
Sínteses dos GT
- X Simpósio ANPEPP
A
discussão dos trabalhos suscitou uma proposta de pesquisa em conjunto,
desenvolvida pelos pesquisadores que compõem o GT em seus respectivos estados e
que constará de uma investigação com professores acerca do conhecimento de Ética
e Cidadania, enquanto tema transversal no Ensino Fundamental, Médio e
Profissionalizante. Dedicou-se uma parte substancial do tempo destinado à
discussão das pesquisas à elaboração do planejamento piloto desta pesquisa.
Devido
à pluralidade de abordagens dos integrantes do GT e da riqueza dos dados
encontrados, os integrantes do grupo propuseram que, para o próximo biênio,
seu nome fosse substituído para “Psicologia e desenvolvimento de valores sócio-morais”.
O novo coordenador do GT escolhido pelo grupo foi o colega Mário Sérgio
Vasconcelos.
Segue
abaixo um resumo das discussões dos trabalhos apresentados pelos pesquisadores
presentes:
Analisou
e investigou os Modelos Identificatórios oferecidos pela mídia escrita,
virtual e televisiva e sua influência como referência para a construção de
valores sócio-morais em adolescentes de diferentes níveis sócio-econômicos,
através de oficinas-intervenção como espaço facilitador para uma discussão
crítica com grupos de adolescentes acerca dos valores na Contemporaneidade e
formas de constituição subjetiva, inferindo que a mídia e a escola devem ser
convocadas a participar responsavelmente na constituição desses espaços
sociais de subjetivação.
Cleonice
Pereira dos Santos Camino (UFPE)
Investigou
a influência do pensamento moral e da atitude institucional de universitários
sobre o seu envolvimento com os Direitos Humanos (DH), através do enfoque
psicossociológico, verificando que a influência do julgamento moral sobre o
envolvimento com os DH indicou que as morais legalista e da afetividade
influenciavam negativamente o principio organizador denominado Protesto Social
– quanto mais o indivíduo era favorável ao protesto social menos legalista e
menos afetivo ele era, e que a moral do bem-estar social influenciava
positivamente este mesmo princípio – quanto mais o indivíduo era favorável
ao Protesto Social mais preocupado com o bem-estar da sociedade.
Heloisa
Moulin
Pesquisou
o juízo moral com o objetivo de investigar, em um contexto psicogenético, a
parcialidade e a imparcialidade de juízos de ação de crianças e de
adolescentes na vida de seus pares, submetidos a humilhações públicas de calúnia.
Foi utilizado o método clínico de Piaget e discutido que o fato de a ação
ser imparcial ou parcial parece não alterar os juízos de valor moral dos
sujeitos.
Maria
Luiza Macedo de Araújo (UGF)
A
pesquisa se insere na interrelação entre Psicologia e Sexologia e teve como
objetivo estudar a fidelidade como uma virtude moral, levando a reflexões
quanto às questões de gênero que freqüentemente geram conflitos
interpessoais, utilizando uma amostra de adolescentes de ambos os sexos. O
trabalho evidencia que questões relacionadas à fidelidade são percebidas de
forma diversa por homens e mulheres e que, desde muito cedo, as jovens se
colocam de forma a tomar uma posição que seria vista como a mais justa,
diferentemente dos rapazes. Reflexões acerca do planejamento de Educação
Sexual como tema transversal são necessárias, pois estas e outras questões
suscitam uma abordagem de desenvolvimento de valores sócio-morais.
Maria
Teresa Ceron Trevisol (UNOESC)
O
trabalho investigou como sujeitos de diferentes idades apreendem, organizam e
julgam uma faceta do conhecimento social: os direitos das crianças. Os
resultados encontrados revelam que os sujeitos apreendem, organizam e julgam o
conteúdo social dos direitos das crianças de diferentes formas e que a idade
é um fator relevante na compreensão de um conteúdo social; entretanto, não
é critério suficiente para explicar as diferenças de compreensão dos
sujeitos.
Mário
Sérgio Vasconcelos (UNESP-Assis)
A
pesquisa visou investigar os Modelos Organizadores do Pensamento enquanto
perspectiva teórico-metodológica para o estudo da construção do
conhecimento, indicando que: a)foram identificados uma grande variedade de
modelos organizadores os quais foram agrupados em categorias; b)existem diferenças
significativas nos modelos apresentados por cada grupo e c)tais modelos
refletiram a diversidade e as regularidades presentes nos raciocínios
elaborados para resolver os conflitos apresentados. Tudo isto leva à conclusão
de que a variedade de modelos organizadores identificados evidencia a importância
dos conteúdos na construção dos raciocínios sobre a indisciplina escolar.
Sérgio
Rego (FIOCRUZ)
O
trabalho visou identificar e discutir a percepção dos estudantes de medicina
sobre questões éticas que eles vivenciaram ou testemunharam durante seu
processo de formação profissional, reconhecendo as possibilidades que a
universidade tem para contribuir com a capacidade dos indivíduos de
reconhecerem o outro e o incluírem como objeto de preocupação de suas ações
profissionais, levando à conclusão de que o sistema educacional tem que
oferecer possibilidades regulares e sistematizadas para que cada aluno realize
discussões sobre os aspectos morais de sua prática.
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RESUMO
DOS TRABALHOS DESENVOLVIDOS PELO
GT
PSICOLOGIA EVOLUCIONISTA
Coordenadora: Maria Emilia
Yamamoto
O
GT Psicologia Evolucionista, que contou com a participação de 13 dos 15
membros inscritos (Adriana Odalia-Rímoli, da Universidade Católica Dom Bosco,
Angela Donato Oliva, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, César Ades, da
Universidade de São Paulo, Eduardo B. Ottoni, da Universidade de São Paulo,
Eliane Sebeika Rapchan, da Universidade Estadual de Maringá, Emma Otta, da
Universidade de São Paulo, Eulina da Rocha Lordelo, da Universidade Federal da
Bahia, Fívia de Araújo Lopes, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte,
Maria B. C. Sousa, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Maria Emília
Yamamoto, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Mauro Luís Vieira, da
Universidade Federal de Santa Catarina, Patrícia Izar, da Universidade de São
Paulo e Renato da Silva Queiroz, da Universidade de São Paulo), reuniu-se
durante três períodos, nos dias 25/05/04 (das 14:00 às 18:00 horas) e
26/05/04 (das 9:00 às 12:00 hs e das 14:00 às 17:00 hs), sob a coordenação
da Profa. Maria Emilia Yamamoto, que propôs as seguintes questões norteadoras
gerais: Qual a Psicologia Evolucionista que queremos fazer?, Como responder às
críticas que lhe são feitas? Como divulgar a Psicologia Evolucionista?
Conceitos
chave da Psicologia Evolucionista e questões norteadoras gerais
Os
trabalhos foram iniciados com uma apresentação por Yamamoto dos conceitos
chave da Psicologia Evolucionista: 1. Mecanismos psicológicos evoluídos como
adaptações subjacentes aos comportamentos humanos (a seleção natural não
selecionou comportamentos, mas mecanismos que produzem comportamentos); 2.
Ambiente ancestral ou ambiente de adaptação evolutivo (AAE), que permite
reconstruir as demandas; 3. Ênfase em módulos mentais “domínio específicos”.
Foram consideradas algumas críticas externas (o temor do determinismo genético
e concepções equivocadas da influência da biologia sobre o comportamento
humano) e internas [por exemplo, de Stephen Jay Gould segundo o qual a
Psicologia Evolucionista considera pouco exaptaçãoes (características
adaptativas hoje que não eram adaptativas no passado)].
Desenvolvimento
humano a partir de uma abordagem comparativa
As apresentações foram agrupadas em três blocos de acordo com afinidades temáticas.
No primeiro bloco formam apresentados e discutidos os trabalhos “De preparações
para a aprendizagem à modularização da mente: uma avaliação das contribuições
da psicologia evolucionista” (Otta), “Competências cognitivas de recém-nascidos
e estruturas cerebrais iniciais” (Oliva), “Investimento parental e
desenvolvimento da criança” (Lordêlo), “Análise comparativa entre animais
e seres humanos sobre a relação entre cuidados parentais e desenvolvimento
infantil” (Vieira) e “A visão das mulheres Kaiowá/Guarani sobre a
maternidade: primeiras informações” (Odália-Rimoli). Foram discutidos
resultados de pesquisas mostrando que recém-nascidos apresentam muitas competências
perceptivas e cognitivas. Bebês percebem profundidade, fazem segmentações no
fluxo de linguagem; prestam atenção à voz humana e aos contrastes de fonemas
que são relevantes para sua língua nativa; apresentam preferência pela voz
materna; olham por mais tempo o rosto humano; olham mais para o contorno dos
objetos; orientam a cabeça para sons; parecem reconhecer pela visão uma
informação recebida pela sensação tátil; imitam movimentos faciais que não
observam em si mesmos; viram mais o rosto quando suas faces são tocadas por
outra pessoa do que quando a estimulação é casualmente ocasionada por eles
mesmos; reconhecem estímulos novos e atraentes.
Numa
inversão do senso comum e de concepções ainda arraigadas hoje na psicologia,
os psicólogos evolucionistas defendem a noção de que os organismos que
adquirem muita informação sobre o ambiente precisam de mais instintos e não
menos. Para adquirir informação sobre o ambiente os organismos precisam ter
algum conhecimento sobre o que deve ser inferido. Para adquirir mais informação
os sistemas cognitivos precisam de mais estruturas e de estruturas mais
complexas para guiar a busca, o reconhecimento e o processamento de informação.
Foram examinadas razões ideológicas para a influência persistente da noção
de tabula rasa na psicologia, a despeito de evidências contrárias acumuladas
em várias áreas do conhecimento.
Discutiu-se
o valor heurístico da análise comparativa para a compreensão do ser humano,
ampliando o entendimento da nossa espécie e permitindo-nos ter uma melhor
compreensão do que significa ser humano. Em termos comparativos, o ser humano
é uma das espécies que apresenta, em termos relativos com o seu tempo de vida,
um dos mais longos períodos de desenvolvimento. Essa condição acaba
gerando algumas implicações para a organização social e para o indivíduo.
Por exemplo, em função de sua imaturidade ao nascer, o bebê tornou-se, ao
longo da nossa história filogenética, dependente do adulto para garantir sua
sobrevivência, necessitando de cuidados materno, paterno ou parental.
Outra implicação é a capacidade ampliada que a criança tem para a
aprendizagem, o que permite a ela se apropriar da complexidade da cultura em que
vive.
Além
disso, variações individuais e culturais no cuidado parental podem ser
consideradas como respostas fenotípicas adaptativas às diferentes condições
ecológicas e históricas. Neste sentido, o estudo comparado do cuidado
parental, em diversas sociedades humanas, é extremamente importante.
Discutiu-se a influência de estilos diferenciais de investimento parental para
o desenvolvimento infantil.
Estudos
com primatas não-humanos
Um
bloco temático foi constituído por estudos com primatas não-humanos:
“Variabilidade ecológica e comportamental de primatas”, “Uso de
ferramentas, transmissão social de informação e tradições comportamentais
em macacos-prego (Cebus apella)” e “A noção de cultura e seus usos: uma
reflexão sobre o pensamento antropológico e a etologia”.
Foram analisados modelos de organização social de primatas e de espécies
hominídeas, ao longo da evolução humana. A variabilidade de estrutura social
e sua relação com diferentes condições ecológicas de habitats foi ilustrada
por Izar para um macaco do Novo Mundo (Cebus apella). O estudo de Ottoni sobre o
uso de ferramentas com macacos-prego faz uma ponte entre os processos cognitivos
individuais e a dinâmica da transmissão social de informação, enquanto que o
trabalho de Rapchan e Ades estabelece uma ponte entre o pensamento da psicologia
evolucionista e o da antropologia cultural. Quais os vários significados do
conceito de cultura e como este conceito é utilizado no estudo etológico.
Comportamento
alimentar, sexualidade, agressão e moralidade a partir do enfoque da Psicologia
Evolucionista
Os
trabalhos “Comportamento alimentar: predisposições, neofobia alimentar e
facilitação social na composição da dieta” (Lopes), “Seleção sexual,
hormônios e dimorfismo sexual” (Sousa) e “Agressão e cinema: um estudo
etoantropológico” (Queiroz) propiciaram a análise dos temas do comportamento
alimentar, da sexualidade e da agressão humanas como conseqüência de uma
complexa interação entre biologia, experiência individual e influências
sociais. Em todos estes aspectos, a abordagem darwinista enriquece a análise e
proporciona um olhar ampliado sobre alguns comportamentos que eram tidos como
fundamentalmente culturais. A reunião do grupo foi encerrada com o trabalho
“Comportamento moral, ou como a cooperação pode trabalhar a favor de nossos
genes egoístas” (Yamamoto). Foram examinados dois modelos para a evolução
da cooperação, baseados em parentesco e em reciprocidade.
Questões
norteadoras
A
conclusão dos trabalhos mostrou que ainda há muitas questões a responder,
tais como a questão da modularização da mente vs uma capacidade cognitiva
geral, a continuidade homem/animal (possibilidades de generalização e limitações),
questões metodológicas e a possibilidade da compreensão de aspectos complexos
do comportamento humano, a definição do que é o ambiente de adaptação
evolutiva (AAE), entre outras. Houve concordância sobre alguns aspectos:
primeiro, que o olhar evolucionista é fundamental se queremos entender o
comportamento humano, que nosso objeto de estudo são as diferentes modalidades
e formas de interação social entre humanos e não humanos e que essas interações
são moduladas filogenetica e ontogeneticamente.
As duas outras questões, neste momento, levam a uma mesma ação – a promoção de oportunidades de discussão da psicologia evolucionista, seja em eventos da área da psicologia e mais concretamente em um manual a ser escrito pelos componentes do grupo.
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SÍNTESE
DO GT -
RELAÇÕES
INTERPESSOAIS E COMPETÊNCIA SOCIAL
COORDENADOR - ALMIR
DEL PRETTE
TEMA PARA 2004 - PREVENÇÃO
E REMEDIAÇÃO: QUESTÕES CONCEITUAIS E METODOLÓGICAS NA AVALIAÇÃO E INTERVENÇÃO
SOBRE PROBLEMAS DE COMPORTAMENTO E COMPETÊNCIA SOCIAL
1. Histórico do Grupo e Objetivos para o
X Encontro
O
atual GT – Relações interpessoais e Competência Social – teve sua
primeira participação na ANPEPP no IX Simpósio realizado em 2002. Isso não
obstante, a maioria de seus integrantes já realizava, há vários anos,
diversas formas de intercâmbio científico, não somente em congressos mas,
também, em cursos e reuniões de trabalho. Foi essa experiência prévia e um
conjunto de preocupações compartilhadas quanto ao desenvolvimento de pesquisas
e de formação de pesquisadores para a área, aliada à possibilidade de
aprofundar temas próximos sob perspectivas complementares, os principais
motivadores de sua formação.
O
IX Simpósio propiciou um aprofundamento inicial de estudos e intercâmbios além
de uma agenda de trabalho conjunto que resultou no livro Habilidades sociais,
desenvolvimento e aprendizagem: Questões conceituais, avaliação e intervenção,
publicado em 2003.
Para
este X Simpósio da ANPEPP, o GT foi coordenado por Almir Del Prette e teve os
seguintes objetivos:
1)
Discutir as contribuições individuais de cada um dos participantes para
a temática geral do GT definida para este Simpósio;
2)
Identificar perspectivas e desafios para a produção de conhecimento e
formação de recursos humanos para a pesquisa (tema geral do evento) na temática
específica do grupo;
3)
Encaminhar a produção de um artigo sobre o estado da arte no Brasil
sobre a área de Relações interpessoais e habilidades sociais;
4)
Resolver algumas questões específicas sobre projetos integrados de
pesquisa em andamento, coordenados pelos membros do GT, visando maior intercâmbio
e participação nesses projetos;
5)
Elaborar uma agenda para o próximo biênio (até 2006), formando-se
subgrupos e um cronograma de trabalho para a produção acadêmica de interesse
para a área;
O
tema geral do GT reuniu as contribuições de cada um dos seus integrantes,
brevemente apresentadas a seguir.
A
Profa. Dra. MARINA BANDEIRA abordou
o tema O comportamento assertivo e suas
relações com a ansiedade, o locus de controle e a auto-estima, discutindo
o papel destas variáveis na emissão do comportamento assertivo e apresentando
os resultados de uma pesquisa empírica, realizada com uma amostra aleatória de
estudantes universitários dos cursos de Ciências Humanas e Ciências Exatas.
Em seguida a professora apresentou ao grupo os projetos em andamento nessa área,
junto à população de adultos: Elaboração
de uma Escala de Habilidades Sociais, por meio de desempenho de papéis;
Levantamento das habilidades sociais profissionais relevantes para a atuação
do psicólogo. Apresentou também três estudos em andamento sobre
habilidades de crianças de 1ª a 4ª séries de Ensino
Fundamental, avaliadas por meio do Social
Skills Rating System (Gresham & Elliott, 1990), enfocando as relações
entre: a) habilidades sociais e problemas de comportamento; c) habilidades
sociais e desempenho acadêmico; c) habilidades sociais e variáveis sociodemográficas.
A
Profa. Dra. ELIANE GERK-CARNEIRO abordou o tema Relações entre habilidades sociais e inteligência: Focalizando
Inteligência Interpessoal, Compreensão Verbal, Inteligência Geral (Gf) e
Raciocínio Verbal (Gc). A professora analisou em detalhe as relações
entre os conceitos de inteligência e habilidades sociais, a partir de uma
avaliação empírica utilizando quatro instrumentos de avaliação dos quatro
referidos tipos de inteligência em duas amostra: uma de 54 professores de 6
escolas técnicas estaduais do Rio de Janeiro e outra de 218 estudantes
universitários de sete universidades do Estado do Rio de Janeiro. Foram
retomadas algumas das questões conceituais e metodológicas que relacionam
esses dois temas gerais e analisadas detalhadamente as correlações entre os
fatores e itens do Inventário de Habilidades Sociais (Del Prette & Del
Prette, 2001) e cada um dos aspectos da inteligência investigados. A professora
apresentou os projetos em andamento relacionados a essa temática: 1) Estudos
comparativos das habilidades sociais e da inteligência em três faixas etárias
de adultos (17-25; 35-45; acima de 65 anos) utilizando o IHS-Del-Prette, ABPR5
(Almeida & Primi, 2001), Escala Verbal de Compreensão e a de Arranjo de
Figuras do WAISIII (Nascimento, 2004), Inteligência Prática
(Sternberg, 1988); 2) Estudo das habilidades sociais em crianças a
partir da aplicação do IMHSC-Del-Prette (Del Prette & Del Prette, 2004), Social Skills Rating Systems (Gresham & Elliott, 1990), WISC-III
(Figueiredo, 2002) e de provas piagetianas de relacionamento de perspectivas
como indicativas de inteligência social.
A
Profa. Dra. SONIA REGINA LOUREIRO abordou o tema Problemas de comportamento e o bom desempenho acadêmico: Implicações
preventivas. Considerando que o bom desempenho escolar e a competência nas
relações interpessoais constituem-se nas principais tarefas evolutivas da infância,
a Profa. analisou dados empíricos relativos ao perfil comportamental e à
auto-eficácia de escolares que apresentam bom desempenho acadêmico,
sistematicamente avaliado. Foram abordados os aspectos relativos aos padrões de
adaptação, aos problemas de comportamento e as autopercepções, discutindo as
implicações para a saúde mental e para os programas de intervenção
preventiva. Com relação aos projetos futuros, apresentou a proposta de
continuidade dos estudos relativos às autopercepções e à socialização de
escolares além do desenvolvimento de um projeto amplo sobre fobia social
abordando a aferição de instrumentos de rastreamento e de diagnóstico,
associando tais manifestações clínicas a variáveis pessoais dos sujeitos.
A
Profa. Dra. ZILDA APARECIDA PEREIRA DEL PRETTE abordou o tema: Avaliação
da competência social de crianças: procedimentos, instrumentos e indicadores.
Partindo dos conceitos de competência social e habilidades sociais, presentes
na literatura nacional e internacional, a professora disutiu os diferentes
indicadores e critérios que têm norteado a avaliação do repertório social
de crianças e suas implicações na elaboração e seleção de instrumentos e
procedimentos de avaliação nessa área. Apresentou também o Sistema
Multimídia de Habilidades Sociais para Crianças (SMHSC-Del-Prette) que
contém o Inventário Multimídia de
Habilidades Sociais para Crianças (IMHSC-Del-Prette), juntamente com
estudos realizados ou em andamento sobre e com o referido instrumento. Foram
discutidos alguns desafios metodológicos inerentes à investigação e aperfeiçoamento
de instrumentos e procedimentos para a avaliação de habilidades sociais com
crianças e alguns projetos de pesquisa em andamento sobre o tema, destacando-se
o projeto temático do qual fazem parte as Profas. Dra. Marina Bandeira e Eliane
Gerk-Carneiro.
A
Profa. Dra. ALESSANDRA TURINI BOLSONI SILVA apresentou um trabalho realizado em
co-autoria com a Profa. Dra. EDNA MARIA MARTURANO intitulado Habilidades
sociais educativas e problemas de comportamento: Comparando pais e mães de pré-escolares.
Este trabalho comparou habilidades sociais educativas
(HSE-P) de pais e mães de crianças pequenas que possuíam indicativos
de problemas de comportamento e também de crianças que não apresentavam tais
indicativos. A Profa. apresentou dados que indicaram semelhanças e diferenças
entre os grupos, para então descrever quais as HSE-P que parecem prevenir o
surgimento e/ou a manutenção de problemas de comportamento, discutindo as
implicações para estudos de intervenção e de avaliação. A professora
apresentou parte dos dados de uma revisão bibliográfica sobre o estado da arte
no campo das habilidades sociais a partir de pesquisa sistemática em bases de
dados indexadas (Scielo, PsychInfo, Lilacs, IndexPsi) relativas à produção
nacional sob a forma artigos em periódicos científicos. Como futuros projetos
a professora relacionou estudos que pretendem dar andamento à caracterização
e à avaliação de intervenção junto a pais de crianças com e sem problemas
de comportamento em sua relação com habilidades sociais parentais.
O
trabalho do Prof. Dr. ALMIR DEL PRETTE sobre o tema: O método vivencial com crianças: Intervenção e pesquisa, foi
apresentado no grupo, discutindo-se questões metodológicas relativas à
implantação de um currículo transversal de promoção de Habilidades Sociais
de crianças na escola pública e aspectos da metodologia vivencial que
caracteriza a proposta. Discutiu-se a questão da capacitação do professor (e
de coordenador de grupos de crianças em geral), mas, por falta de recursos
materiais (vídeo e tv), não foi apresentado o vídeo-documentário
inicialmente previsto. Foram discutidos alguns encaminhamentos de pesquisa e
desenvolvimento tecnológico necessários a esse tipo de pesquisa-intervenção
na área e o trabalho, em andamento pelo autor, de produção de um livro sobre
a metodologia vivencial com crianças.
A
Profa. Dra. LIDIA NATALIA DOBRIANSKYJ WEBER discorreu inicialmente sobre as
pesquisas que têm realizado nos últimos anos, tecendo breves considerações
sobre os resultados encontrados até o momento. Em seguida abordou o seu atual
projeto de pesquisa: Qualidade de interação
familiar: instrumento de medida e programa de prevenção. Está finalizando
a validação de um instrumento de medida construído para avaliar as práticas
educativas parentais e trouxe alguns resultados de confiabilidade interna,
validade convergente e discriminante da escala. Em face de suas pesquisas
atuais, relatou a elaboração e a aplicação de um programa de Capacitação
para Pais: oito encontros vivenciais com material apostilado. Suas pesquisas
futuras pretendem traçar novas investigações sobre o instrumento construído
(grupos de risco e correlações com desenvolvimento da criança e do
adolescente), e delinear estratégias de avaliação do Programa de Capacitação
para Pais.
O
Prof. Dr. AGNALDO GARCIA - recém-integrado ao grupo, relatou estudos vêm
realizando ou coordenando no município de Vitória (ES) sobre o tema da amizade
na infância e na adolescência a) um estudo envolvendo 431 participantes sobre
diversos aspectos da amizade e outro, envolvendo 587 participantes a respeito do
melhor amigo (a serem apresentados em Madison, EUA, no Congresso Bianual da International
Association for Relationship
Research; b) relações de amizade entre crianças portadoras de Síndrome
de Down e seus pares em ambiente escolar (com Bolsista IC obtendo primeiro lugar
na UFES na área de Ciências Humanas); c) orientação de pesquisas sobre
relacionamento interpessoal e relações de amizade, no Programa de Pós Graduação
em Psicologia da UFES (relacionamento entre mãe e filha adulta no momento da
separação; influência de diabetes em relações de amizade entre jovens); d)
projeto teórico pessoal sobre amizade (Bolsa Pq/CNPq). O autor apresentou o
Grupo de Pesquisa Relacionamento
Interpessoal: Um Enfoque Interdisciplinar (CNPq) da UFES e o Núcleo
Interdisciplinar para o Estudo do Relacionamento Interpessoal (NIERI),
informando que, em 2005, Vitória deverá sediar um Congresso Internacional da
IARR, tendo a sociedade já aprovado a sua realização.
2. Encaminhamento e projetos comuns para o
biênio 2004-2006
Decidiu-se,
como atividade comum do grupo, a preparação de um livro relativo a temática
abordada por cada um dos participantes neste X Simpósio, com data limite para
março de 2005. Pretende-se, com isto, divulgar a produção do grupo, sob a
forma de um texto didático, que reflita a metodologia de pesquisa que vem sendo
utilizada nos estudos relativos às habilidades sociais e os dados obtidos
nesses estudos.
Outra
atividade assumida pelo grupo foi a finalização do estudo de revisão sistemática
sobre habilidades sociais no Brasil, que será incluído como um dos capítulos
do livro.
Foram
definidas outras atividades coletivas em termos de apresentações em
congressos, sob a forma de sessões coordenadas e simpósios.
Em
termos de projetos de pesquisa, o grupo está se estruturando para a finalização
dos estudos de validação de dois instrumentos de medida de habilidades sociais
de crianças: 1) adaptação transcultural do SSRS - um instrumento do tipo
questionário lápis-papel - com análise de variáveis associadas em amostras
brasileiras; 2) IMHSC-Del-Prette - que constitui um instrumento multimídia
produzido no Brasil, também com estudo de variáveis associadas.
Um
último projeto comum refere-se ao estudo transcultural (Brasil, México e
Espanha) em fase de redação de artigo para publicação, que será finalizado
ao longo do próximo biênio.
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GT
A Psicologia Sócio-Histórica e o
contexto brasileiro
de desigualdade social( GT/PSOH)
Tema
do Simpósio 2004: A metodologia da
pesquisa sobre desigualdade e exclusão social na perspectiva sócio-histórica:
avanços e problemas enfrentados.
Perseguindo
o tema acima proposto, discutimos, durante o Simpósio 2004, os diferentes modos
de analisar a desigualdade e os processos de exclusão/inclusão social
que nossas pesquisas desenvolvem, refletindo
sobre as discordâncias e pontos de intercessão teórico-metodológicos e sobre os métodos
( de investigação e intervenção) que viabilizam
transformações sociais.
Os
debates iniciaram-se com a apresentação dos
textos sobre nossas
pesquisas, especialmente preparados para o Encontro.
Ficou
claro o compromisso social que marca
o GT/PSOH. O
que nos une é o objetivo de responder, por meio da Psicologia, aos
problemas sociais referentes à
desigualdade e à exclusão social, direcionando nossas pesquisas para
sistematizar saberes militantes, aptos a subsidiar políticas sociais voltadas
à superação desses problemas.
Entendemos
que a Psicologia é lugar privilegiado de análise e planejamento social pela
sua reconhecida competência para
analisar como o sujeito singulariza, na sua experiência, as
práticas sociais,
o que permite superar as falsas dicotomias entre singular e coletivo e
entre público e privado.
Compreender
as dimensões das necessidade, desejos e sofrimentos da população excluída
das políticas sociais, nos coloca frente ao desafio de construir a categoria de
cidadão, dando visibilidade às suas carências e à impotência a que vêm
sendo submetidos.
Da
mesma forma, a qualidade da inclusão deixa de ser medida, exclusivamente, pelo acesso às condições materiais
mínimas necessárias á
sobrevivência física, para incorporar a liberdade
e felicidade, a dignidade e o prazer. Dar legitimidade a estas sutilezas psíquicas,
tributadas exclusivamente aos que não sofrem com a desigualdade social, é
condição básica para a legitimação
dos excluídos como sujeitos de direitos, em nosso contexto ideológico
neoliberal dominado pelo significado moral
de que quem vive na pobreza e segregação já está acostumado a desejar
e a sentir menos, reduzidos, que estão, às necessidades biológicas.
Uma
constatação teórica importante é a de que em todas as nossas
pesquisas há a confluência de
teorias psicológicas com uma teoria social e a certeza da
obrigatoriedade desta última como
eixo da Psicologia sócio-histórica para superar reducionismos exclusivamente,
subjetivista ou objetivistas .
As
teorias sociais que nos inspiram são oriundas
do Materialismo Histórico e Dialético, especialmente a versão do marxismo
luckaciano, da psicologia soviética,
da esquizoanálise e, em menor escala, do marxismo frankfurtiano.
O
embate do dia,
girou em torno das categorias teóricas
predominantes em nossas
pesquisas: sentido, subjetividade, afetividade
e cotidiano, tendo o grupo
demonstrado a preocupação com o privilegiamento do sentido, o que pode levar
à ênfase do discurso em
detrimento da materialidade, na análise
dos fenômenos psicossociais.
No
segundo dia, por conseguinte, a discussão
centrou-se na teoria,
especificamente nas categorias
de sentido e de subjetividade e na
análise dos contextos em
que elas aparecem em nossas pesquisas, começando pelo exercício de
garimpar os diferentes conceitos usados para qualificá-las: Configuração,
Produção, Constituição, Construção, atribuição,
dentre outras. Discutiu-se que o
melhor predicado é o que
declara a concepção de subjetividade da psicologia
sócio-histórica:
-subjetividade
como um " entre" o homem
e a sociedade e como um inter- subjetividades.
-Subjetividade
como singularidade e potência de criação e, ao mesmo tempo, como modos de
subjetivação estimulados pela sociedade, portanto um processo tensionado pelo
conformismo e pela resistência.
O
mesmo vale para o sentido. O seu
predicado deve garantir a idéia de
que sentido não é atribuído, produzido ou construído, mas sofrido e
experimentado por corpos e mentes singulares nos encontros e atividade. Sentido é da ordem da experiência e da sensibilidade, é a soma de
todos os eventos psicológicos que o significado desperta na consciência humana, por isso é infinitamente
variável e sua análise não é discursiva ou
hermenêutica. A compreensão do sentido se dá pela análise da
base afetivo-volitiva das
diferentes forma de sua expressão
(fala ou atividade).
Vygotsky
nos brinda com a brilhante idéia de que há duas zonas de sentido na palavra,
uma estável, construída e compartilhada socialmente, política na sua essência , portanto ideologizada, hegemônica,
dicionarizada., inscrita na cultura,
a que ele chama de significado, diferente de sentido que é ligado à
individualidade. Significado e sentido
são dimensões distintas que se integram dialeticamente (identidade de contrários),
pela mediação. Essa distinção é fundamental para se trabalhar a dialética
singular/coletivo e a tensão entre a forças sociais de controle e a atividade
revolucionária nas pesquisas de orientação sócio-histórica, uma vez que a
unidade dialética sentido/significado contém
o discurso, a materialidade,
o simbólico, a historicidade , a
afetividade e a singularidade.
Concluindo
o intenso debate do dia, todos concordamos que a categoria central de
nossas pesquisa, explicita ou implícita, é
a subjetividade, melhor dizendo, os processos de subjetivação, entendidos como
área de luta social .Todos estamos pesquisando as
formas com que se apreende a singularização do sujeito em face da
desigualdade, para se compreender
a reprodução do paradoxo social da
inclusão excludente ou da exclusão
integrativa, em diferentes contextos,
tanto da da zona urbana quanto ( ressalta-se) da rural:
saúde, educação, movimentos sociais, ONGs, políticas públicas ,
trabalho, violência.
Tal
discussão, pela complexidade e
diversidade dos enfoques, foi eleita
o principal problema a ser enfrentado pelo GT , até o próximo Encontro.
-
Também foi sugerida a reflexão sobre o conceito
de zona de desenvolvimento proximal (ZDP) de Vygotsky
como idéia reguladora da
atividade prático-crítica e
a necessidade de se distinguir esta atividade, que transforma a totalidade, da
atividade para fins particulares que eqüivale a comportamento.
-
A meta final é construir ferramentas
conceituais e de intervenção pautadas
pela idéia de que o psicológico é fenômeno
ético-político, um fenômeno
privado, mas cuja gênese e conseqüências são sociais, resguardando a idéia
de homem por inteiro e buscando as mudanças
na realidade em curso, através da ação coletiva
e individual, pública e privada e da compreensão dos
bloqueios e pressões de cristalização da potência de ação.
Tarefas para o biênio
2004/2006:
Agenda
de Eventos que o GT pretende participar (2005):
Abril
Ulapsi (SP) Psicologia
Escolar
Maio
IV Congresso Norte Nordeste de Psicologia (Salvador)
Junho
SIP (Buenos Aires)
Outubro
Abrapso (BH)
Publicação
:
1)
Coletânea intitulada: A Psicologia sócio-histórica
e o contexto brasileiro de desigualdade social: desafios metodológicos
Os
textos deverão buscar a articulação teoria/método/intervenção e os temas a
serem enfatizados são:
Desigualdade, exclusão/inclusão
e transformação ( rural e urbana)
Processos de subjetivação
Metodologia de pesquisa
e intervenção
Sentido/significado
Dimensão afetivo/volitiva da subjetividade e a
mediação social
Psicologia e Políticas públicas
Atividade revolucionária
Retornar - Índice Sínteses GT X Simpósio
GT
– ARGUMENTAÇÃO E EXPLICAÇÃO:
MODOS DE CONSTRUÇÃO/CONSTITUIÇÃO DO CONHECIMENTO
Coordenadoras:
Selma
Leitão (UFPE) & Luci Banks-Leite (UNICAMP)
Relatório das atividades realizadas pelo GT durante
o X Simpósio da Anpepp
Vitória, ES, 24–28 de maio de 2004
O trabalho do GT
durante o X Simpósio da Anpepp
transcorreu nas quatro sessões prevista pela organização do Simpósio tendo,
entretanto, o tempo alocado para tais sessões sido estendido de modo a
viabilizar o pleno cumprimento da agenda de trabalho proposta pelo GT para execução
naquela oportunidade.
Participantes
Estiveram presentes à
reunião do GT quatro pesquisadores vinculados a quatro diferentes universidades
brasileiras, oito alunos de Pós-Graduação (cinco doutorando e três
mestrandos) e uma pré-doutoranda, todos membros-associados do GT. Duas outras
pesquisadoras estiveram ausentes por se encontrarem na ocasião cumprindo
programas de estudo fora do país e uma terceira devido a imprevistos não
contornados. A coordenação do trabalho do GT no X
Simpósio esteve sob a responsabilidade exclusiva da profa. Selma Leitão em
virtude da segunda coordenadora, profa. Luci Banks-Leite, se encontrar fora do
Brasil em licença sabática.
Objetivo
A proposta central para o
trabalho do GT no X Simpósio era a
discussão coletiva de análises de dados realizadas, individualmente ou em
sub-grupos formados por membros do GT, sobre um mesmo corpus constituído por transcrições de discussões de sala de
aula. O corpus sobre o qual todo o
grupo trabalharia – uma discussão professora-alunos numa aula de História no
Ensino Fundamental – fora definido em duas reuniões do GT realizadas em 2003
tendo o grupo se empenhado, desde então, à análise do mesmo a partir de
diferentes perguntas de pesquisa e perspectivas analíticas. Ponto comum a todas
elas, entretanto, seria o foco nas relações entre argumentação e/ou explicação
e construção do conhecimento.
Trabalhos discutidos
Sete trabalhos foram
apresentados oralmente e discutidos pelo GT. Cinco destes foram trazidos para o
grupo também na forma de trabalho escrito. Tais textos, cuja produção fora
incentivada pela coordenação do GT e prontamente acatada pelos membros, foram
considerados versões preliminares de artigos que deverão integrar uma publicação
coletiva planejada como meta do grupo para o biênio 2004-2006. Ainda um oitavo
trabalho, de uma das pesquisadoras ausentes do Simpósio, foi trazido para o GT
apenas na forma escrita. Além dos trabalhos referidos, foram discutidas ainda
idéias preliminares do projeto de pesquisa de uma das mestrandas associada ao
GT. Merece destaque o fato de que cinco dos trabalhos apresentados a partir da
proposta de análise coletiva de um mesmo corpus
foram produzidos por alunos de pós-graduação em cooperação, ou não, com
pesquisadores integrantes do grupo. A relação completa dos trabalhos/autores
em questão é dada em seguida.
BANKS-LEITE,
L. Discurso argumentativo, (re)significação
e construção de conhecimentos
em História.
GOULART, C. & SALOMÃO, S. Argumentação a partir dos estudos
de Bakhtin: em busca de contexto teórico e de balizadores para a análise de
interações discursivas em sala de aula.
NETO,
F. E. P; JUCÁ, M. R. B. de L. & LIRA, M. R. Articulação entre argumentação e explicação através de acordos
permitindo a construção do conhecimento em sala de aula.
SANTA-CLARA,
A. & PINHEIRO, R. Argumentação e a constituição mútua do contexto e do
conhecimento em uma atividade de sala de aula de história.
SANTOS, C. & COLINVAUX, D. Inferência, dedução e argumentação: Explorando situações
escolares.
SOUTO,
R. & ALMEIDA, E. Avaliação
qualitativa de argumentos em sala de aula: o bom argumento é aquele que promove
a aprendizagem.
As análises e textos
apresentados foram discutidos de maneira ampla com a participação integral de
todos os membros do GT. Ao final da sessão de encerramento dos trabalhos do GT
a coordenadora em exercício fez uma sinopse dos pontos mais discutidos em cada
trabalho com o intuito de apontar direções para posteriores elaborações e
desenvolvimento de cada um.
Metas definidas para o biênio 2004-2006
[1] Produção até 2005 de
versões completas de textos para publicação elaborados a partir da cada
trabalho apresentado no X Simpósio.
[2] Encontro do GT em 2005
durante a participação dos membros em congresso nacional. A pauta única desta
reunião será a discussão dos textos de que trata o item 1 acima. A realização
destas reuniões de ‘entre-safra’, como têm sido denominadas no GT, tem
sido vista como extremamente importante no sentido de garantir a continuidade e
manutenção do ritmo de trabalho do grupo entre os simpósios da Anpepp.
[3] Elaboração e encaminhamento
de proposta para publicação coletiva (no formato de livro ou número especial
de revista) dos trabalhos em questão.
Avaliação
A avaliação geral dos
participantes da reunião do GT durante o X
Simpósio foi de que a pauta de trabalhos prevista foi plena, proveitosa e
‘prazerosamente’ cumprida.
Santiago do Chile, junho de 2004.
Selma Leitão
Co-coordenadora do GT
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GT
- BRINQUEDO, APRENDIZAGEM E SAÚDE
Coordenadora :Edda Bomtempo -
IPUSP -(eddabom@usp.br)
Participantes:
2- Vera M. Barros de Oliveira - UMESP (veraboliveira@aol.com.br)
3- Elsa Lima G. Antunha - IPUSP (elsa.antunha@terra.com.br)
4- Aidyl M. Q. Pérez-Ramos - IPUSP (juanaidyl@terra.com.br)
5- Silvana Maria Moura da Silva- UFMA (smmourasilva@bol.com.br)
7- Ilka Dias Bichara - UFBA (ilkadb@ufba.br)
8- Antonia Cristina Peluso de Oliveira UNISAL (cristinapeluso@uol.com.br)
9- Terezinha Vieira – UFMG (thevi@uol.com.br)
1.Histórico do Grupo
Brincar tem, junto ao Estatuto da Criança e do
Adolescente, um status de importância semelhante ao que é dado à Saúde e a
Educação. Embora a pesquisa na área de Psicologia do Brinquedo tenha tido seu
início nos anos 20 e 30, coincidido com o movimento da educação progressiva e
o início do movimento das creches, ela apresenta um hiato, para só ter plena
recuperação a partir da década de 70, com o aumento de interesse pela área
tanto no exterior como no Brasil. Esse interesse entre nós é percebido pela
multiplicação de dissertações, teses e outras publicações nos últimos
anos. O crescimento da área se destaca pela procura de cursos de extensão e
especialização, pela expansão de brinquedotecas que atendem a vários
segmentos da população, pelo surgimento de Associações de âmbito nacional e
internacional, como a "Toy Library Association", que se preocupam com
o brincar como um dos direitos fundamentais da criança. Periódicos científicos
dedicam números inteiros ao tema como é o caso do "Psychological Day
Care".
Os
pesquisadores/professores que propõem a operacionalização deste GT têm já
um histórico em comum, que vem acompanhando o processo acima descrito. Assim, têm
orientado dissertações e teses que enfocam o lúdico, assim como têm
participado das respectivas Bancas Examinadoras uns dos outros, em diversas
ocasiões e em diferentes instituições, o que tem contribuído para uma
aproximação efetiva entre eles, possibilitando inclusive publicações em
conjunto. Essa aproximação tem gerado a formação de Mesas Redondas sobre
Brinquedo, apresentadas em congressos de nível nacional e internacional,
contribuindo com diferentes abordagens teóricas e linhas de pesquisa, em caráter
complementar. Esse GT conta com estudiosos das diferentes faixas etárias, indo
do bebê à adolescência. Possui também já pesquisas sobre a importância do
brincar na manutenção e reabilitação das funções cognitivas e do Bem estar
do idoso, perfazendo desta forma, o ciclo vital. Aborda o Brincar em diversos
aspectos, como o cognitivo, inclusive com suporte da Epistemologia Genética, da
visão Sócio-Histórica de Vygotsky e da Neuropsicologia, e o
afetivo-relacional, principalmente com a leitura winnicottiana. Os aspectos
culturais do Brinquedo também têm pesquisas a respeito. Essas diversas
leituras e enfoques giraram em torno da tríade principal deste GT: Brincar,
Aprendizagem e Saúde, sendo que as pesquisas que seus membros vêm
desenvolvendo têm esse interesse.
2.Objetivos e proposta de trabalho do grupo neste simpósio:
O objetivo principal deste GT é tornar-se num núcleo
gerador de pesquisas/publicações com sólida base teórica, sobre o Brincar em
suas múltiplas intercessões com a Aprendizagem e a Saúde.
Tem também como objetivos específicos:
-
Expor as pesquisas feitas em congressos científicos,
sempre que possível, compondo Mesas Redondas, com diversos de seus membros;
-
Coletar e organizar o registro de pesquisas e publicações
realizadas no Brasil ou no exterior, sobre brinquedo, disponibilizando estes
dados através da Biblioteca Virtual;
-
Manter contato com as Associações nacionais e
internacionais que se preocupam com o Lúdico, buscando informações sobre o
que vem sendo realizado, assim como divulgando pesquisas desenvolvidas pelo GT.
3. Início do trabalho :
1.
Momento-
Apresentação do Grupo com breve histórico das pesquisas e publicações
realizadas, assim como exposição das expectativas quanto ao trabalho a ser
desenvolvido.
2.
Momento-
Apresentação dos trabalhos, discussão e proposta de desenvolvimento do GT
Trabalhos:
Edda Bomtempo; Fabiane de Amorim
Almeida (USP)
“Em busca da confiança necessária para viver
criativamente através do brincar: a criança diante da cirurgia cardíaca”
Vera Barros de Oliveira; Alan
Demanboro (UMESP)
“Fisioterapia com estratégias lúdicas: uma
proposta em reabilitação psicomotora de crianças com paralisia cerebral”.
Vera Barros de Oliveira; Denise
Milani, Egon Felix Haderann, Magali M. Miguel; daniella Lucato (UMESP)
“Trabalho preventivo lúdico em motricidade
junto ao bebê de creche”
Elsa L.G. Antunha (IPUSP)
“Jogos Sazonais- coadjuvantes do amadurecimento
das funções cerebrais”
Aidyl M.Q. Pérez-Ramos (IPUSP)
“Avaliação do ambiente lúdico nas unidades
pediátricas hospitalares”
Silvana M. Moura da silva; Wilércia
F. V. Miranda (UFMA)
“Atividades lúdicas para crianças
hospitalizadas por câncer: o olhar dos profissionais e das voluntárias”.
Ilka Dias Bichara (UFBA).
“Usos e delimitações do espaço em
brincadeiras de rua”
Therezinha Vieira; Cristiane H.
Vieira; Maria Imaculada M. Cunha. (UFMG)
“Um estudo sobre espera de crianças em um
ambulatório pediátrico e a concepção de hospital”
Antonia Cristina Peluso de
Azevedo (UNISAL), ausente por motivo de saúde, teve seu trabalho comunicado ao
grupo:
“Brinquedoteca psicopedagógica:um levantamento
de dados sobre a queixa escolar”.
Discussão dos
trabalhos : após cada apresentação, discutia-se sua relevância abordagem
e metodologia, levantando-se já
possíveis futuras pesquisas entre os participantes, combinando e ampliando os
trabalhos de forma conjunta. Ao final, fez-se uma discussão geral, na qual
foram destacados os seguintes pontos:
1.
Quanto aos trabalhos apresentados :
-
Foram apresentados trabalhos sobre o lúdico nos dois
grandes eixos temáticos do grupo: Saúde e Aprendizagem.
-
Verificou-se contudo, um maior número de pesquisas
realizadas no campo da Saúde, o que reflete o momento atual de uma maior
conscientização dos profissionais e instituições desta área , quanto à
importância do lúdico nos processos de formação, manutenção e recuperação
da saúde.
-
O brincar como fator de prevenção de saúde também foi
associado ao contexto histórico-sócio-cultural que vivemos, com notada diminuição
do tempo e do espaço para as crianças brincarem, reformulação de padrões
vigentes na dinâmica familiar e escolar, com pressão progressiva na agilização
da educação formal.
-
Registrou-se também a presença de trabalhos na área da
aprendizagem, notadamente no ambiente pré-escolar e da brinquedoteca.
-
O tema do Brincar favoreceu um movimento interdisciplinar,
conjugando as áreas da neuropsicologia, da psicomotricidade
e da aprendizagem.
-
A discussão favoreceu a reflexão sobre a ampliação e
operacionalização da aplicação do lúdico a contextos institucionais (
relacionados à família, escola e saúde), como contexto facilitador
de aprendizagem e saúde.
Propostas de
desenvolvimento do GT
A partir
das considerações levantadas, o GT pensou em sistematizar e divulgar de forma
mais ampla e ágil as pesquisas realizadas . Assim:
Buscar
criar e desenvolver um Banco de Dados on-line com resumos e palavras chave (em
português e inglês) das pesquisas de seus membros e respectivos orientandos,
sobre o brincar.
Gerar,
a partir de agora, publicações em conjunto, com dois ou mais membros do grupo,
quer on-line, quer em periódicos ou livros. O grupo resolveu começar por um
livro em conjunto.
Aumentar
a participação conjunta em congressos.
Divulgar
entre os membros do GT e a
comunidade científica em geral, núcleos de estudo e de aplicação do lúdico
à Aprendizagem e à Saúde, de âmbito nacional e internacional.
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GT
FAMÍLIA E CASAL: ESTUDOS PSICOSSOCIAIS E PSICOTERAPIA
X
SIMPÓSIO DA ANPEPP – PRAIA FORMOSA, ES / 2004
Participaram
do GT “Família e Casal: Estudos Psicossociais e Psicoterapia”, no X Simpósio
da ANPEPP, 19 pesquisadores de sete estados brasileiros, filiados a doze
universidades. A metodologia de trabalho do grupo foi muito produtiva e
instigante: os textos a serem discutidos foram disponibilizados com mais de um mês
de antecedência e lidos antes do Simpósio pelos membros do grupo, havendo para
cada texto um relator cuja principal função consistia em fazer uma síntese e
pontuar as questões que eram, em seguida, discutidas com o autor e os demais
participantes.
Dos 19
trabalhos de pesquisa discutidos, doze faziam referência a dados empíricos da
família e/ou do casal, provenientes da clínica ou do contexto psicossocial,
variando de estudos de caso único a estudos quantitativos com grandes amostras.
Os oito trabalhos teóricos apresentaram uma trama conceitual bastante relevante
para a discussão da estrutura e da dinâmica da família e do casal. Assim,
dentre as modalidades de pesquisa desenvolvidas, destacaram-se pesquisas teóricas,
pesquisas clínicas, pesquisas-intervenção, e pesquisas em abordagens
quantitativa e qualitativa .
As
discussões basearam-se num eixo central, tendo como ponto de partida uma
tentativa de correlacionar pesquisas nas áreas clínica e social. Os trabalhos
apresentados cobriam todo o ciclo de vida da família: crianças, adolescentes,
adultos e idosos. Dentre as temáticas abordadas destacaram-se: a) Nos trabalhos
empíricos: práticas educativas, educação de crianças pelos avós, atitudes
e expectativas quanto ao casamento, conjugalidade dos pais e projeto de
casamento dos filhos, intersubjetividade dos cônjuges, maternidade e
paternidade, saúde e família, relação entre trabalho e família tendo
como foco os adolescentes. B) Nos trabalhos teóricos: transmissão psíquica
geracional, familia e esquizofrenia, interação conjugal, violência simbólica,
diferentes abordagens na terapia de família. Na pesquisa intervenção: busca
de adoção, prática clínica em hospitais universitários e em clínicas-escola.
A pluralidade das pesquisas
apresentadas, tanto no que se refere aos referenciais teóricos adotados quanto
aos métodos de investigação, favoreceu um intercâmbio produtivo entre os
participantes do grupo, aguçando o posicionamento crítico dos pesquisadores,
acrescentando inúmeras contribuições e estimulando a reformulação de
algumas posturas.
Em vários trabalhos foram
ressaltadas as questões de gênero, a contextualização das populações
investigadas, e as novas configurações familiares e conjugais da
contemporaneidade. Na discussão sobre a contextualização das populações
investigadas, destacou-se a necessidade de considerarmos a diversidade dos
modelos de família e de casal encontrados nas diferentes regiões brasileiras e
a necessidade de remapear historicamente as influências que contribuem para
nossa realidade plural. Uma das grandes contribuições das pesquisas realizadas
pelo GT é a produção de uma literatura nacional sobre família e casal que
considera a singularidade de cada população investigada.
As questões de gênero
surgiram em quase todas as pesquisas, apontando algumas semelhanças,
notadamente no que diz respeito ao importante papel da mulher na organização
familiar, na transmissão de modelos e na educação dos filhos. Revelou-se que
as mulheres continuam sentindo-se oprimidas pelo modelo patriarcal e pela
ditadura da maternidade, principalmente nas classes sociais mais desfavorecidas.
Nos vários trabalhos em
que as novas configurações familiares foram alvo de investigação,
discutiu-se o quanto podemos considerar que esses modelos são inéditos ou são
reproduções camufladas de arranjos tradicionais com uma roupagem discursiva pós-moderna.
Ficou evidente que demandas modernas coexistem com padrões clássicos de
funcionamento do sistema familiar, o que aumenta a complexidade do trabalho de
pesquisa sobre os diferentes fenômenos que dizem respeito à família.
Constatou-se ainda que quaisquer que sejam os novos arranjos, as funções do
modelo tradicional permanecem, não importando se desempenhadas por distintos
membros da família. Pode-se dizer que a questão relacionada às transformações
atuais da contemporaneidade e seus efeitos sobre a família e seus membros
perpassou o conjunto dos trabalhos discutidos. De modo geral, o debate teve como
linha de demarcação o que pode ser considerado como novo ou antigo nas relações
familiares, ou seja, o que apresenta ou não transformações. As discussões
levaram os membros do grupo a postularem a importância da investigação sobre
a questão das “micro diferenças”, que podem ser consideradas “não só
novas” e “não unicamente antigas”.
E é a análise prolongada de tais diferenças que poderá nos mostrar os
significados das mesmas junto às famílias e seus efeitos na sociedade.
Finalmente, foi estipulado
o prazo de 15 de setembro de 2004 para que todos encaminhassem os seus textos
completos, em versão final, para a coordenadora do grupo, para que os mesmos
fossem publicados em forma de livro: a quinta publicação conjunta dos
trabalhos do GT “Família e Casal: Estudos Psicossociais e Psicoterapia”.
Foi ainda proposto que se aprimorasse a metodologia de trabalho do grupo para o
XI Simpósio, sugerindo-se que o leitor de cada texto apenas problematizasse as
questões a serem discutidas com o autor e os demais participantes,
descartando-se os relatos resumidos (na medida em que os textos serão lidos
antecipadamente pelos membros do grupo), visando a um maior aproveitamento do
tempo de trabalho.
Retornar - Índice Sínteses GT X Simpósio
Síntese de Atividades do
GT
Contextos Sociais de
Desenvolvimento:
aspectos evolutivos e
culturais no
X Simpósio de Pesquisa e Intercâmbio Científico da ANPEPP
Aracruz
(ES), Maio de 2004
Participantes:
Alysson Massote Carvalho
(Universidade Federal de Minas Gerais)
José Moysés Alves (Universidade
Federal do Pará)
Lívia Mathias Simão
(Universidade de São Paulo) (Coordenadora)
Maria Isabel Pedrosa
(Universidade Federal de Pernambuco)
Maria Margarida Pereira Rodrigues
(Universidade federal do Espírito Santo)
Maria Thereza Costa Coelho de
Souza (Universidade de São Paulo)
Paulo de Salles Oliveira
(Universidade de São Paulo)
Sérgio Antônio da Silva Leite
(Universidade Estadual de Campinas)
Vera Sílvia Raad Bussab
(Universidade de São Paulo)
Durante o X Simpósio, o GT
desenvolveu as seguintes atividades:
Retornar - Índice Sínteses GT X Simpósio
GT
Cotidiano e Práticas Sociais
X
Simpósio da ANPEPP
Aracruz,
ES, 24-28 de maio de 2004
Todos
os membros inscritos estiveram presentes: Mary Jane P. Spink (Coordenadora);
Fernando Gonzalez-Rey; Henrique C. Nardi; Katia de S. Amorim; Neuza Guareschi;
Peter Spink; Ronald Arendt; Solange Jobim (e Carlos Passarelli); Marcos Reigota
e Valéria H. Kemp. Dois membros do GT -- Sandra
Azeredo e Martha Traverso -- não compareceram por estarem realizando estágios
no exterior. Sonia Grubits (Universidade Católica Dom Bosco) esteve presente na
qualidade de ouvinte.
O
GT, neste ano, havia proposto uma temática única para debate: a naturalização
das desigualdades. Tendo por objetivo demonstrar a contribuição prática de
uma multiplicidade de visões teóricas sobre a questão da naturalização da
desigualdade foi decidido que usaríamos, como ponto de partida, os eventos,
acontecimentos e comentários nos jornais diários. Para tal foram definidas as
seguintes instruções de procedimento:
“Use
o jornal que você lê diariamente. Guarde os números dos dias 8 – 13 de
dezembro. Separe as partes mais vinculadas ao cotidiano. Utilize os diversos
conteúdos possíveis do jeito que você quiser, podendo focalizar um caso,
muitos casos, um tema, diversos temas, analisar textos, discutir idéias – a
opção é livre. Só queremos que você escreva algo em torno de dez a doze
paginas (Times Roman 12, espaço simples com bibliografia em formato de nota de
roda pé, estilo impessoal).”
Desta
maneira, todos os papers referiram notícias veiculadas na mídia no período
acima definido. Algumas das reflexões tomaram certas notícias como ponto de
partida para, à maneira do fio de Ariadne, seguir uma linha de argumento sobre
a naturalização de “fatos” sociais, como a desigualdade. Outras reflexões
debruçaram-se mais especificamente sobre o papel da mídia na naturalização
da desigualdade, optando por realizar algum tipo de análise discursiva no
material coletado.
O
GT reuniu-se durante três sessões: na terça feira, dia 25, das 14:00 às
19:00; na quarta feira, dia 26, das 9:00 às 12:30 e das 14: 18:00, sendo
apresentados, nesses períodos os trabalhos dos dez membros participantes na
seguinte ordem:
Dia
26:
Peter
Spink: A desigualdade cotidiana - a naturalização das materialidades
territoriais
Valéria
Kemp: Políticas públicas em trabalho e meio ambiente: o associativismo econômico
e a reconstrução do laço social
Henrique
Nardi: A naturalização do discurso liberal: riscos da privatização do público
Neuza
Guareschi: Marcadores identitários e adolescência: “tudo pelo popular”
Dia
27, manhã
Fernando
Gonzalez Rey: O tratamento da violência como meio de naturalização da
desigualdade
Mary
Jane Spink: O poder das imagens na
naturalização das desigualdades: os crimes no cotidiano da mídia jornalística.
Kátia
Amorim: Para além da naturalização, em busca de rede de significações.
Dia
27, tarde
Marcos
Reigota: O meio ambiente na imprensa de
Sorocaba, Florianopolis e Macapá
Solange
Jobim e Carlos Passarelli: Espaço urbano e constituição subjetiva da
desigualdade: uma possível leitura das políticas da diferença.
Ronald
Arendt: O(s) cotidiano(s) do(s) Rio de Janeiro(s)
Fiel
à proposta de analisar os processos de naturalização à luz dos diferentes
referenciais teóricos adotados pelos membros do GT, uma variedade de construtos
teóricos foi discutida a partir das apresentações. Peter Spink apoiou-se nas
noções de materialidades e socialidades, constituídas no diálogo com
Haraway, Hacking e Actor Network Theory, para
ilustrar o uso de espaços públicos como as calçadas urbanas; Valéria Kemp,
em interlocução com Donzelot, focalizou a economia solidária, usando como
ilustração os catadores de papel de Belo Horizonte para discutir a naturalização/desnaturalização
do “estar na rua”; Henrique Nardi tomou como objeto de reflexão a
naturalização do ato filantrópico tendo por referencial a constituição da
subjetividade no âmbito dos regimes de verdade (ou seu bloqueio na medida em
que o caminho da auto-transformação passa a ser obstaculizado), trazendo para
o debate as posturas de Foucault e Castel; Neuza Guareschi, criando um diálogo
entre a Teoria Cultural e a abordagem construcionista, abordou os marcadores
identitários sobre ser popular na adolescência de modo a ilustrar o jogo entre
cultura e discursos (pedagógico e psicológico) no processo de naturalização
da exclusão; Fernando Rey abordou as noções de sujeito e sentido, presentes
sobretudo no terceiro Vygotsky, como foco para a compreensão das maneiras como
a mídia veicula os atos de violência; Mary Jane Spink, focalizou os aspectos
teóricos e metodológicos do estudo de imagens no âmbito da comunicação
multimodal, triangulando autores da comunicação (Kress & van Leewen;
Fairclough) e a teoria social de mídia de J. Thompson,
ilustrando a proposta com uma análise discursiva de dois crimes
veiculados na mídia na semana em estudo; Katia Amorim, utilizando artigos que
tratam da naturalização de ser humano, além dos efeitos de naturalização
das suas relações, funções e do seu desenvolvimento, discutiu maneiras de
desnaturalizar que considerem o biológico e o cultural como mutuamente
determinados, caminho trilhado a partir de Varela e colaboradores, com a noção
de embodiment; Marcos Reigota tomou como foco o conceito de des-fixação
e ilustrou uma maneira específica de abordar a notícia a partir da perspectiva
dos viajantes-narradores, tendo Bauman como interlocutor; Solange Jobim e Carlos
Passarelli, apoiando-se em Benjamin, tomaram três notícias sobre o Rio de
Janeiro como ilustração da naturalização da cidade como espaço privado, com
o abandono paulatino da cidade como “bem comum” e espaço público de fazer
política; Ronald Arendt, partindo da proposta metodológica da não totalização
de Latour, focalizou o jornal como actante buscando entender as cadeias
de humanos e não humanos que constituem o Rio de Janeiro como um tipo
particular de coletivo pautado pela violência.
A
riqueza das reflexões e do debate realizado levou à proposta de colaboração
na elaboração de um livro que terá o título Práticas Cotidianas de
Naturalização da Desigualdade: uma semana de notícias no jornal. Com esta
finalidade, foram definidos procedimentos de leitura e pareceres para a versão
final dos textos que serão encaminhados, em setembro deste ano, à Editora
(ainda a ser definida).
Retornar - Índice Sínteses GT X Simpósio
Ana
Cristina Figueiredo – UFRJ (coordenadora)
Ana
Cleide Guedes Moreira - UFPA
Andréa
Hortélio Fernandes – UFBA
Andréa
Máris Campos Guerra – PUC-MG (doutoranda UFRJ)
Daniela S. Chatelard – UnB
Doris
Rinaldi – UERJ
Fátima
Sudbrack – UnB
Maria
Inês Gandolfo Conceição – UnB
Sônia
Alberti – UERJ
Nuria
Malajovich Muñoz – SMS/RJ (doutoranda UFRJ)
O
GT DISPOSITIVOS CLÍNICOS EM SAÚDE MENTAL se formou este ano a partir do
trabalho que seus participantes já vêm desenvolvendo no campo da Saúde
Mental, em diferentes instituições públicas, com uma população
diversificada de crianças, adolescentes e adultos com diferentes transtornos psíquicos,
psicose, drogadicção entre outros, visando uma articulação entre clínica
pesquisa e docência em Saúde Mental a partir dessa experiência.
Os
pesquisadores envolvidos desenvolvem trabalhos vinculados a hospitais gerais e
psiquiátricos, ambulatórios, centros de atenção psicossocial (CAPS), e
demais serviços da rede pública de saúde.Sua atuação se dá em diferentes
setores do campo da saúde mental em consonância com as novas políticas públicas
nesse campo. Essa escolha também norteia os projetos individuais de pesquisa e
aprofundamentos teóricos no trabalho universitário em diferentes centros do país
como a UFRJ, UERJ, UFBA, UFPA, UnB e PUC-MG.
A
Coordenadora do GT, professora Ana Cristina Figueiredo, desenvolveu sua tese de
doutorado na área da saúde coletiva, investigando os serviços ambulatoriais
de saúde mental, publicando-a logo em seguida. Dando continuidade a esse
projeto, acompanha e supervisiona diferentes serviços da rede pública em saúde
mental visando aplicar e avaliar novos dispositivos clínicos nesse campo, com
referência na psicanálise aliada aos novos projetos de assistência e cuidados
em saúde mental do Ministério da Saúde. Além disso, desenvolve sua atividade
docente no Instituto de Psiquiatria da UFRJ na coordenação dos Cursos de
Especialização na área da Saúde Mental, onde atua como supervisora clínica,
e no Programa de Pós graduação em Teoria Psicanalítica da UFRJ onde
desenvolve projetos de pesquisa clínica em Psicanálise com enfoque em instituições
públicas, e orienta alunos de mestrado e doutorado nessa área.
A
professora Sonia Alberti trabalha no campo da Saúde Mental desde a década de
1970. Inicialmente como estagiária em comunidade terapêutica em hospital
psiquiátrico, logo em seguida passou a desenvolver sua clínica em hospital
geral. Foi nesse âmbito que trabalhou no IPPMG/UFRJ, HUPE/UERJ, Service des
Adolescents do Hôpital de Bicêtre/França, para retornar, em 1991 ao HUPE/UERJ
onde desenvolve, desde então, trabalho prático e de pesquisa no Núcleo de
Estudos da Saúde do Adolescente tendo fundado aí o Setor de Saúde Mental, do
qual foi a primeira coordenadora. Ingressou no IP/UERJ por concurso público na
área da Psicopatologia e hoje é docente do Programa de Pós graduação em
Psicanálise da UERJ onde desenvolve seus projetos no Mestrado em Psicanálise e
no Curso de Especialização em Psicanálise e Saúde Mental.
A
professora Doris Rinaldi é coordenadora do Curso de Especialização em Psicanálise
e Saúde Mental, e também coordenadora adjunta do Programa de Pós-graduação
em Psicanálise, ambos do IP/UERJ. É pesquisadora do CNPq e desenvolve pesquisa
no campo da Saúde Mental desde 1995 com bolsa de produtividade. O projeto mais
recente se intitula "Clínica do sujeito e atenção psicossocial: novos
dispositivos de cuidado no campo da saúde mental". Atualmente estão sendo
pesquisadas as diversas significações das categorias ‘cuidado’,
‘acolhimento’, ‘escuta’, ‘cidadania’, ‘sujeito’ e ‘clínica’
nos discursos e nas práticas dos técnicos que atuam nos CAPS do município do
Rio de Janeiro. Junto a isso, investiga as possibilidades e dificuldades de vigência
do discurso psicanalítico – junto a outros discursos – no campo da Saúde
Mental.
As
três pesquisadoras integraram e integram os movimentos que implementam as novas
políticas de Saúde Mental no Rio de Janeiro, participam de bancas examinadoras
de Pós Graduação stricto e lato sensu na área da Saúde
Mental, na interface com a psicanálise, e iniciam agora um intercâmbio com
colegas de outros estados do Brasil. É nesse sentido que se associam às demais
pesquisadoras que integram o grupo.
A
docente pesquisadora Andréa Hortélio Fernandes realizou seu doutoramento na
França no Laboratório de Psicopatologia Fundamental e Psicanálise da
Universidade de Paris VII a partir de sua experiência em estágios em Serviços
de Saúde Mental (Centro Médico Psicológico e Hospital Dia para Crianças e
Adolescentes, e Hospital Sainte Anne/França). Tendo ingressado na Universidade
Federal da Bahia em concurso público para a área de Psicopatologia, iniciou em
março de 2003, novo projeto de pesquisa: “Saúde Mental e família: uma
abordagem psicanalítica” que desenvolve a partir da sua atividade como
supervisora de estágio em clínica. Atualmente, é coordenadora do curso de
Especialização em Teoria da Clínica Psicanalítica e docente no Programa de Pós-graduação
em Psicologia do Departamento de Psicologia da UFBA.
A
docente pesquisadora Ana Cleide Guedes Moreira desenvolve sua pesquisa em
psicopatologia no campo da Saúde Mental, examinando o tema da melancolia, que
foi objeto de sua tese de doutoramento na PUC-SP, também publicada em livro.
Seu trabalho se desenvolve no campo mais amplo da saúde, articulando a saúde
mental ao trabalho no hospital geral, enfatizando a importância das condições
psíquicas no tratamento das doenças auto-imunes. Entre seus projetos, está a
criação de cursos de pós-graduação senso lato e estrito na UFPA,
articulando clínica, pesquisa e docência.
A
docente pesquisadora Fátima Sudbrack é professora titular da Universidade de
Brasília e já participou de GTs anteriores desde a fundação da ANPEPP. Hoje,
está envolvida com pesquisa e atuação na área de Saúde Mental com enfoque
na drogadicção na adolescência, não só no trabalho comunitário de prevenção
ao uso de drogas, mas também no atendimento às famílias e no trabalho em
equipe interdisciplinar, visando integrar seu trabalho às atuais políticas de
Saúde Mental no tratamento dessa população em Centros de Atenção
Psicossocial para usuários de álcool e drogas (CAPS-ad).
A
pesquisadora Daniela Scheinkman Chatelard, tendo obtido seu doutorado na
Universidade de Paris VIII, é pesquisadora associada no Instituto de Psicologia
da Universidade de Brasília - UnB. Ministrou a disciplina de Psicopatologia na
graduação e trabalha no Serviço da Unidade Intensiva Neonatal no Hospital
Universitário de Brasília – HUB, desenvolvendo um trabalho em saúde mental
no hospital. Neste ano, passou a integrar o corpo docente do Curso de
Especialização em Saúde Perinatal, Educação e Desenvolvimento do Bebê, da
Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília, em razão de sua pesquisa em
Saúde Mental e Psicanálise na relação com a clínica médica.
Além
das referidas pesquisadoras, o GT conta com mais duas doutorandas do Programa de
Pós-graduação em Teoria Psicanalítica da UFRJ. Andréa Máris Campos Guerra
é docente da PUC-MG e da FUMEC em Belo Horizonte, e Nuria Malajovich Muñoz é
psicóloga da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. Ambas
desenvolvem suas pesquisas com pacientes psicóticos atendidos nos serviços da
rede pública em Saúde Mental, visando redimensionar as possibilidades dos
novos dispositivos de tratamento desses pacientes.
É
importante frisar que o GT se constituiu como resultado de diferentes parcerias
e colaborações mútuas que já vêm sendo realizadas. Os participantes do Rio
de Janeiro, UFRJ e UERJ, já mantêm um intercâmbio de acompanhamento e
participação em bancas de mestrado (UERJ/UFRJ) e doutorado (UFRJ), além de
trocarem experiências e participação nas pesquisas individuais. A
coordenadora participa como docente convidada das atividades dos cursos de pós-graduação
lato sensu do Departamento de Psicologia da UFBA sob a coordenação da
professora Andréa Hortélio Fernandes. Essa parceria foi decorrente do intercâmbio
institucional entre a UFRJ e a UFBA na realização do mestrado
interinstitucional nos anos anteriores. O contato com a UnB foi iniciado através
da pesquisadora recém-doutora Daniela S. Chatelard cujo trabalho vem sendo
acompanhado pela coordenadora do GT desde o início de suas pesquisas, ainda no
curso de graduação, posteriormente no doutorado, e agora prefaciando seu livro
com o tema de sua tese. Está tendo início agora uma nova parceria com as
professoras Fátima Sudbrack e Maria Inês Gandolfo, ambas da UnB. A parceria
com a UFPA, através da professora Ana Cleide Moreira, visa incentivar o
trabalho em nível de pós-graduação e o intercâmbio em pesquisa e publicação.
As duas doutorandas são orientandas da coordenadora do GT e futuramente devem
dar continuidade a seu trabalho acadêmico de pesquisa e publicação, já como
doutoras, além de sua atuação no campo da Saúde Mental, propondo
desdobramentos para o GT nos próximos anos.
Foram
apresentados e discutidos os principais objetivos do GT e as formas de viabilizá-los.
Destacamos os seguintes:
–
Realização de um trabalho que articule clínica, pesquisa e docência
no campo da Saúde Mental, tanto em nível universitário quanto dos serviços
da rede pública de saúde;
–
Vinculação das pesquisas ao atendimento à população no âmbito da saúde
mental, envolvendo diferentes níveis etários, tipos de instituição e quadros
psicopatológicos;
–
Abertura de possibilidades de pesquisa para um grupo que, já tendo um
intercâmbio entre seus participantes, possa avançar parcerias em várias direções,
sempre levando em conta o campo privilegiado da Saúde Mental e seus
dispositivos clínicos;
–
Proposta de um aprofundamento no estudo dos dispositivos clínicos nas
novas políticas da saúde mental, visando uma maior contribuição para o
tratamento de pacientes institucionalizados a partir do ponto de vista da psicanálise.
O
GT traçou novas propostas de trabalho conjunto com parcerias diversificadas no
grupo em diferentes atividades. Destacamos as principais, que devem seguir um
roteiro e um cronograma estipulado de acordo com a antecedência necessária de
cada tipo de atividade:
-
intercâmbio docente: através da participação em cursos
de pós-graduação lato e stricto sensu, em bancas de avaliação de
monografias, dissertações e teses com o tema afim ao do GT. Também através
do incentivo à implementação de Programas de Pós-graduação, ou áreas de
concentração nas IES onde já existam Programas em Psicologia, com ênfase na
Saúde Mental. Já foram agendadas atividades em parceria da UFRJ com a UFBA e a
UFPA em cursos de especialização através de seminários, docência em
disciplinas e consultoria.
-
intercâmbio de publicação: na forma de artigos, resumos
de tese e relatórios de pesquisa, em parceria ou individualmente, com o tema do
GT. Já foram propostas parcerias de trabalho entre a UERJ e a UnB na preparação
de um artigo conjunto com o tema “família e saúde mental”, e um artigo
sobre “estabilizações na psicose” que envolve a parceria das professoras
da UFRJ e PUC-MG. Além disso, como resultante da parceria no ensino entre a
UFRJ e a UFBA, está sendo preparada uma coletânea com o tema do ensino,
pesquisa e transmissão da psicanálise, recolhendo artigos de docentes e
discentes do Curso de Especialização em Teoria da Clínica Psicanalítica
realizado em 2003 na UFBA.
-
intercâmbio de pesquisa: acompanhamento dos desdobramentos
das pesquisas individuais visando aproximações metodológicas e aprofundamento
do tema do GT. Será consolidada a proposta de contato constante via email na
troca de informações e material de pesquisa alimentando as formas de intercâmbio
referidas acima.
-
participação em congressos: reafirmação das parcerias
na composição de mesas redondas com sub-temas afins mantendo a referência
maior ao tema do GT e ao trabalho conjunto na ANPEPP. Já foi encaminhada uma
proposta de mesa redonda com o tema “O trauma no cotidiano da clínica: questões
em Saúde Mental”, envolvendo participantes da UERJ, UnB, UFBA e PUG-MG para o
VII Congresso Brasileiro e I Congresso Internacional de Psicopatologia
Fundamental a ser realizado em setembro de 2004 na PUC-RJ. Ainda em 2004, haverá
a participação conjunta das professoras da UnB e da UERJ no Simpósio
Internacional sobre a Juventude Brasileira – JUBRA, a ser realizado em outubro
de 2004 na UFRJ. Além disso, foram feitas propostas de mesas redondas a serem
melhor detalhadas para o IV CONPSI em maio de 2005 com temas relacionados às
propostas de publicação já menciondas acima envolvendo todos os participantes
do GT.
Esperamos,
assim que nosso trabalho seja constante e profícuo, desdobrando-se em novas
propostas na consolidação do nosso GT.
Ana
Cristina Figueiredo (coordenadora)
Retornar - Índice Sínteses GT X Simpósio
NO SÍMPOSIO DE 24 A 28 DE MARÇO EM VITÓRIA
TEMA
PROPOSTO PARA O TRABALHO NESTE SIMPÓSIO:
DISCUSSÃO
DOS PROJETOS DE PESQUISA REALIZADOS
PELOS COMPONENTES DO GRUPO,NA ÁREA DE HISTÓRIA DA PSICOLOGIA
O
grupo reuniu-se contando com a presença dos seguintes membros: Elisabeth de
Melo Bonfim, Heliana de Barros Conde Rodrigues, Ines Rosa Bianca Loureiro, Maria
do Carmo Guedes, Marina Massimi, Marisa Todescan Dias da Silva Baptista, Nádia
Maria Dourado Rocha, Rachel Nunes da Cunha, Roberto Yutaka Sagawa, William
Barbosa Gomes. Alguns membros não puderam estar presentes devido a problemas
familiares (Mitsuko Antunes, Raul Albino Pacheco, Regina de Freitas Campos) ou a
viagem de pesquisa no exterior (Ana Jacó, Norberto de Abreu).
Cada
membro elaborou e apresentou um trabalho relatando o projeto de pesquisa sua e
de seu grupo, na área de estudos históricos em Psicologia, realizado neste período.
O conjunto das investigações delineia um quadro bastante diversificado, seja
no que diz respeito aos períodos históricos abordados, seja no que diz
respeito aos contextos geográficos estudados
e ao tipo de documentação escolhida.
Temas das investigações propostas para a
discussão:
As
investigações que estão sendo desenvolvidas abrangem os seguintes temas:
1.
o estudo do ensino da Psicologia no século XX (por exemplo: a história
dos cursos de psicologia social no Brasil – analisada por Bonfim; e a dos dois
cursos de graduação em São Paulo – realizada por Todescan),
2.
a consolidação da área através das visitas científicas (vide estudo
sobre a visita de Lapassade e sua contribuição à história da psicologia
social no Brasil, realizada por Conde),
3.
o estudo de alguns importantes autores da história da psicologia (como
Minkowsky, estudado por Abreu) e a influência do pensamento de alguns autores
da psicologia internacional no âmbito da psicologia brasileira (como Claparède,
estudado por Campos)
4.
o estudo da história de abordagens teóricas e clínicas, no Brasil –
tais como a Análise do Comportamento (Nunes da Cunha) e a Psicanálise (Sagawa
e Pacheco Filho).
5.
O estudo dos processos de transmissão dos saberes psicológicos em épocas
históricas diferentes e com diversos meios culturais: a pregação, no período
colonial (Massimi), as teses da Faculdade de Medicina no século XIX (Rocha), os
Manuais de Psicologia científica no século XX (Gomes).
6.
O estudo das modalidades históricas de constituição da subjetividade,
numa perspectiva foucaultiana (Lourenço).
7.
O ensino da história da psicologia na pós graduação (Guedes).
A
diversificação dos interesses e dos assuntos pesquisados representa uma grande
riqueza promissora de novos resultados e fecunda para suscitar novas indagações,
sendo ao mesmo tempo acompanhada por um evidente amadurecimento do grupo no que
diz respeito aos percursos metodológicos utilizados nas pesquisas.
Na
ocasião deste Simpósio, o Grupo de trabalho teve a oportunidade de poder
propor e avaliar alguns importantes resultados de trabalhos conjuntos
anteriores, tais como o livro História da
Psicologia no Brasil do século XX, editado pela EPU e lançado ao longo do
Simpósio, o qual condensa os resultados de pesquisas desenvolvidas por membros
do GT e seus grupos de pesquisa; a revista eletrônica Memorandum:
Memória e História em Psicologia – da qual vários membros participam
como editores, colaboradores e autores, e a revista Psicologia: Teoria e Pesquisa – a qual conta com a colaboração
da Professora Rachel Nunes da Cunha como editora e de vários membros do GT como
autores; o Museu Virtual de Psicologia –
criado pelo Professor William Gomes tendo o apoio do CNPq.
Tópicos que foram destacados nas discussões
acerca das pesquisas:
1.
a importância de articular os estudos realizados sobre as origens e o
desenvolvimento dos laboratórios de psicologia em algumas instituições
confessionais, para identificar eventuais matrizes teóricas comuns;
2.
a importância da utilização de métodos historiográficos como a históriia
oral, a história biográfica – para abordar a história recente da
psicologia;
3.
a importância da superação de uma historiografia de teor apologético
e autobiográfico em favor de uma história contextual e crítica – o que
parece especialmente importantes em alguns campos, como por exemplo a psicanálise.
4.
A importância de elaborar instrumentos conceptuais úteis para a
organização dos dados da pesquisa e sua contextualização, tais com o glossários.
5.
A importância de investigar os processos de transmissão cultural e de
apropriação de métodos, teorias e práticas ao longo do tempo e a partir de
específicas circunstâncias e exigências de grupos sociais e momentos
culturais.
Planos de trabalho para os
próximos meses e anos, discutidos e propostos pelo GT:
1.
Pesquisa:
1.1.
produzir os trabalhos elaborados e discutidos neste simpósio em forma de número
especial de periódico científico, destinado aos pesquisadores na área da história
da psicologia, desde a Iniciação científica até ao doutorado
1.2.
ampliar o interesse pelo estudos históricos em psicologia no nível de
trabalhos e monografias de conclusão de curso e iniciação científica, tendo
em vista também favorecer contratações de novos docentes na área da história
da psicologia
1.3.
aproveitar de oportunidades de bolsas e auxílios para pós graduados e pós
doutorandos
2.
Ensino:
2.1
dar continuidade às propostas de cursos de história da psicologia em
congressos nacionais e regionais, propondo novos objetos e envolvendo os pós
graduados para atividades docentes
3.
Publicação científica:
3.1.
Finalizar edição coletânea em História da Psicologia editada pela EDUC;
3.4.
Dar continuidade à publicação de artigos nas Revistas Memorandum, e em Teoria e
Pesquisa em Psicologia, em Clio-Psiquê,
bem como em outras revistas nacionais e internacionais.
4.
Eventos científicos:
4.1.
Participação no congresso da Clio-Psiquê do Rio de Janeiro em Outubro. Haverá
participação dos membros do GT em conferências, mesas e comunicações científicas
bem como uma reunião do GT, e visita guiada à Biblioteca Nacional;
4.2.
Participação no próximo congresso da SBP no mês de outubro. Haverá
participação dos membros do GT em conferências, mesas e comunicações científicas
bem como uma reunião do GT;
4.3.
Participação congresso Norte-Nordeste em Salvador, em 2005.
6.
Estrutura organizacional do GT:
Foi
consenso que o cargo de coordenador do GT deverá ter duração de um biênio.
Optou-se por esta solução visando expressar uma modalidade democrática e
participativa de gestão do grupo. Sendo assim, o novo coordenador proposto pelo
grupo para o biênio 2004/2006, é o Professor Doutor William Gomes.
Algumas
observações acerca do Simpósio da Anpepp no seu conjunto
Nosso GT gostaria de contribuir também com
algumas considerações referentes ao Simpósio de 2004.
A partir da importante retomada do significado
originário da Anpepp – enquanto Sociedade científica, colocada pela Prof.a
Carolina M. Bori, na introdução à mesa redonda sobre a memória da pós
graduação no Brasil, na qual afirmou que a Anpeep foi originariamente
concebida como “lugar de estudo, análise e discussão da pós graduação no
Brasil”, consideramos uma contribuição útil nesta perspectiva o trabalho
realizado pelos Fórum (s) ao longo do Simpósio.
Gostaríamos também de colocar neste documento
algumas sugestões para otimizar a realização dos próximos simpósios e também
no que diz respeito à gestão da Associação:
1.Com relação à gestão:
1.1. Concordamos plenamente com orientação da
Comissão eleitoral e da atual Diretoria acerca da idéia de inscrição de
chapas para a próxima eleição, pois achamos que esta modalidade propícia a
participação democrática no processo de organização e de consolidação da
Anpepp;
1.2. Nesta perspectiva gostaríamos também de
alertar acerca de um cuidado que nos parece necessário: nos parece conveniente
que não deveriam se candidatar como membros da Diretoria e do Conselho,
pesquisadores que desempenhem cargos em outros órgãos de fomento.
2. Com relação à organização dos próximos
Simpósios:
2.1. Nosso GT de História da Psicologia
gostaria de auxiliar na indicação de monumentos e sítios históricos
importantes do local e da região que hospedará os próximos eventos. Desta
vez, por exemplo, constatamos que em Vitória e também nas redondezas de nosso
hotel havia um patrimônio histórico de grande interesse cultural – que
mereceria ser melhor sinalizado aos visitantes. Nesse sentido, já que a história
é a marca de nosso Grupo, gostaríamos em futuro de poder sinalizar aos colegas
eventuais oportunidades deste tipo – nos locais onde se realizarão os próximos
Simpósios;
2.2. Consideramos importante que a Diretoria
retome o empenho no que diz respeito a procura de todas as possíveis formas de
financiamento para propiciar a participação dos pesquisadores (contar com o
esforço econômico individual, a nosso ver, acaba induzindo uma indevida
diferenciação econômica entre os participantes e as instituições aos quais
eles são ligados). O fato de que alguns colegas não puderam participar por
falta de verba, nos fez refletir sobre a necessidade de batalhar para
proporcionar o todos condições de participar do trabalho comum. Neste sentido,
também gostaríamos de alertar que como entidade nacional a Anpepp deve
solicitar verbas somente a órgãos de fomento nacionais deixando aos
pesquisadores individuais a possibilidade de solicitar auxílio individual das
FAPs: pois, neste ano, a Fapesp, por exemplo, negou verba aos pesquisadores com
a justificativa de que “pedido coletivo de sobrepõe a pedido individual”,
de modo que muitos pesquisadores forma prejudicados
e não puderam comparecer por falta de dinheiro para o custeio da
passagem.
2.3. A propósito, acerca das Faps, gostaríamos
de solicitar que a Anpepp participe do movimento de apoio nos diversos Estados,
à manutenção destas agências de fomento que são tão importantes para a
realização da pesquisa e da formação acadêmica.
Por fim, gostaríamos de agradecer a
oportunidade que este Simpósio nos ofereceu e de frisar mais uma vez a grande
contribuição da Anpepp no que diz respeito à articulação e a integração
das pesquisas que desenvolvemos, bem como da formação acadêmica de nossos
orientados. Historicamente, inclusive, a Anpepp com seus Simpósios, foi o local
que propiciou a consolidação da nossa área de pesquisa como uma comunidade de
pesquisadores representativos de várias instituições e realidades do Brasil e
que ainda hoje continua a possibilitar e promover a integração e organicidade
da área da história da psicologia, no Brasil. Nesse sentido, reiteramos todo o
nosso interesse e empenho em participar e colaborar da maneira melhor possível
com a estabilidade e o crescimento desta Sociedade científica que tanto nos
auxiliou e nos auxilia.
Marina
Massimi
Coordenadora
GT em História da Psicologia
Biênio
2002-2004,
E
o Grupo de Trabalho em História da Psicologia
Retornar - Índice Sínteses GT X Simpósio
GT REPRESENTAÇÕES
SOCIAIS
DURANTE O X SIMPÓSIO DA ANPEPP,
Vitória, 24 a 28 de maio de 2004
O grupo reuniu-se em 2004
contando com a presença de Brígido Vizeu Camargo (UFSC), Edson Souza Filho
(UFRJ), Maria de Fátima de Souza Santos (UFPE), Pedrinho Guareschi (PUC-RS) e
Angela Arruda (UFRJ), coordenadora.
Foi feita inicialmente uma
rodada de troca de informações, durante a qual foram comunicadas:
§
as publicações por sair e em
preparação de todos os colegas, e outras de que tivéssemos notícia,
relativas a representações sociais.
§
A mudança de datas para envio
de resumos para a próxima CIRS (até 15 de julho), bem como a notícia de que a
preparação da próxima JIRS ( João Pessoa, setembro de 2005) já está se
iniciando.
§
Os participantes concordaram
sobre a necessidade de espaçar as Jornadas de representações sociais para
intervalos de 3 anos, e não mais de dois
Diante da solicitação da
ANPEPP de que o grupo redefinisse os seus objetivos, que não haviam sido
modificados nos dois últimos simpósios, o grupo priorizou esta discussão, que
ocupou a maior parte do seu tempo, abrangendo vários aspectos, como os
desdobramentos desta definição, a mudança da coordenação e o ingresso de
novos participantes.
Objetivos do grupo
O debate sobre os objetivos do grupo revelou-se de grande
riqueza, asseverando que efetivamente já se fazia necessário, ao estampar-se a
insatisfação de alguns membros com o formato atual de apresentação de
trabalhos geralmente individuais e sobre resultados de pesquisas.
Reafirmou-se
que a ANPEPP tem grupos temáticos e grupos teóricos, como este, e que o
encontro de um grupo de trabalho da ANPEPP não se destina apenas ao intercâmbio
e à apresentação de trabalhos individuais, mas implica uma construção
coletiva de saber que contribua para a Psicologia brasileira através de discussões,
no nosso caso, de cunho mais teórico, sobre a TRS, suas lacunas, sua atualização.
Todos nós temos pontos teóricos que
desejamos debater, cada um tem acesso a determinadas áreas cuja interface com a
TRS atualiza e enriquece a reflexão, e o GT deveria ser o espaço privilegiado
para este debate. Compete também, no quadro deste aprofundamento e da promoção
de visibilidade, levar o debate
sobre questões polêmicas ou lacunares da teoria para os espaços científicos
mais amplos da Psicologia, propondo a elaboração de debates por ocasião de
eventos.
Ao
mesmo tempo, esta construção é importante para a legitimação e fundamentação
da teoria no campo da Psicologia brasileira. Uma parte das questões que surgem
para nós provém de questionamentos colocados por este campo, junto ao qual a
teoria ainda não se afirmou. Mais uma vez, é o GT da ANPEPP o espaço indicado
para pensar tais questões coletivamente, tendo em conta ademais que os
desenvolvimentos que nossas reuniões possam atingir vão repercutir no ensino e
pesquisa das pós graduações às quais pertencemos, e em particular as de psicologia.
O caráter
de grupo e a construção coletiva se objetivam mais facilmente através de
atividades realizadas em conjunto. Isto pode ser observado quando existem
projetos institucionais reunindo colegas de entidades diferentes, ao
possibilitar uma prática e uma elaboração conjuntas como é o caso do atual
projeto realizado pelas colegas Angela Almeida, Fátima Santos e Zeidi Trindade.
Baseado nesta experiência, o PROCAD é sugerido como uma fonte de recursos
interessante para a realização destes projetos interinstitucionais.
Os
participantes da reunião chegaram ao consenso de que o objetivo do grupo,
então, seria promover uma discussão da articulação da Teoria das Representações
Sociais com a Psicologia e a Psicologia Social, incluindo o debate de questões
emergentes, polêmicas (como a questão do método, por exemplo), lacunas da
teoria e críticas que lhe são feitas.
Como
objetivos específicos foram propostos:
Estabelecer
atividades que reúnam vários membros do grupo, com especial ênfase nos
projetos interinstitucionais
Promover a
discussão em torno da teoria em espaços públicos da psicologia
prosseguindo com o interesse pelas publicações, mas voltando maior atenção
para a participação coordenada dos membros do GT nos eventos da área.
Atividades
propostas
Em
consonância com os objetivos propostos e a partir da constatação do uso cada
vez mais constante do conceito de RS como uma chancela, mas sem uma conexão
obrigatória com a perspectiva de Moscovici,
foram definidas algumas atividades:
Montagem de um simpósio
ou mesa redonda durante a SBP, com a participação de três componentes
do grupo, cujo tema será: A representação social pode ser um conceito
unificador da psicologia Social? Brígido apresentará uma resposta
negativa e Pedrinho uma positiva; espera-se mais um componente, de uma
terceira instituição, que possa trazer uma terceira resposta, para levar
adiante esta atividade que deve ser enviada até 20 de junho para a SBP .
Oferta de um ou
dois cursos sobre Representações Sociais pela mesma ocasião, dada a
numerosa presença de estudantes neste evento e a ausência deste tipo de
proposta há bastante tempo; poderiam ser oferecidos um curso sobre teoria
e outro sobre metodologia.
Estabelecer um tópico
para a próxima reunião, sobre o qual todos trariam sua contribuição de
forma a possibilitar novamente uma publicação do grupo, como já se fez
anteriormente. Pode-se definir contribuições específicas, em relação
com o objetivo do grupo, em que por exemplo, Brígido trabalharia as últimas
contribuições sobre atitudes, Pedrinho uma visão filosófica sobre a
teoria, e assim por diante.
Candidaturas
Foram
trazidas ao grupo três candidaturas, uma das quais já havia sido formalizada
na reunião anterior:
Denize
Cristina Oliveira
Pedro
Humberto Campo
Antonia
Moreira Paredes
Os
presentes concordaram com sua aceitação,
o que fecharia o número de participantes do grupo por enquanto. Cabe aos
membros ausentes se pronunciarem.
Coordenação
Consultando
as diretrizes anteriores do grupo, que estabelecem a coordenação por rodízio,
e dada a situação dos membros do grupo como um todo, propôs-se o nome de
Zeidi Trindade como o mais provável para assumir a função no próximo biênio.
Consultada a respeito, a colega aceitou o encargo.
Retornar - Índice Sínteses GT X Simpósio
GT
- Subjetividade,
Conhecimento
e Práticas Sociais
Aracruz/ES, maio de 2004
Durante o X Simpósio Nacional de Pesquisa e Intercâmbio Científico da
ANPEPP, realizado de Aracruz/ES, o Grupo de Trabalho “Subjetividade,
Conhecimento e Práticas Sociais” deu prosseguimento às suas atividades com a
participação da maioria de suas integrantes: Cecília Maria B. Coimbra (UFF);
Esther Maria de M. Arantes (PUC/RJ e UERJ); Lília Ferreira Lobo (UFF); Maria
Elizabeth Barros de Barros (UFES); Cleci Maraschin (UFRGS); Maria Juracy
Filgueiras Toneli (UFSC); Maria Lívia do Nascimento (UFF) e Andréa Vieira
Zanella (UFSC). A ausência das pesquisadoras Tania Mara Galli Fonseca (UFRGS) e
Susana Molon (FURG) se deu em virtude da participação destas em evento no
exterior; e Margarete Axt (UFRGS) ausentou-se por motivo de doença de
familiares. Participou como convidada do GT neste evento a professora Nair...,
da UFRGS.
A temática de
trabalho definida pelo grupo para este evento foi “modos de subjetivação e
possibilidades de invenção e criação da vida em práticas psi”, sendo que
os participantes prepararam textos a serem discutidos na ocasião. Outro
objetivo foi dar continuidade às discussões sobre políticas de pós-graduação
no Brasil, mais especificamente sobre os critérios de avaliação dos programas
e da produção científica.
Os trabalhos neste encontro compreenderam as seguintes
atividades:
-
Apresentação
e discussão dos trabalhos dos integrantes do GT;
-
Discussões
preparatórias para a participação nos fóruns sobre políticas de pós-graduação
propostos pela organização do evento;
-
Delineamento de
agenda de trabalhos para o biênio;
-
Avaliação dos
trabalhos e encaminhamentos;
-
Participação
nos fóruns de discussão do evento bem como na sessão plenária final.
Os trabalhos confeccionados para este evento seguiram, em sua maioria, a
estratégia definida pelos participantes de constituírem parcerias que
permitissem a interlocução das múltiplas vozes que nos conotam. Os textos
resultantes, polifônicos e polissêmicos, expressam as práticas que vimos
engendrando no campo psi e, ao
mesmo tempo, apresentam-se como dispositivos potencializadores de novos
encontros e parcerias.
Quanto às reflexões sobre políticas de pós-graduação no Brasil,
estas foram intensas e mobilizaram a todas. Discutimos vários aspectos, entre
os quais os critérios de distribuição de bolsas de pós-graduação, de
produtividade e de iniciação científica; a avaliação dos programas e o
financiamento da pós-graduação; as (des)valorizações da produção científica
de pesquisadores e os periódicos da área. Várias sugestões foram apontadas:
- a necessidade de inclusão de um membro que trabalhe com
pesquisa “qualitativa” nos comitês de ética para pesquisa com seres
humanos das IES;
- a necessidade de se considerar, na avaliação da produção
científica, a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão; ainda
sobre esse tópico, foi apontada a necessidade de valorização de outras formas
de socialização de conhecimentos que não somente a linguagem escrita, como a
promoção de eventos e as atividades de extensão, que aproximam a academia da
realidade social brasileira. A valorização de artigos em revistas foi outro
aspecto discutido, posto que o GT entende que é importante para o debate da
academia com a sociedade a publicação de livros e capítulos de livros para a
sociedade. Argumenta-se ainda que há bons artigos que não se enquadram nos
padrões fixados pelos periódicos, como por exemplo, o número de páginas, o
que não significa menor qualidade e relevância da reflexão apresentada;
- a necessidade de transparência em relação a todos os
procedimentos adotados pelas entidades de fomento. Nesse sentido, o GT destaca a
necessidade do estabelecimento de critérios claros para a distribuição de
verbas e bolsas, levando-se em consideração a relação entre o número de
bolsas e a demanda;
- a necessidade de que os critérios adotados sejam os
mesmos para todos os pesquisadores, de dentro e fora do sistema;
- a necessidade de que os pesquisadores com produção
científica e cujos projetos sejam reconhecidos pelo mérito, porém que estão
fora do sistema em razão do número escasso de bolsas de produtividade, possam
concorrer junto com os pesquisadores I e II nas disputas por verbas e bolsas,
sejam de IC, Pq, ou AT.
Com o intuito de socializar as discussões que vínhamos tecendo
retomamos a “Carta de Vitória”, documento produzido pelo GT em evento
realizado em 2003 que está à disposição dos interessados na página da
ANPEPP. A atualização dos aspectos ali apresentados foi feita em uma reunião
que contou com a participação de integrantes de outros GTs, igualmente
interessados em assumir uma postura propositiva frente à entidade que nos
congrega e às agências de fomento que regulam as atividades no âmbito da
pesquisa e da pós-graduação no Brasil. As discussões resultaram no documento
“Carta de Aracruz/ES” que foi apresentado nos fóruns de discussão e
entregue aos membros da chapa que concorrerá à nova diretoria da ANPEPP.
Com relação à continuidade do GT, definiu-se a seguinte pauta de
trabalho:
-
Incrementar o
intercâmbio para participação em bancas de defesa de trabalhos de pós-graduação,
bem como realização de palestras e cursos;
-
Composição de
3 mesas redondas junto ao Encontro Nacional da ABRAPSO, a ser realizado no
segundo semestre de 2005, em Belo Horizonte.
-
Publicação
conjunta dos textos das pesquisadoras do GT apresentados neste simpósio. A
publicação será feita em forma de livro, com o título “Práticas Psi e
Invenção da Vida”.
-
Troca de
publicações das pesquisadoras, concretizando-se assim a interlocução necessária
para o delineamento de trabalhos conjuntos.
-
Incremento de
convênios interinstitucionais.
-
Intensificação
das trocas com outros GTs e participação mais ativa nas representações junto
à ANPEPP.
Seguindo regras da ANPEPP, foram escolhidas, dentre as
integrantes, duas pessoas para assumirem as funções de coordenadora e secretária
do GT para o próximo biênio: Maria Lívia do Nascimento e Esther Arantes,
respectivamente.
A avaliação que coletivamente fizemos dos trabalhos desenvolvidos e da
participação do GT na ANPEPP foi muito positiva. Consolidamo-nos como grupo e,
ao mesmo tempo, contribuímos efetivamente com as reflexões sobre as políticas
de pós-graduação no país, o que pretendemos intensificar. Com este encontro
consolidamos a rede que nos caracteriza, que nos move, comove e mobiliza a
todas: a produção de estratégias que potencializem a vida e são, nesse
sentido, guiadas pela possibilidade do devir.
Retornar - Índice Sínteses GT X Simpósio
X
Simpósio da ANPEPP
GT-
Desenvolvimento em Situação de Risco Pessoal e Social
Síntese das discussões
Coordenação:
Sílvia Helena Koller
Ângela Coelho - UCDB
e-mail: coelho_angela@hotmail.com
Bernardo Monteiro de Castro – FAMIH
e-mail: bmcastro.bh@terra.com.br
Carolina Lisboa - UFRGS
e-mail: carolinalisboa@terra.com.br
Clarissa De Antoni - UFRGS
e-mail: clarissadeantoni@yahoo.com.br
Dagmar Silva Pinto de Castro – UMESP
e-mail: dagmar.castro@metodista.br
Deise Matos do Amparo – UCB
e-mail: Deise@ucb.br
Débora Dalbosco Dell’Aglio – UFRGS
e-mail: dallbosco@cpovo.net
Lucas Neiva-Silva – UFRGS
e-mail: lucasneiva@yahoo.com.br
Maria Ângela Mattar Yunes - FURG
e-mail: Yunes@vetorialnet.com.br
Maria de Fátima Pereira Alberto – UFPB
e-mail: jfalberto@uol.com.br
Maria Inês Costa Moreira – PUC-MG
e-mail: maigcomo@uol.com.br
Marilza Terezinha Soares de Souza – PUC-SP
e-mail: de_souzamarilza@hotmail.com
Renata Maria Coimbra Libório – UNESP
e-mail: coimbralibor@uol.com.br
Rosângela Francischini – UFRN
e-mail: rfranci@uol.com.br
Sílvia Helena Koller – UFRGS
e-mail: skoller@uol.com.br
Veriana de Fátima Rodrigues Colaço – UFC
e-mail: verianac@uol.com.br
Introdução
Inicialmente,
foi realizada por cada participante uma apresentação teórico-metodológica de
sua linha de pesquisa, seguida por comentários, questionamentos e sugestões do
grupo. Houve permanente troca de referências, bem como de instrumentos de
avaliação e mensuração.
Ações planejadas a partir do GT:
Segue um breve resumo sobre a área de interesse científico específica de cada participante e as metodologias que utiliza para coleta e registro dos dados.
Ângela Coelho - UCDB
e-mail: coelho_angela@hotmail.com
Área de pesquisa:
psicologia da saúde; percepção de risco; stress pós-traumático.
Área de investigação científica:
Interesse Posterior:
Metodologias: Qualitativa
e Quantitativa
Bernardo Monteiro de Castro –
FAMIH
e-mail: bmcastro.bh@terra.com.br
Área de pesquisa:
Área de investigação
científica:
Metodologias:
Alguns resultados
divididos no GT:
Carolina Lisboa - UFRGS
e-mail: carolinalisboa@terra.com.br
Área de pesquisa:
Área de investigação
científica:
Metodologias:
Clarissa De Antoni - UFRGS
e-mail: clarissadeantoni@yahoo.com.br
Área de pesquisa:
Área de investigação
científica:
Metodologias:
Alguns resultados
divididos no GT:
Dagmar Silva Pinto de Castro –
UMESP
e-mail: dagmar.castro@metodista.br
Área de pesquisa:
Área de investigação
científica:
Metodologias:
Alguns resultados
divididos no GT:
Deise Matos do Amparo – UCB
e-mail: Deise@ucb.br
Área de pesquisa:
Área de investigação
científica:
Participa de uma pesquisa financiada pela Petrobrás e
trabalha com mais outros profissionais em equipe. Uma das pessoas da equipe é a
Prof. Paola Biasoli Alves, que faz parte deste GT, mas não pôde comparecer à
ANPEPP
Metodologias:
Alguns resultados
divididos no GT:
Apontou-se no GT a necessidade de
avaliar a complementaridade dos diversos instrumentos, ressaltando a riqueza dos
conteúdos e a importância da análise.
Débora Dalbosco Dell’Aglio –
UFRGS
e-mail: dallbosco@cpovo.net
Área de pesquisa:
Área de investigação
científica:
Metodologias:
Alguns resultados
divididos no GT:
Lucas Neiva-Silva – UFRGS
e-mail: lucasneiva@yahoo.com.br
Área de pesquisa:
Área de investigação
científica:
Metodologias:
Alguns resultados
divididos no GT:
Maria Ângela Mattar Yunes - FURG
e-mail: Yunes@vetorialnet.com.br
Área de pesquisa:
Área de investigação
científica:
Metodologias:
Alguns resultados
divididos no GT:
Maria de Fátima Pereira Alberto
– UFPB
e-mail: jfalberto@uol.com.br
Área de pesquisa:
Área de investigação
científica:
Metodologias:
Alguns resultados
divididos no GT:
Maria Inês Costa Moreira –
PUC-MG
e-mail: maigcomo@uol.com.br
Área de pesquisa:
Área de investigação
científica:
Metodologias:
Alguns resultados
divididos no GT:
Marilza Terezinha Soares de Souza
– PUC-SP
e-mail: de_souzamarilza@hotmail.com
Área de pesquisa:
Área de investigação
científica:
Metodologias:
OBS:
Utilizou uma escala likert para as respostas com selinhos coloridos
(vermelho, verde e amarelo!)
Alguns resultados
divididos no GT:
Renata Maria Coimbra Libório –
UNESP Pres. Prudente
e-mail: coimbralibor@uol.com.br
Área de pesquisa:
Área de investigação
científica:
Alguns resultados
divididos no GT:
Participa de Programas Sociais:
Rosângela Francischini – UFRN
e-mail: rfranci@uol.com.br
Área de pesquisa:
Área de investigação
científica:
Metodologias:
Alguns resultados
divididos no GT:
Sílvia Helena Koller – UFRGS
e-mail: skoller@uol.com.br
Área de pesquisa:
Área de investigação
científica:
Metodologias:
Alguns resultados
divididos no GT:
Veriana de Fátima Rodrigues Colaço
– UFC
e-mail: verianac@uol.com.br
Área de pesquisa:
Área de investigação
científica:
Núcleo Cearense de Estudo e
pesquisa sobre a Criança:
Alguns resultados
divididos no GT:
Os
participantes avaliaram esta atividade muito rica em termos de trocas de
conhecimentos e conteúdos, entendendo até mesmo a trocas afetivas e intercâmbios
culturais. Ficam propostas reais de parcerias e a clareza da existência de
interesses comuns e a necessidade de discussão conceitual.
Retornar - Índice Sínteses GT X Simpósio
12. elaboração de projeto temático.
2. Mudanças de Eixos de discussão
da Temática
12. elaboração de projeto temático de
avaliação da proposta do GT após 10 anos de experiência.
Após as
apresentações das pesquisas dos novos membros e dos alunos pós-graduandos, o
GT decidiu manter a temática geral, reformulando, contudo algumas das direções,
apresentando-as abaixo:
10. proposta de avaliação genealógica
para alguns dos projetos de prática psicológica em instituições, a fim de
encaminhamento dessa temática do
GT, após 10 anos de experiência e pesquisas em diferentes IES do país.
3. Repercussões do GT no Grupo
de Pesquisa do CNPq “Aprendizagem significativa na formação de profissionais
de saúde e educação” a ser atualizado
As condições do mundo e sociedade
atuais, do modo de vida humana e da tecnocracia científica desafiam a
Psicologia pela fragmentação e desamparo social, ético e político do homem
contemporâneo. O questionamento do Grupo parte da atenção às demandas
sociais por práticas psicológicas desconstrutoras da hegemonia do pensamento
moderno. Nesse sentido, investigações dirigem-se a problematizar as relações
tensionais entre tais práticas e as instituições nas quais se efetivam. São
pesquisadas brechas promovidas por essas práticas, para transformar a formação
e atuação de profissionais de saúde e educação quanto ao oferecimento de
melhoria de serviços com qualidade à comunidade. O eixo norteador parte do
questionamento acerca aprendizagem significativa, explorado através de
modalidades da prática psicológica, situações impedidoras, possibilitando
apontar transmutações de reversão de espaços instituídos, mas não atuantes
em seus propósitos. As pesquisas envolvem práticas interventivas, imersas no
tecido social, promovendo aprendizagem a profissionais, revelada por adesões da
própria comunidade assistida na expectativa por serviços. Pesquisando essa prática,
são investigadas, ainda, metodologias para acolhimento do sofrimento humano,
revertendo-as em ação social multiplicadora, legitimadas por projetos de
pesquisa interventiva social em instituições hospitalares (HCUSP e UNICAMP,
HCUFPE, HCUFRN), educativas (conselhos tutelares, FUNABEM e FEBEM), de segurança
pública (DP e PM) e jurídicas (TRTSP, TJPE, DJFDUSP). Os temas estudados
passaram a contemplar cursos de graduação, especialização e pós-graduação,
tanto os consagrados como alguns emergentes para criação de massa crítica em
regiões carentes do país. Os questionamentos possibilitaram temas para
projetos de teses, dissertações, iniciação científica, seminários, simpósios
nacionais, apresentações em congressos nacionais e internacionais, participação
em bancas com temática pertinente (USP, PUCSP, PUCCAMP, UFES, UFPE, UFRN,
UNICAP, UNIP), além de propiciar convênios de colaboração científica entre
laboratórios internacionais (Dipartimento di Salute Mentale di Trieste, Itália,
e Laboratoire de Changement Social, Université Paris 7, França), e nacionais
(LABI, LACLIFE, LEFE, CPAT, LABCLIN). Destacam-se, ainda, publicações
conjuntas entre pesquisadores e docentes, bem como entre docentes e co-autores
de discentes.
4. Discussão quanto à realização
dos Simpósios nacionais anuais do GT, elaborando-se a seguinte PROGRAMAÇÃO
PROVISÓRIA
V SIMPÓSIO DE
PRÁTICA PSICOLÓGICA EM INSTITUIÇÕES
GT 28 ANPEPP
I ENCONTRO DE
ATENÇÃO PSICOLÓGICA CLÍNICA EM INSTITUIÇÕES: ATENÇÃO E INTERVENÇÃO –
PUCCAMP
De 23 a 25 de
setembro 2004 – PUCCAMP
ATENÇÃO
PSICOLÓGICA E SAÚDE
23/09 (5ª feira) - 19hs – ABERTURA
Mesa Redonda: Mesa Redonda “Atenção psicológica clínica”
Participantes: Tânia Vaisberg e Florianita
Coordenador: Vera E. Cury
24/09 (6ª feira) – 9:00–10:30
Conferência “Psicologia: ética e política”
Conferencista: Marilena Chauí ou Dulce Critelli
Mediador: Maria Luisa S. Schmidt
24/09 (6ª feira) – 10:30-11:00 –
Coffee
24/09 (6ª feira) – 11:00-12:30 –
Grupos de Trabalho
GT 1 – Atenção psicoeducativa
(Christina
Cupertino e Heloísa Szymanski)
GT 2 – Atenção psicológica e Saúde Publica
(Ângela
Nobre, Nilson Vieira e Maristela Araújo)
GT
3 - Atenção psicológica e trabalho
(Leny Sato e Maria Luisa S. Schmidt)
GT 4 – Atenção psicológica e instituições de saúde
(Elza
Dutra, Ana Francisco e Cristina Lavrador)
GT 5 - Atenção psicológica e Clínica-escola
(Carmem
Barreto, Sílvia Ancona Lopez, Yvette Yehia e Márcia Tassinari)
GT 5 – Atenção psicológica e pesquisa
(Vera
Cury, Sheva Nóbrega e Henriette Morato)
24/09 (6ª. Feira) – 14:00-18:00 –
Continuação dos GTs
24/09 (6ª. Feira) – 20:00 – Jantar
(por adesão)
25/09 (sábado) – 8:30-9:30 – Conclusão
dos GTs
9:30-10:30 – Apresentação dos GTs
10:30-11:00 – Coffee
25/09
(sábado) – 11:00-12:30 Mesa Redonda: “Atenção Psicológica e
interdisciplinaridade”
Participantes:
Marcos, Elizabeth e Henriette Morato
Coordenador: Vera Cury
25/09
(sábado) – 12:30-13:00 - Encerramento
5. Discussão do Esboço do Projeto “Alternativas de Prática
Psicológica em Instituições: uma proposta de avaliação” (a iniciar-se
ainda em 2004)
Objetivo Geral
Avaliar alternativas de práticas de atenção psicológica
oferecida a pessoas ou grupos em situação de exclusão social, para construção
de proposta de política pública nessa área.
Objetivos Específicos
1.
Selecionar, dentre
as alternativas de projetos do GT “Práticas
Psicológicas em Instituições: atenção, desconstrução e invenção”,
desenvolvidas também pelo Grupo de Pesquisa “Aprendizagem Significativa na
formação de profissionais de saúde e educação” do CNPq, aquelas
que mais diretamente se dirigem à atenção ao excluído.
2.
Desenvolver um
projeto de avaliação continuada, com a caracterização de critérios e
indicadores de eficácia daquelas práticas, para sua utilização em Programas
de Políticas Públicas.
3.
Formular bases para
transferência de metodologia de programas de atenção psicoeducativa e psicológica
para profissionais de saúde e educação.
Atividades
1.
Descrever as
alternativas de prática ressaltando os seguintes temas (palavras-chave): atenção
e prática psicológica; plantão psicoeducativo; oficinas de criatividade.
2.
Implementar os
projetos (Henriette Morato, Heloisa Szymanski, Christina Cupertino).
3.
Desenvolver critérios
de avaliação (Ângela Nobre).
4.
Implantação da
avaliação (Ângela Nobre) com transferência de metodologia (Henriette Morato,
Heloisa Szymanski, Christina Cupertino).
5.
Elaboração de uma
proposta de implementação em programas de Políticas Públicas (Todas).
¨6. Discussão a respeito das
publicações, continuando a proposta de um artigo por dois dos participantes.
- Estudos de Psicologia (UFRN) com um dossiê do GT para 2º.
Semestre de 2004, com artigos do IX Simpósio (2002);
- Boletim de Psicologia (SPSP) com artigos do X Simpósio;
- Estudos de Psicologia (PUCCAMP), com a publicação de artigos do
VIII Simpósio (2000);
- Discutir a viabilidade para publicação de um livro, incluindo
artigos de orientandos.
Retornar - Índice Sínteses GT X Simpósio
1.
Suely Rolnik (coordenadora) – Programa de Pós-Graduação em
Psicologia Clínica da PUC/SP (Núcleo de Estudos da Subjetividade) suelyrolnik@uol.com.br
2.
Virginia Kastrup – Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFRJ. vkastrup@terra.com.br
3.
Peter Pál Pelbart – Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica
da PUC/SP (Núcleo de Estudos da Subjetividade) ppelbart@uol.com.br
4.
Eduardo Henrique Passos – Programa de Pós-Graduação em Psicologia da
UFF (Estudos da Subjetividade) e.passos@superig.com.br
5.
Regina Benevides de Barros – Programa de Pós-Graduação em Psicologia
da UFF (Estudos da Subjetividade) rebenevi@terra.com.br
6.
Silvia Tedesco – Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFF
(Estudos da Subjetividade) stedesco@novanet.com.br
7.
Maria Cristina Franco Ferraz –
Programa de Mestrado em Comunicação, Imagem e Informação da UFF mcfferraz@hotmail.com
8.
Carmem Oliveira – Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde.
Área de concentração: Saúde Coletiva, UNISINOS. carmenoliveira@terra.com.br
9.
Fernanda Glória Bruno – Programa de Pós-Graduação em Ecologia
Social e Comunidades – EICOS – do Instituto de Psicologia da UFRJ fgbruno@matrix.com.br
Relatório do trabalho
no X Simpósio
O objetivo do GT foi discutir o tema da Subjetividade
Coletiva. Este tema situa-se no limite entre diferentes domínios da
pesquisa: psicologia e a biologia, psicologia cognitiva e psicologia social,
entre estas e a clínica, mas também entre as ciências e a filosofia. Neste
plano transversal, coloca-se o problema da produção da subjetividade.
Para pensar o tema da subjetividade coletiva evitamos partir da dicotomia
indivíduo/sociedade, sujeito/grupo, parte/todo que separa o aquém e o além do
indivíduo. Evitamos o pensamento dicotômico para poder pensar esta dimensão
coletiva, que entendemos ser ao mesmo tempo aquém e além do indivíduo e do
mundo, aquém e além do sujeito e da sociedade. Não podemos enfrentar este
problema buscando a resposta rápida de que o plano coletivo se confunde com a
sociedade ou com as regras simbólicas da cultura. Para aquém e para além,
queremos pensar uma dimensão que não possui nem a forma do indivíduo, nem a
da sociedade, na verdade, uma dimensão aquém e além das formas. Esta dimensão
é a das forças de produção das formas subjetivas e objetivas.
Tendo
em vista esta colocação do problema
da subjetividade coletiva, a proposta foi a discussão de questões relativas às
modulações da subjetividade em face do capitalismo contemporâneo – regimes
de assujeitamento e controle -, bem como a identificação de estratégias de
criação e resistência. Isto significa apreender os movimentos de
sensibilidade coletiva e participar da invenção de dispositivos que possam ser
integrados ao âmbito das práticas psi e da formação do psicólogo. Como
temas de discussão no grupo tivemos a questão da relação da subjetividade
contemporânea com as tecnologias, com a cidade, com a arte, com o mundo do
trabalho, com a política, com o corpo, com a violência, com as novas formas de
conhecimento e as novas exigências e perspectivas da clínica na atualidade. A
apresentação de pesquisas de campo sobre a subjetividade coletiva em contextos
específicos da sociedade brasileira contemporânea também teve lugar de
destaque na discussão do grupo.
Quanto
à metodologia de trabalho do GT no X Simpósio da ANPEPP, decidimos trabalhar
este ano com os problemas que ainda suscitam o debate no grupo, mais do que com
os resultados já consolidados dos diferentes projetos de pesquisa. Para tal,
propusemos que cada integrante do GT preparasse a formulação de sua problemática
em 5 laudas que foram encaminhadas ao grupo com a antecedência de 30 dias do início
do Simpósio. Os problemas delimitados foram discutidos nas quatro seções
determinadas para as atividades do GT. Em cada uma das seções três
expositores apresentaram suas problemáticas. Para cada seção foram definidos
um coordenador do debate e um relator. Na última seção foi realizada a avaliação
do trabalho desenvolvido no grupo, bem como a definição dos encaminhamentos
para atividades conjuntas no futuro. A dinâmica de trabalho, focada mais nos
problemas do que nas soluções, favoreceu a transversalização das diferentes
áreas de pesquisa que compõem o GT: psicologia clínica, psicologia cognitiva,
psicologia social e institucional, filosofia e comunicação. Os resultados dos
debates serão apresentados numa coletânea de artigos a ser publicada, que já
está sendo preparada e que será o produto final do trabalho do GT.
Os
debates desenvolvidos no GT durante o Simpósio permitiram a ampliação do
escopo das pesquisas, destacando-se alguns pontos que orientam o desenvolvimento
do trabalho de investigação do grupo nos próximos anos. No que diz respeito
à temática geral do GT Subjetividade Contemporânea, foi importante a discussão
em torno do delineamento das linhas de continuidade e ruptura entre a sociedade
moderna e a contemporânea, tendo em vista os dispositivos de visibilidade e os
modos próprios aos mecanismos disciplinares e de controle, bem como as
respectivas estratégias de subjetivação. Esta questão, relativa às mudanças
dos modos de subjetivação e das formas de sensibilidade, foi também destacada
na discussão acerca do tema da atenção e da experiência com a arte, abordada
no âmbito das artes plásticas e da literatura.
O
GT destacou, neste encontro, a questão da subjetividade coletiva, que
atravessou todo o debate. Neste sentido, o tema das redes cognitivas esteve
presente, tendo sido focalizada sua dinâmica no campo das políticas públicas: as redes de atenção
que compõem o SUS, as redes de redução de danos no campo da Promoção da Saúde
e Prevenção das DST/AIDS, as redes cognitivas vividas pelas equipes
multiprofissionais dos serviços de saúde. Tomou-se o caso das políticas públicas
de saúde no Brasil como um analisador da situação contemporânea na qual as
práticas coletivas ganham força de resistência aos modos hegemônicos de
subjetivação.
O
campo das políticas públicas foi também destacado nos debates em torno da
problemática da juventude e dos dispositivos clínico-políticos voltados para
a questão da violência urbana. Discutiu-se uma concepção de clínica
ampliada enquanto conjunto de dispositivos que permite avanços, em especial
quando pensamos em agenciamentos capazes de suscitar novos modos de subjetivação
coletiva.
Por fim, nas discussões realizadas foi central o problema das estratégias de elaboração de relatos das pesquisas de campo que possuem como tema a cognição e a subjetividade coletiva. Foram apresentadas as diretrizes para o desenvolvimento de um tipo de relato das experiências que, sem seguir o modelo do relatório de pesquisa (método em terceira pessoa), evita também o tom de um diário íntimo, escrito do ponto de vista de um eu. Apontou-se para a necessidade de desenvolvimento de uma política de narratividade que seja capaz de descrever o caráter coletivo da subjetividade e das práticas coletivas.
Retornar - Índice Sínteses GT X Simpósio
GT: Atendimento
psicológico em clínicas-escola
APRESENTAÇÃO DE 26.05.04 - 27.05.04 - Aracruz Vitória
Ao final de cada uma das apresentações dos trabalhos que irão
constituir-se em capítulos de um livro do grupo cada um dos participantes
discutiu os pontos principais sinalizados
pela equipe e aqui arrolados abaixo do título de cada trabalho que é seguido pelos seus autor(es) e instituição de origem.
1. TRATAMENTOS EM GRUPO NA CLÍNICA-ESCOLA DO IP/UFRJ
Bernard
Rangé, Isabela Dias Soares, Danielle Monegalha Rodrigues, André Pereira, Angélica
Gurjão Borba, Fenanda Gomes de Oliveira Luz, Renata Motta.
Programa de Pós-Graduação
em Psicologia, Instituto de Psicologia, UFRJ
▪
As vantagens e desvantagens de atendimentos em grupo
em clínicas-escola
▪
A dificuldade de lidar com atendimentos em grupo com
população de baixa-renda em função das faltas e abandonos
▪
A importância de tratamentos padronizados para uma
parcela da população que procura ajuda (para os outros poderia ser necessário
tratamentos individualizados)
▪
A aliança terapêutica mais fraca do que nos
atendimentos individuais
▪
A importância dos resultados individuais mais do
que as médias dos grupos
▪
As dificuldades e tempo dispendido até conseguir
montar um grupo
2.
O ATENDIMENTO PSICOLÓGICO A CRIANÇAS COM
DIFICULDADES ESCOLARES
Edna Maria Marturano &
Luciana Carla dos Santos Elias
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP- RP
§
a capacitação do psicólogo para lidar com a
queixa escolar no contexto da saúde, tendo em vista que:
▪
esse é um dos principais motivos de encaminhamento
de crianças;
▪
em um elevado percentual de casos encaminhados
verifica-se a ocorrência de problemas emocionais e de comportamento associados
à queixa escolar;
▪
estudos de follow-up sugerem que se trata de um
segmento da população infantil em risco para transtornos psicossociais na
adolescência.
§
a importância de uma visão desenvolvimental,
baseada no conceito de tarefa evolutiva, para o trabalho com crianças que
apresentam queixas escolares;
§
o imperativo de uma concepção sistêmica do
problema, visto que família e escola estão implicadas na sua origem e são os
principais agentes de apoio para sua superação;
§
como decorrência do enfoque sistêmico, a inclusão
da família e, se possível, da instituição escolar no atendimento;
§
as dificuldades para implementar atendimento com
tais características nas clínicas-escola;
§
a questão do diagnóstico e de critérios de
triagem clínica, já que se trata de população heterogênea, onde é necessário
identificar as famílias para as quais há indicação de atendimento psicológico;
§
tornando ao primeiro ponto, levantam-se questões:
Quais habilidades e conhecimentos básicos devem ser proporcionados ao futuro
psicólogo para lidar com essa clientela? A capacitação pode ser proporcionada
no nível da graduação ou requer uma especialização?
§
foi levantada também a questão das diferenças
culturais que dificultam a aproximação entre o psicólogo e a família.
ALGUMAS
FORMAS ALTERNATIVAS DE
ATENDIMENTO PSICOLÓGICO EM
CLÍNICAS ESCOLA: GRUPOS RECREATIVOS
Edwiges Ferreira de Mattos Silvares & Marina
Monzanni da Rocha USP - SP
§
A existência
de dois tipos de grupo recreativos deve ser vista como decorrência do atendimento
institucional, como recursos institucional fruto da demanda do atendimento em
clinica escola. O primeiro grupo : o grupo de espera
do atendimento - crianças brincam na clinica-escola enquanto aguardam na
fila de espera - uma tentativa de prevenção da evasão do atendimento e o grupo de espera dos pais : crianças que
vieram com seus pais para serem atendidas brincam depois de terem sido atendidas
enquanto aguardam os pais receberem
a orientação;
§
A existência dos dois tipos de grupo recreativo: de
espera do atendimento e de espera
dos pais, como decorrências
naturais do trabalho que envolve a família e a criança na instituição
clinica-escola;
§
A importância de não apenas criar recursos para
auxiliar o cliente mas também se pesquisar sobre os recursos criados pois
apesar de estudos iniciais com grupos recreativos de espera do atendimento
parecerem mostrar que eles contribuem para diminuir a evasão,
estudos com crianças cuja queixa era monossintomática não replicaram
esses resultados
§
A necessidade de se continuar a pesquisa com grupos
recreativos para poder encontrar os
principais fatores determinantes da vinculação a instituição.
O ATENDIMENTO DE PACIENTES DIFÍCEIS EM CLÍNICA-ESCOLA
Eliane
Falcone - Rio de Janeiro -RJ Universidade Estadual do Rio de Janeiro
§
Importância da discussão relativa as diferentes
formas de reação dos psicólogos diante do atendimento a pacientes difíceis
em clinica-escola
§
A constatação de que grande parte dos pacientes
adultos que procuram atendimento em clínica-escola apresenta algum tipo de
transtorno de personalidade, tornando o processo terapêutico mais difícil de
ser conduzido pelo estagiário de psicologia.
§
A necessidade de se aprofundar estudos visando o
aprimoramento do atendimento de pacientes difíceis no contexto da clínica-escola.
Considerando-se que o trabalho do psicólogo clínico é estressante,
especialmente na interação com pacientes difíceis, pode-se concluir que esse
trabalho é ainda mais estressante para os estudantes de psicologia que atendem
em clínica-escola.
§
A importância de se criar um método de supervisão
que torne o estagiário de clínica-escola mais capaz de atender pacientes difíceis.
SOFTWARE DE GERENCIAMENTO DA CLÍNICA-ESCOLA: BENEFÍCIOS
PARA CLIENTES, ALUNOS, SUPERVISORES E PARA A PESQUISA
Eliana Herzberg - São Paulo - SP- USP
§
Importância de se ter conhecimento do fluxo de
clientes da Clínica para o planejamento de atendimentos oferecidos pela Clínica-Escola
§
Existência de outros ´softwares` com a mesma
finalidade. Foi citado exemplo de Universidade que está contando com assessoria
de empresa que dispõe de ‘software`e o adapta de acordo com as necessidades
da Clínica-Escola
§
Preocupação dos integrantes do grupo com a questão
de segurança, isto é, cuidados em relação ao sigilo dos dados de atendimento
dos clientes. Necessidade da utilização de senhas e de acessos restritos ao
banco de dados observando-se rigorosamente a questão das finalidades
(objetivos) das consultas.
O ENSINO DA PSICOLOGIA PEDIATRICA COMO ESPECIALIDADE
CLÍNICA
Márcia Regina Marcondes Pedromônico
Universidade Federal de São Paulo arrym@uol.com.br
§
Conhecimentos necessários: desenvolvimento psicológico
normal e patológico; instrumentos de avaliação psicológica; atendimento clínico
à criança e adolescente; epidemiologia; promoção e prevenção em saúde
mental (Sessão 54, American Psychological Corporation)
§
Habilidade de trabalho em equipes
multiprofissionais;
§
Questões de pesquisa diferente daquelas encontradas
na clínica psicológica: quais sintomas comportamentais são decorrentes da
condição médica e quais aqueles que decorrem das restrições médicas e
educativas dos pais? Quais condições são facilitadoras da adesão ao
tratamento?, entre outras.
§
Quais as expectativas do médico da participação
do psicólogo no tratamento da criança? Avaliador ou terapeuta?
§
A importância da observação e avaliação de
crianças sem patologias médicas ou psicológica.
METODOLOGIA DE PESQUISA DA
INTERAÇÃO TERAPÊUTICA EM CLÍNICAS-ESCOLA
Sonia Beatriz Meyer
Departamento de Psicologia Clínica da Universidade
de São Paulo
§
A clínica escola é espaço para a pesquisa em
Psicologia Clínica. Para a condução de uma pesquisa o primeiro passo é a
formulação de uma pergunta de pesquisa. Essa etapa é especialmente trabalhosa
em pesquisas clínicas em que o delineamento não é nem o de grupo nem o estudo
de caso descritivo. Por isso uma classificação de possíveis questões de
pesquisa pode ser útil.
§
Pode-se perguntar sobre 1) os resultados da
psicoterapia (Psicoterapia funciona? Existe uma forma de psicoterapia que é
superior às outras?); 2) o processo de produção de mudanças em psicoterapia
(Que elementos do tratamento fazem com que ele funcione? Que tipo de experiência
o cliente deveria ter durante a terapia para superar seus problemas e se sentir
melhor?); 3) a influência das variáveis do terapeuta (Terapeutas experientes
fazem o que dizem que fazem?); 4) do cliente (Podemos predizer quem vai se
beneficiar da terapia, quem vai terminar tratamento prematuramente e quem pode
piorar durante a psicoterapia?); 5) da relação terapêutica.
§
Uma pergunta ampla e genérica sobre psicoterapia é:
O que ocorre entre um terapeuta e seu cliente e como isso está relacionado às
variáveis iniciais do terapeuta, do cliente e aos diversos tipos de resultados?
§
Pode-se também formular perguntas de pesquisa
considerando o delineamento. Em pesquisas descritivas procura-se responder se há
evidências da existência ou não de um determinado fenômeno ou parte dele;
quais as características do fenômeno, posto que sua existência já foi
comprovada; quais os componentes existentes em X; se existe associação/relação
entre X e Z; se X é diferente de
Z. Questões pertencentes ao campo de pesquisa experimental incluem: Pode X
causar ou impedir W?; X causa maior alteração em Z ou W?; Em que condições X
causa a maior alteração em Z ou W e em que condições não causa?
§
A questão do uso de gravações.
§
A dificuldade dos ingressantes em Programas de Pós-Graduação
em Psicologia Clínica em formular perguntas de pesquisa.
§
A existência de outros textos sobre pesquisa em
psicoterapia, apesar de não especificamente enfocando pesquisas de processo e a
fase de formulação de questões.
CLÍNICA-ESCOLA:
INTEGRAÇÃO DA FORMAÇÃO ACADÊMICA COM AS NECESSIDADES DA COMUNIDADE
Suzane S Löhr
§
Pertinência da discussão do tema - diretrizes do
curso de psicologia aprovada e transformada em Resolução em 07.05.04 (Resolução
no. 08 de 07.05.04 do Conselho Nacional de Educação - Câmara de Ensino
Superior)
§
Preocupação com a formação dos futuros psicólogos
- formas de desenvolver habilidades essenciais para o psicólogo, que sejam mais
amplas do que a definição do contexto
§
Mudança do foco clínicas-escolas para serviços de
psicologia? Como a prática (nos seus diversos contextos aplicados) pode
promover o desenvolvimento de habilidades essenciais para o futuro profissional,
como capacidade empática + domínio de conteúdo teórico + maturidade pessoal+
repertório de habilidades sociais? Exemplo de esquema de supervisão partilhada
(aluno participar como ouvinte, para no ano seguinte poder ser selecionado para
o estágio - sugestão E. Falcone UERJ)
§
Mudança do perfil do aluno ingressante nas diversas
universidades - lei de cotas para alunos das escolas públicas em trâmite. UFPR
já aprovou 20% das vagas (após a primeira etapa do vestibular) para alunos de
escolas públicas e para negros. Provocará maior nivelamento entre os alunos
que ingressarão no ensino superior em instituições públicas e privadas?
Antes os que ingressavam nas públicas eram os alunos com o melhor desempenho, o
que favorecia resultados melhores, pois tinham mais facilidade em trabalhar com
os conteúdos apresentados.
O ATENDIMENTO AO ADOLESCENTE
POR EQUIPE MULTIDISCIPLINAR EM UMA CLÍNICA-ESCOLA
Maria Aznar Farias &
Teresa Helena Schoen Ferreira
Universidade Federal de São
Paulo – UNIFESP/EPM
§
A singularidade do programa desenhado
especificamente para adolescentes.
§
A importância do trabalho multidisciplinar com
adolescentes.
§
A particularidade do trabalho curativo e preventivo
em clínica-escola.
§
A integração do trabalho nos níveis: ensino,
pesquisa e extensão.
§
O enfoque evolutivo do trabalho ajudando a
identificar precocemente os possíveis desvios no desenvolvimento.
§
O uso de estratégias da Psicologia Clínica para
promover um trabalho preventivo.
§
A importância do acompanhamento posterior
(follow-up).
A Implantaçao de um programa clínica-escola na PUCRS
Margareth da Silva
Oliveira – PUCRS –RS
§
Foi discutido no GT a implantação do LABICO ( laboratório de de Intervenções
Cognitivas, cujo objetivo é desenvolver intervenções
no modelo cognitivo comportamental e atender
alunos de graduação no estágio
curricular em psicologia clínica. Foi realizado um convênio com a Pontifícia
Universidade Católica do RS e o Ministério Público do Rio Grande do Sul
especificamente com a Faculdade de Psicologia e o Instituto de
Toxicologia para atender adolescentes usuários de substâncias psicoativas
que ingressam no sistema de justiça como medida protetiva. O programa
para os adolescentes consiste na avaliação inicial , uma intervenção
motivacional breve e uma avaliação de follou-up. Foi apresentado no GT o
perfil sócio-demográfico de 39
adolescentes e discutiu-se os resultados da escala URICA que avalia os estágios
motivacionais no momento que os
adolescentes ingressam no programa. Viu-se que 82% endossam
o estágio da pré-contemplação,entendendo que
a droga não é um problema neste
momento para eles.
No GT
vimos a dificuldade de
trabalhar com adolescentes com esta problemática.
Retornar - Índice Sínteses GT X Simpósio
GT
de Psicobiologia e Neurociências & comportamento (2004)
As discussões do GT de
Psicobiologia e Neurociências & comportamento abordaram a maioria dos
pontos que constavam da proposta de trabalho para o X Simpósio. A troca de idéias
versando sobre os trabalhos apresentados pelos participantes indicou que cada
investigação específica levanta temas amplos e relevantes da área de neurociências
e comportamento. O GT então se propõe a compilar textos versando sobre esses
temas, seguindo o índice apresentado a seguir.
O GT considera que o conhecimento
do que se passa no organismo quando o indivíduo interage com o meio pode ter
implicações teóricas e práticas, e que os níveis biológico e
comportamental dessa interação devem ser integrados. Por isso, acredita que a
produção desse compêndio contribuirá para a formação dos estudantes de
Psicologia, e servirá de interface com as outras áreas que compõem a graduação
e a pós-graduação.
Retornar - Índice Sínteses GT X Simpósio
GT
- DESENVOLVIMENTO E EDUCAÇÃO
NA PERSPECTIVA HISTÓRICO-CULTURAL
RELATÓRIO DE ATIVIDADES
Iniciamos os trabalhos fazendo
uma apresentação da metodologia de trabalho do GT, que consistiu em uma
apresentação geral das pesquisas de cada um participante, seguida de uma
discussão aprofundada sobre temas e questões teórico-metodológicas a elas
relacionadas. Desde o primeiro momento já foram sendo discutidas propostas para
dar continuidade ao grupo e fazê-lo produtivo, o que deverá incluir publicações
e participações conjuntas em congressos, dentre outras possibilidades.
Etapas do Desenvolvimento das
Atividades
1- Discussão da proposta inicial
do GT, seus objetivos e apresentação dos participantes do grupo
Apresentação da gênese da
concepção do GT – idéia surgida a partir de diálogos entre Angela, Ana
Luiza e Clotilde. Apresentação dos objetivos da ANPPEP e dos GTS para os novos
participantes da ANPEPP. Pequeno histórico e a necessidade de constituirem-se
grupos onde as pessoas compartilhem, em princípio, uma perspectiva epistemológica
e teórica acerca do desenvolvimento humano, que permita a discussão e o
aprofundamento de questões relacionadas ao fazer científico sobre o tema, nos
diferentes contextos específicos. Ressaltou-se a importância de, a partir
dessas discussões, originar publicações que dêem visibilidade nacional às
produções na área e que contribuam efetivamente para o seu desenvolvimento.
Destacou-se, também, a necessidade urgente de uma maior articulação no
contexto das pesquisas em psicologia, entre o tema ‘desenvolvimento humano”
e o tema “educação”, este último pouco representado no conjunto geral dos
GTs propostos para o X Simpósio da ANPEPP.
O tema do desenvolvimento necessariamente deverá, no GT, incluir a
discussão da concepção de desenvolvimento e o tema educação, incluir o
estudo e análise de processos e práticas em contextos educacionais, não
necessariamente a escola.
A ordem de apresentação dos
trabalhos proposta pelas coordenadoras foi:
(1) As bases epistemológicas da
perspectiva histórico-cultural: Angel Pino
(2) Desenvolvimento cognitivo e
práticas sociais:
a
- Marta (desenvolvimento adulto)
b
- Diva (alfabetização)
c
– Celeste (educação de surdos)
(3) Comunicação, afeto e
processos de significação:
a
– Ana Luiza (desenvolvimento e educação como prática social)
b
- Angela (crenças, valores e metacomunicação)
c
– Ivone (afeto e significação)
(4) Socialização e constituição
de si e do outro em diferentes contextos:
a
– Ana Cecília (família)
b
– Clotilde (adoção)
c
- Marilicia (educação formal)
d
– Ana Paula (educação infantil)
e
– Edival (educação formal)
f
- Maria Claudia (outros contextos)
Apresentações (25 e 26/05/04):
Marta Kohl - vem estudando a vida adulta e questões sobre
o processo de desenvolvimento adulto. Em seu doutorado realizou estudo
etnográfico com alunos do antigo Mobral e vem investigando o papel da escola no
desenvolvimento intelectual. Identifica que sua tese expressa uma tendência da
década de 80 de derrubar os argumentos sobre diferenças de desempenho
cognitivo baseadas em diferenças individuais, ressaltando a importância das
diferenças culturais. Enfatiza a idéia de que todos pensam, todo mundo é
capaz de aprender; o que dificulta a aprendizagem são
as diferenças de acesso aos bens culturais.
Acredita
que a escola faz diferença, mas não faz diferença sempre. Também não é a escola que constitui o único fator que
faz a diferença. Dá ênfase à participação das práticas culturais, que
acontecem na escola e no contexto de trabalho, por exemplo, no funcionamento e
desenvolvimento mental. A escola, por exemplo, atua como fator de transcendência,
ajudando a pessoa a sair de condição menos elaborada, rumo a um maior
desenvolvimento.
Tem
interesse em analisar o fenômeno da periodização,
buscando compreender como a passagem pelos ciclos da vida é recortada em períodos
pelas teorias de desenvolvimento. Seu interesse está na formulação de uma
psicologia do adulto, não necessariamente o adulto não-escolarizado. Baseia
seu trabalho na Teoria da Atividade, que vê o sujeito imerso em práticas
culturais concretas, analisando o papel dos instrumentos simbólicos que
estariam transformando sua mente. Nesse sentido, a escola deve ser vista como
parte dessas práticas culturais, sendo o trabalho outro fator importante. Que
tipo de inserção simbólica as práticas de trabalho exigem? Qual a relação
da transcendência com a perspectiva de ativismo social, com a prática política,
a atividade sindical, a prática religiosa não alienadora, a arte etc?
Em
resumo, vem se dedicando ao estudo da vida adulta como estágio do ciclo de vida
e o lugar do adulto como sujeitos da cultura. Seu projeto na FAPESP refere-se a
políticas públicas e consiste em projeto interdisciplinar com grupo da
Sociologia da Educação que vem estudando as relações entre educação e
trabalho. Entrevistas serão
realizadas no contexto do projeto para a realização de estudos de caso de
adultos para os quais as especificidades do contexto de trabalho conduzem a um
desenvolvimento mental diferenciado. Por exemplo, sujeito com 7ª série e que
trabalha com interpretaçao de mapas de meteorologia; sujeito que trabalha com
marcenaria, filho de marceneiro e que teve formação específica no SENAC;
familia, escola e trabalho se articulando na constituição da singularidade dos
sujeitos. Julga importante discutir o conceito de “atividade”, preservando a
consideração das práticas sociais como constitutivas da mente. Também se
interessa em discutir a questão metodológica do acesso a esses temas, quando a
relação entre a prática social e a subjetividade não se apresenta tão
claramente quanto nos sujeitos selecionados para os estudos de caso.
Diva Maciel – Vem estudando os processos de co-construção
de leitura e escrita, estando particularmente interessada, no momento, na
participação da família em tais processos. Preocupa-se com os processos
envolvendo crianças em fase de escolarização, bem como adultos pouco
escolarizados. Preocupa-se também com o fato da aprendizagem da língua escrita
permanecer fechada no contexto da sala de aula, com baixo grau de responsabilização
social. As crianças são alfabetizadas, mas se tornam adultos que não gostam
de ler nem escrever, sendo isso comum até mesmo entre os professores. Um ponto
importante que gera preocupação e, portanto, precisa ser estudado é a relação
escola-familia, e os problemas de interação entre essas duas instituições
responsáveis pela educação da criança.
Afinal, qual a participação
da família no processo de letramento? Quando a criança está aprendendo a ler,
como a família participa disso? Quais as diferenças entre familias pouco ou
mais escolarizadas nesse processo? O trabalho que desenvolveu recentemente foi
realizado em escola pública do Plano Piloto, agregando crianças de famílias
de baixa renda juntamente com classe media baixa. A investigação envolveu duas
turmas de primeira série. As famílias concordaram em participar de situação
estruturada na biblioteca da escola, consistindo de 20 minutos de atividade
livre com revistas, papel, lápis, caneta. A expectativa era que houvesse interação
em torno de uma atividade escolar semelhante a uma tarefa de casa. As sessões
foram gravadas em vídeo e depois analisadas. Nesse estudo também foi possível
identificar a preocupação dos pais com a questão da inteligência da criança
e seu impacto sobre a possibilidade de aprender. Observou-se muita diretividade
na condução da atividade, caracterizada por uma postura de comando, mas houve
também maleabilidade na conduta das mães. Diva afirma que o estudo aponta
aspectos que excedem ao que era o objetivo do estudo. Verifica que a criança
tenta sobreviver utilizando estratégias especificas frente a uma realidade
extremamente opressora e limitadora das condições de subjetivação e
aprendizagem.
Sua questão principal é,
como se desenvolve na criança o prazer de ler e como a família participa
disso? Como lidar com questões que emergem no contexto da pesquisa e que não
estavam previstas nos objetivos, embora tragam elementos importantes dos
processos de significação que emergem no contexto da pesquisa?
Celeste Kelman – Vem trabalhando na educação especial já há
bastante tempo, especialmente na educação de surdos. Em seu Mestrado analisou
se a linguagem egocêntrica é universal, e como ela se manisfestaria nas crianças
surdas. Em seu Doutorado vem se dedicando a estudar a mudança de paradigma que
vem ocorrendo na educação de surdos, com a passagem da oralizaçao para a
introdução da língua de sinais, especialmente a partir de 2002, com a
institucionalização de Libras. Em seu trabalho, analisa o modelo atualmente
implementado no DF – co-docência, duas professoras atuando em parceria -
buscando identificar as estratégias interativas (comunicativas e
metacomunicativas) utilizadas pelas professoras que podem estar na base do
processo de uma verdadeira inclusão (ou não) dos surdos, no contexto da classe
inclusiva. Tem verificado que muitas estratégias podem estar contribuindo para
evitar a formação de guetos, e integrar os alunos com os demais, considerando
o bem-estar da criança, sua auto-estima e motivação, o que pode favorecer,
dentre outros resultados positivos, um bom desempenho acadêmico.
Ana Luiza Smolka – Seu projeto é abrangente, e une vários
pesquisadores preocupados com questões referentes ao desenvolvimento e a educação
presentes nas práticas sociais. O projeto busca compreender como se lidar com a
produção do conhecimento e como este muda as práticas de transmissão do
conhecimento. Envolve pesquisadoresde diferentes lugares, trabalhando com questões
específicas, como por exemplo crianças, adolescentes, pessoas com diferentes
tipos de dificiência sensorial, motora, mental. Analisa a escola como contexto
e aqueles que estão dela excluídos. Em termos de desenvolvimento, o interesses
é compreender como, nesse contexto de transformação, a ontogênese é afetada
pela cultura, quais as marcas da cultura no organismo em nível microgenetico e
histórico-cultural.
Existem vários modos de
recortar e reconstruir objeto a partir de princípios metodológicos comuns. O
objeto e a pergunta ajudam a desenhar os modos de investigação e as formas de
dar conta dos dados. Crê ser necessário um esforço teórico do grupo no
sentido de investigar o lugar da significação no referencial sociocultural.
Entre os vários temas derivados da perspectiva sociocultural, a significação
assume lugar nuclear – pérola de Vygotsky sobre o papel central dos processos
de significação que interferem nos processos de desenvolvimento. Sublinha a
importância de interlocutores para pensar a significação, mencionando Wertsch
e seu conceito de mediação dos instrumentos, que nos permite pensar que
haveriam situações onde não há mediação das significações. Fala de seu
interesse pela questão da memória e como esta se situa na perspectiva dos
estudos socioculturais, chamando a atenção para a
heterogeneidade da memória coletiva.
Angela Branco – Está interessada particularmente em analisar e
discutir a ontogênese dos valores humanos, em termos de microgênese e dos
contextos socioculturais (nível macro). Sublinha a necessidade de questionar
conceitos sobre os quais se tem a impressão de um consenso, o qual nem sempre,
porém, está presente. Sendo assim, aponta para a necessidade de discutir questões
conceituais. Busca analisar o fenômeno da interdependência social e da motivação
social, argumentando sobre o papel da dimensão social dos valores,
profundamente carregados de emoção. Interessa discutir a emergência dos
processos de significação, nas dimensões da linguagem e da motivação, os
quais vão, pouco a pouco, constituindo a motivação social do sujeito, em
termos de orientações para crenças e valores orientados para objetivos.
Comenta que muitas vezes diferentes autores utilizam um vocabulario comum,
apresentando preferências em termos de tradições e escolas de pensadores, e
se pergunta se estão necessariamente falando a mesma coisa. Aponta para a
contribuição de Ratner, mas critica algumas de suas idéias sobre a
perspectiva cultural na psicologia. Este autor, apesar de valorizar o discurso
de tensão entre o subjetivo e o cultural, acaba dando mais ênfase às
atividades e práticas sociais do que ao sujeito da ação, os sujeitos das
interações.
Afirma
ser necessário discutir e superar as famosas dicotomias, dentre elas, entre os
conceitos de ‘dicotomia versus
dualidade’, ‘internalizaçao versus
apropriação’, ‘significado versus
sentido’. Julga importante que se estabeleçam pontes entre a perspectiva
microgenética e o desenvolvimento ontogenético, ao longo dos vários contextos
e ao longo do ciclo de vida. Pergunta que fatores podem estar efetivamente
contribuindo com os processos de significação, e como esses processos vão se
constituindo em crenças e valores que orientam a ação. Discute a questão teórico-conceitual
da comunicação (processos dialógicos onde a microgênese opera) e da
metacomunicação, que inclui recursos lingüísticos e não linguísticos, que
vão além da narrativa. Uma questão importante seria: Como os contextos para a
interpretação são configurados pela díades e se tornam parte integrante dos
processos de co-construçao de significados específicos?
Argumenta que o objeto de
estudo da psicologia são os processos de significação – por isso é necessário
melhor definir esses conceitos. Nota como a noção de “conceito” precisa
ser melhor investigada e quanto esta noção (ou construto teórico) mostrou
desempenhar um papel central nas pesquisas empíricas realizadas, por exemplo,
por Marilícia Palmierir (o conceito de “cooperação” entre professoras) e
por Monica Pereira (o conceito de“criatividade”).
Ivone Oliveira –
Aborda a questão da dimensão afetiva na constituição da subjetividade.
Explicita que o resumo apresentado originalmente estava muito geral, e que o
resumo ampliado procura especificar um pouco melhor o que hoje vem investigando
em relação ao tópico das emoções e dos afetos na perspectiva histórico-cultural.
Tem interesse em investigar questões relativas a afetividade, e sustenta a idéia
de que as emoções evoluem e são a base da constituição social da
subjetividade. Acredita que desenvolver pesquisas empíricas é um grande
desafio. Sugere alguns pontos de partida, como por exemplo, as relações entre
memória e afeto; entre o sentido e o dizer sobre o sentido; a relação entre
medo e brincadeira; e a relação entre emoção e afeto no jogo imaginário de
crianças. Em seu trabalho verificou que as crianças brincavam remetendo a papéis
sociais, os quais não casavam com as ações que acompanhavam a brincadeira.
Comenta que em seu trabalho analisou o que as crianças tinham a dizer sobre o
sentido, com base em transparências com figuras de personagens explicitamente
expressando afetos. No momento atual, suas reflexões sobre o tema envolvem os
professores e remetem à questão do desenvolvimento adulto. Refere-se a curso
de extensão/pesquisa. Julga importante analisar o papel do afeto e da emoção
nos processos ensino-aprendizagem. Tem encontrado formas de ampliar essa discussão
introduzindo o trabalho de N. Elias: o sentido que a vida de um sujeito tem para
si é o eco do significado que ele tem para os outros. Pretende, assim,
investigar como é “isso de ser significativo para o outro” entre as crianças.
Marilicia Palmieri – Discute a questão dos padrões de
desenvolvimento social no contexto da pré-escola e valores parentais. Durante
Doutorado levantou dados sobre a escola e sobre a família (entrevista com
casais) no que tange a motivações e valores em relaçao a cooperação,
competição e individualismo. Para a tese, analisou dados relativos à sala de
aula em dois contextos diferentes, da interação das professoras com as crianças
e destas entre si. Os dados foram registrados em protocolo especifico e foram
gravadas sessões em vídeo de situações estruturadas pelas professoras, que
foram objeto de analise microgenética. Com relação à situação estruturada,
pediu-se que cada professora que planejasse e implementasse uma atividade que
promovesse, segundo a mesma, a “cooperação” entre as crianças.
Entrevistas foram realizadas com as professoras a partir da discussão com elas
sobre o vídeo produzido na situação estruturada.
No momento, vem estudando
os dados referentes às crenças e valores parentais. Levanta
as dificuldades da analise microgénetica
em avançar a análise para além do nível das ações e do discurso
imediatos, deixando de fora da análise a esfera do não-dito, o que aparece
claramente na entrevista com as famílias. Apresenta como questão para discussão
o “como avançar para além da análise microgenética” no estudo do
desenvolvimento da motivação social.
Ana Paula Soares– Seu principal interesse no momento é a construção
de sentidos sobre si no contexto da creche, através de um olhar a partir de
projetos pedagógicos que promovem experiências da criança com ela mesma.
Preocupa-se em como entender as relações
entre microgenese e ontogênese. Em seu Doutorado, buscou sair da
perspectiva pré-determinista sobre a relação do sujeito com a criminadlidade,
e buscou investigar os fatores que levam a pessoa a sair do crime. Vem
procurando fazer um diálogo com autores construcionistas, e em sua tese
realizou entrevistas visando o estabelecimento de diálogos com os
participantes. Vem, junto com o grupo do CINDEDI, trabalhando com a construção
da abordagem da “Rede de Significações”. O compromisso é compreender os
sujeitos a partir dos processos interativos e a partir daí as mediações históricas
e sociais. O individuo é sempre relacional, havendo aí uma radicalizaçao em
termos de compreender que não existe outro espaço de compreensão
da subjetividade a não ser nas interações e no aqui-e-agora. Tem se
dedicado a analisar e discutir os processos de subjetivação e conceitos como
self, subjetividades, e dialogias na perspectiva da Rede.
Percebe entraves para a
investigação nas discussões que ficam limitadas ao contexto de uma única
entrevista. Como recuperar ali eventos de toda uma vida, e ainda reconstruir
sentidos de vida, numa perspectiva de contunuidade/descontinuidade?
Decidiu, após o
Doutorado, mudar de foco em relação ao tema da criminalidade e voltou-se para
a temática da educação infantil. Sustenta a idéia de que, em contextos
institucionais, toda ação é promotora de desenvolvimento, subjetivação.
Pergunta-se qual o sentido de identidade que as instituições e seus atores
adotam nas práticas promotoras de sentidos de si das crianças. Pretende
trabalhar com escolas e seus projetos pensados para desenvolver a subjetividade
no sentido de identidade. Algumas instituições apresentam projetos específicos
nessa direção, distintos de outras atividades,
e em outras instituições, esse movimento de construção de sentidos de
si vem misturado no contexto de outras atividades pedagógicas.
Edival Sebastião Teixeira – Em seu Doutorado, defendido
em fevereiro, procurou investigar como a perspectiva histórico-cultural ajuda a
sustentar propostas pedagógicas de ciclos de aprendizagem. É possível
encontrar sustentação nessa perspectiva para a adoção de ciclos de
aprendizagem? Sua resposta é que a teoria histórico-cultural ajusta-se melhor
com a organização do ensino em ciclos do que em séries. No entanto, não acha
que seja possível, ainda, estabelecer o tempo ótimo de um ciclo. Na volta do
Doutorado inseriu-se em grupo que vem investigando o processo de expansão do
sistema de ensino superior na região Sudoeste do Paraná (em torno de 460.000
habitantes), que, de três IES em 1999, saltou para 16 em 2001. Atualmente esse
grupo estuda relações entre as políticas institucionais – dessas IES –
para a formação/qualificação de seus docentes e a prática desses mesmos
professores quanto ao ensino, à pesquisa e à extensão. Seu interesse nesse
projeto é verificar relações entre as concepções de aprendizagem informadas
pelos professores e a sua própria prática pedagógica, a partir da percepção
de seus alunos acerca dessa prática. Em termos de projeto futuro, quer
investigar que estratégias estudantes de graduação utilizam para
compreender/elaborar conceitos e para construir aprendizagens. Atua como docente
em curso de Administração e em programas de formação de professores.
Maria Claudia Lopes de Oliveira – Levanta pontos para orientar
discussões à tarde: por exemplo, a necessidade de limpar a área em termos
conceituais. É prematuro discutir-se pontos específicos ou mesmo planejar
estratégias de publicação para o GT, sendo antes necessário consolidar o
grupo como grupo, permitindo que apareçam aproximações entre os elementos do
grupo. Acha fundamental identificar aspectos teórico-conceituais candentes e se
pergunta: Qual o estilo de interação que permite promover o desenvolvimento do
sujeito colaborativo, cooperativo, e ao mesmo tempo com iniciativa, autônomo?
Levanta
a necessidade de se discutir sobre a relação entre microgênese e ontogênese,
bem como a relação cultura-pessoa.
Após as apresentações abre-se
uma discussão sobre o próprio titulo do GT: qual o conceito de desenvolvimento
com o qual trabalhamos? Por que alguns adotam a denominação “sociocultural
construtivismo”? Qual o lugar do
construtivismo – perspectiva que tem um corte fortemente piagetiano, e quais
as vantagens e desvantagens de manter o construtivismo como parte da concepção?
Por que o LABMIS adota a denominação
“sociocultural construtivista” e o pessoal de Campinas, a denominação
“perspectiva sócio-historica”?
Outras
questões a serem discutidas pelo grupo: relação teoria-empiria; critérios de
qualidade da pesquisa qualitativa e outras apontadas no resumo de Smolka.
A discussão tem início
com as coordenadoras apresentando ao GT os pontos que acreditam serem
consensuais no grupo, pontos de acordo tácito no grupo, e que servem de eixo
para os debates: (1) A busca da compreensão
entre os diferentes olhares, e não de um consenso; (2) O pressuposto da
constituição sócio-histórico-cultural da pessoa.
A partir daí, apresentam
tópicos específicos para discussão:
- Relação cultura x
sujeito/self/pessoa;
Identidade, construção de si, autonomia, agente
Praticas sócio-culturais ßà
sujeito dialógico
- Processo de significação
Emoção, afeto, linguagem, comunicação e metacomunicação;
Internalizaçao/apropriação
– valores, conhecimento; sentido & significado; representações sociais e
sentido;
Conceito de desenvolvimento
Alguns dos pontos discutidos:
Ana Smolka discorrre
sobre a gênese do ISCRAT (International
Society for Cultural Research and Activity Theory) / SSCR
(Wertsch/ Pablo del Rio/ Amélia Alvarez) / ISCAR (International
Society for Cultural and Activity Research) – Comenta que todas as siglas
ISCRAT, SSCR, ISCAR, deixam de fora o “H” de histórico. A discussão se dá
nas tensões entre as tendências culturalistas e historicistas. A perspectiva
histórico-cultural, e o próprio conceito de atividade, têm uma marca
evolucionária, mas o problema está em como se argumenta ou explica a passagem
para a dimensão simbólica. Existe uma heterogeneidade na concepção de
atividade e na forma de concebê-la. Para os teóricos da Atividade, em geral, a
explicação se dá em termos do reflexo da realidade. Para os críticos da
teoria da atividade, essa explicação pode remeter a uma visão mecanicista.
-
Os teóricos da atividade acusam os HC de idealistas, porque não explicitam as
bases materiais dos processos de significação; são considerados como
representantes de um materialismo “light”.
- Leontiev , Davidov e os nórdicos:
buscam a base teórica da analise da dimensão do pessoal da teoria da
atividade. Outros grupos, compostos por Gergen, Schweder etc se intitulam
representantes da psicologia cultural, mas alguns vem da antropologia, sem a
marca materialista dialética.
- O momento atual do ISCAR:
continua sem ter o histórico na sigla, mas já adere a uma perspectiva que
contempla os processos histórico-evolucionistas. A discussão em torno da
terminologia veio do Encontro de Genebra, desenvolveu-se em Campinas - Brasil
(2000), e institucionalizou-se em Amsterdan (2002), com a proposta de encontros
a cada 3 anos;
- Diferenças entre
Vygotsky/Leontiev: Leontiev vai explicar a emergência da consciência com base
nas noções de reflexo, complexificação e transformação. Vygotsky preza a
base material do comportamento mas discute a noção de consciência e
“reflexividade” (subjetividade?) como um reflexo da realidade; compreender
como se constitui a subjetividade é questão importante. Afinal, como se produz
a possibilidade da significação? O que acontece no nível relacional tem uma
materialidade, mas uma materialidade simbólica (isso nos leva a pensar, por
exemplo, nos conceitos de concreto e abstrato em Marx). Essa é uma das questões
mais difíceis que demanda ainda muito estudo e elaboração.
Angela
pontua que a presença do termo social remete à dimensão do outro e da emoção.
Ana Smolka afirma que a grande questão de Vygotsky é como o sujeito se
constitui a partir das relações sociais; como critica o mito da dissolução
dos sujeitos no social, enfatizando como os sujeitos se singularizam na trama
das relações sociais.
Ana Paula estabelece em
seguida um diálogo com a critica de Diva à visão de sujeito pelo
construcionismo: afinal, existem vários construcionismos e várias noções de
sujeito. Gergen se orienta para a psicologia discursiva, e não se envolve nas
questões de desenvolvimento. Shotter e Harré têm apoio em Vygotsky, e já
pensam o sujeito fornecendo elementos para pensar o desenvolvimento. Já o pós-construcionismo
se interessa teoricamente pelas relações ator-rede.
Marta afirma que as noções
de atividade/ação situada/ação em contexto consistem em algo importante a
ser considerado nas análises, e não podem ser desprezadas. Angela retoma a
questão da utilização do termo construtivismo, afirmando que este se
justifica pelo fato do sujeito ativo se constituir através de uma trajetória
singular. Claramente, sua trajetória seria única mesmo que ele fosse
“passivo”, porém o sujeito é especialmente ativo em sua motivação, em
sua vontade subjetiva, nas variadas dimensões que passam pelo eixo da emoção.
Marta, por sua vez, afirma que a história do termo “construtivismo”, vindo
da psicogênese, acaba por contaminar o seu sentido, mesmo que se tenha claro o
papel do sujeito ativo que o termo construtivismo implica.
Angela
recorre a discussão do grupo (GT) anterior, onde se discutia o tema da
autonomia, diante da admissão da idéia de constituição histórico-cultural
da pessoa. Ressalta a necessidade de se rever e discutir o conceito de
autonomia. Refere-se a distinção que deve ser feita entre dualidade e dicotomia. O conceito de dualidade contrasta com o
conceito de de fusão, e implica numa dialética entre o sujeito singular e o
contexto da cultura; implica também na afirmação do espaço da pessoa
contextualizada, em termos da noção de “separação inclusiva”
proposta por Valsiner e Cairns. Já a noção de dicotomia
é definitivamente problemática, na medida em que o sujeito é visto
como separado da dimensão do social.
Ana Paula considera que
Clotilde defende um sujeito mais determinado socialmente do que ela própria
concebe. Diz que Kátia discute identidade a partir de Harré;
dois objetos idênticos não
são o mesmo objeto. Aponta para a confusão muitas vezes feita entre a utilização
de termos como eu/self/singularidade.
Angela, Diva e Ana Cecília
argumentam que o aparato biológico do ser humano existe e é importante também
considerá-lo, mesmo adotando-se uma perspectiva sociocultural. O bebê ao
nascer tem singularidades que precisam ser levadas em conta; afinal, nem tudo se
resume puramente no fator sociocultural. Não há como negar esse substrato biológico,
mas o grupo concorda que isso não é o fundamental para a compreensão do
desenvolvimento humano.
Ana Paula sugere que se
discuta a questão: self ou subjetividade? Autores foucaultianos, por exemplo,
fazem separaçao entre subjetividade, individualidade e singularidade. Já os
manuais de psicologia do desenvolvimento tem forte orientação piagetiana.
Discute que só é possível se falar de self quando surge a noção de eu. Faz
referência a Michael Lewis e o seu conceito de self experiencial. O conceito de
self também é empregado por Fogel e, no Brasil, por Maria Lyra. Ambos destacam
a questão do self no bebê, e tanto Hermans como Fogel fazem referência ao
“dialogical self”.
Para
Harré, continua, o self é visto enquanto ficção retórica (ver livro Singular
Self). Na realidade, existe uma grande confusão relativa ao conceito de
self. Existiriam três conceitos de
self: o self corporal; o self 2, relativo ao autoconceito; e o self 3,
relacionado a como cada um se constitui na relaçao com o outro. Daí a
necessidade de que seja analisada em termos contextuais e históricos a própria
concepção de self.
Ana Smolka refere-se, então,
a Massimo Canevacci e a Dialética
do Individuo. Fala da facilidade com que se confunde, muitas vezes, o
desenvolvimento infantil e a constituição do sujeito, pois estes não são,
necessariamente, os mesmos processos.
Angela pergunta à Ana
Paula como ela articula a noção de subjetividade com a noção de self dialógico
com a qual vem trabalhando, inspirada nas idéias de Hermans. Sugere que Ana
Paula discuta a relação entre subjetividade e história. Ivone intervém
perguntando se há consenso no grupo sobre a visão de que há uma base sócio-histórico-cultural
da formação da subjetividade. Ela estabelece uma relação entre história
individual e historia social, ressaltando a questão do signo e dos processos de
significação.
Celeste
aponta apossibilidade efetiva de extrapolar o conceito de self de Fogel, uma vez
que ele pesquisou apenas o self do bebê na relação com a mãe. Sugere Ivana
Markova e Lotman como referências interessantes.
Ana
Luiza aborda a questão da emergência do conceito de self; sua origem numa
perspectiva individual. Falar do self pode orientar o pensamento a um recorte individualista. Refere-se a
Damazio, e às noções de self,e protoself
– consciente. Ana Luiza prefere falar do sujeito,
enquanto Vygotsky fala em individuo
e pessoa. Ela busca apoio nas
perspectivas de Vygotsky e Bakhtin. O importante é a preservação do sujeito não
diluído no social – Bakhtin. Reflete sobre Vygotsky e os modos individuais de
participação dos sujeitos nas práticas sociais – especialmente a linguagem.
O self seria a instância, não nomeada, mas sentida; quando ele se torna
falado, torna-se subjetividade, torna-se histórico; o sujeito se torna histórico
por meio da linguagem. Ana Luiza refere-se a Emile Benveniste, lingüista que se
interessa pela subjetividade expressa na linguagem; afirma que a linguagem não
e instrumento; reflete sobre a teoria enunciativa da linguagem da perspectiva do
sujeito (Bakhtin).
Vygotsky, no manuscrito de 1929, já coloca o sujeito em si e para
si e a importância da atividade reflexiva, posição profundamente hegeliana.
Segue refletindo sobre Foucault e Bakhtin – noções de sujeito diferentes,
mas que podem se articular na medida que Foucault volta o olhar para as práticas
cotidianas onde se produzem os micropoderes, aspecto não tematizado por
Vygotsky.
Processos de significação: o processo de constituição
de sentidos é dinâmico, aberto, não há controle possível sobre os
significados que se produzem no contexto social; ao mesmo tempo, há algo em
comum entre todos eles (significado). No mesmo momento histórico no qual
Foucault falava de micropoderes e sociedade disciplinar, Goffman falava de
instituições totais e Deleuze de sociedade de controle, que impõem um modelo
de ordem social sobre o sujeito de uma forma difícil de se escapar.
Ana
Paula afirma que a questão sobre a discussão do sujeito
tem sido muito teórica, epistemológica e pouco prática. Marilicia se
refere à questão da identidade na perspectiva histórico-social e aos
trabalhos realizados no contexto da psicologia social da PUC (Silvia Lane,
Ciampa, etc), os quais estariam separando identidade e afetividade.
Procedeu-se, inicialmente, a
distribuição de material trazido para divulgação da produção intelectual
dos membros do grupo, como por exemplo artigos publicados recentemente por cada
um e que expressam as idéias recentes de cada componente do GT.
Marta
retoma a discussão sobre como a inserção de sujeitos em determinadas práticas
sociais resulta na formação do psiquismo. Fala das categorias de compreensão
de mundo surgidas a partir da imersão em práticas específicas. Cita Tulviste
e a possibilidade de fazer um catálogo de atividades práticas culturais,
relacionando isto com o modelo utilizado pela biologia com relação ao estudo
das formas vivas.
Angela
retoma a discussão da riqueza da possibilidade de trazer todo um conjunto de
experiências alternativas para dentro da escola, de modo a contribuir para que
a escola saia da inércia. Ana Cecília discute o enriquecimento da atividade
profissional do educador, quando ele traz essas experiências alternativas
realizadas na comunidade para dentro da escola. Ana Paula fala da dificuldade de
lidar com o discurso que os professores tem, e com uma prática não baseada na negociação de
possibilidades de significação, já que a negociação de
sentidos/significados é intrinsecamente relacionados a prática. Pergunta como,
numa situação particular, é possível descolar o significado do sentido?
Ana Luiza argumenta que o trabalho de Vygotsky é heterogêneo, e não
define bem as distinções entre signo, significado e significação. Focar
somente na distinção que Vygotsky faz entre sentido e significado é
simplificar a discussão. Ela e Pino têm trabalhado com o conceito de significação
como produção de signos e sentidos. Ler a visão de significado de Vygotsky
como a de Saussure é um erro. No modo de conceber o processo de significação,
Vygotsky está muito mais próximo das idéias de Peirce.
O
significado também é dinâmico e acontecente, o que vai produzindo
estabilidade, criando materialidade simbólica, são as práticas sociais; o
conceito é um modo de funcionamento da linguagem e dos processos de significação.
A produção de signos e sentidos nos remete aos processos de significação,
que por sua vez remetem aos diferentes momentos da história da língua
presentes em cada evento particular de significação.
Angela
enfatiza o papel importante da comunicação nos processos de estabilização
dos sentidos negociados. Ana Luiza fala da necessidade de compreender melhor os
processos de comunicação e da necessidade de se pensar a estabilização como
base para a compreensão. Ivone remete
a visao de compreensão de Bakhtin.
Maria Cláudia diz que a comunicação raramente se dá em condições isonômicas
de enunciação entre interlocutores o que torna a comunicação uma arena ideológica.
Marilicia
fala da necessidade de analisar as relações entre processos de significação
e de atribuição de significados. Edival pergunta: é o signo sempre uma produção
coletiva, relacional? Não é possível se pensar em signos individuais?
Ana
Paula argumenta que não é preciso haver um outro “face-a-face”
para que se fale do “social”. O princípio da dialogia ajuda a
estabelecer que o signo é sempre social e envolve o outro sempre, mesmo sem que
este esteja presente. Marta afirma que o signo tem sempre potencial de
compartilhamento e fala da intenção comunicativa de quem produz e a intenção
interpretativa de quem tem acesso a esta produção.
Planejamento das atividades futuras do grupo:
Reunião de SBP – Ribeirão
Preto (26 a 29 de outubro)
1)
Proposta de Angela – Mesa Redonda sobre Processos de Significação (3
apresentaçoes + debatedor): Clotilde, Ana Luiza, Angela e Pino;
2)
Marta – Mesa Redonda ou Simpósio
sobre Práticas Sociais e Desenvolvimento Humano: Marta, Ana Luiza, Ana
Paula, Maria Claudia;
3)
Sessão Coordenada sobre Metodologia Qualitativa na Perspectiva Histórico-Cultural
(até 06 pessoas): a proponente seria Diva e os participantes, Celeste, Edival,
Marilicia, aluno de Marta, e aluno da UnB, por exemplo.
4)
Reunião do GT durante a Reunião da SBP, visando a discussão dos textos
previamente apresentados.
Possibilidade de participação
em futuros eventos:
- Encontro da JUBRA – outubro
de 2004 - Rio de Janeiro/RJ
- Encontro N/NE de Psicologia –
maio de 2005 - Salvador/BA
- Encontro ISCAR 2005 –
setembro de 2005 – Sevilha/Espanha
Os membros do GT que estiveram
efetivamente presentes durante o X Simpósio foram: Angela Branco; Ana Luiza
Smolka; Ana Cecília Bastos; Ana Paula Soares; Celeste Kelman; Diva Maciel;
Edival Teixeira; Ivone Oliveira; Maria Claudia Lopes de Oliveira; Marilicia
Palmieri e Martha Kohl.
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