4099, de 20 de Setembro de 2010.
Pergunta
intrigou pesquisadores brasileiros e levou ao desenvolvimento de um novo
método de contagem do número absoluto de células do cérebro Quantas células neuronais existem de fato no cérebro humano? Essa pergunta, surgida de um projeto de popularização da ciência, intrigou pesquisadores brasileiros e levou ao desenvolvimento de um novo método de contagem do número absoluto de células do cérebro.
A pesquisa permitiu o questionamento de dogmas e trouxe novos conceitos à neurociência quantitativa. Leia mais na Ciência Hoje de setembro, no artigo escrito por Roberto Lent, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Frederico A. C. Azevedo, do Instituto Max Planck de Biologia Cibernética (Alemanha), e Walter A. Neves, da Universidade de São Paulo.
Para assinar a Ciência Hoje ou adquirir números avulsos, ligue para 0800-7278999 ou (21) 21098999.
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JC e-mail 4099, de 20 de Setembro de 2010.
Para eles,
não pagar pela participação em estudos atrasa ciência nacional.
Restrições surgiram para evitar que os mais pobres aceitassem participar
de estudos ignorando seus riscos No Brasil, não se pode pagar alguém para matar monstros em um jogo de computador e ter sua atividade cerebral observada. Foi o que Sidarta Ribeiro, neurocientista da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, descobriu quando, querendo aumentar o número de participantes do seu experimento, enviou seu projeto de remunerar os voluntários a um comitê de ética.
Cientistas que utilizam humanos em suas pesquisas dizem que proibir a remuneração em dinheiro para atrair voluntários acaba atravancando a ciência nacional.
A restrição surgiu ao mesmo tempo em que multinacionais farmacêuticas, especialmente a partir dos anos 1990, usavam países do Terceiro Mundo para testar seus medicamentos. Uma diretriz de 1996 do Conselho Nacional de Saúde determinou que a participação em pesquisas seria "voluntária, vedada qualquer forma de remuneração".
A reclamação de cientistas como Ribeiro, que trabalham com humanos, é que se foi longe demais com esse banimento. O ideal, dizem, seria que os comitês avaliassem a situação caso a caso.
Quem tem problemas de saúde facilmente se dispõe a participar da busca pela cura. Achar gente saudável disposta a perder tempo pela ciência, porém, é mais difícil. Pesquisadores reclamam que, por isso, os grupos que estudam ficam enviesados.
"Nossos voluntários acabam não sendo muito representativos da população. São pessoas naturalmente mais curiosas, mais disponíveis. Ser for alguém mais pragmático, não se expõe", diz Edson Amaro Junior, neurorradiologista da USP. "Faz diferença ao estudar o cérebro."
Eleição
Ele faz uma analogia: "Faz de conta agora que o cara, nas pesquisas eleitorais, tivesse de parar quatro horas para participar." A amostra, então, deixa de ser representativa -torna-se uma grande pesquisa entre aposentados e desempregados, talvez.
Os defensores do veto dizem que, num país em desenvolvimento, oferecer remuneração seria se aproveitar do desespero alheio. Sem outras grandes opções de renda, os voluntários ignorariam riscos por uns trocados.
Além disso, poderia existir risco da criação de "voluntários profissionais", algo que também poderia enviesar as amostras. Isso, porém, poderia ser evitado por meio de uma triagem que limite a participação de um mesmo voluntário em vários estudos.
Na Europa, paciente pode ganhar mais de 300 euros
Segundo o governo nigeriano, em 1996 cientistas da gigante farmacêutica americana Pfizer deram a cerca 100 crianças do país um antibiótico não testado chamado Trovan. Onze morreram. O país diz que eles não pediram o consentimento das famílias, sabendo que poderiam pôr a vida dos pacientes em risco. A empresa nega.
O caso inspirou duas coisas. Uma delas foi o romance "O Jardineiro Fiel", do britânico John le Carré, levado aos cinemas pelo brasileiro Fernando Meirelles. A outra foi uma decisão, em junho deste ano na Suprema Corte dos EUA, abrindo caminho para que os familiares peçam indenização.
É um caso emblemático de testes feitos por multinacionais em países pobres. Ao contrário dos EUA e Europa, neles as leis são menos restritivas, e eventuais processos por danos ficam mais remotos. Proteger-se dos testes é um argumento dos que defendem vetar pagamentos.
Mesmo Estados Unidos e Europa, porém, em geral não têm grandes restrições à ideia de pagar pela participação de voluntários. Eles avaliam caso a caso os projetos nos seus comitês de ética. Na Europa, um sujeito saudável que aceite ficar à disposição dos médicos em um hospital por dois dias pode ganhar mais de 300 euros.
"Eu trabalhei três anos nos EUA, a gente convocava voluntários normais pagando, era absolutamente natural", diz Jorge Moll Neto, da Rede D'Or de Hospitais, no Rio.
"Hoje em dia, o sistema nos EUA oferece pouco risco para os participantes. A grande maioria dos estudos não traz problemas para a saúde. Um exemplo é o mapeamento mental. Não estamos falando de injetar algo tóxico."
"No Brasil, existe uma certa rejeição de modelos mais capitalistas, que envolvem pagamento, é uma reação exacerbada. Os comitês de ética deveriam avaliar melhor cada caso", diz. (Ricardo Mioto) (Folha de SP, 18/9)
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JC e-mail 4099, de 20 de Setembro de 2010.
"A
explicação para o domínio americano é simples. O país investe 3,1% do
seu PIB em educação superior" Leia o editorial:
Não causa surpresa o ranking das 200 melhores universidades do mundo, elaborado pela prestigiosa Times Higher Education. As universidades americanas têm a reputação de excelência confirmada com a presença de nada menos que 72 instituições entre as 200 mais bem colocadas no mundo, incluindo 15 entre as 20 primeiras. O país que mais se aproxima dos EUA, o Reino Unido, tem 29 universidades na lista.
O ranking é baseado em consultas com a comunidade acadêmica internacional e leva em conta 13 indicadores de performance, sobretudo o ensino, a pesquisa e a transferência de conhecimento.
A explicação para o domínio americano é simples. O país investe 3,1% do seu PIB em educação superior, contra uma média de 1,5% dos demais países da OCDE (sigla que reúne os países mais desenvolvidos do mundo). Essa discrepância se torna ainda maior se considerado que o PIB americano, de US$ 14 trilhões, é pelo menos duas vezes superior ao de qualquer outro país.
O fato de a líder do ranking ser a Universidade Harvard, fundada em 1636, mostra que não é da noite para o dia que se constrói um ensino de qualidade.
Nesse sentido, o Brasil, onde o investimento federal no ensino superior não chega a 1% do PIB, não tem o que comemorar no ranking. Diferentemente de outros países emergentes, como China, África do Sul e Turquia, o país não teve nenhuma universidade incluída entre as 200 melhores.
A USP, que tem o mérito de ser a mais bem colocada entre as instituições latino-americanas, aparece na 232ª posição, 16 postos à frente da Unicamp, única outra escola brasileira na lista.
Se não sofre mazelas tão graves quanto as do ensino básico, a educação superior brasileira, tanto dentro das salas de aula quanto nos laboratórios de pesquisa, ainda está longe do nível de excelência necessário para alavancar o crescimento do país. Investimento público mais robusto e mais bem direcionado é um passo indispensável para sanar essa deficiência. (Folha de SP, 18/9)
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JC e-mail 4099, de 20 de Setembro de 2010.
"Os
professores ideais para alunos de ensino médio têm um perfil muito mais
próximo dos de ensino superior" Ilona Becskeházy é diretora executiva da Fundação Lemann. Artigo publicado na "Folha de SP":
Desde que as primeiras sociedades se organizaram, as gerações mais velhas sempre prepararam as mais jovens para assumir o comando. Dependendo do contexto histórico, adolescentes eram sistematicamente engajados na agricultura, no exército e até na vida religiosa, de forma que a energia mental e física destes seres humanos não fosse desperdiçada.
Hoje, na era do conhecimento, o preparo das novas gerações concentra-se principalmente na educação formal oferecida pelas escolas. No ano de 2010, o Brasil já deveria ter aprendido a lição: ou educamos nossos jovens para o exercício de uma vida produtiva ou enfrentamos o atraso por não fazê-lo.
Os dados recém divulgados pelo IBGE não causam surpresa, mas doem cada vez que são atualizados. Ter 15% dos jovens de 15 a 17 anos fora da escola representa desperdiçar o potencial de 1,5 milhão de brasileiros.
Para piorar, os que frequentam a escola nesta idade não aprendem quase nada: a diferença de proficiência entre alunos da 8ª série e os do 3º ano é mínima. Parte do problema está no alto número de matrículas no período noturno: 38%, o que atrapalha o aprendizado. O resultado é que, na comparação internacional, estamos sempre para trás.
Se o Estado não consegue sozinho corrigir o problema, voltemo-nos para o setor privado. Não para tungar mais impostos, mas para fazer um ProUni do ensino médio, ou seja, colocar os alunos do ensino médio na capacidade já instalada das universidades privadas.
Os professores ideais para alunos de ensino médio têm um perfil muito mais próximo dos de ensino superior. Com essa solução, diminuímos a ociosidade das faculdades e oferecemos ensino de melhor qualidade aos jovens. É um começo para o grande desafio que temos. (Folha de SP, 18/9)
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JC e-mail 4099, de 20 de Setembro de 2010.
Segundo o
IBGE, desigualdade regional na educação é preocupante. Índice de jovens
de 15 a 17 anos no Nordeste na série adequada em 2009 é inferior à
registrada no Sudeste em 1999 Em 2009, a proporção de jovens de 15 a 17 anos no Nordeste que frequentavam a série adequada para sua idade era inferior à registrada no Sudeste dez anos antes, diz o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Apenas 39,2% dos adolescentes nessa faixa etária estavam no ensino médio; no Sudeste, eram 60,5% em 2009 e 42,1% em 1999.
Para o IBGE, a desigualdade regional na educação é preocupante. "Mesmo com todas as melhoras sociais, a educação avança devagar", diz Ana Lucia Saboia, gerente de Indicadores Sociais..
Segundo o IBGE, espera-se que a educação evolua mais lentamente, pois ela depende de políticas públicas nas diversas esferas de governo e do tempo necessário para que os ciclos sejam concluídos pelos alunos.
José Francisco Soares, da Universidade Federal de Minas Gerais, pondera que o indicador que mede a adequação à série depende das outras fases de escolarização. "Esse indicador é muito exigente. Para que se esteja com 15 anos no ensino médio não pode ter havido nenhum problema na vida: atraso no ingresso, repetência ou abandono da escola."
Conforme o especialista, ainda há um "estoque de problemas a resolver" até que a disparidade diminua. "Existe um percurso a seguir. Cuidar do acesso, da permanência na escola e da conclusão dos ciclos de ensino. E também do aprendizado, da qualidade do que se aprendeu."
Mão de obra
Ana Lúcia lembra que períodos de crescimento econômico reforçam a necessidade de qualificação do jovem. No país todo, a escolarização entre 15 e 17 anos ainda não está universalizada: 14,8% desses jovens estavam fora da escola no ano passado. Em 2008, eram 15,9%.
Já a das crianças de 7 a 14 anos se universalizou a partir dos anos 1990. Em 2009, 98,1% delas frequentavam instituições de ensino.
O IBGE ainda aponta que menos da metade dos jovens no mercado de trabalho tem ensino médio.
De acordo com a pesquisa, 40,7% dos jovens de 18 a 24 anos que trabalhavam ou procuravam emprego tinham, em 2009, 11 anos de estudo; 15,2% tinham ido além desse nível escolar. Dez anos antes, eram, respectivamente, 21,7% e 7,9%.
A pesquisa do IBGE mostrou que o analfabetismo entre jovens de 15 a 24 anos foi de 1,9% em 2009. Isso significa, segundo o instituto, que a taxa está praticamente erradicada para essa faixa etária. (Verena Fornetti) (Folha de SP, 18/9)
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JC e-mail 4097, de 16 de Setembro de 2010.
Evento promovido pela Embrapa Gado de Corte
acontecerá de 27 a 29 de outubro Já estão abertas as inscrições para a 6ª Jornada Científica da Embrapa Gado de Corte, situada na cidade de Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
O evento é destinado para estudantes que atuam como estagiários, bolsistas e pós-graduandos na Embrapa Gado de Corte e em outras instituições do Estado de Mato Grosso do Sul e que desenvolvam projetos de pesquisa na área da bovinocultura de corte.
O tema desta jornada será "Ética na pesquisa científica". O evento contará com palestras de cientistas renomados, apresentação de trabalhos científicos e entrega do Prêmio "Destaque Científico da 6ª Jornada Científica da Embrapa Gado de Corte".
As atividades serão realizadas de 27 a 29 de outubro, na sede da instituição, localizada no Km 4 da BR 262, na saída para Aquidauana.
As inscrições para o evento estão abertas na página eletrônica: http://www.cnpgc.embrapa.br/eventos/2010/jornada6/
Além do preenchimento de uma ficha de identificação, o estudante deverá encaminhar o resumo do trabalho para o endereço eletrônico jornada@cnpgc.embrapa.br e efetivar a inscrição com a entrega de quatro litros de leite longa vida, que serão doados para entidades assistenciais.
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JC e-mail 4097, de 16 de Setembro de 2010.
O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e a
Universidade Federal do Pará (UFPA) promovem a Oficina de Elaboração de
Publicações Científicas em Ecologia, de 23 a 25 de outubro. Inscrições vão até
dia 1º A oficina será ministrada por Paulo de Marco, professor adjunto da Universidade Federal de Goiás (UFG), ecólogo e membro do comitê científico do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio Amazônia Oriental).
O evento é uma parceria entre o Programa de Pós-Graduação em Zoologia (PPGZool), da UFPA e do MPEG com o PPBio Amazônia Oriental. O público-alvo são bolsistas, pesquisadores e estudantes dos cursos de pós-graduação relacionados ao programa, em Belém e nos núcleos da Rede da Amazônia Oriental (Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Oeste do Pará e Tocantins).
Os interessados devem se inscrever por meio do preenchimento do formulário (disponível no site do MPEG). O formulário preenchido deve ser enviado para o e-mail rrcardoso@museu-goeldi.br até o dia 1 de outubro de 2010. Além do formulário preenchido, o interessado em participar da oficina também precisa encaminhar uma planilha de dados de uma coleta já desenvolvida.
A planilha de dados, que será utilizada durante o curso como ferramenta para estruturar a proposta de publicação científica, deve conter: as amostras independentes e os descritores (espécies e/ou variáveis ambientais e/ou espaciais). Os organizadores avisam que apenas o palestrante terá acesso prévio às informações contidas na planilha.
A oficina será realizada no laboratório de informática do Programa de Pós-Graduação em Botânica, no Campus de Pesquisa do MPEG (Av. Perimetral, 1901, Belém). (Assessoria de Comunicação do MPEG)
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JC e-mail 4097, de 16 de Setembro de 2010.
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do
Amazonas (Fapeam) promoverá no próximo dia 6 de outubro a Oficina de Prestação
de Contas de Projetos Aprovados A oficina é organizada em parceria com a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Sect) e será realizada na Escola do Legislativo da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM).
De acordo com a gerente de Prestação de Contas da FAPEAM, Socorro Albuquerque, a oficina tem como público-alvo os pesquisadores e assessores técnicos das diversas instituições que receberam concessão de apoio financeiro para projetos e pesquisas.
"A oficina surgiu da parceria entre as Diretorias Técnico-Científica, Financeira e a Gerência de Prestação de Contas da Fapeam, após observar que muitos pesquisadores ainda apresentam dificuldades na hora de prestar contas do apoio financeiro recebido e demais cuidados administrativos", destacou.
Segundo ela, o objetivo da oficina será auxiliar os pesquisadores e garantir que possam continuar apresentando propostas para recebimento de novos auxílios financeiros e assim desenvolverem outras pesquisas voltadas para a região amazônica. "Na oficina, os participantes irão aprender a usar novas ferramentas e técnicas administrativas para facilitar o acompanhamento da execução de projeto e, ao mesmo tempo, a construção da prestação de contas, que se trata da etapa final do projeto", explicou.
A gerente destacou ainda que, mesmo com o Manual de Prestação de Contas da Fapeam disponível no site da instituição (www.fapeam.am.gov.br), ainda existem algumas dúvidas entre os pesquisadores. "Os questionamentos são os mais variados: Como devo utilizar os recursos? Que nome deverá constar nas notas fiscais? Posso efetuar saques? Dentre outros", ressaltou Albuquerque. A oficina terá duração de três horas e contará com debates e questionamentos.
Inscrições
A Escola do Legislativo da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas fica na Av. Mário Ypiranga Monteiro (Antiga Recife), 3.950. A oficina oferece 30 vagas limitadas. As inscrições podem ser feitas pelo email prestacon@fapeam.am.gov.br
Mais informações, (92)3878-4010. (Agência Fapeam)
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JC e-mail 4097, de 16 de Setembro de 2010.
Themis Reverbel da Silveira assumiu a instância na
última semana O Conselho Superior da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs) conta com uma nova presidente, Themis Reverbel da Silveira. Sua nomeação foi publicada no Diário Oficial do Estado no último dia 8 de setembro. Silveira já havia ocupado o cargo de vice-presidente da fundação.
Graduada em medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a nova presidente do Conselho Superior possui mestrado em gastroenterologia e doutorado em genética (sanduíche UFRGS e Kings College Hospital Londres, Inglaterra).
Silveira também é professora dos Programas de Pós-graduação em Saúde da Criança e do Adolescente e de Ciências em Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da UFRGS. Atualmente, orienta e desenvolve atividades como pesquisadora responsável através de ensaios clínicos no Núcleo de Pesquisa em Vacinas (Nuclivac) e de pesquisa básica no Laboratório Experimental de Hepatologia e Gastroenterologia (LEHG) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA).
Conselho Superior
Cabe ao Conselho Superior definir a política e as linhas gerais de atuação da instituição. A instância é formada por 12 membros, nomeados pelo governo do Estado, que devem ter curriculum comprovado de atuação na área científica e tecnológica. (Informações do Gestão C&T)
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JC e-mail 4097, de 16 de Setembro de 2010.
"A avaliação da pós-graduação (...) hoje é
considerada uma das mais eficientes do mundo" Leia o editorial:
Promovida a cada três anos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação, a avaliação dos 4.099 cursos de mestrado e doutorado, que acaba de ser divulgada, registra avanços importantes na pós-graduação do país.
A primeira boa notícia é que o número de doutorados com padrão internacional vem crescendo. Em 2007, a Capes atribuiu os conceitos máximos (notas 6 e 7) a 237 cursos, nas mais variadas áreas do conhecimento. Neste ano, o número subiu para 298, o que representa 11% do total. Com isso, o Brasil pulou do 20.º para o 13.º lugar no ranking de produção científica do Journal of Scientific Research.
Quando os cursos recebem as notas 1 e 2, eles são considerados "insuficientes", perdem o credenciamento e não podem conceder certificados. E os cursos que não se recuperarem nas avaliações seguintes podem até ser fechados. Do total de cursos avaliados, apenas 75 receberam os conceitos mais baixos. E 870 cursos foram considerados regulares, alcançando a nota 3.
Para receber a nota 6, os cursos precisam ter um desempenho equivalente ao dos centros de pesquisa e das universidades de ponta norte-americanas e europeias, principalmente em matéria de produção científica e de acordos regulares com instituições estrangeiras de ponta, do porte de uma London School of Economics e de uma University of Cambridge, na Inglaterra, e de universidades como Yale, Harvard, Columbia, Princeton ou o Massachusetts Institute of Technology (MIT).
No que se refere à produção científica, os professores e pesquisadores dos cursos de doutorado têm de exercer a liderança nacional em suas áreas de atuação, integrar entidades científicas e conselhos editoriais de periódicos, participar de congressos no exterior e publicar regularmente artigos nas mais prestigiosas revistas científicas internacionais.
Em matéria de convênios e acordos, os cursos precisam manter intercâmbio internacional contínuo, desenvolver pesquisas conjuntas com instituições estrangeiras, ter doutorandos cursando disciplinas no exterior e contar em seu corpo docente com professores que sejam membros das diretorias das mais reputadas entidades acadêmicas internacionais.
Para alcançar a nota 7, os cursos não apenas precisam atender a essas exigências, como também têm de atrair alunos de outros países. E também têm de contar com financiamentos internacionais para suas pesquisas e projetos vinculados ao programa de pós-graduação.
A segunda boa notícia da avaliação trienal da Capes é que a pós-graduação já não mais está concentrada no Sudeste. Embora mais da metade dos programas de mestrado e doutorado esteja situada na região, principalmente no Estado de São Paulo, seguido pelo Estado do Rio de Janeiro, aumentou significativamente o número de cursos tanto no Nordeste como no Norte. Nesta região, por exemplo, o aumento foi de 35,3%, em relação à avaliação de 2007. E, no Nordeste, o crescimento foi de 31,3%.
Como são cursos recentes, eles precisam de tempo para obter melhores notas. Hoje, o Norte só tem um curso com padrão internacional, a pós-graduação em geologia e geoquímica da UFPA. Parece pouco, mas é uma conquista, considerando-se as carências da região amazônica.
Como era de esperar, por causa da pujança econômica de São Paulo, as três universidades estaduais paulistas e as universidades federais de São Carlos e de São Paulo são as que têm maior número de cursos com as notas máximas. A líder do ranking da Capes é a USP, com 34 cursos com padrão internacional, situados nos campi de São Paulo, Ribeirão Preto, Piracicaba e São Carlos, seguida pela Unicamp, com 15 cursos.
A avaliação da pós-graduação, que envolveu 877 consultores recrutados nos próprios cursos de mestrado e doutorado, começou a ser implantada há mais de três décadas, quando a Capes era chefiada pelo economista Cláudio Moura Castro, e hoje é considerada uma das mais eficientes do mundo. Os conceitos atribuídos servem de parâmetro para a concessão de bolsas e financiamentos de projetos, pelas agências nacionais e internacionais de fomento à pesquisa. (O Estado de SP, 16/9)
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JC e-mail 4097, de 16 de Setembro de 2010.
Secretário da Educação do Estado da Bahia
ressalta, na Reunião Regional da SBPC no Recôncavo, que qualificação dos
professores da rede pública é fundamental para diminuir evasão escolar A rede de ensino básico da rede pública só alcançará um patamar de qualidade se a universidade ajudar nesse processo. A afirmação é do secretário da Educação do Estado da Bahia, Osvaldo Barreto Filho, em conferência nesta quarta-feira (15/9) durante a Reunião Regional da SBPC no Recôncavo da Bahia, que acontece até sexta-feira na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).
"A qualificação dos professores da rede pública de ensino básico é fundamental para diminuir a evasão escolar no estado", disse Barreto. Segundo ele, cerca de 20% dos estudantes do ensino básico na Bahia abandonam a escola ainda no primeiro ano. E mais de 100 mil professores não tem nível superior e os indicadores educacionais são baixos.
Para Barreto, possibilitar a profissionalização dos professores através de parcerias com as universidades públicas e fortalecer a gestão escolar é uma alternativa para o processo de construção de uma rede pública de qualidade.
A educação na Bahia, segundo o secretário, tem inúmeros problemas, que estão sendo pouco a pouco solucionados, com ações estruturantes. "Desenvolvemos programas que envolvem professores, alunos, servidores e a família numa rede pela educação, e não apenas os docentes", explicou.
O desafio, ressaltou ele, é universalizar a educação para todas as etnias e classes sociais, e reestruturar o sistema com novos projetos político-pedagógicos, além da capacidade de executar orçamentos e apresentar respostas para a sociedade. A Secretaria, disse ele, precisou desenvolver vários programas voltados para diferentes segmentos da sociedade: indígenas, quilombolas, estudantes da zona rural etc.
Para driblar o déficit de professores em ciências, a Secretaria também criou os Centros Juvenis de Ciência e Cultura, que visam aproximar as crianças do universo da ciência. Neste caso, já há uma parceria entre a Secretaria e a Universidade de Brasília (UnB), no sentido de avaliar e capacitar os docentes que atuarão nos Centros. A expectativa do secretário é que, durante a Reunião, sejam estabelecidas parcerias, como essa, entre a Secretaria e a UFRB. (Brena Duarte, para o JC e-mail)
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JC e-mail 4095, de 14 de Setembro de 2010.
Vaga é para atuação no Programa de Pós-Graduação
em Clima e Ambiente, sediado no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa),
numa em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) Os trabalhos do bolsista de pós-doutorado iniciam em outubro. Os interessados deverão entrar em contato até a próxima sexta-feira, dia 17 de setembro, pelos e-mails de Gisele Momes (cliamb@inpa.gov.br), ou Erika Schloemp (lbamao@inpa.gov.br) ou com o pesquisador Alexandre Kemenes (alexandre.kemenes@gmail.com).
O bolsista deverá dar andamento aos trabalhos de campo e laboratório sobre emissões de gases de efeito estufa em ambientes naturais e hidrelétricas amazônicas iniciados pelo pesquisador Alexandre Kemenes, sob supervisão do pesquisador Bruce Forsberg.
Mais informações, http://www.inpa.gov.br/arquivos/ipsdoc-mz-1.pdf (Assessoria de Comunicação do Inpa)
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JC e-mail 4095, de 14 de Setembro de 2010.
Participantes deverão conduzir pesquisas em
equipes multidisciplinares em um dos seguintes temas: Ciência, Tecnologia e
Inovação; Empreendedorismo; ou Energia Sustentável O novo Programa Fulbright Nexus incentiva a formação de redes de professores, profissionais e pesquisadores, que promovam parcerias com potencial de real impacto de longo prazo na região das Américas e do Caribe, de modo a promover o compartilhamento das melhores práticas na luta contra a pobreza e a desigualdade, em um ambiente criativo e socialmente responsável.
Os candidatos deverão indicar como seus projetos podem envolver e mobilizar ONGs, setor privado e sociedade civil. Espera-se que os participantes desenvolvam e conduzam atividades de implementação de suas pesquisas em nível local, nacional e regional.
Os temas são amplos e o detalhamento das áreas de interesse encontra-se nas instruções para candidatura. Os participantes deverão conduzir pesquisas em equipes multidisciplinares em um dos seguintes temas: Ciência, Tecnologia e Inovação; Empreendedorismo; e Energia Sustentável.
O programa será desenvolvido no período de maio de 2011 a abril de 2012. Os contemplados deverão participar de três encontros plenários de uma semana: um nos Estados Unidos, um em um país da América do Sul, e outro em um país do Caribe. Além disso, deverão realizar uma visita de pesquisa nos EUA, de dois a três meses de duração, e uma visita de pesquisa em ao menos um dos países da região.
Cada selecionado receberá um grant de US$ 30.000 para cobrir todas as despesas associadas, exceto a estada e a alimentação nos encontros plenários, que serão cobertas pelo Departamento de Estado.
Os candidatos devem ter diploma de doutorado ou mínimo cinco anos de experiência em pesquisa após a conclusão do mestrado. Será dada preferência a profissionais em meio de carreira.
As inscrições ficam abertas até 15 de novembro. Mais informações, no site da Fulbright: www.fulbright.org.br
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JC e-mail 4095, de 14 de Setembro de 2010.
Estudo com jovens de 18 a 25 anos indica que
jogadores de games de ação desenvolvem capacidade de tomar decisões mais
rapidamente e sem prejuízo nos resultados Uma boa notícia para os pais que se preocupam com os filhos que passam longas horas envolvidos com videogames. Segundo estudo feito na Universidade de Rochester, no Reino Unido, jogos eletrônicos podem ajudar seus usuários a tomar decisões mais rapidamente. E, apesar de mais rápidas, as decisões não são menos exatas.
Segundo pesquisa publicada nesta terça-feira (14/9) na revista "Current Biology", os jogadores desenvolvem uma maior sensibilidade ao que está ocorrendo em sua volta e esse ganho não apenas faz com que melhorem a pontuação nos games, mas também pode resultar na melhoria de habilidades empregadas em diversas outras tarefas.
Os pesquisadores examinaram dezenas de jovens com entre 18 e 25 anos que não costumavam jogar games eletrônicos, seja em computador ou em consoles. Os voluntários foram divididos em dois grupos. O primeiro praticou 50 horas de títulos de ação populares, como Call of Duty 2 e Unreal Tournament, e o segundo praticou o mesmo tempo, mas com o estratégico e mais lento The Sims 2.
Após o período de treinamento, os participantes foram submetidos a testes nos quais os pesquisadores pediram que fossem respondidos o mais rapidamente possível.
Os jovens tinham que olhar para telas de computador e responder questões simples sobre as imagens - por exemplo, em uma tela cheia de pontos se eles, na média, estavam se movendo mais para a direita ou para a esquerda. Para que não se limitassem à percepção visual, os voluntários tinham que resolver tarefas que envolviam a audição.
Os resultados indicaram que aqueles que treinaram com jogos de ação foram até 25% mais rápidos do que os outros para chegar a uma conclusão. Apesar de mais rápidos, acertaram tantas questões como aqueles que praticaram com o game de estratégia.
"Os jogadores de games de ação são tão eficazes quanto, mas são mais rápidos do que os demais. Eles tomam mais decisões corretas por unidade de tempo. Se você for um cirurgião ou estiver no meio de um campo de batalha, essa habilidade pode fazer a diferença", disse Daphne Bavelier, um dos autores do estudo.
A cientista explica que as pessoas tomam decisões com base em probabilidades que são constantemente calculadas e refinadas em seus cérebros. O processo é chamado de inferência probabilística.
O cérebro acumula continuamente pequenos pedaços de informações visuais ou auditivas à medida que a pessoa depara com uma cena, eventualmente reunindo o suficiente para poder tomar o que acredita ser uma decisão acertada.
"As decisões nunca são apenas preto ou branco. O cérebro está sempre computando probabilidades. Quando dirigimos um veículo, por exemplo, podemos ver um movimento brusco à esquerda, estimar se corremos risco de colisão e, com base nessa probabilidade, tomar uma decisão binária: frear ou não frear", disse.
Segundo o grupo britânico, os cérebros dos jogadores de games de ação são coletores mais eficientes de informações visuais e sonoras e, portanto, atingiriam mais rapidamente a quantidade de informação de que necessitam para tomar uma decisão.
O artigo "Improved Probabilistic Inference as a General Learning Mechanism with Action Video Games" (doi: 10.1016/j.cub.2010.07.040), de Daphne Bavelier e outros, pode ser lido por assinantes da "Current Biology" em www.current-biology.com (Agência Fapesp, 14/9)
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JC e-mail 4095, de 14 de Setembro de 2010.
As propostas para concorrer ao prêmio de R$ 28 mil
devem ser entregues até sexta-feira, 17 de setembro Promovido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Prêmio Chico Mendes premiará as categorias de Liderança Individual; Organização da Sociedade Civil; Saúde e Meio Ambiente; Negócios Sustentáveis; Município; e Educação Ambiental.
Na edição de 2009, o programa Bagagem das Mulheres da Floresta, do Conselho Nacional das Populações Extrativistas, foi o vencedor da categoria Saúde e Meio Ambiente. "Com o prêmio, conseguimos estruturar e equipar o programa, ampliando as ações de empoderamento das mulheres extrativistas", diz a diretora nacional da Secretaria das Mulheres do conselho.
Casos semelhantes marcam a história do Prêmio Chico Mendes, instituído pelo MMA, em 2002, com o objetivo de valorizar e incentivar iniciativas que contribuam para a promoção do desenvolvimento sustentável da região amazônica brasileira.
As propostas devem ser enviadas até sexta-feira, 17 de setembro. O regulamento e outras informações sobre a premiação estão disponíveis em www.mma.gov.br/premiochicomendes
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JC e-mail 4095, de 14 de Setembro de 2010.
Pesquisadores com formação em múltiplas áreas
sofrem para conseguir espaço em universidades brasileiras. Apesar de incentivo
do governo para mestrado e doutorado desse tipo, instituições exigem o diploma
"tradicional" O advogado Evandro Sathler, mestre em ciências sociais e jurídicas e doutor em geografia, viu-se em uma sinuca de bico quando quis prestar concurso para professor em universidade pública.
"Não me qualifico nos editais para docente de direito porque meu doutorado é em ciências sociais, nem nos de geografia porque meu bacharelado é em direito", diz.
O caso de Sathler ilustra um problema emergente: o descompasso entre a presença cada vez maior de profissionais multidisciplinares e sua inserção nas universidades, ainda estruturadas em "caixinhas" -departamentos organizados em torno de uma área do conhecimento.
Explosão
O número de programas de mestrado multidisciplinares, como sociologia ambiental, engenharia biomédica ou política científica e tecnológica, subiu de 26 em 1998 para 117 em 2008, segundo dados da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Os programas de doutorado desse tipo cresceram de quatro para dez no período.
Segundo Maria Paula Dallari Bucci, secretária de Educação Superior do MEC (Ministério da Educação), a formação na graduação não deve limitar a escolha de candidatos em concursos.
Apesar disso, o publicitário Eduardo Nogueira, com mestrado em administração e experiência em marketing há mais de 15 anos, acabou nem tentando um concurso na UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora). Isso porque publicidade não estava na lista de cursos de graduação requeridos para inscrição à vaga.
O posto era para tutor de uma disciplina de marketing do curso de administração de empresas. O edital da federal, no entanto, exigia graduação em administração, economia, ciências contábeis e engenharia de produção, mas não publicidade.
"Minha experiência em marketing em instituições privadas e no mercado não me qualifica a dar aula em universidade pública?", diz.
A secretária do MEC ressalta que, segundo o artigo 69 do decreto 5773/06, candidatos a professor não precisam ter inscrição em órgão de regulamentação profissional, "salvo nos casos em que as atividades docente e profissional se confundem". Assim, um candidato a professor de administração não precisa ter registro em conselhos regionais de administração para concorrer.
Corporativo
Apesar disso, algumas instituições seguem critérios corporativos na elaboração de editais de concursos. "Na psicologia, a maioria dos concursos para professor exige que o candidato seja psicólogo", diz Neuza Maria de Fátima Guareschi, professora da PUC-RS e presidente da Anpepp (Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Psicologia).
Para Guareschi, mesmo que o edital seja para vaga de estatística ou psicologia cognitiva -que não envolvem a parte clínica ou testes psicológicos- muitas universidades ainda exigem formação de graduação em psicologia.
"O candidato precisa ser psicólogo para ocupar vagas para cursos na área clínica ou de testes psicológicos. Mas em muitos outros casos ele não precisaria ter graduação na área", analisa.
Graduação não tradicional complica entrada no mercado
Quando a formação na graduação já é multidisciplinar, a vida dos potenciais candidatos a concursos públicos fica ainda mais difícil. É isso que acontece com Antonio Guimarães, formado em ciências moleculares pela USP. Ele fez pós-graduação (mestrado, doutorado e pós-doutorado) em física.
"Tive problemas em um concurso da Unifesp [Universidade Federal de São Paulo], em que o edital exigia graduação em física", conta.
Ele submeteu sua inscrição e, depois de ter sido negada, recorreu. Mas perdeu o recurso. "Só quando reclamei com o reitor aceitaram minha inscrição", revela.
História parecida aconteceu com Daniel Kerr, também formado em ciências moleculares. Ele foi contratado como professor na Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), mas se deu mal quando tentou uma vaga para efetivo de química e bioquímica aplicada.
A exigência era graduação em "engenharia ambiental, sanitária ou química, bacharelado em química ou química industrial ou áreas afins". "Eu me enquadrava como áreas afins. Mas minha inscrição não foi homologada sob justificativa de que ciências moleculares não é afim à química", explica.
Para Kerr, o pano de fundo desses problemas são os editais mal escritos. "Um departamento pode delimitar o perfil de um profissional, mas não deve usar a homologação para restringir candidatos", conclui. (Luciano Grüdtner Buratto e Sabine Righetti) (Folha de SP, 14/9)
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JC e-mail 4095, de 14 de Setembro de 2010.
Principal meta é reduzir o índice evasão dos
estudantes com presença mais forte das universidades no ensino médio Um grupo de especialistas reunidos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) apresentou ao Ministério da Educação proposta para melhorar o ensino das Engenharias no Brasil - o Plano Nacional Pró-Engenharia.
O documento critica a falta de especialização dos profissionais, que não atendem às novas demandas do mercado, e seu principal objetivo é aumentar o número de formandos para 70 mil ao ano - hoje são 40 mil. Na Índia, são 220 mil novos engenheiros por ano. O plano prevê investimento de R$ 300 milhões a serem aplicados em cinco anos, com recursos da União.
Para atingir as metas de quantidade e qualidade dos alunos, o documento propõe critérios para aplicação dos recursos nas universidades que já oferecem cursos na área. Somente as que obtiveram nota acima de 4 no Enade e que tenham pelo menos 50% dos professores em dedicação exclusiva receberão a verba.
Como critérios classificatórios estão o apoio à educação básica, principalmente em Matemática e Ciências, com cursos de férias e acesso às instalações da universidade nos finais de semana e feriados. Também seria avaliado se a universidade tem programas de reforço junto às escolas de ensino médio e se estimula a participação em eventos como Olimpíadas de Matemáticas e Ciências, oferecendo bolsas.
Evasão
A estratégia para aumentar o número de engenheiros no Brasil é diminuir a evasão dos cursos. Nas universidades públicas, a média de evasão é de 60%. Na UnB esse índice varia de 30% a 40%.
Segundo o diretor da Faculdade de Tecnologia, Antônio César Brasil, o problema acontece no mundo todo e uma das principais causas é a dificuldade com as matérias básicas como Matemática, Física e Química. "Se não tomarmos logo uma atitude, o mercado pode ter um apagão de profissionais na área nos próximos cinco anos", avisa o professor.
O estudo encomendado pela Capes revela que, em 2007, 450 mil candidatos disputaram 198 mil vagas nas Engenharias em vestibulares por todo o Brasil. Porém, só 115 mil foram preenchidas. 80 mil vagas ficaram ociosas, apesar da grande demanda.
De acordo com o professor Geovany Araújo Borges, do Departamento de Engenharia Elétrica, a quantidade de cursos e as pessoas interessadas na área são poucas. A dificuldade do curso resulta em evasão, o número de cursos no país é pequeno e os bons salários a curto prazo de outras áreas, como Direito e Medicina, atraem muitos estudantes.
"Para aumentar as vagas em cursos de Engenharia é preciso que o governo faça um investimento real", defende Geovany. "Em países como Coreia e China, o número de profissionais cresceu e permanece aumentando em razão da preocupação desses governos com o desenvolvimento. Isso é resultado de um planejamento governamental".
O professor Francisco Assis, também da Engenharia Elétrica, lembra que a exigência e a dificuldade das disciplinas são altas. "Se pegarmos a disciplina de eletromagnetismo, por exemplo, envolve conhecimentos sobre campos magnéticos e forças que chegam ao limite do conhecimento humano", explica.
Antônio Brasil acredita que uma alternativa é fazer com que o aluno se envolva desde o início do curso com atividades práticas. "Às vezes o aluno estuda só matérias teóricas e não consegue ver o porquê disso. Projetos como o do Aerodesign - no qual os alunos desenvolvem aviões de aeromodelismo e participam de competições -, por exemplo, mostram para o aluno desde cedo a aplicabilidade do que está estudando e isso estimula", sugere.
Ele recomenda ações como o edital do Decanato de Ensino de Graduação, que oferecerá aulas de reforço para Matemática, Física e Química e parcerias com escolas de ensino médio da região.
Qualidade
Outro problema apontado pelo documento é a qualidade do profissional que se forma. Ele cita o Índice Prontidão Tecnológica, calculado pelo Fórum Econômico Mundial, que mede a capacidade de responder de forma inovadora aos desafios do mercado. O Brasil ocupa a 59ª posição entre 175 países. O problema seria a falta de especialização dos profissionais.
Geovany Borges diz que as universidades formam engenheiros capazes de realizar diversas tarefas. "A academia dá uma formação geral para que ele se especialize no mercado. As empresas possuem responsabilidade na formação de profissionais", afirma.
O professor usa como exemplo a Universidade Petrobras, que possui cursos de formação e treinamento para seus jovens engenheiros. "É ali que eles aprendem a operar os softwares específicos da empresa".
Antônio Brasil acredita que há espaço para as duas formações. Ele cita o exemplo da UnB, que criou os cursos de Engenharia Ambiental e da Computação, mais específicos, e manteve crescimento na área das engenharias gerais. Brasil destaca que formar profissionais muito especializados não é uma vantagem.
"Quando começamos a formar um engenheiro, não sabemos quais serão os desafios profissionais daqui cinco anos porque a área é muito dinâmica. O aluno tem que ter uma boa base para saber atuar em qualquer especialidade", aponta. (Juliana Braga, da Secretaria de Comunicação da UnB)
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JC e-mail 4095, de 14 de Setembro de 2010.
De 2007 para cá, total de cursos avaliados pela
Capes passou de 3.394 para 4.099. Desse total, 85 cursos (2,1%) não alcançaram a
nota mínima na avaliação trienal e poderão ser descredenciados A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgou na manhã desta terça-feira (14/9) os resultados da avaliação da pós-graduação stricto sensu, que é que é realizada a cada três anos, com atribuição de notas.
De acordo com os dados, o número de cursos de mestrados e doutorados avaliados no Brasil, comparando-se os anos de 2007 para 2010, cresceu 20,8%.
Neste ano, 877 consultores avaliaram 2.718 programas, que correspondem a 4.099 cursos, dos quais 2.436 são mestrados acadêmicos, 1.420 doutorados e 243 mestrados profissionais. Em 2007, foram avaliados 2.256 programas, 3.394 cursos: 2.061 mestrados acadêmicos, 1.177 doutorados e 156 mestrados profissionais.
A região Norte aparece com maior crescimento de cursos avaliados em relação ao ano de 2007, com 35,3%. Em seguida, as regiões Nordeste, 31,3%; Centro-Oeste, 29,8%; Sul, 24,2% e, por último, a região Sudeste com 14,9%.
O Sudeste ainda é a região com maior número de cursos, 2.190, representando 53,4% do total de cursos. O Sul representa 19,8%, com 810 cursos; Nordeste, 16,4%, 672; Centro-Oeste, 6,6%, 270 e a região Norte com 157 cursos, 3,8%.
Notas
Na avaliação da Capes, os programas recebem notas na seguinte escala: 1 e 2 que descredenciam o programa; 3 que significa desempenho regular, atendendo ao padrão mínimo de qualidade; 4 que é considerado um programa com bom desempenho; e 5 que é a nota atribuída ao programa que atinge muito bom nível. As notas 6 e 7 indicam desempenho equivalente ao alto padrão internacional.
Os resultados apontam que do total avaliado, 85 cursos (2,1%) não alcançaram a nota mínima e poderão ser descredenciados.
As instituições de ensino com programas considerados "fracos" ou com "desempenho abaixo do padrão" - notas 1 e 2 em uma escala de 1 a 7 - terão 30 dias a partir desta quarta-feira para apresentar pedidos de reconsideração dos resultados. "Não vamos divulgar os nomes dos cursos com avaliação 1 e 2, justamente porque eles ainda podem recorrer do resultado", explicou o presidente da Capes, Jorge Guimarães, segundo informações do portal G1.
Na avaliação deste ano, 112 programas receberam nota 7 e 186, nota 6. O Sudeste é a região com maior número de programas com notas 7 e 6, 95 e 139, respectivamente. Em seguida o Sul, com 15 notas 7 e 31 programas notas 6. A maior concentração de notas 7 e 6 nas regiões com maior tradição acadêmica, Sudeste e Sul, se dá pelo amadurecimento dos programas. As regiões Norte e Nordeste, que tiveram o maior aumento de programas nos últimos três anos, ainda estão no processo natural de consolidação.
Na comparação de notas da Avaliação Trienal 2010 com as notas anteriores, 69% dos cursos mantiveram suas notas; 20% aumentaram; e 11% tiveram notas reduzidas.
O Ministério da Educação, por meio do Conselho Nacional de Educação, reconhece os resultados da Avaliação Trienal da Capes. É importante ressaltar que os cursos que não possuem a recomendação da Capes, não são autorizados pelo MEC e, por este motivo, não podem conceder certificados válidos de mestre e doutor.
Os resultados da avaliação fornecerão subsídios para a definição de planos e programas governamentais de desenvolvimento e investimentos no Sistema Nacional de Pós-Graduação.
Sudeste é a região com maior número de cursos
Na avaliação de 2010, foram avaliados 2.190 cursos na região Sudeste, representando 53,4% do total de cursos.
São Paulo tem a maior concentração de cursos, 1.184, dos quais 631 são mestrados, 494 doutorados e 59 mestrados profissionais. Em seguida, Rio de Janeiro, com 547 cursos, 289 mestrados, 205 doutorados e 53 mestrados profissionais. O estado de Minas Gerais tem 405 cursos, 250 mestrados, 135 doutorados e 20 mestrados profissionais e por último, Espírito Santo, com 54 cursos, 41 mestrados, 10 doutorados e 3 mestrados profissionais.
Em relação à última avaliação, de 2007, o estado do Espírito Santo apresentou o maior crescimento, 68,8%. Em 2007, o estado tinha 32 cursos, 26 mestrados, 5 doutorados e 1 mestrado profissional. Saldo este positivo já que a pós-graduação da unidade federativa é, ainda, a menos consolidada do Sudeste. São Paulo foi o que apresentou menor crescimento, 9,7%.
Em relação às notas, do total de 594 cursos que tiveram notas 7 e 6, o Sudeste é a região com maior número, 467, dos quais 190 cursos com nota 7 e 277, com nota 6. Cerca de 60% dos cursos da região tiveram notas 4 e 5; 16,7% dos cursos tiveram nota 3 e apenas 2,4% (52 cursos) dos cursos foram descredenciados pela Capes (notas 1 e 2).
Sul mantém 98,8% dos cursos em funcionamento
Na avaliação trienal, apenas 1,2% dos cursos da região Sul receberam nota abaixo de 3, nota mínima para a recomendação. É a região com a menor porcentagem de cursos descredenciados.
O Sul é ainda a segunda maior região em quantidade de cursos, 810 dos 4.099, ficando atrás apenas do Sudeste. São 494 cursos de mestrado acadêmico, 48 de mestrado profissional e 268 de doutorado, que representam 19,8% do total do país. Também é a segunda maior porcentagem de cursos de excelência. Dos 810 cursos, 91 receberam notas 6 ou 7.
De 2007 para 2010, a região Sul teve um crescimento de 24,2% na quantidade de cursos. Nestes três anos 158 novos cursos entraram em funcionamento, sendo 60 no Paraná, 56 no Rio Grande do Sul e 42 em Santa Catarina. Em 2010, foram avaliados 259 cursos no Paraná, 390 no Rio Grande do Sul e 161 em Santa Catarina.
No Nordeste, pós em dois estados cresce mais que 100%
Os resultados da Avaliação Trienal 2010 indicam que dois estados do Nordeste tiveram crescimento maior ou igual a 100% na pós-graduação. Sergipe mais que duplicou seu número de cursos, saltando de 13 para 27 cursos, crescimento equivalente a 107,7%. Outro estado que dobrou o número de cursos nesses últimos três anos foi o Piauí, que passou de 10 para 20 cursos.
A região Nordeste teve no total um crescimento na pós-graduação de 31,3% desde a última avaliação trienal em 2007. Pernambuco é o estado do Nordeste com maior quantidade de cursos. São 165 ao todo. A Bahia vem em seguida, com 153 cursos.
O Nordeste já conta com uma participação de 16,4% no total da pós-graduação brasileira e assim se aproxima da Região Sul, a segunda com maior número de cursos, com 19,8%. Hoje, são 672 cursos de mestrado, doutorado e mestrado profissional, distribuídos pelos nove estados que compõem a região.
O maior percentual de notas 4 do país também se encontra na região Nordeste. São 298 cursos com essa nota, o equivalente a pouco mais de 44% do total na região. Apenas nove cursos (1,3%) não obtiveram a nota mínima.
Pós de Mato Grosso é a que mais cresce no Centro-Oeste
No Centro-Oeste do Brasil a unidade federativa que mais cresceu na avaliação de 2010, em comparação com a de 2007, foi o Mato Grosso, com 52,9%. Em segundo lugar está o Mato Grosso do Sul, com 46,2%, seguido de Goiás, 36,5% e do Distrito Federal, 19,5%.
O Distrito Federal, embora pequeno em área e o que menos cresceu no período, tem grande representatividade em relação ao número de cursos de pós-graduação stricto sensu na região. Em 2010, de um total de 270 cursos avaliados na região, 135 são do DF. Os 135 restantes estão distribuídos pelos estados de Goiás (71), Mato Grosso (26) e Mato Grosso do Sul (38).
Os 270 cursos representam 6,6% do total brasileiro - 4.099. Destes, 62 foram implantados de 2007 a 2010, registrando um crescimento de 29,8% na região. São dez os cursos na região que são considerados de excelência, ou seja, receberam notas 6 ou 7. Apenas sete cursos (2,6%) receberam nota abaixo de 3, mínima exigida para ser reconhecido.
Pós-graduação na Região Norte cresce mais de 35%
A maior região do Brasil foi também a que teve maior crescimento na pós-graduação nos últimos três anos. A região Norte saltou de 116 cursos em 2007, para 157 em 2010. O crescimento equivale a 35,3%, superior à média nacional de 20,8%.
O maior crescimento de um estado em todo o país está na região Norte. O Tocantins teve um aumento de 166,7% passando de três cursos em 2007, para oito em 2010.
O estado de Amazonas passou de 42 cursos na última avaliação, em 2007, para 60 em 2010, um crescimento da ordem de 42,9%. O Pará, por sua vez, é o estado na região que mais possui cursos de pós-graduação, com 69 cursos, entre mestrado, doutorado e mestrado profissional.
Esse crescimento possui uma importância significativa, já que a pós-graduação está começando na região Norte e conta apenas com 3,8% do total de cursos do país. A região possui 79 cursos com nota 3, 69 cursos com notas 4 e 5, dois cursos com nota 6 e nenhum com nota 7. Isso se explica pelo fato de a pós-graduação na região ainda encontrar-se em processo de consolidação.
Em Rondônia, por exemplo, o primeiro doutorado foi concluído há apenas dois anos, com a apresentação de uma pesquisa reconhecida internacionalmente sobre o controle epidêmico da malária na região amazônica. Já os estados do Acre e Roraima ainda não contam com nenhum curso de doutorado. Do total de 157 cursos, sete cursos de toda região tiveram notas abaixo da nota mínima. (Informações da Assessoria de Comunicação da Capes e do Portal G1)
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Por Cristiane Paião Embora seja ainda um pouco renegado, alvo de iniciativas pontuais e isoladas, pesquisas recentes vêm mostrando como o uso de plataformas alternativas na educação, como redes sociais e blogs, pode servir como uma estratégia bastante interessante do ponto de vista pedagógico. Que as redes sociais como Orkut, FaceBook e Twitter, entre outras, estão em alta, todo mundo sabe, mas o que ainda está por ser revelado é que, na contramão do que se poderia esperar, ainda existem muitos preconceitos em torno dessas ferramentas, que poderiam ser melhor aproveitadas na medida em que promovem grande interação entre seus usuários e democratizam suas formas de acesso, ampliando redes de informação e refinando conteúdos. Nos últimos anos, vimos acontecer uma revolução em termos de comunicação. A chamada web 2.0, termo criado em 2004, é uma segunda geração de comunidades e serviços que têm a internet como plataforma, e envolve wikis, aplicativos, redes sociais e tecnologia da informação. Ela revolucionou as formas pelas quais dados e informações são veiculados, e fez com que a web fosse hoje encarada por seus usuários e desenvolvedores como um ambiente de interação que engloba inúmeras linguagens e motivações. E cada vez mais há uma crescente pressão para que as novas tecnologias não apenas estejam presentes nas escolas, mas também façam parte efetiva do ensino e das práticas pedagógicas. “O acesso à internet tem sido cada dia mais comum, e os jovens são os que mais a utilizam. Por isso, é bastante interessante cumprir nossos propósitos docentes de conduzir o aluno a uma aprendizagem crítica, sólida, coerente, mais interativa e proveitosa por meio da internet, que pode ser mais uma ferramenta a se somar ao livro didático, ao quadro, ao conhecimento e à observação tácita do professor. A internet não deveria ser tão banalizada. Ela pode também ser uma ferramenta útil para o professor, e um entre tantos espaços para a aprendizagem do aluno”, ressalta Claudia Rodrigues. Ela dá aulas de redação no ensino médio e analisou, em sua pesquisa de mestrado pelo Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), os resultados de uma estratégia aplicada em quatro turmas de uma escola em Minas Gerais, em 2007: a utilização de blogs como forma de interação entre alunos e professor nas aulas de redação. E Rodrigues não é a única. Assim como ela, diversos outros professores vêm tentando empregar o blog como ferramenta pedagógica, ainda que isoladamente, como estratégia própria do docente, não inserida no projeto pedagógico da escola como um todo. A professora Joana Darque Cardoso Santos, que leciona no ensino fundamental em Hortolândia (SP), tem um outro exemplo de experiência bem sucedida. Ela participou do projeto Time – Tecnologias e Mídias Interativas na Escola, elaborado por pesquisadores do Núcleo de Informática Aplicada à Educação (Nied), em parceria com o Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade (Nudecri), ambos da Unicamp. O Time atendeu, ao longo de três anos, duas escolas municipais de ensino fundamental de Hortolândia, envolvendo 15 professoras e 1.300 alunos na faixa de 6 a 10 anos. Eles trabalharam na produção de vídeos, rádio web, histórias em quadrinhos e blogs, como meios de diversificar e enriquecer o conteúdo curricular. Após o término da pesquisa, Santos foi uma das únicas professoras a continuar usando o blog em suas turmas. Ela conta que a ideia do blog deu tão certo que não apenas continuou utilizando a plataforma com os seus alunos como também estendeu a ferramenta para outras redes sociais, como Orkut e Twitter. “Hoje temos três comunidades ativas no Orkut, nas quais eu posto textos e dicas sobre assuntos variados ligados aos conteúdos escolares, para várias séries e idades. Ao manusear o Orkut, eles participam da comunidade, estudam e visitam páginas de amigos. Também estou montando um perfil no Twitter, que ainda está sendo planejado. Mas o carro-chefe mesmo é o blog. É nele que acontece a maior parte da interação”, explica. Os blogs consistem em um fenômeno recente, mas que conquistou as mais diferentes categorias de internautas pela própria dinâmica da página. Entre suas principais características estão, primeiro, seu custo zero, na medida em que se trata de uma ferramenta gratuita na internet, disponibilizada por vários servidores, bastando apenas um cadastro rápido e uma conta de email para que se possa utilizá-la; e, segundo, sua facilidade de operação, manuseio, e manutenção, na medida em que não exige conhecimento técnico na construção de páginas de internet, permitindo que os próprios usuários possam publicar seus conteúdos. Para Rodrigues, o blog poderia ser considerado uma ferramenta a mais para ampliar a discussão iniciada em sala de aula, estendendo-a para o ambiente virtual. Em sua experiência, a iniciativa mostrou-se mais do que positiva. “As discussões tiveram maior alcance, do ponto de vista temático, e despertaram nos adolescentes o desejo de escrever mais. Eles tiveram que produzir blogs para continuar as discussões da sala de aula. A tarefa proposta promoveu maior engajamento dos alunos, propiciou a leitura de uma gama de gêneros disponibilizados na internet e gerou debates e comentários mediados pela escrita. Os dados também indicam que a produção dos alunos foi bastante complexa e não se enquadra no ‘internetês’ tão temido pelos professores. O blog tem a vantagem de integrar, em um único meio, informações de diferentes tipos (visuais, audiovisuais, verbais) e também abre espaço para interação entre leitores e autores”, salienta. De acordo com Marco Silva, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), com o uso do blog, a escola, que sempre chegou atrasada ao cenário midiático, pode colocar-se em sintonia com o contexto de comunicação atual e, assim, potencializar a aprendizagem, a educação e a cidadania. “Na web 1.0, os sites eram criados com base em linguagens complicadas e, por isso, somente experts estavam aptos a operá-los. Os blogs são mais fáceis de se criar e se participar, e essa facilidade de participação traz a grande novidade da web 2.0: mais interatividade, mais autoria social. O professor e os alunos podem criar facilmente o blog da turma e todos podem atuar nele com postagens e administração coletiva da comunicação. O maior benefício disso é a construção da ciberdemocracia, tal como a entendem os autores André Lemos e Pierre Levy no livro O futuro da internet: em direção a uma ciberdemocracia planetária”, explica. Interatividade De acordo com os entusiastas da ferramenta, o uso dos blogs em sala de aula pode oferecer aos alunos uma nova maneira de produzir conhecimento, leitura e escrita, fazendo com que os alunos possam ir além dos murros escolares, pois a própria socialização por meio de comentários faz com que os estudantes se sintam motivados a inovar com mais liberdade que nos meios tradicionais. Textos complementares, dicas de links, imagens e notícias relacionadas aos assuntos tratados em sala de aula são exemplos de ações utilizadas para movimentar os debates entre os usuários do blog. Caprichar na proposta da atividade e motivar os alunos a pesquisar e publicar conteúdos é essencial. Por meio do blog, é possível a produção de textos, narrativas, poemas, análise de obras literárias, opinião sobre atualidades, relatórios de visitas, publicação de fotos, desenhos e vídeos produzidos por alunos. Mas até que ponto essas iniciativas podem ser consideradas redes sociais? Quanto há de interação nessas experiências? Há uma sensação maior de pertencimento a uma comunidade por parte dos alunos ou a adesão está meramente vinculada ao tradicional receio quanto à avaliação do professor? Segundo Santos, existe realmente interatividade, e não apenas extra muros, mas também extra continentes. “Joaninha”, como ela gosta de ser carinhosamente chamada por seus alunos, conta que a experiência deu tão certo que hoje ela recebe posts e comentários de pais e professores até de outros países. Ela explica que o blog nasceu de uma necessidade própria das crianças e de seus pais, que às vezes encontravam-se fora do país, mas queriam muito continuar acompanhando de perto as atividades dos filhos, ou que apenas queriam observar melhor suas tarefas escolares e interagir mais, mostrando os trabalhos para a família, por exemplo. “Em um ano, temos quase 60 mil acessos. Tem alunos de 10, 15 anos atrás que me acham e deixam recado”, comemora. Rodrigues confirma essa avaliação positiva. “Eu acreditava na validade dos blogs para a educação, mas precisava comprovar minhas crenças. Aos poucos, fui percebendo que outras pessoas começaram a participar por meio de posts publicados na página: pais, mães, tios; e que essas pessoas simplesmente entravam no blog e colocavam impressões pessoais sobre a temática que estava sendo discutida. Houve uma interação entre professor da turma, professores da escola, alunos, família. Uma discussão quase impossível de acontecer quando ocorre apenas em sala de aula”, conta. “Interação, sempre há. Interatividade, nem sempre”, observa Silva, da Uerj. Para o pesquisador, interatividade pressupõe interlocução, co-criação da mensagem, do conhecimento, e isso nem sempre pode acontecer. “Um blog criado pelo professor pode gerar interatividade quando ele é espaço de colaboração, quando cada postagem do professor ou dos alunos gera interlocução inventiva ou comunicação de todos para todos, que potencializa a construção do conhecimento curricular. Entretanto, muitas vezes uma postagem, seja do professor, seja de um aluno, gera apenas reatividade na turma, isto é, respostas mecânicas, pouco criativas, burocráticas, apenas para cumprir uma atividade que vale ponto, nota. Isso é interação e não interatividade, no sentido que defendo no livro Sala de aula interativa”, explica. “O blog pode permitir emissão e recepção na co-criação da mensagem, desde que o professor esteja consciente do desafio de formar cidadãos criativos e não se conforme apenas com reatividade e reprodução, práticas já cristalizadas historicamente nas salas de aula. Em suma, ele poderá sim ser rede social, mas apenas se for capaz de engajar uma coletividade viva e participativa e não apenas reatividade baseada em respostas previsíveis de alguns alunos a uma postagem do professor”, enfatiza. Dificuldades e perspectivas Mas se existem tantos benefícios para o uso dos blogs no processo educativo, porque ainda existe certo receio por parte dos educadores em utilizar a ferramenta? Para Rodrigues, um dos grandes entraves para a aceitação do blog como estratégia de ensino seria a linguagem própria que a internet produz. “É como uma espécie de dialeto que os jovens utilizam para expressar suas opiniões. Mas não se trata de substituir a forma de ensinar a norma culta. Ela tem seu espaço já reconhecido, assim como a linguagem informal. A minha proposta é utilizar um novo espaço para otimizar os debates ocorridos em sala de aula e despertar o interesse pela escrita”, esclarece. Segundo a professora, a escola, em geral, ainda possui resistência em levar para a sala de aula gêneros digitais que possam auxiliar o ensino. Na opinião de Rodrigues, muitos ainda veem a internet apenas como um instrumento de entretenimento e não se dão conta de sua utilidade nos estudos e pesquisas. Ela lembra o domínio que os jovens possuem das tecnologias da informação e alega que isso poderia ser melhor aproveitado no ambiente escolar. “Na minha experiência com os blogs, percebi que o uso das páginas digitais demanda mudanças sensíveis no perfil do professor. Primeiro porque ele deixa de ser o fornecedor dos textos, controlador do debate e avaliador dos textos que seus alunos produzem. Ele passa a ser um orientador. Embora ainda dê a nota e avalie, na prática deixa de ser leitor alvo dos textos. Sob o aspecto cultural, é difícil abandonar crenças anteriores, mas é possível, quando se vê que o ensino melhorou, ou que os aprendizes ‘saboreiam’ melhor a aprendizagem”, salienta Rodrigues. “O estudo que realizei ressalta a necessidade de encontrarmos caminhos para explorar o letramento digital em sala de aula, pois a escrita convencional não tem sido suficiente para atender as necessidades sociais, interativas e cognitivas de nossos alunos. A limitação está apenas na criatividade do professor e de seus participantes. O blog favorece a participação coletiva, formando autores, co-autores, leitores assíduos e alunos mais envolvidos com a leitura e a escrita”, avalia. De acordo com Silva, da Uerj, as políticas de inclusão digital nas escolas públicas ainda são meramente instrumentais, isto é, apenas distribuem computadores e internet quando na verdade deveriam, concomitantemente, formar os professores para uso criativo em sintonia com o currículo escolar e com a cibercultura. “Os professores mal aprenderam a usar a TV e agora são desafiados a usar algo muito mais complexo. A TV situa-se no mesmo paradigma da pedagogia da transmissão de A para B. O computador não se reduz a isso. Trata-se de meio de interatividade, de construção da autoria colaborativa. Se o professor não é incluído digitalmente, ele subutilizará a nova mídia e fará dela um instrumento para reforçar o velho paradigma da transmissão unidirecional”, evidencia. “Eu penso que hoje um professor precisa ser multifacetado”, diz Santos. “Precisa ser artista, para agradar aos alunos, profissional, para agradar aos pais, ético, para agradar aos colegas, e, às vezes, até palhaço, para agradar a escola. Mas, sobretudo, ser verdadeiro consigo mesmo. Eu tento pegar tudo e fazer uma salada, uma vitamina”, continua. “No estado em que estamos, não posso mais não gostar de tecnologia, proibir celular, falar mal do Orkut, dos cantores de ‘rebolation’. Preciso, sim, conhecer e dialogar com meus alunos sobre perigos e soluções. Na minha opinião, o que está faltando é mais “professores Joaninhas”, que apesar de não dominar a parte técnica, tem a coragem de dizer: vamos meninas, juntas podemos mostrar para os alunos que o computador não é mais importante do que a professora e sim aliado para se conseguir entrar no mundo do aluno! Precisamos desmitificar esse medo. Mexer, manusear, usar!”, conclui. http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=59&id=746
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JC e-mail 4092, de 09 de Setembro de 2010.
Editais para cooperação com países da África e
para países de língua portuguesa foram lançados pelo Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) O prazo para submissão aos Editais 16/2010 e 37/2010 vai até 15 de setembro. O primeiro edital, do Programa de Cooperação em Ciência, Tecnologia e Inovação com Países da África (Próafrica), investirá o montante de R$ 1 milhão oriundo dos fundos setoriais. O objetivo é apoiar a realização de atividades de cooperação internacional em ciência, tecnologia e inovação (CT&I). Veja o edital em www.cnpq.br/editais/ct/2010/016.htm
Com R$ 800 mil disponíveis, o Edital 37/2010, do Programa de Cooperação em Matéria de Ciências Sociais para a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (PCS/CPLP), vai selecionar propostas nas áreas de sociologia, ciência política e antropologia.
Os projetos devem incluir atividades de cooperação internacional entre pesquisadores dos países da CPLP (Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor Leste). Veja o edital em: http://www.cnpq.br/editais/ct/2010/037.htm (Assessoria de Comunicação do CNPq)
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Projetos de inclusão digital e social terão R$ 5,5 milhões
JC e-mail 4092, de 09 de Setembro de 2010.
Edital recebe inscrições até 20 de outubro O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), por meio da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis), e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lançaram edital conjunto para selecionar projetos de extensão inovadora que tenham como suporte as redes informacionais e as tecnologias de informação e comunicação. O edital irá investir nas propostas aprovadas o valor global estimado de R$ 5,5 milhões.
Os projetos apoiados pelo edital deverão contribuir para a inclusão digital e social e para o desenvolvimento sustentável local, por meio da disseminação e transferência de tecnologia em contextos comunitários. As propostas devem estar claramente caracterizadas como projeto de extensão inovadora em uma das áreas temáticas principais: comunicação; cultura; direitos humanos e justiça; educação; meio ambiente; saúde; tecnologia e produção; e trabalho.
Cada projeto poderá solicitar o valor máximo de R$ 68,7 mil e deverá ter prazo máximo de execução estabelecido em 12 meses. Excepcionalmente, caso haja acréscimos de recursos, o prazo de execução dos projetos poderá ser prorrogado por igual período. O projeto não poderá ter duração superior a 24 meses.
O proponente deve ser professor de Instituição de Ensino Superior (IES) pública ou privada, sem fins lucrativos, ter seu currículo cadastrado na Plataforma Lattes e ainda ter vínculo celetista ou estatutário com a instituição de execução do projeto. O pesquisador aposentado poderá apresentar projeto desde que comprove manter atividades acadêmico-científicas e apresente declaração da instituição de pesquisa e/ou ensino concordando com a execução do projeto.
A instituição de execução do projeto ou a instituição parceira deverão garantir: a disponibilidade, durante o período de execução do projeto, de espaço físico com a estrutura de Unidade de Inclusão Digital (UID); condições mínimas de habitabilidade, segurança, acessibilidade e conforto ambiental nos espaços de execução do projeto; serviços de conexão à internet de maneira a atender a demanda do projeto; que a atividade seja de uso público e gratuito; que as condutas no âmbito do projeto sejam laicas, apartidárias e sem fins lucrativos; e que o atendimento ao público na UID seja realizado em jornadas semanais mínimas de 40 horas.
As propostas devem ser encaminhadas ao CNPq, exclusivamente via internet, até 20 de outubro. Veja o edital em http://www.cnpq.br/editais/ct/2010/049.htm (Assessoria de Comunicação do CNPq)
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JC e-mail 4092, de 09 de Setembro de 2010.
Avaliação incluiu cerca de 900 consultores que trabalharam na análise de 2.900
programas de pós-graduação distribuídos em 46 áreas do conhecimento A marca da Avaliação Trienal 2010 foi a transparência. É o que afirma o coordenador-geral de Atividades de Apoio à Pós-Graduação, Geraldo Nunes Sobrinho. Na última sexta-feira, 3, com o encerramento da reunião do Conselho Técnico-Científico da Educação Superior (CTC-ES), que deliberou sobre os resultados da Avaliação, as opiniões do corpo técnico da Diretoria de Avaliação destacaram a interação da equipe e a evolução obtida no processo.
O coordenador explica que a divulgação prévia de documentos importantes de maneira sistematizada foi fundamental para o sucesso da Avaliação. "Tanto as comissões quanto, posteriormente, o próprio CTC-ES foram muito beneficiados com essa preparação prévia para condução dos trabalhos", argumenta Nunes.
O processo minucioso da escolha de consultores foi enfatizado pelo assessor da Diretoria de Avaliação, Adalberto Carvalho. "A Avaliação aqui é feita de uma maneira muito criteriosa e iniciou-se com a definição das comissões de avaliação. As pessoas que vêm fazer avaliação são decisivas do ponto de vista de sua experiência, da sua capacidade técnica. O processo ganha muito com a definição acertada dos membros", explica.
Já a coordenadora de Avaliação e Acompanhamento, Elionora Cavalcanti de Barros, afirma que "a Avaliação é a coluna mestra das ações que a Capes desenvolve", considerando que também aponta elementos importantes para a adoção de iniciativas no contexto de outras diretorias da agência. Ela destaca os avanços no setor. "Estive aqui em 2004 e em 2007, e sinto que progredimos muito em função das condições físicas e humanas hoje disponibilizadas o que proporcionou o sucesso desse processo todo", afirma.
Interação
A avaliação incluiu cerca de 900 consultores que trabalharam na análise de 2.900 programas de pós-graduação distribuídos em 46 áreas do conhecimento. Para Adalberto Carvalho, o crescimento do Sistema Nacional de Pós-Graduação, da ordem de 20% de trienal a trienal, impõe a ampliação da base de apoio aos consultores que fazem o trabalho de conteúdo da Avaliação.
O intercâmbio entre diferentes áreas da Coordenação é apontado pelo corpo técnico da Diretoria como um dos responsáveis para que o processo fosse bem sucedido. "A Avaliação Trienal mobiliza e exige a interação de diferentes áreas da Capes", define o assessor.
O trabalho conjunto com o setor de informática, por exemplo, foi fundamental para o processo, afirma a coordenadora de Gestão da Informação, Cássia Donato. "Houve um esforço enorme da equipe para melhoria dos aplicativos e disponibilização de informação às comissões para preparação de relatórios tradicionais", afirma. Mesmo durante a Avaliação Trienal, aconteceram reuniões para o redirecionamento de problemas que eram identificados e necessitavam de correção.
Os treinamentos da equipe para dar o suporte necessário durante a avaliação começaram semanas antes do processo. "Nós fizemos vários treinamentos com a equipe para que todos tivessem o conhecimento necessário para assessorar adequadamente as pessoas, as comissões de avaliação e os relatores. Acredito que esse momento prévio da Avaliação foi bastante importante", explica a coordenadora, que participa de uma Trienal pela primeira vez.
A coordenadora-geral de Avaliação e Acompanhamento, Ana Maria Ferreira Leite, por sua vez, já participou de outros três processos de Avaliação Trienal. Para ela, a edição de 2010 possuiu mudanças substanciais. "Desde a infraestrutura, até as condições de uso de sistemas de apoio à avaliação, passando pela experiência dos grupos de consultores, aconteceram melhorias significativas, Mesmo com o crescimento do sistema, ainda assim foi possível realizar tudo em tempo muito menor que em ocasiões anteriores", afirma.
Tendências
A avaliação cumpre o papel de analisar o panorama dos programas de pós-graduação no Brasil. Durante o processo, podem ser aprendidas lições para o futuro. Ana Maria Leite acredita que algumas experiências do passado podem ser redefinidas para futuras avaliações. Uma delas é a presença de membros externos às comissões.
"Trata-se da participação de docentes e pesquisadores atuantes em instituições estrangeiras que poderiam contribuir na avaliação de programas nacionais que apresentem desempenho equivalente aos centros internacionais de excelência e que já tenham alcançado projeção internacional", explica.
Outra tendência que pode acontecer, explica a coordenadora, é a diferenciação na periodicidade da Avaliação. Ela seria feita em blocos, em momentos distintos.
"Imagino que a tendência seja essa: avaliações em períodos diferenciados. Para os programas de pós-graduação mais jovens, avaliações com periodicidade mais curta e para aqueles que já são mais maduros, um intervalo maior entre uma avaliação e outra", explica.
Resultados
A divulgação dos resultados da Avaliação Trienal está prevista para o dia 13 de setembro e fornecerão subsídios para a definição de planos e programas governamentais de desenvolvimento e investimentos no Sistema Nacional de Pós-Graduação.
Os programas recebem notas na seguinte escala: 1 e 2, que reprovam o programa; 3 significa desempenho regular, atendendo ao padrão mínimo de qualidade; 4 é considerado um bom desempenho; e 5 é a nota máxima para programas com apenas mestrado. Notas 6 e 7 indicam desempenho equivalente ao alto padrão internacional.
O Ministério da Educação, por meio do Conselho Nacional de Educação, reconhece os resultados da Avaliação Trienal da Capes. É importante ressaltar que os cursos que não possuem a recomendação da Capes, não são autorizados pelo MEC e, por este motivo, não podem conceder certificados válidos de mestre e doutor. (Assessoria de Imprensa da Capes)
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JC e-mail 4092, de 09 de Setembro de 2010.
Até 1999, 13 estados nunca haviam formado um
doutor; agora, só Acre e Roraima estão fora da lista Universidades, públicas ou privadas, de 13 Estados brasileiros do Norte, Nordeste e Centro-Oeste não haviam formado sequer um doutor até 1999. Uma década mais tarde, esse quadro mudou bastante.
A formação de mestres e doutores nessas três regiões cresce proporcionalmente mais do que no Sul e Sudeste, elevando sua participação no mapa atual da pós-graduação e da produção científica do país, graças ao maior fluxo de recursos do governo federal e de agências estaduais de fomento à pesquisa.
A desigualdade na oferta de programas de mestrado e doutorado, contudo, persiste - fator que retarda o desenvolvimento e os avanços do sistema educacional, do nível básico ao superior.
O cenário regional revela forte concentração nos Estados mais ricos: em 2009, 79% dos pesquisadores brasileiros saíram das universidades do Distrito Federal, do Sul e do Sudeste, 15% das instituições de ensino superior do Nordeste e 6% das regiões Norte e Centro-Oeste; a mesma relação há dez anos apresentava distorção maior: 88%, 9% e 3%, respectivamente.
Para Danielle Carusi, pesquisadora do Centro de Estudos sobre Desigualdade e Desenvolvimento da Universidade Federal Fluminense (Cede-UFF), o atraso na criação de programas de pós-graduação e a falta de investimento nos anos 1980 reprimiram uma grande demanda no interior do país.
"Estamos num momento de retomada, o que é positivo porque descentraliza cada vez mais a formação educacional do eixo Rio-São Paulo e contribui para o desenvolvimento regional", avalia a economista.
Odenildo Sena, diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam), reconhece a descentralização da aplicação de recursos federais em favor da produção de conhecimento no interior do país, mas ressalva que o momento é de "correr atrás do prejuízo".
"As melhores universidades e os melhores centros de pesquisa e de inovação tecnológica estão em São Paulo. Como competir com isso, enquanto estamos no centro da maior biodiversidade do planeta, com milhares de espécies de peixes e plantas medicinais à espera de classificação, e nos falta capital intelectual para transformar isso em conhecimento, em riqueza?", questiona.
Outra explicação para a desigualdade é histórica, diz Emídio Cantídio, diretor de programas e bolsas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), agência de fomento à pesquisa do Ministério da Educação (MEC).
"A pós-graduação no Brasil é muito jovem, dos anos 1950, 1960. Começou com o nascimento das agências de fomento governamentais [Capes, CNPq e Fapesp] e se desenvolveu mais rapidamente no Sudeste, no Rio e em São Paulo, onde as universidades eram tipicamente de pesquisa."
No resto do país foi adotado um modelo de universidade focado na graduação. "Havia poucos mestres e doutores, titulação não era obrigação para dar aula. Os professores eram mais ligados ao mercado de trabalho e isso não permitia levar adiante programas de pós-graduação", lembra Cantídio, que fez parte de uma grande leva de acadêmicos brasileiros que se doutoraram no exterior nos anos 1970.
A partir desse período, os programas de pós-graduação começaram a se espalhar. Foram criadas exigências de qualificação e produção de pesquisa, seguidas primeiramente por universidades do Sul e Sudeste e, com maior atraso, por instituições do Norte e Centro-Oeste.
Goiás, por exemplo, formou seu primeiro doutor em 2000, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, em 2006. Em Rondônia, o primeiro doutorado foi concluído há apenas dois anos, com a apresentação de uma pesquisa reconhecida internacionalmente sobre o controle epidêmico da malária na região amazônica.
Já Acre, Amapá, Tocantins e Roraima, todos com universidades particulares, estaduais e federais consolidadas, ainda não entraram nessa lista - Acre e Roraima são os únicos Estados do país ainda sem programas de doutorado em andamento. "A primeira pesquisa de mestrado no Acre começou em 2006, se leva algum tempo para chegar ao curso de doutorado", explica Cantídio.
O diretor da Capes acrescenta que um conjunto de políticas foi criado nos últimos anos para fortalecer a pós-graduação em regiões desfavorecidas, priorizando linhas de pesquisa com perfil regional e apostando no aumento da distribuição de bolsas de estudo.
O projeto federal Bolsa para Todos prevê que 100% dos doutorandos das regiões Norte e Centro-Oeste e grande parte dos mestrandos recebam auxílio no curto prazo. "Isso precisa ser impulsionado, é uma ideia que pressiona os pesquisadores e profissionais a permanecerem na região e ajuda no desenvolvimento, qualificando a demanda por investimentos produtivos", avalia Danielle.
De acordo com levantamento do Valor, com base em dados da Capes, entre os mais de 220 programas de mestrado e doutorado identificados hoje nas regiões Norte e Centro-Oeste destacam-se pesquisas interdisciplinares que associam direito, ciências agrárias, energia, planejamento urbano, diversas modalidades de engenharia, saúde e várias outras áreas a temas relacionados ao ambiente.
O único doutorado do Amapá, por exemplo, intitula-se biodiversidade tropical, curso que prepara pesquisadores e profissionais altamente qualificados para o aproveitamento sustentável da floresta amazônica. Além disso, há programas tradicionais, como ciências da computação, ciências sociais, administração e cursos na área de educação, cujo o alvo é melhorar a educação básica.
"Só é preciso tomar cuidado com a qualidade dos cursos oferecidos", pondera Danielle. A maioria dos programas de pós-graduação das regiões Norte e Centro-Oeste tem conceitos inferiores em comparação com as avaliações de qualidade dos cursos consolidados do eixo Sul/Sudeste. "Os cursos são avaliados a cada três anos, portanto é preciso esperar pela evolução", explica Maria das Graças Nascimento Silva, pró-reitora de pós-graduação e pesquisa da Universidade Federal de Rondônia (Unir).
Primeiro doutor de RO deu "muitas voltas"
A trajetória acadêmica do médico paulista Mauro Tada até o doutoramento pode ser tomada como referência para ilustrar o quadro de desigualdade regional no setor de pós-graduação e produção científica no Brasil. Em 2008, ele entrou para a história de Rondônia como o primeiro doutor titulado no Estado, mas precisou "dar muitas voltas".
Graduado pela Universidade de Brasília (UnB) em 1986 e apaixonado por medicina tropical, Tada prestou concurso e se tornou servidor público de Rondônia, onde pôde conduzir pesquisas sobre malária em Costa Marques, cidade na divisa com a Bolívia. A universidade mais próxima dali estava a mais de 500 quilômetros.
Na Secretaria Estadual de Saúde, ele dirigiu o Centro de Pesquisa em Medicina Tropical (Cepem), mantido por recursos federais e de entidades internacionais. "Fui um privilegiado porque trabalhei com apoio e no maior laboratório ao ar livre para estudar malária. Não faltam recursos para a área de saúde e ambiente na nossa região, até o Bill Gates investe aqui, mas não há o mesmo interesse em outras áreas", conta Tada.
Mesmo com apoio, o pesquisador não conseguiu dar sequência aos estudos formais em Rondônia. Se deslocou para Minas Gerais para fazer uma especialização de dois anos e voltou para a UnB para o mestrado em medicina tropical, concluído em 1995. "Não havia estrutura nas universidades daqui e até hoje faltam pessoas com nível para formar novos doutores, é um processo demorado", pondera Tada.
O médico só deu início ao doutorado em 2005, desta vez em Porto Velho - a Universidade Federal de Rondônia (Unir) estava estreando a pós-graduação em biologia experimental, que atualmente abre dez vagas por ano. O primeiro trabalho de doutorado do Estado, sobre novas técnicas de controle da malária, detectou portadores assintomáticos da doença nas comunidades ribeirinhas do rio Madeira e hoje orienta políticas públicas de prevenção.
"Passamos por uma série de dificuldades: o custo de vida aqui é muito alto, há problemas de comunicação com o resto do país, problemas para o levantamento da bibliografia, numa situação comum jamais podemos pensar no que eu fiz", diz Tada, em referência à segurança financeira que tem por ser funcionário público e fazer parte de um centro de pesquisas reconhecido internacionalmente.
"Um médico concursado ganha mais de R$ 9 mil e pode se virar sem bolsa, mas é difícil um biólogo ou qualquer outro pesquisador tocar o trabalho com auxílio de R$ 3 mil por mês." Atualmente, o piso das bolsas de estudo das duas principais agências de fomento federais (Capes e CNPq) é de R$ 1,8 mil e R$ 3,3 mil para programas de mestrado e doutorado, respectivamente.
Para minimizar problemas de desigualdade na pós-graduação, Tada sugere a adoção de um "fator amazônico", ou seja, um mecanismo para garantir mais recursos públicos para bolsas de estudo e fomento à pesquisa nas regiões Norte e Centro-Oeste. "É necessário que se coloque em evidência a regionalização e os gastos para cada local. Muitos pesquisadores ganham apenas para sobreviver."
Inaugurada em 1982, a Universidade Federal de Rondônia só começou a oferecer cursos de pós-graduação em 2001, com o mestrado em biologia experimental. Atualmente são oito cursos de mestrado e um de doutorado.
Segundo a pró-reitora de pós-graduação e pesquisa Maria das Graças Nascimento Silva, a Unir tem investido em parcerias com universidades do Sudeste para ampliar o quadro de professores-doutores da Unir e, assim, criar novos programas de pós-graduação e núcleos de pesquisa.
"Eles fazem o doutorado em universidades de fora do Estado, mas voltam para cá para darem sequência ao trabalho. O próximo passo é abrir nossos próprios cursos, já que não teremos mais fugas de massa crítica como no passado", conta ela.
Maria das Graças informa ainda que a Unir espera da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) autorização para a abertura de três novos programas de doutorado (literatura, matemática e engenharia agrária) e sete de mestrado (desenvolvimento regional, administração de empresas, psicologia, letras, ciências da linguagem, geografia e educação).
"O próximo passo é melhorar o conceito dos nossos cursos para torná-los mais competitivos em relação ao resto do país, aí sim podemos dizer que a desigualdade está sendo reduzida", afirma. (Luciano Máximo) (Valor Econômico, 9/9)
Nota da Redação: A reportagem acima, reproduzida do jornal "Valor Econômico", deu informação incorreta sobre os valores das bolsas de mestrado e doutorado oferecidas pelo CNPq e pela Capes. O valor correto é R$ 1.200 (mestrado) e R$ 1.800 (doutorado) e não R$ 1.800 e R$ 3.300, respectivamente.
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O Instituto de Psicologia da
Universidade de São Paulo e o Grupo de Trabalho “Psicologia & Religião”, da
Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia (ANPEPP), têm a
honra de informar a realização do VII
Seminário “Psicologia e Senso Religioso”, que será realizado nos
dias 22 e 23 de outubro de 2010,
no Salão Nobre Carolina Martuscelli Bori, no Instituto de Psicologia da USP. A programação completa esta disponível no site do Instituto de Psicologia: <www.ip.usp.br>.
MAIS DETALHES E INSCRIÇÕES, CLIQUE AQUI
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Call for
contributions to a session on MANUFACTURING DEBT (8th
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JC e-mail 4061, de 27 de Julho de 2010.
Em 2012, o encontro acontecerá no Maranhão A Universidade Federal de Goiás (UFG) abrigará a 63ª Reunião Anual da SBPC. A universidade-sede foi escolhida por unanimidade pelo Conselho Superior da SBPC, que se reuniu neste sábado (24/7), em Natal (RN), às vésperas da 62a Reunião Anual da SBPC, que acontece pela segunda vez na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Na ocasião, também ficou definido que a Reunião Anual de 2012 será na Universidade Federal do Maranhão (UFMA).
Além dos conselheiros e da Diretoria da SBPC, estiveram presentes na reunião do Conselho os reitores da UFG, Edward Madureira Brasil, e da UFMA, Natalino Salgado Filho.
Ao mesmo tempo em que apontou os avanços na articulação política e institucional e as conquistas na gestão da entidade, o Conselho Superior manifestou preocupação com o futuro da educação, da ciência, da tecnologia e da inovação do país. A CT&I como política de Estado, os recursos do Pré-Sal, a agenda científica dos presidenciáveis, a autonomia universitária, os marcos regulatórios do setor, as parcerias e o fortalecimento da comunidade científica permearam a reunião ordinária conduzida pelo presidente da entidade, Marco Antonio Raupp.
Os conselheiros analisaram o quadro e as perspectivas da ciência num cenário iluminado pela transição política. É neste contexto que foram convidados os presidenciáveis para dialogar e conhecer a realidade dos que produzem ciência no Brasil, durante a 62ª Reunião Anual. O presidente da SBPC adiantou que, a exemplo do que ocorreu na eleição de Lula, também acolherá os candidatos buscando "tornar o setor prioridade, independentemente de quem vencer a eleição".
A prestação de contas oferecida pela diretoria da SBPC foi aprovada com louvor pela Comissão de Finanças e pelo Conselho da SBPC. Além de marcada pela estabilidade econômica, pela primeira vez na sua história a entidade, fundada em 1948, passará a contar com imóvel próprio para abrigar suas atividades administrativas. A aquisição desse imóvel, no centro de São Paulo, irá profissionalizar e melhorar suas operações e reforçar sua autonomia e independência política. Pensando estrategicamente, a direção da SBPC planeja abrir um escritório de representação em Brasília (DF), atendendo, dessa forma, às constantes demandas junto ao governo e ao Congresso Nacional.
Na linha da valorização e da popularização da atividade científica, a SBPC está lançando um vídeo sobre a sua história de 62 anos. O objetivo é tornar a entidade mais conhecida e atrair novos sócios. O próximo vídeo, em 2011, por sugestão dos conselheiros, mostrará, além da caminhada científica da SBPC, a luta da entidade no enfrentamento ao regime militar instalado em 1964 e que perdurou até 1985. (Assessoria de Imprensa da SBPC)
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Reuni em avaliação após três anos
JC e-mail 4061, de 27 de Julho de 2010.
Mesa-redonda analisa o funcionamento do Programa
de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais
(Reuni), nesta segunda-feira, dia 26, no primeiro dia de programação da 62ª
Reunião Anual da SBPC A comunidade científica deve estar preparada para participar da disputa dos rumos do Reuni, reconhecendo seus avanços e criticando seus pontos falhos. Essa foi a linha defendida por participantes de mesa-redonda que avaliou os três anos de funcionamento do programa do Ministério da Educação (MEC) para a expansão das instituições federais de ensino superior (Ifes). A atividade foi coordenada pela vice-presidente da SBPC, Helena Nader.
Instituído em abril de 2007, o Reuni oferece recursos adicionais para investimentos e contratação de pessoal para projetos de expansão das Ifes. A apresentação de projetos é voluntária e, quando foi criado o Reuni, todas as 53 Ifes então existentes aderiram ao programa.
Em contrapartida para a aprovação dos projetos, o Reuni coloca metas a serem cumpridas em cinco anos: elevação da taxa de conclusão dos cursos para 90%, elevação da relação docente-aluno para 18 (contando alunos de pós-graduação) e aumento do número de vagas em 20%.
Segundo dados apresentados pelo secretário-executivo da Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Gustavo Balduino, até 2012, as universidades participantes receberão R$ 8,1 bilhões pelo Reuni.
Como resultado, as Ifes abriram 65.306 novas vagas até este ano (49% a mais) e passaram a oferecer 810 novos cursos (34% a mais), ainda de acordo com dados trabalhados pela Andifes. Somada ao crescimento de 2006, quando a política de expansão das Ifes estava mais pautada pela interiorização de campi e criação de instituições, o aumento na oferta de vagas chega a 63% ou 77.279 novas vagas nas universidades federais. Em 2010, foram oferecidas 199 mil vagas. No período do Reuni, foram ainda contratados 15 mil docentes, a maioria com título de doutor.
Entre os expositores da mesa desta segunda-feira, Balduino alinhou-se à presidente da Associação Nacional dos Pós-graduandos (ANPG), Elisangela Lizardo, e ao presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Augusto Chagas, ao apontar a necessidade de aprofundar os avanços, ainda que os indicadores mostrem uma situação melhor após três anos de Reuni. "O Reuni está situado nas disputas para cumprir os desafios da educação brasileira", afirmou Chagas.
A despeito de críticas mais radicais colocadas por setores do movimento estudantil presentes na plateia (que associaram a expansão das universidades ao "sucateamento" do ensino), os desafios mais recorrentes a serem enfrentados pelo Reuni apontados por debatedores e participantes da sessão de debates foram a dificuldade de mensuração das metas, a necessidade de ampliar ainda mais os investimentos e de reforçar o foco na assistência aos estudantes (alojamentos, restaurantes universitários etc.) e certos desvios de função das bolsas do Reuni.
Representante do governo federal nos debates, o coordenador geral da Expansão da Rede das Ifes da Secretaria de Ensino Superior (Sesu) do MEC, Murilo Silva de Camargo, reconheceu que a meta de 90% de conclusão é puxada para as Ifes. "Mas as universidades precisavam desse choque", afirmou, lembrando que a forma de medir a meta (levando-se em conta o período de cinco anos) é flexível e razoável, sobretudo para evitar situações como a da turma dele, em que apenas quatro alunos se formaram em matemática, de cerca de 30 matriculados no primeiro ano. (Vinicius Neder, do Jornal da Ciência)
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Sonhar demais atrapalha aprendizado
JC e-mail 4061, de 27 de Julho de 2010.
Estudo feito com voluntários que jogavam game e
com vestibulandos mostra novo elo entre sonhos e memória Colocando voluntários para jogar Doom, game que ganhou fama nos anos 1990, a equipe do neurocientista Sidarta Ribeiro descobriu que, para aprender alguma coisa, não bastar dormir bem: é preciso sonhar. Mas não demais.
Matar monstros (missão do jogador do game) pela ciência não é só diversão: os voluntários têm sua atividade cerebral monitorada quando vão dormir. Os cientistas acordam os jogadores que sonham e fazem com que descrevam os seus sonhos.
Cruzando essas respostas com a evolução no desempenho dos voluntários no jogo, descobriram que, para aprender a jogar, sonhar realmente é importante. Os voluntários que não sonhavam com o jogo tinham mais dificuldade para, no dia seguinte, matar monstros e passar por fases.
Quando alguém sonha, é como se o cérebro estivesse salvando as informações importantes do dia em um arquivo permanente.
"O Doom envolve a memória que você tem consciência de ter, como saber onde fica uma passagem secreta ou onde você pega uma arma, e também outro tipo de memória, como a melhora na pontaria conforme você joga", diz Ribeiro, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e do Instituto Internacional de Neurociência de Natal.
A equipe imaginava que os voluntários que se envolviam muito com o jogo, sonhando muito com ele, virariam campeões. Não foi o que aconteceu. A partir de certo ponto, quanto mais você sonha, menos você aprende.
Acharam uma possível explicação: sonhos demais talvez levem a estresse, algo que atrapalha o desempenho. A pessoa não está aprendendo com eles -os sonhos são, aí, só uma demonstração do impacto causado pelo tema no sujeito.
"O Doom mobiliza o sujeito emocionalmente. Ele fica com medo dos bichos, com muita raiva deles", diz Ribeiro. São conhecidos casos extremos de pacientes que sonham exageradamente com um mesmo tema -como alguns veteranos de guerra-, e eles provavelmente não estão tendo nenhum aprendizado com isso.
Os cientistas queriam, entretanto, trocar o Doom por um desafio mais real. Investigaram mais de 60 vestibulandos da UFRN, que relatavam se tinham sonhado com a prova no dia anterior a ela.
Era maior a chance de ser aprovado se a pessoa tinha sonhado apenas medianamente com a prova (nem muito, nem pouco) e se o sonho não envolvia grandes emoções e estresses -como conteúdos de geometria ou encontrar amigos fazendo a prova, por exemplo.
Quem não tinha sonhado ou quem tinha sonhado com coisas negativas -"pesadelos como encontrar o portão fechado, esquecer a caneta ou se ver nu na prova", nas palavras de Ribeiro- teve notas piores no teste. Ao que parece, portanto, embora não seja possível controlar os sonhos, um ambiente desperto menos estressante favorece os sonhos "do bem".
Experiência própria inspirou neurocientista
O neurocientista Sidarta Ribeiro diz que uma experiência pessoal o fez se interessar pela relação entre sono e aprendizado.
"Quando fui fazer doutorado nos EUA, achava que sabia biologia molecular e inglês. Descobri que não sabia nenhum dos dois. Resolvi trabalhar feito louco para compensar, mas passei a sentir um sono imenso: dormia 16 horas por dia. Achava que meu corpo estava me sabotando", contou Ribeiro.
Só após refletir um pouco, diz, percebeu que era o oposto. "Se você aprende muito, conhece coisas novas, sente mais sono."
Num experimento com crianças numa escola, permitia que cochilassem um pouco entre as aulas. "Esse sistema de aula e sono, aula e sono funciona. Deveria ser usado até na pós-graduação", brinca. (Ricardo Mioto) (Folha de SP, 27/7)
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Pesquisadores debatem ética na ciência
JC e-mail 4061, de 27 de Julho de 2010.
Conflitos de interesse, uso de animais em
pesquisas e a importância da análise pelos pares são alguns dos temas debatidos
em fórum no Congresso da Sociedade Brasileira de Biologia Celular, que ocorre
até o dia 27 em São Paulo A relação entre ciência e ética envolve uma linha muito tênue, que inclui conflitos de interesses de diversas ordens e contextos. Essa foi uma das constatações dos palestrantes que participaram do fórum "Ética na Ciência" no 15º Congresso da Sociedade Brasileira de Biologia Celular, realizado de 24 a 27 de julho em São Paulo.
Os palestrantes abordaram também a importância do sistema de avaliação pelos pares na análise de projetos de pesquisa e na publicação de artigos, além da utilização de animais em pesquisa e no ensino no Brasil.
Para Fernando Augusto Soares, professor titular de Patologia Geral da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo e diretor do Departamento de Patologia do Hospital A.C. Camargo, o choque de interesses pessoais em pesquisas tem sido uma preocupação importante em todo o mundo.
"Nos casos de pareceres de projetos, existem os critérios que são óbvios - como não possuir parentesco, não ser ou ter sido orientador do estudo, não estar diretamente ligado ao projeto ao qual está julgando, além de não ter interesses financeiros - mas existe uma série de casos mais sutis", disse.
De acordo com Soares, a discussão é sistêmica e envolve uma série de atores e interesses: médico, pesquisador, indústria e empresas, além de revistas e periódicos especializados.
Fora os pontos óbvios, um dos problemas tem a ver com a caracterização do que não é conflito de interesse, segundo os palestrantes presentes. O aprimoramento das normas éticas que consiga definir essas "bordas" foi um dos caminhos sugeridos pelos palestrantes.
Análise isenta
Outro aspecto abordado no encontro recaiu sobre o trabalho de divulgação científica e a relação entre pesquisadores e revistas. Ivan Izquierdo, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), ressaltou a importância do sistema de análise pelos pares não apenas na publicação de livros e artigos científicos, mas também na participação em congressos e na análise de projetos de pesquisas apoiados e de candidatos a vagas em universidades.
"A revisão por pares consiste na avaliação do trabalho por outros pesquisadores da área que indicam se aquele material deve ou não ser aceito e se deve sofrer correções, se esse for o caso. Esse sistema é fundamental para dar credibilidade. Se um congresso ou a publicação de um livro não tiver a revisão por pares, melhor não participar", afirmou.
Eventualmente, o próprio editor pode fazer a avaliação. "Mas o objetivo é estabelecer parâmetros fora dos critérios do próprio editor, ou seja, ainda que a avaliação dele seja boa, a revisão por pares é necessária", disse, indicando que os revisores devem ser anônimos.
Izquierdo criticou o procedimento de se enviar apenas um comunicado padrão nos casos em que o artigo não é aceito. "O problema é que o pesquisador não sabe por que o artigo foi recusado. Ele deveria receber a crítica, que é boa para o debate científico", disse.
Segundo Izquierdo, a análise pelos pares é uma ferramenta indispensável. "Dizer apenas que alguém é 'bom' não é um argumento válido. Se deixarmos que as emoções prevaleçam nos julgamentos científicos, estamos perdidos", afirmou.
Outro tema debatido no fórum foi o uso de animais em pesquisas. Apesar do aumento na quantidade e na qualidade da pesquisa feita no Brasil, não se sabe quantos animais são criados e usados para ensino e pesquisa no país.
"Também desconhecemos quais espécies são utilizadas, em que condições e quais tipos de procedimentos. Além disso, não sabemos quais áreas do conhecimento estão usando mais ao longo do tempo e com quais finalidades", disse Rafael Roesler, professor do Departamento de Farmacologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e membro do Conselho Nacional de Controle da Experimentação Animal (Concea).
Roesler apresentou um panorama da situação do Concea, órgão criado em 2009, após a aprovação em outubro de 2008 da Lei Arouca, cuja função é regulamentar o uso de animais para pesquisa e ensino.
Segundo ele, o órgão não é fiscalizador nem punitivo. "Não vamos fazer auditorias nem diligências. Compete ao conselho formular diretrizes, cadastrar e credenciar instituições que utilizam animais para ensino e pesquisa", disse. (Alex Sander Alcântara) (Agência Fapesp, 27/7)
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Primeira semana da Avaliação Trienal da Capes reúne 214 consultores
JC e-mail 4061, de 27 de Julho de 2010.
Até 14 de agosto, cerca de 2.900 programas de
pós-graduação (4.300 cursos) de todo o país serão avaliados por aproximadamente
900 consultores Terminou na sexta-feira (23/7), em Brasília, a primeira semana da Avaliação Trienal 2007-2009 da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que tem como objetivo avaliar a pós-graduação stricto sensu (mestrados e doutorados).
As atividades da Avaliação Trienal vão até dia 14 de agosto e, durante esse período, em cada semana, as comissões analisarão o desempenho dos programas de pós-graduação. Cerca de 2.900 programas de pós-graduação (4.300 cursos) de todo o país serão avaliados por aproximadamente 900 consultores.
Nesta primeira semana estiveram reunidos 214 consultores das comissões das áreas Medicina I, II e III, Odontologia, Farmácia, Enfermagem, Educação Física, Matemática/Probabilidade e Estatística, Ciência da Computação, Astronomia/Física, Química, Geociências e Medicina Veterinária.
Os resultados da Avaliação Trienal devem ser divulgados em 13 de setembro e fornecerão subsídios para a definição de planos e programas governamentais de desenvolvimento e investimentos no Sistema Nacional de Pós-Graduação.
Farmácia
A coordenadora da área de farmácia, Dulcineia Saes Parra Abdalla, professora da Universidade de São Paulo (USP), explicou que o grupo contou com 11 consultores, incluindo ela e o coordenador adjunto. Foram avaliados 31 programas acadêmicos e três mestrados profissionais. "Na área de farmácia, houve uma evolução muito grande. Neste triênio nós tivemos um aumento de 40% em relação ao anterior, com relação a novos programas, tanto de mestrado, quanto de doutorado, mas, especialmente, os mestrados e em regiões onde antes havia uma carência muito grande, como a região Nordeste", disse Abdalla, destacando também o crescimento da área na região Norte e Centro-Oeste.
Química
O professor Ângelo Cunha Pinto, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), trabalhou durante a semana como consultor da área de química. Quinze consultores analisaram 61 programas. "Pela primeira vez todo o processo estava muito bem informatizado. O ambiente de trabalho, apesar de ser uma avaliação, que é um ambiente muitas vezes carregado, desta vez foi muito leve e saímos muito satisfeitos com o trabalho que fizemos aqui", afirmou.
Com relação à área ele destacou o aumento na titulação. "Nós observamos um crescimento na titulação de mestres e doutores acima de 25%, bem como na produção científica em periódicos internacionais. A relação artigos publicados por ano, por docente permanente que era de 2,3 artigos por ano, passou para 2,8 artigos/ano. O que significa que a área cresce exponencialmente, reflexo de política de apoio continuado das agências de fomento, inclusive da Capes."
Medicina II
João Pereira Leite, professor da USP de Ribeirão Preto e coordenador da área de Medicina II, explicou que a área contou com 24 consultores, além dele e do coordenador adjunto. Foram avaliados 87 programas, dos quais 86 são acadêmicos e um mestrado profissional. Dos 86 programas, 17 são focados na área de nutrição e os demais na área de medicina.
"Acredito que a avaliação foi bem sucedida no geral. Óbvio que o processo de avaliação é muito complexo e nem sempre os parâmetros que se utiliza para realidades diferentes do país são aplicáveis de forma uniforme. Então, essas distorções devem ser motivo de uma reflexão para que o processo seja aperfeiçoado", ressaltou.
Ciência da computação
O consultor Philippe Olivier Alexandre Navaux, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), explicou que o grupo de 13 pessoas analisou 51 programas. "Evidentemente é um trabalho bastante árduo, porque avaliar a cada três anos, olhando todas as planilhas, todos os dados, sempre dá muito trabalho. O que é mais estressante é a análise comparativa entre os programas".
Navaux lembrou que os cursos recomendados vão receber nota 3, 4, 5, sendo 6 e 7 os melhores do Brasil. "E quanto aos níveis 6 e 7, é interessante abordar que atualmente o Brasil está despontando gradativamente no cenário mundial e acho que essa avaliação, indiretamente, leva a isso".
Na área de Ciência da Computação, o consultor lembrou que há oito anos, ou pouco mais do que isso, existiam apenas 20 programas. "Hoje estamos com mais de 50. Há um esforço, uma preocupação e todas as principais universidades estão abrindo cursos na área e isso leva a um trabalho de qualidade."
Enfermagem
Já Alacoque Lorenzini Erdmann, coordenadora da área de enfermagem e professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), informou que 11 membros avaliaram 35 programas. "Nós já tivemos todo um preparo, uma experiência prévia, de avaliação continuada. Eu, particularmente, como coordenadora de área, estou bastante satisfeita. A área de enfermagem, depois de 40 anos de ter o primeiro curso, este ano criou o primeiro programa na região Norte. Em outras palavras, nós ainda temos que investir muito neste país. É uma área jovem, em consolidação, em expansão e que precisa muita determinação."
Conceitos
A avaliação da pós-graduação stricto sensu, criada em 1976, é um instrumento de grande importância para o fomento, tanto por parte das agências brasileiras, como dos organismos internacionais.
Os programas recebem conceitos na seguinte escala: 1 e 2, que reprovam o programa; 3 significa desempenho regular, atendendo ao padrão mínimo de qualidade; 4 é considerado um bom desempenho e 5 é a nota máxima para programas com apenas mestrado. Conceitos 6 e 7 indicam desempenho equivalente ao alto padrão internacional.
O Ministério da Educação (MEC), por meio do Conselho Nacional de Educação, reconhece os resultados da Avaliação Trienal da Capes. É importante ressaltar que os cursos que não possuem a recomendação da Capes, não são autorizados pelo MEC e, por este motivo, não podem conceder certificados de mestre e doutor.
Durante esta semana, estão reunidas dez comissões para avaliar os cursos de mestrado acadêmico, mestrado profissional e doutorado de filosofia e teologia; sociologia; antropologia e arqueologia; geografia; história; psicologia; educação; ciência políticas e relações internacionais; ciências agrárias e ciências de alimentos. (Assessoria de Imprensa da Capes)
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Psicólogos
lançam livro sobre quem é o psicólogo brasileiro
Duas décadas após o último levantamento feito sobre a profissão de psicólogo no país, um grupo de pesquisadores resolveu estudar quais os novos rumos do exercício profissional da psicologia no Brasil, o que se alterou nas últimas décadas e o que estão vislumbrando a partir de agora. O resultado desta pesquisa deu origem ao livro “O trabalho do psicólogo no Brasil”, que foi lançado nesta quarta-feira (21/07), no Café Cultural, da CAIXA Cultural Brasília.
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O I Congresso Internacional Adolescência e Violência: Perspectivas Clinica, Educacional e Jurídica é fruto da confluência do trabalho de décadas de pesquisa, ensino e extensão de instituições acadêmicas, brasileiras e francesas, e de organismos internacionais que se preocupam com a organização de redes de atenção e intervenção à adolescência, particularmente no que concerne ao desenvolvimento de ações de enfrentamento dessa problemática. A esse evento agregam-se dois outros: o II Seminário Internacional sobre Adolescentes - Clínica e Cultura e o III Seminário de Saúde de Adolescentes em Conflito com a Lei. Ambos tiveram as suas versões anteriores promovidas, respectivamente, pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica da Universidade de Brasília e pela Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal. www.congressoadolescencia.universa.org.br
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