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CNPq seleciona propostas de cooperação internacional com países africanos |
O Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio do CNPq, irá investir, no
âmbito do Programa de Cooperação Internacional PROÁFRICA, um total de R$ 500
mil em projetos que visem à mobilidade de cientistas, pesquisadores e
técnicos brasileiros e africanos com intuito de promover o intercâmbio
científico do Brasil com Angola, Moçambique e Cabo Verde. O edital de
seleção de propostas já está aberto e as submissões poderão ser feitas até o
dia 13 de outubro. Serão financiadas Missões Exploratórias; atividades de
Cooperação em Projetos Conjuntos de P&D&I; e a realização de Eventos de
C&T&I nos quatros países.
Cada proposta não poderá exceder o valor de R$ 50 mil e deverá abranger
temas como recursos hídricos; mineração e petróleo; saúde; biotecnologia;
engenharia metalúrgica e comunicação social voltada para a divulgação
científica, além de outros, dependendo do país a ser implantado o projeto.
O resultado está previsto para a primeira quinzena de novembro. O edital na
íntegra e os formulários de inscrição podem ser obtidos na página do CNPq na
internet.
Histórico
O Programa de Cooperação Temática em Matéria de Ciência e Tecnologia
(PROAFRICA) foi criado em julho de 2004 como resultado da II Reunião
Ministerial de Ciência e Tecnologia da Comunidade dos Países de Língua
Portuguesa (CPLP). Prevendo uma série de parcerias com os membros da
comunidade, como intercâmbios de cooperação técnica, o programa pretende
contribuir para o desenvolvimento científico-tecnológico dos países
africanos por meio do financiamento da mobilidade de cientistas e
pesquisadores com atuação em projetos nas áreas selecionadas por sua
relevância estratégica e interesse prioritário.
Entre outros resultados, espera-se que a criação de uma plataforma comum de
iniciativas regionais em C&T, apoiada pelo Programa, venha a fortalecer
eventuais projetos conjuntos de cooperação que possam, no futuro, ser
submetidos às instâncias nacionais e multilaterais de fomento, além de
favorecer parcerias com as comunidades empresarial e industrial
sul-americanas.
Assessoria de Imprensa do CNPq
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RNP seleciona grupos de trabalho em redes
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Agência FAPESP - A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) divulgou
edital para formação de grupos de trabalho na área de redes. Segundo a
instituição, a intenção é dar continuidade ao desenvolvimento de projetos
colaborativos que possam viabilizar o uso de novos protocolos, serviços e
aplicações de rede e que possibilitem ampliar a oferta de serviços por meio
da parceria com a comunidade de pesquisa.
Na seleção, serão considerados critérios
como grau de inovação tecnológica, viabilidade técnica do protótipo e
resultados e impactos esperados. As propostas podem ser submetidas até o dia
12 de setembro.
Os grupos de trabalho serão formados por
pesquisadores de instituições, públicas ou privadas, selecionados para
desenvolvimento dos projetos colaborativos. Instituições parceiras da RNP,
universidades ou empresas também podem participar das atividades,
considerados os critérios estabelecidos pelo coordenador de cada grupo.
A divulgação do resultado de seleção das
propostas será no dia 14 de outubro. As atividades dos GTs serão divididas
em duas fases. Na primeira, com duração de um ano, os grupos de trabalho
deverão desenvolver e demonstrar um protótipo para validar a proposta de
novos serviços. A partir dos resultados, a RNP selecionará alguns GTs para
continuar seus trabalhos por mais um ano. Na segunda fase, os GTs devem
prosseguir no desenvolvimento de um produto a partir do protótipo da fase
anterior, com o objetivo de implantar um serviço piloto em conjunto com a
RNP.
Mais informações:
www.rnp.br/editais/gt_2005-2006.html
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5º
Congresso da Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar
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Agência FAPESP - “O psicólogo no atendimento à criança vítima de
maus-tratos” será o tema central do 5º Congresso da Sociedade Brasileira de
Psicologia Hospitalar, a ser realizado de 7 e 10 de setembro, na capital
paulista.
O evento pretende discutir o papel da
psicologia e dos profissionais da saúde na investigação de suspeitas de
maus-tratos em crianças e adolescentes.
Na ocasião será entregue o 5º Prêmio da
Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar. O objetivo dessa iniciativa é
prestigiar a psicologia hospitalar por meio do desenvolvimento de trabalhos
científicos.
Mais informações:
www.sbph.org.br.
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Prêmio Santander
Banespa de Ciência e Inovação |
Inscrições para o Prêmio Santander Banespa de
Ciência e Inovação se encerram
dia 16 de setembro
Recém-Doutores de todo o Brasil têm até o próximo dia 16 de setembro para
fazer
as inscrições de trabalhos de caráter inovador, aplicável a um dos quatro
segmentos:
- Indústria
- Comércio
- Serviços
- Responsabilidade Social
Serão distribuídos mais de R$ 200 mil em prêmios.
Consulte o regulamento no endereço:
http://www.universia.com.br/santandereducacao/cienciaeinovacao/ciencia
CNPq - Serviço de Prêmios
Fone: (61) 2108-9410
E-mail: premios@cnpq.br
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Campanha salarial: audiência do PROIFES com o MEC a 19 de agosto
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O Fórum de Professores das Instituições Federais de Ensino Superior, o
PROIFES, preocupado com a inexistência de uma proposta concreta do
Ministério da Educação / governo que responda às reivindicações salariais
dos docentes,
solicitou e obteve do MEC uma audiência para tratar do assunto.
A audiência aconteceu no dia 19 de agosto próximo passado, entre as 16h30 e
18h00.
Pelo PROIFES, estavam presentes o presidente Gil Vicente Reis de
Figueiredo, da UFSCar, o vice-presidente, Robson Mendes Matos, da UFMG,
diversos diretores e mais 25 docentes de 18 universidades federais. O MEC
fez-se representar pelo Secretário Executivo Adjunto Ronaldo Teixeira (que
será o
coordenador do GT-MEC de ora em diante), por Sylvio Petrus e por Maria do
Rosário (Nina).
Inicialmente, foi aberta a palavra para os docentes, e falaram praticamente
todos os que lá foram, por cerca de quase uma hora. Foram apresentadas as
nossas reivindicações:
1. Ampliação, já, dos incentivos à titulação, combinada com a incorporação
integral das gratificações, GAE, GEAD e GED, a ser concretizada durante o
atual governo;
2. Concessão da GED plena a aposentados e instituidores de pensão, a partir
de janeiro de 2005;
3. Criação imediata da categoria de professor associado.
Além disso, defendemos: a re-implantação do mecanismo de anuênios; a
transformação do atual GT-MEC, quando do encerramento do debate dos temas em
pauta, em GT-Carreira, para implantação de nova Carreira Docente em seis
meses; a reposição de 7,69% (perda inflacionária de 2004) e definição de
política salarial de longo prazo e a implantação de mecanismos de avaliação
do trabalho individual docente que considerem sua contribuição à pesquisa,
ao ensino e à extensão, com a utilização dos resultados da avaliação como
elemento do processo de progressão na carreira docente, a ser repensado; a
contratação de docentes para as IFES, repondo prontamente as vagas em aberto
e ampliando o quadro docente, de forma a honrar os compromissos do governo
de revitalizar as IFES.
Deixamos claro, ademais, que o dia 30 de agosto, data da próxima reunião do
GT-MEC, será considerado como limite para o diálogo no qual o PROIFES tem se
empenhado, por entender ser esta a melhor forma de buscar obter benefícios
para o conjunto da categoria.
O MEC, em resposta, ponderou que:
- Vem investindo nas IFES, tendo aumentado o custeio em percentual da ordem
de 35%;
- Já contratou 2500 professores e pretende contratar, até 2006, outros
3500, repondo assim todas as vagas em aberto;
- No último dia 15 de agosto, o Ministro Fernando Haddad levou as
preocupações e propostas relativas aos professores das IFES diretamente ao
Presidente da República, que se manifestou favoravelmente à correção da
situação salarial dos docentes;
- Tem feito, em particular, gestões junto ao Ministério de Planejamento,
Orçamento e Gestão (MPOG), no sentido de que considere a correção da
situação salarial e as condições de trabalho dos docentes das IFES, tendo
defendido que os eixos para tal melhoria sejam a ampliação dos incentivos à
titulação, que reconhece como proposta de iniciativa do PROIFES, combinada
com a incorporação integral das gratificações, defendida por todos os
integrantes do GT-MEC;
- Já marcou nova reunião com o MPOG, a se realizar em cerca de 10 dias
(portanto, por volta de 29 de agosto), de forma a poder chegar à próxima
reunião do GT-MEC, que acontecerá a 30 de agosto, com uma proposta que
demonstre que o processo de diálogo, do qual o PROIFES vem participando,
chegará a um termo satisfatório para os professores das IFES.
Frente ao que foi expresso nessa audiência, reiteramos e atualizamos as
deliberações do I Encontro Nacional do PROIFES, referendado posteriormente
através de votação eletrônica, no sentido de:
a) Promover ampla mobilização dos professores das IFES, insistindo, ao mesmo
tempo, no avanço das negociações com o governo, como um todo;
b) No caso de não se ter uma posição de governo a favor de nossas
reivindicações, discutir, imediatamente e inclusive através de consulta
eletrônica, a situação criada, visando definir novas ações e a nossa posição
política.
DIRETORIA DO PROIFES
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Capes abre
inscrições para bolsas de doutorado no exterior
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A Capes/MEC está com inscrições abertas, até 14 de outubro, para bolsas de
doutorado pleno no exterior para 2006
A estimativa é de que sejam oferecidas cerca de 130 bolsas a mais de 30
países. No ano passado, 642 pessoas se inscreveram no programa e 109 foram
selecionadas. Os países mais procurados são França, Grã-Bretanha e Espanha.
O diretor de Programas da Capes, José Fernandes de Lima, destaca a
importância do envio de brasileiros para desenvolver estudos no exterior.
"Em outro país, o estudante tem a oportunidade de viver experiências de
aprendizagem, ensino e pesquisa diferentes. E, principalmente, obtém
conhecimento novo e específico em uma área que o Brasil ainda precisa
evoluir", afirma.
Na análise dos projetos, uma das questões avaliadas é a existência no Brasil
de programas de pós-graduação sobre o tema desejado pelo candidato.
Neste caso, a prioridade é dada para áreas em que a pesquisa no exterior
seja imprescindível para a realização do projeto. De acordo com Lima, áreas
como ciências da computação e artes acabam tendo muitos bolsistas. "São
áreas que ainda não possuem cursos suficientes ou com nível adequado para
certos projetos de pesquisa", diz.
Além disso, os consultores da Capes avaliam a qualificação, o desempenho
acadêmico e a experiência profissional do candidato. E, ainda, as futuras
contribuições científicas que ele poderá oferecer ao ensino superior e à
pesquisa brasileira.
Para se candidatar é preciso ser brasileiro e ter diploma de nível superior.
A Capes oferece bolsa no valor de R$ 1.267,00, auxílio-instalação, passagem
aérea, seguro saúde, adicional de dependente e pagamento de taxas
acadêmicas. As inscrições são recebidas exclusivamente no sítio da Capes,
onde também podem ser obtidas mais informações.
Alemanha e Estados Unidos - A Capes mantém outros dois programas específicos
para o atendimento de candidatos que queiram fazer doutorado na Alemanha e
nos Estados Unidos. Os dois estão com inscrições encerradas.
(Assessoria de Imprensa da Capes)
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Preconceito persistente
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Agência FAPESP - Para tentar provar que o gênero interfere na escolha de
candidatos, pesquisadores dos Estados Unidos usaram a música num
experimento. Um grupo de juízes de uma prova seletiva para uma determinada
orquestra sinfônica apenas ouviu os músicos, sem ter contato visual com
eles. O resultado: o total de mulheres aprovadas aumentou de 30% para 60%.
Em artigo publicado na revista Science
desta sexta-feira (19/8), Jo Handelsman, da Universidade de
Wisconsin-Madison, e colaboradores apresentam o que chamam de quatro pilares
culturais que sustentam o preconceito contra a mulher cientista nos Estados
Unidos. Enquetes feitas em instituições conhecidas como o Instituto de
Tecnologia de Massachusetts (MIT) e as universidades de Michigan e de
Wisconsin revelaram que a percepção do problema entre os homens é muito
menor do que o relato feito pelas mulheres.
Segundo o estudo, o primeiro entrave da
lista é o crescimento individual ao longo da carreira acadêmica. Em áreas
como engenharia e física, as mulheres declararam que são menos encorajadas
que os homens a atingir patamares mais elevados. Por conta disso, a
quantidade de doutoras é bastante reduzida. Mesmo nas áreas das ciências
biológicas, onde a quantidade de mulheres na graduação é muito maior, essa
proporção elevada não se sustenta entre os professores titulares de um
departamento, segundo o artigo.
Hostilidade no cotidiano profissional, fato
percebido muitas vezes na forma de um preconceito velado, é outro desafio
que precisa ser enfrentado, segundo os autores do estudo. Esse problema
ganha mais peso principalmente a partir do momento em que não é percebido
pelos homens, inclusive dos mesmos departamentos.
Essa forma de pensamento não explícita tem
um reflexo direto na definição de novas contratações ou de eventuais
promoções dentro do mesmo departamento. Como esse preconceito foi percebido
desde os estudantes do ensino superior, os pesquisadores acreditam que o
sistema continuará a funcionar a partir dessa lógica pelos próximos anos.
Além da carreira, do clima acadêmico e do
preconceito velado, um quarto problema cultural foi detectado. As
pesquisadoras que trabalham nos Estados Unidos sentem falta de respaldo para
poderem se dedicar aos filhos. Elas reclamam desde uma flexibilidade maior
em horários até a falta de espaços para quem esteja amamentando.
Para os autores do texto, é preciso que o
comportamento detectado pelo estudo seja alterado de forma coletiva, em
nível institucional. Mesmo assim, dizem, isso só ocorrerá se a mudança de
mentalidade surgir individualmente entre os responsáveis pelas universidades
e por seus departamentos.
“Apenas uma grande campanha poderá fazer
com que o Ato de Oportunidades Iguais na Ciência e na Tecnologia seja
realmente implantado”, escreveram. Nos Estados Unidos, essa lei foi aprovada
no Congresso há 25 anos.
O artigo More women in science, de
Jo Handelsman e outros, pode ser lido no site da Science, em
www.sciencemag.org.
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4º Encontro de Pesquisa em Ciências Humanas da Unicamp
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Agência FAPESP - As inscrições para a quarta edição do Encontro de
Pesquisa em Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
terminam no dia 26 de agosto. O evento será realizado de 12 a 16 de
setembro, no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas.
Profissionais de diversas instituições de
ensino e pesquisa, nacionais e internacionais, divulgarão estudos no
encontro. A idéia é reunir representantes de todas as áreas das ciências
humanas e artes.
Mais informações:
enchuman@gmail.com ou telefone
(19) 3788-1601
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Seminário Internacional de Psicologia Ambiental
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Agência FAPESP - O tema central da primeira edição do Seminário
Internacional de Psicologia Ambiental, que ocorrerá no dia 23 de setembro,
em São Paulo, será Psicossomática e Desenvolvimento Rural Sustentável.
O evento é promovido pela Embrapa Meio
Ambiente, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, e pelo
Programa de Estudos Pós-graduados em Psicologia Clínica da Pontifícia
Universidade Católica (PUC) de São Paulo.
Na ocasião, os pesquisadores da Embrapa
Meio Ambiente José Maria Ferraz e Miguel Angelo da Silveira e a professora
da PUC Marlise Bassani apresentarão a pesquisa “Identificação e avaliação de
estratégias de desenvolvimento rural sustentável para a qualificação de
políticas públicas”.
A programação conta ainda com a palestra
“Calidad de vida relativa a la salud y globalización en Chile: ¿Gente más
feliz?”, a ser proferida pelo professor Emilio Moyano-Díaz, da Universidad
de Talca do Chile.
Mais informações:
psiclini@pucsp.br ou telefone
(11) 3670-8521
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Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Nº 19
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Conselho
Técnico Científico
CTC reúne-se na próxima semana
O presidente da Capes, Jorge Guimarães, abrirá a 87ª Reunião
do Conselho Técnico Científico da Capes (CTC), segunda-feira, 22, às 9h.
O encontro será realizado durante dois dias, na sala de reuniões da agência.Leia
mais
Programa
PVE
Inscrições vão até o dia 30
O envio de documentos para o Programa Professor Visitante
Estrangeiro (PVE), da Capes/MEC, será encerrado no próximo dia 30 de agosto.Leia
mais
Agenda
O presidente da Capes,
Jorge Guimarães, participa na segunda-feira, 22, às 10h, no gabinete do
Ministro da Educação, Fernando Haddad, do encontro com a Ministra da
Educação de Cabo Verde, Filomena Martins. Em pauta, a instalação da
Universidade de Cabo Verde e o programa PEC-PG.
Doutorado
no exterior
Inscrições para bolsas estão abertas
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior do Ministério da Educação (Capes/MEC) está com inscrições
abertas, até 14 de outubro, para bolsas de doutorado pleno no exterior para
2006. A estimativa é de que sejam oferecidas cerca de 130 bolsas a mais de
30 países. No ano passado, 642 pessoas se inscreveram no programa e 109
foram selecionadas. Os países mais procurados são França, Grã-Bretanha e
Espanha.
O diretor de Programas da Capes, José Fernandes de Lima, destaca a
importância do envio de brasileiros para desenvolver estudos no exterior."Em
outro país, o estudante tem a oportunidade de viver experiências de
aprendizagem, ensino e pesquisa diferentes. E, principalmente, obtém
conhecimento novo e específico em uma área que o Brasil ainda precisa
evoluir", afirma.Leia
mais
Coleta
Capes
Encerrado prazo para envio de dados da
pós-graduação
O Aplicativo Coleta de Dados Capes encerrou
nessa quinta-feira, 18, o prazo para o recebimento de informações sobre os
cursos de mestrado e doutorado brasileiros.
O sistema informatizado é um instrumento criado pela Capes para a avaliação
da qualidade dos programas de pós-graduação do país. Do total de 1.988
programas que deveriam encaminhar seus dados, 95% preencheram os
formulários.
Leia mais
Publicação da Assessoria de Imprensa da
Capes
(61) 2104-8333 / 2104-8803 -
imprensa@capes.gov.br
www.capes.gov.br
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Edital - Mestrado em
Psicologia da PUC MInas |
Seleção de alunos para o Mestrado em Psicologia da PUC Minas. Acesse o
edital com as informações sobre o processo seletivo clicando no link
abaixo:
edital de seleção
Atenciosamente,
Profa. Maria Ignez Costa
Moreira
Coordenadora do Mestrado
em Psicologia PUC Minas.
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Jornal da
Ciência e-mail |

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O editor
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Divulgação sobre o XI
Simpósio da ANPEPP |
Estimados Colegas,
É com grata satisfação que começamos a divulgar informações sobre o
XI Simpósio de Pesquisa e Intercâmbio Científico da ANPEPP. Este
evento já tradicional na Psicologia brasileira será mais uma vez
organizado para o avanço de nossa área.
A - Informações Gerais sobre o Simpósio
O XI Simpósio será realizado de 15 a 19 de Maio de 2006, no Hotel Jurerê
Beach Village, em Jurerê Internacional, Florianópolis, no Estado de Santa
Catarina.
O tema central será: Formação: Ensino e Pesquisa na Pós-Graduação em
Psicologia.
O XI Simpósio tem como objetivos:
- Avaliar a Pós-graduação em Psicologia no Brasil;
- Discutir o papel que a ANPEPP vem tendo na história da Pós-graduação no
Brasil;
- Delinear perspectivas de ação que contribuam para a formação de docentes
e pesquisadores na área.
Serão realizados encontros dos Grupos de Trabalho, Simpósios, Fóruns de
Discussão e Sessões de Painéis.
B - Sobre os Grupos de Trabalho
O Simpósio comportará até 50 Grupos de Trabalho (GTs), de acordo com a
disponibilidade de espaços no hotel. No entanto há delimitação para o
número de integrantes de GTs novos, devido ao tamanho destes espaços.
A proposta de um GT (novo ou já constituído em simpósios anteriores) deve
atender às seguintes condições:
a) Ser encaminhada por Coordenador(a) que deverá ser, necessariamente,
docente/pesquisador(a), com currículo expressivo e participante de
Programa de Pós-graduação filiado à ANPEPP;
b) Envolver, no mínimo, 06 (seis) docentes/pesquisadores, de 04 (quatro)
instituições distintas, estando representados pelo menos 03 (três)
diferentes estados brasileiros (as propostas não devem incluir mais do que
12 (doze) docentes em um GT, exceto para GTs tradicionalmente maiores;
c) Os membros do GT deverão ser, em sua maioria, professores de Programas
de Pós-graduação.
A Diretoria da ANPEPP estimula a recomposição de grupos nos casos em que
as edições anteriores do GT não alcançaram o objetivo de gerar
produções/atividades conjuntas, assim como para compatibilizar o número de
participantes com o espaço físico oferecido para o XI Simpósio.
A proposta de funcionamento de um GT deve ter no máximo 05 (cinco) páginas
e incluir:
1- Histórico do grupo - breve descrição da origem e histórico do
grupo;
2- Objetivos e proposta de trabalho - descrição clara dos objetivos
e apresentação, em linhas gerais, de como serão encaminhados os trabalhos
do grupo no Simpósio;
3- Participantes - nome e filiação institucional de todos os
participantes;
4- Produção - registro da produção acadêmica relacionada às
atividades do GT e de outras formas de colaboração que tiveram origem no
trabalho do grupo;
5- Avaliação - avaliação das realizações até o momento (para grupos
já constituídos anteriormente) ou proposta de avaliação a partir do
próximo Simpósio (para grupos novos);
6- Documentos de inscrição - Impressa e em disquete - Fichas de inscrição completas e
comprovantes de pagamento das inscrições de todos os participantes.
As propostas de constituição dos GTs serão examinadas pela Comissão
Científica, cuja composição foi decidida pelo Conselho de Representantes
da ANPEPP.
No seu julgamento, a Comissão Científica levará em consideração, além da
proposta e objetivos do GT, o currículo do(a) Coordenador(a) e, no caso de
GTs já constituídos em simpósios anteriores, a produtividade conjunta do
GT no biênio anterior e as evidências de integração entre os seus membros.
Em princípio, não caberá recurso das decisões da Comissão Científica, no
que diz respeito ao mérito da proposta.
C Sobre os Fóruns de Discussão
Os temas indicados pelo Conselho de Representantes da ANPEPP são: Relação
graduação-pós-graduação; Produção em Psicologia; Ética em Psicologia;
Política Científica; Reforma Universitária; e, Áreas de fronteira e
interfaces da Psicologia.
D - Sobre as Sessões de Painéis
Os Programas de Pós-Graduação em Psicologia e periódicos científicos em
Psicologia interessados na apresentação de suas realizações devem produzir
painéis para exposição permanente no XI Simpósio.
E - Sobre o Envio de Propostas e Inscrições
As propostas de GTs , por Sedex, até 30/11/2005, para:
Maria Juracy Filgueiras Toneli
Direção do Centro de Filosofia e Ciências Humanas
Universidade Federal de Santa Catarina
Florianópolis 88010-970 Santa Catarina
Não haverá prorrogação de tal data para inscrição de Grupos de Trabalho.
Solicitações feitas após a data limite e propostas incompletas e/ou que
não atendam aos requisitos especificados acima serão desconsideradas.
Serão aceitas inscrições individuais apenas para a participação nos Fóruns
de Discussão. O modelo de ficha de inscrição será disponibilizado
oportunamente. Caso a proposta do GT não seja aceita, 80% do valor pago
serão devolvidos.
Tabela. Valores
das Inscrições ao XI SimpÓsio da ANPEPP
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Categoria |
Tipo de Inscr. |
Data Limite |
| |
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Até Janeiro/2006 |
Fev/Março/2006 |
Após Março/2006 |
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Professor |
GT + Fórum |
280,00 |
350,00 |
400,00 |
|
Apenas Fórum |
180,00 |
230,00 |
300,00 |
|
Estudante dePós-Graduação |
GT + Fórum |
150,00 |
200,00 |
250,00 |
F - Sobre o Julgamento e a Divulgação
de Resultados
As propostas serão julgadas pela Comissão Científica, e os resultados
serão divulgados até 30/01/2006.
G - Observações
Como ingressar nos GTs: Docentes/pesquisadores que nunca
participaram de GTs nos simpósios anteriores da ANPEPP (ver www.anpepp.org.br),
e que tenham interesse em participar, devem estabelecer contato com
docentes/pesquisadores que coordenem GTs de seu interesse, para solicitar
seu ingresso em GTs já constituídos ou para organizar propostas de novos
GTs.
Reservas de hotel: As informações sobre reservas de hotel, a serem
feitas pelos participantes junto ao próprio hotel Jurerê Beach Village, na
página
www.jurere.com.br/jbv/.
Solicitamos seu auxílio na divulgação das informações apresentadas e nos
colocamos à sua disposição para comentários e questões no e-mail
<executiva@anpepp.org.br>.
Cordialmente,
A Diretoria da ANPEPP
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Democratização virtual
|
Por Thiago Romero
Agência FAPESP
- Mais importante do que refletir sobre as tecnologias empregadas na
infra-estrutura física de compartilhamento de informações, o foco central do
debate deveria estar dirigido para a discussão de políticas capazes de
ampliar o acesso aos conteúdos disponíveis nas bibliotecas virtuais.
Baseado nessa premissa se desenvolveu o
primeiro dia do Seminário de Consórcios de Bibliotecas
Ítalo-Ibero-Latino-Americanas (SCBIILA), na sede da FAPESP, em São Paulo. O
encontro conta com a presença de representantes da Argentina, Chile,
Colômbia, Venezuela, México, Espanha e Portugal.
Um dos grandes desafios levantados no
encontro foi a necessidade de democratizar o acesso às informações
científicas dos acervos on-line. Segundo os participantes, trata-se de um
problema que aparece, em graus variáveis, em vários países.
“As instituições envolvidas em consórcios
de bibliotecas precisam ter como objetivo final a adoção de metodologias
eficazes que consigam levar o conhecimento produzido pela elite intelectual
ao domínio do grande público”, disse Âmbar de Barros, representante da
Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), à
Agência FAPESP.
Em sua participação, a representante da
Unesco chamou a atenção para a realidade brasileira, em que a grande maioria
da população sofre com o analfabetismo digital e, por isso, "ainda precisa
percorrer um longo caminho para fazer parte do mundo globalizado da
informação".
Segundo ela, os países em desenvolvimento
devem aumentar o compromisso com a inclusão social. “E uma reunião dessa
natureza é um grande passo rumo à ampliação da difusão do conhecimento”,
acredita.
Rosaly Fávero Krzyzanowski, coordenadora da
Biblioteca Virtual do Centro de Documentação e Informação da FAPESP (BV-CDi),
acredita que não basta apenas garantir o acesso às informações, é preciso
tornar o acesso mais dinâmico, ágil e facilitado. Ela destacou a importância
dos repositórios de acesso livre, que permitem aos pesquisadores divulgar
seus trabalhos ao grande público, de forma gratuita.
“Essa é uma das ferramentas de maior
sucesso que surgiu nos últimos anos. Nesse sentido, também vêm crescendo no
meio científico as publicações de revistas de acesso aberto, os open
access journals”, explica Rosaly. Para ela, outra iniciativa importante
é o fortalecimento, no âmbito das bibliotecas universitárias e de institutos
de pesquisa, dos consórcios para a aquisição e o acesso compartilhado de
conteúdos técnicos e científicos.
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Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Nº 18 - 12 a 18 de
agosto de 2005
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Projeto-piloto
Solicitação de recursos terá novo sistema
A Capes desenvolveu um novo sistema informatizado para ser utilizado na
solicitação de recursos financeiros.
É o Sistema Informatizado de Auxílio Financeiro a Pesquisadores (Sisaux)
desenvolvido pela Coordenação Geral de Programas no País (CGPP), que será
usado, inicialmente, pelo Programa de Apoio a Projetos Institucionais com a
Participação de Recém-doutores (Prodoc), em projeto-piloto.
O Sisaux começará a ser enviado, via e-mail, aos 477 beneficiários do Prodoc/2005,
a partir de segunda-feira, 15.
Leia mais
Agenda
O presidente da Capes, Jorge Guimarães, participa quarta-feira, 17, da
abertura da Conferência Regional Centro Oeste de Ciência, Tecnologia e
Inovação. O evento será realizado às 19h, no Centro de Convenções,
Parque dos Poderes, em Campo Grande (MS).
Mestrado Profissional
Capes apóia criação de novos cursos
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério
da Educação (Capes/MEC) quer ampliar a oferta de cursos de mestrado
profissional. Nesse sentido, até o próximo dia 30 de setembro estará
recebendo propostas para a abertura de novos cursos em áreas específicas.
Atualmente, 7% do total de cerca de 2.000 programas de mestrado acadêmico e
doutorado reconhecidos pela instituição são de mestrado profissional. O
presidente da Capes, Jorge Guimarães, estima que, em cinco anos, o mestrado
profissional represente cerca de 25 % do total de cursos de mestrado
reconhecidos.
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Parceria
Capes e INPI assinam convênio para formar pessoal na área de propriedade
intelectual
A propriedade intelectual está entre as prioridades para o desenvolvimento
industrial e tecnológico do país. Por meio de um convênio conjunto com o
Instituto Nacional de Propriedade Industrial do Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (INPI), a Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação
(Capes/MEC) irá apoiar a formação de recursos humanos na área.
Outra importante ação da parceria entre a Capes e o INPI será o acesso da
instituição ao Portal de Periódicos.
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Presidente do CNPq responde criticas sobre bolsas de produtividade |
“Ao início de nossa gestão anunciamos à comunidade científica que toda
decisão de mérito sobre pedidos de auxílios e de bolsas de produtividade
em pesquisa passariam a ser totalmente delegadas à comunidade científica
por meio de seus representantes legais, os membros dos CÃS”
Leia a íntegra da carta de Erney Plessmann Camargo, recebida pelo “JC
e-mail” nesta terça-feira:
Reiteradamente, neste ou em outros jornais, pesquisadores reclamam ao CNPq
ou do CNPq sobre vários aspectos das avaliações de bolsas de produtividade
e dos auxílios concedidos ou negados pelos Comitês de Assessoramento (CAs).
Alguns chegam a propor intervenção direta da administração nos CAs.
Ao início de nossa gestão anunciamos à comunidade científica que toda
decisão de mérito sobre pedidos de auxílios e de bolsas de produtividade
em pesquisa passariam a ser totalmente delegadas à comunidade científica
por meio de seus representantes legais, os membros dos CAs.
Ou seja, em nenhum momento a administração efetuaria concessões de mérito
não referendadas pelos CAs ou por comitês assessores específicos. Essa
proposição tem sido seguida até hoje.
Em contrapartida, estabelecemos que a composição e critérios dos CÃS
deveriam ser públicos, transparentes e acessíveis nas páginas do CNPq na
Internet. Essa proposição também tem sido rigorosamente seguida até hoje.
Aparentemente, alguns pesquisadores se recusam a aceitar as decisões dos
CAs como decisões soberanas de seus pares e preferem atribuí-las à
administração, o que não corresponde à realidade. Por outro lado entendo
que os CAs, quando questionados, deveriam vir a público esclarecer seus
critérios e decisões junto à comunidade.
A reivindicação da comunidade para que a administração não se envolvesse
em questões de mérito teve suas origens há décadas e atingiu maior força
durante e imediatamente após o regime militar.
Acho que progressivamente a comunidade científica foi atingindo esse
objetivo e a atual administração do CNPq considera gratificante ter
contribuído para atingi-lo.
Embora o modelo de avaliação de mérito por pares seja o mais adequado e
reivindicado por toda a comunidade científica em nível mundial, ele não é
isento de erros que, eventualmente, podem até ser graves. Mas, por outro
lado, são erros passíveis de correção.
Os problemas da avaliação situam-se em dois patamares distintos.
Um, diz respeito ao próprio conceito da avaliação e seus critérios. Outro,
diz respeito à aderência pelos avaliadores aos critérios adotados, sejam
eles quais forem.
Em ambos os casos a administração tem subsidiado e participado ativamente
do processo.
Com relação ao primeiro, o Conselho Deliberativo do CNPq, que é a
instância superior da instituição, tem alertado os CAs quanto aos riscos
da excessiva quantificação da produção científica.
Ao mesmo tempo, o CD vem desestimulando a adoção de algoritmos de
avaliação e instando para que se dê considerável peso a aspectos
qualitativos que incluiriam a importância do pesquisador em sua área de
atuação. Na visão do CD, aspectos qualitativos e quantitativos não são
excludentes, sendo que os primeiros poderiam ser adequadamente subsidiados
pelos últimos.
Para ajudar nesse aspecto, o Conselho Deliberativo do CNPq criou, há algum
tempo, uma Comissão para acompanhamento e análise dos critérios de
avaliação dos CAs.
Esta comissão está em pleno funcionamento e é para ela que a Presidência
tem reencaminhado os e-mails que lhe são dirigidos. A comissão também pode
ser contatada diretamente no endereço cd@cnpq.br.
Com relação ao segundo patamar, o CNPq constituiu uma equipe de
funcionários de nível superior para acompanhar e assessorar os CÃS quanto
a eventuais discordâncias entre os critérios expressos pelos próprios CAs
nas páginas do CNPq e sua aplicação em casos específicos.
Essas discordâncias existem e, embora se procure evitá-las ao máximo, elas
podem ocorrer e ocorrem. Para esses casos, montamos toda uma cadeia de
recursos contra decisões que os pesquisadores considerem incorretas.
Esse sistema de recursos vem funcionando com eficiência e rapidez e só
este ano já analisamos e demos provimento a centenas de recursos.
Portanto, a administração do CNPq vem adotando as medidas que lhe competem
para o aperfeiçoamento do sistema, mas não tem a mínima intenção de
substituir a avaliação de pares por decisões administrativas.
Alguns pesquisadores me têm escrito sobre aspectos gerais ou específicos
do tema geral da avaliação. Outros têm usado as páginas deste jornal para
expressar suas opiniões (edição de 29/07 e 02/08). Certamente há e haverá
muitas outras opiniões diversas, o que é saudável.
O que não é saudável, porém, é que se cobre da administração interferência
ou intervenção nos critérios e decisões dos CAs.
Isto representaria um retrocesso a um passado inaceitável que a comunidade
lutou para superar. Não obstante, recebemos com relativa freqüência, ou
vemos publicados em veículos de divulgação, apelos ou convites para que a
administração ignore decisões dos CAs e assuma ela a decisão de mérito. A
presente administração não endossará ou participará de tal retrocesso.
Entendemos, porém, que o CNPq e a comunidade científica devam partir
juntas para um aperfeiçoamento do sistema de avaliação que contemple, como
deseja o CD, tanto aspectos quantitativos como qualitativos da vida
acadêmica.
Entendemos também que o momento está maduro para que sejam discutidos os
conceitos e critérios de avaliação em produtividade científica e que a
comunidade e as sociedades científicas deveriam participar ativamente
desse processo juntamente com seus representantes nos CAs.
A administração e o Conselho Deliberativo do CNPq receberiam como muito
positiva essa colaboração.
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MCT tem
nova equipe
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As primeiras mundanças na equipe do Ministério da
Ciência e Tecnologia
(MCT) começam a ser feitas pelo ministro Sergio Rezende. Em encontro ontem
(9) com os funcionários do edifício-sede, Rezende cumprimentou os servidores
e falou sobre sua gestão. "Chego com idéias próprias e muita disposição para
ouvir, dialogar e trabalhar. Em todos os lugares que passei fiz o que estava
a meu alcance para valorizar os funcionários e conto com a colaboração de
todos para continuar as nossas ações." Sergio Rezende reforçou suas
declarações desde que assumiu a Pasta, garantindo que não haverá mudanças
nos eixos estratégicos da política de ciência e tecnologia.
Quanto aos novos nomes, o engenheiro Augusto César Gadelha Vieira ficará a
frente da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação a partir de
setembro. O atual secretário, Francelino Grando, assumirá um posto na sede
das Organização das Nações Unida, na área de meio ambiente, em Nairóbi, no
Quênia. Augusto Gadelha é pesquisador titular do Laboratório Nacional de
Computação Científica (LNCC), unidade vinculada ao MCT, e professor da
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Antes, ele coordenava o grupo
de TV Digital no Ministério das Comunicações.
A outra mudança anunciada pelo ministro foi na Secretaria de Políticas e
Programas de Pesquisa e Desenvolvimento, que será ocupada por Luiz Antônio
Barreto de Castro. O substituto de Cylon Gonçalves da Silva já foi
presidente da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e diretor
geral da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.
Não haverá mudanças nas secretarias de Ciência e Tecnologia para Inclusão
Social e de Política de Informática. Rodrigo Rollemberg e Marcelo Lopes
continuam no comando das secretarias, respectivamente. Sergio Rezende
confirmou também o nome de Luis Fernandes Rebelo na secretaria-executiva e
destacou sua contribuição na gestão anterior. "Na gestão do Eduardo Campos,
o ministério ganhou centralidade e visibilidade nas ações do governo. O
secretário Luis Fernandes foi a primeira pessoa que eu conversei quando
assumi e vamos dar continuidade às estratégias do MCT", afirmou o ministro.
Já a atual chefe de gabinete do ministério, Mari Machado, será substituída
por Carlos Siqueira, que já ocupou esse mesmo cargo no MCT e estava
trabalhando no escritório da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em
Brasília. Fechando a equipe, o ministro confirmou a permanência de Avílio
Franco na Subsecretaria de Coordenação das Unidades de Pesquisa do MCT e de
Djalmo Leão na Subsecretaria de Planejamento, Orçamento e Administração.
Assessoria de Imprensa do MCTVoltar
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Cada vez mais rápido |
Por Thiago Romero
Agência FAPESP - Em breve as
universidades brasileiras estarão mais ágeis, pelo menos no que diz respeito
às suas conexões na rede mundial de computadores. O Ministério da Ciência e
Tecnologia (MCT) iniciou a implantação da internet ultra-rápida que
interligará dez pontos de presença da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).
O aumento da capacidade nas conexões vai
ocorrer nas universidades das regiões Sul, Sudeste e Nordeste, além do
Distrito Federal. A expectativa é interligar mais de 160 instituições de
ensino e pesquisa, públicas e privadas, das cidades de São Paulo, Belo
Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza, Recife, Salvador, Curitiba,
Florianópolis e Porto Alegre.
“O serviço beneficiará as universidades
públicas, mas as instituições privadas que quiserem participar devem entrar
com uma solicitação na RNP. As propostas serão analisadas e qualificadas
pelo comitê gestor formado por especialistas do setor”, disse Alexandre
Grojsgold, diretor de operações da RNP, à Agência FAPESP.
Grojsgold explica que a tecnologia de fibra
óptica a ser empregada permitirá o tráfego de um grande volume de dados em
tempo real, a taxas até mil vezes mais rápidas do que as conexões por banda
larga disponíveis atualmente. O serviço será executado pela Embratel e pela
Brasil Telecom.
“Essa é a maior ampliação da capacidade de
conexão que se tem notícia em toda a América Latina”, afirma Grojsgold.
Segundo ele, a rede acadêmica permitirá atingir longas distâncias com
velocidades entre 2,5 e 10 gigabits. “O objetivo central do projeto é
facilitar o desenvolvimento de novas pesquisas científicas e tecnológicas,
incentivadas pelo conforto de um ambiente extremamente interativo que
propicia a criação de uma série de aplicações avançadas.”
Realização de videoconferências com maior
freqüência, aplicações inovadoras em telemedicina, além da criação de
bibliotecas digitais multimídia e de laboratórios virtuais em áreas como
educação, saúde, clima, meio ambiente e agricultura são algumas das
possibilidades para a nova rede.
Mais informações:
www.rnp.br
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Longo caminho a percorrer
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Por Claudia Izique
Agência FAPESP - Em 1980, os
pesquisadores brasileiros publicaram algo em torno de 1,9 mil artigos em
periódicos científicos indexados e os sul-coreanos apenas 230. No mesmo ano,
o Brasil registrou 23 patentes nos Estados Unidos, contra 13 da Coréia do
Sul. Vinte anos depois, o quadro mudou bastante.
A produção científica brasileira não fez
feio com os 9,5 mil artigos publicados em 2000, ainda que a contabilidade
dos coreanos tenha sido melhor: 12,2 mil publicações. Mas no quesito
patentes registradas nos Estados Unidos a derrota brasileira foi fragorosa:
98 contra 3.300.
As razões da arrancada asiática em direção
à inovação já são bastante conhecidas: investimentos em educação, políticas
públicas adequadas, incentivos fiscais, entre outras. Mas, no quadro
comparativo, chama a atenção a discrepância entre os resultados da produção
científica brasileira desenvolvida nas universidades e institutos de
pesquisa e o desenvolvimento de novos produtos e processos nas empresas.
O tema esteve em pauta na Conferência do
Sudeste de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizada entre os dias 3 e 4 de
agosto, em Belo Horizonte, a partir da qual serão elaboradas propostas para
a Conferência Nacional, agendada para novembro, em Brasília.
A distância entre as universidades e
institutos de pesquisa e as empresas pode ser medida pelo baixo número de
pesquisadores contratados no setor privado: 23% contra os 54% da Coréia do
Sul. Quando, no entanto, esses dois setores trabalham em parceria os
resultados são positivos.
Um dos exemplos clássicos do sucesso da
interação universidade e empresa para a inovação é a tecnologia da águas
profundas implementada pela Petrobras com o apoio de 129 grupos de pesquisa
em todo o país, como lembrou Evandro Mirra, presidente do Centro de Gestão e
Estudos Estratégicos (CGEE). “Outro exemplo é o do Programa Genolyptos, do
Ministério da Ciência e Tecnologia, que reúne 12 empresas, sete
universidades e três centros de pesquisas”, disse.
A Lei de Inovação, promulgada no início
deste ano, poderá facilitar a interação. Mas ela pode não ser suficiente
para consolidar parcerias. “A universidade é extremamente conservadora. Os
currículos são engessados e não se cria um ambiente propício para o
empreendedor”, avaliou José Arana Varela, pró-reitor de pesquisa da
Universidade Estadual Paulista (Unesp) e membro do Conselho Superior da
FAPESP, sugerindo uma ampla reavaliação dos currículos. “Não formamos
pesquisadores com a visão de tecnologia e não protegemos o nosso
conhecimento.”
Para Evaldo Vilela, da Universidade Federal
de Viçosa (UFV), a interação com as empresas também dependerá de uma maior
agilidade dos institutos de pesquisa já que o conhecimento tecnológico “tem
prazo de validade”. Cita o exemplo do agronegócio, um dos principais focos
de pesquisas da UFV.
“Temos 62 milhões de hectares no
agronegócio e potencial para chegar a 170 milhões. Há boas chances com o
biocombustível ou com a exportação de carnes bovina e suína, se soubermos
aproveitar”, disse. Ressalta, no entanto, que é preciso investir em sanidade
animal e vegetal, controle de pragas, fertilizantes, máquinas e
equipamentos. “Mas é fundamental garantir fluxo de recursos para essas
pesquisas. Em melhoramento animal, se parar o fluxo perde-se tudo.”
Na avaliação de Altair Rio Neto,
pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e consultor
de desenvolvimento tecnológico da Embraer, os institutos de pesquisa
tecnológica têm o desafio de “negociar as tecnologias do século 21” e
deveriam, portanto, ser sustentados pelo governo.
Observou que já existem cinco formas
básicas de cooperação entre universidades, institutos de pesquisa e
empresas, que vão desde o fornecimento de capital humano para integrar as
equipes já existentes nas empresas até as parcerias em iniciativas como o
Programa de Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas (PIPE), da FAPESP, ou
em projetos financiados por fundos setoriais. “Mas ainda falta uma proposta:
o apoio direto do governo a programas estratégicos na empresa.”
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França recruta
pesquisadores de alto nível
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Agência FAPESP - Contratos temporários de três a cinco anos, com
salário de 3.150 euros por mês, como diretores de pesquisa. Posições
permanentes de pesquisador com remunerações que variam de 4 mil euros a 6
mil euros por mês. O Instituto Nacional de Pesquisa Médica e de Saúde (Inserm),
da França, está recrutando pesquisadores de alto nível de qualquer parte do
mundo.
Dentro do quadro de atividades do instituto estão pesquisas fundamentais,
clínicas, terapêuticas e de saúde pública. O Instituto Nacional do Câncer
(Inca), órgão recém-criado pelo governo da França, também participa do
processo de seleção. Parte dos recursos sairá do orçamento dessa segunda
instituição de pesquisa.
Os pesquisadores interessados em submeter suas idéias de pesquisa aos dois
centros franceses devem enviar currículo e o projeto de trabalho. Este
último documento não pode ter mais de três páginas.
Além dos benefícios individuais, os selecionados terão recursos para compra
de equipamentos e gastos operacionais. Esses subsídios, segundo o Inserm e o
Inca, poderão variar de 50 mil euros a 100 mil euros por ano.
Mais informações: www.inserm.fr ou
pelos emails:
isabelle.porteret@tolbiac.inserm.fr
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Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Nº 17 - 5 a 11 de
agosto de 2005 |
Brasil/Cuba
Aumenta número de projetos para pesquisa em Cuba
O programa de intercâmbio entre o Brasil e Cuba encerrou o período de
inscrições no último dia 31, com o recebimento de 29 propostas. Houve um
aumento significativo comparado à edição do ano passado, quando foram
encaminhados à Capes quatro projetos.
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Paped
Inscrições estão abertas até 19 de agosto
O Programa de Apoio à Pesquisa em Educação a Distância (Paped) já recebeu um
total de 15 inscrições. O Paped é promovido em parceria pela Capes/MEC e a
Secretaria de Educação a Distância(Seed/MEC), com apoio da Unesco.
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Agenda
O presidente da Capes, Jorge Guimarães, participa quinta-feira, 11, em São
Paulo, do Seminário de Consórcios de Bibliotecas
Ítalo-Ibero-Latino-Americanas. O evento será realizado às 9h, na
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp - rua Pio XI,
1.500, Alto da Lapa).
Parceria
Capes agiliza pagamento de bolsistas no exterior
Uma parceria entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior (Capes/MEC) e a agência do Banco do Brasil em Nova York está
permitindo a redução, de vinte para três dias úteis, do processo de
pagamento dos bolsistas brasileiros no exterior. Mais de 1.500 estudantes em
30 países são beneficiados com a medida.
Anteriormente, era necessário que os dados dos estudantes passassem por
diversas etapas até serem incluídos no sistema eletrônico. Agora, os dados
são inseridos on-line, diretamente no sistema da agência do banco,
por técnicos da Capes.
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Programa Pró-Defesa
Edital para financiar pesquisa sobre defesa nacional será lançado neste mês
O edital para apresentação de propostas de pesquisa para o Programa de Apoio
ao Ensino e à Pesquisa Científica e Tecnológica em Defesa Nacional
(Pró-Defesa) está em fase de finalização e será divulgado nas próximas
semanas. A diretoria de Programas da Capes trabalha em parceria com a
Secretaria de Estudos e Cooperação do Ministério da Defesa para iniciar o
recebimento dos projetos.A previsão é que sejam disponibilizados cerca de R$
800 mil por ano para o custeio de projetos.
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Sociedade Brasileira de Psicologia do Desenvolvimento e Participantes do V
Congresso Brasileiro de Psicologia do Desenvolvimento
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Informações Gerais da
Sociedade Brasileira de Psicologia do Desenvolvimento e Participantes do V
Congresso Brasileiro de Psicologia do Desenvolvimento
A partir desta segunda feira, dia
01 de agosto, estaremos divulgando, através de nossa home-page, as listas de
trabalhos aceitos para o V
Congresso Brasileiro de Psicologia do Desenvolvimento, através
da programação. Tendo em vista o número expressivo de propostas de Simpósios,
algumas propostas foram remanejadas para Mesas-Redondas e outras para Sessões
de Comunicaçoes Orais (agrupadas por temática).
Os participantes que precisarem de Carta de Aceite, para fins de solicitaçao de
auxílio, favor solicitarem por e-mail.
Comunicamos ainda, que somente haverá disponibilidade de equipamento de
data-show para as Mesas-Redondas e Simpósios, e eventualmente para as sessões
de comunicaçoes orais que ocorrerem nas mesmas salas dos simpósios (em breve
serão informados os locais das atividades)
Também estaremos divulgando em breve informações sobre hospedagem durante o
congresso.
Qualquer dúvida entrem em contato através do e-mail sbpd@cpovo.net
Confiram nossa home-page e a Programaçao do Congresso http://www.sbpd.org.br
Comissão Organizadora
Comissão Científica
Sociedade
Brasileira de Psicologia do Desenvolvimento (SBPD)
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Plataforma Lattes ganha comissões permanentes de avaliação
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A Plataforma Lattes, base de dados com mais de 550 mil currículos
cadastrados, ganhou duas comissões permanentes de acompanhamento e
avaliação. Um grupo externo ao CNPq, hospedeiro da Plataforma, vai
trabalhar pelo aperfeiçoamento permanente da estrutura do sistema. Outra
comissão, interna da agência, cuidará da auditagem das informações
armazenadas.
A Plataforma completa 6 anos em 16 de agosto. A data marca o lançamento do
Currículo Lattes, porção aparente da centena de softwares integrados em uma
plataforma brasileira de informações sobre ciência, tecnologia e inovação.
A
transparência da informação, concretizada no acesso público a todos os
currículos, é reforçada por software que liga os currículos a outros
documentos
na web, formando uma teia que inclui grupos de pesquisa, teses e orientações,
patentes, artigos científicos e outros documentos em C,T&I.
São 20 mil acessos diários, provenientes de 120 países. A arquitetura da
Plataforma foi adotada por vários países sul-americanos e recebeu o Prêmio
E-Gov
em 2004 destinado aos melhores serviços oferecidos por órgãos governamentais
por
meio da Internet na categoria G2C (Governo para Cidadão).
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UFPB
já abriu inscrições para professor efetivo
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A
Universidade Federal da Paraíba abriu inscrições, até o próximo dia 11,
para professor efetivo (3º grau) nos diversos centros: Centro de Ciências Agrárias
(CCA – Campus II - Areia), Centro de Formação de Tecnólogos (CFT – Campus
III - Bananeiras) e, no campus de João Pessoa, Centro de Ciências da Saúde
(CCS), Centro de Ciências Exatas e da Natureza (CCEN), Centro de Humanas,
Letras e Artes (CCHLA).
A seleção para o CCA oferece uma vaga para o departamento de Zootecnia. No
CCS foram contemplados com uma vaga os departamentos de Odontologia
Restauradora, Fisiologia e Patologia, Enfermagem Médico-cirúrgica e Administração,
Clínica e Odontologia Social, Educação Física e Enfermagem em Saúde Pública
e Psiquiatria.
O CCEN também terá uma vaga para os departamentos de Matemática, Sistemática
e Ecologia, Química e Estatística. Já no CCHLA também é oferecida uma vaga
para os departamentos de Comunicação Social, Letras Clássicas e Vernáculas,
Letras Estrangeiras Modernas, Educação Musical, Filosofia, História,
Psicologia e Música. Neste centro apenas o departamento de Artes Cênicas
oferece duas vagas.
O CFT terá apenas o departamento de Tecnologia Rural contemplado com uma
vaga.
As inscrições podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h e
das 14 às 17h, nas secretarias dos respectivos departamentos. Os candidatos que
queiram obter mais informações poderão ligar para os telefones: CCA (83)
3362-2218; CCS (83) 3216-7238; CCEN (83) 3216-7431; CCHLA (83) 3216-7064 e
3216-7330; CFT (83) 3367-1200.
Os candidatos também poderão obter informações na Internet acessando a página
www.cchla.ufpb.br
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Concurso para professor adjunto na Universidade Federal do Acre
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Concurso para professor adjunto na Universidade Federal do Acre
Vagas em diversas áreas
Informações no site: http://www.ufac.br/editais.htm
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Programa é voltado para jovens cientistas da América Latina da área biomédica
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Estão abertas, até 30 de setembro, as inscrições para o programa Pew de
apoio a jovens cientistas da América Latina na área biomédica. Serão
selecionados bolsistas latinoamericanos no ano de 2005 para a realização de pós-
doutorado em instituições dos EUA por um período de dois anos, a começar em
julho de 2006.
O programa Pew prevê um grant de US$ 50.000,00 para ser usado como bolsa pelo o
período de treinamento (dois anos). A Instituição que receberá o Fellow
deverá complementar a bolsa em pelo menos US$ 5.000,00 por ano e providenciar
assistência médica (seguro-saúde).
Após o período de treinamento e condicionado ao retorno ao Brasil, o programa
prevê um grant para pesquisa (equipamentos e reagentes) de US$ 35.000,00.
Informações e material para inscrição devem ser obtidos com Patricia T.
Bozza (Fiocruz), pelo fone (21) 2598-4492 (ramal 221), fax (21) 2590-9490 ou
e-mail:pbozza@ioc.fiocruz.br; com Sandro Jose de Souza (Ludwig Institute for
Cancer Research, SP), pelo fone (11) 3288-3211, fax: (11) 3207-7001 ou e-mail:
sandro@compbio.ludwig.org.br; com José Garcia Abreu Jr. (UFRJ0, pelo e-mail:
garciajr@anato.ufrj.br; ou com Carlos Ramos, do LNLS, pelo fone (19) 32874520,
fax (19) 32877120 ou e-mail cramos@lnls.br
Os formulários (ou pedidos de informações) podem ser solicitados dos membros
do Comitê acima indicados, ou diretamente obtidos na home page da Pew: http://www.pewlatinfellows.com
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Aberta seleção para pós-doutorado nos EUA
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Evasão na Pós-Graduação Brasileira: Uma Crise em Formação?, artigo de Léa
Velho
É necessário que cada programa mantenha informações detalhadas sobre a
evasão, e reconheça que suas práticas e cultura institucional, assim como a
política das agências financiadoras, podem estar fazendo com que os
estudantes não se titulem
Léa Velho do Depto. de Política Científica e Tecnológica do Instituto de
Geociências da Unicamp. Artigo enviado pela autora ao “JC e-mail”:
A pós-graduação é freqüentemente apontada como o grande sucesso
brasileiro no setor educacional. Existem boas razões para isso. O primeiro
indicador de sucesso é o número de cursos que veio crescendo desde os anos
70 até alcançar hoje mais de 3000 programas, um terço dos quais oferece
formação no nível de doutorado.
Esses programas titulam, a cada ano, cerca de 26.000 mestres, sem contar os
mestrados profissionais, e mais de 8.000 doutores.
Como comparação, vale mencionar que o Reino Unido, que tem um sistema de pós-graduação
muito mais antigo e conta com níveis de investimento muito mais altos no
setor, tem formado cerca de 11.000 doutores por ano, 33% dos quais são
estrangeiros.
Mais importante que os números, entretanto, é que o crescimento brasileiro
se deu dentro de critérios de qualidade estabelecidos por um sistema de
avaliação que tem sido constantemente aperfeiçoado, à luz de parâmetros
internacionais e com intensa participação da comunidade acadêmica nacional.
O crescimento, com qualidade, do sistema brasileiro de pós-graduação
reflete-se na nossa crescente participação na produção científica
mundial. No início da década dos 80, o Brasil contribuía apenas 0,2% para a
produção científica total indexada no Science Citation Index, passando a
1,5% em 2002.
Essa taxa de crescimento não é trivial. Além disso, os doutores formados no
Brasil tem tido desempenho considerado excelente quando se encaminham para pós-doutorado
no exterior.
Como em qualquer história de sucesso, entretanto, as realizações precisam
ser analisadas. Várias questões relativas à qualidade da formação destes
mestres e doutores, assim como à inserção e desempenho dos mesmos no
mercado de trabalho ainda não foram devidamente estudadas.
Da mesma maneira, faltam informações confiáveis sobre a evasão de
estudantes de pós-graduação e as razões que motivam o abandono dos cursos.
Sabe-se que o sistema de avaliação da Capes solicita dos programas informação
relativa a abandono e desligamento de estudantes. Mesmo que tecnicamente
diferentes, essas duas categorias podem, para efeito de análise, ser
agregadas.
Segundo dados veiculados pela Capes, no ano de 2003, mais de 4000 mestrandos e
cerca de 1400 doutorandos abandonaram os cursos ou foram desligados,
provavelmente, pelas mais variadas razões.
Assim, é difícil precisar o que esses valores significam já que eles
adicionam estudantes que saem por vontade própria nos mais diferentes estágios
do programa, `aqueles que foram reprovados, e a outros que esgotaram prazos
regimentais. Como não se sabe o ano de entrada dos evadidos, calcular a
porcentagem de perda para um dado contingente de estudantes entrantes em
determinado ano coloca certos problemas.
Entretanto, parece razoável estimar que os mestrandos evadidos em 2003 são
parte de um contingente entrante dois anos antes e, assim, representam cerca
de 15% dos cerca de 26.000 estudantes de mestrado novos em 2001.
Em raciocínio análogo para os doutorandos, pode-se dizer que os 1400
evadidos significam 17% dos quase 8000 estudantes de doutorado que entraram em
1999, ou seja, quatro anos antes.
Como já dito, as porcentagens estimadas de perda no sistema são sujeitas à
contestação, mas não devem estar muito longe da verdade. Se isso é aceito,
o próximo passo é perguntar se esses valores são altos ou baixos. A
resposta, evidentemente, depende de julgamento, mas, para tanto, informações
sobre o que se passa em outros países podem ajudar.
Estudos realizados nos EUA e em vários países da Europa concluíram que
dados sobre evasão “são, historicamente, o mais bem guardado segredo da pós-graduação”.
Não que haja uma ação deliberada das Universidades em esconder os dados,
mas sim uma falta de interesse em coletá-los.
A principal razão para essa falta de interesse reside, conforme revelado
pelos estudos, no fato de que a evasão é entendida pelos programas de pós-graduação
como um fracasso pessoal do estudante.
Entrevistas com inúmeros orientadores e coordenadores de curso nos EUA
revelaram que os orientadores freqüentemente se consideram agentes ativos
quando os estudantes obtêm seus títulos, mas como observadores passivos
quando os estudantes se vão sem terminar o curso.
O não término é atribuído a características pessoais dos estudantes:
falta de interesse na área, falta de habilidades acadêmicas, falta de
determinação e motivação. E porque a maior parte dos estudantes que evadem
o fazem silenciosamente, é muito fácil para os orientadores e professores
manter a ilusão de que eles não têm participação no evento, e de que os
“melhores” estudantes são bem sucedidos e os “piores”, fracassam.
Entretanto, quando recentemente se levantou, metodicamente, informação sobre
a evasão nos programas de doutorado norte-americanos, encontrou-se o número
alarmante de 50% de não completude, ou seja, 50% de estudantes rotulados como
ADBs (All But Dissertation), que cumpriram todas as disciplinas exigidas,
assim como exames de qualificação, mas nunca terminaram a tese.
Nestas circunstâncias, fica difícil acreditar que os cursos detinham 50% de
alunos com características inadequadas para o trabalho de pós-graduação e,
então, as razões do fracasso foram investigadas.
A principal conclusão foi que já era hora de parar de culpar a vítima. As
taxas de evasão estão muito mais associadas à cultura institucional dos
programas de pós-graduação, tais como a falta de uma comunidade de referência,
tanto intelectual como social, levando o estudante a trabalhar de forma
isolada; à falta de conhecimento e discussão sobre as normas e expectativas
do programa; à falta de informação prévia sobre o conteúdo do programa e
de orientação sobre o mercado de trabalho futuro.
O fator isolado mais importante na decisão dos estudantes de concluir a tese
ou nunca terminá-la foi identificado como sendo a relação do estudante com
o orientador.
Entre os ABDs existe uma enorme insatisfação com a qualidade da orientação
que recebiam, assim como do tempo destinado a eles pelo orientador.
Finalmente, o acesso a financiamento que, se esperava, tivesse grande impacto
na evasão, de fato revelou que aqueles estudantes que não tinham qualquer
tipo de apoio financeiro eram os de maior risco e os que tiveram maiores taxas
de evasão.
Entretanto, esse grupo é minoritário nas Universidades de pesquisa dos EUA,
já que a maior parte dos estudantes têm bolsas de assistente de pesquisa
(RA) ou de assistente de ensino (TA), e uma fração também pequena tem
bolsas plenas, tal como no modelo Capes, CNPq, Fapesp.
O inesperado foi que a menor taxa de evasão se deu não entre aqueles que
tinham bolsa plena, mas entre os que tinham bolsas de assistente (seja de
pesquisa ou de ensino). A explicação para isso está associada ao papel já
destacado da comunidade de referência e relação com o orientador.
Em outras palavras, os estudantes que têm bolsa de ensino, têm que passar
boa parte do tempo na universidade, interagir com os professores dos quais são
assistentes, com os estudantes das disciplinas que ensinam, assim como com
outros estudantes que têm a mesma bolsa.
Essas atividades criam um ambiente intelectual e social que estimula o
estudante no seu treinamento e pesquisa.
Aqueles que têm bolsa como assistente de pesquisa, muitas vezes trabalham
como assistentes de seus orientadores ou de outros professores do programa,
também estabelecendo vínculos intelectuais e sociais estimulantes para sua
formação pós-graduada.
Como as informações sobre o que se passa nos EUA em termos de taxas e
motivos da evasão no doutorado podem nos ajudar a julgar o caso brasileiro?
Quanto a taxas, parece que nosso problema é bem menor - 17% de evasão no
doutorado do Brasil, contra 50% no norte-americano.
Mas, se pensarmos nos motivos da evasão revelados nos estudos feitos nos EUA,
principalmente no impacto da ausência de apoio financeiro, e mantida a tendência
de diminuição da cobertura de bolsas para os estudantes brasileiros que tem
se manifestado nos últimos anos, é razoável esperar um aumento na nossa
taxa de evasão no futuro.
De fato, uma análise recente feita no Reino Unido encontrou que, entre os
doutorandos eu tinham bolsa dos diferentes Conselhos de Pesquisa, cerca de 70%
obtiveram os títulos em 4 anos, porcentagem que sobe para 85% em cinco anos,
resultando em uma taxa de evasão de 15%, bastante próxima da brasileira.
Entretanto, entre aqueles que não tiveram apoio financeiro (25% dos
doutorandos em tempo integral e 50% daqueles em tempo parcial) a taxa de evasão
é muito mais alta (não revelada pelo estudo porque ainda faltam informações
detalhadas por área e instituição).
Esses dados vêm confirmar que a expansão da pós-graduação brasileira sem
a expansão dos meios de apoio financeiro aos estudantes pode levar a uma
crise do sistema, manifestada em altas taxas de evasão.
Finalmente, ainda que as taxas de evasão da pós-graduação no Brasil
estejam em níveis bem mais baixos que as do EUA e comparáveis com a do Reino
Unido, uma perda de 17% no sistema indica desperdício de recursos públicos e
necessita ser investigada.
Os estudos relatados acima fornecem pistas importantes de possíveis razões
para a evasão e indicam que, com medidas adequadas, é possível reverter o
quadro.
Para isso é necessário que cada programa mantenha informações detalhadas
sobre a evasão, e reconheça que suas práticas e cultura institucional,
assim como a política das agências financiadoras, podem estar fazendo com
que os estudantes não se titulem.
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Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Nº 16 - 29 de
julho a 4 de agosto de 2005
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Programa Capes/SECyT
Últimos dias de inscrição para intercâmbio Brasil-Argentina
O prazo de envio de propostas para o Programa Bilateral de Aperfeiçoamento de
Doutores entre o Brasil e a Argentina encerra no próximo domingo, 31.
A parceria entre a Capes/MEC e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação
Produtiva da Argentina (SECyT) financia o intercâmbio por meio de projetos
conjuntos de pesquisa e cooperação científica entre instituições de ensino
superior brasileiras e argentinas. Leia
mais
Agenda
O presidente da Capes, Jorge Guimarães, participa sexta-feira, 5, em Porto
Alegre, de painel sobre o tema Universidade Brasileira: novas concepções.
O evento integra o Seminário Universidade Brasileira e Internacionalização
e será realizado às 9h, na Faculdade de Educação da UFRGS.
Pró-Defesa
Defesa nacional será tema de programa da Capes
Os ministros da Educação, Tarso Genro, e da Defesa, José Alencar, assinam
nesta sexta-feira, 29, portaria interministerial para a criação do Programa de
Apoio ao Ensino e à Pesquisa Científica e Tecnológica em Defesa Nacional (Pró-Defesa).
A solenidade será às 11h30, na Sala de Atos do Ministério da Educação e
contará com a presença do presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), Jorge Guimarães, e do secretário de
Estudos e Cooperação do Ministério da Defesa, Rômulo Bini Pereira.
O Pró-Defesa vai financiar projetos de pesquisa sobre defesa nacional com o
objetivo de promover a formação de mestres e doutores, estimular o ensino e
integrar grupos de estudo sobre o tema. A previsão é que sejam
disponibilizados cerca de R$ 800 mil por ano para o custeio de projetos. O
primeiro edital será lançado no próximo mês.Leia
mais
Missão ao Timor-Leste
Professores brasileiros ajudam a transformar a educação no Timor-Leste
Os professores brasileiros que participam da Missão Brasileira de Cooperação
Técnico-Educacional na República Democrática do Timor-Leste começam a deixar
as primeiras marcas positivas na sociedade timorense. Bem recebidos, graças
principalmente ao bom conceito que a música e o futebol brasileiros têm por lá,
os 47 docentes que participam, desde o início de abril, do Programa de
Qualificação de Docente e Ensino de Língua Portuguesa promovido pela Coordenação
de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação
(Capes/MEC), procuram se integrar aos hábitos e costumes locais, ao mesmo tempo
em que promovem cursos, oficinas, seminários, e outras atividades. Leia
mais
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Seleção pública de projetos conjuntos de pesquisa, desenvolvimento e inovação
no âmbito
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Edital CNPq nº 044/2005
Seleção pública de projetos conjuntos de pesquisa, desenvolvimento e inovação
no âmbito dos Convênios Bilaterais de Cooperação Internacional
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq,
torna público o lançamento do presente Edital e convida os pesquisadores
interessados a apresentarem propostas para obtenção de financiamento a
atividades de cooperação internacional em projetos conjuntos de Pesquisa,
Desenvolvimento e Inovação (P&D&I), no âmbito dos Convênios
bilaterais de cooperação científica e tecnológica internacional, nos termos
aqui estabelecidos.
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Empresa
de consultoria PLANUS Estratégia e Gestão - seleciona
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A
Oxfam GB, através da empresa de consultoria PLANUS Estratégia e Gestão,
seleciona ASSESSOR(A) DE ADVOCACY para compor a sua
equipe de trabalho em Brasília - DF.
Sobre a OXFAM GB:
A Oxfam GB é uma entidade sem fins lucrativos, com sede em Oxford –
Inglaterra, que tem por missão o combate à pobreza, atuando através de
programas de desenvolvimento, ajuda humanitária e campanhas.
A Oxfam GB atua no Brasil desde 1968, principalmente no norte e
nordeste, por convênio com a Associação Recife-Oxford, cuja sede está na
cidade do Recife e com um escritório em Brasília voltado para o trabalho
de campanhas e advocacy.
Sobre o cargo de Assessor(a) de Advocacy:
MISSÃO
Desenvolver e implementar estratégias que influenciem políticas públicas
relevantes para o trabalho da Oxfam no Brasil, especialmente aquelas
relacionadas a campanhas.
Requisitos para ocupar o cargo:
EXPERIÊNCIAS, CONHECIMENTOS e
HABILIDADES
· Formação Superior
preferencialmente em Ciências Econômicas ou Sociais, com pós-graduação
ou experiência profissional equivalente.
· Experiência mínima de 3 anos
em atividades relacionadas a advocacy: pesquisas, políticas, alianças,
lobbying, mídia e campanhas públicas
· Experiência de atuação com
organizações da Sociedade Civil e acompanhamento de políticas públicas;
· Experiência na elaboração de
papers e relatórios de projetos.
· Conhecimento sobre os temas de
desenvolvimento e a realidade brasileira.
· Conhecimentos específicos
sobre comércio internacional e regional, agricultura, propriedade
intelectual ou acordos comerciais (vantagem competitiva no processo
seletivo).
· Conhecimento de informática
(Excel, Word, Internet, correspondência eletrônica, etc.).
· Habilidade para análise política,
incluindo a identificação de tendências, de cenários e de atores.
· Habilidade para fazer
planejamento estratégico e contribuir à formulação de programas e
projetos.
· Habilidade de comunicação
oral e escrita no nível externo e interno, incluindo comunicar-se com
diferentes públicos e com a mídia.
· Sensibilidade e compromisso
para os temas de gênero, raça/etnia e orientação sexual.
· Domínio da língua portuguesa
e redação própria principalmente para escrever artigos para publicação
na mídia.
· Domínio do Inglês (falado e
escrito).
· Desejável conhecimento do
Espanhol (vantagem competitiva no processo seletivo).
RESPONSABILIDADES
DO CARGO
· Desenvolver e manter
relacionamento com um amplo grupo de atores, tais como: parcerias chave,
governo, membros de ONGs, membros dos movimentos sociais e jornalistas.
· Representar a Oxfam em reuniões
e conferências.
· Participar do planejamento
estratégico das campanhas no Brasil.
· Participar na implementação
de estratégias de mídia, dar entrevistas e falar em público.
· Escrever artigos para publicação,
discursos, cartas de lobby e relatórios, dentre outros documentos.
· Coordenar pesquisas e
levantamentos de informações.
· Elaborar e executar planos e
estratégias de atuação.
· Preparar e coordenar reuniões
chave com especialistas, aliados e possíveis alvos de nosso trabalho.
· Participar de redes de ONGs e
de articulações que tratem de temas prioritários.
· Monitorar os projetos de
parceiros, com base nos procedimentos internos
· Substituir o/a Coordenador/a de
Advocacy e Campanhas na sua ausência.
COMPETÊNCIAS PARA:
· Assumir responsabilidades
· Pensar Analiticamente
· Adaptar-se e ser flexível
· Influenciar
· Organizar-se
· Ouvir e pensar a partir do
ponto de vista do outro (empatia)
· Comunicar-se
REQUISITOS
IMPORTANTES:
·
Habilidade para trabalhar em ambiente de pressão.
· Disponibilidade para trabalhar
fora do horário comercial.
· Disponibilidade para viagens.
Salário: R$ 8.172,00 (bruto) + Benefícios de Plano de saúde médico e
odontológico
O(A)s interessado(a)s deverão enviar C.V. por e-mail para PLANUS -
ESTRATÉGIA E GESTÃO, mencionando o código AADV-RL até 01/08/2005
para:
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Cientistas
visitantes
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Agência
FAPESP - O prazo para envio de candidaturas ao convênio entre a FAPESP
e a Comissão Fullbright está aberto até o dia 31 de agosto.
As instituições assinaram, em 2004, convênio
para trazer ao Brasil professores e pesquisadores dos Estados Unidos para
participação em projetos temáticos e/ou nos Centros de Pesquisa, Inovação
e Difusão (Cepid) financiados pela FAPESP.
As candidaturas devem ser apresentadas pelo
professor visitante ao Council of International Exchange of Scholars (Cies).
As visitas poderão ter duração mínima de dois meses por até quatro
meses, com início em agosto de 2006. Projetos em todas as áreas de
conhecimento nas quais a FAPESP possui um projeto temático ou Cepid terão
preferência para apoio.
Em sua primeira edição, o programa tem
como objetivo destacar no meio universitário e de pesquisa norte-americana
a atuação do Brasil e do Estado de São Paulo na ciência e na tecnologia.
Entre os itens financiáveis estão a
passagem aérea até a instituição visitada, uma quantia mensal de US$
4.000 e auxílio mudança e compra de livros no valor de US$ 1.450.
Mais informações: mariana@fulbright.org.br
ou (11) 3707.4797
Para ler o acordo da FAPESP com a Comissão
Fulbright, clique
aqui.
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Parceria
com 16 países apoiará projetos conjuntos de pesquisa
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O CNPq, por meio da Assessoria de Cooperação Internacional (ASCIN),
pretende lançar, nos próximos dias, Edital para apoio a atividades de
cooperação internacional no âmbito de projetos de pesquisa,
desenvolvimento e inovação e receberá propostas para cooperação com 16
países: Alemanha (DLR), Argentina (CONICET), Bélgica (FNRS), Canadá
(CIHR), Chile (CONICYT), Colômbia (COLCIENCIAS), Coréia (KOSEF), Costa
Rica (CONICIT), Cuba (CITMA), Equador (FUNDACYT), Espanha (CSIC), Estados
Unidos (NSF), Itália (CNR), França (CNRS), Uruguai (DINACYT) e Venezuela
(FONACIT).
O Edital permanecerá aberto até final de setembro próximo e as propostas
serão avaliadas e negociadas com a agência financiadora parceira
internacional, sendo que os projetos aprovados serão contratados a partir
de março de 2006.
Está previsto também, para agosto, o lançamento de Edital para apoio a
missões exploratórias, projetos conjuntos e realização de eventos em
cooperação com Angola e Moçambique, no âmbito do PRO-ÁFRICA - Programa
de Cooperação Temática em Matéria de Ciência e Tecnologia (Programa do
MCT, operacionalizado pelo CNPq).
Assessoria de Imprensa do CNPq www.cnpq.br
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Educação
Superior no Brasil em Mudança
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Agência
FAPESP - O Seminário “Educação Superior no Brasil em Mudança”
será realizado no período de 3 a 5 de agosto, em Porto Alegre (RS), como o
tema central “Estado do Conhecimento, Teoria & Prática”. O evento
contará com a presença de importantes pesquisadores e elaboradores de políticas
públicas de educação superior.
Entre os assuntos em pauta destacam-se:
“Universidade e produção do Conhecimento”, “Concepções e modelos
das universidades federais”, “A universidade do Distrito Federal: da
construção criadora à extinção autoritária”, “Da universidade técnica
à universidade inovadora”, “Um modelo de universidade multicampi para a
Amazônia” e “Universidade brasileira e internacionalização”.
Mais informações: www.pucrs.br/faced/pos/universitas.
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4º
Simpósio de Ética em Pesquisa com Seres Humanos e 1º Simpósio de Ética em
Experimentação Animal
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Agência
FAPESP - O 4º Simpósio de Ética em Pesquisa com Seres Humanos e o 1º
Simpósio de Ética em Experimentação Animal ocorrem nos dias 18 e 19 de
agosto, em Belo Horizonte.
Os eventos, promovidos pela Universidade
Federal de Minas Gerais, pretendem, segundo os organizadores, “construir
uma visão abrangente da bioética, a qual considera essencial o cuidado com
os seres humanos e animais envolvidos nas pesquisas e no ensino”.
Entre os palestrantes estarão
pesquisadores das ciências biológicas e saúde, além de filósofos, teólogos,
juristas e educadores de várias universidades do país.
Mais informações: www.ufmg.br/bioetica.
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Fase
de consolidação
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Agência
FAPESP - Dar curso ao que foi iniciado na gestão anterior, liderada por
Eduardo Campos. Esse foi o tom da primeira entrevista coletiva do novo
ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, nesta segunda-feira
(25/7), em Brasília. “Tenho certeza que vamos ter muito o que mostrar até
o fim do mandato do presidente Lula”, afirmou o também professor da
Universidade Federal de Pernambuco.
Na avaliação de Rezende, a gestão de
Eduardo Campos foi importante para dar visibilidade e centralidade às ações
do ministério, que ganhou destaque e relevância em decisões no âmbito do
governo federal. “Meu trabalho aqui será consolidar as ações iniciadas
na coordenação anterior e intensificar a articulação entre todos os
atores envolvidos”, disse o ministro, segundo informações do Ministério
da Ciência e Tecnologia (MCT).
Atrair cada vez mais jovens para o mundo da
ciência e da tecnologia é outro assunto que vai tomar o tempo do novo
ministro. Para isso, os programas de divulgação e popularização da ciência
deverão ser ainda mais estimulados. Na coletiva, Rezende também falou
sobre a importância de incentivar ainda mais a inovação em pesquisa e
desenvolvimento dentro das empresas brasileiras.
A regulamentação do Fundo Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), recentemente aprovado
pelo Congresso Nacional, segundo Rezende, é uma possibilidade concreta para
que mais recursos sejam aplicados na área de ciência e tecnologia. “Os
fundos setoriais são instrumentos importantes para financiar ações de
C&T. Há uma evolução grande na disponibilidade dos recursos desses
fundos, que em 2002 contavam com R$ 32 milhões e agora, em 2005, têm R$
750 milhões para serem utilizados.”
Os quatro eixos prioritários
já definidos – Expansão e fortalecimento do sistema nacional de C&T,
Política industrial, tecnológica e de comércio exterior, Objetivos estratégicos
nacionais e C&T para inclusão social – serão mantidos por Rezende. O
ministro afirmou também que não fará muitas mudanças na atual equipe do
ministério.
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Google
monta base em Minas Gerais
|
| Por
Thiago Romero
Agência
FAPESP - Uma empresa brasileira, criada por um grupo de docentes
do departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de
Minas Gerais (UFMG), irá se tornar o maior e o primeiro centro de
pesquisa e desenvolvimento (P&D) da Google Inc. na América
Latina. |
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A mineira Akwan Information Technologies,
que possui sede em Belo Horizonte (MG) e também é especializada em
tecnologias de busca, foi vendida para a Google na semana passada por um
valor não divulgado. Com a negociação, a empresa norte-americana pretende
aumentar sua atuação no continente com a criação de novas tecnologias de
ponta e a admissão de mão-de-obra qualificada.
“As negociações permitem que a empresa
norte-americana incorpore todos os engenheiros e as tecnologias de busca
desenvolvidas pela Akwan”, disse Nívio Ziviani, um dos fundadores da
empresa mineira, à Agência FAPESP. Os outros dois criadores do
grupo brasileiro são Alberto Laender e Berthier Ribeiro Neto. Caberá a
Ribeiro Neto a direção executiva do centro de pesquisa brasileiro.
“A intenção é formar um grande laboratório
em Belo Horizonte que irá desenvolver ferramentas de busca voltadas
principalmente para os países latino-americanos”, disse Ziviani. Segundo
ele, os pesquisadores locais também poderão criar aplicações para usuários
do sistema Google em todo o mundo, levando em conta os diferentes aspectos
envolvidos com as tecnologias de busca, como concepção, pesquisa,
desenvolvimento e implementação.
Desde 2000, a empresa brasileira fornece
serviços para diferentes clientes em todo o Brasil, como UOL, IG, Editora
Abril e Bovespa, além de ser responsável pelo site de busca Todobr.com.
“A Akwan detém 25% do mercado de busca no Brasil e a meta é aumentar
ainda mais”, disse.
A Google também possui centros de
pesquisas semelhantes em Tóquio (Japão), Zurique (Suíça), Bangalore (Índia),
Nova York e Mountain View (Estados Unidos). Com a criação da filial
brasileira, a expectativa é que sejam gerados novos empregos com as
contratações de técnicos brasileiros. As vagas disponíveis serão
divulgadas no site www.google.com.br/jobs.
“Tipicamente os centros internacionais têm
uma meta de contratação que inclui 200 pessoas. Creio que o centro de
pesquisa brasileiro não será muito diferente”, prevê Ziviani.
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Xth ISPCAN European Regional Conference on
Child Abuse and Neglect
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Xth ISPCAN European Regional Conference on
Child Abuse and Neglect
New Developments in Science and Practice: Influences on Child
Protection
11-14 September, 2005
Estrel Convention Center--Berlin, Germany
euroconf2005@ispcan.org or richter-unger@dggkv.de
(German Inquiries)
www.ispcan.org/euroconf2005/
http://www.ispcan.org/abstract/callforabstracts/search.asp?eventID=14.

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Tarso entrega a Lula na sexta-feira projeto de
reforma universitária
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O ministro da Educação, Tarso Genro, entrega ao presidente Lula, nesta
sexta-feira, 29, a terceira e última versão do anteprojeto da Lei da Educação
Superior
A solenidade será realizada às 15:30h, no Palácio do Planalto. Ao todo, 30
entidades e especialistas enviaram sugestões e emendas ao projeto.
A reforma universitária defende a valorização da Universidade pública, o
combate à mercantilização da educação superior, a busca pela qualidade do
ensino e a democratização do acesso.
Desde março de 2004, o MEC discute o anteprojeto com representantes de 240
entidades acadêmicas e civis. A partir dos debates, o ministério apresentou
duas versões da proposta: em 6 de dezembro de 2004 e em 30 de maio deste ano.
O segundo documento trouxe inovações. Estabeleceu a vinculação de recursos
das Universidades para assistência estudantil, propôs que um terço das
vagas dos cursos de graduação das instituições públicas seja oferecido no
turno da noite e contemplou a educação a distância.
Outra novidade presente na segunda versão tratava do aumento da oferta de
vagas no ensino superior nos sistemas estadual e municipal por meio de consórcios
ou convênios firmados entre as instituições e a União.
Um dos desafios propostos no anteprojeto é elevar de 25% para 40% o número
de matrículas em Universidades públicas até 2011, conforme prevê o Plano
Nacional de Educação (PNE).
Em relação ao financiamento, a reforma propõe que a União aplique,
anualmente, nas instituições federais, nunca menos de 75% da receita
constitucionalmente vinculada à manutenção e ao desenvolvimento da educação.
Expansão - Ao entregar as sugestões da Andifes, o presidente da entidade,
Oswaldo Baptista Duarte Filho, disse que as 55 instituições federais de
ensino superior são favoráveis à expansão das Universidades, posição que
já foi apresentada ao presidente Lula em 2003.
"Precisamos garantir condições para o processo de expansão. Não
questionamos a expansão dos 40% previstos no PNE, que está na reforma.
Questionamos é que as condições dadas na segunda versão não garantem a
expansão para alcançarmos esse objetivo. Queremos melhorar as condições de
financiamento para o objetivo ser atendido", explicou Duarte Filho.
(Flavia Nery, da assessoria de comunicação do MEC)
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Ciência brasileira, editorial da “Folha de
SP” sobre a falta de uma cultura de inovação no país
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O crescimento da produção científica parece não produzir efeito sobre a indústria
Eis a íntegra do editorial:
É digno de nota o desempenho da produção científica brasileira. De acordo
com dados recentes da Capes, foram publicados no Brasil 13.384 trabalhos científicos
em 2004.
Com isso, o país sobe à 17ª posição no ranking dos mais produtivos em ciência,
à frente de nações européias como a Bélgica ou a Áustria.
Os dados confirmam uma tendência de crescimento que se verifica desde o fim dos
anos 1990.
Mensurada pelo número de trabalhos científicos publicados em revistas
especializadas, a produção científica brasileira teve crescimento médio
anual de 54% entre 1998 e 2002.
No mesmo período, o crescimento da produção mundial ficou abaixo de 9%. No
cenário científico internacional, a participação brasileira subiu de 1,1% em
1998 para 1,7% em 2004.
Apesar dos indicadores favoráveis, o caminho a percorrer ainda é longo. Falta,
por exemplo, melhorar a interação entre o setor acadêmico e o privado.
O crescimento da produção científica parece não produzir efeito sobre a indústria:
menos de 5% das empresas que trabalham com inovação consideram as
Universidades e Institutos de Pesquisa uma fonte importante de informação.
A ausência de recursos para financiar pesquisas que envolvem tecnologia de
ponta também constitui obstáculo importante. Diversos projetos são abortados
em razão da falta de estrutura adequada.
A isso, devem-se somar a ineficiência do sistema de registro de patentes e a
falta de uma cultura voltada para a inovação.
Enquanto esse quadro se mantiver, a participação brasileira na comunidade
científica internacional ainda poderá crescer, mas dificilmente conseguirá
atingir índices mais expressivos.
(Folha de SP, 26/7)
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Vagas para docentes da Universidade Federal do
Tocantins
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Há posições para professores substitutos e efetivos em diversas áreas
Informações no site: http://www.copese.uft.edu.br
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The
19th Biennial Meeting of the International Society for the Study of Behavioural
Development (ISSBD)
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The 19th Biennial
Meeting of the International Society for the Study of Behavioural
Development (ISSBD) will be held
in Melbourne, Australia from 2-6 July 2006.

www.issbd2006.com.au
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A
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUI CONTRATA PROFESSORES PARA O SEU QUADRO DE
EFETIVOS
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Psicologia da Personalidade – Supervisão em Clínica
Psicologia
Doutorado e/ou Mestrado na área objeto do
concurso ou áreas afins
01
Psicologia do
Desenvolvimento Infantil
Psicologia
Doutorado e/ou Mestrado na área objeto do
concurso ou áreas afins
01
Psicologia Comunitária e Saúde
da Família – Supervisão em Psicologia Comunitária
Psicologia
Doutorado e/ou Mestrado na área objeto do
concurso ou áreas afins
01
Psicologia Organizacional –
Supervisão em Psicologia Organizacional
Psicologia
Doutorado e/ou Mestrado na área objeto do
concurso ou áreas afins
01
Introdução ao Manejo do
Paciente – Supervisão em Psicologia Hospitalar
Psicologia
Doutorado e/ou Mestrado na área objeto do
concurso ou áreas afins
01
Psicologia Escolar – Psicopedagogia
Psicologia ou áreas afins
Doutorado e/ou Mestrado na área objeto do
concurso ou áreas afins
01
Psicologia Escolar – Supervisão em
Psicologia escolar
Psicologia ou áreas afins
Doutorado e/ou Mestrado na área objeto do
concurso ou áreas afins
01
CONFIRA O EDITAL COMPLETO NO SITE
É SÓ CLICAR NO LINK ABAIXO.
http://www.uespi.br/download/consun/professorefetivo/EDITAL.doc
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Coordenação
de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Nº 15 - 22 a 28 de julho de
2005
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Portal de Periódicos
Especialista acredita em mudança do perfil da pesquisa brasileira
"Nova base de dados do Portal de Periódicos da Capes deverá
revolucionar pesquisa brasileira". A previsão foi feita nesta quarta,
20, pelo consultor de informações tecnológicas e propriedade intelectual,
Henry Suzuki, durante a reunião anual da SBPC, em Fortaleza (CE).
Leia
mais
Avaliação
Papel do livro na avaliação da pós-graduação é debatido na SBPC
As áreas de ciências humanas da pós-graduação brasileira estão
realmente escrevendo livros? A questão foi debatida na 57ª Reunião Anual
da SBPC, em Fortaleza (CE), pelo diretor de Avaliação da Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação
(Capes/MEC), Renato Janine Ribeiro e o professor da Universidade Estadual de
São Paulo José Castilho Marques Neto.
Leia
mais
Agenda
O presidente da Capes, Jorge Guimarães, participa na próxima terça-feira,
26, da cerimônia de entrega do projeto de lei da Reforma da Educação
Superior ao Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A
solenidade será realizada no Palácio do Planalto, às 14h30, em Brasília.
APCN 2005
Capes abre oportunidade para criação de mestrado profissional em áreas
específicas
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério
da Educação (Capes/MEC) receberá projetos para criação de mestrados
profissionais em vinte e seis áreas do conhecimento. O objetivo é aumentar
a oferta de mestrado profissional, que hoje atinge aproximadamente 7% do
total de 1.900 programas de pós-graduação existentes no Brasil. As
propostas poderão ser encaminhadas de primeiro de agosto a 30 de setembro.
De acordo com o diretor de Avaliação da Capes, Renato Janine Ribeiro, além
de municiar melhor os setores sociais da administração pública e das
organizações não governamentais, a agência quer contribuir para aumentar
o crescimento econômico do país. "Os cursos de mestrado profissional
permitem uma transferência rápida e de qualidade do conhecimento científico
para a sociedade", afirma. Ele acrescenta que as empresas que contratam
profissionais com esta formação têm a chance de elevar sua produtividade.
Leia
mais
PNPG
Pós-graduação deverá crescer mais nos próximos cinco anos
As metas da pós-graduação brasileira nos próximos cinco anos foi o tema
abordado pelo presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior do Ministério da Educação (Capes/MEC), Jorge Guimarães,
durante simpósio sobre O Programa Nacional de Pós-graduação: Balanço e
Perspectivas, realizado nesta terça, 19, em Fortaleza (CE), na 57ª Reunião
Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O
objetivo fundamental do Programa Nacional de Pós-Graduação 2005-2010
(PNPG) é a expansão do sistema nacional de pós-graduação. Uma das metas
prioritárias é a formação de 16 mil doutores em 2010. Leia
mais
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ASSOCIAÇÃO
MUNDIAL PARA A SAÚDE SEXUAL (WAS)
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Declaração de Montreal
"Saúde sexual" para o Milênio"
XVII Congresso Mundial de Sexologia. Montreal 2005
Nós, os participantes no XVII Congresso Mundial de Sexologia, afirmamos
nosso compromisso com a Missão da Associação Mundial para a Saúde Sexual
(WAS): Promover a Saúde Sexual em todo o mundo e ao longo da vida.
Reafirmamos também a Declaração dos Direitos Sexuais de WAS (1999); as
recomendações do Relatório do WAS e a Organização Pan-Americana da Saúde:
"Promoção da saúde Sexual, Recomendações para a Ação"
(2000), e as Definições Operacionais de Saúde Sexual e Direitos Sexuais
da Organização Mundial da Saúde (2002). Considerando a necessidade
urgente de uma ação coletiva para alcançar os objetivos e as metas de saúde
e desenvolvimento sustentável afirmados em acordos internacionais,
incluindo a Declaração do Milênio
Declaramos que:
A promoção da saúde sexual é central para alcançar o bem-estar e o
resultado do desenvolvimento sustentável e mais especificamente, para a
instrumentação das Metas de Desenvolvimento do Milênio. Os indivíduos e
as comunidades que experimentam o bem-estar encontram-se em uma melhor posição
para contribuir para a erradicação da pobreza individual e social. Ao
cultivar a responsabilidade individual e social e as interações sociais eqüitativas,
a promoção da saúde sexual fomenta a qualidade de vida e a realização
da paz. Portanto, instamos a todos os governos, as agências internacionais,
ao setor privado, as instituições acadêmicas e a sociedade inteira, e
muito particularmente às organizações membras da Associação Mundial
para a Saúde Sexual (WAS) a:
1.- Reconhecer, promover, assegurar e proteger os direitos sexuais para
todos.
Os
direitos sexuais fazem parte integrante dos direitos humanos básicos e
portanto são inalienáveis e universais. A saúde sexual não pode ser
atingida nem mantida sem direitos sexuais para todos.
2.- Avançar para a eqüidade de gênero
A saúde
sexual requer respeito e eqüidade de gênero. As iniqüidades relacionadas
com o gênero e os desequilíbrios de poder impedem as interações humanas
construtivas e harmoniosas e conseqüentemente, a consecução da saúde
sexual.
3.- Eliminar todas as formas de violência e abuso sexuais.
A saúde sexual não se pode alcançar enquanto as pessoas não estiverem
livres de estigma, discriminação, abuso, coerção e violência sexuais.
4.- Prover acesso universal à informação e educação integral da
sexualidade
Para obter saúde sexual é míster que todas as pessoas, incluindo os
jovens tenham acesso pleno a uma educação integral da sexualidade e à
informação, bem como à atenção a sua saúde sexual durante todo o ciclo
vital.
5.- Assegurar que os programas de saúde reprodutiva reconheçam a impôrtancia
medular da saúde sexual
A reprodução é uma das dimensões críticas da sexualidade humana e pode
contribuir para o fortalecimento das relações e à realização pessoal
quando foi desejada e planejada. A saúde sexual é um conceito mais
abarcativo do que a saúde reprodutiva. Os programas atuais de saúde
reprodutiva devem ser ampliados para contemplar integralmente às diversas
dimensões da sexualidade e a saúde sexual.
6.- Deter e reverter a propagação da HIV/AIDS e outras infecções de
trasmissão sexual (ITS)
O acesso universal à prevenção, aconselhamento e prova de detecção
voluntária, a atenção e tratamento integral dos pacientes infectados com
a HIV/AIDS e outras infecções de trasmissão sexual são igualmente
essenciais para a saúde sexual. Devem ser adotados e incrementar-se em
grande escala imediatamente os programas que assegurem o acesso universal a
estes serviços.
7.- Identificar, abordar e tratar inquietudes, moléstias e disfunções
sexuais.
Visto que a plenitude sexual têm a capacidade de elevar a qualidade de
vida, é crítico reconhecer, prevenir e tratar as inquietudes, padecimentos
e preocupações sexuais.
8.- Conseguir o reconhecimento do prazer sexual como um componente do
bem-estar.
A saúde sexual é mais do que apenas a ausência de doença. O prazer e a
satisfação sexuais são componentes integrais do bem-estar e requerem
serem reconhecidos e promovidos universalmente.
É essencial que quaisquer planos de ação internacionais, regionais,
nacionais e locais para o desenvolvimento sustentável, priorizem ações em
saúde sexual, apropriem recursos suficientes e abordem as barreiras sistêmicas,
estruturais e comunitárias que abalam a saúde sexual e que o progresso
destes planos e programas seja monitorizado.
Aprovada e proclamada em Montreal, Canadá durante o XVII Congresso Mundial
de Sexologia, 15 de julho de 2005
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2º
Seminário Internacional Memória e Saúde
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Agência
FAPESP - A segunda edição do Seminário Internacional Memória e Saúde
será realizado de 3 a 5 de agosto, em São Paulo. O evento tem como tema Interfaces
da interdisciplinaridade e pretende destacar a contribuição das relações
entre vários campos de conhecimeto para a pesquisa em saúde no Brasil.
“Saúde, geração, gênero e etnia”,
“Representações do corpo e a intolerância ao sofrimento”, “História
social das doenças e da morte”, "Biblioteca virtual em saúde”,
“A epidemia na imprensa: a gripe espanhola em São Paulo" e
“Mulheres médicas no Brasil” serão algumas palestras a serem
proferidas por especialistas em saúde pública.
Mais informações: memoria@isaude.sp.gov.br
ou telefones (11) 3293-2230/2265.
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Presidente
Lula dá posse ao novo Ministro da Ciência e Tecnologia
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Na tarde desta quinta-feira (21), Sérgio
Rezende assumiu o cargo de ministro da Ciência e Tecnologia, substituindo
Eduardo Campos que volta ao Congresso Nacional como Deputado Federal, eleito
por Pernambuco. O novo ministro tomou posse em cerimônia no Palácio do
Planalto, na qual também foram nomeados, pelo Presidente da República,
Nelson Machado para o Ministério da Previdência e Márcio Fortes como
ministro das Cidades.
"O governo ganha duas vezes", afirmou Lula ao referir-se à volta
de Campos para a Câmara dos Deputados e a nomeação de Rezende. "Em
todas as minhas campanhas, Sérgio Rezende contribuiu para meu programa de
governo em ciência e tecnologia. E Eduardo Campos tem muito a contribuir
indo para o centro dos debates políticos", completou o presidente.
Na transmissão de cargo, Eduardo Campos fez um balanço de sua gestão, em
um discurso emocionado em que citou o economista Celso Furtado como referência
para sua atuação. "Celso Furtado já disse que a ciência evolui graças
às gentes que é capaz de atingir. E eu tentei não desviar do norte
apontado pelo economista, pautando minha gestão em nome dos excluídos",
completou Campos.
Sérgio Rezende ressaltou a importância de assumir um cargo de primeiro
escalão no momento em que o país vive. "Venho com muita disposição
para o trabalho, para que, juntos, vençamos esta fase difícil o mais breve
possível", disse.
Rezende, que presidia, até então, a Financiadora de Estudos e Projetos
(FINEP), agência vinculada ao MCT, afirmou que continuará seguindo o
preceito de que "ciência e tecnologia são poderosos instrumentos de
desenvolvimento social e de progresso da civilização". Elogiando as
estratégias adotadas por Eduardo Campos à frente do MCT como a implementação
de um Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior; a expansão
e consolidação do Sistema Nacional de C&T; a inclusão social; e os
objetivos estratégicos nacionais, Rezende enfatizou as conquistas do ministério
a partir da parceria com todas as agências, institutos e empresas
vinculados a ele.
"O ministro Eduardo Campos deu visibilidade e centralidade ao Ministério
da Ciência e Tecnologia. Por essas razões minha responsabilidade em
substituí-lo será muito grande", afirmou.
Segundo Rezende, sua gestão terá como uma das metas ampliar o número de
pesquisadores a partir do esforço de melhorar o ensino de ciências, e
atrair mais jovens para a ciência intensificando as ações de divulgação
e popularização científica. "As ações do MCT e seus institutos nas
iniciativas de inclusão digital serão intensificados ainda este ano,
ampliando a participação no Programa Casa Brasil", completou.
O novo ministro assumiu, ainda, o compromisso de continuar o processo de
aperfeiçoamento da gestão dos Fundos Setoriais, que integram o Fundo
Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Rezende
assegurou, por fim, esforçar-se para vencer o desafio de envolver o setor
empresarial na pesquisa, desenvolvimento e inovação do País.
As cerimônias de posse e de transmissão de cargo foram prestigiadas pelo
presidente do CNPq, Erney Camargo, além de diversos representantes da
comunidade científica.
Assessoria de Imprensa do CNPq
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I
Congresso Regional de Juventude e Trabalho
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OFENSA SEXUAL
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OFENSA SEXUAL - CHEGOU A HORA DE FALAR MENOS E ENTENDER MAIS -
é o slogan da 1ª Conferência Internacional sobre Ofensas Sexuais
que será realizada de 18 a 21 de agosto de 2005, no Memorial da América
Latina, em São Paulo idealizada pela ABTOS - Associação
Brasileira de Prevenção e Tratamento das Ofensas Sexuais
http://www.abtos.com.br/conferencia/fichainscricao.htm
Informações: atendimento@abtos.org.br
Tel.: (11) 3759-8721
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Qualis
livros - O desafio de avaliar
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O livro acadêmico como produção nos programas de pós-graduação
Segundo o diretor de avaliação da Capes,
Renato Janine, esta questão está em estudo na entidade. “É
complicado. Há especificidades entre as áreas. Na última avaliação da
Capes foram submetidos 8500 livros. Destes, 70,3% são das humanidades.
Temos que levar em conta esta produção ou então haverá uma grande
distorção entre as áreas.”
Luís Henrique Amorim escreve para o “JC e-mail”:
Outra questão levantada por Janine é que a vida acadêmica faz com que
cada vez menos se possa produzir um livro completo: com começo, meio e
fim. “O pesquisador não tem tempo de se fixar num tema e destrincha-lo
tão bem. Muitos dos livros de hoje são coletâneas de artigos científicos.”
Ele defendeu que essas coletâneas devem ser adaptadas para realmente
formarem um livro, eliminando repetições, acrescentando-se mediações e
modificando alguns textos.
Sobre a avaliação de livros, ele disse que a Capes está com um programa
piloto de leitura por pares, dirigido pelas comissões de área.
O outro participante do simpósio “O futuro do livro na avaliação dos
programas de pós-graduação”, realizado nesta quarta-feira, na Reunião
Anual da SBPC, José Castilho, presidente desde 93 da Editora Unesp,
defendeu que cada vez mais temos que estar prontos para aceitarmos o livro
eletrônico.
Para Castilho, é impossível publicar em livro impresso todo o material
de qualidade feito nas Universidades. “O livro eletrônico custa de 20 a
25% do livro impresso.”
Mas, para ele, essa mudança deve ser acompanhada pelo sistema de avaliação.
“Deve-se analisar a transparência nos critérios e o manejo adequado
dos conteúdos. Deve-se dar peso essencial para conteúdos certificados e
compreender a relação dos novos suportes da escrita.”
Sobre o livro eletrônico, o diretor de avaliação da Capes enxerga benefícios
e riscos. “O meio eletrônico tem maior impacto, melhor circulação,
mas há o problema da instabilidade. Muitas iniciativas acabam e você
perde o conteúdo.”
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Concurso
para professor adjunto da Universidade Federal da Paraíba
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No depto. de Psicologia, na área de Psicologia Cognitiva. Inscrições de
21/7 a 11/8
Contato:
(83) 3216-7337
Site: www.ufpb.br
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Rumo
a 2010
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Por
Karin Fusaro, de Fortaleza
Agência FAPESP - O Plano Nacional
de Pós-Graduação (PNPG 2005-2010), apresentado na 57ª Reunião da
Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), tem uma meta
bastante ousada: conseguir fazer com que, até 2010, 16 mil doutores estejam
sendo formados todos os anos no Brasil.
Não é apenas uma questão numérica. De
acordo com o plano, formar pesquisadores titulados é essencial para tornar
o país competitivo em áreas estratégicas, como educação, ciência e
tecnologia.
Lançado no início de 2005, o plano foi
elaborado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior (Capes) para dar continuidade e projetar as perspectivas da pós-graduação
no país. “Ele tem como base a trajetória que percorremos em 40 anos de pós-graduação
no Brasil e levou em consideração seu crescimento e demanda acentuada”,
disse Jorge Almeida Guimarães, presidente da Capes.
Uma das propostas para alcançar
significativo índice de formação de doutores em tão pouco tempo é que
todo o processo, da graduação à titulação, seja concluído em oito
anos. Outra é fazer com que haja uma certa indução na criação de cursos
de interesse para o desenvolvimento do país, abandonando a demanda espontânea
da comunidade científica.
“Queremos criar um novo perfil na pós-graduação.
Precisamos que ela forme o professor-pesquisador – que por sua vez será
também atuante na formação de recursos humanos – e o cientista inserido
na empresa”, afirmou Manoel Odorico de Morais Filho, pró-reitor de
pesquisa e pós-graduação da Universidade Federal do Ceará, integrante do
conselho superior da Capes.
A implementação do plano custará à
Capes, apenas em 2005, R$ 87 milhões. “Será necessário que se crie
outra Capes na questão orçamentária”, afirmou Emídio Cantídio de
Oliveira Filho, professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural de
Pernambuco e integrante do conselho superior da agência federal de fomento.
Agora, a preocupação maior é saber de
onde virá a verba para que o plano saia do papel. “Será necessário um
esforço conjunto das agências de fomento estaduais na concessão de bolsas
e, sobretudo, muita parceria com empresas”, disse Guimarães.
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XIII
Congreso Mexicano de Psicología
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XIII Congreso Mexicano de Psicología
"La interfaz entre formación y práctica profesional: El impacto
social del
Psicólogo "
del
19 al 21 de octubre del 2005 en la ciudad de Acapulco, Guerrero.
Fecha límite de envío de
propuestas: 9 de septiembre de 2005.
socmex@psicologia.org.mx .
www.psicologia.org.mx
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Governo
Federal lança medidas para incentivar estudos sobre desigualdade entre homens e
mulheres
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A Secretaria Especial de Políticas para Mulheres da Presidência da República
(SPM-PR) e o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) preparam um pacote
de incentivos voltados para a produção de pesquisas e estudos sobre a
desigualdade entre homens e mulheres, no Brasil. Serão três ações, em
fase de conclusão por um grupo de trabalho formado por técnicos das duas
pastas, previstas para serem lançadas em agosto. O objetivo é estimular a
produção científica acerca das relações de gênero, no País, além de
promover a participação das mulheres no campo das ciências e carreiras
acadêmicas, nas quais há forte hegemonia masculina.
A primeira ação visa dar apoio financeiro para pesquisas e estudos sobre
relações de gênero, com o lançamento, pelo CNPq, de edital de seleção
de projetos de pesquisa no valor global de R$1,2 milhão. Os recursos serão
distribuídos a duas categorias: projetos de pesquisa cujos coordenadores
sejam doutores há menos de 7 anos vão receber R$16 mil, enquanto aqueles
cujos coordenadores sejam doutores há mais de 7 anos ganharão R$ 50 mil.
Com esse incentivo, o governo federal pretende estimular a produção científica
sobre a desigualdade de gênero, contribuindo para aumentar o conhecimento
da sociedade brasileira em relação a temas pouco abordados no universo
acadêmico. Ainda visa aperfeiçoar a formulação de políticas públicas
governamentais e não-governamentais em busca da igualdade entre homens e
mulheres.
Outra ação pretende sensibilizar a comunidade estudantil para a questão
das relações de gênero na sociedade. Trata-se do Concurso Nacional de
Redações e Trabalhos Científicos Monográficos, que também premiará
duas categorias: estudantes de Ensino Médio e do Ensino Superior. Os
primeiros concorrerão por meio de redações escolares que respondam a
perguntas como: Meninos podem ser feministas? Como os livros didáticos
mostram as mulheres e os homens? Por que existe a homofobia? Paternidade é
realização ou obrigação? Física e matemática interessam às meninas?
Meninos também engravidam?
Já os estudantes do Ensino Superior vão concorrer com monografias sobre
masculinidades, conjugalidades e arranjos familiares, direitos sexuais e
reprodutivos, dentre diversos temas. Os três melhores trabalhos de Graduação
serão premiados com R$ 5 mil, cada, e com Bolsas de Iniciação Científica.
Estudantes de Pós-graduação terão prêmio de R$10 mil, cada, e Bolsas de
Mestrado ou Doutorado.
A terceira iniciativa que compõe o pacote de incentivos da parceria entre a
SPM e o MCT é a realização de um Encontro Nacional de Núcleos e Grupos
de Pesquisa sobre a desigualdade de gênero. O encontro, inédito no País,
está previsto para o final de setembro e tem como objetivos mapear e
analisar o campo de pesquisas sobre gênero e ciências, no Brasil;
estimular a produção de estudos relacionados à questão de gênero; e
propor medidas e ações que contribuam para a promoção das mulheres no
campo das ciências e carreiras acadêmicas.
O edital completo, regulamento do prêmio e outras
informações estarão disponíveis na internet, assim que lançados,
nos sites:
www.mct.gov.br
www.cnpq.br
www.presidencia.gov.br/spmulheres
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the
International Society for the Prevention of Child Abuse and Neglect
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the International Society for the Prevention of Child Abuse and Neglect
(ISPCAN), the 6TH ISPCAN
ASIAN REGIONAL CONFERENCEwill take
place
from 16 to 18 November 2005 in Singapore
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14th
Annual National Colloquium of the American
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14th Annual National Colloquium of the
American
Professional Society on the Abuse of Children (APSAC).
The Colloquium will take place on June 21-24, 2006 at the Gaylord Opryland
Hotel in Nashville TN, USA.
www.apsac.org
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Coordenação
de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Nº 14 - 15 a 21 de julho de
2005
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Programa Brafitec
Oportunidade na França para estudantes de engenharia
As inscrições para o programa Brafitec estão abertas até o próximo dia
15 de setembro. O programa realizado a partir de um acordo de cooperação
internacional entre a Capes e a Conferência dos Diretores de Escolas e
Formação de Engenheiros, com o apoio dos Ministérios das Relações
Exteriores, da Juventude, da Educação e da Pesquisa da França, apóia
projetos nas áreas de engenharias florestal e aeronáutica entre o Brasil e
a França.
O objetivo do Brafitec é consolidar parcerias entre as instituições
brasileiras e francesas realizando a inclusão de estudantes em cenários de
excelência.
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mais
Agenda
O presidente da Capes, Jorge Guimarães, participa terça-feira,19, em
Fortaleza (CE), do simpósio O Programa Nacional de Pós-graduação:
Balanço e Perspectiva. O evento, que integra as atividades da 57ª
Reunião Anual da SBPC, será realizado às 14 horas, na Universidade
Estadual do Ceará.
57ª Reunião Anual da SBPC
Futuro da pós-graduação brasileira será debatido em Fortaleza
Representantes da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior do Ministério da Educação (Capes/MEC) mostrarão as ações, políticas
e projetos de excelência da pós-graduação brasileira na 57ª Reunião
Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a partir
deste domingo, 17, em Fortaleza (CE).
Na programação sênior, o presidente da Capes, Jorge Guimarães, participa
do simpósio O Programa Nacional de Pós-graduação:Balanço e
Perspectivas. Guimarães falará sobre as metas da pós-graduação
brasileira nos próximos cinco anos. “O plano é estratégico para tornar
o Brasil mais competitivo nas áreas de educação, ciência e tecnologia. A
meta é formarmos em 2010, 16 mil doutores”, enfatiza.
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Nota à imprensa
Capes alerta sobre mudanças no reconhecimento de títulos de mestre e
doutor
Com o objetivo de solucionar os milhares de casos pendentes de pessoas que
participaram de cursos de mestrado e doutorado oferecidos em nosso país por
instituições estrangeiras, de maneira irregular, a Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação
(Capes/MEC) esclarece que estão em vigor novas normas para o reconhecimento
de títulos de mestre e doutor.
A partir da Resolução 2/2005, da Câmara de Educação Superior do
Conselho Nacional de Educação (CES/CNE), publicada no Diário Oficial da
União de 10 de junho, alterando a Resolução 2/2001, o reconhecimento
desses títulos passa a ser tarefa exclusiva das universidades brasileiras
que tenham programas de pós-graduação. Leia
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Encontro
Universidade Escola
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Verificar
arquivo Prêemio
Paulo Freire.doc
Verificar
arquivo Projeto Uniescola.doc
A
solicitação de inscrição poderá ser feita a partir dos links abaixo:
Ficha A: adolescentes e jovens (ensino fundamental,
ensino médio, projetos sociais)
www.sistemas.pucminas.br/gpi/SilverStream/Pages/pg_Cons_Principal.html?seqProcesso=163
Ficha B: alunos de graduação
www.sistemas.pucminas.br/gpi/SilverStream/Pages/pg_Cons_Principal.html?seqProcesso=164
Ficha C: professores e profissionais
www.sistemas.pucminas.br/gpi/SilverStream/Pages/pg_Cons_Principal.html?seqProcesso=165
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Relatório
do Comitê Assessor de Psicologia
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Relatório do Comitê Assessor de
Psicologia relativo à última reunião do CA, ocorrida em maio/2005
Relatório
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EDITAL
Nº 29
DE 17 DE
JUNHO DE
2005
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UNIVERSIDADE
FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
EDITAL
Nº 29
DE 17 DE
JUNHO DE
2005
Concurso
Público de Provas e Títulos para provimento de vagas de Professor Adjunto
da Carreira do Magistério Superior
http://www.ufrj.br/editais/docpdf/editais-profadjunto-29.doc
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XIII
ENCONTRO NACIONAL - ABRAPSO
- UFMG
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XIII
ENCONTRO NACIONAL DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSICOLOGIA SOCIAL
"os
múltipos lugares de ação e produção da psicologia social"
11
a 15 de novembro de 2005
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Acervo
de qualidade
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Por
Thiago Romero
Agência FAPESP - A Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp) conseguiu esta semana um feito importante
para a divulgação do conhecimento científico e tecnológico no Brasil. A
Biblioteca Digital da instituição ultrapassou a marca das 5 mil teses
digitalizadas, consagrando-se como um dos maiores acervos digitais do país.
O objetivo de difundir a produção
intelectual e científica da Unicamp com precisão e rapidez está cada vez
mais presente. Atualmente, estão disponíveis no banco 2.973 dissertações
de mestrado e 2.038 teses de doutorado. O público tem sido ávido pelas
valiosas informações: desde a inauguração, em 2003, já foram baixados
pela internet 527.574 arquivos.
“Essa procura é sinal claro da maior
visibilidade do conhecimento que é gerado no âmbito acadêmico”, disse
Luiz Atílio Vicentini, coordenador do Sistema de Bibliotecas da Unicamp, à
Agência FAPESP. “Mais de 23 mil teses já foram defendidas até
hoje por alunos da Unicamp. E quase 23% dessas pesquisas estão disponíveis
gratuitamente e na íntegra pela internet. A nossa meta é chegar a 7 mil
teses até o final do ano.”
Segundo as estatísticas da biblioteca, já
ocorreram 222.215 downloads na área de Humanidades, 144.720 em Exatas,
94.480 em Tecnológicas e 66.159 na área de Biomédicas. O estudo mais
acessado foi uma dissertação de mestrado apresentada na Faculdade de Educação
(FE), que já recebeu 10.241 visitas e 3.336 downloads. O estudo (In)disciplina
na escola: cenas da complexidade de um cotidiano escolar é de autoria
de Cândida Maria Santos Daltro Alves.
Apenas de janeiro a junho de 2005, foram
mais de um 1 milhão de visitas ao site. “Em época de aulas, a média é
de 1,2 mil downloads por dia”, conta Vicentini. O Instituto de Física
Gleb Wataghin (IFGW) foi a primeira unidade da Unicamp a oferecer todas as
suas teses digitalizadas. A Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri), com
404 teses, está também próxima de atingir os 100%.
Vicentini conta que o número de usuários
cadastrados e autorizados a fazer downloads das teses já supera os 63 mil.
“O mais interessante é o número crescente de acessos por parte de
pesquisadores estrangeiros, de praticamente todas as universidades da América
Latina, que baixam estudos na biblioteca”, comemora.
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Novo site do
NPP/UFMG
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Conheçam o novo site do Núcleo de Psicologia Política na UFMG

www.fafich.ufmg.br/npp
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Coordenação
de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Nº 13 - 7 a 14 de julho de
2005
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Paped
Apoio à pesquisa em educação a distância abre inscrições
O Programa de Apoio à Pesquisa em Educação a Distância (Paped) promovido
pela Capes, Secretaria de Educação a Distância (Seed/MEC) e Organização
das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) está
com inscrições abertas até dia 19 de agosto. A parceria apóia projetos
de materiais didáticos multimídia para uso presencial ou à distância,
via internet.
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mais
Capes/Fullbright
Programa Professor Visitante Sênior nos EUA divulga resultado
A Capes e a Comissão Fulbright divulgam os selecionados para o Programa
Professor Visitante Sênior nos Estados Unidos 2005. O programa possibilita
a inserção e o intercâmbio dos profissionais brasileiros, de diversas áreas
do conhecimento, em universidades norte-americanas.
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mais
Agenda
Os diretores de Programa da Capes, José Fernandes Lima, e de Avaliação,
Renato Janine Ribeiro, participam da abertura da reunião dos coordenadores
dos programas de pós-graduação em Letras e Lingüística, na próxima
segunda-feira, 11, às 9h30. O encontro será realizado na sede da Capes em
Brasília.
Aniversário
Capes comemora 54 anos de conquistas na pós-graduação brasileira
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério
da Educação (Capes/MEC) completa 54 anos de fundação na próxima
segunda-feira, 11, comemorando os substanciais avanços na produção científica
brasileira. “Ao longo deste período, a Capes foi essencial para o
crescimento e consolidação da pesquisa e da ciência no país. Atualmente,
o Brasil ocupa a 17º posição no ranking mundial de produção de novo
conhecumentos científicos”, ressalta o presidente da Capes, Jorge Guimarães.
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mais
Portal de Periódicos
Portais do MEC são fontes de pesquisa acadêmica
Pesquisas acadêmicas, consultas de obras literárias e downloads de livros
podem ser feitos, gratuitamente, em duas páginas eletrônicas do Ministério
da Educação. O Portal de Periódicos e o Portal de Domínio Público
oferecem a estudantes e professores informações antes restritas às
bibliotecas.
O Portal de Periódicos, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior (Capes/MEC), é um dos maiores do mundo e o único oferecido
pelo governo para pesquisas em pós-graduação. Está disponível para mais
de um milhão de estudantes em 152 universidades e institutos de pesquisa
com programas de pós-graduação recomendados pelo MEC. "Os periódicos
são colocados no site em tempo real", explicou José Fernandes Lima,
diretor de programas da Capes. Leia
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Reclassificação
dos bolsistas de Produtividade em Pesquisa
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Entre maio e junho deste ano, os Comitês Assessores (CAs) de todas as
áreas analisaram comparativamente os currículos dos ~9000 bolsistas de
produtividade em pesquisa do CNPq.
Em função dessa análise comparativa, os CAs recomendaram a promoção de
~1700 pesquisadores. Aos restantes recomendaram a manutenção do nível
atual ou o seu rebaixamento. Em função de suas disponibilidades
financeiras o CNPq poderá implementar, neste momento, a promoção de 820
bolsistas, hierarquizados segundo listas providas pelos CAs. Os demais
bolsistas serão mantidos na posição atual até o vencimento de suas
bolsas. As presentes recomendações dos CAs serão re-apreciadas quando da
análise dos pedidos novos de bolsas.
A lista
anexa relaciona os bolsistas promovidos nesta etapa. A implementação
da promoção de nível ocorrerá a partir de 10 de agosto.
Os bolsistas não listados, se desejarem conhecer a recomendação dos CAs a
seu respeito podem consultar o CNPq pelo http://www.cnpq.br/reclassifica,
a partir de 13/07/2005.
Diretoria Executiva do CNPq
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Os
R$ 110 milhões para infra-estrutura
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Agência
FAPESP - Será às 16h30 desta quarta (6/7), em Brasília, a solenidade
de assinatura dos convênios para melhoria da infra-estrutura de pesquisa em
91 instituições do Brasil. Participam do evento o ministro da Ciência e
Tecnologia, Eduardo Campos, e representantes de universidade e institutos de
pesquisa.
O repasse será de R$ 110 milhões,
proveniente do Fundo Setorial de Infra-Estrutura (CT-Infra). A verba será
usada para a modernização e a recuperação de instalações físicas das
instituições selecionadas pelo edital publicado em dezembro. O resultado
está disponível desde abril.
Entre as atividades previstas estão a
aquisição, instalação e manutenção de equipamentos para pesquisa, além
de construção, complementação, adequação e recuperação de instalações
físicas, elétricas e hidráulicas dos centros de pesquisa. A Financiadora
de Estudos e Projetos (Finep), agência de fomento do MCT, participou da
seleção dos projetos escolhidos.
Segundo a Finep, os recursos do CT-Infra
serão destinados para o apoio de 185 subprojetos entre as insituições
escolhidas. A Universidade Federal do Paraná é a que mais vai receber
verbas. Ela terá R$ 3,8 milhões para execução de oito metas. Todo o
repasse de R$ 110 milhões deverá ser liberado até o fim de 2006.
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Ministro
anuncia novos valores de bolsas de iniciação científica e Pibic
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O ministro da C&T, Eduardo Campos, anuncia nesta terça-feira os novos
investimentos do CNPq/MCT nos programas de Iniciação Científica Júnior e
Iniciação Científica (IC)/Programa Institucional de Bolsas de Iniciação
Científica (Pibic)
A partir de agora, os estudantes de graduação inscritos no IC/Pibic passarão
a receber um auxílio mensal de R$ 300. Até então, a bolsa era de R$ 241.
Além disso, o número de alunos beneficiados pelos programas também
aumentará, dos atuais 19 mil para 20 mil, distribuídos por todo o país.
Já os bolsistas do Programa de Iniciação Científica Júnior – voltado
a estudantes do ensino médio, com o objetivo de sensibilizar os jovens,
principalmente de famílias carentes, para a área de C&T – receberão
um aumento de 25% nas bolsas, que passarão dos atuais R$ 80 mensais para R$
100.
O número de estudantes também aumentará, dos poucos mais de três mil
atuais para cinco mil bolsistas.
Os valores anunciados para os dois programas representam um aumento de R$
1,3 milhão mensais nos investimentos do CNPq.
Bolsas de pesquisa
O Programa de Bolsas de Iniciação Científica do CNPq atende a cerca de 20
mil estudantes do ensino superior, de todas as áreas do conhecimento, e
envolve recursos de R$ 56 milhões, aproximadamente.
Setenta por cento dessas bolsas são concedidas diretamente a 172 instituições
de ensino superior espalhadas por todo o país, dentro do Pibic. O restante
é concedido diretamente aos pesquisadores, que submetem suas solicitações
a editais do CNPq.
Com o objetivo de contribuir para a formação de recursos humanos voltados
à pesquisa, os programas de bolsas estimulam a participação de alunos de
destaque em projetos desenvolvidos por pesquisadores com mérito científico
reconhecido. As pesquisas terminam com um trabalho final, que é avaliado e
valorizado, estimulando a continuidade da formação do bolsista.
(Assessoria de comunicação do MCT)
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CNPq
divulga Censo 2004 do Diretório dos Grupos de Pesquisa
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Estão disponíveis no site do CNPq os resultados do censo
2004 do Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil. Neste censo foram
inventariados 19.470 grupos, localizados em 335 instituições, totalizando
77.649 pesquisadores, dos quais 47.973 doutores (equivalentes a 62% dos
pesquisadores) e aproximadamente 103 mil estudantes de graduação e pós-graduação.
Além dos recursos humanos constituintes dos grupos, as informações
levantadas dizem respeito às linhas de pesquisa em andamento, às
especialidades do conhecimento, aos setores de aplicação envolvidos, à
produção científica e tecnológica e aos padrões de interação com o
setor produtivo.
Projeto desenvolvido no CNPq desde 1992, o
Diretório já realizou até hoje seis levantamentos, numa freqüência
quase sempre bienal (1993, 1995, 1997, 2000, 2002 e 2004). As informações
contidas em suas bases de dados são capazes de descrever, sobretudo a
partir de 2000, os limites e o perfil geral da atividade científico-tecnológica
no Brasil e fornecem aos interessados uma grande massa de informação,
bastante diversificada, sobre detalhes de quem realiza as atividades, como e
onde as realiza e sobre o quê pesquisam. Além dos inventários bianuais,
desde 2002 o Diretório permite também atualizações contínuas da base de
dados e mantém, permanentemente, um site para buscas textuais sobre essa
base corrente.
O novo site de resultados do Diretório
permite consultas, em um único portal, aos três últimos Censos (2000,
2002 e 2004), a partir de seus módulos de Súmula estatística, Plano
tabular, Busca textual e Estratificação. No módulo de Séries históricas,
o leitor encontrará tabelas selecionadas, com informações que sintetizam
a evolução temporal e agregada do perfil dos grupos de pesquisa, de 1993 a
2004.
Em breve, o Plano tabular oferecerá ainda
a possibilidade de consultas de informações quantitativas sobre a base
corrente (atual) do Diretório. O módulo de Estratificação relativo ao
censo de 2004 ainda não está disponível e, tão logo seja concluído,
também será incorporado ao site.
Assessoria de Imprensa do CNPq
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Comitê
avalia propostas para Institutos do Milênio
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Estará reunido entre quatro e sete de julho na sede do CNPq, em Brasília,
o comitê que vai avaliar as propostas ao Edital do Programa Institutos do
Milênio para o triênio 2005-2008. São 234 projetos que somam mais de R$
740 milhões em recursos solicitados e a divulgação do resultado da seleção
deve ocorrer até o final do mês de agosto. O edital prevê investimentos
da ordem de R$ 90 milhões nos próximos três anos, destinados a redes de
pesquisa no país com excelência reconhecida.
Do total, 173 projetos são propostas
espontâneas e 61 são para ações induzidas em áreas consideradas prioritárias
para a Ciência e a Tecnologia nacionais. A maior parte provem da região
Sudeste (68%), seguida pelas regiões Sul (16%), Nordeste (8%), Centro-Oeste
(5%) e Norte (3%).
Por áreas, os pedidos estão assim
distribuídos: ciências biológicas, ciências da saúde, exatas e da terra
têm 41 cada, seguidas por engenharias (38), humanas (25), ciências sociais
aplicadas (13) e a área de letras e artes (4). Se destacam pelo número os
projetos para o desenvolvimento e produção de vacinas (8), violência e
segurança pública (7) e fármacos (6).
Cada grupo aprovado poderá receber
financiamentos que vão de R$ 500 mil a R$ 2 milhões anuais, por um período
de até três anos. As propostas serão avaliadas considerando sua relevância
para a sociedade e para o país, a alta qualificação científica e a
capacidade de propor arranjos e mecanismos institucionais criativos e
inovadores. A contratação dos projetos e liberação da primeira parcela
de financiamento deve ocorrer no mês de setembro.
Assessoria de Imprensa do CNPq
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XVIth
ISPCAN International Congress
on Child Abuse and Neglect
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Children
in a Changing World: Getting it Right
September 3 - 6, 2006 - York, United Kingdom
www.ispcan.org/congress2006
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II
Congresso Internacional de Psicopatologia Fundamental e VIII Congresso
Brasileiro de Psicopatologia Fundamental
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A Associação Universitária de Pesquisa em Psicopatologia
Fundamental
<"Manoel Tosta Berlinck" <mtberlin@uol.com.br>
Que reúne 43 pesquisadores de 22
universidades brasileiras e pesquisadores de universidades da Argentina, do
Uruguay, da Colômbia, do México e da França realizará o II Congresso
Internacional de Psicopatologia Fundamental e VIII Congresso Brasileiro de
Psicopatologia Fundamental na Universidade Federal do Pará, em Belém, de 7
a 10 de setembro de 2006.
O Congresso abrirá, também, a série de
comemorações festejando os 50 anos de fundação daquela Universidade.
Assim sendo, venho, por meio desta, solicitar o valioso e indispensável
apoio da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em
Psicologia - ANPPEP para esse evento.
Prof. Dr. Manoel Tosta Berlinck
Presidente
Associação Universitária de Pesquisa em Psicopatologia Fundamental
www.fundamentalpsychopathology.org e
www.psicopatologiafundamental.org
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EDITAL Nº 2, DE 16 DE MAIO DE 2005
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V
Encontro Nacional da ABEP
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Brasil
e Áustria debatem parceria para pós-graduação
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A parceria permitirá que pesquisadores, professores e estudantes brasileiros e
austríacos realizem intercâmbio e participem de programas de capacitação e
projetos de pesquisa conjuntos
Acordos de cooperação técnica estão sendo discutidos hoje, em Viena, Áustria,
no encontro dos presidentes da Capes/MEC, Jorge Guimarães, da Fundação de Ciências
da Áustria, George Winck, e da Academia Austríaca de Ciências, Herbert Matis.
O presidente da Capes foi convidado pelas duas instituições estrangeiras para
conhecer o trabalho desenvolvido por elas e para apresentar as ações da Capes.
O objetivo é firmar futuras parcerias na área de pós-graduação, ciência e
tecnologia.
De acordo com Jorge Guimarães, os dirigentes austríacos têm interesse em
conhecer o trabalho de avaliação, de fomento de bolsas e a abrangência da
Capes no cenário do ensino e da pesquisa do Brasil.
Ele revela que será debatido um acordo nos moldes do que já é realizado com
outros países, como a Holanda. A parceria permitirá que pesquisadores,
professores e estudantes brasileiros e austríacos realizem intercâmbio e
participem de programas de capacitação e projetos de pesquisa conjuntos.
Amanhã o presidente da Capes visita a Universidade de Medicina de Viena e se reúne
com professores eslovenos. Na sexta-feira, 24, na França, Guimarães participa
da reunião anual do Conselho Administrativo da Casa do Brasil, em Paris.
(Assessoria de Imprensa do MEC)
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Propostas
de cursos de pós-graduação aumentam 7%
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A Capes recebeu, este ano, 474 propostas de criação de cursos de mestrado,
doutorado e mestrado profissional
O número de projetos apresentados cresceu 7% em relação ao ano passado,
quando 442 pedidos de cursos novos foram apresentados.
As áreas com mais pedidos foram a multidisciplinar, com 79 projetos, e a de ciências
sociais aplicadas, com 75. Em 2002, foram 380 propostas. Em 2003, 440. Nos últimos
três anos, foram criados 582 cursos.
O presidente da Capes, Jorge Guimarães, avaliou como positiva a procura por
abertura de cursos. Segundo ele, a pós-graduação pode resolver deficiências
do Brasil na área de ciência e tecnologia. "Há propostas em áreas
importantes de inovação, não só de engenharias e biológicas, mas nas ciências
sociais e humanas", disse.
Os projetos foram encaminhados por meio do Aplicativo para Propostas de Cursos
Novos (APCN), usado pelas pró-reitorias para apresentação de propostas.
No documento eletrônico, elas devem comprovar a capacidade de oferecer cursos
de qualidade. Entre as informações, estão qualificação dos professores,
produção científica, instalações de laboratórios e capacidade de produção
de conhecimento.
Os processos serão analisados pelos comitês de áreas. De acordo com o diretor
de avaliação da Capes, Renato Janine Ribeiro, a meta é avaliar as propostas e
os eventuais recursos em seis meses. "Dos pedidos que ingressaram em 2004,
só se conseguiu chegar ao patamar de 95% após dez meses.
E já foi um avanço em relação aos anos anteriores", comparou. "O
APCN é mais simples para o usuário e mais transparente para o Conselho Técnico-Científico
da Capes, que delibera sobre os pareceres encaminhados pelas comissões de área.
É fundamental que a comunidade possa julgar a qualidade dos cursos aprovados. O
APCN permite isso."
Histórico - A primeira edição do APCN foi lançada em junho de 2004. O
mecanismo foi aperfeiçoado, em seguida, para oferecer um serviço melhor às pró-reitorias
e comitês de área que fazem a avaliação anual.
Uma das melhorias foi a consolidação do currículo dos professores,
pesquisadores, mestres e doutores. Antes, as propostas eram encaminhadas à
Capes pelo Sistema Nacional de Pós-graduação e por carta-consulta.
(Assessoria de Imprensa do MEC)
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Conferência de Oslo, CHILDHOODS
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A Diversidade de Infâncias no Mundo
Childwatch International, Universidade de Oslo,
Noruega
29 de Junho a 03 de Julho, 2005
O tema da conferência refere-se a um mundo onde diferenças étnicas,
transformações sociais e fenômenos como a globalização, criam novas percepções
sobre a infância e afetam diretamente a vida das crianças, adolescentes e
jovens. O objetivo para a realização desta conferência é contextualizar
essas temáticas dentro de uma perspectiva global e possibilitar o intercâmbio
entre os diversos centros de pesquisa, assim como identificar políticas e ações
comuns, em diferentes países e regiões.
Essa abordagem internacional é
crucial em um mundo no qual as questões locais e globais estão cada vez mais
interligadas. A Rede de Pesquisa Internacional Childwatch, presidida pela Dra.
Irene Rizzini, é a principal responsável pela organização do evento. O
CIESPI, Centro Internacional de Estudos e Pesquisas sobre a Infância, também
estará desempenhando um papel importante ao longo da conferência, coordenando
diversos painéis.
Estaremos participando de atividades
nos seguintes grupos temáticos, 1) Crianças e Adolescentes Crescendo em
Contextos de Pobreza, Violência e Marginalidade - A Childwatch
International e o CIESPI em convênio com a Pontifícia Universidade Católica
do Rio de Janeiro, realizou em 2003 e 2004, dois encontros internacionais com o
objetivo de discutir a condição da infância e da adolescência na América
Latina e Caribe, visando identificar problemas comuns e estipular maior intercâmbio
entre os centros de pesquisa, assim como, desenvolver uma agenda comum de ação.
Neste painel serão apresentados os resultados obtidos durante ambos os eventos;
2) Percepções de Crianças e Adolescentes sobre Participação Cidadã -
Trata-se de um projeto internacional cujo objetivo é estudar as percepções
de crianças e adolescentes sobre cidadania, direitos e responsabilidades. As
percepções de pais e professores sobre direitos e responsabilidades de crianças
e adolescentes, também se incluem neste estudo e 3) Jovens, Mídia e Novas
Tecnologias - O objetivo central deste projeto é identificar o
impacto causado pela mídia e novas tecnologias na vida dos jovens, bem como a
percepção de seus pais. Este projeto é parte integrante de uma pesquisa
internacional desenvolvida em centros de pesquisa em cinco países – Espanha,
Índia, África do Sul, Noruega e Brasil, em parceria com a Rede Childwatch
International.
Vejam no site da Childwatch
International toda a programação do evento: http://www.childwatch.uio.no
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II Congresso Brasileiro Ciência e
Prosfissão
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Seminário
de Psicologia no Ensino Médio
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Inscreva-se
aqui
As entidades representativas da Psicologia, psicólogos,
professores e estudantes realizam o primeiro seminário sobre Psicologia no
Ensino Médio, com o objetivo de discutir a sua importância para a formação
do estudante e formular propostas sobre a disciplina e sua inserção no ensino,
colaborando para uma educação justa e para todos. Pretende-se a partir deste
seminário formar um grupo de trabalho permanente sobre o tema.
Não
deixe de participar!!!
Informações:
Sindicato dos Psicólogos de São Paulo (Sinpsi)
Local do evento: Conselho Regional de Psicologia de São Paulo
Rua Arruda Alvim, 89 - Jd. América
Entrada gratuita.
Telefone/Fax: (11) 3062-4929
E-mail: tesouraria@sinpsi.org.br
Vagas Limitadas
Estacionamento
Car Park, Rua Cardeal Arcoverde, 201
Para obter o desconto, retire o selo na recepção do CRP SP.
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Brasil sedia congresso ibero-americano de extensão
universitária
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O VIII Congresso Ibero-Americano de Extensão Universitária será realizado
no RJ, de 27 a 30 de novembro, em promoção da Unión Latinoamericana de
Extensión Universitária, Fórum de Pró-Reitores de Extensão das
Universidades Públicas Brasileiras e UFRJ
As inscrições on line para o evento podem ser feitas até 30 de outubro. Já
o prazo final para encaminhamento de trabalhos é 10 de agosto.
Informações sobre normas de inscrição de artigos podem ser obtidas em http://www.renex.org.br
- site da Rede Nacional de Extensão.
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II Congresso Brasileiro
Psicologia: Ciência e Profissão espera por você
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A Psicologia brasileira trabalha continuamente para construir sua identidade e
um dos espaços mais apropriados para fortalecer os laços entre os
profissionais é o Congresso Brasileiro Psicologia: Ciência e Profissão. A
segunda edição do evento acontecerá em setembro de 2006, mas estamos
mobilizando a categoria de todas as áreas da Psicologia para que a produção
dos saberes seja desde já elaborada para o enriquecimento do diálogo.
O Ciência e Profissão de
2006 será lugar para o desenvolvimento do compromisso da nossa profissão com
as necessidades da sociedade brasileira e oportunidade para que as todas as
questões, abordagens e construções da Psicologia se apresentem e possam ser
divulgadas e debatidas. A expectativa é atingir 20.000 pessoas.
O Congresso pretende ser bem variado, com discussões sobre todos os temas e
aspectos da Psicologia como ciência e como profissão. Pretende-se que toda a
Psicologia esteja presente no Congresso. Mesas redondas, pôsteres, conferências,
simpósios, cursos e debates mais informais sobre temas da ciência e da
profissão estarão sendo oferecidos aos participantes.
Você não pode perder esse encontro da Psicologia Brasileira! Participe!
A inscrição será aberta no dia 19 de setembro de 2005. Não deixe para a última
hora; confirme sua participação e inscreva seu trabalho!
A programação do congresso está organizada por Grupos de Atividades, que
você confere no site do congresso www.cienciaeprofissao.com.br
O II Congresso Brasileiro Psicologia: Ciência & Profissão é organizado
pelo Fórum de Entidades Nacionais da Psicologia Brasileira, composto por 17
entidades da Psicologia.
Data: de 19 a 23 de setembro de 2006;
Local: Expo Imigrantes;
Inscrições: a partir de 19 de setembro de 2005;
Comissão Organizadora: formada por representantes das 17 (dezessete)
entidades do Fórum de Entidades Nacionais da Psicologia Brasileira
Comissão Científica: Coordenação: Acácia Santos e Sérgio Leite. Membros:
Julieta Quayle, Marilene Proença, Mary Jane Spink e Ricardo Primi;
Secretaria Executiva: Coordenação: Ana Mercês Bahia Bock (CFP). Membros:
Cecília Pescatore (ABEP), José Fernando Bitencourt Lomônaco (ABRAPEE), Lino
de Macedo (ANPEPP e SBPD), Silvia Curi (SBPH).
Assessoria de Comunicação do CRP SP -- AIPY Consultoria de Imprensa
Jornalista Responsável: H. Carrijo
Telefone: (11) 41528494
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Complexidade singular
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Por
Washington Castilhos
Agência FAPESP - Na década de 1950, a
cientista norte-americana Barbara McClintock empreendeu uma espetacular
descoberta no campo genético: os “genes saltadores”. Suas idéias não
foram bem recebidas na época e ela só receberia o Prêmio Nobel de Fisiologia
e Medicina por seu trabalho em 1983.
Agora, já em um novo século, um estudo
liderado pelo cientista brasileiro Alysson Renato Muotri, do Instituto Salk de
San Diego, nos Estados Unidos, mostra pela primeira vez que esses “genes
saltadores”, elementos móveis de DNA, se movimentam no cérebro e são
responsáveis pela diversidade dos neurônios. Isso faz com que os humanos exerçam
habilidades mentais maiores, como cálculos complexos e abstratos, tornando-os
diferentes de outros animais e mesmo entre os de sua espécie.
A descoberta, publicada pela revista Nature,
abre caminhos para a ciência explicar a singularidade do cérebro de cada indivíduo,
descobrir a origem da consciência humana e da memória e ainda trazer explicações
sobre doenças neurológicas, como o autismo e a esquizofrenia, que ainda têm
suas causas desconhecidas. Os L1, como são chamados os mecanismos saltadores,
existem em todas as células do corpo humano.
“O que já foi provado é que o L1 pula em células
germinativas e em câncer. Nunca ninguém tinha visto pulos em células somáticas,
principalmente no cérebro”, explica Muotri. “Sempre se acreditou que eles
se movimentavam apenas em testículos e ovários e que eram ‘genes egoístas’,
por só se preocupar em se reproduzir. Mas eles foram selecionados e estão
presentes no nosso genoma até hoje. Isso significa que eles têm uma função e
não são apenas "DNA lixo". Eles vivem em harmonia com os outros
genes, não é parasitismo, é mutualismo. O que estamos propondo é que o
‘impacto’ deles no genoma pode gerar diversidade neuronal.”
Os cientistas sabem que somente 3% dos neurônios
gerados são aproveitados pelo cérebro adulto. “Qual a razão de produzirmos
milhares de neurônios idênticos se somente alguns serão usados?”, questiona
Muotri. “A idéia é que eles não são iguais, mas diferentes entre si, e a
rede neuronal aproveita somente o melhor deles em determinada ocasião. Isso
também deve ter levado à origem da consciência e às melhorias do sistema de
memória.”
Os L1, por meio de um processo chamado
retrotransposição, são capazes de fazer uma cópia deles mesmos e inseri-la
em outro lugar do DNA. Sempre se acreditou que sua mobilização era
exclusivamente ruim, pois ao “pular” eles acabavam por se inserir dentro ou
perto de genes importantes ou deletérios, matando a célula ou alterando a
expressão gênica, levando a um processo cancerígeno, por exemplo.
“No cérebro eles aparentemente pulam de
forma não-aleatória, ou seja, eles escolhem saltar em genes neuronais, que estão
sendo expressos naquele momento e que têm a estrutura da cromatina aberta.” O
trabalho mostra que a inserção dos L1 na zona cerebral pode ser positiva e
trazer vantagens para a célula, como fazer mais sinapses, processo de comunicação
entre os neurônios.
Autismo e esquizofrenia
Muotri concorda que a inserção dos L1 pode
provocar problemas. “Quando os pulos dos L1 estiverem
"desregulados", e não forem mais controlados por diversas razões,
eles passam a ter mais ou menos saltos do que precisamos. Isso vai alterar a
sintonia das conexões nervosas. Dessa forma, a atividade desregulada de L1 pode
levar a estados psicóticos, como a esquizofrenia e o autismo, doenças que
possuem uma parcela genética. Mas isso é nossa especulação, não provamos
nada disso e pode ser que essa suspeita esteja errada. É bem claro que o
ambiente influencia muito no caso dessas doenças”, pondera o cientista.
Os resultados obtidos pelo grupo de San Diego
também mostram que os L1 são ativos tanto no cérebro adulto como durante a
fase de desenvolvimento.“Por isso, nossas experiências durante a infância
também devem gerar mobilização de L1, alterando a estrutura gênica de nossos
neurônios. Formamos, assim, ‘cicatrizes genéticas’ conforme vivemos. E
elas continuam a aparecer mesmo depois de adultos.”
Para entender o funcionamento do processo in
vivo, a equipe do pesquisador, da qual também faz parte a pesquisadora
brasileira Carol Marchetto, gerou um animal transgênico que carregava uma cópia
de um L1 ativo humano. Quando ocorresse o salto, esse mecanismo especialmente
preparado em laboratório deixaria a célula com uma coloração verde
fluorescente.
Ao analisar o cérebro dos animais adultos, os
cientistas viram uma série de células verdes espalhadas, tanto em regiões
neurogênicas (hipocampo e ventrículos) como em regiões não-neurogênicas
(como o córtex). “Nenhum animal tinha as mesmas células verdes. Isso indica
que o processo depende de interações com o ambiente. Ou seja, mesmo dois
animais geneticamente idênticos terão cérebros diferentes”, revela Muotri.
A próxima etapa da equipe já está definida.
O objetivo agora é mostrar como o ambiente consegue controlar a atividade dos
L1 no cérebro. “O revolucionário nesse trabalho é a conexão evolutiva do
L1 com a complexidade do cérebro humano. Unimos duas áreas da ciência que
nunca tinham conversado anteriormente. Por isso temos diversos cientistas muito
empolgados com essa descoberta”, festeja o pesquisador brasileiro.
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Visita de excelências
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20/06/2005
Agência
FAPESP - Uma boa notícia às instituições de ensino e pesquisa brasileiras
interessadas em receber pesquisadores norte-americanos. A Comissão Fulbright e
o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) abriram
as inscrições para o programa “Especialista Visitante Norte-Americano de
Curta Duração”.
O objetivo é promover a participação de
professores norte-americanos no desenvolvimento de recursos humanos nacionais. O
projeto pretende contribuir para o aperfeiçoamento de áreas específicas por
meio de cursos de pós-graduação, seminários, workshops e conferências, além
de treinamento de professores de nível superior.
O prazo para envio das candidaturas, que devem
ser apresentadas pela instituição brasileira anfitriã, encerra-se em 19 de
agosto. As visitas poderão ter duração de até 45 dias e devem ser iniciadas
no período entre 1º de março e 31 de outubro de 2006. Administração pública,
arqueologia, ciência da informação, meio ambiente e saúde pública serão as
áreas que receberão apoio.
Entre os itens financiáveis estão a passagem
aérea até a instituição visitada, diárias de R$ 200 e pro labore diário
de US$ 200. Será dada preferência a propostas de programas de pós-graduação
das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país.
Mais informações: www.fulbright.org.br.
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Erney Camargo: baixa demanda por recursos
limita apoio à inovação |
A possibilidade de o CNPq oferecer bolsas para a inovação resultou de um
trabalho de convencimento realizado no Congresso: através de emendas
parlamentares, o orçamento da agência engordou R$ 77 milhões em relação à
previsão enviada pelo Executivo
A notícia de que o CNPq havia criado novas modalidades de bolsas destinadas a
apoiar projetos de desenvolvimento tecnológico ou atividades de "extensão
inovadora", divulgada no final de maio de 2005, levou “Inovação
Unicamp” a procurar o presidente da agência, Erney Camargo, para a entrevista
que você vai ler a seguir.
"Bolsas de Fomento Tecnológico e Extensão Inovadora", assim se chama
a nova instrução da mais tradicional agência de fomento à pesquisa, que você
poderá ler em http://www.cnpq.br/bolsas_auxilios/normas/.
Ela prevê a concessão de sete tipos diferentes de bolsas. Nas várias
modalidades, treinar técnicos de nível médio, manter estagiários, incluir
estudantes do ensino médio em atividades de "iniciação tecnológica e
industrial", trazer especialistas visitantes para dar consultoria numa
empresa.
A possibilidade de o CNPq oferecer essas bolsas resultou de um trabalho de
convencimento realizado no Congresso Nacional: através de emendas
parlamentares, o orçamento da agência engordou R$ 77 milhões em relação à
previsão enviada pelo Executivo.
Doutor Erney é médico e parasitologista; ocupou a pró-reitoria de pesquisa da
USP — onde é professor do Instituto de Ciências Biomédicas — na gestão
dos reitores José Goldemberg e Roberto Leal Lobo; foi também diretor do
Instituto Butantan de SP.
O experimentado pesquisador recebeu a jornalista Mônica Teixeira no dia 1º de
junho último; durante uma hora e meia de conversa, contou de outras formas de
apoio à inovação mantidas pela agência, falou das dificuldades brasileiras
para a transferência de conhecimento, reiterou seu compromisso com o
financiamento das atividades acadêmicas e afirmou que o Brasil não deve
desperdiçar a chance de estar no pelotão da frente no assunto células-tronco.
Qual o papel do CNPq no assunto inovação e política industrial? Esse assunto,
na sua opinião, diz respeito ao CNPq?
- Sem dúvida. Tenho dito desde o tempo da Universidade de SP que, na
Universidade e nos institutos de pesquisa, há uma quantidade de conhecimentos
acumulados; o que não sabemos fazer é transformar esse conhecimento em
produto. Todo mundo fala na Coréia — o que a Coréia fez? Transformou o
conhecimento que tinha em produto rentável. Temos conhecimento em grande
quantidade e competência humana para transformar o conhecimento em produto. Mas
não temos instrumentos nem tradição de fazer isso. A indústria não usa esse
conhecimento — provavelmente a situação econômica não favorece o
investimento em pesquisa e fica mais barato comprar a tecnologia pronta; a
academia também não está preparada para isso. Vai mais longe: olha até com
certo preconceito.
Por isso perguntei se inovação é assunto do CNPq.
- O CNPq se chama Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico,
desde a década de 1970 — não é invenção nova. Só que, por várias razões,
não pôde atuar nessa área, ou atuou muito discretamente. Agora estamos
tentando dar um salto; criamos novos tipos de bolsas. O objetivo delas é
exatamente a extensão — extensionismo inovador e desenvolvimento tecnológico.
O sujeito que, por exemplo, sabe fazer uma plantação de batata
ultra-espetacular e vai transferir isso para o produtor de batata, o plantador
de batata — esse é o caso mais simples. Estamos tentando dar esse salto, e de
acordo com o Congresso, que nos apoiou votando emendas ao Orçamento
especialmente destinadas a essas novas bolsas, oferecidas no âmbito dos
programas que contemplam transformação de conhecimento em tecnologia e extensão
e expansão da tecnologia.
Quanto dinheiro o CNPq pretende destinar a essas bolsas?
- O orçamento de 2005 prevê R$ 54 milhões para bolsas; reservamos quanto for
necessário para as de extensão. Aí tem um problema de demanda: lançamos, por
exemplo, o programa de Fomento Tecnológico, com previsão de gastar R$ 29 milhões
por ano. Mas não vamos conseguir aprovar talvez nem R$ 10 milhões em 2005:
falta tradição de demanda nessa área.
Quem pode se candidatar a receber esses recursos?
- No programa de Fomento Tecnológico, um pesquisador público, que é de uma
Universidade ou de um instituto, associa-se a uma empresa de qualquer tipo, uma
ONG, um sindicato, para transferir conhecimento. É o único programa nesse
sentido. Mas, além disso, estamos firmando convênios com os ministérios,
inclusive com a Casa Civil. É deles o programa Casa Brasil, de inclusão
digital, que pretende montar centros de desenvolvimento e difusão de informática.
O programa vai precisar de bolsistas que ajudem a desenvolver softwares e tudo
mais. Eles têm dinheiro para financiar o que o projeto precisa e repassam
recursos de bolsas. Caberá ao CNPq escolher os bolsistas e distribuir as
bolsas. Com o MCT também há vários convênios nesse sentido.
Como a falta de tradição que o senhor mencionou atrapalha a demanda?
- O pesquisador público — vamos chamar assim — sabe muito bem fazer projeto
de pesquisa; mas, para a transferência de conhecimento, ele precisa conhecer
uma empresa qualquer ou um grupo que esteja interessado em assimilar; e começar
um processo de entendimento entre eles. É difícil. Grande parte dos projetos
aprovados são da Embrapa. Por quê? Porque em essência a Embrapa é isso, ela
pega o conhecimento científico e transforma em produto; e é muito bem
sucedida. Estão começando a surgir em algumas regiões do Nordeste, talvez em
função da própria Embrapa e do Vale do São Francisco, pequenas empresas
interessadas em desenvolvimento — para desenvolver caju, para melhorar a
castanha de caju. Essas empresas buscam quem conhece e se encarregam da parte
comercial e industrial. Associações assim são apoiadas por nós, com bolsas
de vários níveis, desde o profissional doutor até o técnico, o prático.
Outro exemplo do problema de demanda: no ano passado, criei o pós-doutorado
industrial — o pesquisador pode fazer o pós-doutorado na indústria, ao invés
de fazer na Universidade. Até hoje, atendemos a 12 pedidos. É uma bolsa de
cerca de R$ 3,5 mil reais. Permitimos também a bolsa-sanduíche na indústria:
o sujeito está trabalhando, por exemplo, em automotivos na Escola Politécnica
da USP; ele pode fazer a bolsa-sanduíche na Ford ou na Volkswagem. Há um
problema da tradição, da experiência, do convívio da indústria com esse
tipo de coisa. Eu não tinha nenhuma ilusão de que nós iríamos quebrar isso
imediatamente — é o começo; espero que daqui a cinco, seis anos, isso vire
norma.
E as bolsas RHAE?
- Como elas existem já há 15, 20 anos, então são mais procuradas.
O CNPq então pode agora financiar bolsistas para desenvolver produtos, através
do programa de Fomento Tecnológico ou de convênios ligados a projetos de
ministérios. Esse é o instrumento do qual o senhor falou no início da
entrevista?
- Exato: é um instrumento à disposição do governo. A indústria não precisa
de um instrumento assim, ela dá bolsa para quem quiser: mas para o governo, não
há outro mecanismo. O Ministério da Saúde tem usado demais; Transportes e
Desenvolvimento já usaram: até o Ministério da Justiça usou, para
desenvolvimento da tecnologia forense de DNA.
Quanto do orçamento do CNPq vai para coisas que não são exatamente acadêmicas?
- No total? É pouco. O orçamento para bolsas, de R$ 550 milhões, vai
praticamente no total para a academia: são mais de 60% dos gastos do CNPq. Dos
restantes R$ 300 milhões, eu diria que 90% vão também para a academia. Ou
seja: a atividade predominante do CNPq tem sido voltada para a academia. Nessa
transferência, na interface, a atividade é pequena.
Poderia ser de outro jeito?
- Estamos tentando fazer uma abertura.
Mas, se o fizer, não há risco de desvestir um santo para vestir o outro?
- Enquanto eu estiver aqui, não vou permitir isso: tirar dinheiro da academia
para investir em outras coisas. Nesses projetos de que falei — à exceção do
de Fomento Tecnológico —, o dinheiro vem do MCT, do Ministério da Saúde,
dos fundos setoriais e não do tesouro do CNPq. É possível que um governo
iluminado comece a por recursos para essa interface no nosso orçamento. No
momento não põe; se eu quiser usar o dinheiro do CNPq para isso, teria de
subtrair da academia. Isso não vou fazer.
Se mais dinheiro vier, se o governo iluminado acontecer, a academia vai permitir
que ele vá para essas atividades que o senhor chama de interface?
- Não tive nenhuma resistência da academia em relação a esses novos
programas. Essa parte, penso que está madura: a consciência de que os
pesquisadores têm o que oferecer. Vou dar um exemplo: o do Peter Dietrich, que
morreu [Carl Peter Von Dietrich, bioquímico, desde 1970 até falecer professor
da Universidade Federal de SP]. O Peter era um modelo de pesquisador de bancada;
descobriu a estrutura da heparina e de vários de seus derivados. Chegou um
momento em que ele aprovou um projeto RHAE, montou uma empresa e estava
transferindo o que sabia da bancada. A mulher dele continua o negócio. Quer
dizer, mesmo um cientista que eu definiria como o mais básico dos cientistas
que conheci, sentiu a necessidade de dar esse salto. O pessoal de vanguarda em
geral percebe isso com muita facilidade.
O senhor mencionou antes que o dinheiro para as bolsas de fomento tecnológico
veio de emendas de parlamentares, feitas especialmente para isso.
- Pois é, isso é absolutamente novo e extremamente importante. No ano passado,
um grupo de deputados que chamamos hoje de "bancada do CNPq", que está
absolutamente sintonizado conosco e sabe tudo que está acontecendo, apresentou
emendas e continua acompanhando o CNPq.
Foi fácil convencê-los a ajudar?
- Foi; mas não todos que procurei — há aqueles impermeáveis. Um muito próximo
é o Ariosto Holanda, do Ceará: ele foi pesquisador, é biomédico, trabalha em
biofísica e fez uns núcleos de desenvolvimento científico em seu Estado.
Outro que ajudou desde o começo foi o Ricardo Zarattini. Também o Jamil Murad.
A lista completa inclui o Narcio Rodrigues, Renato Casagrande, Luiza Erundina,
Nazareno Fonteles, Mariângela Duarte, Jorge Bittar, Ivan Valente, Walter
Pinheiro, a Raquel Teixeira.
Tem alguma coisa nova acontecendo na ciência brasileira? Uma área que esteja
surgindo? Ou tudo é a reprodução do mesmo?
- Estamos muito bem em pesquisa básica. Existem áreas no Brasil que se
marcaram por ser a reprodução do que é feito no exterior. A bioquímica, por
exemplo, se modelou na bioquímica americana e européia, é uma transposição
direta da problemática deles — nesse sentido, a área é bem sucedida, porque
importou direitinho, fez um alto padrão de qualidade na sua produção: bioquímicos
brasileiros são citados da mesma maneira que europeus e norte-americanos —
fazem parte do clube. Alguns setores da física também são assim. Outras áreas
procuraram se diferenciar um pouco, a química, por exemplo, tem muita coisa
original nossa; a medicina também, por viver em função de uma realidade,
embora também importe a medicina cardiovascular é toda importada; o Brasil
até deu contribuição importante, até aperfeiçoou alguma coisa, mas o ideário
é importado.
E que oportunidades podem surgir da produção científica brasileira?
- Tenho esperança, se não prevalecer a ação direta de inconstitucionalidade
proposta pelo Cláudio Fonteles, que possamos avançar em células-tronco.
Estamos começando junto; ainda não tem dez anos. A nossa Lei de Biossegurança
é bastante moderna, levamos vantagem sobre os EUA. A Coréia, por exemplo, já
está produzindo clones e daqui a pouco poderemos ver células-tronco para
esclerose múltipla — é só um exemplo — sendo comercializadas. Vou à Coréia
em julho e um dos pontos centrais é o contato com o pessoal de células-tronco.
É onde podemos levar vantagem; se não acontecer o que nos aconteceu em relação
a transgênicos, área em que poderíamos estar bem adiantados se não fosse o
entrave dos ambientalistas. Esses exemplos — pesquisa em células-tronco, em
transgênicos, são da área de interface — pesquisa pura seria o cultivo
celular, o estudo da duplicação da célula, como é o DNA, como é o promotor.
É nessa interface que estamos querendo investir, na inovação tecnológica, na
transferência.
Quando o senhor fala em um conhecimento acumulado nas Universidades, nos
institutos de pesquisa, está pensando na idéia de que há uma tecnologia na
'prateleira', pronta para ser apanhada pela indústria? O senhor acha que essa
'prateleira' existe?
- Existe. Por exemplo: na Esalq [Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz,
da USP], ou em Viçosa, conhece-se tudo sobre laticínios. Mas a qualidade dos
laticínios é muito ruim no país. Quer dizer: como o conhecimento vira
produto? Então, existe um estoque a ser utilizado. O setor privado e a academia
devem se mobilizar para tirar o estoque da prateleira.
O que mais temos a nosso favor?
- O fato de formarmos 10 mil doutores por ano a partir do ano que vem. Sabe
quantos doutores a Argentina forma por ano? Quinhentos. O Chile, que está sendo
apresentado como essa pujança do moderno? Duzentos. Na hora em que eles
precisarem dar um salto, onde vão buscar pessoal? A Coréia, para dar esse
salto fantástico, formou gente. Temos um potencial humano fantástico, uns 50
mil doutores e conhecimento arquivado, depositado. Esse quadro de pessoas
competentes, que é abundante, deve pegar o estoque e transformar em produto. Eu
circulo pelo Brasil e vejo isso com freqüência, principalmente no Nordeste —
não sei por quê.
E esse movimento que o senhor nota pode resultar em desenvolvimento?
- Acho que precisa de muito dinheiro. Provavelmente, eles farão a escala
piloto; se algo importante for descoberto, infelizmente quem vai colocar no
mercado será alguma empresa grande.
A sua visão é de que a acumulação dos conhecimentos obtidos na pesquisa básica
em determinado momento, vira tecnologia, espontaneamente?
- Não se faz pesquisa básica para obter um produto. A ciência é uma percepção
de mundo em si e tem de ser feita por isso. É o que eu falo sempre da iniciação
científica: o programa de Iniciação Científica do CNPq não é para formar
cientistas, é para ensinar os jovens como se adquire o conhecimento, qual é o
método científico. Então a ciência básica é importante por causa disto:
anti-obscurantista por excelência, propicia uma visão de mundo coerente, o
mais próxima possível da realidade.
Mas o que estou perguntando é: o senhor acha que o fato de o país fazer
pesquisa básica é suficiente para que a acumulação do conhecimento vire
riqueza?
- Você repetiu as palavras do Mao Tse Tung sobre o salto de qualidade. Agora,
as variáveis que entram nesse processo são muito grandes, não há uma
receita. Às vezes, pressão econômica externa; outras vezes, interna; ou um
bom governante; ou um bom presidente do CNPq... São um monte de conjunturas e
circunstâncias que podem ajudar a dar um salto.
Tem política pública capaz de ajudar?
- Na minha opinião não tem.
Nesse caso, qual o senhor pensa ser o seu papel, já que está na posição de
um gestor público?
- Nossa capacidade de criar fatos é muito pequena. Mesmo assim, penso que se
começarmos a dar o recado, espero que esse movimento tenda a crescer. O Ministério
da Ciência e Tecnologia e o governo apresentam um discurso a favor do
desenvolvimento científico e tecnológico. Mas o Planejamento não repassa
dinheiro, então fica no discurso. Estou tentando, aqui, fazer mais que o
discurso.
O senhor acha que o CNPq poderia ser mais pró-ativo? Poderia, por exemplo,
articular projetos, propor projetos?
- Sem dinheiro não pode. Fala-se, por exemplo, que precisa desenvolver a Amazônia.
Ninguém pode dizer que não. Mas precisa de dinheiro. Para fazer as coisas sem
dinheiro, precisa fazer uma ginástica enorme, para botar uns ovinhos desse
tamanho assim. Esse é o panorama.
(Inovação Unicamp, 16/6)
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Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior - Nº 10 - 17 a 23 de junho de 2005 |
Brasil-Alemanha
Últimos dias de inscrições para Probral e Unibral
A Capes/MEC está recebendo inscrições, até 30 de junho, para dois programas
que oferece em parceria com o Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico
(DAAD): o Programa de Parcerias Universitárias Brasil/Alemanha (Unibral) e o
Programa Brasil-Alemanha (Probral). Os dois programas têm duração de dois
anos e podem ser prorrogados. Leia
mais
Brasil-Portugal
Inscrições para programa de intercâmbio terminam dia 30
A Capes/MEC encerra, no próximo dia 30 de junho, o período de inscrições
para o programa que mantém com o Gabinete de Relações Internacionais da Ciência
e do Ensino Superior de Portugal (Grices).
O objetivo do programa, conhecido como Capes-Grices, é estimular o intercâmbio
de docentes e pesquisadores vinculados a programas de pós-graduação avaliados
pela Capes. Leia
mais
Agenda
O
presidente da Capes, Jorge Guimarães, participa de reunião do Conselho
Administrativo da Casa do Brasil, em Paris, dia 24 de junho, às 10h30.
Cooperação
Brasil e China discutem cooperação internacional na pós-graduação
A China quer intensificar as relações na área de cooperação internacional e
prospectar futuros acordos com a pós-graduação brasileira. Para isso, pela
primeira vez, uma delegação do Ministério da Educação da República Popular
da China (RPC), esteve reunida com o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento
de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), Jorge Guimarães e com o coordenador
geral de Cooperação Internacional, Benício Schmidt.
A missão chinesa, liderada pelo diretor do Centro de Desenvolvimento dos Graus
Acadêmicos e da Formação de Pós-graduação do Ministério da Educação, Wu
Boda, veio conhecer os programas da Capes, nessa quinta, 16. Leia
mais
Amazônia
Capes quer mais mestres e doutores na região
A Capes/MEC irá encaminhar um questionário aos reitores das universidades e
institutos de pesquisa dos estados que abrangem a região amazônica. A ação
foi definida pelo grupo de estudo da Capes que discute a criação do programa
para ampliação do número de mestres e doutores na Amazônia. Atualmente,
existem mil doutores na região que representa 60% do território brasileiro.
De acordo com o diretor de Programas da Capes, José Fernandes Lima, o grupo de
estudos formado por especialistas e consultores da Capes quer saber quais as
necessidades, potencialidades e expectativas das instituições de ensino em
relação à pós-graduação nos seus estados. Lima acrescenta que a versão
final do programa está em fase de conclusão. Leia
mais
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Efeito
letal |

Por
Eduardo Geraque
Agência FAPESP
- O cenário, por
si só, é complexo. A região rural de Dourados, composta por 15 municípios,
está em uma zona de fronteira, o que significa estar perto do tráfico de
drogas e da violência. Além disso, por causa de a atividade rural mais
praticada ser o plantio do algodão, a quantidade de agrotóxico
circulante é enorme. Essa lavoura é normalmente tratada com grandes
quantidades de substâncias químicas.
“No Brasil, o suicídio gira ao redor
de quatro casos por 100 mil habitantes. Enquanto no Mato Grosso do Sul
esse número sobe para seis, na região de Dourados a taxa é de nove para
cada 100 mil. Em algumas cidades, inclusive, o número é de 12 casos”,
explica Dario Pires à Agência FAPESP.
O professor do Departamento de Química
da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) acaba de publicar, ao
lado de mais dois colaboradores, um grande estudo sobre o tema no Cadernos
de Saúde Pública, publicação editada no Rio de Janeiro. A principal
causa desse índice alarmante é a ingestão de inseticidas por parte dos
trabalhadores rurais.
“As tentativas de suicídio estão
relacionadas com a intoxicação por agrotóxicos dentro do período
estudado, que vai de 1992 a 2002. O que não podemos afirmar, por exemplo,
é que os suicídios dos agricultores estão exclusivamente ligados à
depressão provocada pela exposição aos produtos. Muitas pessoas tiraram
a própria vida sem estar deprimidas.”
Os pesquisadores não conseguiram
identificar totalmente porque essa situação está ocorrendo
especificamente na área rural de Dourados. “Podemos apenas especular.
É uma região complicada.”
Para o pesquisador da UFMS, vários
fatores podem contribuir para os casos de suicídios. “A agricultura é
uma atividade que gera vários riscos, principalmente econômicos. Existe
uma alta concentração de índios no local, com registros de suicídio.
Além do problema de se tratar de uma zona fronteiriça”, explica.
Pelos dados levantados entre 1992 e 2002,
o município de Dourados apresentou a maior prevalência de intoxicações
considerando a população rural. A cidade de Fátima do Sul teve a
segunda maior prevalência de suícidios na região. Em todas as 15
cidades, 203 trabalhadores rurais tentaram acabar com a própria vida.
Destes, 63 morreram.
Para ler na íntegra o artigo Intoxicações
provocadas por agrotóxicos de uso agrícola na microrregião de Dourados,
Mato Grosso do Sul, Brasil, no período de 1992 a 2002 , clique
aqui.
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Transistor
molecular |
Agência
FAPESP - Um grupo de cientistas de diversos países acaba de anunciar
a criação do menor transistor do mundo. Mais: a novidade é também o
primeiro uso de moléculas para acionar circuitos eletrônicos.
Os pesquisadores conseguiram criar um
protótipo capaz de regular a condutividade de uma molécula. Extremamente
pequenas, moléculas têm tamanhos na escala nanométrica, formada pela
bilionésima parte de um metro. Os cientistas acreditam que computadores e
outras tecnologias baseadas na novidade possam funcionar mais rapidamente
e gastar muito menos energia do que os equipamentos atuais.
Atualmente, a maioria dos dispositivos
eletrônicos tem seu funcionamento baseado no silício. Mas há um limite
para quantos transistores podem ser colocados em uma determinada área,
uma vez que as correntes elétricas por eles transmitidas são altas e
produzem calor. Ou seja, transistores demais implicam em superaquecimento.
“Nossa pesquisa dá um passo à frente
rumo à eletrônica molecular, que não apenas pode se mostrar mais
eficiente e com custo menor do que as tecnologias atuais, mas também
consolidar o potencial da tecnologia verde, por conta da natureza
biodegradável dos dispositivos envolvidos”, disse Werner Hofer, da
Universidade de Liverpool, na Inglaterra, em comunicado da instituição.
Hofer trabalhou junto com colegas do
Instituto Nacional de Nanotecnologia e da Universidade de Alberta, ambos
do Canadá, para fornecer a base teórica na pesquisa. Os resultados foram
publicados na revista Nature.
Diferente de estudos anteriores,
conduzidos próximos do zero absoluto (0 Kelvin), esse foi realizado à
temperatura ambiente. “O protótipo que desenvolvemos representa um
grande avanço na eletrônica molecular. Esta é a primeira vez em que se
mostrou que uma molécula pode ser, de fato, um transistor”, disse
Hofer.
O artigo Field regulation of
single-molecule conductivity by a charged surface atom, de Paul G.
Piva, Gino A. DiLabio, Jason L. Pitters, Janik Zikovsky, Moh’d Rezeq,
Stanislav Dogel, Werner A. Hofer e Robert A. Wolkow, publicado na edição
435 da Nature, pode ser lido no site www.nature.com.
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Semana
Nacional de C&T ganha portal |
Agência
FAPESP - Um canal para acelerar o cadastramento de eventos e também a
consulta do público. Acaba de entrar no ar o site da Semana Nacional de
C&T de 2005, que será realizada entre os dias 3 e 9 de outubro.
Na internet, as instituições
interessadas em organizar eventos para a semana já podem cadastrar suas
atividades. Existe ainda um formulário on-line para que tais ações
sejam detalhadas. O público, que não precisa preencher nenhum cadastro,
terá acesso livre à programação preparada por todas as regiões do país.
Na página eletrônica existe uma série
de informações sobre a Semana Nacional de C&T. Os textos explicam o
evento e informam também como participar dele. Existe ainda um histórico
lembrando como foram as atividades de divulgação científica e tecnológica
no ano passado. O folder e o cartaz da semana de 2005 também podem ser
baixados de forma eletrônica.
A Semana não é temática e é aberta a
todos. As instituições de pesquisa, universidades, escolas, entidades
científicas e tecnológicas e todas as pessoas interessadas estão
convidadas a se integrar e organizar as atividades em espaços públicos,
escolas, universidades e associações de moradores.
O endereço do novo portal é: semanact2005.mct.gov.br
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No
ar, novo número da revista eletrônica “ComCiência” |
Revista da SBPC e Labjor/Unicamp. Tema da edição: "Doenças
Tropicais"
Artigos:
Sezonismo, de Carlos Vogt
Abordagens sociais, culturais e comportamentais em doenças endêmicas, de
Rita Barradas Barata
A atualidade das doenças tropicais, de Claudio Bertolli Filho
Políticas de C&T e saúde pública, de Mariza Velloso Fernandez Conde
Doença de Chagas: paradoxos e ilações, de Rachel Lewinsohn
Trabalho em rede: do desenvolvimento científico e tecnológico à
mobilização social para o controle da tuberculose, de Célio Lopes Silva
A emergência da medicina tropical no Brasil e na Argentina, de Sandra
Caponi
Vigilância epidemiológica: a perspectiva de quem é responsável, de
Luiz Jacintho da Silva
Novos fármacos para as doenças tropicais, a indústria farmacêutica, o
Estado e nós, de Heitor Franco de Andrade
As reportagens são:
Preconceitos tropicais
Sem lucro não há interesse
Novos medicamentos: responsabilidade de quem?
Genômica e proteômica são apostas para vacinas
Revolta da Vacina: a saúde pública e um novo projeto sociedade,
Migração de pessoas e doenças
Entrevistas: http://www.comciencia.br/entrevistas/frameentr.htm
Jeca Tatu mostra um Monteiro Lobato preocupado com a saúde pública
Sabine Righetti entrevista Marisa Lajolo
A malária no Brasil e no mundo
Carolina Cantarino entrevista Erney Camargo
Resenhas:
Uma história brasileira das doenças
Por Germana Barata
As origens da aids
Por Rafael Evangelista
Viste os sites:
ComCiência - http://www.comciencia.br
Labjor - http://www.labjor.unicamp.br
SBPC – http://www.sbpcnet.org.br
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Terapia
com células-tronco é tema de conferência na Uerj |
A cura de problemas cardíacos está entre um dos maiores desafios da
medicina do novo século
Somente no Brasil, 4 milhões de pessoas sofrem de insuficiência cardíaca
grave. Sem falar nos 5 milhões de brasileiros portadores da doença de
Chagas, que afeta o coração.
Para discutia as possibilidades terapêuticas das células-tronco, a Uerj
receberá Ricardo Ribeiro dos Santos, professor titular de Imunologia da
Fiocruz/BA, que falará sobre “Terapia com células-tronco em doenças
degenerativas, aspectos éticos e novas perspectivas da pesquisa pré-clinica
e clínica”, em especial sobre a cardiopatia chagásica, causada pela
Doença de Chagas.
Ele também abordará os recentes estudos em seres humanos e com animais
nas demais cardiopatias.
O encontro acontecerá no dia 17 de junho às 11h, no Anfiteatro Ney
Palmeiro, no Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE-Uerj), rua 28 de
Setembro, 77 - Vila Isabel, fone: 2569-3490, e-mail: etica@uerj.br
Entrada franca.
Promovido pela Comissão de Ética em Pesquisa da Uerj, o evento já teve
duas conferências, que lotaram o Anfiteatro, com capacidade para 120
pessoas.
Nelas foram abordados os temas “Ética: pesquisa com seres humanos” e
“Células-tronco: histórico e potencialidades da terapia celular”.
(Assessoria de Imprensa da Uerj)
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Na
vanguarda, editorial de ‘O Globo’ sobre financiamento de pesquisas com
células-tronco |
Brasil passa a fazer parte dos países que estão na vanguarda nessa área,
como Coréia do Sul e Inglaterra
Leia o texto publicado nesta terça-feira:
Com a decisão do governo Lula de financiar pesquisas com células-tronco
embrionárias, o Brasil passa a fazer parte dos países que estão na
vanguarda nessa área, como Coréia do Sul e Inglaterra.
Posição que só perderá se o Supremo Tribunal Federal acolher a ação
de inconstitucionalidade da Lei de Biossegurança movida pelo
procurador-geral Claudio Fonteles.
É de se esperar que o STF bloqueie essa tentativa de derrubar uma legislação
que entrou em vigor depois de ampla e longamente discutida pela sociedade
e pelo Congresso.
(O Globo, 14/6)
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Livro
mostra onde se divertir e aprender com a ciência em todo o Brasil
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Foi lançado, recentemente, o livro Centros e Museus de Ciência do
Brasil, um catálogo ilustrado sobre os museus e centros de ciência de
todo o país
Trata-se de uma ação conjunta da Associação Brasileira de Centros e
Museus de Ciência (ABCMC), do Centro Cultural de Ciência e Tecnologia da
UFRJ (Casa da Ciência) e da Casa de Osvaldo Cruz/Fiocruz - Museu da Vida.
Os dados da pesquisa revelam as diferenças que existem entre os Estados
em relação às oportunidades que a população tem de se familiarizar
com assuntos de ciência e a tecnologia.
Dos 112 centros e museus de ciência catalogados, apenas três se
encontram na região Centro-Oeste (um no Distrito Federal, um em Goiás e
um no Mato Grosso), enquanto 61 estão localizados na região Sudeste (23
nos Estados de SP e RJ, seis no Espírito Santo e nove em Minas Gerais).
O Norte possui cinco centros e museus, o Nordeste 14 e o Sul 29. Mato
Grosso do Sul, Rondônia, Roraima, Acre, Tocantins e Sergipe não possuem
centros ou museus catalogados.
A publicação está disponível no site da ABCMC:
http://www.abcmc.org.br/publique1/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=677&sid=10
(Gestão C&T, 375)
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Abipti
desenvolve projeto de popularização da ciência junto com MCT |
Na última semana de maio, foi aprovado o projeto “Ciência e Tecnologia
para Todos: Difusão e Popularização da C&T” que será
desenvolvido pelo MCT, por meio da Secretaria de C&T para a Inclusão
Social (Secis), e pela Abipti, visando a melhoria da distribuição dos
benefícios proporcionados pela ciência e tecnologia no país
O objetivo dessa parceria é promover ações de apoio à divulgação e
popularização da ciência, introduzir e valorizar o conhecimento científico
no dia-a-dia da população e contribuir para o desenvolvimento social do
país a partir da educação infanto-juvenil.
Para alcançar essas metas estão previstos os primeiros estudos para a
criação de parques de ciências, a realização de exposições
itinerantes, o aumento da produção de matérias divulgadas sobre
assuntos científicos, inclusive nos informativos da própria Abipti, e o
apoio à Semana Nacional de C&T, que ocorre de 3 a 9 de outubro em
todo o Brasil.
Mais detalhes sobre a iniciativa pelo e-mail diogo@abipti.org.br
(Gestão C&T, 375)
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Prorrogada
inscrições para o Prêmio Finep de Inovação Tecnológica
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Nova data é 15 de julho
Podem concorrer empresas ou instituições públicas ou privadas com sede
no país, que tenham introduzido novos conceitos na geração, absorção
e uso das tecnologias de processos e produtos.
O objetivo da premiação é estimular os esforços inovadores das
empresas no campo tecnológico, principalmente dos projetos que gerem
resultados de impacto na sociedade brasileira.
Os candidatos deverão se inscrever nas seguintes categorias: produto;
processo; pequena, média e grande empresa; inovação social; instituição
de ciência e tecnologia; além da categoria especial inventor inovador.
À exceção dos primeiros colocados no Prêmio Nacional, não há
impedimento a que todos os candidatos concorram ao prêmio com projetos de
anos anteriores.
O Prêmio Finep de Inovação Tecnológica ocorre nas etapas regional e
nacional. Os projetos classificados em primeiro lugar de cada categoria,
na etapa regional, concorrem ao Prêmio Nacional.
Mais informações podem ser obtidas no site http://www.finep.gov.br/premio
(Gestão C&T, 375)
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I
Encontro Nacional do Proifes - Fórum dos Professores das Ifes |
Acontecerá em Itatiaia - RJ, de 30 de junho a 3 de julho
As propostas dos delegados estão sendo votadas on-line até o 15 deste mês
e o encontro contará com a participação das associações docentes
associadas ao Proifes e de convidados da comunidade acadêmico/científica
do país.
No encontro serão discutidas temas como a reforma universitária, a
carreira docente, o estatuto do Proifes entre outros de interesse dos
docentes.
Mais detalhes na página do Proifes http://www.proifes.org.br
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ACESSO A
PROQUEST 5000 |
Colegas:
A CAPES e a ProQuest fecharam um acordo de acesso temporário para
avaliação da base de dados ProQuest 5000, através do qual as
instituições usuárias do portal poderão acessar e avaliar, através
de interface única, mais de 4.500 publicações em texto completo e com
ampla cobertura retrospectiva, através de uma única interface de
busca.
Para acessar basta acessar o link da ProQuest através do Portal CAPES.
A autenticação é automática e não são necessários usuário e
senha. Cobrindo todas as áreas de conhecimento, a base de dados ProQuest
5000 é uma compilação das 19 principais coleções da ProQuest.
As seguintes bases de dados são integrantes da ProQuest 5000, e estarão
disponíveis no Portal CAPES até o dia 15/08/2005, através da
interface ProQuest:
ABI/INFORM Global
Atualmente disponível no Portal CAPES, é a base mais usada nas
principais escolas de negócios em todo o mundo. Disponibilizando
aproximadamente 2.600 títulos, sendo destes mais de 1.690 na íntegra,
é uma ferramenta fundamental no estudo e pesquisa das áreas ligadas à
Administração e Economia.
Academic Research Library
Esta base de dados multidisciplinar permite a busca integrada em mais de
3.500 títulos indexados, dos quais aproximadamente 2.300 em texto
completo, e é uma das bases mais presentes nas universidades e centros
universitários do País.
Accounting and Tax Database
Coleção de periódicos inteiramente dedicada à Contabilidade, tributação,
auditoria, e áreas correlatas. Esta é a principal e mais
tradicional base dessa área em todo o mundo, e disponibiliza mais de
200 títulos em texto completo. A Accounting and Tax Database também
oferece um índice com mais de 2.000 títulos das áreas-foco desta base
de dados.
Banking Information Source
Banking Information Source é uma base de dados cobrindo mais de 250 das
mais importantes publicações que fornecem informações na indústria
de serviços financeiros. A cobertura inclui não apenas os
principais periódicos e jornais como o American Banker, mas também
outras fontes, como newsletters, papers da School of
Bank Marketing, teses da Stonier, e muitas outras.
Career and Technical Education
A Career and Technical Education é uma coleção criada para
estudantes, pesquisadores e instrutores, como uma excelente fonte de
informação para o ensino e aprendizado técnico-vocacional, sendo
importante ferramenta de pesquisa para essa área específica da Educação.
Com uma cobertura de mais de 400 títulos, oferece 380 destes na íntegra,
com arquivo retrospectivo que chega a 1991.
Pharmaceutical News Index
Índice de publicações na área de Farmácia, contendo ainda o texto
completo para 4 das mais importantes publicações da área em todo o
mundo.
ProQuest Agriculture Journals
Esta base de dados cobre as principais publicações na área agrícola.
Todos os títulos são disponíveis em texto completo.
ProQuest Asian Business & ProQuest European Business
Coleção voltada para o estudo dos negócios nas regiões asiática e
européia.
ProQuest Biology Journals
Uma excelente fonte de informações completas em tópicos biológicos,
cobre mais de 200 dos principais periódicos desse campo temático.
Todas as publicações são disponíveis em texto completo, sendo várias
em imagem completa, ou texto acompanhado de gráficos e ilustrações.
ProQuest Computing
Oferecendo os melhores periódicos e revistas da área da Computação,
a ProQuest Computing oferece 240 títulos em texto completo, indexando
mais de 300 revistas da área e correlatas.
ProQuest Education Journals
Contendo aproximadamente 650 títulos indexados, sendo destes mais de
530 em texto completo, contém as principais publicações periódicas
internacionais na área educacional.
ProQuest Health Module
Módulo de saúde agregado à base de dados Academic Research Library,
contém várias das melhores publicações em áreas-chave dos serviços
de Saúde.
ProQuest Medical Library
Sendo uma coleção líder em todo o mundo no acesso a revistas e periódicos
da área Médica, a ProQuest Medical Library disponibiliza mais de 580 títulos,
sendo destes aproximadamente 500 em texto completo. A ProQuest
Medical Library foi selecionada pelo NHS – National Health Service da
Inglaterra e Escócia como coleção fundamental, estando disponível em
todos os hospitais públicos que participam desse serviço público.
ProQuest Nursing Journals
Oferecendo as principais publicações em Enfermagem, Fisioterapia,
Geriatria e ciências afins, a ProQuest Nursing Journals disponibiliza
todas as publicações em texto ou imagem completos.
ProQuest Psychology Journals
Com informações compeltas de mais de 400 publicações top de
Psicologia e áreas correlatas, esta base de dados atende à demanda do
pesquisador ou professor em todos os temas voltados à Saúde Mental.
Todas as publicações são disponíveis em texto completo, imagem ou
texto acompanhado de gráficos/ilustrações.
ProQuest Religion
A base de dados ProQuest Religion é um compêndio de publicações da
área religiosa, filosófica e teológica, contendo aproximadamente 110
títulos da área, praticamente todos em texto completo. Com
cobertura em todas as principais religiões do mundo, e também com
publicações de enfoque teológico e filosófico, é uma coleção de
extrema importância para a pesquisa nessas áreas.
ProQuest Science Journals
Coleção de periódicos em formato digital, cobrindo todas as áreas
ligadas às Engenharias e ciências exatas e tecnológicas.
Contendo aproximadamente 300 títulos na íntegra, indexa 420 títulos
dessas áreas.
ProQuest Social Science Journals
Contém o texto completo de 270 dos principais títulos nas várias áreas
das Ciências Sociais, sendo no total 490 títulos indexados. Com
cobertura em Ciências Políticas, Relações Internacionais,
Diplomacia, Políticas Sociais, dentre várias outras, é uma verdadeira
biblioteca virtual da área.
ProQuest Telecommunications
Contendo as principais publicações de relevância para o estudo e
pesquisa das telecomunicações, a ProQuest Telecommunication é uma
coleção completa de revistas cobrindo todas as áreas desta ciência,
desde telefonia convencional, rádio, televisão até as tecnologias
mais atuais como wireless e VoIP.
Mais uma vez então, reiteramos ampla divulgação em sua Unidade e
reiteramos, também, que todas as avaliações sejam enviadas para o
Setor de Referência da Biblioteca Central, aos meus cuidadados, ou para
o e-mail ref@bc.ufrgs.br,
além do feed-back para a CAPES.
Atenciosamente.
Maria Cristina Bürger,
Bibliotecária de Referência.
É importante que o acesso seja divulgado ao maior número de
interessados possível em sua Unidade de Ensino e que seja enviado
feedback à CAPES e, também, ao Setor de Referência da Biblioteca
Central, a fim de que se possa, em caso de interesse e disponibilidade
de recursos, negociar a inclusão do conteúdo no Portal CAPES após o término
do período de teste.
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Conscientização
sexual nas escolas |

13/06/2005
Por
Thiago Romero
Agência FAPESP
-
Duas cartilhas destinadas à educação sexual de crianças e adolescentes
acabam de ser lançadas em parceria da Universidade Federal de São Paulo
(Unifesp) com a prefeitura municipal de Embu das Artes (SP). O objetivo é
tentar reduzir problemas como gravidez precoce, doenças sexualmente
transmissíveis e violência à mulher.
O material será distribuído
para mais de 65 mil crianças e adolescentes, alunos da educação
infantil e do ensino médio de mais de cem escolas municipais, estaduais e
creches conveniadas ao município. Com população estimada em 230 mil
habitantes, Embu possui cerca de 95% das crianças estudando em escolas públicas.
“A intenção é
abordar não só os aspectos biológicos, mas também as questões
psicossociais e afetivas”, disse Glaura César Pedroso, pediatra da
Unifesp e coordenadora do programa Escola Promotora de Saúde, à Agência
FAPESP.
Conversando e
descobrindo: a criança e a sexualidade
é o título da cartilha
voltada para o público infantil. Escrito em linguagem simples, o material
aborda assuntos como “De onde eu vim?”, “A fecundação”, “A
gravidez” e “A criança descobrindo seu corpo”.
A cartilha destinada ao público
adolescente terá como tema Discutindo Sexualidade e abordará a saúde
do adolescente, o desenvolvimento da sexualidade, as doenças sexualmente
transmissíveis e a gravidez.
“A criança e o
adolescente necessitam de informação de qualidade, pois freqüentemente
são expostos a uma série de situações sem estar preparados. Por isso,
o conteúdo não pretende impor valores morais, mas sim oferecer
instrumentos para que os jovens possam fazer escolhas responsáveis”,
explica Glaura.
Segundo levantamento do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de
jovens grávidas em todo o país, com idades entre 15 e 19 anos, cresceu
15% desde a década de 1980. Cerca de 700 mil adolescentes tornam-se mães
a cada ano no Brasil. “Só na cidade de Embu, 26% dos atendimentos pré-natal
são de meninas entre 10 e 19 anos”, conta Glaura.
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Coordenação de Aperfeiçoamento
de Pessoal de Nível Superior - Nº 09
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11/06
- 10 a 16 de junho de 2005
Brasil-Argentina
Capes abre inscrições para intercâmbio
O Programa Capes/SECyT, que apóia a formação de recursos humanos de
alto nível no Brasil e na Argentina, nas diversas áreas do conhecimento,
por meio do intercâmbio de professores e pesquisadores de instituições
de ensino superior e de pesquisa dos dois países, está com inscrições
abertas, on line, até 31 de julho próximo.
Leia mais
Brasil-França
Últimos dias para se inscrever no Programa Cofecub
Termina no próximo dia 15 de junho o prazo para se inscrever no programa
de intercâmbio científico Brasil-França, que apóia missões de
trabalho e bolsas de estudos para brasileiros. O programa é desenvolvido
em conjunto pela Capes/MEC e o Comitê Francês de Avaliação da Cooperação
Universitária com o Brasil (Cofecub).
Leia mais
Agenda
O presidente da Capes, Jorge Guimarães, será paraninfo das turmas de pós-graduandos
2004/2005, do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). A solenidade
de formatura será realizada amanhã, 11, às 10 horas, no Auditório
Lacaz Neto, do ITA, em São José dos Campos (SP).
Reconhecimento de diplomas
Nova resolução do CNE reafirma necessidade de reconhecimento de títulos
e reforça atuação da Capes na pós-graduação
Os cursos de pós-graduação stricto sensu oferecidos no Brasil
por instituições estrangeiras, diretamente ou mediante convênio com
instituições nacionais, têm novas diretrizes. O Diário Oficial da União
de hoje, 10, publicou a Resolução nº 2, da Câmara de Educação
Superior (CES) do Conselho Nacional de Educação (CNE), alterando a
Resolução nº 2, de 2001.
Segundo o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior (Capes/MEC), Jorge Almeida Guimarães, a medida foi tomada pelo
CNE, após ouvida a Capes, visando encontrar uma solução para resolver
de vez os milhares de casos de pessoas que participaram de cursos de
mestrado e doutorados oferecidos de maneira irregular, em nosso país,
principalmente por meio de associação entre instituições brasileiras e
estrangeiras. Leia
mais
Capes/Fulbright
Inscrições abertas para doutorado nos EUA
A Capes/MEC abriu o período de inscrições para a seleção de bolsistas
para doutorado nos Estados Unidos. O prazo termina no dia 1º de agosto. O
programa é realizado em convênio com a Comissão para o Intercâmbio
Educacional entre os Estados Unidos da América e o Brasil (Comissão
Fulbright).
Os interessados devem ser cidadãos brasileiros, com diploma de nível
superior. A bolsa é destinada a candidatos de comprovado desempenho acadêmico,
com projetos que não possam ser realizados total ou parcialmente no
Brasil, e que se dirijam a instituições norte-americanas de excelência.
As bolsas terão início no segundo semestre de 2006.Leia
mais
Publicação da Assessoria
de Imprensa da Capes
(61) 2104-8333 / 2104-8803 - imprensa@capes.gov.br
www.capes.gov.br
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Editais
da área de Saúde já estão disponíveis
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Os ministros da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, e da Saúde,
Humberto Costa, anunciaram na manhã desta sexta-feira (10) a abertura de
vários editais de fomento a pesquisas na área de saúde, totalizando um
repasse de mais de R$ 25 milhões. Os recursos são oriundos do CT-Saúde
MCT/CNPq e do Ministério da Saúde. Os editais contemplam projetos que
abordam, entre outros, os seguintes temas: "Avaliação Econômica e
Análise de Custos da Saúde", "Neoplasias", "Saúde
Mental", "Hanseníase", "Saúde dos Povos Indígenas"
e "Saúde na Região da Amazônia".
Os editais do CNPq estarão abertos para inscrições a partir do dia
13/06, segunda-feira. O prazo para submissão de propostas é 27/07 e a
previsão é de que a contratação dos projetos comece em novembro deste
ano.
Veja AQUI os
editais www.cnpq.br
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Pesquisadora
e pesquisador do CNPq |
Prezados pesquisadora e
pesquisador do CNPq,
Tendo em vista os ajustes orçamentários feitos na maioria dos projetos
aprovados
por meio do edital universal, os pesquisadores poderão, a seu critério,
alterar a
utilização original dos recursos em capital e custeio, sem necessidade
de prévia
autorização do CNPq.
Esclareço que os recursos devem ser aplicados exclusivamente no projeto
para o
qual foram aprovados e a distribuição dos mesmos deve ser tecnicamente
justificável
quando da prestação de contas, ao final da vigência.
Aproveito a oportunidade para esclarecer que o prazo máximo de utilização
desses
recursos é de 24 meses a contar da liberação da primeira parcela.
Atenciosamente,
ERNEY PLESSMANN CAMARGO
Presidente
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Capes abre inscrições para doutorado nos EUA |
O prazo termina no dia 1º de agosto. O programa é realizado em convênio
com a Comissão para o Intercâmbio Educacional entre os EUA da América e
o Brasil (Comissão Fulbright)
Os interessados devem ser cidadãos brasileiros, com diploma de nível
superior. A bolsa é destinada a candidatos de comprovado desempenho acadêmico,
com projetos que não possam ser realizados total ou parcialmente no
Brasil, e que se dirijam a instituições norte-americanas de excelência.
As bolsas terão início no segundo semestre de 2006.
Segundo informações da coordenadora geral de Cooperação Internacional
da Capes, Maria Luíza Lombas, o programa dobrou o número de bolsas
concedidas, que passaram de 35 implementadas em 2004, para 70 bolsas em
vigência a partir de agosto de 2005.
“Esse aumento foi ocasionado tanto pelo crescimento da demanda
qualificada para doutoramento nos EUA por intermédio do Programa
Capes/Fulbright, quanto pela disponibilidade orçamentária”, diz.
Além desse programa voltado especificamente para os EUA, a Capes continua
com a oferta de bolsas para doutorado no exterior para os demais países,
cujo período de inscrições será divulgado no início do próximo
semestre.
Mais informações no site: http://www.capes.gov.br/capes/portal/
(Fátima Schenini, da assessoria de comunicação da Capes)
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MEC financia projetos em educação do campo
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Projetos educacionais, voltados para a educação do campo, podem ter
assistência financeira do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação
(FNDE/MEC)
Resolução nesse sentido, assinada pelo ministro Tarso Genro, está no
site http://www.fnde.gov.br.
O texto estabelece orientações e diretrizes para essa assistência.
O Ministério da Educação tem, à disposição, R$ 3,48 milhões para
financiar os projetos, que devem priorizar capacitação de professores
e confecção de material didático para educação no campo, de forma
contextualizada e abordando temáticas locais.
Prefeituras, secretarias estaduais e municipais de educação,
universidades, ONGs e entidades sem fins lucrativos podem apresentar o
projeto até o dia 31 de julho, no MEC.
Antes de confeccionar o projeto, é preciso ler o Manual de Assistência
Financeira do FNDE, clicar em projetos educacionais, onde estão anexos
da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade
(Secad). Todos os oito anexos precisam ser preenchidos e encaminhados à
Secad ou ao FNDE, diretamente pela página eletrônica.
"Após receber os projetos, damos o parecer e, se aprovados,
recebem o empenho e os recursos ainda este ano", explicou o
consultor da Secad/MEC, Breno Figueiredo.
Segundo ele, existem 97 mil escolas de educação básica na área
rural, onde estudam oito milhões de alunos, que representam 15% das
matrículas totais naquela etapa (educação básica). Segundo ele, o
MEC ao financiar projetos para educação rural, coloca a diferenciação
do campo como pauta na educação.
Qualidade - A Resolução nº 15, do FNDE, assinada pelo ministro Tarso
Genro em maio deste ano, destaca que é preciso melhorar a qualidade do
ensino ministrado nas escolas do campo, para superar o quadro de
precariedade que as caracteriza.
Há a necessidade de capacitação específica dos profissionais,
professores e técnicos das secretarias estaduais e municipais de educação
desse ensino e de construção de práticas voltadas para valorizar
especificidades do ambiente do campo e da diversidade cultural e social
que o constitui.
Mais informações pelo fone (61) 2104-6235.
(Assessoria de Imprensa do MEC)
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Pesquisadores da UFRGS sugerem ao CNPq o uso de estatísticas no
planejamento de políticas de C&T
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Para o bom desenvolvimento e avaliação de políticas científicas é
imprescindível termos disponíveis estatísticas
Leia a mensagem eviada por Marcia Barbosa e Jeferson Arenzon, do Instituto
de Física da UFRGS, ao presidente do CNPq, Erney Camargo:
“Recentemente o CNPq lançou o Programa Institutos do Milênio, o qual
destina-se, segundo palavras do próprio CNPq, a ‘promover a formação
de redes de pesquisa em todo o território nacional em busca da excelência
científica e tecnológica em qualquer área do conhecimento, assim como
em áreas priorizadas pelo Ministério da Ciência e Tecnologia’.
Como forma de garantir que um programa de tamanha excelência contasse com
uma coordenação compatível com excelência, ou seja, pesquisa de ponta,
o CNPq requer que o coordenador tenha ‘perfil de 1A'.
Mas, qual é o perfil de um pesquisador 1A? Para responder a esta
pergunta, em março deste ano reunimos dados de pesquisadores da área de
física com bolsa de produtividade em pesquisa.
Utilizamos como padrão de medida o mesmo usado pelo CA da física em sua
última reunião e o usado pelo CA de economia (vide página http://www.cnpq.br/sobrecnpq/instanciasdecisorias/ca/ca-ce.htm)
qual seja o número de artigos e número de estudantes orientados.
O estudo estatístico detalhado encontra-se na página (http://www.if.ufrgs.br/~arenzon/bolsa/)
e a distribuição do número de artigos para os diferentes níveis
encontra-se em anexo. Cabe ressaltar que este estudo baseia-se em dados de
março, portanto pequenas alterações podem ter ocorrido. Além disso,
somente fizemos uma análise quantitativa dos artigos.
De qualquer forma, o resultado mais surpreendente é que se levarmos em
conta publicações e orientações, não existe um perfil definido de 1A
na área de física. Ainda mais chocante é o fato da produtividade
feminina no nível 1B ser altíssima o que caracteriza o efeito
internacionalmente conhecido como "glass ceiling".
Outro resultado interessante é o aumento da produtividade do nordeste o
que significa que a política de ação afirmativa com relação à região
tem surtido efeitos.
Por fim, gostaríamos também de destacar a alta produtividade dos
pesquisadores no nível 2, levemente inferior no número total de artigos,
mas bastante acima na média de publicações anuais.
Este resultado demonstra a alta qualidade destes pesquisadores, o que
justificaria a extensão da grant para todos os níveis.
Em resumo, esta carta tem por objetivo chamar a atenção de que para o
bom desenvolvimento e avaliação de políticas científicas é imprescindível
termos disponíveis estatísticas.
Obviamente as estatísticas não substituem os comitês assessores ou as
diretorias, mas dão subsídios preciosos para determinar o que fazer e
avaliar os resultados positivos de políticas públicas.
Neste sentido, solicitamos que o CNPq passe a realizar e publicar estatísticas
nos moldes das que realizamos para todas as áreas. Elas serão um
instrumento importante de auto avaliação para o CNPq, para as instituições
e para os pesquisadores”.
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UFMG sedia seminário internacional de educação matemática |
O Centro Pedagógico da UFMG recebe, nos dias 14 e 15 de junho, o 2º
Encontro Internacional Corpo, Tecnologia e Linguagem em Educação Matemática
O evento reúne pesquisadores de SP, Paraná e Minas Gerais, com objetivo
de criar espaço para discussão e troca de experiências entre
professores e fortalecer os estudos em educação matemática.
A cada edição, um especialista é convidado a participar e
apresentar seus trabalhos na área. Nessa oportunidade, foi convidado o
professor Ricardo Nemirovsky, da Universidade de Boston, EUA.
O pesquisador trabalha a junção de tecnologia e ensino de matemática,
através do desenvolvimento de artigos multimídia.
“Um dos principais pontos de discussão será o papel de tais artigos na
formação de professores e a possibilidade de difusão de pesquisas através
deles, além da formação de uma rede virtual de educadores”, explica Tânia
Margarida Lima Costa, diretora do Centro Pedagógico.
As inscrições devem ser feitas através de depósito em conta corrente
(no valor de R$ 70) e confirmadas mediante envio, para o fax (31)
3499-5175, do comprovante de pagamento e da ficha de inscrição,
devidamente preenchida.
A ficha pode ser adquirida no site http://www.cp.ufmg.br,
onde também está disponível a programação completa do evento.
Mais informações pelo fone (31) 3499-5183.
(Assessoria de Imprensa da UFMG)
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Portal de periódicos da Capes investe em melhorias
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Novas bases de dados e de patentes, plataformas e serviços de pesquisa
dos conteúdos foram incorporadas ao Portal
As novas aquisições são a SciFinder Scholar (Chemical Abstracts),
SportDiscus, INSPEC via SilverPlatter, CrossRef, e Derwent Innovations
Index.
Criado pela Capes em novembro de 2000, para universalizar o acesso à
informação no meio acadêmico-científico, o Portal é atualmente o
maior banco de informações científicas da América Latina, atendendo
152 instituições.
Segundo informações do diretor de Programas da Capes, José Fernandes
de Lima, os novos produtos complementam o serviço que já é oferecido
e fortalecem esse instrumento essencial para o ensino e a pesquisa científica
nacional.
"O fato de estarmos adquirindo novas bases é o atestado de que
investimos para que o portal se fortaleça cada vez mais. Esta é uma
decisão da diretoria da Capes", salienta.
O diretor adianta que a aquisição da SciFinder Scholar (Chemical
Abstracts), principal base de dados bibliográfica e de substâncias na
área de química, atende a uma demanda da comunidade científica.
"Trata-se de uma base da maior importância, que será utilizada não
só pelos profissionais da química, mas também de áreas como farmácia,
medicina, agricultura, porque permite a busca de fórmulas e reações
químicas".
Outra das melhorias introduzidas no Portal é o acesso à base de
Patentes Derwent Innovations Index (DII), em parceria da Capes com o MCT
e a Finep, viabilizada com recursos do Fundo Setorial de
Infra-estrutura.
Na opinião de Fernandes Lima, o acesso a essa base é um importante
instrumento de suporte às atividades de pesquisa, sobretudo na área
tecnológica.
O diretor diz que a Capes espera que as Universidades utilizem, cada vez
mais, o Portal e ajudem a divulgar os novos produtos entre os
estudantes, professores, e funcionários.
"Temos também a expectativa de que as Universidades possam dar
algum tipo de retorno para nós, do quanto esse material está sendo útil",
finaliza.
Saiba mais
SciFinder Scholar (Chemical Abstracts) - inclui referências e resumos
de artigos de periódicos, patentes, livros, relatórios técnicos,
trabalhos de congressos e teses e dissertações. São mais de 24 milhões
de documentos, cobrindo as áreas de química, engenharia química,
bioquímica, farmacologia, toxicologia, ciências biológicas, ciência
e engenharia de materiais e ciências ambientais; 24 milhões de substâncias
orgânicas e inorgânicas que podem ser identificadas por nome, por
estrutura química, por identificador de substância, como o CA Registry
Number, e por fórmula molecular; 51 milhões de seqüenciamentos de ácidos
nucléicos e de proteínas; oito milhões de reações químicas; 200
mil substâncias químicas regulamentadas e sete milhões de produtos químicos
oferecidos no mercado.
SportDiscus - maior base de dados nas áreas de educação física,
esportes, medicina do esporte, e psicologia, sociologia e história do
esporte, com mais de 700 mil referências a artigos de periódicos,
livros, teses e dissertações, trabalhos de congressos e sítios na
internet.
INSPEC via SilverPlatter - a nova plataforma oferece um acesso mais rápido
a esta base de dados que apresenta resumos de artigos de mais de 3 mil
periódicos, trabalhos de congressos, conferências, teses, livros e
outros materiais. O INSPEC abrange as áreas física, engenharia de
materiais, engenharia elétrica e eletrônica, telecomunicações, robótico
e controle, ciência da computação, tecnologia da informação, e
engenharia da produção.
CrossRef Derwent Innovations Index - serviço de pesquisa automática
nos textos completos das coleções de 35 editores científicos.
Derwent Innovations Index - contém mais de 11 milhões de referências
e resumos de documentos de patentes de cerca de 40 países e órgãos
internacionais. Os registros incluem links para citações de patentes,
citações de artigos de periódicos e outras publicações técnicas, e
também para os textos completos dos documentos.
Site da Capes: http://www.capes.gov.br
(Fátima Schenini, da assessoria de comunicação da Capes)
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Para
assoc iar-se à IAAP: |
A
IAAP é a mais antiga associação internacional de psicólogos, com
membros em mais de 80 paises, inclusive no Brasil. Recentemente foi
credenciada pela ONU como Organização Não-Governamental, pelos seus
esforços em prol do bem-estar social.
Como
membro, você receberá o periódico de primeira linha “Applied
Psychology: an International Review”; a “Newsletter” que o manterá
informado sobre principais acontecimentos na área; escolherá 2 Divisões
às quais pertencer; estará credenciado para obter descontos em vários
periódicos internacionais; terá descontos na inscrição aos congressos
da IAAP. Por fim, estará apoiando a IAAP em seus esforços para gerar
consciência e desenvolvimento da Psicologia Aplicada no âmbito
internacional.
Você
pode associar-se online (www.iaapsy.org
).
Você
verá que os psicólogos provenientes de paises em desenvolvimento se
credenciam para descontos significativos no valor da anuidade.
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2º
Encontro Internacional Corpo, Tecnologia e Linguagem em Educação Matemática |
Agência
FAPESP - A segunda edição do Encontro Internacional Corpo,
Tecnologia e Linguagem em Educação Matemática ocorrerá nos dias 14 e
15 de junho, em Belo Horizonte.
O evento, promovido
pelo Centro Pedagógico da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG),
pretende disponibilizar um espaço de discussão e troca de experiências
entre professores da área. O objetivo é fortalecer o desenvolvimento de
pesquisas em educação matemática.
Ricardo Nemirovsky,
professor da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, é o principal
convidado do evento e irá apresentar suas pesquisas. Nemirovsky trabalha
a junção de tecnologia e ensino de matemática, por meio do
desenvolvimento de artigos multimídia.
Mais informações:
www.cp.ufmg.br
ou telefone (31) 3499-5183.
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História da ciência em dois tempos |
Por
Thiago Romero
Agência FAPESP
- A Pontifícia Universidade Católica de São Paulo lança, em cerimônia
que ocorre no dia 6 de junho, às 18h, na capital paulista, duas publicações
sobre a história da ciência.
Segundo uma das
pesquisadoras responsáveis pela organização do livro Escrevendo a
história da ciência: tendências, propostas e discussões historiográficas,
Maria Helena Beltran, os textos abordam os problemas, as questões filosóficas
e os debates historiográficos dessa área de pesquisa “que nasceu
dentro do próprio saber científico”.
“O livro tem como
cerne reflexões sobre a historiografia da história da ciência,
analisando a especificidade dessa área, conquistada em uma longa história
de debates e mudanças”, disse Maria Helena à Agência FAPESP.
A obra faz parte da
série de publicações ligadas ao projeto temático As complexas
transformações da ciência da matéria: entre o compósito do saber
antigo e a especialização moderna, desenvolvido com apoio da FAPESP.
Ciência e história:
o nascimento de uma nova área, Hermetismo e revolução científica,
Historiografia sobre a ciência medieval no século 20 e Tendências
historiográficas na história da ciência são alguns dos artigos do
volume.
O outro lançamento
é uma publicação digital que reúne trabalhos apresentados nas conferências
da 14ª Reunião da Rede de Intercâmbios para História e Epistemologia
das Ciências Químicas e Biológicas (RIHECQB), que ocorreu em junho de
2004.
O CD-ROM Ambiente,
natureza e cultura na perspectiva da história e da epistemologia da ciência:
ciências naturais e suas interfaces conta com textos que analisam,
sob diferentes abordagens e metodologias, as relações das ciências
naturais e exatas com as humanidades.
“São textos
completos escritos por pesquisadores do Brasil e de países como
Argentina, México, Inglaterra e Portugal. O conteúdo digital em formato
pdf abrange temas referentes à elaboração e transmissão de
conhecimentos sobre a natureza e as artes, desenvolvidos em diferentes
contextos culturais”, explica Maria Helena.
As duas publicações
foram desenvolvidas pelo Centro Simão Mathias de Estudos em História da
Ciência (Cesima/PUC).
Mais informações:
www.pucsp.br/pos/cesima.
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Direitos e deveres |
Por
Eduardo Geraque
Agência FAPESP
-
Em tempos de discussão da reforma do Poder Judiciário, a Pirâmide da
Solução dos Conflitos pode ser uma contribuição importante para os
debates. A idéia foi apresentada recentemente na Faculdade de Direito da
Universidade de São Paulo, em forma de tese de doutorado.
“De alguma
maneira, a Pirâmide da Solução dos Conflitos pretende ser uma forma
organizada (escalonada) de promover a colaboração da sociedade civil
para a promoção da paz”, disse Roberto Ferrari de Ulhôa Cintra, o
autor do trabalho, à Agência FAPESP.
Para que a vida
social seja menos conflituosa, ou baseada menos no conflito, o advogado
montou a pirâmide com 12 degraus. “Em apenas dois deles as ações estão
sob o cuidado de juízes e tribunais. Nos restantes, a própria sociedade
civil, por meio de suas instituições, é que deve resolver os problemas
que surgem”, acredita Ulhôa Cintra.
Para o pesquisador,
a conscientização do governo e da sociedade civil é fundamental para
que a pirâmide possa ser utilizada no dia-a-dia do país, no lugar do
caminho jurisdicional. “Os estudos que fiz mostram a ocorrência de um
movimento que parece demonstrar que a Pirâmide já ganhou vida própria”,
conta.
A moderação
(quinta fase da pirâmide) cada vez mais presente nas ações jurídicas
é um dos exemplos citados por Ulhôa Cintra para defender sua tese. “Não
é mais possível a existência do advogado tradicional, que propõe uma ação
para receber, quem sabe em dez anos. Ele tem a necessidade de
‘moderar’ seu cliente e propor um acordo, em vez da ação”,
defende.
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Aids cresce no mundo todo, diz Kofi Annan
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Segundo o secretário-geral da ONU, em 2004, foi batido o recorde de
mortes e novas infecções; meta de contenção da epidemia está ameaçada
Edith M. Lederer escreve para a Associated Press:
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, afirmou numa conferência de cúpula
realizada ontem na sede da entidade, em Nova York, que a epidemia de
Aids está aumentando em todos os continentes.
Annan pediu mais dinheiro e mais empenho das lideranças mundiais para
que essa tendência seja revertida até 2015.
Num discurso de abertura para representantes de 127 países, o secretário-geral
relatou que a escala da resposta global ao flagelo da Aids tem sido
significativa, mas insuficiente, pois "não tem acompanhado a
escala da epidemia".
"No ano passado, ocorreram mais infecções e mais mortes
relacionadas à Aids do que jamais houve", disse. "De fato, o
HIV e a Aids se espalharam a taxas aceleradas em todos os
continentes."
Depois que Annan falou, o diretor-executivo da Unaids (programa da ONU
para a doença), Peter Piot, reconheceu que não é mais realista a meta
de reverter a pandemia da Aids até 2015.
Piot disse que, embora alguns países tenham controlado a doença, em
regiões como o Leste Europeu, a África e a América Central os esforços
são incapazes de conter sua disseminação. "Estamos lidando com múltiplas
epidemias que ainda estão se espalhando", disse.
As afirmações representaram uma rara ocasião em que um alto funcionário
da ONU admitiu que ao menos uma das Metas do Milênio provavelmente não
será alcançada.
Líderes mundiais freqüentemente admitem que outras das metas para o
desenvolvimento e de combate à pobreza estão cada vez mais distantes.
No seu discurso, Annan afirmou também que os esforços para o
tratamento e a prevenção da Aids são insuficientes.
"Só 12% das pessoas que precisam de terapia anti-retroviral em países
de baixo e médio nível de renda a estão recebendo. E, enquanto mais
da metade dos novos infectados são jovens principalmente mulheres ,
a maioria dos jovens no mundo todo ainda tem carência de acesso a serviços
significativos de prevenção orientados a eles", afirmou.
"Agora está claro que a epidemia continua superando nossos esforços
de contenção", arrematou.
Annan disse ainda que é possível, como têm demonstrado o Brasil,
Camboja e Tailândia com seus programas de prevenção bem-sucedidos,
quebrar o ciclo de novas infecções pelo HIV e a disseminação da
Aids.
Segundo ele, há sinais promissores nessa direção vindo de Bahamas,
Camarões, Quênia e Zâmbia.
Mas, disse Annan, para alcançar a meta de reverter a epidemia de Aids
até 2015, é preciso mais recursos dos doadores tradicionais, da
incitava privada e dos próprios países mais afetados.
Mais planejamento e mais e melhores lideranças também são necessários
em todos os níveis, assim como "um real investimento no poder de
decisão das mulheres e das meninas".
Segundo Kofi Annan, brecar a epidemia de Aids é pré-requisito para
atingir as outras Metas do Milênio incluindo a redução à metade
do número de pessoas vivendo na miséria e a garantia de que todas as
crianças tenham acesso à educação elementar até 2015.
"É por isso que a luta contra a Aids é o grande desafio da nossa
era e da nossa geração", afirmou o secretário-geral.
Segundo Peter Piot, para que a meta fique mais factível, os US$ 8 bilhões
a serem empregados no combate à Aids neste ano têm de crescer para um
gasto anual de US$ 14 bilhões a US$ 16 bilhões.
(Folha de SP, 3/6)
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Revista Brasileira de Orientação Profissional |
Associação
Brasileira De Orientadores Profissionais
Revista
Brasileira De Orientação Profissional
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Chamada
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Notícias Capes nº 08 |
Se preferir, acesse o Notícias Capes aqui: http://www.capes.gov.br/capes/portal/conteudo/newsletter/N8.htm
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Nº 08 -
3 a 9 de junho de 2005
Brasil-Cuba
Inscrições para intercâmbio estão abertas
A Capes/MEC está com inscrições abertas, até 31 de julho, para o
programa que realiza com o Ministério da Educação Superior de Cuba
(MES).
O programa apóia projetos conjuntos de pesquisa e cooperação científica
entre instituições de ensino superior do Brasil e de Cuba que visem a
formação de recursos humanos em nível de pós-graduação e o aperfeiçoamento
de docentes .
Leia mais
Leitorado no exterior
Prazo de inscrições está chegando ao fim
Termina na próxima sexta-feira, 10, o período de inscrições para a
seleção de professores interessados em divulgar a cultura brasileira em
instituições universitárias estrangeiras de 12 países. Há cargos
disponíveis na Argentina; Áustria, Barbados, Colômbia, China, Cuba,
França, Índia, Itália, Jamaica, Reino Unido, e Suécia. Os candidatos a
vagas de leitor, função regulamentada pelo Ministério das Relações
Exteriores em 1999, devem solicitar suas candidaturas à Capes.
Leia mais
Agenda
O presidente da Capes, Jorge Guimarães, participa da posse dos
novos membros da Academia Brasileira de Ciências,representando o Ministro
da Educação, Tarso Genro. A cerimônia será realizada quarta-feira, 8,
às 19h, no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro.
Portal de Periódicos
Capes investe em melhorias para o Portal
O Portal de Periódicos
da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
(Capes/MEC), incorporou novas bases de dados e de patentes, plataformas e
serviços de pesquisa dos conteúdos. As novas aquisições são a SciFinder
Scholar (Chemical Abstracts), SportDiscus, INSPEC
via SilverPlatter, CrossRef, e Derwent Innovations Index.
Criado pela Capes em novembro de 2000, para universalizar o acesso à
informação no meio acadêmico-científico, o Portal é atualmente o
maior banco de informações científicas da América Latina, atendendo
152 instituições.
Segundo informações do diretor de Programas da Capes, José Fernandes de
Lima, os novos produtos complementam o serviço que já é oferecido e
fortalecem esse instrumento essencial para o ensino e a pesquisa científica
nacional. "O fato de estarmos adquirindo novas bases é o atestado de
que investimos para que o portal se fortaleça cada vez mais. Esta é uma
decisão da diretoria da Capes", salienta . Leia
mais
Capes/Fulbright
Cresce número de estudantes nos EUA
O número de bolsistas custeados pelo Programa Capes/Fulbright dobrou este
ano comparado ao ano passado. Setenta brasileiros foram selecionados para
cursar doutorado em universidades dos Estados Unidos. Em 2004 foram
oferecidas 35 vagas. O crescimento foi considerado excelente pelo
presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior do Ministério da Educação (Capes/MEC), Jorge Guimarães, e
pelo diretor executivo da Comissão Fulbright (Comissão para o Intercâmbio
Educacional entre os Estados Unidos da América e o Brasil), Luiz
Loureiro.
"Conseguimos ampliar e dar maior eficiência. O convênio com a
Fulbright facilita a colocação dos nossos bolsistas em instituições de
alto padrão. Eles negociam e isto significa redução nas taxas
escolares. A inclusão dos estudantes brasileiros em estudos de alto nível
é uma etapa importante do processo contínuo para pesquisa e para o
desenvolvimento da ciência brasileira", disse Guimarães.
Leia mais
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Publicação da Assessoria de Imprensa da
Capes
(61) 2104-8333 / 2104-8803 - imprensa@capes.gov.br
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Esquizofrenia e desenvolvimento |
Agência
FAPESP - Esquizofrenia é mais freqüente em países desenvolvidos do
que nas nações mais pobres, mas é um problema menos comum do que se
imaginava. As afirmações são de um estudo feito no Centro de Pesquisas
em Saúde Mental de Queensland, na Austrália, e publicado no periódico Public
Library of Science Medicine.
Os resultados encontrados vão contra a
definição corrente na literatura médica de que tal tipo de distúrbio
mental afeta dez em cada mil pessoas, não importando onde residam. A
pesquisa aponta que a taxa mais provável está entre 7 e 8 por mil, com
variações de região para região.
O levantamento, liderado por John
McGrath, professor da Universidade de Queensland, é considerado o mais
completo já feito em todo o mundo. Os pesquisadores analisaram dados
encontrados em 188 estudos, feitos de 1965 a 2002 em 46 países.
Entre os outros resultados encontrados
está que a esquizofrenia é mais freqüente em mulheres do que em homens,
afeta mais imigrantes do que nativos em uma determinada região e é mais
comum em cidades do que nas áreas rurais.
Esquizofrenia é um distúrbio mental em
que podem aparecer sintomas como alucinações, delírios, comunicação
desordenada, dificuldade de planejamento e motivação reduzida.
“Os dados obtidos mostram que a incidência
e a prevalência da esquizofrenia variam muito mais ao redor do mundo do
que se acreditava anteriormente”, disse McGrath, em comunicado da
Research Australia, associação científica australiana. “Também
acreditamos que os subtipos do distúrbio variem de país a país.
Possivelmente os tipos presentes na Austrália são diferentes dos
verificados na Zâmbio ou no Japão, por exemplo.”
Os autores acreditam que o estudo deverá
ajudar especialistas em saúde em todo o mundo a entender melhor a ocorrência
do grupo de distúrbios.
O artigo A systematic review of the
prevalence of schizophrenia, de Sukanta Saha, David Chant, Joy Welham
e John McGrath, pode ser lido no site da PLoS Medicine, em http://medicine.plosjournals.org.
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Divulgado o resultado das Bolsas Especiais |
Já está disponível na página do CNPq a lista de contemplados com
bolsas no país e no exterior recomendadas pelos Comitês de
Assessoramento em abril/maio deste ano e aprovadas pela Diretoria
Executiva do CNPq. Nos próximos dias cada um dos contemplados receberá
carta oficial do CNPq informando os procedimentos a serem tomados.
Veja o
resultado www.cnpq.br
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Pesquisa mostra que 12,7% dos alunos de 10 a 12 anos já fizeram uso de
drogas
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Fora álcool e cigarro, que não são ilegais, solvente é substância
mais usada
Carolina Brígido escreve para ‘O Globo’:
Um estudo patrocinado pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad)
revelou que 12,7% dos estudantes de 10 a 12 anos já fizeram uso de
algum tipo de droga.
Esse índice chega a 15,1% no Sudeste, região em que a situação é
mais crítica. Com exceção de álcool e cigarro, que não são
considerados ilegais, o solvente é a substância preferida dos
entrevistados.
Elaborada pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas
(Cebrid) desde 1987, a pesquisa mostra como o consumo de drogas se
reflete na freqüência escolar: 53,6% dos entrevistados que já haviam
usado a droga ao menos uma vez faltaram às aulas no mês anterior.
A pesquisa teve o objetivo de traçar o perfil do consumo de drogas
psicotrópicas entre estudantes dos ensinos fundamental e médio na rede
pública das capitais.
Foram entrevistados 48.155 jovens com idades entre 13 e 15 anos. O
estudo mostra que quem já usou drogas está mais defasado na escola do
que quem nunca experimentou.
Entre 25 países, maior taxa de uso de solventes
Em uma lista comparativa entre 25 países pesquisados, o Brasil
apresenta a maior taxa de uso de solventes. Dos entrevistados, 18%
usaram esse tipo de droga pelo menos uma vez.
Em outro ranking, de 13 países, o Brasil aparece com o quinto maior
percentual de uso de algum tipo de droga: 22,6%. O primeiro lugar é dos
EUA, com 39,8%, seguido de Barbados, Guiana e Belize. O menor percentual
foi registrado no Paraguai, com 5,6%.
O estudo mostrou ainda a média etária dos jovens que experimentam
alguma droga. No caso do álcool e do tabaco, a iniciação é
considerada precoce: a média nacional é de 12,5 anos e 12,8 anos,
respectivamente.
O primeiro uso da maconha ocorre em média aos 13,9 anos e o da cocaína,
aos 14,4 anos.
O relatório da pesquisa sugere que as intervenções para se diminuir o
abuso de álcool e de outras drogas devem ser conjuntas a ações para
adiar o primeiro gole e o primeiro cigarro.
O álcool é a substância mais usada. Segundo a pesquisa, 65,2% dos
entrevistados disseram ingerir bebidas alcóolicas. Em seguida vem o
tabaco, com 24,9%.
O terceiro lugar é dos solventes, com 18%. Os energéticos aparecem com
12%, seguidos de maconha (5,9%), ansiolíticos (4,1%), anfetamínicos
(3,7%), e cocaína (2%).
Ainda segundo o estudo, 11,7% dos jovens fazem uso freqüente de
bebidas. Apesar de preocupante, constatou-se que o consumo de álcool
caiu em nove de dez capitais avaliadas desde 1987.
A pesquisa também mostrou que a maioria dos jovens que já utilizou
droga ao menos uma vez na vida é pobre: 71,6% são das classes C, D e
E.
O uso pesado de drogas, determinado como sendo de 20 vezes ou mais no mês
que precedeu à pesquisa, atingiu 2,3% dos estudantes.
Entre os jovens que relatam não fazer consumo pesado de drogas, a maior
parte mantém um bom relacionamento com os pais e os pais se relacionam
bem entre si.
Esses alunos também relataram seguir uma religião. Segundo o estudo, o
fato de os pais serem autoritários ou liberais pouco influiu no consumo
de drogas dos filhos.
(O Globo, 1/6)
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4º Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o SUS |
Agência
FAPESP - As inscrições para a quarta edição do Prêmio de
Incentivo em Ciência e Tecnologia para o Sistema Único de Saúde (SUS),
promovido pelo Ministério da Saúde, estão abertas e podem ser feitas até
o dia 30 de junho.
O objetivo é incentivar o
desenvolvimento de novas tecnologias que consigam melhorar o atendimento
aos usuários do SUS. O concurso vai distribuir um total de R$ 40 mil em
prêmios aos autores dos melhores trabalhos nas categorias de tese de
doutorado, dissertação de mestrado, trabalho científico publicado e
monografia de especialização ou residência.
A entrega dos prêmios será realizada
durante o Congresso Mundial de Informação em Saúde e Bibliotecas, que
ocorre de 20 a 23 de setembro, em Salvador.
Mais informações: www.saude.gov.br/sctie/decit.
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Bolsas do CNPq passam a ser definidas também como instrumentos de apoio às
atividades de extensão e transferência tecnológica
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Foi publicada, no “Diário Oficial” da União de 25/5, a resolução
normativa do CNPq estabelecendo as modalidades e as diretrizes gerais para as
Bolsas no país
A novidade desta resolução normativa é que as bolsas passam a ser definidas
também como instrumentos de apoio às atividades de extensão inovadora e
transferência de tecnologias. Fica mantida a definição de bolsa como um
instrumento de apoio para a formação e capacitação de recursos humanos e
incentivo à execução de projetos de pesquisa básica, aplicada ou de
desenvolvimento tecnológico.
A resolução traz ainda definições sobre formas de concessão; modalidades
(individuais e por quotas); acompanhamento e avaliação; e valores de bolsas.
Para ter acesso ao conteúdo completo da resolução, acesse o link http://www.cnpq.br/bolsas_auxilios/normas/rn1505.htm
Na mesma edição, foi publicada uma instrução de serviço (IS), também
do CNPq, que regulamenta e estabelece procedimentos para o processo de concessão
e implementação de quotas de bolsas no país e no exterior, para apoiar a
pesquisa, o desenvolvimento tecnológico e a inovação no país, bem como
atividades de extensão inovadora e transferência de tecnologia.
Com essa instrução, ficam revogadas a IS-003/97 de 1º de julho de 1997 e a
IS-014/04 de 17 de setembro de 2004.
Veja o texto completo da nova instrução de serviço no link http://www.cnpq.br/bolsas_auxilios/normas/is0605.htm
(Gestão C&T, 371)
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3º Congresso Interamericano de Psicologia da Saúde
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Agência
FAPESP - "Território e Percursos do Psicólogo Hospitalar: O mapa não
é o território" será o tema central da terceira edição do Congresso
Interamericano de Psicologia da Saúde, que acontece de 9 a 11 de junho, em São
Paulo.
O evento é promovido pelo Hospital das
Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e pelo Centro
de Estudos em Psicologia da Saúde (Cepsic).
"Tecnologias Médicas e
Interdisciplinaridade", "Adoecimento físico e experiência
emocional", "O paciente hospitalar: a subjetividade individual e a
coletiva" e "Medidas de eficácia das psicoterapias" serão
alguns assuntos a serem discutidos.
Mais informações: www.cepsic.org.br.
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Pós-graduação
deve intensificar solidariedade e transparência
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Os critérios para a avaliação dos programas seis e sete na avaliação
trienal 2004-2006 foram discutidos esta semana, pelos integrantes do Conselho
Técnico Científico (CTC), da Capes/MEC
Alguns pontos novos foram ressaltados, como a solidariedade entre os programas
e uma maior transparência no uso dos recursos públicos.
"A Capes está recomendando que os programas seis e sete mostrem
solidariedade com os programas três e quatro, especialmente aqueles das
regiões geográficas onde a pós-graduação está menos desenvolvida -
Norte, Nordeste, e Centro-Oeste, excluindo o Distrito Federal, bem como o
Espírito Santo, na região Sudeste", diz o diretor de Programas da
Capes, Renato Janine Ribeiro.
A solidariedade significa parcerias por meio de programas financiados pela
Capes como o Minter, onde programas de excelência podem formar turmas
especiais de mestrado fora de sua sede.
Outro exemplo é o PQI (programa de apoio a missões de estudo e de trabalho
voltado à formação de docentes de instituições públicas de ensino
superior; vinculado a projetos conjuntos de pesquisa e pós-graduação entre
equipes de diferentes regiões do país ou de diferentes cidades da mesma
região e de diferentes instituições).
Transparência - Outra decisão do CTC é relativa à transparência que os
programas seis e sete deverão mostrar no uso de recursos da Capes,
disponibilizando na internet o detalhamento dos gastos que fizeram com as
verbas repassadas pela agência.
O diretor diz que é necessário indicar, por exemplo, quais passagens e
diárias foram pagas, a quem e para quê; que bolsas foram concedidas e para
quais alunos; quais livros ou insumos em geral foram adquiridos, e para qual
laboratório ou grupo de pesquisa.
"Essa medida visa assegurar não só à Capes, mas à comunidade
científica e, inclusive, aos participantes do próprio programa,
transparência no uso dos recursos públicos repassados".
(Fátima Schenini, da assessoria de comunicação da Capes)
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Nova versão do projeto do MEC sobre a reforma universitária reafirma
importância da instituição pública
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A versão do anteprojeto de Lei da Educação Superior apresentada nesta
segunda-feira pelo ministro da Educação, Tarso Genro, vê a Universidade como
um todo e reafirma a importância da instituição pública
Tarso Genro disse em seu discurso que o MEC deve agir como gestor das faculdades
e desenvolver essa função com uma visão republicana. "Se nós não
tratarmos o sistema de maneira integral, estaremos em falta com nossa
responsabilidade", afirmou.
Para o MEC, a reforma representa a valorização da universidade pública.
"A universidade pública tem um papel estratégico na construção de um
novo projeto de desenvolvimento que permita o crescimento sustentável com justiça
social", destacou o ministro.
Para o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Gustavo Petta, a
segunda versão serve como ferramenta de transição para a formulação do
modelo ideal de educação.
O novo texto recebeu 121 emendas e destaca três pontos: o financiamento, a
qualidade das instituições federais de ensino e a ampliação de vagas.
Segundo o ministro, a proposta é fruto do debate sobre o tema em todo o país,
e considera a educação um bem público que atende a sua função social por
meio das atividades de ensino, pesquisa e extensão. Questões sobre a educação
à distância e sobre os cursos técnicos também foram abordadas no texto.
O ministério recebeu sugestões para enriquecer a proposta de reforma e reuniu
mais de 230 entidades acadêmicas, científicas e da sociedade civil organizada.
As discussões foram realizadas em vários eventos promovidos pelo MEC e por
outras instituições.
(Agência Brasil, 30/5)
A nova versão do projeto do MEC pode ser lida em:
http://www.mec.gov.br/reforma/Documentos/DOCUMENTOS/2005.5.30.14.46.15.pdf
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Crianças
expostas à violência têm o dobro de chances de usar armas
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A chance de um adolescente cometer atos violentos com armas de fogo é
praticamente o dobro se ele foi uma criança que testemunhou atos desse tipo
A conclusão é de um estudo feito por pesquisadores da Escola de Medicina
Social da Universidade de Harvard, nos EUA, e publicado na revista
‘Science’. O objetivo da investigação era justamente buscar as raízes
dos comportamentos violentos.
A pesquisa se baseou em entrevistas feitas durante cinco anos com 1.500
adolescentes de 78 regiões de Chicago. Com base nas respostas, foi elaborada
uma planilha detalhada sobre o comportamento dos jovens.
‘Tivemos uma grande quantidade de informações, o que tornou possível a
conclusão de que os jovens que na infância testemunharam atos violentos são
os que mais reproduzem essa violência, principalmente usando armas de
fogo’, explicou o sociólogo Jeffrey Bingenheimer, um dos autores do estudo.
O fator violência na infância, segundo o sociólogo, apresentou-se muito
mais importante para determinar a agressividade na adolescência do que a
pobreza, o uso de drogas ou o fato de o jovem ter sido criado por apenas um de
seus pais.
— Ser testemunha de atos violentos é o único quesito que faz as chances de
uma criança se tornar um jovem violento dobrarem — disse Bingenheimer.
A violência é uma doença contagiosa, diz cientista
O coordenador do estudo, Felton Earls, da Universidade de Harvard, comparou a
violência a uma doença contagiosa:
— A cada delito violento que conseguimos impedir, evitamos uma cascata de
outros delitos — resumiu Earls.
(O Globo, 27/5)
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Cientista coreano recebe US$ 1 milhão do governo
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A Coréia do Sul decidiu investir mais US$ 1 milhão nas pesquisas do grupo de
Woo Suk Hwang, responsável pelos primeiros embriões humanos clonados e pelo
sucesso na derivação de linhagens de células-tronco a partir deles
O pesquisador já contava com amplo apoio governamental, com US$ 2 milhões
para estudos e US$ 24,4 milhões para manutenção das instalações de
pesquisa.
(Folha de SP, 26/5)
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Senado
tenta impedir veto de Bush à lei de célula-tronco
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Os senadores que defendem a lei que flexibiliza os financiamentos às
pesquisas com células-tronco embrionárias começaram a fazer articulações
para barrar o anunciado veto do presidente George W. Bush
A lei já foi aprovada pelos deputados. O objetivo agora é obter dois terços
dos votos do Senado, única forma de neutralizar o veto presidencial.
A campanha é liderada por um membro do partido de Bush, o senador republicano
da Pensilvânia Arlen Specter, que se diz otimista quanto à obtenção dos
votos necessários para impedir o veto.
’Nós também seremos responsáveis se dermos margem para que o presidente
consiga vetar o projeto. É isso o que estou explicando aos senadores. Estou
otimista. Creio que vamos obter os votos necessários’, disse.
Para ter o projeto aprovado, os defensores das pesquisas públicas com células-tronco
precisam do voto favorável de pelo menos 58 senadores.
Mas para impedir o veto e garantir a efetividade do projeto são necessários
no mínimo 78 votos.
’Já temos certeza de que conseguiremos a aprovação. Agora, já estamos
bem perto de atingir os dois terços’, disse Specter.
Apesar de ter membros de seu partido contrários a sua postura, o presidente
Bush articula junto à ala conservadora para impedir a aprovação. Numa
declaração, ontem, ele reafirmou ser contrário ao uso de dinheiro público
para essas pesquisas.
’Não acho que o uso de dinheiro federal para tirar vidas seja uma coisa
boa. Os senadores precisam entender isso’, disse o presidente.
O projeto foi aprovado pela Câmara na terça-feira, mas a margem de aprovação
— 239 votos a favor e 194 contra — não é suficiente para anular o veto
presidencial anunciado por Bush.
A posição do presidente foi criticada na quarta-feira por cientistas e
entidades de pesquisa de várias partes dos EUA.
Proposta teve discussão acalorada na Câmara
A proposta em debate tem como principal polêmica a inclusão dos estudos com
células-tronco de embriões congelados, que seriam descartados em clínicas
de fertilização in vitro , na lista das pesquisas que podem receber
financiamento do governo federal.
A sessão parlamentar foi marcada por um debate acalorado, com os defensores
da lei argumentando que a pesquisa é essencial para se obter avanços no
campo da medicina e os opositores alegando que destruir embriões humanos é
como destruir vidas. (Com The New York Times)
(O Globo, 27/5)
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Sob a ameaça de veto, debate sobre células-tronco chega ao Senado dos EUA
O líder dos democratas no Senado, Harry Reid, pediu, nesta quarta-feira, votação
rápida sobre a lei aprovada pela Câmara na terça-feira e que libera verbas
federais dos EUA para pesquisas com células-tronco embrionárias
Reid disse que o presidente George W. Bush está ‘política, moral e
cientificamente errado’ por se opor à medida e ameaçar vetar o projeto.
Refletindo as colocações feitas por defensores do projeto na Câmara, o
democrata de Nevada disse que a pesquisa com células-tronco embrionárias
traz a promessa de ajudar milhares de pessoas que sofrem com diabete, mal de
Alzheimer e outras doenças. Ele insistiu por uma votação sem permissão de
emendas.
O principal defensor do projeto de lei no Senado, o republicano Arlen Specter,
que está sendo submetido a tratamento contra um câncer, fez um apelo pessoal
em favor de uma ação rápida em nome das pessoas criticamente doentes dos
EUA.
‘Olho-me no espelho todos os dias e mal me reconheço’, disse Specter, que
perdeu o cabelo em decorrência do tratamento quimioterápico. ‘Não ter a
disponibilidade do melhor cuidado médico é simplesmente atroz.’
Specter teme que o senador republicano Bill Frist, líder do governo e contrário
à pesquisa com embriões, trabalhe contra a votação do projeto.
Harry Reid pediu pressa aos senadores um dia depois de a Câmara aprovar a lei
- por 238 votos a 194. A diferença, no entanto, foi bem menor que o apoio de
dois terços necessários para suplantar o veto ameaçado por Bush.
‘Não há chance de que isso que venha a se transformar em lei’, disse o
republicano Dave Weldon, um dos mais severos críticos do aborto e que também
se opõem à medida aprovada pela Câmara: ‘Não sei por que o Senado se
daria ao trabalho de adotá-la’.
O projeto de lei do Senado suspenderia as restrições de 2001 impostas por
Bush aos recursos federais para novas pesquisas com células-tronco embrionárias.
Os senadores contrários à lei ameaçaram obstruir a votação. Mas seus
defensores dizem que já têm mais de 60 votos garantidos. Frist, no entanto,
ainda não incluiu a medida no cronograma de debates no plenário.
‘O povo americano não pode se dar o luxo de esperar mais tempo para que
nossos melhores cientistas possam realizar mais e melhores pesquisas com células-tronco
embrionárias’, disse Tom Harkin, outros senador a favor da lei.
(O Estado de SP, 26/5)
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Senador dos EUA afirma que conseguirá votos para vencer o veto de Bush
O senador americano Arlen Specter, do Partido Republicano, lançou ontem um
desafio ao presidente George W. Bush
Ao defender o projeto de lei que permite o financiamento público das
pesquisas com células-tronco embrionárias, ele afirmou que conseguirá votos
suficientes para derrubar a oposição de Bush, que ameaça vetar a medida.
‘Não gosto de ameaças de veto, mas, se ele vier, então a resposta do
Congresso será sobrepujá-lo, se pudermos’, afirmou Specter, que sofre de câncer
e vê as pesquisas como uma esperança para si mesmo.
Para impedir o veto de Bush, seriam necessários pelos menos dois terços dos
votos. O presidente já se declarou contra a medida por achar esse tipo de
pesquisa imoral.
Para obter as células-tronco embrionárias, é preciso destruir os embriões
das quais elas provêm. Sua utilização é considerada promissora em várias
doenças degenerativas.
(Do ‘New York Times’)
(Folha de SP, 27/5)
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Renasce
a censura, artigo de Roberto Romano
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A censura é tutela que reduz o cidadão à menoridade. A imprensa livre está
na essência do regime democrático
Roberto Romano, filósofo, é professor titular de Ética e Filosofia Política
na Unicamp e autor de, entre outras obras, ‘Moral e Ciência - A
Monstruosidade no Século XVIII’ (ed. Senac/SP). Artigo publicado na ‘Folha
de SP’:
A ‘Folha de SP’ publicou em 1978 um dossiê sobre a censura ditatorial. No
início da lista, os senhores da verdade proibiam ‘a publicação do decreto
de d. Pedro 1º abolindo a censura no Brasil. Também está proibido qualquer
comentário a respeito’ (6/9/72).
O ato que anula um decreto imperial obriga-nos a recordar as teses de Walter
Benjamin: ‘Se o inimigo vence, nem os mortos estão seguros’.
Os adversários da liberdade ressurgem em lugares inesperados e a qualquer
momento. Eles buscam silenciar fatos, conceitos e debates: ‘Fica proibida a
divulgação de notícia sobre a apreensão de jornais em Porto Alegre’
(20/9/72).
A censura, contrária aos direitos, se oculta no mesmo ato em que afirma sua
existência nauseante: ‘Está proibida a divulgação de qualquer notícia ou
comentário sobre censura, de procedência nacional ou internacional, que esteja
ocorrendo no Brasil’ (2/1/73).
Em nossos dias, a memória daqueles tempos desaparece na poeira. Mas é preciso
reavivar as lembranças. ‘Estão proibidos comentários, transcrição de matérias
sobre apreensão, suspensão, censura prévia e outras medidas legais,
preventivas e repressivas adotadas contra editoras, livros, revistas, jornais e
televisões’ (5/2/74).
‘Fica proibida a divulgação de notícias que envolvem menores criminosos ou
envolvidos em assaltos, furtos ou roubos’ (19/2/74). A hipocrisia é mesmo
ineficaz. Basta ler as notícias não censuradas sobre a Febem de 2005.
A censura não esquece sequer os fardados: ‘Fica proibida a transcrição, em
todo ou em partes, do discurso proferido pelo sr. general comandante do 2º Exército,
no CPOR de SP, como ficam proibidas quaisquer referências, comentários,
editoriais ou qualquer outra forma de notícia sobre o referido discurso’
(21/2/74).
A ditadura servida pelos censores começou com as cassações no Parlamento. É
bom recordar a origem do termo. No Parlamento, a fala sem censuras é conditio
‘sine qua non’.
Nele é garantida, trocando-se os canhões pelos discursos, a trégua que gera a
obediência às leis e atenua a guerra de todos contra todos. Tiranias
inutilizam os parlamentos ao amordaçá-los.
‘Está proibida a divulgação de notícias ou comentários sobre o discurso
proferido hoje pelo deputado Lisâneas Maciel (do MDB carioca, cassado em 1976)
na Câmara Federal (2/4/73).
E pouco antes: ‘Está proibida a divulgação ou noticiário (sic) do discurso
pronunciado hoje na Câmara pelo deputado Freitas Nobre (MDB-SP) sobre censura
na imprensa’ (26/3/73).
Freitas Nobre lutou contra a ditadura e foi vitimado pelos censores.
Em seu livro ‘Imprensa e Liberdade. Os Princípios Constitucionais e a Nova
Legislação’ (Summus Editorial), ele expõe as falhas da ordem democrática
ao indicar a distância entre o texto constitucional e a efetiva existência de
‘uma imprensa censurada e tolhida pela ação arbitrária e ilegal’.
A censura, cometida por funcionários do governo ou por outras instâncias do
Estado, nega o princípio democrático do poder transparente. Todo governante
deve prestar contas de seus atos à cidadania -qualquer candidato aos cargos é
submetido à regra.
O nome desse imperativo é ‘accountability’, surgido na Inglaterra do século
17 contra o arbítrio do rei, em prol dos ‘homens comuns’. A mesma idéia
alicerça os EUA, a maior república moderna, e definiu em 1789 a proclamação
francesa dos direitos.
Condição da ‘accountability’ é a livre imprensa. Sem ela, impossível
avaliar os governantes. O direito de saber o que fazem os administradores não
é cedido a ninguém pelo povo soberano.
A censura é tutela que reduz o cidadão à menoridade. A imprensa livre está
na essência do regime democrático.
Nele, ‘nenhum indivíduo humano transfere seu direito natural a um outro (em
proveito do qual ele aceitaria não mais ser consultado). Ele o transfere ao
todo da sociedade da qual é parte. Os indivíduos permanecem, assim, todos
iguais, como no estado de natureza’ (Spinoza, Tratado Teológico-Político,
16).
Todo censor julga-se acima dos homens comuns.
Fernando Morais é hoje vítima de censura. Seu livro ‘Na Toca dos Leões’
esclarece ângulos históricos até agora ignorados. O autor sofre pena digna
dos tempos ditatoriais: se fala sobre o caso, é multado.
Alvos da censura são frases atribuídas a certa pessoa citada pelo autor, com
supostas teses racistas de um ex-candidato à Presidência da República.
Morais poderia ser processado, sem censura prévia: as responsabilidades seriam
apuradas e, caso houvesse culpa do autor, os brasileiros, seguindo o direito à
informação, testemunhariam contra ele.
O prejudicado, na realidade ou na pretensão, poderia exigir indenização por
dano material, moral ou à imagem.
A censura impede a defesa pública do acusado e aprioristicamente o pune sem
contraditório. A democracia não medra em terreno onde sua existência é
condicional.
Até que seja provado o prejuízo das pessoas, o leitor tem um direito que ninguém
pode arrancar. Salvo em caso de ditadura judiciária. Essa seria tão nefasta
quanto a militar.
(Folha de SP, 26/5)
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Capes:
aprovados 21 novos cursos de pós-graduação
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Conselho Técnico-Científico (CTC) da Capes/MEC aprova 21 novos cursos
São 16 de mestrado, quatro de doutorado e um de mestrado profissional. O
resultado foi definido na terça-feira, dia 24, após dois dias de análise dos
resultados apresentados pelas coordenações de área.
‘Em menos de um ano, conseguimos analisar quase a totalidade dos 450 projetos
de criação de cursos apresentados em 2004. Com esse resultado, atingimos 96%
do total’, disse o diretor de avaliação da Capes, Renato Janine Ribeiro.
‘Nosso objetivo é agilizar ainda mais o processo.’
Das 40 propostas avaliadas na reunião, 16 deixaram de ser recomendadas. Outras
seis terão o direito a recorrer nos próximos 30 dias.
Dentre os cursos recomendados está o de doutorado em filosofia, na Universidade
Federal da Paraíba (UFPB).
O projeto de criação do programa resultou de associação entre a UFPB e as
Universidades federais de Pernambuco (UFPE) e do Rio Grande do Norte (UFRN).
Modelo - Para a coordenadora de acompanhamento e avaliação da Capes, Rubia
Silveira, esse é um modelo de parceria.
‘Se cada uma das instituições fosse apresentar uma proposta, não
conseguiria a qualidade exigida, pois não teria condições de manter um corpo
docente forte’, salientou.
‘Com a iniciativa conjunta, houve uma consolidação de força e as três
instituições acabaram obtendo a aprovação.’
A Universidade Federal do Amazonas recebeu credenciamento para a criação dos
cursos de mestrado e doutorado sobre diversidade biológica.
De acordo com a Coordenação de Acompanhamento e Avaliação da Capes, o
programa é de extrema importância para região porque desenvolverá atividades
multidisciplinares, contribuirá para descobertas de novas plantas e aprofundará
o estudo do bioma regional.
A instituição também recebeu recomendação para a implementação de
mestrado em engenharia elétrica.
Após a recomendação da Capes, os cursos receberão o reconhecimento do
Conselho Nacional de Educação (CNE/MEC). Há no país 2.972 cursos de pós-graduação.
(Assessoria de Imprensa da Capes)
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MEC
lança nesta segunda-feira nova versão do projeto de Reforma do Ensino
Superior
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O ato terá lugar no auditório do MEC, em Brasília, às 11h, transmitido pelo
canal NBr da Radiobrás e podendo também ser acompanhada pela Internet, pelo
site da Radiobrás
O MEC vem debatendo publicamente, desde março de 2004, o anteprojeto da Lei da
Educação Superior.
Mais de 230 entidades acadêmicas, científicas e da sociedade civil organizada
participaram das discussões em centenas de eventos promovidos pelo MEC e pelas
instituições.
O objetivo do MEC foi suscitar o debate para enriquecer a elaboração da
proposta de Reforma Universitária, que tem como princípios a qualidade do
ensino superior e a ampliação do acesso de cidadãos à Universidade.
O novo texto resulta deste processo democrático. O anteprojeto recebeu 67
emendas de organizações e indivíduos.
A população também pôde participar do debate por intermédio do ‘Fala
Brasil’, canal direto de comunicação entre o MEC e a sociedade, pelo fone
0800-616161.
A Reforma Universitária foi tema de programas de TV, trabalhos em salas de
aula, e de um fórum criado pelo MEC na página eletrônica que armazena
documentos sobre o anteprojeto.
No Orkut, comunidade virtual da Internet, há seis comunidades que analisam a
Reforma Universitária, com participação de milhares de internautas.
No ato de lançamento da segunda versão do projeto de reforma do Ensino
Superior serão destinados 20 minutos para que os dirigentes do MEC respondam a
perguntas de telespectadores e internautas.
As questões podem ser enviadas, a partir das 11h, para o site
reformauniversitaria@mec.gov.br ou para o fax (61) 2104-9277.
Participe desse debate! Reúna grupos de discussão e ajude a construir o
Projeto da Lei da Educação Superior.
(Assessoria de Comunicação Social do MEC)
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Encontro Regional de Ciência, Tecnologia e Sociedade, no Uruguai
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Em Montevidéu, nos dias 8, 9 e 10 de junho
A reunião é promovida pela SBPC e pela ProCiência, Associação Civil para o
Progresso da Ciência, do Uruguai.
A iniciativa surgiu de um entendimento entre o presidente da SBPC, Ennio
Candotti, e Gonzalo Pou, líder da ProCiência, que assumiu a coordenação
geral do evento.
O objetivo fundamental do encontro é fomentar a cooperação entre as
comunidades científicas dos dois países e de outros países sul-americanos.
O evento inspira-se na Reunião de Buenos Aires, promovida em novembro de 2004
pela SBPC e pela Associação Argentina para o Progresso da Ciência (AAPC).
O Encontro de Montevidéu deverá discutir questões gerais de C&T e inovação
de interesse mútuo e para toda a região.
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Reunião
do Conselho Nacional de C&T (CCT) com presidente Lula adiada para
meados de junho
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O encontro estava marcado para a próxima terça-feira, dia 31 de maio. Agora
terá nova data definida proximamente
Um dos temas da agenda da reunião diz respeito ao futuro do Fundo Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
A Comissão de Coordenação do CCT tem discutido o assunto, com vistas
justamente ao encontro plenário com o presidente Lula, onde as decisões
finais são tomadas.
Também em pauta estarão as conclusões até agora alcançadas pelo grupo de
trabalho especial constituído para examinar os gastos em C&T realizados
em todas as esferas do país governamentais e não-governamentais.
Incluiu-se ainda na agenda um item sobre cooperação em C&T na América
do Sul, tendo por eixo principal as relações entre Brasil e Argentina.
(JMF)
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Fiocruz faz 105 anos de serviços prestados ao Brasil
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Data será comemorada com lançamento da biografia de Oswaldo Cruz, exposição
e posse de novos diretores
A Fundação Oswaldo Cruz completa 105 anos nesta quarta-feira. Tendo como
origem o antigo Instituto Soroterápico Federal, criado em 1900, a Fiocruz
tornou-se, nestas mais de dez décadas, a maior instituição de pesquisa biomédica
da América Latina.
Se o Instituto nasceu para combater doenças como a peste bubônica, a varíola
e a febre amarela, que assolavam o país no final do século 19, a atual Fiocruz
mantém os mesmos objetivos iniciais: transformar a realidade da saúde
brasileira por meio da pesquisa, da inovação tecnológica e da ação social.
A produção de vacinas, que é a mais antiga e conhecida realização da Fundação,
hoje divide espaço com a produção de medicamentos e a pesquisa de temas tão
diversos quanto a violência doméstica, o transplante de células-tronco e o
estudo da Aids, resultado das atividades de 15 unidades de pesquisa científica,
localizadas no campus de Manguinhos, no RJ, e em outros centros de estudos em
Minas Gerais, na Bahia, em Pernambuco, no Amazonas e no Paraná.
Por ocasião da data, acontece nesta quarta-feira a cerimônia de posse dos
novos diretores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), Tânia de Araújo Jorge, da
Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), Antônio Ivo de
Carvalho, e da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), André
Malhão.
Também nesta quarta-feira há o relançamento da biografia de Oswaldo Cruz,
escrita por Clementino Fraga, e o lançamento do Plano Quadrienal 2005/2008 da
Fiocruz. Após a cerimônia será aberta a exposição 100 anos de arquitetura
em Manguinhos, no 3º andar do Pavilhão Mourisco, sede da Fiocruz.
O objetivo da mostra é comemorar o centenário do início da construção do
Castelo, com mapas, fotos e textos que retratam a construção do que hoje é
considerado o acervo arquitetônico do campus, bem como de sua evolução.
A exposição foi fruto de uma pesquisa reunida no livro Um lugar para a ciência:
a formação do campus de Manguinhos, publicado pela Editora Fiocruz.
(Peter Ilicciev, da Assessoria de Imprensa da Fiocruz)
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Câmara
americana desafia veto de Bush em projeto de células-tronco embrionárias
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Proposta é aprovada, mas ainda pode ser derubada pelo presidente
Sheryl Gay Stolberg
Em Washington
A Câmara aprovou um projeto de lei nesta terça-feira (24/05) que expande o
financiamento federal para pesquisa de células-tronco embrionárias, desafiando
a ameaça de veto do presidente Bush, que apareceu na Casa Branca cercado de bebês
e crianças pequenas nascidas de embriões de proveta e alertou que a medida
"nos fará cruzar uma linha ética crítica".
Jamie Rose/The New York Times
Diana DeGette (democrata) e Michael Castle (republicano) atendem a imprensa
depois da votação que aprovou as pesquisas com embriões
A votação, por 238 votos contra 194, com 50
republicanos a favor, ficou muito aquém da maioria de dois terços necessária
para derrubar um veto presidencial, criando a possibilidade de um confronto
entre o Congresso e Bush, que nunca exerceu seu poder de veto.
Um projeto idêntico conta com apoio bipartidário
no Senado; momentos após a votação na Câmara, os responsáveis por ele no
Senado escreveram ao líder republicano, Bill Frist, pedindo que a coloque na
pauta de votação.
A ação da Câmara representa a primeira votação
sobre pesquisa de células-tronco embrionárias desde agosto de 2001, quando
Bush abriu a porta para financiamento de estudos com dinheiro do contribuinte,
mas apenas dentro de limites rígidos.
A nova medida permitirá que o governo pague
por estudos envolvendo embriões humanos que estão depositados de forma
congelada nas clínicas de fertilidade, desde que os casais que conceberam os
embriões certifiquem que tomaram a decisão de descartá-los.
"A Casa Branca não pode ignorar esta votação",
disse o principal defensor republicano do projeto, o deputado Michael N. Castle
de Delaware, acrescentando: "Eu estou animado".
Mas os oponentes também disseram que estavam
animados. O deputado Joseph R. Pitts, republicano da Pensilvânia, disse:
"Eu odeio perder, mas me sinto muito bem com esta votação. Nós
derrotamos a margem à prova de veto por 50 votos".
A grande pergunta agora é o que acontecerá no
Senado .Frist, um cirurgião cardíaco do Tennessee que apóia a política em
vigor,
>já está enfrentando intensa pressão por parte dos conservadores em torno
da questão das indicações de Bush ao Judiciário e não parece disposto a
marcar uma votação sobre pesquisa de células-tronco. Ele disse na semana
passada que deseja checar seus colegas antes de tomar uma decisão.
A votação na Câmara ocorreu após uma
passional campanha de lobby por parte de defensores dos direitos dos pacientes,
incluindo Nancy Reagan, que se tornou uma forte defensora da pesquisa de células-tronco
durante a luta de seu marido com o mal de Alzheimer. Ela telefonou para muitos
republicanos nesta semana pedindo que votassem a favor, disse Castle.
Mas Bush respondeu com um poderoso golpe duplo,
empregando todo o peso da Casa Branca na
oposição. Na sexta-feira, ele fez uma rara ameaça de veto ao projeto de
Castle. Na terça-feira, poucas horas antes da votação, ele apareceu na Sala
Leste da Casa Branca com famílias criadas por uma rara mas crescente prática,
na qual um casal doa seus embriões congelados para outro.
"As crianças presentes aqui hoje nos
lembram de que não há tal coisa como embrião descartável", disse Bush,
em meio ao som dos bebês embalados nos braços de suas mães.
"Cada embrião é único e geneticamente
completo, como todo ser humano. E cada um de nós iniciou a vida desta forma.
Estas vidas não são matéria-prima para ser explorada, mas dádivas."
Os pais, que trabalham para uma agência de adoção
cristã, aplaudiram entusiasticamente. Quando Bush disse que "cada vida
humana é um bem precioso de amor inigualável", uma mãe atrás dele no
palco disse a palavra "Amém".
O evento na Casa Branca, sobre o que os cristãos
conservadores e o presidente chamam de questão importante de "cultura da
vida", demonstrou quão longe Bush está disposto a ir para reafirmar a política
que ele considera o coração moral de sua presidência.
Em outro sinal de quão importante é a questão
para os conservadores, o líder republicano na Câmara, Tom DeLay do Texas,
comandou a oposição ao projeto, também o abordando em termos morais fortes.
"Um embrião é uma pessoa, um organismo
humano distinto, integrado e dirigido internamente", declarou DeLay,
acrescentando: "Nós todos já fomos embriões. Abraão também foi. Maomé
também foi. Jesus de Nazaré também foi".
Ele prosseguiu: "A opção de proteger um
embrião humano da destruição com financiamento federal não se trata, no
final, de embriões humanos. Trata-se de nós, de nossa rejeição à noção
traiçoeira de que apesar de toda vida humana ser sagrada, algumas são mais
sagradas que outras."
As células-tronco embrionárias humanas,
isoladas dos embriões humanos pela primeira vez em 1998, têm o potencial de
crescer em qualquer tipo de célula ou tecido do corpo, contendo assim grande
promessa de tratamento de doenças.
Mas os embriões são destruídos quando as células
são extraídas. Assim, Bush, visando desencorajar uma maior destruição de
embriões, insistiu em 2001 que o financiamento federal fosse limitado aos
estudos das colônias de células-tronco, ou linhagens, já existentes.
Em seu lugar, Bush está promovendo a pesquisa
de células-tronco adultas, que são extraídas da medula óssea e do sangue,
incluindo o sangue do cordão umbilical, que têm menor potencial para a
medicina do que as células-tronco embrionárias.
Na terça-feira, a Câmara votou por 431 votos
contra 1 a aprovação de uma medida que criará bancos de sangue de cordão
umbilical para promover apesquisa de células-tronco adultas.
Mas foi o debate em torno das células-tronco
embrionárias que inflamou as paixões na Câmara, soando às vezes como uma lição
de biologia celular, às vezes como um discurso teológico e às vezes como
confissão pessoal. Um deputado após o outro se dirigiu ao plenário da Câmara
para recontar suas lutas com a consciência e as marcantes experiências
pessoais com morte e doença.
O deputado Jim Langevin, democrata de Rhode
Island, usou o microfone em sua cadeira de rodas para falar sobre sua lesão na
medula espinhal, que ele disse que poderia ser curada pela pesquisa.
A deputada Jo Ann Emerson, republicana do
Missouri, falou sobre um jovem chamado Cody, que ficou paralítico após um
acidente de carro aos 16 anos e que lhe pediu para que repensasse sua oposição
aos estudos envolvendo células-tronco embrionárias.
"Eu escrevi posteriormente à família de
Cody para lhes dizer que, mesmo após ouvir sua história, eu não poderia fazer
o que ele me pedia", disse Emerson, "e lamento ter escrito aquela
carta desde então". Mas para cada defensor com uma história pessoal
comovente, havia um oponente como o deputado Dan Lungren, um republicano da
Califórnia, cujo irmão tem mal de Parkinson. "Eu aprendi muitas coisas
com meu irmão", disse Lungren, "mas o que mais aprendi é que há uma
diferença entre certo e errado".
Os responsáveis pelo projeto no Senado, os
senadores Arlen Specter, republicano da Pensilvânia, e Tom Harkin, democrata de
Iowa, marcaram uma coletiva de imprensa para quarta-feira para exigir uma ação
rápida.
"Eu não entendo por que Bush está
fazendo isto", disse Harkin,acrescentando: "Eu gostaria que ele não
traçasse linhas na areia".
Tradução: George El Khouri Andolfato
(Uol Mídia Global, 25/5)
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CNPq
lança editais para Olimpíadas de Ciências e Programa Editorial
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Os dois juntos dispõem de recursos da ordem de R$ 3,5 milhões e as propostas
devem ser enviadas até 8 de julho
As inscrições já estão abertas e para o
edital de Olimpíadas poderão apresentar propostas pesquisadores individuais
vinculados a instituições de ensino superior ou a institutos e centros de
pesquisa e desenvolvimento, públicos ou privados, todos sem fins lucrativos.
Com recursos de R$ 1milhão, oriundos do Tesouro Nacional, o objetivo do edital
é apoiar a realização, em todo o território nacional, de Olimpíadas de Ciências,
como um instrumento para a melhoria dos ensinos fundamental e médio, com a
conseqüente atualização de professores, bem como de identificação de jovens
talentosos que podem ser estimulados a seguir carreiras científico-tecnológicas.
O edital do Programa Editorial, que dispõe de
R$ 2,5 milhões, tem por objetivo apoiar e incentivar a editoração e publicação
de periódicos científicos brasileiros, sendo considerado prioritário o apoio
às revistas divulgadas por meio eletrônico na Internet, em modo de acesso
aberto, em todas as áreas do conhecimento. Essas publicações devem ser
mantidas e editadas por instituição ou sociedade científica brasileira, sem
fins lucrativos, de âmbito nacional, que contribua para elevar o nível de
qualidade, forma e conteúdo das revistas nacionais dedicadas à C&T, para
divulgação no Brasil e no Exterior.
Poderão apresentar propostas editores de periódicos
científicos nacionais, mantidos e editados por instituição ou sociedade científica
brasileira, sem fins lucrativos, e que sejam pesquisadores de comprovada
qualificação e experiência, e/ou dirigentes de entidades mantenedoras, de âmbito
nacional.
Veja
os editais completos. www.cnpq.br
Assessoria de Imprensa do CNPq
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Informativo eletrônico CAPES nº 07
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CRP 07 - INFORMATIVO
ELETRÔNICO SEMANAL
(nº 2 - 27 de maio de 2005)
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APAF define ações para o Sistema Conselhos
A primeira reunião da Assembléia de Políticas
Administrativas e Financeiras (APAF) no ano de 2005 foi realizada nos dias 21 e
22 de maio, em Brasília. O encontro deliberou ações para o Sistema Conselhos.
Confira os principais pontos:
Plano de ação
O plano de ação do CFP até 2007 baseia-se em quatro desafios:
fortalecer a organização política da profissão; oferecer referências para a
qualificação técnica e ética da profissão; contribuir para a sistematização
de uma Psicologia articulada à realidade brasileira; referenciar o diálogo da
profissão com o Estado.
Novo Código de Ética
Após longo debate, foi aprovado o Novo Código de Ética dos psicólogos.
Em breve estaremos disponibilizando o texto na íntegra. O texto está passando
por fase final de correções gramaticais.
Dia do Psicólogo
Foi lançada a campanha "Compromisso Social e Fortalecimento das
Políticas Públicas - fechamento do Banco Social de Serviços". As
atividades incluem um programa nacional com vídeo institucional e relatórios,
eventos em todos os regionais e seções e criação de um do Centro de Referência
em Políticas Públicas. Além disso, cada Regional poderá realizar suas
comemorações específicas.
Banco Social de Serviços em Psicologia
Após apresentação das atividades realizadas, foi debatida a criação
de um Centro de Referencia Técnica em Psicologia e Políticas Públicas. O
objetivo é identificar práticas e problemas na formação. O centro deve ser
organizado de forma democrática e com a participação de todos os Regionais.
Comissões e Grupos de Trabalho
Orientação e Fiscalização
Presidente: Kátia Bones Rocha
Encontros abertos: terceira quarta-feira de cada mês, às 8h30
Ética
Presidente: Bárbara Conte
Encontros: segundas-feiras das 13h30 às 15h30
* Comissão restrita a conselheiros, fiscais e funcionários
Auditoria e Controle Financeiro
Presidente: Helena Scarparo
Encontros: segundas-feiras às 9h
* Comissão restrita a conselheiros, fiscais e funcionários
Políticas Públicas
Presidente: Vera Pasini
Encontros: segundas-feiras às 18h30
Pauta atual: Psicologia e Assistência Social e Reforma Psiquiátrica
Comunicação
Presidente: Jefferson Bernardes
Encontros: sextas-feiras às 9h
Pauta atual: Nova política de comunicação (jornal, site, boletim CRP Informa,
comunicação interna, identidade visual)
Avaliação Psicológica
Presidente: Diego Villas-Bôas
Encontros: terças-feiras às 9h
Pauta atual: Reflexão sobre a importância da avaliação psicológica na
sociedade
Titulo de Especialista
Presidente: Maria da Graça Jacques
Encontros: conforme demandas de trabalho
Direitos Humanos
Presidente: Nelson Rivero
Encontros: quartas-feiras às 9h
Pauta atual: campanha nacional de Direitos Humanos
Grupo de Trabalho do Sistema Penitenciário
Coordenador: Luis Eduardo Ferreira
Encontros: um sábado por mês
Pauta atual: A Psicologia e a vulnerabilidade social no Sistema Penitenciário
Grupo de Trabalho da Psicologia do Trânsito
Coordenador: Hélio Possamai
Encontros: informações com o fiscal Lúcio Garcia (orientafisc@crp07.org.br)
Pauta atual: Situação da relação entre o exercício profissional do psicólogo
com o Detran
Grupo de Trabalho do Código de Ética
Coordenadora: Simone Hüning
Encontros: vários pelo estado do Rio Grande do Sul
Pauta atual: Novo código de ética do psicólogo
Grupo de Trabalho da Nova Sede
Coordenadora: Maria da Graça Jacques
Encontros: conforme demanda de trabalho
Pauta atual: Aquisição de nova sede para o CRP-RS
Grupo de Trabalho do Ato Médico
Coordenadora: Bárbara Conte
Encontros: terças-feiras alternadas, às 18h30
Pauta atual: campanha "Agora são outras 500"
Participe das discussões e traga
sua contribuição!
Informações: (51) 3330-3458 ou orientec@crp07.org
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Cérebro tem áreas para captar sarcasmo
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Ao comparar regiões do cérebro de pessoas saudáveis e autistas, pesquisadores
da Universidade de Haifa, Israel, descobriram o que pode ser a chave para a
interpretação de mensagens irônicas e sarcásticas
Os cientistas constataram: partes distintas do cérebro são responsáveis pela
interpretação de mensagens literais e pelas que têm conteúdo subliminar,
como a ironia e o sarcasmo.
De acordo com o estudo, o lado esquerdo do cérebro é o responsável pela tradução
literal das mensagens. Já a parte frontal e o lado direito teriam como função
interpretar as mensagens a partir do contexto em que foram passadas e de outros
sinais subjetivos.
Uma lesão na área frontal ou no lado direito poderia fazer uma pessoa
interpretar mensagens somente de forma literal, uma das características do
autismo.
’Esta descoberta pode nos ajudar e entender melhor o autismo. Pessoas
com esse problema têm muita dificuldade de entender mensagens irônicas e sarcásticas.
Isto se deve a lesões que possuem no lado direito e na parte frontal do cérebro’,
explica a médica Simone Shamay-Tsoory, coordenadora do estudo.
Americanos descobrem área da tomada de decisões
Para fazer o estudo, os pesquisadores fizeram perguntas a voluntários e ao
mesmo tempo mostravam imagens, para que eles respondessem se o conteúdo tratava
de uma ironia ou de uma mensagem de conteúdo literal.
A expressão ‘Joe está trabalhando muito’, sobre o desenho de Joe sentado
em sua mesa no escritório, com as pernas para cima, foi uma das imagens usadas
nos testes realizados.
No mesmo dia em que os pesquisadores israelenses divulgaram os resultados da
pesquisa, cientistas da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, anunciaram ter
descoberto que a região cerebral do córtex pré-frontal é a responsável pela
tomada de decisões.
‘Pessoas com lesões nessa região do cérebro têm uma série de dificuldades
quando são expostas a situações em que precisam tomar decisões, quando mudam
de ambiente ou quando se deparam com situações que podem deixá-las perplexas
ou muito assustadas’, conta a neurologista Michela Gallagher.
(O Globo, 24/5)
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A
política da bioética e da ética do patrimônio genético, artigo de
Carlos A. Cursino Roriz
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Existe interesse político das potências sobre os dados e materiais científicos
existentes no Brasil, assim como, existe o desinteresse pela definição das
regras do jogo a partir do interesse dos países possuidores de megadiversidade
Carlos A. Cursino Roriz é mestre pela UnB no Centro de Desenvolvimento Sustentável
(CDS), em Política e Gestão de Desenvolvimento Sustentável. Artigo enviado
pelo autor ao ‘JC E-mail’:
Segundo Volnei (JC 2762, 2005), a tentativa de criação do Conselho de Bioética
nos EUA no governo de Jimmy Carter foi fracassada, mas ao meu ver isto era
esperado dada a condição política em que se colocam os países integrantes do
Grupo G8.
Embora fato confirmado, pode parecer estranho, mas tem sentido, que os EUA, líder
das potências do G8, não tenham se interessado desde aquela época pela criação
da sua instituição na responsabilidade pela atividade da área da Bioética.
Existe interesse político das potências sobre os dados e materiais científicos
existentes no Brasil, assim como, existe o desinteresse pela definição das
regras do jogo a partir do interesse dos países possuidores de megadiversidade.
A institucionalização das atividades envolvendo a ética do patrimônio genético
poderá impor freio e vir disciplinar as coletas de dados e materiais científicos
no Brasil pelos países do Grupo G8 e OP14.
Afinal o que envolve a bioética e a Ética no Patrimônio Genético? Quem
possui as maiores reservas de recursos naturais? Quem deveria ser o maior
interessado pela definição das regras do jogo?
Vejamos os conceitos, a demanda internacional, as reservas dos recursos naturais
e a tentativa de criação de instituição (Projeto de Lei) vinculada à Presidência
da República.
De acordo com Bellino apud (Encyclopedia of Bioethics, 1978), Bioética
literalmente significa ‘ética (ethos) da vida (Bio), é o estudo sistemático
da conduta humana na área das ciências da vida e dos cuidados da saúde, na
medida em que esta conduta é examinada à luz dos valores e princípios
morais’
De acordo com Roriz (JC E-mail 2755, 2005), patrimônio genético significa o
conjunto de organismo vivo (e morto emenda-se aqui) e seu meio ambiente,
excetuando os seres humanos. Por força de lei o ser humano, ‘brasileiro’, não
é considerado patrimônio genético a partir da aprovação da Medida Provisória
2186-16./2001 art. 3º.
Pegando-se empestadas palavras de Bellino e juntando ao nosso conceito do parágrafo
anterior, defino a Ética do Patrimônio Genético à luz da legislação
brasileira em 2005, como: o estudo da conduta humana sobre os organismos: vivo e
morto, não humano e seu meio ambiente, na medida em que esta conduta é
examinada à luz dos valores, modo de ser, e princípios morais vigente.
É vigente porque a ética cujos valores, modo de ser e princípios são mutáveis,
variáveis e vulneráveis, está sujeita a evolução, transformações e
interesses.
Faz-se a ressalva de que a população indígena, podendo ser considerada uma raça,
é considerada pela constituição brasileira como uma parcela diferenciada da
população, face às suas características culturais, genéticas, sociais, etc,
e sendo assim deveria ser reconhecida como patrimônio genético.
Por força do conceito, dada o prefixo ‘Bio’, a bioética não contempla os
dados e materiais científicos inerte que cobre a superfície das águas, das
florestas, dos cerrados, das matas, uma vez que esse material estando morto (não
vivo), abrange tão somente ao conceito do patrimônio genético.
Esse material que também é básico para estudo da nanotecnologia é uma
recente área do conhecimento das ciências, inerente à gestão da Ciência e
Tecnologia. Por isso, deve-se prezar pelo material morto, orgânico, inerte,
como as folhagens secas da Mata atlântica, Cerrado e da Amazônia.
A ética aplicada ao patrimônio genético abrange todos os recursos naturais,
além de servir de alerta ao comércio ilegal no país. O patrimônio Genético
tem sido equivocadamente denominado de biopirataria nesse comércio ilícito.
Na verdade, na prática, a biopirataria envolve todos os dados e materiais científicos
sejam vivo ou morto, mas o seu conceito alcança tão somente o material vivo
(Bio).
O termo mais adequado para esta prática ilícita poderia ser chamado de
Genpirataria, desvio ilícito de dados e materiais genéticos de organismos,
sejam vivo ou morto e seu meio ambiente.
O país poderá está perdendo milhões de dólares no comércio ilegal da
genpirataria para instituições públicas e privadas estrangeiras por meio da
ajuda de brasileiros que coletam esses dados e materiais de áreas públicas e
privadas.
Existem possibilidades do envio dessas coletas em pacotes para o exterior através
de diversos meios de transportes disponíveis no país.
Exemplificando, um quilo de material inerte da superfície do solo brasileiro
enviado sistematicamente para o exterior, para ser analisado por um laboratório
especializado em nanotecnologia pode significar alto e lucrativo comércio e
constantes prejuízos brasileiro.
Sendo assim, ao se confrontar a definição da Bioética com a Ética do Patrimônio
Genético, a bioética tem seu conceito mais limitado ainda que inclua os
estudos sobre os Seres Humanos.
Mas esta inclusão acaba se anulando por existir a Comissão Nacional de Ética
em Pesquisa (Conep) responsável por este tipo de organismo vivo.
A Comissão Nacional de Ética do Patrimônio Genético poderá trabalhar de
forma semelhante a Conep, e de forma integrada com: o Conselho Nacional de Gestão
do Patrimônio Genético, além de abranger o Ibama, os postos alfandegários
marítimos e aéreos, as instituições de pesquisas e de fomento, e outras, com
o objetivo de alimentar um Banco de Dados (B/D) de âmbito Nacional dos recursos
naturais do país.
Esse B/D é fundamental para geração de diversos indicadores de gestão da Ciência
e Tecnologia aos quais pouco se dá atenção.
Os dados e materiais científicos inerentes ao patrimônio genético brasileiro
são de extrema importância e valor, e representa alta demanda pelos países
integrantes do G8.
Países em estado econômico atrasado são mencionados nas pesquisas como
aqueles que mantiveram até o nosso tempo níveis de conservação do patrimônio
genético em condições mais naturais ou superiores aos países adiantados.
Países OP14, segundo (Roriz, 2003) são catorze países que coletaram dados e
materiais científicos no Brasil, no período de 1991 a 2001, quase na sua
totalidade em parceria com o grupo G8, ou sejam: Holanda, Suécia, Colômbia,
Austrália, Argentina, Suíça, Bélgica, China, Venezuela, Romênia, Porto
Rico, Nigéria, Finlândia e Dinamarca. O período em referência diz respeito
à data da pesquisa junto aos arquivos do CNPq/MCT.
O valor dos recursos naturais encontrados em território brasileiro é
ressaltado por Picarelli e Aranha (2001), que apontaram a distribuição da
biodiversidade no planeta dizendo que 70% da diversidade biológica se encontram
em 12 países de megadiversidade ou sejam: Brasil, Colômbia, Equador, México,
Peru, China, Índia, Indonésia, Malásia, Madagascar, Zaire e Áustria.
Sendo assim, constata-se que entre os 12 países que detém 70% da
megadiversidade do mundo nenhum deles integra o Grupo G8, o que possibilita
dizer que as reservas dos recursos naturais se concentram em países
subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, como é o caso do Brasil.
Países em estado economicamente atrasado deveriam ser os maiores interessados
na institucionalização da ética nas atividades do patrimônio genético.
Os 12 países de megadiversidade são aqueles que deveriam liderar a 33o.
Conferencia Universal de Bioética, assessorados pelos integrantes do G8, na
votação prevista para o final deste ano de 2005.
Se os países integrantes do G8 são os maiores interessados na coleta de dados
e materiais científicos no país, a sugerida Comissão Nacional de Ética do
Patrimônio Genético terá a missão de estreitar laços de cooperação
internacional com benefícios mútuos, e não se situar em posição exclusiva
de submissão a código universal de ética que não venha gerar retornos
compensativos para o Brasil.
O caminho não está, simplesmente, na criação da Comissão Nacional de Bioética
(CNB) de forma urgente e urgentíssima para atender a uma reunião internacional
no interesse dos países do grupo G8.
A saída não está na aprovação deste Projeto-de-Lei 3497 /2004, de autoria
dos deputados do PT Ivan Valente e Maninha. Já existe Decreto aprovado sobre a
Bioética.
Desde 23 de outubro de 2002 foi criada no âmbito do Ministério da Saúde uma
comissão denominada Comissão Nacional de Bioética em Saúde (CTBioética),
através do Decreto 4436.
De acordo com a consultoria jurídica da Ministério da Ciência e Tecnologia,
consulta realizada por email, endereço eletrônico WEBCONJUR@mct.gov.br , o
Decreto 4436/2002 está vigente e de conformidade com a Legislação do Senado
Federal.
Ao se comparar as atribuições da comissão CTBioética aprovada no governo de
Fernando Henrique Decreto 4436/2002 , com a comissão CNB Projeto
3497/2004, no governo Lula, constata-se que ambas comissões possuem termos,
palavras e atribuições quase idênticas, levando a crer que a CNB foi
elaborada sob inspiração da Comissão Nacional de Bioética existente desde
outubro de 2002.
A CNB do Projeto-de-Lei 3497/2004 apresenta atribuições assim resumidas: 1.
Acompanhar questões éticas nas áreas do conhecimento da saúde e biologia; 2.
Elaborar estudos e relatórios dos objetivos e resultados das pesquisas para
assessorar os três poderes;
3. Emitir recomendações sobre temas submetidos; 4.promover fóruns; 5.
Colaboração internacional em questões de bioética; 6. Fazer prospecções de
questões éticas; 7. envidar esforços para facilitar compreensão das questões
éticas pela sociedade.
A CNBioética em Saúde, criada pelo Decreto 4436/2002, apresenta atribuições
quase idênticas ( compare), senão vejamos: 1. Acompanhar as questões da bioética;
2.Elaborar e estudos e pareceres para assessorar o Ministro da Saúde; 3. Emitir
recomendações sobre temas; 4.propor fóruns; 5. Acompanhar questões de bioética
no cenário nacional e internacional; 6. Elaborar regimento interno.
O que mais diferencia entre ambas, não citada acima, é que o Projeto-de-Lei
3487/2004 compõe a comissão através de indicação de instituições de
elevado conceito técnico e cujos nomes serão nomeados pelo Presidente da República.
Outro ponto é que o Projeto-deLei se predispõe a colaborar
internacionalmente com as questões éticas, enquanto que a Comissão já criada
se predispõe a acompanhar essas mesmas questões.
É comum neste país, criar instituições ao invés de aproveitar a estrutura
existente. Ou criar instituições públicas cujas prerrogativas se chocam com
outras instituições vinculadas em outros ministérios.
É comum criar soluções sobre esses choques de responsabilidades através de
colegiado, comissões, grupo executivo, grupo de trabalhos, etc, na esperança
de resolver os impasses políticos entre entrelaçamento de competências.
Em fim, a criação da Bioética (CNB) pelo Projeto de Lei 3497/2004 irá
entrelaçar suas funções com a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa
(CONEP) do Conselho Nacional de Saúde (CNS), com a CTBioética em Saúde do
Ministério da Saúde, e com o CNPq do Ministério da Ciência e Tecnologia
(MCT) que fomenta, financia e aprecia projetos desta subárea do conhecimento
das ciências.
Portanto, a criação da Comissão Nacional de Ética do Patrimônio Genético
(CONEPg), alcança maior abrangência sobre os recursos naturais do território
brasileiro, ou sejam: sobre os organismos vivo e morto e seu meio ambiente.
Ademais, o país terá melhor êxito se a CONEPg for criada ao invés
daquela, por se situar mais próxima da comunidade científica (comitês,
consultores ad hoc, pesquisadores, instituições de pesquisa, etc) junto a um
órgão de fomento, tal como CNPq/MCT.
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Reitores discutem reforma da educação superior em Fortaleza
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Cerca de 100 reitores e autoridades ligadas à educação superior participam da
73º Plenária do Conselho de Reitores, em Fortaleza, para debater a reforma da
educação superior
O evento, organizado pelo Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras
(Crub), teve início nesta segunda-feira, 23, e prossegue até o dia 25. O
secretário de Educação Superior, Nelson Maculan, representa o ministro Tarso
Genro na plenária.
No dia 24, Maculan e o presidente do Crub, Manassés Claudino Fonteles, farão
exposição no painel Perspectivas da Reforma da Educação Superior.
Além das discussões sobre a reforma, o Crub homenageará uma das instituições
fundadoras do conselho, a Universidade Federal do Ceará, que comemora 50 anos.
Como evento paralelo, será lançado o 21º Prêmio Jovem Cientista, com o tema
Sangue: Fluido da Vida, e serão apresentados os vencedores do prêmio da edição
2004.
(Assessoria de Imprensa da SESu)
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O
fomento à pesquisa enquanto dilema, artigo de Paulo Marreiro dos Santos Júnior
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A cada ano que se passa aumenta a quantidade de alunos nos programas de pós-graduação
em todo o país
Paulo Marreiro dos Santos Júnior é coordenador de Cursos, Eventos e Projetos
da APG PUC SP. Artigo enviado pelo autor ao ‘JC E-mail’:
A cada ano que se passa aumenta a quantidade de alunos nos programas de pós-graduação
em todo o país. Paralelo a tal aumento está o anseio de muitos desses alunos
de participarem dos insuficientes modelos de fomento à pesquisa.
E na contra-mão da ampliação de pós-graduandos necessitados de
financiamento, para o bom andamento de suas pesquisas, está o refluxo da
quantidade de bolsas, distribuição nacional desigual de financiamento e
proibições a rendas complementares.
Realidade perversa que é acompanhada por valores insuficientes ou reajustes
fora do contexto socioeconômico do Brasil. Preocupações sempre presentes no
cotidiano de já bolsistas e pretendentes a adentrarem no universo da pós-graduação.
Segundo o mapa da pós-graduação no país, divulgado em 25 de abril de 2005
pela Capes/MEC, há 122.295 pós-graduandos matriculados em 1.925 programas
reconhecidos pelo MEC, com o número de bolsistas chegando ao irrisório total
de 44.112, cerca de 36% dos alunos.
Ano a ano tem aumentado a distância entre a quantidade de pós-graduandos e o
financiamento de bolsas pelas instituições de fomento, havendo uma relação
entre um e outro inversamente proporcional.
De 1995 a 2005 houve um aumento médio anual de 11% de mestrandos e 14% de
doutorandos. Os números mostram que em 1990 foram titulados 5.737 mestres e
1.302 doutores, já em 2004 foram 30 mil mestres e 9 mil doutores formados.
No entanto, o orçamento das instituições de fomento à pesquisa não
acompanhou o número cada vez crescente de pós-graduandos.
Só para ter uma idéia dessa desproporção, no mesmo período a Capes teve
aumentos orçamentários de somente 2% ao mês, excedendo os anos de 2003 e
2004 quando houve maiores aumentos, estes motivados pelo reajuste de 18% no
valor das bolsas.
E a Capes é a responsável por maior parte das bolsas concedidas, financiando
55% do total, ficando o CNPq com 32% e a Fapesp com cerca de 13%.
A desproporção torna-se mais visível quando se analisa a média de bolsas
fornecidas em comparação ao crescente aumento de pós-graduandos. Em 1991, o
CNPq e a Capes forneceram 19.072 bolsas.
Em 2003 houve uma redução para 17.693 bolsas. Há ainda a agravante da baixíssima
participação dos estados quanto ao financiamento de bolsas aos pós-graduandos.
Não se podem considerar como os únicos problemas relevantes a ausência de
reajustes condizentes com a realidade socioeconômica e a insignificante
quantidade de bolsas.
Associados a esses há o desequilíbrio regional na distribuição de bolsas,
pois os principais estados recebedores são: SP, RJ, Minas Gerais, Rio Grande
do Sul e Paraná.
Essa desproporção regional torna os problemas relevantes à bolsa piores
ainda, pois alunos do norte, nordeste e centro-oeste são obrigados a migrarem
para o eixo sudeste-sul se quiserem tornar o sonho do financiamento uma
realidade, sendo aumentados seus custos diários com moradia, deslocamento,
alimentação, investimentos acadêmicos, lazer, entre outros, engrossando
assim a fileira dos que necessitam de maiores reajustes e concessões de
bolsas.
Outra questão que intercruza com os baixos valores e insuficientes
quantidades de bolsas está nas instituições de fomento que proíbem seus
bolsistas de terem outras fontes de renda mediante vínculo empregatício.
Não entrando no mérito se é uma decisão acertada ou não, isso acaba
tornando o bolsista integralmente dependente da bolsa-pecúnia como única
fonte de renda.
Caso seja um bolsista migrante, investimentos de cunho acadêmico, como:
viagens para congressos, aquisição de livros, inscrição em eventos e
muitas outras atividades tornam-se um gasto a mais quando o prioritário acaba
sendo a sobrevivência diária.
Pois é impossível, com o atual valor das bolsas, atender às necessidades básicas
de sobrevivência e as acadêmicas, principalmente em regiões como sul e
sudeste onde o custo de vida é alto.
Como dito, o baixo valor das bolsas e a quantidade insuficiente não são os
únicos problemas da pós-graduação. Mas esses têm sua grande relevância
quando está no cerne de outras questões.
O fomento à pesquisa, no que tange às bolsas, tem se tornado mais um
exercício de controle cotidiano entre receita e despesas que um pleno apoio
aos pós-graduandos.
Infelizmente uma questão que traz prejuízos à pesquisa e ao futuro
promissor que se pretende lançar o país, já que não há muito que pensar
quando tem que se escolher entre um livro e a refeição diária, locação de
moradia, pagamento de tarifas públicas, ... .
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Encontro discute direitos humanos na educação
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A inclusão do tema direitos humanos em todos os níveis de ensino é uma das
principais reivindicações do Comitê Nacional de Direitos Humanos
Para atender a essa demanda, o Ministério da Educação realiza hoje, dia 23,
e amanhã, 24, no Carlton Hotel, em Brasília, o seminário Construindo uma
Agenda de Educação para os Direitos Humanos.
O encontro vai apontar caminhos para que o MEC estimule e apóie iniciativas
de inclusão da questão em sala de aula.
De acordo com o secretário executivo adjunto do MEC, Jairo Jorge, a sociedade
vive um momento de fragmentação e mercantilização de valores, as quais
devem ser combatidas por meio da educação.
‘É fundamental que a escola crie um movimento contra essa corrente,
valorizando uma visão humanística, de valores democráticos e
republicanos’, disse.
Para Mário Mamede, secretário adjunto da Secretaria Especial dos Direitos
Humanos da Presidência da República, a escola deve desenvolver políticas
preocupadas não só com a qualidade do ensino formal, mas também com a formação
de cidadãos.
‘É necessário que a escola contemple todos os ensinamentos e princípios básicos
em direitos humanos para que a criança aprenda a respeitar a diversidade
presente na sociedade’, afirmou.
Segundo o secretário de educação continuada, alfabetização e diversidade
do MEC, Ricardo Henriques, a inclusão do tema direitos humanos nos ensinos
infantil, fundamental, médio e superior é tão importante que existe uma
comissão, formada por todos os órgãos vinculados ao MEC, responsável por
promover a discussão do assunto.
‘Esse movimento, que começou no governo Lula, nunca foi feito no âmbito do
ministério’, enfatizou.
Plano - Lançado em dezembro de 2003, o Plano Nacional de Educação em
Direitos Humanos está em fase de atualização.
A idéia é debater com toda a sociedade a formulação do texto, que tem como
objetivo construir uma cultura voltada para o respeito aos direitos
fundamentais do indivíduo.
A partir de junho, serão realizados encontros em todos os estados. ‘O
grande desafio está na inclusão do tema direitos humanos na formação de
professores para que a questão seja ampliada a todos os níveis de ensino’,
lembrou a coordenadora do Comitê Nacional de Direitos Humanos, Aída Monteiro
Silva.
(Assessoria de Imprensa do MEC)
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Anpepp: preocupação pelo atraso na divulgação do Edital do Programa
Editorial 2005 do CNPq
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Segundo calendário publicado na página, o prazo para submissão ao Programa
termina em 30 de maio
Leia a íntegra da mensagem, enviada pela diretora da Anpepp ao ‘JC e-mail’
nesta terça-feira:
‘A Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia (Anpepp)
manifesta sua preocupação pelo atraso na divulgação do Edital do Programa
Editorial 2005 do CNPq. Segundo calendário publicado na página, o prazo para
submissão ao Programa termina em 30 de maio.
No entanto, até agora não houve notícias sobre o atraso ou adiamento. Os
funcionários do CNPq não sabem informar sobre isto. Reiteradas solicitações
por e-mail não foram respondidas.
No entanto, por telefone, os funcionários informam que o Grupo de
Assesssoramento à Editoração (GAE) foi extinto, embora os novos processos de
análise e avaliação dos periódicos não tenham sido divulgados ou tenha sido
feita uma consulta à comunidade científica sobre estes fatos.
Não fornecem, ainda, qualquer perspectiva sobre a distribuição do recurso
prometido em 2004 para a transformação das revistas impressas em eletrônicas.
Esta situação é dramática e, mais uma vez, a comunidade científica corre o
risco de atrasar suas publicações, colidindo com as exigências, por exemplo,
do Qualis da Capes, sobre regularidade e atendimento da periodicidade das
revistas e do próprio CNPq de produtividade na pesquisa.’
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Estudo
internacional sobre tecnologia da informação terá R$ 2,1 milhões
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O objetivo da pesquisa é mostrar os pontos críticos e as oportunidades para a
oferta nacional nos serviços de TI
No dia 19 de maio, foi assinado contrato pela Agência Brasileira de
Desenvolvimento Industrial (ABDI), Associação Brasileira das Empresas de
Software e Serviços para Exportação (Brasscom) e pela Finep, para o
desenvolvimento de estudo internacional relacionado à cadeia de serviços de
Tecnologia da Informação (TI).
Os recursos são da ordem de R$ 2,1 milhões
O montante será repassado pela Finep e pelas empresas que compõem a Brasscom.
O objetivo da pesquisa é mostrar os pontos críticos e as oportunidades para a
oferta nacional nos serviços de TI.
A previsão é de que, até agosto deste ano, seja divulgado um panorama da
inserção brasileira no mercado internacional de global sourcing
(desenvolvimento de fornecedores).
Alessandro Teixeira, presidente da ABDI, afirmou que o estudo é um marco para o
setor de TI e que ele pode servir para aumentar as exportações de empresas de
menor porte.
Os resultados também serão utilizados para divulgar os serviços a potenciais
compradores de offshore/outsourcing (terceirização no exterior).
A metodologia aplicada na pesquisa inclui a realização de seminários de
avaliação e divulgação da oferta brasileira aqui e no exterior, com o
intuito de fortalecer as empresas nacionais exportadoras de software.
Mais detalhes no site http://www.mdic.gov.br
ou pelo telefone (61) 2109-7190.
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Finep
oferece apoio a eventos científicos
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Os interessados em solicitar apoio financeiro à Finep, para eventos a serem
realizados entre setembro e dezembro deste ano, já podem enviar suas
propostas
A agência de fomento do MCT oferece uma modalidade de apoio financeiro não-reembolsável
exclusivamente para realização de congressos, seminários e eventos científicos,
tecnológigos e de inovação.
Com essa ação, a Finep busca apoiar as iniciativas de eventos destinados,
exclusivamante, a intercâmbio científico e tecnológico, divulgação e
difusão do conhecimento e à discussão de temas ligados à ciência,
tecnologia e à inovação, por meio de financiamentos de propostas
apresentadas por instituições sem fins lucrativos, organizadoras e
executoras de eventos com essas finalidades.
A versão impressa das propostas de eventos, devidamente assinada pelos
gestores das instituições participantes, deverá ser enviada à Finep até o
dia 24 de junho.
Confira mais detalhes sobre os limites de financiamento, calendário e outras
informações no site da Finep: http://www.finep.gov.br
ou pelo e-mail: cp_eventos@finep.gov.br
(Assessoria de comunicação da Finep)
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Uma escola contra a escravidão
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por José Arbex Jr.
9 de abril, sábado. Eles são muitos, cerca de
trezentos professores universitários (incluindo titulares, livres-docentes,
doutores, pesquisadores renomados em suas áreas), psicanalistas, filósofos,
economistas e educadores. Ocupam a sala principal da Escola Nacional Florestan
Fernandes, criada e construída pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem
Terra (MST), em Guararema, a 60 quilômetros de São Paulo. A pauta é extensa:
iniciar um debate com o objetivo de elaborar uma grade curricular de nível
superior (graduação e pós-graduação), destinada a formar camponeses e
integrantes dos mais diversos movimentos sociais. Em cinco séculos de história
do Brasil, é a primeira tentativa de criação de uma universidade efetivamente
popular, impulsionada pelos setores mais pobres da população e em relação de
franca colaboração com a nata intelectual do país.
A sede física da escola foi construída por 1.115 sem-terra, ao longo de quatro
anos e meio de trabalho oferecido por voluntários oriundos de assentamentos e
acampamentos de todo o país. Sobre um terreno de 30.000 metros quadrados foram
construídas instalações de tijolos de solo-cimento fabricados na própria
escola. Essa técnica é agroecológica, dispensa reboco, contribui para
diminuir a quantidade de ferro, aço e cimento utilizada na obra e é mais
resistente e fácil de assentar. Ao todo, são três salas de aula, que
comportam juntas até duzentas pessoas, um auditório e dois anfiteatros. Os
recursos para a construção da escola foram obtidos com a venda do livro Terra
(textos de José Saramago, músicas de Chico Buarque e fotos de Sebastião
Salgado), contribuições de organizações não-governamentais (ONGs) européias
e doações de amigos e amigas brasileiros e internacionais.
Como era de esperar, a inauguração da escola, em janeiro, foi motivo de escândalo
e chacota por parte dos setores mais reacionários da mídia nacional, que mais
uma vez se valeram de porta-vozes recentemente convertidos ao credo neoliberal.
Eles devem mesmo se sentir ameaçados. Um dos pilares de sustentação da
estrutura social baseada na tradicional divisão em casa-grande e senzala é
precisamente o abismo que separa os intelectuais das camadas populares. O “povão”
sempre foi mantido a distância dos centros produtores do saber. A elite
brasileira sempre foi muito eficaz e inteligente a esse respeito. Conseguiu até
a proeza de criar no país uma universidade pública (apenas em 1934, isto é,
434 anos após a chegada de Cabral) destinada a excluir os pobres. Como afirma o
professor Roberto Romano, em memorável entrevista concedida a Caros Amigos, ao
ser indagado sobre a existência ou não de uma universidade pública no Brasil:
“Existe o princípio da universidade pública, uma tradição anterior de
universidade pública, mas paradoxalmente excludente. Aí precisamos discutir um
pouco melhor o projeto da Universidade de São Paulo. Gosto sempre de lembrar
que a USP tem uma origem hedionda. Gosto sempre de citar o texto do Júlio de
Mesquita Filho, quando ele diz que a USP, que a universidade deve ser, no
organismo social, o que o cérebro é no corpo. E que a função da universidade
é estabelecer a disciplina na mentalidade popular. Mas duas páginas depois ele
diz: ‘Nós temos que cuidar muito do organismo político brasileiro, e não
podemos dar direito de voto a determinadas regiões’ – como a nordestina
etc. – ‘porque o organismo brasileiro é meio teratológico, cresceu de um
lado e não se desenvolveu em outro. (...) Ocorreu na sociedade brasileira um
problema seriíssimo, foi incorporada à cidadania a massa impura e formidável
de 2 milhões de negros, que fizeram baixar o nível da nacionalidade, na mesma
proporção da mescla operada’. Vou morrer com essa frase decorada. Então,
está dado o programa. Está claro?”
Claríssimo. Júlio de Mesquita Filho, diretor de O Estado de S. Paulo entre
1927 (após a morte do pai e fundador do jornal) e 1969, quando faleceu, é hoje
aclamado pela historiografia oficial como intelectual impecável e impulsionador
da universidade pública brasileira (empresta o nome à Universidade Estadual de
São Paulo, Unesp). Como é possível associar tal imagem a um sujeito que
articulou ativamente o golpe de 1964 e que odiava “a massa impura e formidável
de 2 milhões de negros, que fizeram baixar o nível da nacionalidade, na mesma
proporção da mescla operada”? O professor Roberto Schwartz explica: são as
“idéias fora de lugar”, mecanismo perverso de construção da mentalidade
ideológica em um país cuja elite tem o cérebro europeu e as mãos crispadas
no cabo da chibata com a qual vão golpear o dorso dos escravos (ou do zé-povinho).
Para tais “intelectuais”, nunca houve qualquer contradição entre os ideais
iluministas de 1789 e o estatuto da casa-grande. Ao contrário, nota Schwartz:
alguns senhores de engenho chegavam a atribuir ao regime escravista o mérito de
permitir aos seus filhos receberem as “luzes” na Europa.
Carlos Nelson Coutinho e outros autores já demonstraram amplamente que, no
Brasil, os intelectuais que assumem uma perspectiva popular sempre encontraram
dois destinos: foram cooptados (mediante o seu “apadrinhamento” e/ou a sua
incorporação domesticada nas universidades e/ou órgãos de serviços públicos,
e/ou sendo regiamente pagos por seus escritos, e/ou recendo bolsas e privilégios
etc.), ou os poucos que resistiram foram sumariamente destruídos (presos,
perseguidos, torturados, assassinados). Tal mecanismo sempre funcionou com
grande eficácia, por ao menos uma razão central: apenas a existência de
movimentos sociais fortes, nacionalmente organizados e estruturados poderia
fornecer aos intelectuais populares a oportunidade de resistir, produzir e
manter uma vida decente, sem depender dos “favores” das elites. Ora,
historicamente, tais movimentos foram exterminados antes mesmo de ter tempo de
construir laços mais amplos e fortes com outros setores sociais, como mostra,
por exemplo, o massacre de Canudos, enaltecido por Rui Barbosa, esse expoente
intelectual brasileiro.
É precisamente esse mecanismo histórico de opressão e autoritarismo que o MST
hoje abala. A sua prolongada sobrevivência relativa (completou duas décadas em
2004, um feito inédito para um movimento popular de dimensão nacional), e o método
de construção por ele empregado, de diálogo e interlocução com o conjunto
da nação oprimida, permitiram o lançamento da escola Florestan Fernandes nos
moldes inicialmente descritos, para o profundo desespero dos escribas do faraó.
O MST não propõe uma relação de favores, não cobra lealdades espúrias, não
impõe quaisquer condições, não ameaça, não tergiversa, não oferece
propinas, não promete coisa alguma. Estabelece, ao contrário, uma relação
genuína de colaboração entre a elaboração teórica e a prática
transformadora. É uma oportunidade histórica muito maior do que a oferecida ao
próprio Florestan Fernandes, Milton Santos, Paulo Freire e tantos outros
grandes intelectuais que, apesar de tudo e contra os Mesquitas da vida, souberam
se apoiar no pouquíssimo que havia de público na universidade brasileira para
elaborar suas obras.
Por isso mesmo, por constituir uma possibilidade de ruptura com o legado
escravista da cultura nacional, o mero lançamento da escola coloca um desafio
novo para os intelectuais e militantes brasileiros efetivamente interessados na
transformação social. Não basta repetir, como papagaio, que “um outro mundo
é possível”, para em seguida retomar as práticas e mentalidades do “velho
mundo”. Se é possível, faça. Contribua.
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Professor da FEA ganha Prêmio Milton Santos
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Agência
FAPESP - O artigo Destinos da ruralidade no processo de globalização
rendeu ao professor José Eli da Veiga, da Faculdade de Economia, Administração
e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), a segunda edição do
Prêmio Milton Santos. A cerimônia de entrega da premiação está marcada para
quarta-feira (25/5), em Salvador.
O concurso, que leva o nome de um dos maiores
geógrafos brasileiros, morto em 2001 aos 75 anos, é iniciativa da Associação
Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Desenvolvimento Urbano e Regional
(Anpur). Esta semana, na capital da Bahia, ocorre o 11º encontro nacional da
sociedade.
Professor titular da FEA, José Eli da Veiga
publicou livros que abordam a questão rural e também da globalização, como
“A face rural do desenvolvimento”, “O desenvolvimento agrícola, uma visão
histórica”, “Do global ao local” e “Desenvolvimento sustentável”,
lançado em 2005.
Com doutorado pela Universidade Paris I, o
pesquisador ocupou cargos no Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável,
na superintendência regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma
Agrária (Incra), em São Paulo, e na Secretaria Estadual de Agricultura, onde
atuou como diretor do Instituto de Assuntos Fundiários. O artigo que lhe rendeu
o Prêmio Milton Santos está publicado no número 51 da revista Estudos Avançados.
“Na atual etapa da globalização, a
ruralidade dos países avançados não desapareceu, nem renasceu, fazendo com
que as duas hipóteses fossem ao mesmo tempo parcialmente verificadas e
refutadas, o que leva à formulação de uma terceira: o mais completo triunfo
da urbanidade engendra a valorização de uma ruralidade que não está
renascendo, e sim nascendo”, escreveu no artigo premiado.
Para o pesquisador, em regiões rurais dos países
desenvolvidos, a globalização atua em duas grandes dimensões contraditórias.
Uma de caráter econômico, que envolve as cadeias produtivas, comércio e
fluxos financeiros, e outra de cunho ambiental, que envolve tanto as bases das
amenidades naturais quanto fontes de energia e biodiversidade.
“A ação simultânea dessas duas tendências
parece ter um duplo efeito sobre a ruralidade. De um lado, faz com que aquele
rural ‘profundo’ seja cada vez mais conservado. Por outro, faz com que o
rural “acessível’ abrigue novas dinâmicas socioeconômicas”, disse.
Milton Santos sempre fez críticas ao processo
de globalização em seus últimos textos. Ele preferia usar o termo
globalitarismo. “Porque estamos vivendo uma nova fase de totalitarismo”,
justificava sempre o pesquisador, que também era dos quadros da USP.
“O sistema político utiliza os sistemas técnicos
contemporâneos para produzir a atual globalização, conduzindo-nos para formas
de relações econômicas implacáveis, que não aceitam discussão, que exigem
obediência imediata, sem a qual os atores são expulsos da cena ou permanecem
dependentes, como se fossem escravos de novo. Escravos de uma lógica sem a qual
o sistema econômico não funciona. Que outra vez, por isso mesmo, acaba sendo
um sistema político”, escreveu Santos.
Para ler o artigo premiado pela Anpur, clique
aqui.
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Morfina faz 200 anos
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Agência
FAPESP - Uma das mais conhecidas drogas completa este mês 200 anos. Desde
que foi descoberta em 1805, pelo alemão Freidrich Sertuner, a morfina e seus
derivados se tornaram a alternativa mais usada para dores crônicas, em
pacientes terminais e após cirurgias. Mais de 230 toneladas da substância são
consumidas anualmente em todo o mundo.
Embora muitas outras drogas para o combate à
dor tenham sido sintetizadas nos dois últimos séculos, a morfina se mantém
como “o padrão pelo qual todos os novos medicamentos para o alívio de dores
são comparados”, afirma Jonathan Moss, do Centro Médico da Universidade de
Chicago, nos Estados Unidos, em comunicado da instituição.
Moss realizou no dia 21, quando se comemorou o
bicentenário da morfina em Einbeck, na Alemanha, uma palestra sobre a importância
da substância e a comparação com uma nova droga, a metilnaltrexona (MNTX),
desenvolvida na própria universidade norte-americana, que tem se mostrado
eficiente no combate à dor e sem apresentar os efeitos colaterais da primeira,
como náusea, coceira ou constipação severa.
Foi para tentar ajudar um amigo que sofria com
tais efeitos colaterais desagradáveis que Leon Goldberg, também professor da
Universidade de Chicago, desenvolveu há alguns anos uma alternativa à popular
droga. De acordo com o estudo, a MNTX não interfere com o efeito induzido pela
morfina no cérebro, mas consegue bloquear as implicações na mobilidade
intestinal, a qual é mediada por receptores no trato gastrointestinal. A nova
droga continua em testes e ainda não há previsão para ser lançada
comercialmente.
Eficiência e dependência
A morfina foi descoberta por Freidrich Wilhelm
Adam Serturner (1783-1841), um assistente de farmácia autodidata com poucos
equipamentos mas muita curiosidade. Interessado pelas propriedades do ópio,
largamente utilizado pelos médicos da época, Serturner realizou uma série de
experimentos e conseguiu, com apenas 21 anos, isolar um alcalóide a partir da
resina da papoula (Papaver somniferum).
O farmacêutico verificou posteriormente que o
ópio sem o alcalóide não apresentava efeitos em animais, mas que o alcalóide
sozinho era dez vezes mais poderoso que o ópio processado. Pela tendência em
provocar sonolência, deu à substância o nome de morfina, em homenagem a
Morfeu, o deus grego dos sonhos.
Após ter publicado os resultados em 1806,
Serturner continou a pesquisar a substância, em animais e em si mesmo, para
aprender os efeitos e riscos de seu uso. Embora o trabalho tenha sido ignorado a
princípio, o cientista tinha consciência da sua importância. “Estou
satisfeito em saber que minhas observações serviram para explicar
consideravelmente a constituição do ópio e também que elas enriqueceram a química”,
escreveu em 1816.
Pouco tempo depois, viu sua opinião se
concretizar. A cristalização da morfina era também a primeira vez em que se
isolava um alcalóide de uma planta. Deu origem a uma nova vertente na química,
influenciou pesquisadores e impulsionou a emergência da moderna indústria
farmacêutica.
Diversos outros cientistas sintetizaram alcalóides
nos anos que se seguiram, como a estricnina, a cafeína e a nicotina. Em meados
da década de 1820, a morfina já era largamente conhecida na Europa.
Na década de 1850, a morfina se tornou o
tratamento padrão para a redução da dor durante e após cirurgias. Anos
depois, o caráter altamente dependente da droga passou a ser mais bem
conhecido, o que levou ao estudo de alternativas. Enquanto buscava uma opção
que provocasse menor dependência, o químico inglês Alder Wright descobriu a
diacetilmorfina, um narcótico ainda mais potente.
Alemão Heinrich Dreser, dos Laboratórios
Bayer, desenvolveu e testou a descoberta de Wright, verificando sua eficiência
como um potente analgésico e no tratamento de problemas respiratórios. A
empresa iniciou a comercialização da nova droga, batizada de heroína pela
“heróica” capacidade de aliviar a dor, em 1898. A heroína foi inicialmente
bem recebida, mas logo se verificou que causava elevada dependência. Em 1913, a
Bayer retirou o medicamento do mercado, quando passou a investir em outra
alternativa, a aspirina.
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Congresso Mundial de Informação em Ciências da Saúde e Bibliotecas
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Agência
FAPESP - Os resumos de trabalhos científicos para o 9º Congresso Mundial
de Informação em Saúde e Bibliotecas ainda podem ser submetidos até 31 de
maio. “Compromisso com a Eqüidade” será o tema central do evento, que será
realizado de 20 a 23 de setembro, em Salvador.
Na ocasião será realizado também o 7º
Congresso Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e
a 4ª Reunião de Coordenação Regional da Biblioteca Virtual em Saúde.
O evento é promovido pelo Centro
Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde
(Bireme/Opas/OMS), pelo Ministério da Saúde do Brasil e a pela Seção de
Informação em Biociências e Saúde (Ifla).
O programa científico inclui sessões plenárias,
apresentações de trabalhos livres e sessão de pôsteres. “Como conseguir
que todos tenham acesso à informação?”, “A decisão relacionada com a saúde:
como equilibrar evidências e democracia?”, “eHealth e ePatient: uma nova
cultura da saúde?” e “A comunicação científica: open access” serão
alguns assuntos a serem discutidos.
Mais informações: www.icml9.org/?lang=pt.
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Simpósio Internacional Vinho e Saúde
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Agência
FAPESP - Os possíveis efeitos benéficos do consumo moderado de vinho serão
debatidos no Simpósio Internacional Vinho e Saúde, de 2 a 4 de junho, em Bento
Gonçalves, na Serra Gaúcha.
O evento é promovido pela Embrapa Uva e Vinho,
unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, e pelo Instituto
Brasileiro do Vinho (Ibravin).
Pesquisadores do Brasil, América do Sul,
Europa e Estados Unidos vão discutir os resultados de estudos que mostram a ação
de componentes da bebida no controle e na prevenção de problemas cardíacos, câncer
e outras doenças.
Mais informações www.ibravin.org.br/simposio/index.htm.
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Brasil ajuda Nigéria a combater Aids
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Por
Thiago Romero
Agência FAPESP
- O Brasil irá ajudar a Nigéria em uma causa nobre. Representantes dos dois países
estiveram reunidos na semana passada, no Rio de Janeiro, para assinar um acordo
de transferência tecnológica para fabricação de medicamentos contra a Aids
no país africano.
A parceria foi firmada pela diretora executiva
do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Far-Manguinhos) da Fundação Oswaldo
Cruz (Fiocruz), Núbia Boechat, e pelo diretor de Alimentos e Serviços Farmacêuticos
do Ministério da Saúde da Nigéria, Rufus Omotayo.
“O Brasil tem um exemplo fantástico que é a
fabricação de medicamentos para distribuição gratuita por meio do Sistema Único
de Saúde. Além de transferir toda a metodologia nacional em produção de
anti-retrovirais, nossa intenção é mostrar a importância da produção pública
de medicamentos visando à criação de novos programas de combate à Aids na África”,
disse Núbia à Agência FAPESP.
A expectativa é reduzir pela metade o valor do
tratamento anti-retroviral por paciente no continente africano, passando dos
atuais US$ 350 ao ano para US$ 150. Para atingir essa meta, os técnicos
brasileiros ficaram responsáveis por traçar o plano de trabalho para a
idealização de um laboratório de medicamentos na Nigéria.
O Instituto Far-Manguinhos participará do
projeto apenas com a transferência de tecnologia, enquanto o governo da Nigéria
entrará com os recursos financeiros. “A parceria faz parte do programa de
colaboração internacional do governo federal com os países africanos. Isso
quer dizer que não visamos interesse financeiro e sim apenas auxiliar no
controle da doença”, afirma Núbia.
Uma equipe do laboratório brasileiro visitou
no começo do mês a cidade de Abuja, capital da Nigéria, para avaliar a
estrutura existente e sugerir adaptações para que a parceria possa ser
concretizada. “Eles possuem três laboratórios importantes que já fabricam
outros tipos de medicamentos e um deles já foi escolhido para ser utilizado
para a produção de anti-retrovirais”, disse Núbia. A previsão é que a
transferência tecnológica se inicie até o final do ano.
Segundo dados do Programa das Nações Unidas
contra a Aids (Unaids), a Nigéria tem atualmente cerca de 3,3 milhões de
adultos soropositivos. De acordo com o governo do país, apenas 14 mil pessoas
recebem algum tipo de tratamento contra a doença.
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Bolsas para estrangeiros
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Agência
FAPESP - Inscrições para bolsas de pós-graduação para estrangeiros no
Brasil serão aceitas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior (Capes) até o dia 29 de julho. Os resultados serão divulgados em
dezembro e as atividades acadêmicas terão início em março de 2006.
As inscrições devem ser feitas nas embaixadas
do Brasil no país do candidato. Para concorrer às bolsas o candidato terá que
ser de um dos países que possuem acordo cultural ou educacional com o governo
brasileiro. A lista tem representantes da África, Ásia, Caribe, Oceania e América
Latina.
As bolsas de mestrado terão duração de 24
meses. As de doutorado serão concedidas por um prazo duas vezes maior. A Capes
informa que elas serão concedidas para todas as áreas do conhecimento que
tenham programas de pós-graduação com emissão de diplomas de validade
nacional.
Não serão aceitas inscrições para programas
avaliados pela Capes que receberam notas menores do que quatro. Os candidatos não
podem ter dupla cidadania e devem ter visto permanente do governo brasileiro.
Mais informações: www.capes.gov.br
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Informativo
Eletrônico Notícias CAPES nº 6
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Acesse o Notícias
Capes aqui: http://www.capes.gov.br/capes/portal/conteudo/newsletter/N6.htm
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Lançamento
da segunda versão da Reforma da Educação Superior
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Atenção: transferido para o dia 30 de maio, das 11 às 12
horas, o lançamento da segunda versão da Reforma da Educação Superior.
O evento será aberto pelo ministro da Educação, Tarso Genro, e transmitido do
auditório do MEC em Brasília, ao vivo, para todo o País, pelo canal NBr
da Radiobrás. A apresentação também poderá ser acompanhada pela internet,
por meio do sítio da Radiobrás (http://www.radiobras.gov.br/).
Serão destinados 20 minutos para que os dirigentes do MEC respondam a perguntas
de telespectadores e internautas. As questões podem ser enviadas, a partir das
11 horas, para o endereço de correio eletrônico reformauniversitaria@mec.gov.br
ou para o fax (61) 2104-9277.
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PROGRAMA
INSTUTUCIONAL DE CAPACITAÇÃO DOCENTE
www.capes.gov.br
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A CAPES reativou o Programa Institucional de Capacitação Docente - PICDT,
concedendo bolsas de doutorado no país para implementação imediata. Estão
abertas as inscrições para bolsa de doutorado para: Implementação Imediata
(docentes cursando doutorado), Implementação em 2005/2 (docentes em processo
de seleção) e Implementação em 2006 (para reivindicação de quota junto à
CAPES). O prazo vai até dia 20 de junho de 2005.
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3º Encontro de Comitês de Ética em Pesquisa do Estado
de São Paulo
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Agência FAPESP - O 3º Encontro de
Comitês de Ética em Pesquisa do Estado de São Paulo será realizado no dia 30
de maio, na capital paulista, com o tema central "Os desafios na ética em
pesquisa clínica no Brasil". O encontro é promovido pela Faculdade de
Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e pela Universidade Federal de São
Paulo (Unifesp).
O evento, destinado a pesquisadores da indústria farmacêutica, pesquisa clínica
e centros universitários, tem o objetivo de discutir os principais desafios das
pesquisas clínicas com seres humanos no país, envolvendo temas atuais como células-tronco,
uso do placebo e participação voluntária de pacientes nas pesquisas.
Mais informações: www.sbmf.org.br.
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Persistência da Academia consegue importante vitória na Câmara: aprovada
por unanimidade a lei do PET, artigo de Dante Augusto Barone
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Existem 298 grupos PET em todas áreas do conhecimento em todo país
Dante Augusto Barone é professor da UFRGS, presidente da Cenapet e conselheiro
da SBPC. Artigo enviado pelo autor ao ‘JC e-mail’:
O dia 18 de maio de 2005 pode ser considerado histórico para a Academia
brasileira, já que nesta data foi aprovado por unanimidade, em caráter
terminativo no âmbito da Câmara dos Deputados, em sua Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ), o projeto de Lei 4628/2001 de autoria do deputado federal Inácio
Arruda (PcdoB/CE), que cria amparo legal para o Programa de Educação Tutorial
(PET).
Tal medida só foi possível devido à firme participação do presidente da
CCJ, deputado federal Antonio Carlos Biscaia (PT/RJ), que conseguiu priorizar
este item na ordem de votações.
O PET, antigamente conhecido como Programa Especial de Treinamento, ocupa espaço
privilegiado na formação de profissionais destacados e futuros jovens
cientistas, já que é o único programa de fomento à Graduação, que trabalha
de forma integral com os três vetores preconizados pela LDB, para uma formação
acadêmica plena, através do desenvolvimento balanceado e qualificado de
atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Este Programa, que foi criado pelo MEC, em 1979, visando evitar a massificação
do Ensino Superior, tem prestado inúmeros serviços à nação, tendo formado
contingente expressivo profissionais destacados.
Inúmeros ex-bolsistas (os chamados petianos) atualmente são doutores,
professores, pesquisadores, empresários, e até mesmo, tutores, que são os
professores responsáveis pela condução de atividades de grupos de 12 alunos
bolsistas.
Hoje, há 298 grupos PET em todas áreas do conhecimento em todo país.
Vários grupos, já de acordo com o Manual de Orientações Básicas do PET,
datado de 2002, inclusive já trabalham a interdisciplinaridade, envolvendo
alunos de diferentes cursos de Graduação, e mesmo de áreas diferentes do
conhecimento como Ciências Exatas e Ciências Humanas, enriquecendo
sobremaneira, não só a formação dos alunos diretamente envolvidos, como também
tendo efeito multiplicador sobre o conjunto das comunidades acadêmicas
envolvidas.
Este efeito multiplicador, aliás, já havia sido atestado até por processos de
avaliação independente e externa, como o produzido pela equipe Nupes da USP,
encomendado pela Capes, onde ficou alojado o Programa, desde sua criação até
1999.
Apesar dos criteriosos processos de avaliação que o Programa, sempre teve ao
longo de sua existência, foi alvo da tentativa expressa de extinção, através
de ofício da presidência da Capes, que estipulava o dia 31/12/1999, como seu
último dia de funcionamento.
Evidentemente, a Academia não se calou, já que era cônscia dos inúmeros
benefícios que este Programa tem pra a formação da cidadania e de jovens
cientistas, e a partir de grande mobilização ocorrida na Reunião Anual da
SBPC, em Porto Alegre, em 1999, conseguiu aprovar Moções na Assembléia Geral
da SBPC, através de uma das quais, o deputado federal Agnelo Queiroz, atual
Ministro dos Esportes, solicitou Audiência Pública na Comissão de Educação
da Câmara, que foi um divisor de águas na luta pela manutenção e consolidação
do Programa.
Mesmo com o compromisso de revalorizar o Programa, na sua passagem da Capes para
a Secretaria de Educação Superior, no início de 2000, constatou-se ainda, uma
série de investidas visando a desestruturação e extinção do PET, o que
motivou, a coordenação da resistência do Movimento favorável ao Programa, a
Cenapet (Comissão Executiva Nacional do Programa de Educação Tutorial) a
procurar parlamentar, para criar mecanismo legal para que o Programa, fosse
encarado como programa de Estado, e não ser vítima de ‘voluntarismos’ de
ocupantes de cargos governamentais. Daí surgiu o Projeto de Lei 4628/2001.
A aprovação deste PL mostra claramente que as Instituições de Ensino
Superior (IES) devem se pautar e lutar pelo estabelecimento de políticas de
estado, não só para o financiamento adequado de suas atividades, como também
no envolvimento conceitual da Sociedade como um todo, nos programas e atividades
fins, que lhe são estratégicas e fundamentais.
O caso PET é prova cabal de que decisões nocivas ao interesse nacional, mesmo
que emanadas por autoridades devidamente constituídas, podem e devem ser
revertidas, através de uma ação eficiente junto ao Congresso Nacional.
Outro ponto a ser destacado é o fato desse PL ter sido aprovado por
unanimidade. Como bem sabemos, a classe política em nosso pais está
extremamente desgastada, e as clivagens partidárias acentuam-se cada vez mais,
no Congresso Nacional.
Este fato só foi possível se considerarmos a integra dos esforços
empreendidos por todos compromissados com a luta pela educação de qualidade em
nosso país, através do convencimento e obtenção de moções de conselhos
universitários, associações profissionais, abaixo-assinados (um deles com 60
mil assinaturas, outro com 40 mil), audiências publicas em assembléias
legislativas, e no Congresso (foram realizadas 5 focando o fortalecimento do
Programa, sendo quatro na Câmara e uma no Senado), discursos de parlamentares,
realização de eventos de extensão para mostrar atividades realizadas, enfim,
através de um forte envolvimento da Sociedade.
Concluindo, estamos convictos de que cabe às Universidades, sindicatos e à
SBPC, entre outros importantes agentes, assumirem papel cada vez mais
preponderante no Congresso Nacional, na defesa não só por mais recursos para
pesquisa, como FNDCT, que a SBPC tem feito, mas que coloquem como ponto
fundamental a valorização dos recursos humanos envolvidos no processo
educacional e de formação de cientistas.
Chega de comparar o desenvolvimento do Brasil com a Coréia. Não há mágicas!
Lá houve ‘consertação’ nacional, que indicou por décadas que a valorização
dos sistema educacional como um todo era fundamental.
Enquanto professores do Ensino Básico no país do Oriente ganham salários
ordens de grandeza maiores que os praticados aqui, não se operarão milagres na
Educação. Aparentemente, o recém criado Fundeb, irá diminuir essas diferenças.
Quantas audiências públicas serão necessárias para sensibilizar a área econômica
do Governo, que ficaremos condenados ao atraso, enquanto políticas consistentes
de remuneração financeira, não forem estabelecidas para o conjunto dos
agentes do amanhã: aqueles que trabalham com Educação e com C&T.
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Capes e Universidade de Montreal firmam parceria até 2008
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Acordo fechado entre Capes/MEC e Universidade de Montreal, Canadá, vai
conceder bolsas de estudo a, pelo menos, 12 estudantes de doutorado, por ano,
até 2008, para que possam se especializar naquele país
A parceria foi firmada na Embaixada do Canadá, na terça-feira, 17, pelo
presidente da Capes, Jorge Guimarães, e a embaixadora do Canadá, Suzanne
Laporte.
O Programa de Cooperação Capes/Universidade de Montreal, como foi intitulada
a parceria, cria condições para a cooperação entre docentes, pesquisadores
e estudantes brasileiros e canadenses em áreas como ciências humanas,
naturais e da saúde.
Este é o primeiro acordo que a Capes realiza com uma instituição privada de
ensino e que permitirá a ampliação do número de bolsistas naquele país.
Atualmente, a instituição brasileira financia 68 estudantes no Canadá, com
as ações da Coordenação do Programa de Bolsas no Exterior.
‘O acordo é um estímulo adicional para o intercâmbio de docentes e alunos
e tem efeito multiplicador nas relações entre os países, estabelecendo
bases acadêmicas duradouras’, definiu Guimarães.
Suzanne disse que esse é um momento único para os dois países: ‘É uma
grande satisfação para o Canadá receber estudantes brasileiros. Isso
renovará não apenas os laços acadêmicos, mas também os laços humanos’,
afirmou a embaixadora.
A prioridade na concessão de bolsas será dada ao estudante do 'doutorado
sanduíche', uma modalidade mais curta que representa custo menor e maior
eficiência.
No entanto, também inclui doutorados plenos e intercâmbios de pesquisadores.
Segundo Guimarães, ‘assinar um acordo com uma universidade de prestígio,
como o caso da Universidade de Montreal, é possibilitar um avanço e
mantermos um contato muito próximo com as inovações que ocorrem em cada uma
das áreas do conhecimento’.
(Cristiano Bastos, da assessoria de comunicação da Capes)
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Ruim também para o cérebro
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Agência FAPESP - O estresse crônico
pode levar a conseqüências danosas não apenas para a saúde de modo geral,
mas também para o cérebro. A afirmação foi feita por cientistas da
Universidade McGill, no Canadá, a partir de pesquisa que mostrou que o aumento
no hormônio causador de estresse leva a problemas de memória em idosos e a
dificuldades de aprendizado em crianças e adolescentes.
O estudo foi publicado pelo periódico Psychoneuroendocrinology. “O
estresse tem se tornado cada vez mais comum e aceito em nossas vidas. Muitos
estudos têm mostrado os impactos negativos desse problema na saúde física,
como na pressão alta ou em problemas cardíacos, mas poucos têm se preocupado
com os efeitos na saúde mental”, disse Sonia Lupien, líder do estudo e
diretora do Laboratório de Pesquisa do Estresse do Centro de Pesquisa do
Hospital Douglas, da universidade canadense.
Os pesquisadores mediram as taxas de cortisol – hormônio produzido pelas
glândulas supra-renais e liberado em situações estressantes – em idosos, em
períodos de três a seis anos. Os resultados encontrados mostram que os indivíduos
com maiores níveis de cortisol tiveram pior aproveitamento em testes de memória.
Além disso, tinham um hipocampo – parte do cérebro responsável pelo
aprendizado e pela memória – notadamente menor.
“O estudo claramente indica os efeitos negativos do estresse a longo prazo.
Isso ajuda a explicar por que alguns idosos apresentam precárias funções
cerebrais e outros não. Talvez, com uma intervenção num estágio inicial,
possa ser possível modificar os níveis de cortisol para estimular as funções
cerebrais”, disse Sonia, em comunicado da Universidade McGill.
Os pesquisadores também investigaram os efeitos do problema em crianças e
adolescentes de 6 a 14 anos. Os resultados indicaram que, entre adolescentes,
mesmo um grande aumento nos níveis de cortisol leva a danos na memória que
podem ser reversíveis. O estudo comparou também as taxas de cortisol em crianças
de diferentes classes socioeconômicas e verificou que as de classes mais baixas
apresentavam taxas maiores.
“O estresse é um importante modulador da função cerebral também em
crianças e adolescentes. A conclusão é que pessoas de todas as idades estão
expostas ao problema e, por conta disso, precisamos levar em conta a relevância
desse fator na saúde mental”, disse Sonia.
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Ministro
da Educação, Tarso Genro, lança segunda
versão da Reforma Universitária
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O Ministério
da Educação (MEC) realiza dia
23 de maio, das 11 às 12 horas, o lançamento
da segunda versão da Reforma da Educação Superior.
O ministro da Educação, Tarso Genro, participa
da abertura do evento, que será transmitido do auditório do MEC
em Brasília, ao vivo, para todo o País, pelo canal NBr da Radiobrás.
A apresentação também poderá ser acompanhada pela internet, por meio do sítio
da Radiobrás.
Serão destinados 20 minutos para que os dirigentes do
MEC respondam a perguntas de telespectadores e internautas. As questões podem
ser enviadas, a partir das 11 horas, para o endereço de correio eletrônico
reformauniversitaria@mec.gov.br
ou para o fax (61) 2104-9277.
O Ministério da Educação vem debatendo com a sociedade, desde março de
2004, o anteprojeto da Lei da Educação Superior. Ao todo, mais de
230 entidades acadêmicas, científicas e da sociedade civil organizada
participaram das discussões em centenas de eventos promovidos pelo MEC e
pelas próprias instituições.
O novo texto é resultante deste processo
democrático. O anteprojeto recebeu
67 emendas.
Participe desse debate! Reúna grupos de discussão e
ajude a construir o Projeto da Lei da Educação Superior.
Assessoria de Comunicação Social
do MEC
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Influências negativas
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Por Eduardo Geraque
Agência FAPESP - Na melhor das intenções, mas muitas vezes com
informações das décadas de 1960 ou 1970 em mente, as avós de crianças recém-nascidas
acabam recomendando às suas filhas ou noras que passem a dar outro tipo de
leite e até mesmo água ou chá para os bebês. Isso, muitas vezes, leva a
resultados negativos para a alimentação da criança.
Estudo que acaba de ser publicado na Revista Saúde Pública, da
Universidade de São Paulo, mostra que o problema não deve ser desprezado. Na
conclusão do estudo, realizado com 601 mães que deram à luz no Hospital
Universitário de Porto Alegre, os pesquisadores apontam que as avós podem
influenciar negativamente na amamentação.
De acordo com a pesquisa, a causa de grande parte das crianças ter parado de
tomar exclusivamente leite materno durante o primeiro mês de vida está na
influência das avós. O artigo assinado pela médica Lulie Susen, da Fundação
Universidade do Rio Grande (Furg), e colaboradoras, mostra que, entre as avós
maternas, 53,2% indicaram água ou chá para os netos e 86,8% um outro tipo de
leite. No casos das sogras, as taxas ficaram em 67,4% e 70,5%.
“É necessário cautela na generalização dos resultados dessa
pesquisa”, adverte Lulie no artigo. A amostra estudada, explica a pediatra,
provavelmente representa a população urbana brasileira de menor poder
aquisitivo, em que é bastante comum as avós estarem próximas na época do
nascimento de uma nova criança na família. “Em outras populações, a influência
exercida pelas avós pode ser diferente da encontrada nesse estudo”, conta.
“A informação correta é um divisor de águas, pois quanto mais bem
informadas estiverem as mães e as avós, maior é a chance de sucesso no
aleitamento materno”, disse Lulie à Agência FAPESP. Para a
pesquisadora, um maior conhecimento sobre o assunto pode estimular as mães a
amamentarem mais, pois elas saberão as vantagens do aleitamento para a saúde
de seu filho, para a sua própria saúde, para a família e a sociedade como um
todo.
As avós, que no caso brasileiro estão muito presentes, querem ajudar, mas,
segundo a pesquisadora da Furg, existem muitas informações desatualizadas.
“Há muitos mitos e tabus em relação ao aleitamento materno, passados de
geração a geração, e só um conhecimento real, técnico é que poderá
sobrepor isso tudo.”
Como forma de resolver o problema, analisado pela primeira vez de forma mais
direta no Brasil, a saída, explica Lulie, é apenas uma: ampliar o número de
campanhas de esclarecimento. “Muitas avós tiveram experiências negativas com
o aleitamento, até porque elas se tornaram mães em um período em que o
aleitamento não era incentivado dessa forma. Consideramos que a avó seja uma
figura muito importante e deva ser inserida dentro de programas de promoção do
aleitamento materno, ao lado das próprias mães”, explica.
Para ler o artigo Influência das avós na prática do aleitamento materno
na íntegra clique
aqui.
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Lousa digital
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Por Thiago Romero
Agência FAPESP - Os alunos não vão precisar mais se preocupar
quando o professor apagar rapidamente o quadro-negro para inserir novas informações.
Um programa de computador desenvolvido por pesquisadores da Universidade de São
Paulo (USP), em São Carlos, permite que todo o conteúdo ministrado em sala de
aula seja disponibilizado imediatamente na internet.
Além de conseguir capturar áudio e vídeo, o iClass é composto por uma
lousa eletrônica onde as anotações do professor são transformadas em imagens
para serem gravadas. “Com o sistema, o aluno tem acesso ao conteúdo das aulas
pela internet e de forma sincronizada”, disse Maria da Graça Pimentel,
professora do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), à Agência
FAPESP.
As informações podem ser visualizadas na web de modo estático, com a
visualização das imagens capturadas da lousa, ou de forma dinâmica, na qual o
aluno tem imagens, voz e anotações do professor simultaneamente. O programa
pode ser adaptado para diversas aplicações, como reuniões, encontros e
palestras.
Para Maria da Graça, o sistema é extremamente eficiente para dinamizar o
processo de ensino, apesar de existir o risco de os alunos deixarem de freqüentar
as aulas presenciais.
“Ainda que possa servir como desculpa para que os alunos fiquem em casa
assistindo às aulas pela internet, o sistema jamais irá substituir o contato
real entre professor e aluno. A aula é um momento único e a intenção do
sistema é apenas registrar este momento e torná-lo mais interativo. Se por
algum motivo o aluno perder uma aula presencial, ele poderá recuperar parte do
conteúdo posteriormente de forma extremamente didática”, explica a
pesquisadora.
O sistema é resultado de um projeto de pós-doutorado da pesquisadora, que
contou com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
(CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).
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Universidades já contam com doações
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Agora as Universidades Públicas poderão receber doações de pessoas físicas.
O projeto de lei que prevê dedução no Imposto de Renda para
pessoa física que doar a Universidades públicas foi recentemente
aprovado pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.
Mas, o projeto ainda irá percorrer as comissões de finanças e
orçamento, passar pelas votações no Congresso e, enfim, convencer o
Ministério da Fazenda de que o impacto na arrecadação é justificável.
O autor do projeto, deputado Dimas Ramalho (PPS-SP), acredita que ele
pode ser aprovado ainda neste ano.
Algumas instituições buscam ajuda de ex-alunos, professores e até
mesmo empresários interessados na causa.
Para o projeto de restauro do prédio da Faculdade de Medicina, a USP
já captou R$ 25 milhões com ex-alunos e empresários. O Mackenzie
conseguiu US$ 2,5 milhões numa campanha que durou três anos e
sensibilizou até funcionários. Um médico, que estudou na USP em
Ribeirão Preto nos anos 60, já doou US$ 85 mil e está prestes a
entregar outros US$ 125 mil à antiga escola.
Em meio ao debate sobre o financiamento do ensino superior público,
surgido com o projeto de reforma universitária do governo federal, a
consolidação de uma cultura de doação aparece como uma possível
solução.
Fonte: Jornal da Ciência
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Cultura
brasileira será difundida no exterior
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A Capes/MEC abre nesta segunda-feira a seleção de professores para
divulgação da cultura brasileira em instituições universitárias
estrangeiras de 12 países. As vagas são para leitor, função regulamentada
pelo Ministério das Relações Exteriores em 1999
Há cargos disponíveis na Argentina (Universidade de Córdoba); Áustria
(Universidade de Viena); Barbados (Universidade das Índias Ocidentais);
Colômbia (Universidad Externado de Colombia); China (Universidade de Pequim);
Cuba (Universidade de Havana); França (Universidade de Nantes, Lyon 2, Paris
III, Paris VIII, Paris X - Nanterre); Índia (Jawaharlal Nehru University);
Itália (Universidade de Bolonha); Jamaica (Universidade das Índias
Ocidentais); Reino Unido (Queen Mary Universidade de Londres, Londres - Birkbeck
College, Manchester, Universidade de Gales); e Suécia (Universidade de
Estocolmo).
Cursos e palestras - Segundo informações da assessora da Coordenação Geral
de Cooperação Internacional (CGCI/Capes), Maria Luiza Pereira de Carvalho, o
candidato aprovado deverá se responsabilizar pela organização de cursos e
palestras sobre a cultura brasileira.
Ela adianta que os candidatos devem ter nacionalidade brasileira, experiência
didática no ensino de língua portuguesa para estrangeiros, de literatura e
cultura brasileiras, bem como de teoria literária e lingüística. Também
devem ter fluência em língua estrangeira, conforme especificado nas
exigências correspondentes a cada país, e currículo cadastrado na Plataforma
Lattes do CNPq.
Os interessados devem solicitar suas candidaturas à Capes até 10 de junho de
2005.
(Fátima Schenini, da assessoria de comunicação da Capes)
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Desigualdade
ampliada
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Agência
FAPESP - A distância que separa os países mais ricos dos mais pobres tem
aumentado também em relação à produção científica. A afirmação é de um
estudo feito por pesquisadores da Organização Mundial de Saúde (OMS) e
publicado na revista Science.
Os autores avaliaram a produção na área de
saúde e descobriram que, entre 1992 e 2001, um total superior a 90% dos artigos
publicados saiu de apenas 20 países. Mais de um terço de toda a produção
veio dos Estados Unidos. Responderam juntos pelo outro terço Reino Unido, Japão,
Alemanha, França, Canadá e Itália, e o restante teve como origem 183 nações.
Os 63 países mais pobres concentraram apenas
2% de todos os artigos publicados e indexados no banco de dados Thomson
Scientific. Mais grave é que, na década analisada, a participação desses países
caiu 10%. A contribuição da Índia nesse grupo aumentou de 66%, em 1992, para
73%, em 2001. Isso significa que a produção das demais 62 nações caiu para
apenas 27% do total.
A boa notícia ficou com os países
considerados no estudo como de renda média-baixa, que aumentaram a contribuição
científica na área de saúde em 20% no período. Segundo os autores, o
crescimento deve-se especialmente ao maior número de textos indexados de
autores do Brasil, da China e da Turquia, que compensaram a queda de
produtividade da Rússia, no período.
Segundo os pesquisadores da OMS, a renda não
é o único fator determinante para o tamanho da produção científica de um país.
O grande aumento verificado na China seria, por exemplo, um indicador de que políticas
nacionais podem modificar o cenário esperado. Os autores recomendam medidas
globais que reforcem o aumento da produção nas regiões menos favorecidas.
Os responsáveis pelo estudo, Guillermo Paraje,
Ritu Sadana e Ghassan Karam, trabalharam com uma amostra com mais de 3,4 milhões
de textos publicados em cerca de 4 mil periódicos.
O artigo Increasing International Gaps in
Health-Related Publications pode ser lido no site da revista Science,
em www.science.com
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Alterações
cerebrais periódicas
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Agência
FAPESP - A alteração de humor durante o ciclo menstrual é algo rotineiro
na vida das mulheres. Nesse contexto, 5% delas sofrem com sérias desordens de
humor. Além disso, entre as portadoras de epilepsia, a aproximação da
menstruação pode aumentar as chances de convulsões. Estatísticas mostram que
o aumento no risco de ocorrer ataques é de 78%.
Para reverter o quadro, cientistas buscam
encontrar uma chave molecular que possa explicar o percurso dessas transformações.
Uma pesquisa que será publicada em junho pela revista Nature Neuroscience
parece ter encontrado resultados promissores. O estudo das mudanças detectadas
nos receptores gabaérgicos, tipos específicos de neurônios presentes no
sistema nervoso central, gerou as respostas procuradas.
O artigo, assinado por Istvan Mody, da Escola
de Medicina da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, e colaboradores,
mostra que existe uma relação direta entre níveis de progesterona e o aumento
nas chances de ocorrer um ataque epiléptico. No caso das mulheres sem a doença,
seriam maiores as chances de ocorrer crises de depressão ou ansiedade. Todos os
experimentos foram realizados em ratos.
Durante o ciclo, quando a progesterona cai,
existe uma expressão maior dos chamados receptores de inibição. Isso,
descobriram os cientistas, faz com que um tipo determinado de sinal neural, que
evitaria os distúrbios, seja reduzido a níveis perigosos. Na fase do ciclo em
que as taxas de progesterona se elevam, as relações de causa e efeito são
totalmente opostas.
A expressão dos receptores gabaérgicos
diminui, o sinal neural responsável pela defesa do cérebro aos ataques ou às
crises aumenta e, conseqüentemente, as estatísticas das disfunções acabam
sendo menores. Dentro da geografia cerebral, os neurônios analisados por Mody e
equipe estão localizados no hipocampo, região do cérebro onde os
pesquisadores acreditam que são disparados os sinais para que as convulsões
epilépticas sejam iniciadas.
O artigo Ovarian cycle–linked changes in
GABAA receptors mediating tonic inhibition alter seizure susceptibility and
anxiety , de Jamie Maguire, Brandon Stell, Mahsan Rafizadeh e Istvan Mody,
pode ser lido no site da revista Nature, em www.nature.com
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Concentração metropolitana
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Por
Eduardo Geraque
Agência FAPESP
- A propagada inclusão
digital não está ocorrendo no Brasil por pura e simples gravidade. Números
apresentados nos Indicadores de Ciência, Tecnologia e Inovação em São
Paulo – 2004, lançados pela FAPESP na semana passada, revelam que existe
uma grande concentração de tecnologias da informação e da comunicação em
ambientes nos quais a inovação tecnológica está presente.
“No caso da internet, os números mostram que
a rede está indo contra o senso comum”, disse Gilson Schwartz, diretor do
Programa Cidade do Conhecimento da Universidade de São Paulo e autor do capítulo
Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e Redes Digitais ,
publicado nos Indicadores. “Sem a elaboração de políticas públicas,
não vai haver democratização dessa tecnologia de forma simples e natural. É
preciso que essa desigualdade seja atacada”, afirmou no lançamento dos Indicadores,
na semana passada.
Uma das indicações que mostra com clareza a
concentração ilustrada por Schwartz está no número de domínios da internet
registrados no Brasil. Em São Paulo, no período de 1999 a 2003, 12 municípios
concentravam mais de 75% de toda a produção de domínios “com.br” e
“org.br”. A grande oferta e demanda por conteúdos, do ponto de vista geográfico,
está exatamente no entorno de regiões altamente urbanizadas e das regiões
metropolitanas.
A discrepância digital também vai contra o
senso comum em outra área tecnológica, de acordo com o estudo. O número de
empresas que tem computadores, mas não tem páginas na internet, é bastante
elevado, segundo o levantamento, que também contou com dados gerados pela Fundação
Seade e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No setor industrial, por exemplo, pouco mais de
30% das empresas têm endereços no mundo virtual. No comércio e no setor de
serviços, as taxas são, respectivamente, de 17% e 8%. No setor bancário é
que a participação na internet está mais marcante: 67% das instituições
marcam presença na rede.
Os autores do capítulo sobre acesso e difusão
das tecnologias e redes explicaram essa ausência digital. Para eles, o desafio
das empresas paulistas parece estar mais relacionado à reengenharia interna dos
processos do que à conexão em rede ou mesmo ao desenvolvimento de sua
identidade em mercados digitais.
Todo o conteúdo dos indicadores pode ser
consultado no endereço: www.fapesp.br/indicadores
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Programa
Probral recebe inscrições
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O
Programa Brasil-Alemanha (Probral), promovido em parceria entre a Coordenação
de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) e o Serviço Alemão
de Intercâmbio Acadêmico (DAAD), está com inscrições abertas até o próximo
dia 30 de junho.
O programa apóia projetos conjuntos de pesquisa e cooperação científica de
instituições de ensino superior brasileiras e alemãs, que promovam a formação
em nível de pós-graduação (doutorado-sanduíche e pós-doutorado) e o
aperfeiçoamento de docentes e pesquisadores.
Leia
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Capes
e Itamaraty contribuem para a difusão da cultura brasileira
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A
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) abre
segunda-feira, 16, a seleção de professores para divulgação da cultura
brasileira em instituições universitárias estrangeiras de 12 países. As
vagas são para leitor, função regulamentada pelo Ministério das Relações
Exteriores em 1999. Há cargos disponíveis na Argentina, Áustria, Barbados,
Colômbia, China, Cuba, França, Índia, Itália, Jamaica, Reino Unido, e Suécia.
Os interessados devem solicitar suas candidaturas à Capes, até 10 de junho de
2005. Leia
mais
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Capes
se integra à luta pela paz
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O
Brasil vai promover no segundo semestre deste ano a primeira conferência sobre
educação para a paz. A ação foi definida hoje, 13, durante o encontro entre
os três parceiros - a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior, do Ministério da Educação (Capes/MEC), a Secretaria Geral da Presidência
da República e a Universidade para a Paz (UPEACE). Também participaram do
encontro pesquisadores de diversas universidades brasileiras que desenvolvem
estudos sobre o tema. Leia
mais
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Efeito
placebo
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Agência
Brasil
- Igual por fora, diferente por dentro. O efeito placebo, obtido a
partir da ingestão de comprimidos recheados de farinha, é o assunto de
destaque do programa Pesquisa Brasil desta semana.
Para
falar sobre o assunto, estará no ar Luis Eugênio de Moraes Melo, médico e
professor de fisiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O
pesquisador explicará por que o placebo provoca resultados fisiológicos tanto
do ponto de vista físico como químico
O
programa, que vai ao ar às 12h30 e 19h30 de sábado (14/5) e às 20h30 do
domingo (15), também destacará as cavernas brasileiras. Por causa de suas
particularidades, esses ambientes aparentemente isolados estão se revelando
importantes para que as previsões meteorológicas se tornem mais precisas.
Com
transmissão na freqüência de 700 kHz, a Eldorado AM atinge a população da
capital paulista e das cidades a até cem quilômetros. Também é possível
acompanhar os programas pela Direct TV e pelo site da rádio: www.radioeldoradoam.com.br
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Portal de Periódicos
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Bibliotecárias participam de treinamento
O Programa de Treinamento do Portal de Periódicos da Capes/MEC irá capacitar
250 profissionais no primeiro semestre deste ano.
Bibliotecárias de instituições de ensino superior, credenciadas no serviço,
participam de encontros realizados em diversas regiões do país.
O Portal de Periódicos, maior banco de informações científicas da América
Latina, está disponível por meio eletrônico para 152 universidades e
institutos de pesquisa com programas de pós-graduação recomendados pelo
Ministério da Educação. Leia
mais em www.capes.gov.br
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No ar, nova edição da revista mensal eletrônica de jornalismo científico
‘ComCiência’
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Tema da edição: ‘Ciência e Religião’. Site: http://www.comciencia.br
Artigos:
Depois da queda, Carlos Vogt
Ciência e religião, Geraldo José Paiva
Desafios atuais aos estudos das religiões, Silas Guerriero
Cientistas e religiosos, Carlos Ziller Camenietzki
Território e territorialidade:
Uma perspectiva geográfica para o estudo da religião, Zeny Rosendahl
Pentecostais e política no Brasil, Ricardo Mariano
Mídia e religião: os espectros continuam a rondar..., Joanildo A. Burity
Reportagens:
Entre o conservadorismo e a aproximação
O direito de morrer
Jesus: mitológico ou histórico? Sobretudo, literário
Mulher ou sociedade: quem decide sobre o aborto?
Pode a fé curar?
Ciência e religião; discursos nem sempre conflitantes
Arte opõe razão e fé
Entrevistas:
Ciência na Índia multireligiosa
Entrevista com Ranjit Nair
Por Germana Barata
As pontes entre ciência e religião
Entrevista com Eduardo R. da Cruz
Por Cristiana Felipe
Resenhas:
Pilares do tempo - Ciência e religião na plenitude da vida e O rio que
saía do Éden - uma visão darwiniana da vida, por Flávia Natércia
Mar adentro, or Marta Kanashiro
Finalmente Peirce, ainda Peirce!, por Carlos Vogt
Notícias da semana:
- Terreiro é tombado em época de encolhimento das religiões
afro-brasileiras
- Estudo mostra que batalha entre software livre e proprietário está só
começando
- Índia de 9 anos lança livro bilíngue em guarani e português
- Uruguai discute ampliação da lista contra uso de contaminantes
orgânicos
- Mesmo após câncer de mama, mulheres podem ter boa qualidade de vida
Radar da Ciência: Novidades em Ciência e Tecnologia nas áreas de
física,matemática,biologia e outras.
Links: sobre astronomia, institutos de pesquisas e de divulgação
científica e outros.
Opinião: Painel do Leitor, com espaço para comentários e artigos.
Boa Leitura!
Labjor - http://www.labjor.unicamp.br
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Eduardo Viveiros de Castro inaugura cátedra de Humanidades da UFMG
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Antropológo lança este mês a cátedra de Humanidades Fundep/IEAT da UFMG
A programação inclui encontros com grupos de pesquisa e uma grande conferência
aberta ao público, no próximo dia 18, com o tema ‘Antropologia e imaginação
da indisciplinaridade’.
No dia 1º de junho, Viveiros participa de mesa-redonda com a presença do
cientista inglês Michael Brammer e do norte-americano Isao Kubo, ambos da cátedra
de Ciências da Vida Fundep/IEAT.
Em agosto, o IEAT inaugura a cátedra de Ciências da Natureza, com a vinda do
químico Joseph Stucki, professor da Universidade de Illinois (EUA).
‘Este ano teremos, pela primeira vez, todas as quatro cátedras em
funcionamento’, afirma o professor Alfredo Gontijo de Oliveira,
diretor-presidente do Instituto.
O IEAT possui três cátedras em parceria com a Fundação de Desenvolvimento
da Pesquisa (Fundep) que abrangem Humanidades e Artes; Ciências da Vida e da
Saúde; Ciências Exatas e Tecnologia e uma com a Fundação Ford,
circunscrita à temática criminalidade, violência e políticas públicas.
Indisciplinaridades
Segundo Alfredo Gontijo, a escolha de Viveiros para a cátedra de Humanidades
se deu sobretudo pela capacidade do pesquisador em promover interlocução e
interfaces com outras áreas do conhecimento.
‘Sua trajetória o qualifica plenamente nesse sentido’, diz Gontijo, ao
ressaltar que Viveiros é um dos grandes pensadores contemporâneos,
reconhecido inclusive pelo antropólogo Lévi-Strauss.
Alfredo Gontijo explica que os temas trabalhados por Viveiros, como
indisciplinaridade e culturas primitivas, permite transposições para outras
áreas do mundo contemporâneo, como hackers, engenharia de produção,
administração de empresas, fármacos e estados alterados de consciência.
‘Esta é a expectativa e a missão do IEAT: utilizar a presença de catedráticos
para estabelecer redes de cooperação na UFMG, que podem ter conexões
externas’, diz Gontijo.
A indicação de Eduardo Viveiros ao Comitê Científico do Ieat foi feita
pelos professores Rubem Caixeta, Antônio Augusto Pereira Prates, Eduardo
Viana Vargas e Débora Lima, de diferentes grupos de pesquisa do departamento
de Sociologia e Antropologia da Fafich. Ao aceitar a sugestão, o Comitê
indicou Rubem Caixeta como anfitrião disciplinar de Viveiros.
‘A Antropologia é, em si, uma ciência transdisciplinar, que estuda o ser
humano em suas dimensões cultural, biológica, psíquica e social. Apesar
disso, na UFMG, somente agora é que a área está se consolidando nessa
perspectiva. A presença de Viveiros vem reforçar este novo perfil’, avalia
Caixeta, que vislumbra a possibilidade de redes de cooperação em áreas
diversas, como Antropologia e Letras, por exemplo com pesquisas sobre
literatura indígena e o problema da tradução de línguas e de pensamentos;
Educação, Psicologia e Biologia, dimensões cognitivas do pensamento humano;
Antropologia e Música, uma vez que no contexto indígena a música tem
importante papel na produção de estados de alteridade.
Cátedras
Com recursos da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep), que mantém
três cátedras e da Função Ford, o IEAT traz a Belo Horizonte pesquisadores
de nível internacional, que permanecem na Universidade entre 15 e 90 dias.
O Instituto arca com passagem aérea, despesas e pró-labore compatível com o
salário do visitante em sua instituição de origem. A possibilidade de múltiplas
visitas é considerada, quando conveniente do ponto de vista metodológico,
para atingir os objetivos desejados.
Ao chegar à UFMG, o professor contratado realiza interlocuções com o grupo
disciplinar que o indicou e com pesquisadores de outras áreas.
Uma das expectativas é de que o catedrático seja indutor das interações de
grupos da Universidade que desenvolvem trabalhos afins de forma isolada. Mas há
também a possibilidade de gerar novas interfaces.
‘A transdisciplinaridade e a inovação na busca de objetos de pesquisa ou
de novas metodologias para tratar velhos temas são características
fundamentais das cátedras do Instituto’, afirma Gontijo.
(Assessoria de comunicação da UFMG)
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Argentina: maior evasão de cientistas da América Latina
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Mais cientistas argentinos estão emigrando para os EUA que qualquer outro país
da América Latina
Ricardo Sametband, de SciDev.Net, escreve de Buenos Aires:
A Argentina é o país da América Latina que tem a maior porcentagem de
cientistas que emigram para os Estados Unidos, segundo estudo da Comissão
Econômica para América latina e Caribe (Cepal).
Andrés Solimano, economista da Cepal, anunciou no mês passado (27 de abril),
no encontro ‘Redes de Conocimiento en el Exterior para el Desarrollo y el
Empleo’, que para cada mil argentinos que emigram para os Estados Unidos,
191 são profissionais qualificados, cientistas ou técnicos.
No Chile, o número é de 156; no Peru, 100; no México, 26.
‘Isto é parte de um estudo maior que estamos fazendo na Cepal sobre a
mobilidade internacional de talentos. Queremos estudar o movimento dos
trabalhadores qualificados em torno dos distintos países do mundo, sejam
cientistas, técnicos, executivos de empresas ou artistas’, disse Solimano a
SciDev.Net.
O economista alerta que os países da América latina gastam muito para
capacitar os cientistas, mas estes acabam abandonando seus países por carecer
de recursos, emprego ou vontade política de estimular a pesquisa científica.
Segundo ele, os países não estão obtendo sendo beneficiados pelo
investimento que fazem.
De acordo com Solimano, os formuladores de políticas científicas devem
colocar essa questão em sua agenda. Isto ajudaria os pesquisadores da região
que estão no exterior a manter contato com outros cientistas de seu países
de origem ou mesmo seduzi-los a voltar.
‘Todos os países enfrentam a questão da emigração; a questão-chave é
compreender a relação entre o trabalho altamente qualificado e a
nacionalidade. O número de graduados continua aumentando [na América
latina], mas os recursos disponíveis para a pesquisa não acompanham o mesmo
ritmo’, afirma Lucas Luchilo, pesquisador do Centro Redes, instituição pública
especializada no desenvolvimento da ciência e da tecnologia na América
Latina.
Há dois anos, o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Argentina
lançou o Programa Raízes, justamente para se aproximar de pesquisadores
argentinos que trabalham no exterior globo. O Centro de Estudantes e Graduados
Argentinos nos Estados Unidos, também deu início ao Projeto Diáspora que
tem o mesmo objetivo.
Para mais informações, visite o site o dossiê sobre evasão de cérebros,
de SciDev.Net (http://www.scidev.net).
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MEC realiza seminário para incluir tema envelhecimento na educação
superior
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Objetivo é sensibilizar as instituições federais de educação superior
para a necessidade de formação e de aperfeiçoamento de profissionais e de
pesquisadores sintonizados com as questões ligadas ao envelhecimento
populacional brasileiro
Em 2025, o Brasil será o sexto país do mundo com maior número de pessoas
com idade acima de 60 anos. Hoje, o total de idosos é de 16 732 547 pessoas.
Em 2020 este número deve alcançar algo em torno dos 27 milhões.
Em função da relevância do tema, a Secretaria de Educação Superior do MEC
e a Capes realizam o seminário Educação Superior e Envelhecimento
Populacional, com o objetivo de sensibilizar as instituições federais de
educação superior para a necessidade de formação e de aperfeiçoamento de
profissionais e de pesquisadores sintonizados com as questões ligadas ao
envelhecimento populacional brasileiro.
‘Esperamos, com esse seminário, iniciar um processo educativo para adaptação
de profissionais à nova composição da nossa população’, destacou o
secretário de Educação Superior, Nelson Maculan.
Segundo ele, a iniciativa deverá resultar em mudanças educacionais com a
inserção do tema nas instituições de educação superior.
O Seminário acontece no auditório do edifício sede do MEC até esta
quinta-feira.
Mais informações sobre o seminário pelo fone (61) 2104-9785 ou no site:
portal.mec.gov.br/sesu/index.php?option=content&task=view&id=541&Itemid=303
(Assessoria de Comunicação do MEC)
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Produção científica cresce 54% no país
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Índice liderado pelos paulistas está na 3.ª edição dos 'Indicadores de Ciência,
Tecnologia e Inovação em SP’
Herton Escobar escreve para ‘O Estado de SP’:
Os investimentos em C&T aumentaram. A produção científica brasileira
aumentou. A participação do setor privado aumentou. E o ensino superior
expandiu para acomodar a demanda crescente por conhecimento.
Os resultados, referentes ao período de 1998 a 2002, estão descritos na
terceira edição dos Indicadores de C&T e Inovação em SP, publicada
nesta terça-feira pela Fundação de Amparo à Pesquisa de SP (Fapesp).
Eles confirmam, mais uma vez, a superioridade paulista no setor de ciência e
tecnologia, assim como a já consagrada tendência brasileira de grande produção
de conhecimento, mas com pouca inovação tecnológica.
A produção científica brasileira mensurada pelo número de trabalhos
científicos publicados em revistas indexadas teve crescimento médio anual
de 54%, enquanto o crescimento da produção mundial ficou abaixo de 9%.
A participação brasileira no cenário científico internacional saltou de
1,1% em 1998 para 1,5%, em 2002. Graças, em grande parte, ao Estado de SP,
que teve crescimento de 63% e foi responsável por 52% da produção de ciência
nacional.
Para isso foi preciso dinheiro. Os gastos públicos em P&D no Estado no
período ficaram sempre acima de R$ 2,3 bilhões.
Nesse cenário, SP é também o único Estado onde os gastos estaduais
superaram os do governo federal: 60% ante 40%, respectivamente, ou R$ 1,47
bilhão ante R$ 982 milhões nos quatro anos pesquisados.
Outra particularidade paulista refere-se à participação do setor
empresarial nos investimentos em P&D. Em 2000, essa participação chegou
a 54%, ou R$ 2,2 bilhões.
‘O levantamento mostra que no nível federal permanece a preponderância de
gastos públicos, enquanto em SP verificou-se uma inversão das participações’,
disse Sandra Hollanda, analista do CNPq.
‘É um resultado que chegou a nos surpreender, mas perfeitamente explicável
pela natureza das empresas que investem em pesquisa e desenvolvimento, e que
estão concentradas em SP.’
Falta, ainda, maior interação entre o setor acadêmico e o privado. O
primeiro, tradicionalmente, é responsável pela produção de conhecimento,
enquanto o segundo tem a responsabilidade de transformar esse conhecimento em
inovação tecnológica novos produtos e processos para o mercado.
‘O forte crescimento da produção científica brasileira e paulista
verificado nos últimos 15 anos (...) parece ainda não produzir efeito real
no incremento da produção tecnológica e na intensificação dos esforços
de inovação das empresas brasileiras’, diz a publicação da Fapesp, de
992 páginas.
O registro de patentes brasileiras nos EUA teve um crescimento apenas modesto,
chegando a 0,07% do total de registros em 2001 abaixo da evolução de
outros países emergentes, como China, Índia e África do Sul.
Menos de 5% das empresas que trabalham com inovação consideraram as
Universidades e Institutos de Pesquisa fonte importante de informação.
Segundo Ruy de Quadros Carvalho, professor da Unicamp, trata-se de tendência
internacional, mais acentuada no Brasil.
‘Isso deve-se ao fato de que a atividade de P&D no Brasil é menos
intensa e, portanto, a demanda por conhecimento tecnológico é menor.’
As empresas, na sua maioria, preferem nortear seus esforços de inovação a
partir de informações do próprio mercado, fornecedores, clientes e
concorrentes.
A publicação completa está no site http://www.fapesp.br/indicadores.
(O Estado de SP, 11/5)
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Pesquisadores apóiam nota da ABC-SBPC sobre o FNDCT
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As propostas divulgadas pelos presidentes da Academia Brasileira de Ciências,
Eduardo Krieger, e da SBPC, Ennio Candotti, tem recebido inúmeras manifestações
de apoio de membros da comunidade científica
A nota da ABC-SBPC foi divulgada no ‘Jornal da Ciência’, edição impressa
de 6 de maio, e pelo ‘JC e-mail’, na edição desta terça-feira.
Ela propõe nova regulamentação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico
e Tecnológico (FNDCT), com a criação de um Conselho Diretor para o Fundo, com
atribuições deliberativas e articulado com o CCT.
Nesta quarta-feira, a partir de 16h, o tema estará sendo apreciado pela Comissão
de Coordenação do Conselho Nacional de C&T (CCT), com vistas ao encontro
com o presidente Lula, no próximo dia 20.
Tanto Krieger como Candotti participam da reunião.
Até esta terça-feira, os seguintes pesquisadores se expressaram a favor da
Nota: Hernan Chaimovich, John Forman, Ivan Izquierdo, Celso Melo, Antonio Carlos
Campos de Carvalho, Imre Simon, Fernando Galembeck, Umberto Cordani, José
Carlos Pereira Lucena, Carlos Eduardo da Rocha Miranda, além de Flávio Fava de
Moraes e de Carlos Henrique Brito Cruz, que colaboraram para as conclusões
retratadas na nota.
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Abertas
as inscrições para o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologias
Sociais
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As inscrições vão até 30 de junho
A intenção é premiar e identificar as soluções efetivas de transformação
social, aplicadas com sucesso em uma determinada comunidade para possibilitar
a reaplicação, em escala, em outras regiões do país.
Oito tecnologias sociais serão escolhidas para receber o prêmio em dinheiro,
que será de até R$ 50 mil. As pesquisas de tecnologia social devem se
enquadrar nas seguintes áreas: alimentação, educação, energia, meio
ambiente, geração de renda, saúde, habitação, agricultura familiar,
recursos hídricos e direitos da criança e do adolescente.
Os trabalhos recebidos serão analisados e certificados por uma comissão que
irá verificar se o projeto se enquadra na proposta de tecnologia social, ou
seja, produtos, técnicas ou metodologias reaplicáveis, desenvolvidas na
interação com a comunidade e que representem efetivas soluções de
transformação social.
Os projetos inscritos e certificados farão parte do Banco de Tecnologias
Sociais, uma ferramenta digital que permite o acesso às tecnologias sociais
cadastradas pela Fundação Banco do Brasil. Nesse Banco é possível
pesquisar diferentes tecnologias e a sua forma de reaplicação para as
comunidades.
São parceiros nesse prêmio a Petrobras, a Unesco e a PricewaterhouseCoopers.
As inscrições e o regulamento podem ser acessados no site http://www.tecnologiasocial.org.br
(Gestão C&T, 365)
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Capes
abre inscrições para intercâmbio com Portugal
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Abertas até 30 de junho as inscrições para o programa que a Capes/MEC mantém
com o Gabinete de Relações Internacionais da Ciência e do Ensino Superior de
Portugal (Grices)
O programa, conhecido como Capes-Grices, visa estimular o intercâmbio de
docentes e pesquisadores vinculados a programas de pós-graduação avaliados
pela Capes. Tem como áreas prioritárias ciências sociais e engenharias.
Segundo informações da assessora da Coordenação Geral de Cooperação
Internacional (CGCI/Capes), Maria Luiza Pereira de Carvalho, responsável pelos
programas com Portugal, o Capes-Grices apóia projetos conjuntos de pesquisa e
cooperação científica apresentados por instituições de ensino superior e de
pesquisa brasileiras e portuguesas que promovam a formação em nível de pós-graduação
(doutorado-sanduíche e pós-doutorado) e o aperfeiçoamento de docentes e
pesquisadores.
Ela destaca que o projeto a ser apresentado deverá, obrigatoriamente, estar
vinculado a um programa de pós-graduação stricto sensu avaliado pela Capes,
preferencialmente com conceitos de 5 a 7.
Deverá, também, ter caráter inovador, privilegiar o efeito multiplicador do
conhecimento, e justificar a necessidade da parceria com a equipe portuguesa.
As principais modalidades oferecidas são missões de trabalho, voltadas a
atividades de ensino e pesquisa, e bolsas de estudos para doutorado-sanduíche e
pós-doutorado.
São concedidas, anualmente, até duas bolsas de estudos para brasileiros, por
projeto, independentemente da modalidade.
No caso de pós-graduando stricto sensu, serão considerados apenas aqueles
candidatos que já tenham cumprido pelo menos um ano ou 50% dos créditos de
estudos no Brasil.
(Assessoria de Imprensa da Capes)
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Reações diversas
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Agência
FAPESP - Um possível feromônio, encontrado no suor masculino, ativa funções
cerebrais de homens homossexuais e de mulheres heterossexuais de maneira
similar, mas não tem efeito em homens heterossexuais. A afirmação é de um
estudo feito por cientistas do Instituto Karolinska, na Suécia, que será
publicado esta semana no site da Proceedings of the National Academy of
Sciences (PNAS) e em seguida na versão impressa da revista.
Embora ainda não se saiba com certeza como
humanos respondem a feromônios – substâncias secretadas com funções de
atração sexual entre indivíduos –, a pesquisa avaliou a resposta a duas
substâncias: um derivado da testosterona conhecido pela sigla AND e o esteróide
EST. O primeiro é detectado principalmente no suor de homens, enquanto o outro
é encontrado na urina de mulheres.
Em trabalho anterior, a pesquisadora Ivanka
Savic e colegas haviam demonstrado que o hipotálamo é ativado quando homens
sentem o cheiro do EST e quando mulheres sentem o AND, mas que o mesmo não
ocorre quando as substâncias são trocadas.
Desta vez, os cientistas suecos procuraram
examinar se padrões de estimulação cerebral induzidos pelo EST e pelo AND
correspondem mais a orientações sexuais do que ao gênero. Foram comparadas as
atividades cerebrais de homens homossexuais com as de homens e mulheres
heterossexuais quando expostos ao EST, ao AND e a outros tipos de odores.
Os pesquisadores verificaram que o AND ativou o
hipotálamo de homens homossexuais e de mulheres heterossexuais, mas não teve
efeito em homens heterossexuais. Por outro lado, o EST surtiu efeito apenas
neste último grupo. Todos os três grupos responderam a outros tipos de odores
da mesma forma, tendo sido ativadas apenas regiões cerebrais que processam o
olfato.
De acordo com os cientistas, os resultados
indicam que o cérebro humano reage diferentemente a tais feromômios, em
comparação com odores comuns, sugerindo uma relação entre orientação
sexual e função cerebral.
O artigo Brain response to putative
pheromones in homosexual men, de Ivanka Savic, Hans Berglund e Per Lindström,
pode ser lido no site da PNAS, em www.pnas.org.
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Números
qualitativos
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Agência FAPESP
- Mais de 40 pesquisadores envolvidos. Pareceristas
externos. Um conjunto de 220 ilustrações e 12 robustos capítulos distribuídos
em dois volumes. Muito mais do que uma simples apresentação de séries estatísticas,
os Indicadores de Ciência, Tecnologia e Inovação em São Paulo – 2004
apresentam uma análise qualitativa de milhares de dados gerados entre 1998 e
2003. A publicação será lançada na terça-feira (10/5), na sede da FAPESP.
“Orientamos os autores a contextualizar as séries
estatísticas principalmente do ponto de vista socioeconômico. Os indicadores
apresentados foram interpretados também dentro da realidade da ciência e
tecnologia nacional e até internacional”, disse Regina Gusmão, coordenadora
executiva do projeto de indicadores da Fundação, à Agência FAPESP.
A terceira edição dos indicadores – as
anteriores foram publicadas em 1998 e 2001 – aborda alguns assuntos inéditos.
Um deles é o foco principal do capítulo 10, Tecnologias da informação e
comunicação (TICs) e redes digitais. O estudo revela a enorme concentração
dos registros de domínios na internet em São Paulo. Entre 1992 a 2002, o
estado teve uma média de 250 domínios “.com.br” e “.org.br”
registrados para cada mil estabelecimentos. O resto do país ficou com apenas
140.
“Essa publicação pretende oferecer subsídios
para as ações dos gestores e formuladores de políticas de ciência,
tecnologia e inovação”, explica Regina. Segundo ela, também é interessante
perceber que o livro que será lançado agora não é fruto de um esforço
isolado. “Isso faz parte de um projeto maior. Ele está inserido nas
atividades regulares da FAPESP, que desde 2001 tem constituído um núcleo
voltado especialmente para a produção regular de análises da ciência e
tecnologia paulista e brasileira.”
Além dos assuntos novos, o livro aborda
diversas dimensões das três grandes categorias de indicadores de ciência,
tecnologia e inovação: os de insumo (dispêndios públicos e privados em
pesquisa e desenvolvimento; recursos humanos disponíveis e panorama do ensino
superior); de produto (produção científica, produção tecnológica, comércio
de produtos de alta tecnologia e empresas inovadoras); e indicadores de impacto
(socioeconômicos e culturais da C&T em setores específicos, como saúde,
tecnologia da informação e percepção pública da ciência).
“Os capítulos fornecem indícios de novas e
importantes tendências, em distintas esferas, nem sempre associadas a rupturas
significativas. Na maioria das vezes, elas nos remetem ao enfrentamento de
velhos desafios que se têm colocado ao longo das últimas décadas para a
consolidação do sistema nacional de C&T”, escreveu Regina nas conclusões
do primeiro capítulo.
Um dos problemas centrais, de acordo com o
livro, é enfrentar o contraste que existe entre o avanço da capacidade de
produção científica e a relativa estagnação da capacidade de geração de
inovações tecnológicas do país, e ainda do limitado desempenho do setor
empresarial em atividades de pesquisa e desenvolvimento.
Para visualizar o site da Agência de Notícias
FAPESP acesse o endereço abaixo:
http://www.fapesp.br/agencia/
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Editais - Ciências
Humanas, Sociais e Aplicadas
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Disponíveis para consulta os resultados de dois editais do CNPq
Ciências Humanas, Sociais e Aplicadas são contempladas
O Diário Oficial da União publicou nesta quinta-feira o resultados do
julgamento de dois editais do CNPq.
O resultado do edital de Ciências Humanas, Sociais e Sociais Aplicadas CNPq nº
32/2004 para estimular e fortalecer linhas de pesquisa nestas áreas, pode ser
acessado pelo link http://www.cnpq.br/resultadosjulgamento/2005/editalhumanas03204.htm
Foram divulgadas, ainda, as propostas selecionadas pelo edital CNPq/IRD nº
42/2004, referente ao apoio a projetos de cooperação internacional.
O resultado pode ser acessado pelo link http://www.cnpq.br/resultadosjulgamento/edital_0422004_ird.htm
(Gestão C&T, 364)
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R$ 110 milhões para
infra-estrutura
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Agência
FAPESP - A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) anunciou que investirá
R$ 110 milhões, até o final de 2006, em projetos de implantação, modernização
e recuperação de infra-estrutura física de universidades e instituições públicas
de ensino superior e pesquisa.
Segundo a Finep, os recursos, do Fundo Setorial
de Infra-Estrutura (CT-Infra), serão destinados a 91 entidades, que receberão
apoio para a execução de 185 subprojetos. A instituição com mais iniciativas
apoiadas é a Universidade Federal do Paraná, que receberá R$ 3,8 milhões
para execução de oito metas.
A chamada pública foi aberta pela Finep, agência
de fomento do Ministério da Ciência e Tecnologia, em dezembro de 2004. A seleção
das propostas, realizada entre os dias 11 e 15 de abril, contou com a participação
de 82 consultores, todos representantes da comunidade científica. Foram
avaliadas 130 propostas, que continham 319 subprojetos.
Desde 2001, o CT-Infra já investiu cerca de R$
500 milhões em 320 projetos de infra-estrutura institucional.
Confira a lista completa das instituições
apoiadas no site da Finep: www.finep.gov.br.
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FAPESP lança biblioteca
virtual
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Agência FAPESP
- A FAPESP inaugura no próximo dia 10 de maio mais um serviço para a
comunidade científica e tecnológica brasileira. Trata-se da Biblioteca Virtual
do Centro de Documentação e Informação da FAPESP (BV-CDi), que reúne
diversas fontes de informação sobre ciência, tecnologia e inovação
(C,T&I) em uma única plataforma na internet.
A partir do endereço www.bv.fapesp.br
- que estará no ar a partir da terça-feira (10/5) -, o usuário acessa
diversas bases de dados referenciais de informações da FAPESP, como projetos
de pesquisa, diretório de eventos e teses, além de reportagens publicadas pela
imprensa sobre a Fundação e notícias gerais de C,T&I.
A inauguração será na sede da FAPESP, em São
Paulo, em evento que também contará com o lançamento do livro Indicadores
de Ciência, Tecnologia e Inovação – 2004. As duas novidades integram
homenagem ao professor Francisco Romeu Landi (1933-2004), que foi integrante do
Conselho Superior, diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo e
presidente da Fundação e responsável pelos dois projetos.
O novo serviço vai contribuir para a preservação
e disseminação da memória institucional da FAPESP e colaborar para aumentar a
quantidade e a qualidade de conteúdos nacionais em C,T&I que circulam nas
redes eletrônicas e nas novas mídias.
“A BV-CDI pretende estabelecer um modelo de
biblioteca virtual de fundação de amparo à pesquisa para geração de
produtos e serviços destinados à comunidade acadêmica e de pesquisa, seguindo
normas e padrões internacionais de tratamento da informação e de comunicação
de dados”, explica Rosaly Fávero Krzyzanowski, coordenadora operacional do
projeto.
O projeto da BV-CDI está sendo desenvolvido em
parceria com o Centro Latino-americano e do Caribe de Informação em Ciências
da Saúde (Bireme/Opas/OMS). Outros parceiros da iniciativa são o Conselho
Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Sistema
Integrado de Bibliotecas da USP (SIBi/USP) e o Laboratório de Jornalismo Científico
(Labjor), da Universidade Estadual de Campinas. A BV-CDI abrange todas as áreas
do conhecimento e está em fase inicial de armazenagem de dados.
Estímulo à memória científica
Em 2003, foi elaborada por uma Comissão
Especial criada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
(CNPq) a Proposta de Política Nacional de Preservação da Memória da Ciência
e da Tecnologia, que contou com contribuição de representantes de entidades
nacionais envolvidas no tema, dentre as quais o então diretor-presidente do
Conselho Técnico-Administrativo da FAPESP, Francisco Romeu Landi.
Das recomendações da proposta, duas ganharam
destaque. A primeira dizia que cada instituição envolvida na produção do
conhecimento científico e tecnológico, como as agências de fomento à
pesquisa, precisa “dispor de infra-estrutura adequada e pessoal especializado
para a preservação de seus acervos e desenvolver seus próprios arquivos ou
centros de memória”.
A segunda recomendação foi sobre o papel
multiplicador necessário à divulgação científica no país. “A sociedade
precisa tomar conhecimento do alongado esforço nacional de produção do
saber”, disse o texto.
Em sintonia com essas recomendações, o Centro
de Documentação e Informação da FAPESP teve início em 2003, com a missão
de “promover e tornar disponível à comunidade científica o acesso à produção
científica e tecnológica, de caráter público, gerada pela FAPESP e/ou com o
seu apoio financeiro”, por meio da criação da Biblioteca Virtual.
“Em 2004, atividades foram realizadas para
identificar, reunir e indexar essa documentação em bases de dados
referenciais, com o intuito de a contribuir para a preservação da memória
institucional da Fundação, como também para dar maior visibilidade a essa
‘produção do saber’ em C&T à sociedade científica brasileira,
conforme as recomendações da Proposta de Política Nacional de Preservação
da Memória da Ciência e da Tecnologia”, conta Rosaly Fávero Krzyzanowski.
BV-CDi: www.bv.fapesp.br
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Família tridimensional
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Por Thiago Romero
Agência FAPESP
- O homem virtual,
projeto da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) que
mostra os processos biológicos do corpo humano em terceira dimensão, resolveu
casar e agora planeja ter filhos. A equipe do departamento de Telemedicina da
USP já trabalha na criação da mulher e da criança virtuais.
A idéia é mostrar detalhes da saúde feminina
e infantil por meio de modelos virtuais de computação gráfica. "As
mulheres e as crianças possuem fisiologias e anatomias bem peculiares",
disse Chao Lung Wen, coordenador da disciplina de Telemedicina, à Agência
FAPESP. “Por isso, resolvemos criar novos modelos tridimensionais com a
intenção de promover a saúde feminina e infantil”, acrescenta.
Os pesquisadores já desenvolveram o projeto
referente ao aparelho genitourinário da mulher virtual. Com o sistema, que
reproduz com fidelidade a disposição de órgãos, músculos, tecidos e
estruturas celulares, será possível estudar assuntos como gestação, fecundação,
câncer de colo de útero e doenças sexualmente transmissíveis.
O Projeto Homem Virtual foi criado em 2002 com
o objetivo de retratar o ser humano de forma bem ampla, o que já incluía
mulheres e crianças. “Contamos com 45 modelos diferentes do homem virtual,
sendo que 50% deles servem também para mulheres e crianças”, disse Lung Wen.
Basicamente os modelos abordam temas sobre a anatomia, fisiologia e
fisiopatologia humana.
O sistema vem sendo utilizado como ferramenta
de suporte às aulas do curso de medicina da USP e também em consultórios médicos
para explicar a pacientes detalhes sobre operações cirúrgicas.
A ferramenta responsável pelo sistema é um
software, criado por técnicos em computação e médicos especialistas, que
segue o conceito de comunicação dinâmica e dirigida. “E a mulher e a criança
virtuais seguirão a mesma filosofia da versão masculina: a tradução visual
do conhecimento científico que acompanha as novas descobertas da medicina”,
disse.
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Prêmio
Itaú-Unicef – Educação & Participação recebe inscrições até
20 de junho
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Estão abertas as inscrições para a sexta edição do Prêmio Itaú-Unicef
– Educação & Participação, iniciativa da Fundação Itaú
Social e do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), com
coordenação técnica do Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação,
Cultura e Ação Comunitária). Realizado a cada dois anos, tem como objetivo
apoiar, fortalecer e dar visibilidade a projetos que visam o atendimento de
crianças e adolescentes, de 6 a 18 anos, em condições de vulnerabilidade
socioeconômica.
O tema deste ano é “Tecendo Redes”, e pretende sensibilizar a sociedade
para a importância da articulação de iniciativas e redes de educação e
proteção social, que contribuam para o desenvolvimento integral dos jovens
atendidos.
A grande novidade é a premiação regionalizada. O país foi dividido em oito
áreas, considerando o mapa de inscrições na última edição. As cidades
escolhidas como sedes foram São Paulo (SP), Ribeirão Preto (SP), Belo
Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Belém (PA), Fortaleza (CE), Curitiba
(PR) e Goiânia (GO).
Serão 30 premiados regionais e três nacionais. Nos oito pólos, cada
vencedor receberá R$ 8 mil, além de um computador e uma impressora. Já os
três primeiros colocados nacionais receberão R$ 100 mil, R$ 70 mil e R$ 50
mil respectivamente, totalizando R$ 460 mil em prêmios.
Lançado em 1995, o Prêmio Itaú-Unicef é uma das ações do Programa
Educação & Participação. A última edição, realizada em 2003,
teve 1.834 projetos inscritos. A expectativa para este ano é de mais de 2 mil
inscrições.
Novidade – Outra inovação neste ano é o Concurso de Ensaios,
ação vinculada ao Prêmio Itaú-Unicef. Esta é a primeira edição
do concurso, que pretende estimular a produção de conhecimento sobre as ações
educativas realizadas no Brasil. Podem concorrer pessoas residentes no país,
com mais de 18 anos, independentemente do nível de escolaridade ou área de
formação.
Para participar, é preciso desenvolver um texto sobre o tema da premiação
deste ano, fazer a inscrição via internet e enviar para o Cenpec, por Sedex,
três cópias impressas e em disquete ou CD. A data máxima de postagem é dia
30 de setembro. Os três melhores trabalhos serão premiados com um computador
e uma impressora cada, além de serem publicados nos sites da Fundação Itaú
Social, do Unicef e do Cenpec.
O regulamento e a ficha de inscrição do prêmio e do concurso estão disponíveis
no site www.fundacaoitausocial.org.br.
As inscrições para ambos devem ser feitas até o dia 20 de junho.
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Capes divulga
projetos aprovados pelo prodoc
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Foram 379 projetos aprovados e homologados para o Programa de Apoio a Projetos
Institucionais com a participação de Recém-Doutores (Prodoc 2005)
Desse total, 205 são projetos novos; os outros 174 são projetos em andamento,
que foram renovados.
De acordo com o coordenador-geral de Programas no país (CGPP/Capes), Geová
Parente Farias, o Prodoc representa, para o recém-doutor, a possibilidade de
colocar em prática, nos melhores centros de pesquisa e de pós-graduação,
tudo aquilo que aprendeu na academia.
‘É uma forma de complementar os estudos e adquirir experiência, além de
proporcionar uma bagagem excelente para os que pretendem seguir carreira na
academia’, enfatiza.
Bolsas e auxílios - As instituições que tiveram projetos selecionados para o
Prodoc poderão indicar, cada uma, um recém-doutor para atuação no referido
projeto.
Eles receberão bolsas de pós-doutorado no valor mensal de R$ 3 mil. As
instituições também terão direito a auxílio financeiro no valor máximo
anual de R$ 12 mil, para o custeio de atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Cada projeto é aprovado inicialmente pelo período de dois anos, podendo ser
renovado por mais dois anos. As orientações para implementação do Prodoc já
foram encaminhadas às pró-reitorias das instituições de ensino superior e
aos coordenadores de cursos de pós-graduação.
Veja a lista dos projetos selecionados em:
http://www.capes.gov.br/capes/portal/conteudo/10/In_05052005S.htm
(Fátima Schenini, da assessoria de comunicação da Capes)
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Carta pela pesquisa brasileira
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Agência
FAPESP - O Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência,
Tecnologia e Inovação (Consecti) e o Fórum Nacional de Fundações de Amparo
à Pesquisa Professor Francisco Romeu Landi divulgaram na segunda-feira (2/5) um
documento endereçado ao ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos.
Com o nome de Carta de Vitória, o texto reúne
as conclusões da reunião das duas entidades realizada na capital do Espírito
Santo, nos dias 14 e 15 de abril. Segundo o boletim Gestão C&T, ela
destaca a criação do Consecti, a aprovação do seu estatuto e a eleição da
sua diretoria.
O presidente escolhido foi Rafael Lucchesi,
secretário de CT&I da Bahia. O primeiro vice-presidente é Cláudio
Cavalcanti Ribeiro, secretário-adjunto de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente
do Pará, e o segundo vice-presidente é Kalil Sehbe Neto, secretário de Ciência
e Tecnologia do Rio Grande do Sul.
A carta manifesta o reconhecimento ao esforço
do MCT na construção de parcerias com os estados e destaca a proposta deles de
adoção de um Modelo Sistêmico de Gestão de C&T, para articular as três
esferas de governo em ações conjuntas e mais ajustadas às diferentes
realidades econômicas e sociais do Brasil.
Em relação ao orçamento 2005, o Consecti e o
Fórum das FAPs decidiram apoiar emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias e
à preservação dos recursos previstos, com destaque para a execução das
emendas parlamentares.
Os representantes das duas entidades
reivindicam ainda a criação da segunda edição do Programa de Apoio à
Pesquisa em Empresas (Pappe), com a previsão de aporte de recursos da ordem de
R$ 500 milhões para o biênio de 2006-2007.
Outra reivindicação é a estadualização de
parcela dos recursos destinados à infra-estrutura em pesquisa, por meio do
Fundo Setorial CT-Infra, da ordem de R$ 80 milhões para parcerias com os
estados para o biênio 2006-2007.
A adoção do Modelo de Dispêndios Estaduais
em Pesquisa e Desenvolvimento, com a criação de um grupo de trabalho, em
parceria com o MCT, o Fórum das FAPs e o Consecti, para suporte técnico e
avaliação dos dispêndios dos Estados na área de C&T, é outro ponto
abordado na carta.
As duas entidades também defendem a criação
do Projeto de Plataformas de Cooperação dos Sistemas Estaduais como proposta
para identificação de projetos regionais, a partir do modelo sistêmico de
gestão de C&T.
Para ler a íntegra da Carta de Vitória, clique
aqui.
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Imagens do Feminino
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Agência FAPESP
- A Universidade de São Paulo (USP), por meio do Centro de
Preservação Cultural (CPC) e do Museu Paulista, irá inaugurar no dia 12 de
maio, na capital paulista, a exposição Imagens do Feminino.
A mostra, que ficará em cartaz até 14 de
julho, pretende revelar os modos de vida das mulheres paulistanas. A idéia é
contribuir para a construção de uma noção de patrimônio cultural como
elemento integrante do cotidiano.
A exposição, que conta com fotografias, peças
de vestuário e adereços corporais femininos, é fruto do trabalho de pesquisa
realizado por docentes da USP. A entrada é gratuita e aberta ao público.
Mais informações: www.vitruvius.com.br
ou telefone (11) 3106-3562.
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Genética da esquizofrenia
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Por
Thiago Romero
Agência FAPESP
- Uma equipe de
pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP)
conseguiu avaliar virtualmente todos os genes ativos nos cérebros de indivíduos
afetados pela esquizofrenia. A novidade é que, pela primeira vez no estudo da
doença, foi utilizada a técnica de biologia molecular conhecida por Serial
Analysis of Gene Expression.
O grupo do Laboratório de Neurociências do
Instituto de Psiquiatria (IPq), coordenado pelo professor Wagner Gattaz,
pesquisou mais de 20 mil genes. O objetivo da análise foi identificar genes que
não haviam sido estudados nessa patologia. Na pesquisa, utilizou-se material
genético do córtex pré-frontal de pacientes com esquizofrenia e de indivíduos
do grupo controle.
Ao todo, os pesquisadores conseguiram detectar
165 genes com expressão diferencial quando as duas amostras foram comparadas.
Foram verificados 46 genes mais expressos em pacientes com esquizofrenia e 119
genes apresentaram uma expressão maior no cérebro de indivíduos controle.
“Isso aponta um descontrole, uma vez que
alguns desses genes com expressões diferentes podem estar influenciando a gênese
da doença”, disse Elida Benquique Ojopi, responsável pelo estudo, à Agência
FAPESP. “ Com base nesses primeiros resultados, a próxima etapa será
tentar identificar quais são os genes principais que podem ocasionar a doença.”
Os pesquisadores acreditam que alguns genes
podem estar “ligados” ou “desligados” de forma errada, o que causaria a
esquizofrenia. Por conta disso, eles querem mapear os genes com a intenção de
propor tratamentos mais específicos para a doença, com menos efeitos
colaterais. “A idéia é criar novas drogas que consigam bloquear a ação das
proteínas em genes com expressão diferencial”, explica Elida.
O trabalho, que foi apresentado no início de
abril durante o Congresso Internacional em Pesquisa de Esquizofrenia, em
Savannah, nos Estados Unidos, rendeu à autora do estudo o Prêmio Jovem
Pesquisador do evento. Elida foi a única do Hemisfério Sul a receber a
condecoração. “É um excelente reconhecimento à ciência de qualidade que
vem sendo produzida por jovens pesquisadores brasileiros”, comemora. O estudo
contou com financiamento da FAPESP.
Para visualizar o site da Agência de Notícias
FAPESP acesse o endereço abaixo:
http://www.fapesp.br/agencia/
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Lançamento de
Livro: O Bebê do Século XXI e a Psicologia
em Desenvolvimento.
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Organizadora Maria Lucia
Seidl de Moura. Para maiores informações, vejam no site http://www.casadopsicologo.com.br/
A obra trata do conhecimento científico atual sobre o bebê recém-nascido
e o que esse conhecimento significa para a psicologia. Foi inspirada em um
debate histórico da década de 1970, protagonizado por defensores de
diferentes visões da mente humana, sendo os principais deles, Piaget e
Chomsky. Os sete capítulos apresentam o “estado da arte” nessa área
e discutem suas implicações para a psicologia, à luz das respectivas
abordagens teóricas dos autores. Não é um livro de psicologia do
desenvolvimento, mas como seu título indica, sobre a psicologia em
movimento. Trata-se de uma iniciativa original na psicologia brasileira,
de interesse para estudantes e pesquisadores de áreas diversas das ciências
humanas e sociais, além do público em geral.
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Bolsas de
Estudo de Pós-Graduaçao e Pós-Doutorado
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Estão abertas as inscrições
para a rodada de 2005 do Programa Endeavour do Governo Australiano de
Bolsas de estudo para pesquisa de Pós Graduação e do Pós Doutorado. Há
23 bolsas disponíveis, das quais 08 serão para a América Latina, com
enfoque no Brasil, Chile, Colombia e México. As inscrições poderão ser
feitas até 26/10/2004.
Mais Informações : www.dest.gov.au/International/Awards/end_postgrad.htm
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35th Annual
Meeting of the Jean Piaget Society
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Call for Papers, Symposia and
Posters: The Jean Piaget Society invites program submissions for the to
take place in Vancouver, Canada on June 2-4, 2005. This year's meeting,
Social Life and Social Knowledge, takes as its organizing theme the
interactional contexts and processes of developing social knowledge. The
program will also feature a special seminar on Piaget's Sociological
Studies.
Scholars interested in the development of knowledge are invited to
participate whatever their discipline. Submissions which do not address
the program theme are welcome. Submission deadline is November
15, 2004.
Please visit the Jean Piaget Society website <http://www.piaget.org>
for submission details and on-line submission forms, or write to:
Colette Daiute
The Graduate Center, CUNY
365 Fifth Avenue
New York, NY 10016
cdaiute@gc.cuny.edu
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VI Congresso
Brasileiro de Psicologia do Trânsito: Psicologia e Trânsito: Compromisso
Social com a Mobilidade Humana
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Data: de 10 a 13 de
novembro de 2004
Local: Campus da Universidade Católica Dom Bosco - Campo Grande
– MS
Informações e Inscrição: www.conspsitran.com.br
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Fórum Social
Mundial 2005
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As inscrições para o FSM
2005, que acontecerá em Porto Alegre (Brasil) entre os dias 26 e 31 de
janeiro de 2005, já estão abertas para organizações e indivíduos. O Fórum
Social Mundial de 2005 será construído sob uma nova perspectiva e
metodologia, com o objetivo de ampliar ao máximo a possibilidade de
convergência, multiplicar os diálogos durante o evento e evitar a repetição
desarticulada de atividades sobre o mesmo tema. Essa iniciativa parte da
premissa de que não é possível construir um outro mundo sem somar esforços,
construir alternativas e articular ações e campanhas em comum.
Inscrições de atividades no FSM 2005: 10 de
novembro.
O prazo final para a inscrição de indivíduos e entidades é dia 30
de novembro.
Informaçoes: http://www.forumsocialmundial.org.br/home.asp
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Gender and
Education Conference 2005
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Gender, Power and Difference
University of Cardiff, Wales, from 29th-31st March 2005
A data para envio de resumos é 31 de outubro.
Informaçoes: http://www2.warwick.ac.uk/fac/soc/sociology/gea/events/current/conference2005/
http://www.cardiff.ac.uk/socsi/sexualitiesandgender/gpd/index.html
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30o
Congresso Interamericano de Psicologia
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26-30
de Junho 2005, Buenos Aires, Argentina
Limite para inscriçoes de trabalhos: 30 de
novembro de 2004
Informaçoes: http://www.sip2005.org.ar/
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Convite: 10
anos do CEP-RUA (Centro de Estudos Psicológicos sobre Meninos e
Meninas de Rua)- Universidade Federal do Rio Grande do Sul
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Programaçao:
- 16 de outubro, 10hs: II Jornada de Estudos do CEP-RUA (sala 210-
Instituto de Psicologia UFRGS)
- 12 de novembro, 19 hs, sala 210 do Instituto de Psicologia/UFRGS:
Palestra “Psicólogos de Rua e em Situação de Risco”,
- 12 de novembro, 20 hs, sala 210 do Instituto de Psicologia/UFRGS:
Apresentação do Coral da UFRGS.
- 18 de novembro,18hs, Livraria Cultura do Bourbon Country: Lançamento
dos Livros “Ecologia do Desenvolvimento Humano: Pesquisa e Intervenção
no Brasil”, organizado pela equipe do CEP-RUA e “Abuso Sexual
em Crianças e Adolescentes: Conceituação e Intervenção Clínica”
de Luísa Habigzang.
Mais informaçoes: http://www.ailha.com.br/ceprua/
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Lançamento
de Livro: Psicologia Educacional. Questões Contemporâneas. Maria
Regina Maluf (Org.) . Casa do Psicólogo.
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Os textos apresentados, escritos em
co-autoria por autores brasileiros e franceses, tratam de questões
de grande atualidade, do ponto de vista da psicologia e da educação e
concernem diferentes momentos da existência dos educandos, desde os
primeiros anos de vida até a adolescência. Como se forma no menino e
na menina a identidade sexuada? Como as crianças chegam a compreender
fenômenos mentais como as intenções, desejos e crenças de outrem?
Como favorecer a aquisição da linguagem escrita dando atenção ao
desenvolvimento das habilidades metalingüísticas que lhe estão
associadas? Qual o papel e a importância de interações sociais de
diferentes naturezas, que favorecem a aprendizagem e que superam formas
violentas de resolução de conflitos no ambiente escolar? Como os novos
recursos da internet estão afetando a vida de muitos adolescentes? O
leitor encontrará aqui novos conteúdos, que poderão responder a
algumas de suas questões e motivar buscas através de novas pesquisas e
estudos que farão avançar o conhecimento em torno das questões
abordadas. Maiores informações podem ser encontradas no site www.casadopsicologo.com.br
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IX
COLÓQUIO HEIDEGGER NA PUC-SP
Objetivo
é estimular estudos heideggerianos e refletir sobre a época da técnica
em que vivemos e a história da metafísica
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A Natureza em Heidegger
é o tema do IX Colóquio Heidegger, promovido pela Cogeae/PUC-SP
(Coordenadoria Geral de Especialização, Aperfeiçoamento e Extensão da
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) nos dias 15 e 16 de
outubro de 2004 com a participação, em palestras e mesa-redonda, de filósofos
e profissionais de diversas áreas do conhecimento que se dedicam ao
estudo e à prática do pensamento heideggeriano.
O
evento é aberto a filósofos, psicólogos, psicanalistas e a todos os
interessados na filosofia de Martin Heidegger, um dos mais importantes filósofos
do século XX, cujo pensamento influenciou profundamente não apenas os
estudiosos da história da metafísica, mas os mais diversos domínios da
cultura contemporânea (entre eles a teoria e a prática terapêutica),
Coordenado
pelo prof. dr. Zeljko Loparic, o IX Colóquio Heidegger abordará, entre
outros temas, O conceito de natureza em Guardini e Heidegger, A
natureza dos antigos e dos modernos segundo Heidegger e Natureza e
arte em Heidegger. Além disso, no dia 16 de outubro, a mesa-redonda
coordenada pelos professores Antonio Augusto P. Videira (UERJ) e Robson
Ramos dos Reis (UFSM) terá como temática Heidegger e Heisenberg - ciência
e filosofia da natureza.
Na
sexta-feira, dia 15 de outubro, o evento acontece das 13h30 às 18 h e no
sábado, dia 16, das 9 às 17h30, no auditório da Unidade Cogeae Caio
Prado (rua Caio Prado, 102 - Consolação - São Paulo - SP). As inscrições
já estão abertas e devem ser efetuadas na rua
João Ramalho, 182 - Perdizes - São Paulo. Outras informações podem ser
obtidas no tel. (11) 3873-3155, e-mail info@cogeae.pucsp.br
ou site www.cogeae.pucsp.br
(onde pode ser conferida a programação completa do evento).
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Call
for submissions in intellectual disability research
|
Journal
of Policy
and Practice in Intellectual Disabilities
(JPPID),
an official publication of the International Association for the
Scientific Study of Intellectual Disabilities, is calling for
submissions. This quarterly, peer-reviewed publication provides a forum
for description of evidence-based policy and practice related to people
with intellectual and developmental disabilities.
JPPID focuses on global research, analyses, reviews, theoretical
constructs and other work relative to such topics as:
Policy development Service design Working
methods and treatment procedures Financial, administrative and legal
frameworks Approaches to service user empowerment
Editor-in-Chief Matthew P. Janicki, Ph.D. also welcomes brief reports of
practice experiences documented by evidence-based research or data-based
outcomes as well as briefs or abstracts that translate and comment on work
previously published in non-English journals.
Please visit www.blackwellpublishing.com/jppid
for more information, submission guidelines, and a full list of editors.
For more information about membership in the society, visit www.iassid.org.
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Encontros
do
GRUPO
INTERDISCIPLINAR DE PESQUISAS
SOBRE
IDENTIDADE HUMANA
(Coordenação:
Antonio da Costa Ciampa)
Conversando
com
Karl
E. Scheibe
(Wesleyan
University – USA)
|
Núcleo
de Estudos e Pesquisas sobre Identidade Humana do
Programa de Estudos Pós Graduados em
Psicologia Social da PUCSP
Núcleo
de Estudos e Pesquisas sobre Identidade: Formação e Transformação do
Programa
de Mestrado em Psicologia da UNIMARCO
Laboratório
de Estudos do Desenvolvimento e da Aprendizagem do
Instituto
de Psicologia da USP
PROGRAMAÇÃO
27/10/04
(4a. feira) – PUCSP
14
hs – Apresentação e debates
BUSCANDO
ENTENDER O TERRORISMO:
PSICOLOGIA E IDENTIDADE
18
hs – Seminário Interno
28/10/04
(5a. feira) – UNIMARCO
14
hs – Apresentação e debates
AS
RAIZES DRAMATÚRGICAS
DA PESQUISA CIENTÍFICA
18
hs – Seminário Interno
29/10/04
(6a. feira) – USP
14
hs – Apresentação e debates
IDENTIDADE
E A ‘PSICOLOGIA POSITIVA´
LOCAIS
PUCSP
– Rua Ministro de Godoy, 969 – 5o. andar – sala 509
(Perdizes)
UNIMARCO
– Unidade João XXIII – Rua Clóvis Bueno de Azevedo, 176 (Ipiranga)
USP
– Biblioteca Instituto de Psicologia, 2o. andar – Sala de
Cursos (Cidade Universitária)
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Versão
em CD-ROM, Revista Psicologia: Teoria e Pesquisa
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A revista
Psicologia: Teoria e Pesquisa, publicada pelo Instituto de Psicologia da
Universidade de Brasília, iniciou um novo projeto com a edição de uma
versão CD-ROM destinada a promover a leitura do periódico por pessoas
cegas e deficientes visuais. O objetivo principal é facilitar o acesso à
publicação científica, incrementando a autonomia de estudo e trabalho
desses usuários. Inicialmente, a versão CD-ROM está sendo distribuída
para 66 bibliotecas e entidades de ensino especializadas que poderão
oferecer orientação suplementar para consultas e leituras.
Diretoria da Revista
Tereza Cristina Cavalcanti Ferreira de Araujo - Editora
Jacob Arie Laros - Editor Associado
Rachel Nunes da Cunha - Editora Associada
Maria Inês Gandolfo Conceição - Editoração
Rosana Maria Tristão - Divulgação
Mário César Ferreira - Tesouraria
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Oportunidade
para recém-doutores
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O
Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), de São Paulo (SP),
vai selecionar quatro pesquisadores recém-doutores das áreas de
Filosofia e Ciências Humanas, para a realização de atividades durante o
período de dois anos. Os escolhidos receberão uma bolsa da CAPES
no valor de R$ 3.000,00 ( três mil reais).
As inscrições estarão
abertas até 31 de janeiro de 2005. Para mais informações, acesse: <http://www.capes.gov.br/chamadas/informes/explicacao.htm#Informe11_04>
Fale conosco:
Coordenação de Comunicação
e Documentação - CCD/CAPES
Fones: (61) 2104.8786/8860
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Inscrições/Estandes
no Fórum Social Mundial 2005
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Aos companheiros e
companheiras do Fórum Social Mundial,leiam sobre:
1. Inscrições de atividades prorrogadas;
2.Abertas as inscrições de estandes para o FSM 2005.
1. As inscrições de atividades para a quinta edição do FSM foram prorrogadas
para o dia 25 de novembro (18 horas do horário de Brasília).
Quem ainda não fez sua inscrição de
atividade, portanto, pode incluir uma nova proposta até essa data. Todas
as organizações, as que já inscreveram atividades ou não, também
podem modificar, combinar ou excluir as propostas até o dia 25 de
novembro, de acordo com a nova metodologia do evento, que visa facilitar o
diálogo e as aglutinações entre as entidades participantes.
O link de inscrições é http://www.inscricoesfsm.org.br/.
Mas, atenção: após esse prazo, o sistema não permitirá modificações,
ou seja, as organizações devem inscrever a sua proposta final de
atividade até o próximo dia 25. O período de inscrições não se
estenderá novamente!
Importante que as organizações não deixem a inscrição de atividades
para os últimos cinco dias, pois o sistema costuma ficar lento e instável
por causa do excesso de acessos.
Inscrições de atividades culturais e artísticas também foram
prorrogadas para o dia 25 de novembro e devem ser feitas por meio de um
formulário diferenciado. Para inscrever atividades culturais, antes os
participantes devem se inscrever como organização ou indivíduo.
Até o dia 11 deste mês, 1.833 eventos já haviam sido inscritos por
2.731 organizações de 102 países. Conheça também como a sua organização
pode participar do processo de aglutinações de atividades e da criação
de novas alianças.
Calendário de inscrições
. 25 de novembro de 2004 - prazo final para incluir,
excluir ou modificar propostas de atividades já inscritas
. 30 de novembro de 2004 - prazo final para o
pagamento de inscrições para organizações
que estão propondo atividades. Data de encerramento das inscrições de
organizações e indivíduos.
. 05 de dezembro de 2004 - prazo final para o
pagamento das inscrições para organizações que estão apenas enviando
participantes
. 15 de dezembro de 2004 - prazo final para
cadastrar os nomes dos/das participantes
2.Abertas as inscrições de estandes para o FSM 2005
As organizações interessadas em dispor de espaço físico para estandes
institucionais, pontos de encontro da organização e tendas de campanhas
durante o FSM 2005 deverão preencher a ficha disponível no site e
encaminhá-la para o e-mail: estandes@fsm2005.softwarelivre.org
até o dia 30 de novembro de 2004.
Todas as solicitações de estandes serão analisadas pelo Comitê
Organizador do FSM 2005. As reservas estarão condicionadas à
disponibilidade de área física. Até o dia 08 de dezembro de 2004,
será enviada uma resposta em relação às solicitações.
Leia mais no site www.forumsocialmundial.org.br
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Nota
de esclarecimento acerca da ação civil pública sobre os testes
psicológicos brasileiros
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Conforme vem sendo
noticiado por alguns veículos de imprensa, o Ministério
Público Federal, na pessoa do procurador Carlos Henrique Martins Lima,
entrou com ação civil pública na Justiça Federal pedindo a suspensão
da
comercialização e do uso dos testes psicológicos em todo o país.
O Conselho Federal de Psicologia reitera que a matéria em questão -
testes
psicológicos - caracteriza uma técnica de uso privativo do
psicólogo e, conforme a Lei Federal nº 4119 e a Lei Federal no.
5.766/71, compete ao CFP regulamentar as exigências necessárias
para a
aceitação dos testes como psicológicos ou não, pois sua aplicação
caracteriza exercício da profissão de psicólogo. A elaboração de
testes
psicológicos bem como a utilização de determinada técnica ou método,
também
por força de lei, sujeitam-se aos regramentos ditados pelo
Conselho.
Na certeza de que o Conselho Federal de Psicologia pode e deve
avaliar os
testes psicológicos como instrumento de trabalho privativo do psicólogo,
exatamente na defesa da sociedade que usufrui de tais serviços, e
na
condição de autarquia responsável por lei pela fiscalização,
disciplina e
orientação profissional, é que o CFP empreenderá todas as ações
recursais
necessárias à ação impetrada, assim que ocorrer a sua citação
judicial. Por estarmos acompanhando atentamente os passos desta ação,
sabemos já ter havido despacho judicial para citação do Conselho, mas,
até o presente momento, formalmente ainda não recebemos qualquer citação
acerca desta ação.
Por fim, cabe destacar que o CFP tem plena confiança de que as
medidas que
estão sendo tomadas relativamente à análise dos testes psicológicos,
baseadas em critérios científicos adotados internacionalmente,
garantem o
uso dos testes já avaliados, e que o Conselho não tem dúvidas
sobre a sua
competência, autoridade e legitimidade, legal, ética e política,
em
fiscalizar a qualidade e o uso dos testes psicológicos brasileiros,
assim
como a quaisquer outros procedimentos afetos ao exercício profissional do
psicólogo.
Dado o controle que o Conselho Federal de Psicologia hoje já tem
implementado, com relação aos testes psicológicos em uso no país,
de forma
absolutamente isenta, acreditamos certamente que não será necessária
a
retirada de qualquer teste psicológico, aprovado pelo CFP, de
circulação do
mercado brasileiro.
Ricardo Moretzsohn
Presidente do Conselho Federal de Psicologia
Brasília, 11 de novembro de 2004.
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Capes
lança novo Edital do Prodoc
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A Diretoria
Executiva da Capes aprovou a nova proposta do Prodoc, contendo mudanças
sugeridas pela comissão especialmente criada para esse fim.
A primeira alteração do programa está no próprio nome, que passou de
Programa de Absorção Temporária de Doutores para Programa de Apoio a
Projetos Institucionais com a Participação de Recém-Doutores,
conservando a mesma sigla.
Outra mudança significativa encontra-se na justificativa de criação do
Prodoc. A nova proposta pretende viabilizar a complementação da formação
de recém-doutores, além de suprir uma lacuna na aquisição de vivência
acadêmica junto a equipes docentes de programas de pós-graduação.
O Prodoc abrange duas modalidades de apoio: o pagamento de bolsa de pós-doutoramento,
no valor de R$ 3.000,00 (três mil reais), paga diretamente pela Capes ao
bolsista; e o repasse de auxílio financeiro no valor máximo anual de R$
12.000,00 (doze mil reais), para o custeio de atividades de ensino,
pesquisa e extensão referentes ao projeto apoiado.
As instituições interessadas em participar do Prodoc deverão apresentar
suas propostas até o próximo dia 15 de dezembro. Em caso de dúvidas,
deverão entrar em contato com a Coordenação de Desenvolvimento
Institucional - CDI, pelos fones (61) 2104.8878/322.9372/2104.8086.
O Edital já está disponível no site http://www.capes.gov.br
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Lançamento
de Livros:
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-
“Ecologia
do Desenvolvimento Humano: Pesquisa e Intervenção no Brasil”,
organização Sílvia Koller - Editora Casa do Psicólogo - sobre
a obra organizadora e a obra
-
“Abuso Sexual em Crianças e
Adolescentes: Conceituação e Intervenção Clínica” de Luísa
Habigzang e Renato Maiato Caminha - Editora Casa do Psicólogo - sobre
os organizadores e a obra
-
"Ensaios Pedagógicos: Como
construir uma escola para todos?" Lino de Macedo - Editora
ARTMED
-
"Os Jogos e o Lúdico na
Aprendizagem Escolar" - Lino de Macedo, Ana Lúcia S. Petty
& Norimar C. Passos - Editora ARTME
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2005
AIOSP Conference
(Multilingual News)
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Conferência
Internacional da AIOSP (Associação Internacional de Orientação
Escolar e Profissional) intitulada Carreiras e Contextos: Novos
desafios e Tarefas para a Orientação, que terá lugar na
Universidade de Lisboa entre 14 e 16 de Setembro de 2005, tenho o gosto de
informar que a respectiva Página da Internet (http://www.aiospconference2005.pt)
se encontra já disponível.
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Aumento
de orçamento do CNPq em votação na Câmara Federal
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O Congresso Nacional aprovou no
final da tarde de quinta-feira, dia 23, as emendas ao orçamento para a
C&T, durante a reunião da Comissão Mista do Orçamento
Segundo Carlito Merss (PT/SC), relator setorial da Área Temática
Comissão Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Esporte, pela
qual as emendas foram apresentadas, foi preciso fazer um corte linear de
20% porque o repasse previsto para essa área não era suficiente para
atender a todas as propostas.
Pelo total aprovado hoje, o CNPq fica com um acréscimo de R$ 32 milhões.
Os relatórios setoriais das outras áreas também foram aprovados.
Nesta terça-feira, 28, a Comissão Mista se reúne para discutir e
votar o relatório-geral da proposta orçamentária de 2005. A
expectativa é que o Orçamento seja votado em Plenário na quarta-feira
(29).
As emendas
Parte das emendas foram apresentadas pela própria Comissão de C&T
da Câmara, como resultado de mobilização da Frente Plurissetorial em
Defesa da C&T e Inovação, integrada por senadores e deputados, bem
como de membros de outras esferas do poder público, privado e sociedade
organizada. As outras são emendas individuais e da bancada.
A Frente foi oficializada durante a Semana Nacional de C&T, em outubro
deste ano, e sua primeira reunião aconteceu na sede do CNPq, em novembro.
(Assessoria de Comunicação Social do CNPq)
JC e-mail 2675, de 27 de dezembro de 2004.
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O
"presente de Natal’ para Ministério da C&T
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O Ministério da C&T recebeu como ‘presente de Natal’ a subtração
de R$ 210 milhões do seu limite de gastos em 2004
A decisão do Ministério da Fazenda saiu em decreto na véspera do Natal.
O MCT tinha como limite de gastos em 2004 a quantia de R$ 1 bilhão e 913
milhões. Graças ao ‘Papai Noel da Fazenda’, ficou com R$ 1 bilhão e
703 milhões
O presente na verdade, grego empanou o Natal de muita gente, a começar
pelo do ministro da C&T, Eduardo Campos, e de sua equipe.
Estima-se que a ceia de Natal ainda estava sendo preparada na casa do
ministro quanto ele teve que iniciar, imediatamente, um árduo movimento
em Brasília para recuperar os R$ 210 milhões. E conseguir isso antes do
dia 31 de dezembro, para que os recursos não se desapareçam no buraco
negro do exercício findo.
Dos R$ 210 milhões, cerca de R$ 150 milhões são oriundos dos fundos
setoriais e estavam depositados no Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico
e Tecnológico (FNDCT).
O resultado positivo do esforço do MCT pode sair entre esta quarta e
quinta-feira. Há muita gente importante de plantão aguardando um
desfecho favorável. Quem não pôde ter um Natal tranqüilo quer ter um
ano novo mais feliz.
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Aumento no orçamento do CNPq
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CNPq pode ter um aumento entre R$ 45 e 80 milhões no orçamento de 2005.
A decisão sai neste final de ano Congresso Nacional
A sorte do orçamento da maior agência de fomento à C&T no país está
sendo votada agora. Nesta terça-feira, o aumento dos recursos orçamentários
do CNPq através de emendas no Congresso estava em R$ 32 milhões.
Hoje já está em R$ 45 milhões
Mas há ainda duas possibilidades, uma de aprovação provável de mais
R$ 15 milhões e a outra de aceitação mais difícil de mais R% 20
milhões. Se as duas forem acolhidas, o CNPq terá um aumento orçamentário
de R% 80 milhões em 2005.
Se a emenda dos R$ 15 milhões passar, o que é dado como mais provável,
o aumento fica em R% 60 milhões. Mas, na pior das hipóteses, nenhuma
destas duas emendas passar, o CNPq contará com apenas mais R% 45 milhões
no próximo ano.
Para entender o quadro, é preciso lembrar dois fatos:
1) A proposta de orçamento enviada ao Congresso Nacional não previa
nenhum aumento de recursos para o CNPq; qualquer aumento deveria ser
conseguido através de emendas ao projeto no próprio jogo parlamentar, um
jogo sabidamente complicado;
2) Duas emendas em favor do CNPq foram elaboradas pela Comissão de
C&T da Câmara dos Deputados: uma de R$ 150 milhões para ampliar o número
de bolsas; e outra de R$ 50 milhões para a área de pesquisa básica. Ao
todo, portanto, pedia-se o acréscimo de R$ 200 milhões para o CNPq.
Ou seja, o que está sendo decidido nesta quarta-feira no Congresso é se
o CNPq que estava lutando por um aumento orçamentário de R$ 200 milhões
ficará com R$ 45 milhões, R$ 60 milhões ou R$ 80 milhões.
E tal aumento destina-se tanto para as bolsas como para a pesquisa básica.
E o mais curioso da história é que este aumento poderia ser ainda menos,
não fosse a pressão da comunidade científica.
Na sexta-feira passada, o senador Romero Jucá, relator-geral do projeto
de Orçamento para 2005, contou ao presidente do CNPq, Erney Camargo, que
estava recebendo cerca de 300 mensagens pela Internet por dia de membros
da comunidade científica brasileira, pleiteando a aprovação dos R$ 200
milhões solicitados para o CNPq, além de outros recursos destinados a
projetos de C&T.
Vale lembrar também que a SBPC, as Sociedades Científicas Associadas e a
Academia Brasileira de Ciências promoveram o maior encontro de membros da
comunidade científica em Brasília, junto com a Frente Plurissetorial em
Defesa da C&T, na Câmara dos Deputados, no dia 8 deste mês.
Cerca de 60 pesquisadores participaram do evento, que lotou inteiramente o
auditório Freitas Nobre, contou com a presença do ministro da C&T,
Eduardo Campos, e do presidente da Finep, Sergio Rezende, entre outras
autoridades.
Tudo isso demonstra de que, em 2005, será indispensável promover uma
mobilização maior da comunidade científica para se obter uma melhora
efetiva dos recursos para o CNPq e para todo o setor de C&T do país.
E essa mobilização deverá se articulada com maior antecedência, a fim
de que seu impacto seja ainda mais contundente. É a lição, proveitosa,
que fica deste ano.
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Orçamento
de C&T para 2005: inclusão digital terá investimento de mais de R$
200 milhões
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Dos R$ 200 milhões pedidos para o CNPq,
alcançaram-se R$ 55 milhões, tudo para bolsas. Nenhum centavo para
fomento à pesquisa básica. É como se não estivéssemos vivendo em
pleno século XXI...
José Monserrat Filho escreve para o ‘JC e-mail’:
Em 2004, os investimentos em C&T foram de R$ 205,8 milhões. A
projeto de orçamento do executivo para 2005 previu para o setor
investimentos de R$ 276,2 milhões. No final, foram aprovados R$ 663,3
milhões
O número impressiona, mas é preciso levar em conta que mais de R$ 200
milhões desta cifra estão destinados ao programa de inclusão digital
basicamente compra de computadores, segundo fontes dignas de crédito.
De qualquer forma, trata-se de aumento considerável. Que, no entanto, não
atendeu devidamente aos interesses do CNPq.
A proposta de orçamento para 2005 nada previu de aumento na dotação
orçamentária do CNPq. Novos recursos ficaram para ser obtidos através
de emendas ao longo dos debates sobre o orçamento no Congresso.
A Comissão de C&T da Câmara, com amplo apoio de parlamentares e da
comunidade científica e tecnológica de todo o país, elaborou duas
emendas em prol do CNPq: uma de R$ 150 milhões para bolsas e outra de
R$ 50 milhões para pesquisa básica. Ao todo, R$ 200 milhões. Nada
mal.
Nesta quarta-feira, depois de muitos e muitos debates, o que se logrou
aprovar no relatório final da Comissão de Orçamento é que o CNPq terá,
em 2005, o acréscimo orçamentário de R$ 55 milhões.
São R$ 55 milhões para financiar a formação de pessoal
especializado, ou seja, bolsas do CNPq. Nada além disso.
Mas vale lembrar que, se tudo começou com duas emendas no valor total
de R$ 200 milhões para o CNPq, no fim da semana passada e no começo
desta semana, estavam previstos para esse fim apenas R$ 32 milhões.
Imaginem: a proposta de R$ 200 milhões havia caído para 32 milhões.
Na manhã desta quarta-feira, a situação já havia melhorado algo: os
R$ 32 milhões haviam se convertido em R$ 45 milhões.
E no cair da tarde, quando certamente se disputavam os últimos reais
ainda disponíveis, lutava-se para adicionar mais R$ 15 milhões, o que
fecharia o acréscimo orçamentário do CNPq em R$ 60 milhões.
Isso era muito provável, mas não garantido. Tanto que na última hora,
onde se lia R$ 15, passou-se a ler R$ 10 milhões.
E a conta em favor do CNPq fechou em R$ 55 milhões. Ou seja, um pouco
mais de um quarto do valor inicialmente solicitado.
E o que é lamentável por todos os motivos: nenhum centavo para fomento
à pesquisa básica.
Seja como for, há heróis nesta história. Eles conseguiram o aumento
de R$ 32 milhões para R$ 55 milhões.
Três nomes merecem especial destaque. E nós fazemos questão de citá-los
como homenagem ao trabalho que realizaram no duro ‘corpo-a-corpo orçamentário’:
deputada Raquel Teixeira (PSDB/Goiás) e deputados Walter Pinheiro
(PT/Bahia) e Nazareno Fonteles ( PT/Piuaí).
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Conselho
Superior define listas tríplices para os representantes de área
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lista_triple.pdf
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CNPq
divulga calendário para exame de bolsas de fomento tecnológico
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Julgamento acontece nos meses de fevereiro e março
O calendário para julgamento do edital de Bolsas de Fomento Tecnológico
já está publicado no site do CNPq. Foram recebidas 590 propostas para
um valor estimado em R$ 29 milhões, recursos previstos no orçamento do
CNPq.
O objetivo do edital 014/2004 é selecionar propostas dirigidas ao
desenvolvimento de pesquisa básica, aplicada ou tecnológica,
envolvendo parcerias entre instituições científicas e tecnológicas,
públicas e empresas, instituições ou associações.
As modalidades de bolsas são Iniciação Tecnológica e Industrial,
Desenvolvimento Tecnológico e Industrial, Especialista-visitante -
curta duração e Especialista-visitante - longa duração.
Calendário para julgamento por grandes áreas do conhecimento:
- Ciências Exatas, da Terra e Engenharias: de 21 a 25 de fevereiro;
- Ciências Humanas e Sociais: de 28 de fevereiro a 4 de março;
- Ciências da Vida: de 7 a 11 de março de 2005.
Confira mais informações sobre os editais no site do CNPq: http://www.cnpq.br
(Assessoria de Imprensa do CNPq)
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Aos
representantes das entidades do FENPB
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Com o inicio do ano, precisamos intensificar
a divulgação do I Congresso Latino-Americano da Psicologia ULAPSI que
acontecerá em abril.
Gostaríamos de contar com a ajuda de vocês nesta tarefa e lembrá-los
que continuaremos aguardando as propostas de mesas "Diálogos
Latino-americanos" para incluirmos na programação do evento. Esse
tipo de atividade será proposta exclusivamente pelas entidades do FENPB e
da ULAPSI. Assim, é importante que as entidades construam suas propostas.
Deverá ser uma mesa que reúne pesquisadores, professores ou
profissionais de mais de um país na América Latina.
Caso queiram realizar algum encontro ou reunião de sua entidade no
Congresso, favor enviar e-mail para:
secretaria.eventos@crpsp.org.br
As reuniões de entidades serão dia 22 de abril, pois no dia 21 teremos
uma reunião da ULAPSI e seria importante que as entidades do FENPB
estivessem todas presentes.
Atenciosamente,
Renata Piratininga
Secretaria do I Congresso Latino-Americano da Psicologia - ULAPSI
Tel.: (11) 3061-9494 Ramal 101 ou 0800-7706605
e-mail: secretaria.eventos@crpsp.org.br
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Novos
representantes de área. O Presidente da CAPES Jorge Almeida Guimarães
assinou portaria, nomeando os representantes de todas as áreas do
conhecimento.
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Portaria nº 001, de 03 de janeiro de
2005
O
Presidente da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior - CAPES, usando das atribuições que lhe são conferidas pelo
artigo 20, inciso X, e observando o disposto no artigo 10, inciso IX, do
Estatuto da Fundação, aprovado pelo Decreto nº 4.631, de 21 de março
de 2003, resolve:
Designar os seguintes professores, a partir das listas tríplices
aprovadas pelo Conselho Superior da CAPES, para exercerem a função de
representante de área por um período de três anos, a partir desta data:
OSWALDO HAJIME YAMAMOTO
PSICOLOGIA
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Novo Plano Nacional de Pós-Graduação prevê dobrar número de doutores
no país
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Documento da Capes prevê investir R$
3,26 bilhões em seis anos para passar de 8.000 para 16 mil titulados ao
ano
Luciana Constantino escreve para a 'Folha de SP':
Considerado pelo governo federal 'eixo estratégico de desenvolvimento
científico e tecnológico', o sistema de pós-graduação brasileiro
precisa dobrar o número de doutores formados até 2010 para alcançar índices
obtidos pela Coréia do Sul já há 20 anos.
É o que mostra o Plano Nacional de Pós-Graduação 2005-2010 apresentado
ontem pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior) ao ministro da Educação, Tarso Genro. O documento será
encaminhado também à Presidência da República.
O plano propõe a aplicação nos próximos seis anos de R$ 1,66 bilhão a
mais em bolsas e fomento de pós-graduação, ampliando os recursos
gradativamente. Resultaria num orçamento total de R$ 3,26 bilhões no período.
Isso permitiria passar dos atuais 8.000 doutores titulados por ano para 16
mil em 2010. Enquanto a Coréia do Sul já atingiu a marca de 13,6
doutores por 100 mil habitantes, à frente do Japão, o índice do Brasil
é de 4,6 por 100 mil.
Considerada destaque nesse assunto, a Alemanha já chegou ao patamar de 30
doutores a cada 100 mil moradores.
O plano tem uma profunda relação com a política industrial prevista
pelo governo. Também está ligado à política internacional e
relacionado ao ensino básico. Será acolhido integralmente', disse o
ministro Tarso Genro.
Para atender à demanda da política industrial e comércio exterior, o
texto sugere aumentar 20% a proporção de bolsas por aluno titulado para
as áreas de ciências, engenharias e computação.
Nenhuma área será prejudicada, mas a proposta é estimular parcerias
[com iniciativa privada e universidades] nas áreas de engenharia e
computação', disse o presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães,
citando exemplos de produtos importados que poderiam ser produzidos no país,
como matérias-primas para medicamentos genéricos.
O plano recomenda a reposição gradual do valor das bolsas dos institutos
de fomento -cerca de 50% de acréscimo entre 2005 e 2010-, além da
equiparação dos valores pagos pela Capes e CNPq.
Para isso, a Capes precisaria de R$ 27,3 milhões a mais já no primeiro
ano do plano.
Para Tarso Genro, a proposta para a pós-graduação melhorará a
qualidade do ensino básico porque levará a uma melhor capacitação de
professores. 'O Brasil jamais deixará de ser medianamente desenvolvido se
não investir em
todas as áreas da educação.' (Folha de SP, 6/1)
Ministro defende formação de
especialistas em educação
O governo não poderia definir uma política
de formação de profissionais em pós-graduação sem estar intimamente
ligada à política industrial e à concorrência econômica
internacional', defendeu Tarso.
Segundo o ministro, o plano está imbricado nas relações comerciais
internacionais do Brasil e para isso adotou os mesmos parâmetros adotados
por países como Índia, Coréia e Cingapura, nossos concorrentes no
mercado internacional.
O ministro Tarso Genro disse ainda que o Plano Nacional de Pós-Graduação
também dará atenção à formação de especialistas em educação para
reforçar a formação de professores universitários de melhor qualidade
e, no futuro, a melhoria da qualidade atingir os professores do ensino
fundamental.
O presidente da Capes, Jorge Guimarães, citou a importação, pelo
Brasil, de ácido cítrico e glucose, mesmo sendo o País maior produtor
de suco de laranja e de sacarose do planeta.
De acordo com Guimarães, dos quase 9 mil doutores formados em 2003,
apenas 13% fizeram cursos nas áreas de engenharia e computação. Para
mudar este quadro, o plano nacional prevê o investimento de quase R$ 990
milhões este ano e R$ 1 bilhão em 2006.
Atualmente, a concessão de bolsas para mestrado e doutorado com
financiamento do governo federal é feita pela Capes, CNPq e Fapesp e
atendem a um terço dos 110 mil mestrandos e doutorandos brasileiros.
(O Estado de SP, 6/1)
Meta pode ser ampliada
O plano trabalha com três cenários para
a economia no período 2005-2010: pessimista, intermediário e otimista.
Caso o cenário otimista prevaleça, a meta de formar 16 mil doutores
poderá ser ampliada, com o financiamento de mais alunos de doutorado no
exterior.
Em 2004, segundo Jorge Guimarães, a Capes e o CNPq investiram cerca de R$
800 milhões em bolsas e custeio das teses dos pesquisadores.
O plano determina o acréscimo de R$ 88 milhões este ano, R$ 128 milhões
em 2006 e R$ 200 milhões em 2007 até atingir R$ 528 milhões em 2010.
Jorge Guimarães acredita que em 2006 já será possível formar 10 mil
doutores ao ano, atingindo a meta do programa de governo do presidente
Lula.
O documento registra os desafios e avanços da pós-graduação, cujo
sistema de avaliação serve de referência até no exterior.
Na última avaliação, divulgada em dezembro, 36 dos 1.819 cursos
analisados foram reprovados e não poderão receber novos alunos.
Jorge Guimarães disse ainda que nos últimos 24 anos a produção científica
brasileira ultrapassou a de países como Áustria, Bélgica, Finlândia,
Noruega, Dinamarca e Israel.
Mas o país foi superado por concorrentes como Coréia do Sul, China e
Espanha, que, hoje, formam mais doutores. (O Globo, 5/1)
Plano está ligado ao ensino básico
O ministro destacou que há relação do PNPG com o ensino básico,
prioridade para o projeto educacional: 'De nada servirá uma reforma de
ensino superior de qualidade e um plano desse nível se não
estabelecermos esta relação. O plano repousa alicerces no ensino básico.'
Tarso Genro salientou que o MEC ataca em várias frentes, da alfabetização
à pós-graduação: 'O Brasil jamais deixará de ser um país
medianamente desenvolvido se não tiver um sistema educacional forte,
integrado, que comece na educação básica.'
Já estamos estudando o aumento do valor per capita para o Fundef (Fundo
de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização
do Magistério). Vamos aumentar o valor da merenda escolar e o número de
vagas
na licenciatura para formação de professores nas Universidades.
O ministro disse que o MEC está integrando a pós-graduação com o
ensino básico e que é preciso tratar na mesma intensidade e no mesmo nível
todas as faixas.
Segundo a Capes, o segmento público é responsável por 82% da oferta dos
cursos de mestrado e por 90% de doutorado.
Já o segmento privado cresceu de forma expressiva na pós-graduação.
Passou de 87 cursos para 346 de mestrado e de 44 para 96 de doutorado no
período de 1996 a 2004.
De acordo com a comissão responsável pelo PNPG, o desenvolvimento da pós-graduação
no Brasil não derivou de um processo espontâneo do aumento da pesquisa
científica e do aperfeiçoamento da formação de quadros.
Foi estimulado por política indutiva, conduzida e apoiada pelo Estado.
Essa política, segundo a comissão, deve ser preservada e aprimorada.
O PNPG tem como premissa que o sistema educacional é fator estratégico
no processo de desenvolvimento socioeconômico e cultural da sociedade
brasileira.
Cabe à pós-graduação, segundo o plano, a tarefa de produzir
profissionais aptos a atuar nos diferentes setores da sociedade e capazes
de contribuir para o processo de modernização do país.
É no sistema nacional de pós-graduação que, basicamente, ocorre a
atividade da pesquisa científica e tecnológica brasileira. (Assessoria
de Comunicação do MEC)
Conheça a comissão responsável pela elaboração do PNPG:
- Francisco César de Sá Barreto - membro do Conselho Superior da Capes e
presidente da Comissão PNPG;
- Carlos Benedito Martins - indicado pela Diretoria Executiva da Capes;
- Carlos Roberto Jamil Cury - representante do CNPq;
- Emídio Cantídio de Oliveira Filho - membro do Conselho Superior da
Capes;
- Glaci Theresinha Zancan - representante da Comunidade Acadêmica;
- José Ricardo Bergmann - presidente do Fórum Nacional de Pró-Reitores
de Pesquisa e Pós-Graduação das Instituições Brasileiras (Foprop);
- Luciano Rezende Moreira - presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos
(ANPG);
- Ricardo Gattass - representante da Finep;
- Ricardo Sebastião Lourenço - indicado pela Diretoria Executiva da
Capes;
- Sandoval Carneiro Júnior membro do Conselho Técnico-Cientifico e
Conselho Superior da Capes.
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Grupo
de trabalho do Ministério da Saúde apresenta anteprojeto de lei que cria
o Conselho Nacional de Bioética
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O anteprojeto foi elaborado pelo Grupo de Trabalho (GT) de Bioética,
criado em 2003 a pedido da Casa Civil, e ligado ao Departamento de C&T
(Decit) do Ministério da Saúde.
O grupo é coordenado por Reinaldo Guimarães, diretor do Decit, e tem
como membros Ennio Candotti, presidente da SBPC; Eduardo Krieger, da
Academia Brasileira de Ciências (ABC); representantes da Sociedade
Brasileira de Bioética (SBB); representantes de alguns ministérios, como
Saúde, Meio Ambiente, Justiça e C&T; representante do Ministério Público
Federal.
O anteprojeto foi submetido à consulta pública até 30 de novembro, no
site do Decit.
Ele pode ser consultado no neste endereço:
dtr2001.saude.gov.br/sctie/arqconsultas_pub/CP%2011_BIOETICA.pdf
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Departamento
de C&T do Ministério da Saúde investe R$ 1 milhão em eventos
científicos
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Inscrições para a primeira chamada de 2005 vão até o próximo dia 25
No primeiro semestre deste ano, o Departamento de Ciência e Tecnologia
(Decit) do Ministério da Saúde deve apoiar pelo menos 20 eventos
científicos ligados à área de saúde, investindo R$ 1 milhão.
A primeira chamada de 2005, para apoio a eventos científicos em saúde a
serem realizados entre abril e setembro, foi aberta em dezembro e recebe
inscrições até 25 de janeiro. Cada um dos projetos contemplados deve
receber até R$ 50 mil.
Para participar da seleção, os eventos precisam ser promovidos por
instituições, associações ou sociedades científicas.
Para se cadastrar, é necessário preencher o formulário on line
disponível no endereço http://www.saude.gov.br/sctie/decit
e enviar, via correio, a documentação exigida.
Outras informações pelo e-mail deciteventos@saude.gov.br
ou pelo telefone (61) 315-3298.
(Gestão C&T, nº 327)
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Notícias
FAPESP
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Clique no link abaixo para ler a notícia:
Metodologia
antiestresse
Para visualizar o site da Agência de Notícias FAPESP acesse o endereço
abaixo:
http://www.fapesp.br/agencia/
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OF.
CIRC. PR. nº 0029 /05 CNPq
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Brasília, 13 de janeiro de 2005
Prezados pesquisadores e pesquisadoras,
A notícia é boa, ótima: o relatório
final da Comissão Mista do orçamento aprovou cerca de R$ 75 milhões em
emendas para o CNPq. Pelo menos é isto que consta do site da Câmara
sobre a Lei Orçamentária para 2005.
Graças à atuação de alguns deputados que já lhes mencionei (Deputados
Ariosto Holanda, Jamil Murad, Mariângela Duarte, Nazareno Fonteles,
Walter Pinheiro, Jorge Bittar, Renato Casagrande e Nárcio Rodrigues), a
Comissão de C&T da Câmara havia recomendado R$ 150 milhões.
A proposta do relator setorial da Câmara,
Dep. Carlito Merss de Sta. Catarina, reduziu esse valor para R$ 40 milhões.
Em seguida, na apreciação pela Comissão
Mista Senado/Câmara, emendas de alguns deputados, particularmente dos
Deputados Nazareno Fonteles (PI), Raquel Teixeira (GO) e Walter Pinheiro
(BA) elevaram esse valor para R$52 milhões. Finalmente, emenda do relator
Sen. Romero Jucá acrescentou mais R$ 23 milhões ao conjunto.
Portanto conseguimos, com o decisivo
envolvimento pessoal do Ministro Eduardo Campos, o apoio de parlamentares
seriamente preocupados com o desenvolvimento científico e tecnológico do
país e a ampla participação da comunidade científica, um significativo
aumento a nossos recursos orçamentários. Prevalecendo a informação das
páginas eletrônicas da câmara, esse aumento será 50% acima do
conseguido em 2003.
Isso, para nós, significa que o
parlamento se mostra cada vez mais participante e sensível à importância
da C&T e que a comunidade científica está sabendo atuar para ampliar
a percepção dessa importância.
A nossa comunidade está de
parabéns e agradeço a todos que atenderam ao nosso apelo.
Obrigado,
ERNEY PLESSMANN CAMARGO
Presidente
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Autorizado
concurso para professores de instituições federais
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Subject:
Fwd: JC e-mail 2686, de 12 de janeiro de 2005.
O Ministério do Planejamento, Orçamento
e Gestão autorizou a realização de concurso público para 3,3 mil
professores efetivos das instituições federais de ensino (Ifes). São
800 vagas para professores de ensino fundamental e médio e 2,5 mil de
ensino superior.
A portaria, publicada no Diário Oficial
da União de segunda-feira, dia 10, altera a redação do artigo 1º da
Portaria nº 293, de 10 de novembro de 2004, que determinava um número
menor de vagas. Os candidatos aprovados serão nomeados a partir de julho.
Caberá ao Ministério da Educação a
divulgação da quantidade de vagas a serem preenchidas em cada instituição
federal. A realização do concurso está condicionada à existência de
vagas na data de publicação do edital de abertura das inscrições e à
redução das despesas com professores substitutos, no caso dos concursos
para professores do ensino superior. As Ifes serão responsáveis pela
realização dos concursos.
A Secretaria de Educação Superior
(SESu/MEC) já vem desenvolvendo, com a Associação Nacional dos
Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), um
dimensionamento do quadro de pessoal das universidades, por meio de simulações,
para definir a distribuição de vagas entre as instituições.
Universidades - No dia 5 de outubro do
ano passado, o ministro Tarso Genro anunciou a abertura de seis mil vagas
para professores nas universidades federais. Dessas, 3,3 mil estão sendo
autorizadas agora. Ainda este ano devem ser abertas outras mil. Mais 2,5
mil serão preenchidas até o fim de 2006.
O ministro comprometeu-se também a
avaliar a política de reposição automática das vagas abertas por
aposentadoria, suspensa há sete anos.
Além disso, a Secretaria Executiva do
MEC está fazendo um levantamento do número de vagas e do custo para a
contratação, também por meio de concurso público, de servidores técnico-administrativos
para as universidades federais.
(Sonia Jacinto, da assessoria de comunicação
do MEC)
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Informe Capes 001/2005
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Sobre a demissão de docentes doutores em Universidades brasileiras
Em
face de informações sobre a demissão de docentes portadores do título
de Doutor
em algumas Universidades
privadas, que nos têm chegado por comunicação direta dos interessados
ou por matérias da imprensa, como o artigo de 10 de janeiro p.p.
publicado na Folha de S. Paulo, a Capes informa que essa prática, caso
conduza a uma redução de quantidade e/ou qualidade no corpo docente
dos programas de pós-graduação das Instituições de Ensino Superior
que as adotem, necessariamente implicará um rebaixamento do conceito
atribuído aos mesmos ao longo do próximo Triênio, podendo, inclusive,
acarretar seu descredenciamento.
Por
esta razão, a Capes acredita e recomenda que as IES sejam extremamente
prudentes na demissão de seus docentes doutores, uma vez que a defesa
da qualidade da pós-graduação brasileira é princípio do qual esta
agência não recuará de forma alguma.
Renato
Janine Ribeiro
Diretor
de Avaliação
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MEC
vai publicar lista de vagas para concurso
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O Ministério da Educação publicará,
na próxima semana, no Diário Oficial da União, portaria com a lista das
136 instituições de ensino autorizadas a promover concurso para o
preenchimento de 3,3 mil vagas de professores. Também será divulgado o número
de vagas por instituição.
O
subsecretário de Assuntos Administrativos do MEC, Sylvio Pétrus, revelou
que serão contratados 800 professores de ensino fundamental e médio para
os centros federais de educação tecnológica (Cefets), escolas agrotécnicas
federais e Colégio Pedro II. Outras 2,5 vagas serão oferecidas a
professores de universidades mantidas pelo MEC. Para estas 2,5 mil vagas,
o salário inicial vai variar de R$ 1.393,00 a R$ 3.363,00.
Sylvio
Pétrus explicou que a intenção do MEC é chegar a seis mil professores
contratados ainda este ano para as universidades e escolas de ensino
fundamental e médio. Todo o processo terá a participação dos
representantes dos professores.
Repórter:
Susan Faria
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Notíticas
CAPES
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Notícias
CAPES - mensagem Balanço - 2004
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Novos
conselheiros do CNPq tomam posse: Dora Fix Ventura faz parte dele!
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É a primeira vez, nos últimos dois anos,
em que mulheres são escolhidas para ocupar uma cadeira no Conselho
O Conselho Deliberativo do CNPq tem novos integrantes. Na reunião
extraordinária do grupo, que aconteceu na última terça-feira (25),
tomaram posse as pesquisadoras Dora Selma Fix Ventura, Elisa Maria da
Conceição Pereira Reis e Fátima Maria Miranda Brayner.
Na ocasião também foi oficializada a recondução de Jailson Bittencourt
de Andrade. Essa é a primeira vez, nos últimos dois anos, em que
mulheres são escolhidas para ocupar uma cadeira no Conselho.
Vice-presidente da SBPC, Dora Ventura é doutora em Psicologia e
professora da USP. Elisa Reis é pesquisadora 1A do CNPq, socióloga e
UFRJ. Fátima Maria Miranda é doutora em Engenharia Ambiental, presidente
e pesquisadora da Associação Instituto de Tecnologia de Pernambuco
(Itep).
Em seu segundo mandato no Conselho, Jailson Bittencourt também é
pesquisador de nível 1 do CNPq, presidente da Sociedade Brasileira de Química
e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
O Conselho Deliberativo é a instância máxima de poder decisório do
CNPq. É formado pelo presidente e vice-presidente da Instituição; pelos
presidentes da Finep e da Capes; Secretário Executivo do MCT e por
representantes das comunidades de C&T, empresariais e dos servidores
do CNPq.
Os membros são designados pelo ministro da C&T a partir de listas tríplices
formuladas por instituições ligadas ao setor.
Os mandatos duram dois anos, sendo permitida uma recondução. Dentre
outras questões, o Conselho trata principalmente da aplicação de
recursos, da definição do orçamento, além de ações concernentes às
políticas da Instituição.
(Assessoria de Imprensa do CNPq)
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26th International Congress of
Applied Psychology
July
16-21, 2006 Athens, Greece
International
Association of Applied Psychology –IAAP
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Caros Amigos(as)
e Colegas:
Venho
por meio desta solicitar sua atenção para as informações referentes ao
próximo Congresso da International
Association of Applied Psychology, a cujo quadro diretor pertenço.
Gostaríamos de despertar seu interesse pela Associação, convidando-o a
associar-se e a participar do Congresso que se realizará em Atenas (Grécia),
de 16 a 21 de julho de 2006.
O
26o. Congresso Internacional de Psicologia Aplicada será organizado pela Hellenic
Psychological Society e pela Association
of Greek Psychologists, e pretende debruçar-se sobre “As contribuições
da psicologia para os problemas do indivíduo e da sociedade”.
É
interessante que você saiba que a IAAP é a mais antiga associação
internacional de psicólogos e possui membros individuais em mais de 80
paises, inclusive no Brasil. Seus Congressos têm lugar a cada 4 anos, em
diferentes cidades do planeta. Recentemente a IAAP foi credenciada pelas
Nações Unidas como Organização Não-Governamental, pelos seus esforços
em prol do bem-estar social.
Os
núcleos mais importantes de atuação da IAAP na Psicologia Aplicada estão
explícitos em suas 16 Divisões:
Psicologia
Organizacional
Testes
psicológicos e avalição
Psicologia
e Desenvolvimento das Nações
Psicologia
Ambiental
Psicologia
Educacional e Escolar
Psicologia
Clínica e Comunitária
Gerontologia
Aplicada
Psicologia
da Saúde
Psicologia
Econômica
Psicologia
Jurídica
Psicologia
Política
O
programa científico do Congresso inclui conferências de convidados,
estados da Psicologia do Esportearte, apresentações individuais e de
grupos tanto orais quanto através de posters Psicologia do Trânsito e
Transporteinterativos, workshops, filmes e vídeos. As línguas oficiais
do Congresso são o Psicologia Cognitiva Aplicadainglês, francês e
espanhol.
Divisão
de Estudantes
Psicologia
e AconselhamentoInforme-se mais sobre o Congresso nos websites: www.iaapsy.org
e
www.erasmus.gr
Se
você tiver perguntas específicas, você pode escrever para Dr. Penny
Panagiotopoulou, secretário executivo, no icap2006@psych.uoa.gr
do ICAP 2006 Organizing Committee.
Lembre-se!
Psicologia é uma palavra grega, como centenas de outras em nossa
disciplina! A história da Psicologia começou com estudos sistemáticos
do fenômeno psicológico pelos filósofos gregos sete séculos A.C., e
como resultado, muitos precursores de teorias da psicologia moderna são
de origem grega! Ademais, a Grécia é um lugar extremamente atraente,
pela sua riquíssima história cultural, sítios arqueológicos únicos,
ilhas e belezas naturais incontáveis. O Congresso será certamente para
você uma oportunidade única para apresentação internacional de seu
trabalho. Esperamos vê-lo (a) em Atenas!
Para
associar-se à IAAP:
Como
membro, você receberá o periódico de primeira linha “Applied
Psychology: an International Review”; receberá periodicamente a
“Newsletter” que o manterá informado sobre principais acontecimentos
na área; escolherá 2 Divisões às quais pertencer; estará credenciado
para obter descontos em vários periódicos internacionais; terá
descontos na inscrição aos congressos da IAAP. Por fim, estará apoiando
a IAAP em seus esforços para gerar consciência e desenvolvimento da
Psicologia Aplicada no âmbito internacional.
Você
pode associar-se online (www.iaapsy.org
) ou imprimir o formulário e enviá-lo por correio se preferir. Você verá
que os psicólogos provenientes de paises em desenvolvimento se credenciam
para descontos significativos no valor da anuidade. Os estudantes podem
inscrever-se, com taxas especiais. Se encontrar alguma dificuldade ou
quiser esclarecer alguma dúvida, entre em contato comigo.
Saudações
cordiais,
Maria
Regina Maluf
-Email: marmaluf@ajato.com.br
Membro
da Diretoria da IAAP
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Programa Institutos
do Milênio, 2005-2008
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Edital MCT/CNPq 01/2005
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I
Simpósio Paraná-São Paulo de Sexualidade e Educação Sexual
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"I Simpósio Paraná-São Paulo de Sexualidade e Educação Sexual :
saúde sexual, integrando educação e prevenção na atenção às questões
da sexualidade" que ocorrerá entre os dias 6 e 9 de abril de
2005 na UNESP, Campus de Araraquara, que está sendo organizado pelo Prof
Dr. Paulo Rennes Marçal Ribeiro.
Segue o folder de divulgação, sendo
que para abri-lo é necessário o programa Acrobat Reader.
Tenho alguns exemplares de folders impressos; caso alguém se interesse,
posso enviar alguns pelo correio postal.
Quero ressaltar que o evento conta com o apoio da UEL, UEM, ANPED (GE 23 Gênero,
Sexualidade e Educação) e CESUMAR (Centro Universitário de Maringá).
Os interessados em participar, apresentando trabalhos, poderão fazer isto
enviando seus trabalhos até o dia 10 de março/2005.
Por favor, se possível divulguem entre seus colegas e orientandos que se
interessam ou desenvolvem trabalhos nesta área.
Um grande abraço a todos e obrigada.
Profª Renata Maria Coimbra Libório - Departamento de Educação, UNESP,
Campus de Pres. Prudente.
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Chamada de Artigos –
Revista VIVÊNCIA
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Número Temático:
SUBJETIVIDADE
E PRÁTICAS INSTITUCIONAIS
Organizadoras:
Profas. Dras. Magda Dimenstein e Elza Dutra
do
Programa de Pós-Graduação em Psicologia - UFRN.
A
proposta desse número temático da Revista Vivência é reunir estudos teóricos
e de intervenção acerca dos processos de subjetivação na
contemporaneidade, procurando mapear as condições de sua produção e
possibilidades de transformações na cultura. Um dos eixos de discussão
propostos versa sobre a loucura e a subjetividade numa perspectiva ético-estético-política,
enfocando a produção de diferentes práticas de atenção à saúde
mental e suas relações com as políticas públicas de saúde. Objetiva
discutir perspectivas da reforma psiquiátrica e da desinstitucionalização
em saúde mental no Brasil. O segundo eixo visa reunir estudos sobre a
subjetividade e sua constituição, a partir de uma perspectiva fenomenológica
e existencial, considerando o sujeito como um ser-no-mundo, social e
culturalmente constituído. Os estudos terão como principal interesse
questões acerca das manifestações da autodestrutibilidade e das práticas
clínicas em instituição.
Os
Interessados devem encaminhar seus artigos para vivencia@cchla.ufrn.br
até 31 de agosto de 2005.
Mais
informações em: www.cchla.ufrn.br/Vivencia
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CAPES e CNPq
integram sistemas de informação
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A página da CAPES na internet já está disponibilizando a relação
nominal dos docentes de qualquer programa de pós-graduação recomendado
pela CAPES até 31/12/2003 e a categoria/nível da bolsa de pesquisa dos
docentes apoiados pelo CNPq na modalidade produtividade em pesquisa - PQ.
São mais de 30 mil docentes cadastrados pelo Coleta no triênio
2001-2003, base para a avaliação de 2004. De aproximadamente 8.500
bolsistas de produtividade em pesquisa, apoiados pelo CNPq no final de
maio de 2004, cerca de 92% estavam cadastrados, no ano base de 2003, como
docentes na pós-graduação brasileira. Assim, mais de 25% dos docentes
da pós-graduação são apoiados pelo CNPq com a referida modalidade de
bolsa. Também poderão ser consultados os currículos dos docentes
cadastrados na Plataforma Lattes.
Veja em:
DOCENTES
DA PÓS-GRADUAÇÃO E BOLSISTAS DE PRODUTIVIDADE EM PESQUISA
Colaborou:
Assessoria de Imprensa da Capes
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Agência Carta Maior
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A Agência Carta Maior é uma publicação eletrônica multimídia que
nasceu por ocasião da primeira edição do Fórum Social Mundial, em
janeiro de 2001, em Porto Alegre. A escolha da data não foi casual. Os
princípios editoriais que norteiam nosso trabalho estão afinados, entre
outras coisas, com o ideário que anima o movimento internacional que deu
origem ao FSM. Nosso compromisso é contribuir para desenvolver um sistema
de mídia democrática no Brasil e, de modo mais amplo, trabalhar pela
democratização do Estado brasileiro, pelo fortalecimento da integração
sul-americana e de todos os movimentos que lutam pela construção de uma
globalização solidária.
Ao completar quatro anos de vida, em 2005, a Agencia Carta Maior
conquistou o respeito não apenas do público leitor, dos movimentos
sociais, da comunidade acadêmica, de importantes setores da política e
de governos nacionais e dos profissionais da área (inclusive da grande
imprensa), mas se tornou uma referência obrigatória de cobertura e análise
jornalística crítica de fatos e movimentos ignorados ou distorcidos pela
mainstream media.
A Agência Carta Maior é hoje constituída por uma equipe de oito
jornalistas fixos (cinco em São Paulo, dois na sucursal de Brasília, um
na do Rio de Janeiro e um na do Rio Grande do Sul), além de uma equipe técnica
e administrativa de 12 profissionais responsáveis pelo desenho, programação
e manutenção da página da agência na internet. Contamos ainda com um
time de mais de 20 colaboradores fixos e mais de uma centena de
flutuantes, que se revezam na cobertura de pautas sociais, políticas,
econômicas e culturais. Entre os colunistas e colaboradores, estão nomes
de destaque da intelectualidade brasileira e internacional, como os sociólogos
Emir Sader, Boaventura de Sousa Santos e Francisco de Oliveira, o
economista Paulo Nogueira Batista, o cientista Político José Luís
Fiori, o escritor uruguaio Eduardo Galeano, Ignacio Ramonet, Luiz Gonzaga
Belluzzo, Flávio Aguiar, Bernardo Kucinski (licenciado), Marcio Pochmann,
Maria Rita Kehl, Francisco Teixeira, Carlos Eduardo Carvalho, Juarez
Guimarães, Moacir Gadotti, Mauro Santayana, Gilberto Maringoni, Leonilde
de Medeiros, Faustino Teixeira, Venício Lima e Enio Squeff, entre outros.
Atualmente, a Agência Carta Maior é reproduzida por uma centena de veículos
informativos de entidades e organizações sociais e acadêmicas, além do
maior portal de internet do Brasil – Universo On-Line/UOL , pertencente
ao grupo que dirige o jornal Folha de São Paulo - onde está hospedada
– e do Jornal do Brasil, segundo maior diário do estado do Rio de
Janeiro. Além disso, tem uma parceria com a agência de notícias
italiana ANSA..
Especializada em temas como direitos humanos, meio ambiente, política,
economia e movimentos sociais, um dos principais focos da Agência, em função
mesmo de sua origem, é o processo Fórum Social Mundial. Produzimos uma média
de 200 matérias por FSM e cerca de 50 nos fóruns temáticos, regionais e
preparatórios. Ao longo destes últimos quatro anos, fomos constituindo
aquele que seja possivelmente o maior acervo de vídeo e texto relativo ao
processo FSM. A maior parte destes textos está publicada em português,
inglês e espanhol.
Temos a convicção de que a tarefa estratégica de democratização da mídia
não pode se restringir à esfera nacional. O novo mapa político que começa
a se desenhar na América Latina, com a eleição de governos
progressistas no Brasil, Argentina, Venezuela e Uruguai, abre novos e
desafiadores espaços para a tarefa de democratizar a mídia no
continente. Afinal de contas, um verdadeiro processo de integração
latino-americana passa, entre outras coisas, pela construção de uma rede
de comunicação que ajude a diminuir as distâncias entre nossos povos e
culturas e mostre a natureza comum de muitos dos problemas sociais que
caracterizam nosso continente. Acreditamos que esse trabalho é possível
e, cada vez mais, necessário.
Agência de Notícias Carta Maior
Av. Ibirapuera, 680.
Indianópolis | SP | CEP: 04028-000
Fone: 55 11 5573-6664
Correio eletrônico: redacao@cartamaior.com.br
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R$ 37,6 bilhões para
C&T até 2007
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Clique no link abaixo para ler a notícia:
R$
37,6 bilhões para C&T até 2007
Para visualizar o site da Agência de Notícias FAPESP acesse o endereço
abaixo:
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Capes
aperfeiçõa critérios para avaliação trienal
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Intenção é disponibilizar o conjunto de indicadores de desempenho
usados pela área, que possibilita uma comparação qualitativa entre os
cursos
O presidente da Capes, Jorge Guimarães, participou nesta terça-feira da
reunião do Conselho Técnico-Científico da instituição.
No encontro, o presidente falou sobre o aperfeiçoamento dos critérios
para a avaliação trienal análise realizada pela Capes para garantir
a qualidade do Sistema Nacional de Pós-graduação (SNPG) no país.
Entre as idéias apresentadas pela diretoria da Capes está o componente
comparativo. A preocupação da diretoria é disponibilizar aos usuários
o conjunto de indicadores de desempenho utilizados pela área, que
possibilita uma comparação qualitativa entre os cursos.
Com esses dados o programa que não ficar satisfeito com o seu conceito
poderá identificar de forma clara porque não conseguiu obter uma avaliação
melhor’, explicou Jorge Guimarães.
O diretor de Avaliação da Capes, Renato Janine, destacou como de extrema
importância a considerar no processo de avaliação programas já
consolidados que resultam na criação de novos núcleos de mestrado,
doutorado e mestrado profissional.
A difusão destes cursos em instituições pelo país está sendo chamada
de nucleação. ‘Isto será considerado na avaliação dos programas
para obter os conceitos seis e sete’, disse Janine.
Outro fato considerado de relevância pelo professor é a denominada
solidariedade. Neste caso, são programas de bom nível que fazem
parcerias com os fracos.
Nesta terça-feira, os conselheiros do CTC também começaram a analisar
os recursos apresentados pelas instituições de ensino superior para
cursos novos de mestrado, doutorado e mestrado profissional, que não
obtiveram reconhecimento na primeira fase.
Cerca de 160 recursos foram enviados à Capes e tiveram avaliação prévia
dos comitês de área. A reunião do CTC continua nesta quarta-feira.
(Assessoria de Imprensa da Capes)
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Informe Capes nº
7/2005
Enviado
em 7/03/2005
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À comunidade acadêmica brasileira:
A Diretoria da Capes enviou a todos os coordenadores de programas de pós-graduação,
no dia 2 de março, uma circular com ligação para um aplicativo
solicitando que opinem sobre alterações no Coleta Capes. Informamos a
todos os docentes e estudantes, que figuram em nossa lista de destinatários,
para que possam opinar junto ao Coordenador. Sempre que possível,
recomendamos que se realize uma reunião ou, pelo menos, uma consulta
on line aos membros do Colegiado que dirigem o programa.
Atenciosamente,
Renato Janine Ribeiro
Diretor de Avaliação - Capes
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Revisão
Geral da Classificação dos Bolsistas
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Prezado(a) colega pesquisador(a),
Nos próximos meses de abril/maio, o CNPq deverá promover uma reunião
para revisão geral da classificação dos bolsistas de produtividade em
pesquisa (PQ) de todas as áreas do conhecimento. Esta notícia foi dada
pelo Diretor de nossa área, Dr. José Roberto Drugowich de Felício, na
primeira semana de março, durante a reunião dos Comitês Assessores das
áreas de Ciências Humanas e Sociais, que estavam avaliando as propostas
dos Editais Universal e de Ciências Humanas e Sociais. A reunião do
CA-PH-Psicologia está prevista para a segunda semana do mês de abril (11
a 15). Analisaremos os Currículos Lattes dos pesquisadores do sistema e
recomendaremos mudanças em sua classificação, se for o caso.
Lembramos que, como apontado no último relatório do CA, "o exame dos
Currículos-Lattes dos pesquisadores revela, muitas vezes, alguns
equívocos de preenchimento que dificultam a avaliação da produtividade
científica. Além do preenchimento incompleto das referências, ocorre
também a inclusão de Resumos como Trabalhos Completos em Anais de
Congressos, inflacionando indevidamente a produção bibliográfica".
Nossa análise para realização de recomendações ao CNPq será quantitativa
e qualitativa, e basear-se-á nos critérios divulgados na página (com os
índices devidamente atualizados). Participarão da reunião os seguintes
professores:
Antonio Virgilio (Universidade Federal da Bahia membro convidado pelo
CNPq);
Cláudio Simon Hutz (Universidade Federal do Rio Grande do Sul - membro
convidado pelo CNPq);
Deisy das Graças de Souza (Universidade Federal de São Carlos membro
suplente);
Leôncio L. Camino (Universidade Federal da Paraíba - membro titular);
Maria Lucia Seidl de Moura (Universidade do Estado do Rio de Janeiro
coordenadora do CA);
Teresa Cristina Carreteiro (Universidade Federal Fluminense membro
convidado);
Terezinha Feres Carneiro (Pontifícia Universidade Católica do Rio de
Janeiro membro titular);
Olavo de Faria Galvão (Universidade Federal do Pará membro titular);
Atenciosamente,
Maria Lucia Seidl de Moura
Coordenadora do CA-PH-Psicologia
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Orçamento 2005 do CNPq
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OF. CIRC. PR. Nº 0156 /05
Brasília, 17 de março de 2005
Prezados pesquisadora e pesquisador do CNPq,
Apenas no final de março conheceremos com precisão os valores do
orçamento de 2005 do CNPq e seus limites de desembolso. Por isso não
lhes escrevi antes. Mas agora, graças ao decidido envolvimento e às
gestões do Exmo. Sr. Ministro Eduardo Campos, acreditamos que o CNPq
será poupado de maiores cortes ou limites financeiros.
Diante dessa garantia, estamos, finalmente, dando início a algumas das
ações previstas para este ano.
Bolsas de Produtividade em Pesquisa. Distribuímos 439 bolsas novas,
atendendo à quase totalidade da demanda qualificada apresentada à
Diretoria pelos Comitês Assessores. Como todos os comitês foram
convidados a apresentar e apresentaram suas demandas, e como apenas
alguns poucos não puderam ser totalmente atendidos, acreditamos que a
demanda qualificada reprimida, definida pelos CAs, seja pouco
significativa. Com a distribuição atual, atingimos o número de 1169
novas bolsas de produtividade implementadas desde o início de nossa
gestão em 2003
Programa Universal. Os CAs terminaram o julgamento dos projetos. Os
resultados serão divulgados em breve na página do CNPq. Conseguimos
dos Fundos Setoriais R$ 10 milhões adicionais para o Universal. Se
conseguirmos mobilizar mais recursos, ampliaremos o número de projetos
atendidos segundo a ordem de prioridade já definida pelos CAs. Os termos
de concessão serão assinados em abril e os pagamentos deverão ter início
em maio.
Fomento Tecnológico. O julgamento será realizado em abril, sendo os
resultados possivelmente divulgados no mesmo mês.
Bolsas de doutorado e mestrado. Acreditamos poder conceder, neste ano,
cerca de 1000 bolsas novas de Pós-Graduação. A distribuição será feita
em função do desempenho e reais necessidades dos cursos e da PG nacional
segundo os dados do CNPq e CAPES. Os coordenadores de curso serão
informados sobre as concessões, procedimentos e prazos para
implementação das bolsas.
Aproveito para agradecer a correspondência que tenho recebido sobre
diversos temas científicos e sobre acertos e deficiências operacionais
do CNPq. Críticas fundamentadas e manifestações de compreensão e apoio
são igualmente bem-vindas. Esse nosso diálogo permanente tem sido muito
importante para o direcionamento de nossa gestão. De minha parte sempre
o apreciarei.
Atenciosamente,
ERNEY PLESSMANN CAMARGO
Presidente
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Organización
del Congreso SLAN de Octubre en Cartagena
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Febrero
16, 2.005
Queridos
amigos/as:
Entramos
ya a la recta final de la organización del Congreso SLAN de Octubre en
Cartagena. Les agradezco mucho su oferta de ser corresponsales en sus
paises/ciudades. De acuerdo con ella, estoy enviando esta primera circular con
información más detallada.
Las
cosas marchan sin tropiezos. Ya está reservado el Centro de Convenciones, los
descuentos con la aerolinea, alojamientos a precios módicos, definida la
estructura general del Congreso, etc. Hemos recibido muchos Emails y llamadas
preguntando por él y se siente en todas partes una importante expectativa. Las
monedas de los diferentes paises de la región han mostrado una gran apreciación
frente al dólar lo que debería facilitar los desplazamientos aunque ello nos
golpea a nosotros como organizadores porque recibimos menos pesos Colombianos por cada dólar y – dado que nuestros
gastos son en su mayoría en pesos – ello nos afecta. Unas por otras.
En
primer lugar, por favor confírmenme a la mayor brevedad su disposición a ser
corresponsales para oficializar esto frente al Comité de Congreso. En esa misma
nota de confirmación, envienme por favor los datos que pondremos en nuestra página
web para que puedan ser ustedes contactados; ellos son: Nombre (si ustedes no
son quienes atenderán la llamada, incluyan por favor el nombre de la persona de
contacto), Institución (opcional), teléfono (incluyan código de area),
dirección, Email, Ciudad, Pais.
Con ello pondremos sus datos en el link de “Corresponsales” de la página
web para que puedan ser contactados. Esa página debe estar lista y en
funciones, a mas tardar en Febrero 28; por ello, nos urge sus confirmaciones.
En
la página estará toda la información de la estructura del programa (el
programa definitivo por supuesto solo lo tendremos en Julio 30 cuando se hayan
recibido y definido por parte del comité de programa
los trabajos, simposios y cursos precongreso de acuerdo a lo que envien
los distintos investigadores), las instrucciones para autores e investigadores
para que envien sus propuestas de simposio y cursos precongreso y comunicaciones
libres, la información sobre facilidades y descuentos de alojamiento y
transporte, el mecanismo para inscripción al Congreso y reserva de alojamiento,
etc.
En
algún momento de marzo les enviaré los
afiches físicos para pegar en
carteleras y pequeños volantitos para regar por todas partes. Dependiendo de la
cantidad que ustedes requieran manejaremos dos modalidades (todo por factores de
costo):
a)
Para pequeñas cantidades les envio
un afiche y un volantito físicos para que ustedes lo fotocopien (los afiches en
color, los volantitos en blanco y negro) y los ubiquen según su criterio.
b)
Para cantidades mayores les envio
un archivo por Email para que ustedes lo manden imprimir en sus ciudades,
impriman las cantidades que consideren necesarias y las repartan. La excepción
a esto es Victor Feld que entiendo que ya tiene su afiche diseñado.
Nosotros
por supuesto asumiremos el costo de esas impresiones y/o fotocopias. Para ello
por favor indíquenos que suma requieren, si podemos reembolsarles ese dinero en
Cartagena o debemos enviarselos por adelantado y por cual mecanismo.
El
principal mecanismo de difusión debe ser sin embargo, la página web. Para ello
quisiera proponerles que asumamos el reto de conseguir los mismos resultados de
los comerciantes o los religiosos que utilizan las “cadenas de información”.
Para ello, tan pronto confirmen en febrero 28 que la información está lista en
la página web, por favor hagan un Email cuyo asunto sea “Victor Feld te
invita al Congreso SLAN a Cartagena” (reemplazando por supuesto su nombre por
el de Victor Feld). En el texto del Email, algo así como “Quiero invitarte de
manera muy especial a que nos acompañes al IX Congreso de SLAN en Cartagena.
Aspiramos a gozar de un gran evento científico, la oportunidad de reencontrar
viejos amigos y hacer varios nuevos y disfrutar de las paradisiacas playas, la
cumbia y el Caribe de Cartagena. En la página web www.neurociencias.org.co
encontrarás toda la información del Congreso. Por favor reenvia este mensaje a
todos los que figuren en tu lista de Emails”. Y envien ese mensaje a todos los
que están en su lista de Emails. Estoy seguro que el Congreso “se venderá”
sin dificultad si solo logramos que un número suficiente de personas vaya y lo
busque en la página web.
Los
aspectos que quisiera destacar especialmente son:
-
Para
los investigadores y autores: Asegurarles que sus comunicaciones libres serán
el eje central del Congreso. Para ello les hemos asignado el espacio y
tiempo triple A, hemos incluido el almuerzo (walking lunch) dentro del
precio del Congreso para que los asistentes tengan una razón y una
facilidad más para visitar en
extenso los Posters, organizaremos los trabajos por islotes de temas comunes
a fin de propiciar múltiples “minisimposios” entre los investigadores,
y el Comité de Programa ya definió normas razonablemente laxas que
permitan a los jóvenes investigadores llegar sin temor con sus trabajos.
Los mejores trabajos serán presentados en extenso en plataforma (20
minutos) el último día.
-
Para
todos: Aprovechar la apreciacion de las monedas frente al dólar. Hemos
reforzado esto consiguiendo importantes descuentos en alojamiento y
transporte. Pero igual, su dinero rendirá mucho más en gastronomía,
buceo, etc. En ese sentido, queremos enfatizar que – a la par que Congreso
de gran altura científica – tendremos una excelente oportunidad de
vacaciones en el Caribe. Por ello hemos dejado la tarde libre y organizado
el congreso de lunes a jueves para que queden dos dias adicionales de paseo
antes de regresar a casa.
-
Para
los corresponsales: El agradecimiento muy especial de SLAN que tiene en este
Congreso una especial oportunidad para
vigorizarse y empezar a reunir de nuevo la gran familia de la
Neuropsicología Latinoamericana (Francisco Lopera del grupo de
Neurociencias de Antioquia presentará una conferencia magistral). Como
aliciente adicional, quisiera ofrecer a nuestros corresponsales
internacionales un cupo para el Congreso por cada treinta (30) inscritos,
que podran utilizar para ustedes y/o para
quienes ustedes designen. Animen por favor a las personas a que se inscriban
on-line (hemos conseguido el mecanismo de seguridad “verified by visa”);
si ellas prefieren entregarles a ustedes la inscripción física, por favor
enviennos la informacion a mas tardar 10 dias despues de recibida (por
courrier si son mas de 20 o por fax si menos de 20). Nosotros reembolsaremos
esos valores por supuesto. El aspecto crucial es que el Email se anote en
letra muy clara; todo lo demas es facilmente subsanable si tenemos como
comunicarnos!!!
-
De
importancia vital: La inscripción temprana es el elemento crucial que
define – desde el punto de vista de organización – el éxito o el
fracaso del Congreso. No solo nos
brinda los fondos para todos los gastos iniciales que son los mas difíciles,
sino que también nos permite
tener todo organizado para que el día de inicio todo esté listo. Por otro
lado, el Centro de Convenciones nos exige reservar y pagar con varios meses
de antelación las instalaciones; por ello requerimos saber cuantas personas
vendrán para reservar las areas (el cupo máximo del Centro es de 3.500
personas). Por ello, por favor animen a todos a inscribirse tempranamente!!
Si la persona despues decide que no viajará, le reembolsaremos la totalidad
de lo recibido por nosotros siempre que se retire antes de agosto 5.
Perdonen
por favor la extensión de esta filípica. Muchas gracias por su apoyo.
Cordialmente
Jorge
Eslava
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"As políticas
de pós-graduação da Capes"
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Agência FAPESP - O presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge de Almeida Guimarães, ministrará a
palestra “As políticas de pós-graduação da Capes”, no dia 30 de março,
em São Paulo.
O evento, promovido pela Universidade Cidade de São Paulo (Unicid), ocorre às
10 horas e será aberto ao público. Guimarães pretende refletir sobre o
sistema nacional de pós-graduação (stricto sensu) e o desafio de transformar
a Capes em um agente indutor para o desenvolvimento da pesquisa e formação de
pessoal em áreas nas quais o Brasil ainda não atingiu o nível internacional
adequado.
Mais informações: www.unicid.br
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Forum Relação Pós-Graduação-Graduação
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PROPOSTAS DO GRUPO REUNIDO NO DIA 27/05 À ANPEP
Um grupo expressivo de participantes do X Simpósio da ANPEPP esteve presente no
Fórum que discutiu a relação pós-graduação graduação. Com a coordenação
do Prof. Antonio Virgilio Bittencourt Bastos (Programa de Pós-Graduação em
Psicologia, UFBa), as atividades contaram com o apoio da Profa. Maria do Carmo
Guedes da PUC-SP que fez todos os registros das falas e recomendações
discutidas no grupo. As discussões partiram de uma pauta aberta que foi construída
no início do trabalho pelo próprio grupo.
As discussões e debates sobre o tema das relações entre a pós-graduação e
a graduação abrangeram uma expressiva quantidade de questões que bem revelam
a complexidade do tema e, especialmente, o momento desafiador que vive, hoje, a
formação em psicologia no país. De forma sintética, o presente documento
apresenta: a) a visão dos problemas e dificuldades que caracterizam a formação
em psicologia, sobretudo, em nível de graduação e, b) as recomendações
encaminhadas à ANPEPP para uma atuação efetiva frente a tais problemas.
I. O momento é particularmente complexo para todos os que lidam com o ensino e
formação em Psicologia no Brasil e está a exigir ações da ANPEPP e das
demais entidades representativas de psicólogos e pesquisadores. Três grandes
conjuntos de fatores emergiram das discussões no fórum.
a) A existência, agora legal, das novas diretrizes curriculares para os cursos
de graduação em psicologia.
Neste tópico alguns pontos foram ressaltados:
As diretrizes colocam exigências às instituições, tanto no que se refere à
formação básica quanto às ênfases curriculares. Embora atenção especial
venha sendo dada à figura das ênfases, há vários aspectos das diretrizes que
reconfiguram a formação básica que precisam ser melhor compreendidos e,
portanto, exigem empenho das instituições e das entidades;
Estas mudanças implicam novas exigências de qualificação de profissionais
acadêmicos docentes, pesquisadores que possam atender os desafios da
formação básica e da formação específica.
b) Os processos de avaliação dos cursos de psicologia, tanto para autorização
quanto para reconhecimento. As mais recentes transformações ocorridas no MEC,
com atribuições de avaliação distribuídas entre a SESu e o INEP acentuaram
fortemente os problemas e, em parte, podem ser responsáveis pela explosão de
autorização de novos cursos.
Houve um consenso de que tais avaliações, no momento atual:
utilizam instrumentos com sérios problemas e que representam um visível
retrocesso em relação ao instrumento anterior da Comissão de Especialistas de
Ensino de Psicologia. Mais precisamente, houve uma inversão na ótica da avaliação
que passou a ser mais cartorial ou burocrática e menos acadêmica e, além
disso, menos focada na especificidade dos cursos de psicologia;
são realizadas, muitas vezes, por comissões compostas sem se observar critérios
de capacitação para a tarefa ou familiaridade com a questão da formação. Além
disso, e agravando a situação, é comum, agora, que apenas um profissional da
área seja responsável pela avaliação, junto com outros profissionais que estão
avaliando outros cursos;
enfrentam dificuldades de ordem legal que impedem que exigências consensuais
sobre o que se espera como condições para um curso de psicologia sejam
efetivamente colocadas por exemplo, a exigência de pesquisa não se aplica
para instituições isoladas de ensino; doutores e mestres devem existir em
percentuais muito aquém do que desejado.
c) Está em curso todo o processo de reforma do ensino superior no Brasil. Não
se tem clareza sobre os horizontes que se colocam para esse nível de ensino e
que implicações existirão para a psicologia, em particular. De forma pontual
e específica levantou-se a questão do financiamento para a pesquisa neste novo
contexto.
Permeando todas estas questões e cenários, o grupo trabalhou com um
pressuposto básico de que a pesquisa é fundamental para a formação em
psicologia no ensino de graduação pela especificidade de sermos,
simultaneamente, área de conhecimento e área profissional. E que, sendo a
ANPEPP a entidade que reúne os programas de pós-graduação, cabe-lhe a tarefa
importante de zelar para que a produção científica de qualidade não esteja
ausente da formação de novos profissionais.
II. Espera-se que a ANPEPP atue frente aos problemas apontados de forma efetiva
em diferentes níveis:
Uma linha de ação no plano político:
Posicionar-se firmemente, de forma articulada com as demais entidades da
Psicologia, especialmente com a ABEP, frente à sistemática atual de avaliação
dos cursos de graduação em Psicologia.
Ampliar os estudos sobre os formatos dos instrumentos de avaliação do ensino
de graduação e atuar, em conjunto com outras entidades, no sentido de apontar
à SESu e ao INEP os problemas detectados e o quanto eles são prejudiciais aos
interesses da Psicologia como área de conhecimento e profissão. A ANPEPP
poderia mobilizar os pesquisadores da área de medidas e avaliação para
ampliar o exame já iniciado pela SBP do atual formulário de avaliação dos
cursos.
Tomar a iniciativa de buscar uma ação articulada com entidades congêneres de
outros campos (ANPED, ANPAD, ANPEC etc.) no sentido de enfrentar as ameaças que
pairam sobre a formação.
Uma linha de ação direta:
A necessidade de produzir material didático (livros textos, manuais) que possam
ser usados no ensino de graduação. Poderia ser uma série ANPEPP voltada para
o ensino de graduação.
A necessidade de pensar em formatos inovadores de ofertas de cursos para
qualificar docentes as experiências e os problemas com os mestrados
interinstitucionais devem levar a se pensar em novos modelos que articulem
diferentes programas e, desta forma, atender mais adequadamente a demanda de uma
qualificação mais diversificada em termos de áreas básicas e
profissionalizantes.
Um conjunto de ações propositivas que a ANPEPP possa influenciar e fazer
demandas aos programas, deixando de ser apenas o desaguadouro do que é feito
pelos mesmos. Neste particular, levantou-se:
Retomar os estudos sobre lacunas da pós-graduação no Brasil para que possa
estimular mudanças e criação de novos cursos que venham a cobrir mais
satisfatoriamente a diversidade do campo e as necessidades de docentes
qualificados no Brasil;
Criar uma comissão que possa estudar a situação da pós-graduação latu
senso no Brasil. Esse segmento da pós está sendo esquecido pela entidade e o
volume de problemas que aí se acumula é grande. Este estudo deve fornecer os
elementos para ações futuras.
Finalmente, sugere-se que:
Dada a relevância da questão (relação pós-graduação / graduação) esse fórum
deveria ser um espaço ‘permanente’ que possa funcionar nos Simpósios e
que possa se pensar, inclusive, em reuniões regionais.
Que as recomendações que surjam dos fóruns sejam objeto de discussão e
posicionamento por parte da Diretoria e do Conselho da ANPEPP, não sendo sugestões
que se percam ao final do Simpósio.
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CNPq divulga
resultado do Edital Universal
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As propostas apresentadas ao Edital Universal foram julgadas pelos Comitês
de Assessoramento e já podem ser conhecidas. No total, foram quase 10 mil
projetos apresentados durante os dois meses em que as submissões estiveram
abertas.
O objetivo do Edital Universal é apoiar atividades de pesquisa científica,
tecnológica e de inovação, mediante o apoio financeiro a projetos que
contribuam significativamente para o desenvolvimento científico e tecnológico
do País, em todas as áreas do conhecimento.
Neste ano, o montante dos recursos do Edital Universal teve um aumento de 70% em
relação à última edição (2003), chegando ao valor de R$ 52 milhões.
Veja a lista completa dos projetos aprovados: em www.cnpq.br
Edital
Universal CNPq nº 019/2004 - Resultado
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Edital de Humanas já tem
resultado
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Já está disponível o resultado do Edital nº 032/2004, voltado para a seleção
de projetos nas áreas de Ciências Humanas e Sociais. As propostas foram
analisadas pelos cinco Comitês de Assessoramento (CA) relacionados (Educação;
Artes, Comunicação, Ciência da Informação, Museologia e Turismo;
Arqueologia, Antropologia, Sociologia e Ciência Política; História; e
Geografia Humana, Demografia, Planejamento Urbano e Regional e Arquitetura) e,
ao todo, foram contemplados 353 projetos, totalizando um investimento de cerca
de R$ 3 milhões.
Veja a lista completa dos projetos aprovados: em www.cnpq.br
Edital
Universal CNPq nº 019/2004 - Resultado
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Relatório
do CA de Psicologia
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Brasília, 28 de fevereiro a 04 de março de 2005
Por
convocação da Direção do CNPq, o Comitê Assessor de Psicologia reuniu-se de
28 de fevereiro a 04 de março de 2005 no Hotel San Marco, em Brasília, para
julgar propostas do Edital de Ciências Humanas 032/2004, e do Edital Universal
019/2004. Foi composto por seis membros, sendo quatro titulares, um suplente e
um convidado:
Antonio
Virgilio Bittencourt Bastos (Universidade Federal da Bahia)
Deisy
das Graças de Souza (Universidade Federal de São Carlos)
Leôncio
Camino Rodriguez Larrain (Universidade Federal da Paraíba)
Maria
Lucia Seidl de Moura (Universidade do Estado do Rio de Janeiro)
Olavo
de Faria Galvão (Universidade Federal do Pará)
Terezinha
Féres-Carneiro (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)
Foram
julgadas 245 solicitações, sendo 122 no Edital de Ciências Humanas 032/2004 e
123 no Edital Universal 019/2004, nesse período.
Por determinação dos Editais, cada proposta só poderia ser contemplada
em um deles; por esta razão, no caso de proponentes que fizeram solicitações
em ambos os Editais (58), o CA fez o enquadramento em apenas um deles, levando
em consideração o mérito e o orçamento.
Julgamento
O
Comitê examinou cada proposta de acordo com os seguintes critérios:
Mérito
e viabilidade da proposta
As
propostas de ambos os Editais foram encaminhadas pelo CNPq para consultores que
emitiram seus pareceres. A avaliação do mérito técnico-científico e da
viabilidade dos projetos foi feita levando-se em conta os pareceres. Quando não
se pode contar com dois pareceres, a despeito das obrigações dos pesquisadores
com o CNPq, um ou mais membros do CA atuou como segundo ou terceiro parecerista.
Foram considerados os seguintes aspectos: a originalidade, consistência teórica
e metodológica, clareza na definição de objetivos, atualização da revisão,
e a pertinência dos itens do orçamento em relação às atividades descritas
na metodologia e ao cronograma do projeto.
Produção
científica e atividades de formação
A
produção acadêmica dos solicitantes foi considerada tomando por base o escore
que foi calculado na avaliação realizada em Novembro de 2004 (disponível na página
do CNPq), para os proponentes que são bolsistas de produtividade, e um patamar
mínimo para os que não são – 10 itens de publicação qualificada (artigos
em periódicos, livros e capítulos de livros, e trabalhos completos em anais de
congressos) em 5 anos, ou dois itens por ano, no caso de pesquisadores com menos
de cinco anos de conclusão do doutorado.
Cada
proposta foi classificada em “Recomendada”, “Recomendada com corte”,
“Não enquadrada” ou “Não recomendada”. Além disso, as propostas
recomendadas foram priorizadas. Segue a discriminação do trabalho realizado e
os resultados do julgamento para cada um dos Editais.
Edital
de Ciências Humanas e Sociais 032/2004
Foram
apresentadas 122 solicitações, sendo 58 delas por pesquisadores que também
submeteram propostas ao Edital Universal. Tendo em vista o montante de recursos
disponíveis para a área de Psicologia (R$315.000,00 ou 15,4% da demanda), foi
estabelecido o teto de R$15.000,00 para concessão neste Edital. Foram
eliminadas as propostas que não se enquadravam nos critérios do Edital. Dentre
as que se enquadravam, foram recomendadas 51 propostas, todas com cortes.
Trabalhou-se com uma primeira lista com as propostas melhor avaliadas, até o
preenchimento dos recursos disponíveis. Em seguida, elaborou-se uma segunda
lista com propostas com mérito científico e que poderão vir a ser
contempladas, caso sejam destinadas verbas suplementares.
As
razões para a não recomendação de uma proposta foram: qualidade científica
insuficiente; produtividade do solicitante abaixo do padrão mínimo; inadequação
do orçamento.
Em
relação a esse último aspecto, chamou a atenção do CA a precariedade de uma
grande parcela dos orçamentos apresentados. No geral, tais orçamentos eram
globais e muitas vezes sem uma relação explícita com as atividades descritas
no projeto. Além disso, observou-se uma variação muito acentuada nos preços
estimados de itens comuns (computadores, impressoras, câmeras de vídeo etc), o
que demandou um grande trabalho de pesquisa de preço pelos membros do CA e
ajustes nos orçamentos, dificultando, sobremodo, o trabalho de julgamento.
Edital
Universal 019/2004
Foram
apresentadas 123 solicitações, sendo 58 delas por pesquisadores que também
submeteram propostas ao Edital Universal. Para este edital também o comitê
considerou necessário estabelecer um teto (R$30.000,00), para garantir
distribuição de recursos para o maior número possível de propostas
qualificadas. O montante de
recursos disponíveis para a área foi R$448.800,00 (11% da demanda bruta),
havendo sido anunciada pela direção do CNPq, a possibilidade de recursos
adicionais no mesmo montante
(somando R$897.600,00 ou 22% da demanda bruta). Foram eliminadas as propostas
que não se enquadravam nos critérios do Edital. Dentre as que se enquadravam,
foram recomendadas 66 propostas,
todas com cortes.
As
razões para a não recomendação das propostas foram: qualidade científica
insuficiente; produtividade do solicitante abaixo do padrão mínimo; inadequação
do orçamento. As mesmas observações referentes ao orçamento aplicam-se às
propostas deste Edital.
Observações
e sugestões do CA
Aproximadamente
200 pesquisadores pleitearam recursos por meio dos presentes editais.
Uma apreciação geral da demanda para ambos os Editais mostra que, além
dos pesquisadores que são bolsistas do sistema, uma parcela considerável dos
solicitantes incluía pesquisadores jovens, recém-egressos de programas de pós-graduação,
tanto no país quanto no exterior, a maioria dos quais apoiada pelas agências
nacionais de fomento. Este é um
ponto muito positivo, que evidencia ampliação nos recursos humanos capacitados
para a pesquisa científica em Psicologia.
Um outro aspecto que o CA considera importante registrar é uma tendência
a uma grande evolução tecnológica na instrumentação disponível para a
investigação com fenômenos psicológicos e a correspondente capacitação dos
pesquisadores para o emprego desses equipamentos e procedimentos.
Essa situação sugere a importância de se considerar essas necessidades
para a ampliação da provisão de recursos para apoiar o desenvolvimento científico
da área.
O
CA vem detectando e apontando, desde o último julgamento, alguns problemas e
dificuldades que exigem uma atenção por parte dos pesquisadores e do CNPq.
Neste julgamento algumas observações foram feitas e são aqui apresentadas, no
sentido de construirmos, coletivamente, uma compreensão mais ampla do processo
envolvido nos julgamentos pelo CA e, com isso, aumentar a capacidade competitiva
da nossa área no conjunto das demais.
1-
Quanto ao
preenchimento do Currículo-Lattes
O
exame dos Currículos-Lattes dos solicitantes revela, muitas vezes, alguns equívocos
de preenchimento que dificultam a avaliação da produtividade científica, com
conseqüências para a avaliação das propostas. Além do preenchimento
incompleto, a principal dificuldade é a inclusão de resumos como trabalhos
completos em anais de congressos, inflacionando indevidamente a produção
bibliográfica.
Sugestão:
Que sejam inseridas no Lattes as instruções aos usuários neste item, e
ampliadas as instruções onde existentes.
Além
disso, a produção de artigos é, por vezes, difícil de avaliar, pela
diversidade de periódicos informados, exigindo a consulta ao Qualis.
O Qualis tem sido inacurado, categorizando alguns periódicos de forma
inadequada ou errada.
Sugestão:
Que seja incorporada ao Lattes a classificação automática dos periódicos do Qualis.
A comissão responsável deveria recolher as críticas e rever, quando
apropriado, a categorização.
2-
Quanto ao
modelo de apresentação de propostas
Comparando
os dois Editais, observa-se que o modelo do Edital de Ciências Humanas
apresenta mais informações que contribuem para a avaliação, entre elas a
identificação de metas, de riscos e dificuldades, melhores práticas do grupo,
etc.
Sugestão:
Padronizar o modelo de apresentação de propostas para os diferentes Editais,
mantendo ou incorporando esses itens.
Quanto
ao preenchimento do formulário de proposta, o sistema permite ao pesquisador
anexar ou o “Modelo Estruturado” ou um texto de até dois megabites com
elementos mais detalhados do seu projeto. Poucos
pesquisadores fizeram uso desse recurso para desenvolver e melhor fundamentar o
seu projeto. Grande parte dos projetos não aprovados quanto ao mérito era de
propostas que sequer utilizavam o reduzido espaço disponível no formulário
padrão. Há uma ambigüidade entre as instruções para usar o modelo
estruturado, que limita o número de páginas por item, e a possibilidade de se
anexar um documento de livre elaboração.
Sugestão:
Essa inconsistência deveria ser objeto de discussão para se tomar uma decisão
por uma forma que permita igualdade de condições entre os proponentes, de tal
forma que, ao apresentar um projeto, o pesquisador possa oferecer as informações
necessárias à avaliação da sua consistência, atualidade e avanços que a
pesquisa trará para os trabalhos por ele desenvolvidos e para a área em que se
insere.
3-
Quanto aos
formulários de pareceres
O
modelo em que apenas se pede aos pareceristas que marquem a avaliação de cada
indicador é menos adequado do que o que se solicita uma apreciação passo a
passo de cada aspecto avaliado. Além disso, a forma atual de marcação desse
formulário permite inconsistências. Por exemplo, foi observado que há
consultores que avaliam menos positivamente vários itens e concluem atribuindo
o conceito Bom à proposta. A apreciação
final parece contemplar um ou outro aspecto, em detrimento da avaliação
global.
Brasília,
04 de Março de 2005
Antonio
Virgilio Bittencourt Bastos
Deisy
das Graças de Souza
Leôncio
Camino Rodriguez Larrain
Maria
Lucia Seidl de Moura (Coordenadora do CA)
Olavo
de Faria Galvão
Terezinha
Féres-Carneiro
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ACTA II ASAMBLEA
ULAPSI
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OFICIO No. SE/ACII-04/15
ASUNTO: ACTA II ASAMBLEA
ULAPSI
Dra. Silvia Koller
Presidenta de la Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduaçâo em
Psicologia (ANPEPP)
Presente.
Por este medio reciba un cordial saludo, a la vez que
le envío el ACTA de la II Asamblea General Ordinaria de la
ULAPSI, que
tuvo lugar en la Cd. de Santiago de Chile, los días 25, 26 y 27 de noviembre de
2004.
Agradeciendo de antemano sus atenciones, se despide
de Ud.
ATENTAMENTE
México,
D.F., a 28 de Marzo de 2005
Mtro.
Raúl Rocha Romero
Secretario
Ejecutivo
ACTA de la II Asamblea General Ordinaria de la
ULAPSI
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|
Seminário Ética na Pesquisa
|
Clique no link abaixo para ler a notícia:
Seminário
Ética na Pesquisa
Para visualizar o site da Agência de Notícias FAPESP acesse o endereço
abaixo:
http://www.fapesp.br/agencia/
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Convocatoria I
Asamblea Extradordinaria ULAPSI
|
OFICIO
No. SE/ASEI-05/15
ASUNTO:
CONVOCATORIA I ASAMBLEA EXTRAORDINARIA ULAPSI
Dra. Silvia Koller
Presidenta
de la Associação
Nacional de Pesquisa e Pós-Graduaçâo em Psicologia
(ANPEPP)
Presente.
Por
este medio le envío la Convocatoria para la I Asamblea General
Extraordinaria de la ULAPSI, que tendrá lugar en la Cd. de Sâo Paulo,
Brasil, el día viernes 22 de abril de 2005, de 18:00 a 20:00 hrs. La sede es el
MEMORIAL DE LA AMÉRICA LATINA. Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664.
Le
solicito de la manera más atenta se sirva difundir dicha Convocatoria entre los
miembros de la ANPEPP,
así como notificar a la brevedad posible a esta Secretaría Ejecutiva los
nombres de los compañeros que van a asistir a la I Asamblea Extraordinaria en
calidad de Delegados.
Agradeciendo
de antemano sus atenciones, se despide de Ud.
ATENTAMENTE
México,
D.F., a 2 de abril de 2005
Mtro.
Raúl Rocha Romero
Secretario
Ejecutivo
CONVOCA
En
base a los Artículos 18 y 23 inciso i, del
Cap. IV de nuestros Estatutos, a las entidades de psicología miembros a
participar en la I Asamblea General Extraordinaria de la ULAPSI, que
tendrá lugar en la Cd. de Sâo Paulo, Brasil, el día 22 de abril de 2005, bajo
el siguiente:
ORDEN
DEL DÍA
1.
Bienvenida
2.
Instalación de la Asamblea
3.
Informe de la Secretaría Ejecutiva sobre la I Reunión del Consejo
Directivo y la Secretaría Ejecutiva y de la II Asamblea General Ordinaria.
4.
Sede de la III Asamblea General Ordinaria.
5.
Sede del II Congreso Latinoamericano de Psicología
de la ULAPSI. (Se acordó en la II Asamblea General Ordinaria que ambos eventos se
realicen en noviembre del año 2006. Se propuso considerar a los siguientes países
como posibles sedes: Chile, Colombia y Uruguay).
6.
Informe de la Secretaría Ejecutiva sobre las cuotas anuales de las
entidades miembros.
7.
Asuntos Generales.
8.
Resolutivos
9.
Clausura
ATENTAMENTE
Secretario
Ejecutivo ULAPSI
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Mini-Congresso da
"International Association for Relationship Research" (IARR)
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Mini-Congresso da
"International Association for Relationship Research" (IARR)
Vitória, ES, de 1 a 3 de Julho de 2005.
O prazo de inscrição de
trabalhos foi prorrogado para 30 de Abril de 2005
também está disponível
uma Chamada de Propostas em português, transcrita abaixo.
Cordiais Saudações
Prof. Dr. Agnaldo Garcia
Presidente da Comissão Organizadora
IARR Vitória 2005
Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFES
Mini-Congresso
da IARR em Vitória
Julho 2005
Um
Mini-Congresso sobre relacionamento interpessoal será realizado em Vitória
(“Hotel Canto do Sol”), Espírito Santo, Brasil, de 1 a 3 de Julho de 2005,
com o apoio da UFES (Universidade Federal do Espírito Santo). O tema será
"A Natureza Interdisciplinar e Intercultural da Pesquisa sobre o
Relacionamento: A Dimensão Sul Americana", mas outros trabalhos sobre
relacionamento interpessoal realizados no Brasil e América do Sul são de
interesse para o congresso. O evento discutirá a situação atual e possíveis
avanços da pesquisa sobre o relacionamento interpessoal na América do Sul.
Esta será a primeira atividade da IARR na América do Sul. Pesquisadores e
estudantes brasileiros e sul-americanos (de diferentes áreas, como Psicologia,
Ciências Sociais, Enfermagem, Administração, entre outras) estão convidados
a participar e apresentar propostas relacionadas a pesquisa sobre relacionamento
interpessoal. Os resumos aceitos serão publicados com o apoio da UFES.
· Comunicação Oral
(Paper): Apresentação oral (de cerca de 15 minutos), empírica ou teórica.
· Simpósios (Symposia):
Várias apresentações acerca de um ponto comum, empírico e/ou teórico.
· Posters:
Apresentação visual (em um poster de até 1m por 2m), sobre pesquisa (completa
ou em andamento), empírica ou teórica.
· Mesas Redondas (ou
workshops): Discussão de uma hora conduzida por uma ou mais pessoas sobre
um ponto específico. O organizador pode fazer uma apresentação de 10-15
minutos e os presentes poderão participar.
Requisitos
para a Submissão
1.
Para comunicações orais, pôsteres e mesas redondas, dois resumos (um de 1000
palavras e outro de 100-150 palavras). Para simpósios, um resumo geral de
500 palavras, mais dois resumos para cada comunicação (um de 500 a 1000
palavras e um de 100-150 palavras). Os resumos poderão ser apresentados em inglês,
português ou espanhol.
2. As propostas deverão ser enviadas por correio eletrônico até 30 de Abril
de 2005 para: agnaldo.garcia@uol.com.br.
3. As propostas devem ser enviadas como um anexo em Word ou WordPerfect com o
nome do organizador ou autor principal. No caso de mais de uma proposta por
autor, favor enviar cada proposta em uma mensagem separada e numerada.
4. O e-mail que acompanha os anexos deve conter as seguintes informações:
1. Nome, endereço, e-mail e afiliação do organizador ou autor principal
2. Título do trabalho ou da proposta
3. Nomes, afiliações e e-mails de outros autores
4. Número de autores que provavelmente participarão do evento
5. Primeira e segunda opção de formato (comunicação oral, pôster,
simpósio ou mesa redonda)
O
Local do Evento e Acomodação
Vitória
está localizada no Sudeste do Brasil, a cerca de 500 Km do Rio de Janeiro e 800
km de São Paulo. Como uma cidade turística, Vitória está bem preparada para
receber visitantes, com vários hotéis, restaurantes e pontos turísticos de
interesse na cidade. A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) é a
universidade mais importante do Espírito Santo.
O Mini-Congresso sera realizado no “Hotel Canto do Sol”, na Praia de
Camburi, Vitória. As atividades do mini-congresso, assim como as refeições
incluídas, serão realizadas no hotel. As diárias no “Hotel Canto do Sol”,
são de R$ 90,00 (single) e R$ 110,00 (double), mais uma taxa de 5%. O site do
hotel para informações adicionais e reserves é www.hphoteis.com.br.
Há também outros hotéis com preços mais acessíveis.
As
inscrições serão realizadas a partir de 1 de maio. Os participantes poderão
se inscrever diretamente no site da IARR, realizando o pagamento em dólares
americanos, utilizando cartão de crédito. Se preferir, no Brasil, o pagamento
poderá ser feito por depósito em conta corrente do evento (será informada em
breve) ou diretamente na Secretaria do Programa de Pós-Graduação em
Psicologia da UFES.
No ato de inscrição solicitamos informar nome, endereço completo (com e-mail
e telefone), se é profissional ou estudante e instituição a que está
vinculado.
Para obter mais informações, favor entrar em contato com Agnaldo Garcia,
Presidente do Comitê Organizador do Mini-Congresso, e-mail: agnaldo.garcia@uol.com.br
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Capes lança
bolsa para professor sênior nos EUA
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Inscrições abertas até 31 de maio
São dez vagas para dar aulas em instituições de ensino superior
norte-americanas e realizar pesquisas. Os selecionados receberão uma
mensalidade, por até quatro meses, de cerca de R$ 10.800, auxílio-moradia,
seguro saúde e passagem aérea.
Para atuar como professor sênior é preciso, entre outros requisitos, ser
doutor há, no mínimo, cinco anos, brasileiro, ter fluência em inglês e estar
credenciado como docente orientador em programa de pós-graduação reconhecido
pela Capes.
O programa é uma parceria entre a instituição e a Comissão Fulbright.
(O Estado de SP, 4/4)
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Prorrogado
o prazo para pedido de reconsideração para bolsas de Produtividade em
Pesquisa do CNPq
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Prazo vai até 15 de abril
O CNPq informa que foi adiado para até 15 de abril próximo o prazo para pedido
de reconsideração em relação a bolsas de produtividade em pesquisa.
A medida se faz necessária tendo em vista o atraso na liberação de algumas
cartas contendo o motivo da não concessão.
(Assessoria de Comunicação do CNPq)
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CNPq presta
homenagem a pesquisadores e parceiros
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Serão oferecidos títulos de Pesquisador Emérito do CNPq e Menção Honrosa
Especial de Agradecimentos
No dia 19 de abril, 30 pesquisadores e 18 parceiros receberão homenagem do CNPq
pela contribuição dada à área de C&T no ano de 2004.
A solenidade está inserida na programação das comemorações dos 54 anos de
criação do CNPq e a homenagem é uma iniciativa do seu Conselho Deliberativo,
que aprovou em sua última reunião, no dia 25 de janeiro, os títulos
Pesquisador Emérito do CNPq e Menção Honrosa Especial de Agradecimentos.
O primeiro será outorgado anualmente ao pesquisador brasileiro ou estrangeiro,
radicado no Brasil há pelo menos 10 anos, pelo conjunto de sua obra científico-tecnológica
e por seu renome junto à comunidade científica.
A escolha será feita a cada ano, antes do mês de abril, pelo plenário do
Conselho Deliberativo, sendo inelegíveis os bolsistas de Produtividade em
Pesquisa do CNPq com a bolsa em período de vigência.
O agraciado receberá, além do título, o direito a até seis diárias e
passagens para a participação de um congresso científico, no país ou no
exterior, de sua escolha, no ano da concessão do prêmio ou no ano subseqüente.
A Menção Honrosa Especial de Agradecimentos será concedida a pessoas físicas
ou jurídicas por significativos serviços prestados ao crescimento,
desenvolvimento, aprimoramento e divulgação do CNPq no ano anterior à entrega
do título.
O título é constituído de diploma e medalha e os nomes indicados pela
Diretoria Executiva do CNPq e membros do Conselho Deliberativo.
As normas que criam os títulos estabelecem que a data da homenagem será em
sessão pública e solene, por ocasião do aniversário do CNPq, no mês de
abril.
Programação:
Pesquisador Emérito
Data: 18 de abril, às 15h
Menção Especial:
Data: 19 de abril, às 10h
Local: CNPq
Av. W3 Norte 507, Ed. CNPq
Sala Álvaro Alberto, 4º andar
(Assessoria de Imprensa do CNPq)
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Tem
início processo de renovação dos Comitês Assessores do CNPq
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O CNPq está iniciando o processo de renovação de membros dos Comitês de
Assessoramento (CAs). Para isso, mais uma vez considera fundamental a consulta a
pesquisadores, associações e sociedades científicas nacionais e entidades
atuantes na pesquisa tecnológica.
A finalidade da consulta é se ter uma relação de nomes que possam
efetivamente contribuir para o avanço da C&T no País e para uma melhor
atuação do CNPq. Assim, deverão ser indicados membros representativos da
comunidade científico-tecnológica nacional que sejam aptos não apenas a
emitir opinião sobre o desenvolvimento de sua especialidade, mas também de
suas possíveis interfaces com outras.
É importante assinalar que, como usual, não se trata de uma eleição e que os
assessores escolhidos não serão considerados - e não deverão atuar - como
representantes de suas instituições ou de suas regiões geográficas no CNPq.
Veja
os procedimentos para indicação de nomes.
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O CNPq pode ter um orçamento de 1,5 Bilhão
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O CNPq pode ter um orçamento de 1,5 Bilhão: Sonho ou Realidade?, artigo de
Hildebrando Souza Menezes Filho
Já em 2004, possuímos um contingente de 119.000 alunos matriculados e apenas a
oferta de 34.484 bolsas de mestrado e doutorado
Hildebrando Souza Menezes Filho é analista de C&T do CNPq. Artigo enviado
pelo autor ao “JC e-mail”:
O título é uma provoca...ação. Durante dois dias (31/3 e 1/4) o presidente
do CNPq, Erney Camargo, demonstrou, didaticamente, para os servidores do corpo
gerencial da instituição, por a + b +...x, y e z de que é possível
possuirmos um orçamento mais significativo, tendo em vista tanto as propostas,
projetos e programas em vigor como as competências instaladas na instituição
a serviço da ciência, tecnologia e inovação nacional.
A Sala de Videoconferência do CNPq/507 Norte, foi o palco da palestra do
presidente, destacando as Prioridades e Ações da Instituição nos anos de
2003 a 2005.
Foram horas de agradável interação entre a presidência do CNPq e seu corpo
dirigente. No dia 31/3, por meio de uma metodologia onde os presentes podiam
manifestar seus pensamentos sobre o que estava sendo exposto, a participação
do pessoal das diretorias DPH, DPT e GPR foi acalorada e intensa.
O presidente circulava pela sala promovendo o debate, cedendo de próprio punho
o microfone aos servidores. Isso serviu de abertura para que houvesse manifestações
e avaliações das diversas áreas.
Essa técnica utilizada no evento "quebrou o gelo" que porventura
pudesse existir, o que é comum quando um superior hierárquico expõe questões
que mereçam maior atenção, devolvendo "a bola" para a equipe de
assessoria.
Desse modo, todos "vestem a camisa" e contribuem para a solução dos
problemas.
Os comentários, ao final das exposições, foram favoráveis à iniciativa e
houve a promessa de organização de novos encontros, também delegados à
Coordenação Geral de Recursos Humanos - CGRH.
O primeiro deles envolverá a área de informática e seus novos equipamentos
para a modernização dos serviços do CNPq.
De modo sucinto, Erney mostrou aos presentes o esforço da sua administração
para resgatar a credibilidade e idoneidade da instituição no pagamento das
suas contas, ao mesmo tempo em que novos programas e inovações são
implementados.
Com slides de fácil apreensão, pôde-se perceber com clareza que o CNPq
atravessa ótimo momento na gestão de suas atividades. É indubitável que a
conceituação favorável, não apenas junto à comunidade científica como também
diante do Congresso Nacional, atinge hoje os seus melhores níveis desde a criação
do CNPq, há 54 anos.
A seguir alguns tópicos abordados na palestra aos servidores:
O presidente falou sobre os desafios para o Brasil em C&T; a articulação
do desenvolvimento de C&T com a política industrial; a ampliação da base
instalada em C&T; a promoção do desenvolvimento científico e a popularização
da ciência.
Erney discorreu sobre o histórico da execução orçamentária de 1998 a 2004,
demonstrando de forma incisiva que durante a sua gestão o CNPq conseguiu
cumprir as metas orçamentárias em mais de 99%, só não atingindo 100% devido
aos encargos da passagem necessária de contas a pagar dez/jan a cada ano.
O presidente demonstrou que os recursos do Tesouro para o CNPq foram 738 milhões,
assim distribuídos: bolsas - 546 milhões; fomento - 118 milhões e administração
- 74 milhões.
Citou os esforços de sua assessoria e os dele próprio, na obtenção de novos
recursos em emendas orçamentárias para 2005, da ordem de 75 milhões que,
infelizmente, já foram "diminuídos" em 22,7 milhões, recursos esses
que possibilitariam a concessão de bolsas de extensão durante o ano de 2005
que beneficiariam as populações mais necessitadas.
Apesar dessa limitação o presidente ainda tem a esperança de que esses
recursos sejam retomados pelo CNPq.
Nessa exposição houve também a demonstração da importância dos fundos
setoriais e o impacto deles no orçamento do CNPq.
O presidente discorreu sobre as Ações do CNPq em 2003: os recursos para
fomento; a implantação do Adicional de bancada ("Grant") para Bolsa
de Pesquisa (PQ) esclarecendo que essa modalidade visava auxiliar os laboratórios
em equipamentos e não como complemento salarial dos pesquisadores, como se
comentou por aí.
Relação das atividades empreendidas
Implementação de Taxa de bancada para Bolsa de doutorado; Julgamento do Edital
Universal (R$ 60 milhões) e dos Editais dos Fundos setoriais (R$ 80 milhões);
Edital para Ciências Humanas; Edital de Museus e, finalmente, as Parcerias com
as FAPs, que estimula o crescimento dos orçamentos para C&T em todos os
estados brasileiros, com exceção apenas de Roraima e Tocantins.
Quanto às Ações do CNPq em 2004, o presidente citou a ampliação no número
de concessão de bolsas e a correção, em 18%, do valor das bolsas de mestrado
e de doutorado, alem da necessidade de se retomarem os valores históricos
proporcionais a 1994, e os esforços que pretende desenvolver para que isso
venha a ocorrer nos próximos anos.
Comentou o julgamento e o pagamento do Edital “Casadinho” (R$ 30 milhões);
a Taxa de bancada para os Pós-Doutorandos; o 1º Edital de Fomento Tecnológico
(R$ 29 milhões); a ampliação e consolidação das parcerias com FAPs: DCR,
PPP e Pronex e o Lançamento de 20 Editais dos Fundos Setoriais e outros 10 em
parceria com Ministérios.
Relação das propostas para 2005
Para 2005, o presidente destacou o Novo Edital dos Institutos do Milênio (R$ 90
milhões); o novo Edital das Redes de Nanotecnologia (R$ 16 milhões); a ampliação
do número de bolsas de Pesquisa para 9.000; a ampliação do número de bolsas
de Pós-Graduação; o Julgamento do Edital Universal; o Julgamento do Edital de
Fomento Tecnológico e a Avaliação das parcerias com FAPs.
Num quadro contendo a evolução na concessão de bolsas na sua administração,
o presidente mostrou que, em 2000, o CNPq concedeu 5.676 bolsas de doutorado e
5.616 de mestrado; em 2004, as bolsas de doutorado subiram para 6.315 e as de
mestrado para 6.769, destacando também a curva de reversão da tendência de
queda dos valores das bolsas e a retomada do seu crescimento.
Relatório de Produtividade
Por meio de um gráfico, pôde-se perceber o quanto é necessário o trabalho
para ampliar os recursos destinado à concessão bolsas, tendo em vista que em
1995 a Capes e o CNPq juntos ofereciam 33.481 bolsas de mestrado e doutorado
para um contingente de 66.247 alunos matriculados nas instituições de ensino
superior.
Já em 2004, possuímos um contingente de 119.000 alunos matriculados e apenas a
oferta de 34.484 bolsas de mestrado e doutorado.
Outras informações repassadas pelo presidente aos servidores diz respeito às
parcerias em andamento, principalmente com as Fundações de Amparo à Pesquisa
dos Estados, as FAPs:
a) aquelas referentes ao Pronex - apoio a Grupos de Excelência, cujo
investimento inicial foi de R$18 milhões em 2003, devendo atingir R$108 milhões
(CNPq + FAPs) ao final de 3 anos;
b) ao programa inovador, denominado PPP, de estímulo a jovens pesquisadores,
para seus primeiros projetos, que já soma mais de 1.180 projetos aprovados, no
valor global (CNPq/FAPs) de R$37,6 milhões em recursos alocados.
c) Programa de Desenvolvimento Científico Regional (415 projetos e mais de 317
bolsas implementadas) e
d) o da Iniciação Científica Júnior. Este último tem inspirado, no ensino médio,
novas vocações para a pesquisa.
Finalizando, o presidente do CNPq destacou que a racionalização dos custos, na
terceirização de serviços de informática do CNPq e na aquisição de novos
equipamentos de hardware, possibilitará a melhoria acentuada na prestação
desses serviços e a aquisição de mais de 500 novos computadores, que já estão
em licitação para atender aos técnicos da instituição.
O presidente endossou também as gestões do ministro Eduardo Campos na defesa
da melhoria das condições de trabalho e de salário dos servidores do CNPq, no
que tange ao plano de carreira da categoria.
Esta é a avaliação pessoal da conferência. Peço previamente a compreensão
dos leitores se houve exageros ou esquecimentos. A nossa insuspeita intenção
é a de contribuir com a memória institucional e para que eventos dessa
natureza informativa sejam mais estimulados no nosso meio.
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3 - MCT teve R$ 254,46 milhões de recursos condicionados cancelados
De acordo com a área orçamentária do MCT, a expectativa é que seja publicada
uma medida provisória que recupere os R$ 204,57 milhões referentes às bolsas
do CNPq
De acordo com decreto publicado no Diário Oficial da União do dia 31, foram
canceladas as dotações orçamentárias de diversos órgãos do Poder
Executivo, à conta da fonte de recursos condicionada desvinculação parcial
de recursos de compensações financeiras pela exploração de petróleo ou gás
natural constantes dos orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União no
valor de R$ 689,72 milhões.
O MCT sofreu cancelamento de R$ 254,46 milhões.
Sofreram cortes, além do MCT, os ministérios da Defesa; Minas e Energia; e
Meio Ambiente.
Recursos condicionados são os que dependem de alteração na legislação para
que sejam transformados em recursos utilizáveis. O prazo para a transformação
desses recursos era o dia 31 de março. Como essa modificação não ocorreu, os
recursos foram cancelados. Essa ação é de responsabilidade do Ministério do
Planejamento, Orçamento e Gestão.
De acordo com a área orçamentária do MCT, a expectativa é que seja publicada
uma medida provisória que recupere os R$ 204,57 milhões referentes às bolsas
do CNPq.
Confira as áreas do MCT que sofreram cortes por meio do decreto:
- Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) R$
2,50 milhões;
- Inovação e Competitividade R$ 36,24 milhões;
- C&T para Inclusão Social R$ 9,44 milhões;
- Desenvolvimento da Nanociência e da Nanotecnologia R$ 1 milhão;
- Difusão e Popularização da Ciência R$ 700 mil.
Veja a íntegra do decreto no site http://www.in.gov.br.
Acesse o link edições anteriores e selecione do Diário Oficial do dia 31.
(Gestão de C&T, 354)
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4 - Tem início processo de renovação dos Comitês Assessores
O CNPq, agência vinculada ao MCT, está iniciando o processo de renovação de
membros dos Comitês de Assessoramento (CAs). Para isso, mais uma vez considera
fundamental a consulta a pesquisadores, associações e sociedades científicas
nacionais e entidades atuantes na pesquisa tecnológica
A finalidade da consulta é se ter uma relação de nomes que possam
efetivamente contribuir para o avanço da C&T no país e para uma melhor
atuação do CNPq.
Assim, deverão ser indicados membros representativos da comunidade científico-tecnológica
nacional que sejam aptos não apenas a emitir opinião sobre o desenvolvimento
de sua especialidade, mas também de suas possíveis interfaces com outras.
É importante assinalar que, como usual, não se trata de uma eleição e que os
assessores escolhidos não serão considerados - e não deverão atuar - como
representantes de suas instituições ou de suas regiões geográficas no CNPq.
Acesse a página do CNPq e veja os procedimentos para indicação de nomes: http://www.cnpq.br
(Assessoria de comunicação do CNPq)
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5 - Fundos Setoriais terão editais lançados até o dia 8
O MCT divulgou, no dia 29, uma nota informando que até o dia 8 de abril serão
lançados editais das Ações Transversais dos Fundos Setoriais. Confira os
editais a serem lançados e o valor de cada um são os seguintes
Eis a lista:
- Parceria com os Estados para o apoio a projetos estruturantes dos sistemas
estaduais de CT&I R$ 30,50 milhões;
- Formação e qualificação de recursos humanos para as áreas prioritárias $
29 milhões;
- Cooperação ICT's Empresas R$ 33 milhões;
- Nanotecnologia R$ 12 milhões;
- Programa Nacional de Incubadoras e Parques Tecnológicos R$ 6 milhões;
- Tecnologia Industrial Básica R$ 15 milhões;
- Programa Biodiesel R$ 3,5 milhões;
- Recursos Humanos para a Amazônia R$ 1,80 milhão;
- Programa voltado para pessoas portadoras de deficiência/idosos R$ 2 milhões;
- Programa de redução e valorização de resíduos R$ 2 milhões.
Mais informações no site http://www.mct.gov.br
e http://www.cnpq.br.
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Reformar
para melhorar a Universidade
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Reformar para melhorar a Universidade, artigo de Jorge Guimarães e Renato
Janine Ribeiro
Um mau ensino tem custo muito alto, que é pago ao longo da vida inteira
Jorge Guimarães é presidente e Renato Janine Ribeiro é diretor de Avaliação
da Capes. Artigo publicado no “Jornal do Brasil”:
Uma das críticas freqüentes ao anteprojeto de reforma da educação superior
é que o MEC estaria construindo a casa a partir do telhado: a prioridade do país
é a educação básica, mas o projeto trata do ensino superior.
Concordamos com a prioridade, mas não com a crítica. A verdade é que o melhor
nível de educação no Brasil é o da pós-graduação, e isto se deve a ser
avaliado com rigor, há quase trinta anos, pela comunidade científica reunida
na Capes.
O segredo da qualidade está na avaliação. Não há prioridade como algo
abstrato, sem esforços. Para reforçar a prioridade na educação elementar,
será preciso seu acompanhamento rigoroso, realizado pelo poder público,
baseado na competência do mundo acadêmico. É o único meio.
Sabidamente, a própria educação básica depende do nível superior. É ele
que forma os professores que ensinarão às crianças e adolescentes. Ora, a
qualidade do ensino fundamental e médio deixa muito a desejar no Brasil.
Esta é uma das diferenças entre nós e os países que, saindo de patamar às
vezes inferior ao nosso, como na Ásia, conseguiram significativo avanço econômico
e social nos últimos anos.
Tomando por base a reação veemente contra a reforma, pode parecer aos
desavisados que nosso ensino tem nível de excelência.
Sabemos que não é nada disso. Exames como o PISA ou o PNUD/Unesco, que aferem
a qualidade do ensino de matemática e ciências, apontam sempre um desempenho
desastroso para o Brasil, colocando-nos nas últimas posições entre os países
comparados.
Ora, a matemática é a linguagem por excelência da ciência. Sem conhecê-la,
como faremos pesquisa? Como o conhecimento se tornará prática e ação? Como
avançaremos nas áreas tecnológicas?
A situação das Humanidades não é melhor. Aqui os termos de comparação não
são fáceis, porque língua, história e geografia variam conforme os países.
Contudo, a formação é perigosamente deficiente, centrada sobretudo no
processo informativo, com mais memorização que reflexão.
Esse é um dos grandes problemas de nossa educação. Em São Paulo, a participação
das universidades estaduais na formação de professores do ensino fundamental e
médio é pequena.
A maior parte deles provém de faculdades menores, pagas e mais fracas. Com
isso, é difícil melhorar o ensino básico.
Evidentemente, essa melhora depende de melhores salários, pagos pelos estados e
municípios, incumbidos constitucionalmente desse nível de educação. Mas não
bastam salários. É preciso melhor preparação para ministrar o ensino
formativo. E onde se dará essa formação, se não for no ensino superior?
Uma das chaves para melhorar a educação das crianças e adolescentes e conseqüentemente
melhor explorar suas vocações está num ensino superior que forme bons
professores. Este é um ponto a considerar na reforma universitária.
Como os piores cursos da graduação estão em estabelecimentos privados (e
dizemos isso tranqüilos, porque nós, que na Capes avaliamos a pós-graduação,
não temos prevenção contra o ensino privado de qualidade), obviamente se
torna necessário regular a educação brasileira. É o “marco regulatório”
que o anteprojeto propõe para o ensino.
A regulação tem um pilar principal: a avaliação. Para um curso médio ou
fraco, impõem-se certas medidas. Avisar a população é importante, mas não
é tudo. Também há que recuperar ou mesmo descredenciar cursos ruins.
Aqui não há diferença entre o que o poder regulador e avaliador devem fazer,
sejam os estabelecimentos públicos ou privados.
Devem ser examinados com rigor, porque está em jogo o futuro dos jovens
brasileiros. Um mau ensino tem custo muito alto, que é pago ao longo da vida
inteira.
Precisamos mudar o foco das discussões. O projeto dá autonomia às instituições
de ensino, obriga seus conselhos superiores a terem doutores, submete as
faculdades a avaliações de desempenho.
Nada disso fará as instituições privadas ou públicas perderem qualidade,
quando a têm. Queremos também aumentar a titulação de seus corpos docentes.
É desejável que em alguns anos cresça muito, nas universidades e centros
universitários, o número de docentes com doutorado e mestrado, bem
qualificados, que a pós-graduação vem formando crescentemente.
Tudo isso só poderá melhorar a qualidade da educação como um todo.
(Jornal do Brasil, 5/4)
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8 - Pós-graduandos ratificam apoio à reforma universitária em encontro
nacional de APGs
Em um clima de grande unidade entre os diversos representantes das Associações
de Pós-graduandos presentes ao XXXI Conselho Nacional de APGs - CONAP, ocorrido
nesse final de semana em Santos, a ANPG aprovou resoluções importantes que
dizem respeito a educação, C&T, Movimento Nacional de Pós-graduandos,
Reforma Universitária e ao Brasil
Os pós-graduandos presentes ao evento apresentaram reivindicações que foram
aprovadas por aclamação, tais como o reajuste das bolsas de formação (iniciação
cientifica, mestrado e doutorado) e de pesquisa e um aumento progressivo do número
dessas bolsas a todas as regiões do Brasil; condenação ao contingenciamento
dos recursos dos Fundos Setoriais; pela aprovação do chamado Projeto de Lei
dos Pós-graduandos, hoje na comissão de C&T da Câmara dos Deputados;
licença-maternidade às pós-graduandas; combate às assimetrias científicas
regionais e estaduais e regulamentação do ensino privado com controle social
sobre a qualidade da educação e da pesquisa e os valores das mensalidades.
O apoio dos pós-graduandos ao conjunto das propostas contidas no Anteprojeto da
Reforma do Ensino Superior, apresentado pelo governo, vem acompanhado de
propostas, sugestões e também críticas à política econômica que, dentre
outras coisas, promove a intermitência nos repasses de recursos à pesquisa,
comprometendo a qualidade e os resultados de vários estudos.
Ainda foram aprovadas as participações da ANPG no 16o. Festival Mundial da
Juventude e dos Estudantes na Venezuela, em agosto de 2005 e na 57o Reunião
Anual da SBPC onde a entidade promoverá o 8o Encontro dos Jovens Cientistas e
uma Plenária Nacional de Pós-graduandos.
Ainda foi referendada a participação dos pós-graduandos no 6 de abril, dia
nacional de paralisação e lutas convocado pela União Nacional dos Estudantes
contra a reação conservadora à reforma universitária.
No plano da conjuntura política nacional também foi vitoriosa a opinião
majoritária de condenação à atual política macroeconômica ortodoxa do
Governo Federal.
Houve consenso entre os presentes a oposição à autonomia do Banco Central e a
uma eventual adesão à Área de Livre Comércio pelo Brasil. O fortalecimento
da integração latino-americana, não apenas do ponto de vista econômico, mas
também cultural e científico, mereceram atenção especial nas intervenções
e encaminhamentos aprovados na plenária final.
O Congresso Nacional de Pós-graduandos será realizado em setembro próximo na
cidade de Santos/SP e a comissão organizadora será composta pelas APGs da
Unicamp, Universidade Federal do Amazonas, PUC-SP, Unisanta e a própria ANPG.
Todas as resoluções aprovadas no Conap podem ser vistas no endereço eletrônico:
http://www.anpg.org.br
(Assessoria de comunicação da Associação Nacional de Pós-Graduandos)
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9 - MEC faz articulação para trocar dívida externa por educação
Recursos do Brasil destinados ao pagamento da dívida externa poderão ser
transferidos para investimentos em educação, por meio de acordos com os
credores
É o que pretende o Ministério da Educação, que tem feito articulações
internacionais para a negociação e contratou a Fundação Getúlio Vargas
(FGV) para realizar estudos nesse sentido.
A FGV entregará os trabalhos ao MEC este mês e nos dias 10 e 11 de maio o
ministro Tarso Genro participa de reunião de um grupo executivo, em Madrid, na
Espanha, para discutir o assunto.
Estarão presentes representantes da Organização dos países Ibero-Americanos
(OEI), Brasil, Espanha, Argentina, México, Chile e Nicarágua.
O encontro antecede outro mais amplo, em 11 de julho, também em Madrid,
paralelamente à Conferência Ibero-Americana da Educação.
Ainda na Espanha, em Zaragoza, em outubro, haverá a Cúpula dos países
Ibero-Americanos da Educação, com os presidentes da Espanha, Portugal e dos países
das Américas Central e do Sul.
O Brasil tentará aprovar a proposta de troca de pagamento de dívidas externas
por investimentos em educação. Antes, em 28 de junho, em uma reunião em SP,
representantes do MEC, do mercado financeiro e de empresários discutirão a dívida
externa.
"Queremos que os recursos da conversão da dívida sejam investidos em
projetos de desenvolvimento, tendo como centro a área educacional",
explica Jairo Jorge da Silva, secretário executivo adjunto do MEC.
A seu ver, só é possível um desenvolvimento sustentável se o país investir
em educação, que gera capital humano e social, e aumenta a produtividade,
eficiência e renda. "Educação é central para o desenvolvimento."
Segundo ele, Brasil e Chile já utilizaram ativos do país, como as empresas
estatais, para pagar parte da dívida.
"As experiências foram negativas, mas há experiências positivas como
negociações da dívida externa para investimentos em meio ambiente, como
fizeram Costa Rica e África do Sul. Há um centro de biodiversidade na Costa
Rica, onde foram investidos US$ 5 milhões que seriam destinados ao pagamento da
dívida externa. No Brasil, uma possibilidade de investimento com recursos da dívida
externa é na educação profissional", acredita Jairo.
O secretário diz que há três tipos de credores: organismos multilaterais,
como FMI, Banco Mundial e Bird; Clube de Paris, que representa governos; e as dívidas
mobiliárias, os pequenos credores e bancos. O Brasil tentará negociar com o
Clube de Paris e bancos multilaterais.
"Queremos alternativa de mercado para buscar negociações com a dívida
mobiliária. O mercado está aberto a propostas inovadoras e é possível em
curto prazo. Esperamos fechar acordos até o final do ano."
Jairo Jorge explicou que a intenção não é criar instabilidade no mercado,
mas um elemento atrativo, pois reverter parte da dívida em educação é
positivo na imagem das empresas.
"Quando falamos em responsabilidade social não é algo só local, mas
internacional. Muitas instituições financeiras podem ser parceiras em projetos
que possam contribuir no desenvolvimento de países como o Brasil. Além dos países
endividados e pobres, precisamos voltar a atenção para nações como
Argentina, Brasil e México, que precisam de aporte financeiro para dar o salto
de qualidade", ressaltou.
(Susan Faria, da assessoria de comunicação do MEC)
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10 - Capes quer ampliar a oferta de mestrado Profissional
A Capes, do Ministério da Educação, pretende expandir a oferta de mestrado
profissional, que hoje atinge a aproximadamente 7% do total de 1.819 programas
de pós-graduação existentes no Brasil
E dessa forma, além de municiar melhor os setores sociais da administração pública
e das organizações não governamentais, contribuir para aumentar o crescimento
econômico do país.
O mestrado profissional, com os diferentes formatos existentes e os modelos mais
bem sucedidos, foi o tema discutido no seminário interno Para além da Academia
- A pós-graduação contribuindo para a sociedade, que a Capes promoveu, na
Universidade Federal de SP - Unifesp, de 29 de março a 1º de abril, com os
novos representantes de área.
De acordo com o diretor de Avaliação da Capes, Renato Janine Ribeiro, o
primeiro enfoque na expansão desse modelo de pós-graduação é o oferecimento
de mestrados profissionais que qualifiquem um maior número de pessoas,
especialmente para a gestão de administração, nas áreas de educação, saúde,
cultura, esporte, e segurança pública, com foco voltado aos direitos humanos.
Como exemplo, destaca o mestrado de gestão da saúde, da Unifesp, e o mestrado
de saúde coletiva, da Universidade Federal da Bahia.
O segundo enfoque é o de aumentar o crescimento econômico do país por meio de
uma melhoria na qualificação de pessoal para a realização, sobretudo, de
trabalhos de ponta.
Como exemplo, Janine Ribeiro cita o mestrado oferecido pelo ITA - Instituto
Tecnológico da Aeronáutica, em convênio com a Embraer, para a formação de
engenheiros aeronáuticos. “Esse mestrado está tendo um papel importante na
renovação da engenharia aeronáutica do Brasil”, diz.
Segundo o diretor de Avaliação, o objetivo principal do seminário foi deixar
claro que o mestrado profissional não é um instrumento apenas de melhoria da
produtividade das empresas, embora isso seja muito importante.
“Ele também é um instrumento destacado para promover o avanço do resgate da
dívida social, na medida em que qualifica melhor quem vai gerir os setores
sociais da administração pública e pode ter efeito, até mesmo, na formação
de pessoal para organizações não governamentais e, inclusive, movimentos
sociais.”
(Fátima Schenini, da assessoria de comunicação da Capes)
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ProÁfrica começa a ser
implementado
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Uma delegação de especialistas e membros do Comitê Gestor do Programa de
Cooperação Temática em Matéria de Ciência e Tecnologia (PROÁFRICA) está
em Angola e Moçambique para a primeira missão oficial do programa. A visita,
que irá até o dia 10 de abril, conta com a participação do presidente do
CNPq, Erney Camargo, e tem como objetivo dar andamento às parcerias negociadas
durante a visita do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao continente
africano, em 2003.
O PROÁFRICA foi criado em julho de 2004, pelo Ministério da Ciência e
Tecnologia (MCT), com o objetivo de fortalecer a cooperação científico-tecnológica
entre o Brasil e países africanos, com prioridade inicial para os países de língua
portuguesa. Para isso, estão sendo identificadas ações de parceria por meio
do financiamento de intercâmbio de cientistas e pesquisadores com atuação em
projetos nas áreas selecionadas por sua relevância estratégica e interesse
prioritário para a cooperação científico-tecnológica. A operacionalização
do programa é de responsabilidade do CNPq, definido como Agência de Implementação
e Apoio.
No Comitê Gestor do programa, estão presentes, ainda, representantes da
Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio de Janeiro, do
Ministério das Relações Exteriores, da FINEP, do Instituto de Matemática
Pura e Aplicada (IMPA), da CAPES e da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Fazem parte dessa missão representantes das seguintes áreas do conhecimento:
Saúde (doenças tropicais), representada pelo professor Erney Plessmann Camargo
(presidente do CNPq); Espaço Exterior, com o físico Luís Carlos Moura Miranda
(Diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE/MCT). Também serão
discutidas questões nas áreas de agricultura, biologia básica, bioquímica e
ciências sociais.
Em Moçambique, já estão sendo fechados acordos para utilização de imagens
do satélite sino-brasileiro CBERS. Por meio de imagens fornecidas pelo CBERS 1
e 2, os dados coletados serão usados, por exemplo, na prevenção de enchentes.
A delegação é presidida pelo professor Lindolpho Carvalho Dias, presidente do
Comitê Gestor do PROÁFRICA.
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Agência de Notícias
FAPESP - abr/2005
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Clique nos links abaixo para ler a notícia:
Os
Desafios da Educação no Brasil: a abordagem das Ciências Sociais
Impacto
científico e tecnológico
Suicídio
ligado ao agrotóxico
7º
Encontro Nacional da Associação de Ex-Bolsistas da Fulbright no Brasil
Para visualizar o site da Agência de Notícias FAPESP acesse o endereço
abaixo:
http://www.fapesp.br/agencia/
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Crianças
superdotadas são, antes de mais nada, crianças
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Psicologia moderna tira a imagem de gênio e a substitui pela de meninos e
meninas com habilidades especiais
Lisandra
Paraguassú escreve para ‘O Estado de SP’:
Eles não são gênios, mas estão muito acima da média. Nas conversas, usam
vocabulário e exprimem idéias que deixam tontos muitos adultos.
Crianças superdotadas - sinônimo de pequenos Einsteins e Mozarts no imaginário
da maior parte da população - são especiais sim, têm habilidades a serem
desenvolvidas, mas são, antes de mais nada, crianças.
A moderna psicologia educacional tira a imagem de gênios e a substitui pela de
meninos e meninas com habilidades especiais e que devem ser treinados e
incentivados.
"Uma criança com superdotação é alguém que tem um alto desempenho em
uma área, mas não é um gênio", explica a professora Vera Pereira,
coordenadora do programa para superdotados em Brasília.
Hoje, em vez de um simples teste de QI - até há alguns anos a única medida de
inteligência -, usam-se avaliações psicológicas que medem as habilidades das
crianças em várias áreas.
Os testes são eventualmente feitos e normalmente revelam um QI acima da média,
mas são a última etapa em uma avaliação que analisa o comportamento da criança,
seus interesses, habilidades orais e físicas e até mesmo a maturidade. Até
porque uma criança pode ser extremamente desenvolvida em uma área e nem tanto
em outras.
Marina Zambeli dos Reis, de 9 anos, uma das meninas do programa brasiliense para
superdotados, quase ficou de fora do projeto porque teve dificuldades em
apresentar uma maquete.
Extremamente criativa e com facilidade com as palavras e para inventar histórias
e jogos, Marina não tem qualquer habilidade manual.
"Ela tem uma coordenação motora péssima. Quando foi fazer a maquete foi
muito ruim. A coordenadora chegou a duvidar que ela pudesse estar no programa',
conta Ana Paula dos Reis, mãe da menina.
Marina aprendeu a falar com 1 ano. Com 2, queria aprender piano - e aprendeu.
Com 3 anos e meio já sabia ler. Apesar disso, os pais tinham resistência à idéia
de colocá-la em um programa para superdotados.
"Eu sou professora, meu marido também. Achávamos que era simplesmente uma
questão de ela ter incentivos em casa", conta a mãe.
Resistência
Os pais de Renato Oliveira Melo, de 10 anos, não duvidaram que o filho era
diferente. Até porque com 1 ano e 8 meses, ele já sabia todo o alfabeto e
identificava as cores. Mas os pais resistiam a tratá-lo como superdotado.
"Até hoje nós evitamos falar no assunto. Não queremos nem que ele comece
a achar que é mais do que os outros nem que as cobranças sejam acima do
normal. Queremos só que ele seja feliz", diz Vilma Melo, mãe de Renato.
O medo é recorrente entre as famílias de crianças com habilidades especiais.
Por isso, o Ministério da Educação (MEC) não incentiva a existência de
escolas especiais para superdotados e, sim, a convivência em escolas regulares
- mesmo que, muitas vezes, isso se torne um desafio a mais para os professores.
A facilidade para aprender coisas novas, compreender uma explicação e uma memória
privilegiada fazem parte das habilidades desses meninos e meninas. Com isso, sua
velocidade de aprendizagem é muito maior.
"A maioria das vezes a professora me dá tarefa extra porque eu termino
antes e acabo atrapalhando a aula. Mesmo assim eu termino rápido, então as
professoras começam a me pedir para ajudar os meus colegas", conta Renato.
A inquietação do menino na escola já lhe rendeu problemas, como brigas com
professoras, conta a mãe. "Essas crianças precisam de desafios além da
sala de aula. Por isso temos o programa em que elas trabalham uma vez por semana
essas habilidades, desenvolvendo projetos", explica Vera Pereira.
Professores
O MEC incentiva os estados a terem programas específicos de identificação de
superdotados. Além de Brasília, Minas, Rio e Rio Grande do Sul têm centros
para isso. Também as prefeituras de Lavras (MG) e Belém do Pará trabalham com
essas crianças.
Algumas escolas, como o Objetivo em SP e a UnB, também têm programas
especiais. Em Brasília, os professores das escolas públicas são treinados
para identificar crianças com habilidades especiais.
"O professor precisa reconhecer e responder à diversidade, acolher as
diferentes potencialidades, características, ritmos de aprendizagem", diz
a secretária de Educação Especial do MEC, Cláudia Dutra.
De um modo geral, os professores têm dificuldades de identificar alunos como
superdotados. Mas, dizem os especialistas, facilmente apontam aqueles estudantes
que aprendem mais rápido, são mais curiosos, perguntam demais. É aí que
aparecem os superdotados.
A professora Eunice Alencar, ex-presidente da Associação Brasileira para
Superdotados, aponta que essas crianças costumam ser bastante persistentes na
busca por mais informações sobre assuntos que as interessam.
Eles chegam a ser chatos em tanto que perguntam. Têm senso de humor e também
senso de justiça, reagem positivamente a novos elementos e costumam ter idéias
variadas sobre um mesmo assunto. Muitas idéias.
Identificar esse potencial pode, à primeira vista, não ser fácil. Trabalhá-lo,
menos ainda. Mas é uma necessidade. "Se esse potencial não é
desenvolvido muitas vezes ele pode se perder na fase adulta por falta de
incentivo", diz Vera Pereira.
(O Estado de SP, 11/4)
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Associação
Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) manifesta preocupação com demissão
de doutores em instituições de ensino superior
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Entidade reivindica que se estabeleçam percentagens mínimas de doutores nos
quadros docentes das IES, além das percentagens mínimas de mestres ou doutores
já contempladas no anteprojeto
Leia a mensagem enviada pela ANPG ao ‘JC e-mail’:
Sobre as frequentes demissões e perseguições de jovens doutores promovidas
sobretudo pelas faculdades particulares (noticiadas pelo próprio Jornal da Ciência),
visando "adequação orçamentária", a ANPG propôs a seguinte medida
ao Ministério da Educação no âmbito do Anteprojeto de Reforma do Ensino
Superior:
A ANPG, ao apoiar o conjunto das propostas anunciandas no Anteprojeto de Reforma
do Ensino Superior, manifesta sua preocupação pelo mesmo não promover, como
deveria, a qualificação docente, pois desestimula a formação e
aproveitamento de Doutores ao não distinguir entre Mestres e Doutores na exigência
que faz de proporção mínima de professores titulados nos quadros docentes das
IESs.
Se a reforma vigorar, como está atualmente redigido o Anteprojeto, se exigirá
de uma IES para ser classificada como Universidade "pelo menos a metade [do
corpo docente] com titulação acadêmica de mestrado OU doutorado" (Art 13
inciso IV; nosso grifo) e para ser classificada como Centro Universitário
"pelo menos um terço com titulação acadêmica de mestrado OU
doutorado" (Art 25 inciso III; nosso grifo).
Ao utilizar o conectivo "ou", esses incisos permitem que todos os
professores titulados da IES que lecionam na graduação sejam Mestres, sem
titulação de Doutorado.
A ANPG reivindica, portanto, que se estabeleçam percentagens mínimas de
Doutores nos quadros docentes das IES, além das percentagens mínimas de
Mestres ou Doutores já contempladas no anteprojeto, que promovem o estímulo
aos programas de Mestrado.
Tais percentagens mínimas não podem ser estáticas, de tal forma que a Reforma
do Ensino Superior deve contemplar metas e prazos para o estabelecimento de cada
vez mais rigorosos padrões de titulação, assim como o financiamento da fixação
de mestres e doutores nas regiões do país onde as taxas de titulação docente
são mais baixas.
A Reforma do Ensino Superior deve exigir também percentagens mínimas de
professores titulados e de professores doutores também nas Faculdades, e não
somente nas Universidades e nos Centros Universitários como prevê o
anteprojeto, sendo necessária, portanto, também a revisão de seu Art 27, para
que os alunos desta modalidade de IES tenham pelo menos um contato razoável com
professores-pesquisadores.
Analisando os dados do Censo do Ensino Superior, consideramos viáveis e desejáveis
para o presente momento, sem que se dê prazo para que as IESs se adaptem, a
obrigatoriedade de pelo menos metade de professores com titulação acadêmica
de mestrado ou doutorado e de um quinto de professores doutores entre aqueles em
exercício para que uma IES possa receber as prerrogativas de Universidade; pelo
menos um terço de professores com titulação acadêmica de mestrado ou
doutorado e de um décimo de professores doutores entre aqueles em exercício
para que uma IES possa ser classificada como Centro Universitário; e de pelo
menos um quinto de professores com titulação acadêmica de Mestre ou Doutorado
para que uma Faculdade possa operar.
Contudo, o possível no presente é longe do ideal. Levando-se em conta a projeção
vertiginosa de crescimento do número de titulados no país detalhada no Plano
Nacional de Pós-Graduação, a Reforma do Ensino Superior deve exigir que as
IESs tenham níveis de titulação bem mais elevados seis anos após a publicação
da Lei, e seria conveniente que desde já explicitasse tais níveis para que as
IESs possam ir se adaptando.
Sugerimos que a Lei estabeleça que seis anos após sua publicação, uma IES
precise ter em exercício 70% de professores titulados e 50% de doutores para se
classificar como Universidade; 50% de titulados e um terço de Doutores para ser
Centro Universitário; e um mínimo de um 35% de titulados e 20% de doutores
para poder existir enquanto Faculdade.
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Associação
de Brasileiros Estudantes de Pós-Graduação e Pesquisadores na Grã-Bretanha
(Abep) reivindica melhorias para bolsistas
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Entidade intercede junto a Capes e ao CNPq em nome de seus associados
Ingrid Pries escreve para o “JC e-mail”:
Através de duas cartas, uma dirigida a Erney Camargo, presidente do CNPq, e
outra dirigida a Jorge Almeida Guimarães, presidente da Capes, a Abep
reinvidica algumas medidas para amenizar as dificuldades encontradas por seus
associados que integram o sistema de bolsas de pós-graduação no exterior.
As principais proposições são semelhantes para as duas instituições:
1 - Pagamento da nova taxa do visto de permanência na Grã-Bretanha:
Recentemente, o valor a ser pago para renovação do visto subiu de £155 para
£250, o que representa cerca de 1/3 do valor mensal da bolsa. Diante desta
situação a Abep propõe as seguintes medidas:
- que a Capes e o CNPq assumam a despesa e que seja computada como custo
inerente, assim como ocorre com o pagamento do seguro saúde;
- ou, a Capes e o CNPq em conjunto com a Abep GB se esforcem no sentido de
conseguir que as Universidades façam o pagamento desta taxa;
- ou, a Capes e o CNPq entrem em negociação com suas correlatas do governo
britânico ou com o “Security of State for Education and Skills” para
estabelecer um acordo de isenção da taxa para solucionar o problema
definitivamente.
2 - Mudança na política de desembolso trimestral:
A Abep ressalta a necessidade de se mudar o processo de transferência feitos
pela Capes e pelo CNPq, para que o recebimento da bolsa fique garantido para o
estudante no primeiro dia útil do mês que inicia o trimestre, evitando
problemas e constrangimentos para os bolsistas e suas famílias.
3 - Reajuste do valor da bolsa:
Os bolsistas da Capes argumentam que o valor de £769 mensais (para bolsistas
sem dependentes) não são suficientes para cobrir as despesas mínimas de
moradia, alimentação e transporte, principalmente nas grandes cidades, o que
levam muitos a se sobrecarregarem com atividades complementares, atrapalhando
assim o ritmo de seus estudos e acarretando uma tensão psicológica.
Da mesma forma, os bolsistas do CNPq não estão satisfeitos com o valor mensal
da bolsa que é de £736. Eles observam, porém, que houve um ajuste no valor da
bolsa para £776, no entanto, segundo a carta, a informação é de que este
reajuste só se aplicaria a novos bolsistas.
A Abep propõe um reajuste do valor atual da bolsa para £900 mensais, bem como
o reajuste proporcional ao auxílio-dependente.
Para mais informações ou esclarecimentos, o e-mail da Abep é diretoria_abep@yahoogroups.co.uk
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Bolsa
da Capes irá priorizar política industrial federal
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Mudança atrasou distribuição dos recursos a estudantes
Luciana Constantino escreve para a ‘Folha de SP’:
Com 1.653 novas bolsas de mestrado e doutorado para este ano, a Capes
(Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) reformulou
seus critérios de distribuição das cotas do Programa de Demanda Social para
as instituições de ensino superior para estimular a política industrial e o
comércio exterior.
Com isso, a Capes incluiu na fórmula para calcular o número de bolsas o
aumento de alunos e a relação entre o curso e as áreas prioritárias da política
industrial do governo -como computação, biotecnologia e fármacos.
No total serão cerca de 25.600 bolsas de mestrado e doutorado no país. Em
2004, foram 24 mil. A mudança na Capes, ligada ao Ministério da Educação,
acarretou atraso no repasse da planilha de bolsas para as universidades,
geralmente feito no início de março.
Segundo o diretor de Programas da Capes, José Fernandes de Lima, a partir de
hoje as instituições irão receber a documentação com a quantidade de
bolsas. "A mudança não comprometerá o andamento dos cursos. Fizemos um
esforço para melhorar a divisão dos recursos e aumentá-los."
Segundo Lima, a nova fórmula visa ainda evitar que os cursos tenham o número
de bolsas reduzido de um ano para o outro. O objetivo é que se possam
programar melhor a pós-graduação.
Em 2004, os critérios já começaram a ser alterados. Antes, a Capes
considerava, principalmente, o tempo médio de titulação do aluno para
planejar a distribuição das bolsas.
Alunos de mestrado recebem, pelo programa, bolsa mensal de R$ 850. Para os de
doutorado o valor é R$ 1.100.
Em 2005, o Orçamento da Capes para o pagamento de bolsas nesse programa é de
R$ 161 milhões, além de R$ 52 milhões a serem investidos em melhorias.
A Capes decidiu ainda distribuir duas bolsas para cada novo curso aprovado em
2003 e 2004. O órgão tem cerca de 3.000 programas de pós-graduação
registrados.
(Folha de SP, 12/4)
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Leitor
comenta programa da Capes de apoio a professores estrangeiros
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Tal programa, no entanto, fica seriamente comprometido se prevalecer a imposição
de que os candidatos a este programa tenham "noções básicas da língua
portuguesa"
Leia mensagem de Wladimir Jimenez Alonso (wladimir_alonso@hotmail.com), biólogo:
E' muito louvável e extremamente oportuna, a iniciativa da Capes de fomentar a
vinda de professores estrangeiros e de alto gabarito para o Brasil através do
Programa 'Professor Visitante Estrangeiro (PVE)', como forma de apoiar a pós-graduação
brasileira, segundo noticiado pelo JC (http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=26946).
Tal programa, no entanto, fica seriamente comprometido se prevalecer a imposição
de que os candidatos a este programa tenham "noções básicas da língua
portuguesa".
Qualquer pós-graduando está (ou deveria estar) habituado a leitura intensa de
bibliografia em inglês, portanto possuindo, quando mínimo, "noções básicas
da língua inglesa" e fazendo totalmente desnecessária aquela imposição
que, por si só, reduz drasticamente o universo de possíveis candidatos para
participar no programa.
Muitas Universidades em paises que não tem como primeira língua o inglês,
adotam esta como língua oficial mesmo em cursos de graduação, pois sabem que
desta forma (assim como em outros tempos ocorreu com o latim) podem se tornar
Universidades realmente "universais", com professores e alunos de todo
o mundo.
Oxalá a Capes possa remover este pequeno (mas com conseqüências dramáticas)
item para que, pelo menos na pós-graduação, as Universidades brasileiras se
beneficiem da mobilidade internacional de grandes talentos acadêmicos - como o
fazem outros paises com grande proveito para seu desenvolvimento tecnológico e
cientifico.
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Por ano, mais de 40
mil vão estudar fora
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Número de alunos no exterior deve continuar a subir
Guilherme Mendes escreve para a ‘Folha Dirigida’:
É cada vez maior o número de universitários brasileiros que vão estudar no
exterior. Segundo dados da Brazilian Educational & Language Travel
Association, associação de agências de intercâmbio, apenas em 2004, cerca
de 42 mil estudantes, entre 18 a 30 anos, fizeram essa escolha.
A motivação vai muito além de aprender uma nova língua. Na maioria dos
casos, os alunos buscam um diferencial no currículo. De olho nesta tendência,
muitas Universidades no país já contam com parcerias com instituições
estrangeiras para o intercâmbio de estudantes.
Quase todas as instituições que possuem este tipo de convênio trabalham de
maneira bem parecida. Esses acordos funcionam num sistema troca, ou seja, as
Universidades mandam estudantes para o exterior, normalmente no período de
seis meses a um ano, mas, ao mesmo tempo, recebem alunos estrangeiros.
Os programas oferecidos pelas instituições são os de graduação e pós-graduação,
sendo que normalmente o primeiro é o mais comum e mais procurado pelos
alunos.
Tanto nas instituições particulares como nas públicas, o aluno costuma
ficar responsável por todas as despesas da viagem (passagem, hospedagem,
alimentação, visto e seguro de vida).
A única diferença é que os estudantes de instituições particulares
permanecem pagando a mensalidade da sua Universidade de origem no período da
viagem.
Há algumas exceções também em programas de instituições públicas, que,
em poucos casos, chegam a oferecer bolsas para despesas extra-acadêmicas.
Número de alunos no exterior deve continuar a subir
Para a coordenadora de Assuntos Internacionais da Escola de Negócios da
PUC-Rio, Patrícia Tomei, a tendência é que o número de brasileiros que
estudam no exterior aumente cada vez mais.
"Atualmente, isso é o diferencial no currículo da pessoa. Experiência
no exterior significa que o estudante conta com mais diversidade. Não basta
apenas conhecer a teoria. Hoje, o aluno brasileiro que estuda Economia lê o
mesmo livro do estudante de Economia do Japão. O que vai fazer a diferença
é quem conhece essa realidade de perto", avalia.
Segundo ela, os estudantes da área de negócios costumam ser os mais
interessados em estudar no exterior. "Isso vale tanto para a graduação
como para a pós-graduação, pois a maioria dos MBAs são
internacionais", explica.
A PUC-Rio, inclusive, assinou acordo de cooperação com a Universidade
americana de São Diego. O programa beneficia alunos de Administração de
ambas instituições. O convênio também possui o diploma duplo. Ou seja, o
estudante se formará com o diploma das duas Universidades.
Dependendo do objetivo da viagem, o aluno também pode procurar o auxílio de
uma agência de intercâmbio. No entanto, enquanto a Universidade conta apenas
com interesses acadêmicos, as agências têm o lado comercial.
Por isso, existe uma grande diferença dos cursos procurados nos dois lugares.
Nas instituições de ensino, os intercâmbios mais requisitados são os de
graduação. Já nas agências, 50% das viagens são as de idioma.
Escolha do destino é essencial para o sucesso
Uma das principais e mais difíceis decisões que o universitário deve fazer
quando vai estudar no exterior é escolher o país de destino. Com tantas opções
sobre a mesa, essa tarefa normalmente é mais complicada do que parece.
Por isso, especialistas orientam que é preciso fazer uma boa avaliação do
destino, levando em consideração o seu custo-benefício, a língua, a
cultura e até mesmo, o clima. Afinal, nem sempre as melhores instituições
estão nos grandes centros ou nos locais mais atrativos para cada estudante.
Para não tomar a decisão errada, é necessário que o aluno leia bastante
sobre o país e a localidade onde pretende estudar antes de ir até o
consulado tirar o visto.
Pesquisar todas as informações referentes ao país e analisar se poderá
encontrar nele o que deseja. Uma outra dica é que se informem se os diplomas
obtidos poderão ser validados automaticamente no Brasil, já que há uma série
de regras para esse reconhecimento.
Nos casos de Universidades que mantêm programas de dupla titulação com
instituições no exterior, esse não é um problema, pois não há
necessidade de validar o diploma estrangeiro aqui no país.
Isso acontece porque no caso das duplas titulações o formando terá um
diploma de mesmo nível e importância da universidade brasileira. Caso contrário
é preciso ter cuidado.
Um exemplo atual são os casos de dezenas de formandos brasileiros em Cuba.
Eles estudam em universidades que não contam com reconhecimento no Brasil, e
estão com as suas graduações ameaçadas.
Segundo a Brazilian Educational & Language Travel Association, o país
mais procurado pelos brasileiros atualmente é o Canadá. Entre os motivos
dessa preferência, estão os cursos bastante acessíveis, de qualidade, e o
baixo custo de vida.
Mas o fator principal é que o dólar canadense é 30% mais barato que o
americano, o que costuma ser uma das razões primordiais na escolha do país.
Já os EUA, que costumavam ser o lugar preferido, vem desde 2001 perdendo espaço.
Os especialistas afirmam que um dos motivos é a dificuldade de obtenção de
visto depois dos atentados daquele ano.
(Folha Dirigida, 11/4)
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Especialistas
orientam ações do Programa de Modernização de institutos e centros de
pesquisa em 2006
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Finep é a responsável pelo programa
O resultado do Painel de Especialistas Novas Trajetórias de Gestão de
Institutos e Centros de Pesquisa, realizado no último dia 6, no RJ, será
utilizado pela Finep para definir estratégias para o Programa Nacional de
Qualificação e Modernização dos Institutos e Centros de Pesquisa (Modernit),
em 2006.
Organizado em parceria entre a Abipti, Finep, Departamento de Política Científica
e Tecnológica (DPCT) da Unicamp, e com participação da Sociedade Fraunhofer,
da Alemanha, o evento reuniu especialistas de institutos e centros de pesquisa
(ICPs) de todo o país.
O objetivo foi identificar os pontos críticos na gestão dos institutos e
colher subsídios para planejar as ações relativas ao Modernit.
Sergio Rezende, presidente da Finep, fez uma abordagem histórica e afirmou,
durante a abertura, que os institutos envelheceram rapidamente. Um dos
principais motivos, de acordo com ele, é a falta de conexão com o mercado.
Ele lembrou, contudo, que a Finep possui uma história de apoio aos IPTs, desde
a década de 1980, e que a atual gestão ampliou esse espaço.
“Há dois anos, assumimos a direção e percebemos que era importante criar,
na Finep, uma área para institutos de pesquisa. Esperamos que, a partir dos
resultados deste painel, possamos ter contornos mais claros a respeito da política
da Finep em relação aos institutos”, enfatizou Rezende.
Luis Fernando Ceribelli Madi, presidente da Abipti, também esteve presente na
abertura do evento. Para Madi, o processo de envelhecimento dos institutos está
ligado à falta de um modelo jurídico-administrativo específico para o setor.
O presidente da Abipti falou, ainda, sobre a ativa participação da associação
nas Conferências Regionais e Nacional de CT&I. “Este é um ano muito
importante, com a realização da Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia
e Inovação. É o momento de nós reforçarmos o papel dos institutos de
pesquisa”, concluiu Luis Fernando.
Além de fazer uma avaliação detalhada das atividades e da dimensão da
entidade, o representante da Sociedade Fraunhofer, Joachin Rix, destacou a
cooperação internacional entre Brasil e Alemanha na área de CT&I.
Um dos resultados recentes mais representativos dessa parceria é o Centro de
Excelência em Tecnologias Avançadas do Rio Grande do Sul (Ceta-RS).
O objetivo principal da parceria, iniciada em 1999, é promover a pesquisa
aplicada no Estado, além da cooperação internacional entre institutos de
pesquisa.
De acordo com Joachin Rix, a principal dificuldade dos institutos de pesquisa
nacionais está na relação com o mercado. “A minha experiência com o Brasil
diz que nós temos de fechar a lacuna entre os institutos e o mercado”,
afirmou o pesquisador alemão.
(Gestão C&T, nº 356)
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Como
instituir no Brasil mecanismos de participação pública na ciência?
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Comunicadores e divulgadores de ciência se reúnem no 4º Congresso Mundial de
Centros de Ciência (4SCWC) para discutir propostas concretas de como engajar a
sociedade na discussão de temas científicos
Com uma herança autoritária forte, o Brasil certamente não é conhecido por
sua tradição em participação pública em processos de tomada de decisões e
elaboração de políticas. Muito mesmo quando o assunto é ciência e
tecnologia.
No entanto, o avanço tecnológico e seus impactos estão presentes no cotidiano
de todos e, por isso, é cada vez mais necessário compreender o que a sociedade
pensa sobre eles, quais são seus temores e sua posição em relação a cada
novidade no setor.
Países com a Dinamarca, Canadá, Austrália, Suíça, França, Inglaterra, EUA,
entre outros, vêm desenvolvendo na última década estratégias diversas para
envolver todos os segmentos sociais de suas nações no debate sobre temas científicos
de impacto social e na tomada de decisões e elaboração de políticas públicas.
Mais recentemente, alguns países de desenvolvimento científico menos avançado,
mas antenados à importância destas estratégias de participação, começaram
a voltar também a atenção para esta questão e para a necessidade de
aproximar mais os cidadãos da ciência, separados ainda por um grande fosso. É
o caso do Chile, Coréia do Sul e Brasil.
Mas quais mecanismos podem ser utilizados, onde, como, e, muito importante,
financiados por quem? Visando traçar propostas concretas que ajudem a responder
estas questões e a instituir no Brasil mecanismos de participação pública em
questões de C&T, comunicadores de ciência de diversos países se reuniram
nesta terça-feira, em sessão paralela do 4SCWC.
Especialistas no assunto, como Lars Kluwer, do Danish Board of Technology
(Dinamarca), e Edna Einsiedel, da Universidade do Calgary (Canadá),
compartilharam as experiências pioneiras de seus países em iniciativas de
participação pública na ciência.
Ambos os países vêm promovendo conferências de consenso e júris de cidadãos,
duas ferramentas tradicionais na área, em que grupos pequenos, porém heterogêneos,
de pessoas se reúnem durante períodos específicos de tempo para aprender,
discutir e propor políticas públicas em diferentes questões relativas à
C&T.
Alberto Pellegrini, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), mostrou
como é possível adaptar tais ferramentas a diferentes realidades. Em 2003, ele
comandou uma conferência de consenso cidadão no Chile, baseado no modelo
dinamarquês, com o objetivo de criar uma ficha clínica única a ser adotada em
todo o país.
A experiência piloto reuniu 16 representantes da sociedade, nenhum deles
pertencentes a grupos de interesse, escolhidos entre 500 usuários dos serviços
de saúde no Chile. Ao final do processo, que durou ao todo seis meses, os
participantes redigiram um documento e tiveram a oportunidade de expor suas
decisões ao Ministério da Saúde e a autoridades.
Mas como implantar mecanismos similares em um país do tamanho do Brasil, com
grande diversidade cultural, imensa desigualdade social e deficiência de
recursos para financiar este tipo de iniciativa? Esta foi a questão-chave
colocada pelo Ildeu de Castro Moreira, diretor do Departamento de Popularização
e Difusão da Ciência e Tecnologia do MCT.
Ele mesmo apontou alguns caminhos: “por que não mobilizar os centros e museus
de ciência para realização de atividades que tenham como objetivo a maior
participação da sociedade em decisões na área de C&T?”
Ribamar Ferreira, diretor do Museu da Vida/Fiocruz que sedia o congresso e
presidente da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência (ABCMC),
citou o exemplo do Museu da Vida nesse processo, envolvendo jovens do ensino médio
em iniciativas similares às conferências de consenso.
Para ele, os centros devem estar antenados aos temas de importância regional,
dado o tamanho e a diversidade do país. Ferreira destacou ainda que o processo
de participação pública na ciência deve ser contínuo e deve ter o viés da
educação.
Outra proposta apresentada, desta vez pela cientista política Ingrid Sarti,
responsável pelo projeto da SBPC de interlocução entre a comunidade científica
e o parlamento, foi a criação de um fórum virtual permanente para consolidar
este debate no país. Ela destacou a recente criação da Frente Plurisetorial
em Defesa da CT&I, com mais de 100 representantes dos setores executivo,
legislativo, acadêmico e empresarial, como um passo importante na representação
da sociedade civil no congresso.
Mais sugestões foram recolhidas: envolver os governos municipais e estaduais em
iniciativas de participação pública, fortalecer a atuação das Fundações
de Amparo à Pesquisa (FAPs) presentes em diversos estados brasileiros, engajar
os jovens em debates sobre temas relevantes da C&T, entre outras.
“Sugiro registrarmos por escrito todas as propostas e sugestões aqui
levantadas para podermos começar a colocar algumas dessas idéias em prática
desde já”, sugeriu Moreira.
Luisa Massarani, coordenadora do Centro de Estudos do Museu da Vida/Fiocruz,
responsável pela condução da sessão, garantiu que isso será feito e que
aqueles que tiverem interesse em manter um contato mais estreito com o Centro de
Estudos, a fim de dar seguimento ao debate desta questão devem mandar e-mail
para: < cestudos@coc.fiocruz.br >
(Carla Almeida)
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Ministro
anuncia R$300 milhões para pesquisa e inovação
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O mês de abril será um marco para a indústria brasileira. Serão lançados,
ao todo, editais e encomendas que totalizam mais de R$ 300 milhões destinados
ao financiamento de projetos de apoio à Política Industrial, Tecnológica e de
Comércio Exterior (PITCE). Os recursos são oriundos dos Fundos Setoriais e
representam um aumento de quase R$ 100 milhões investidos no setor em relação
ao ano passado. Serão contempladas áreas consideradas prioritárias como
nanotecnologia, fármacos, biotecnologia, além do investimento em formação de
recursos humanos altamente qualificados.
Esse anúncio foi feito nesta terça-feira(12) pelo ministro da Ciência e
Tecnologia, Eduardo Campos, em evento do qual participaram, também, os
presidentes das agências financiadoras vinculadas ao MCT: Erney Camargo,
presidente do CNPq e Sérgio Rezende, presidente da FINEP. De acordo com o
Secretário Executivo do MCT, Luiz Fernandes, os editais a serem lançados este
mês representam um avanço proporcionado pelo novo modelo de gestão implantado
por Eduardo Campos. “Conseguimos promover a maior execução dos recursos dos
Fundos Setoriais, utilizando mais de 99% da verba disponível”, informou
Fernandes. “E a integração que motivamos entre os comitês gestores dos
Fundos fez com que pudéssemos aperfeiçoar os editais para melhor atender à
demanda”, completou o secretário.
O ministro Eduardo Campos também ressaltou a importância da integração entre
os Fundos Setoriais. “Os objetos dos editais resultaram do consenso entre
gestores, representantes das instituições de pesquisa e da indústria”,
afirmou Campos.
Eduardo Campos apontou avanços nos novos editais, como a destinação de
recursos específicos a jovens pesquisadores da área de nanotecnologia. Para o
ministro, essa ação irá proporcionar não só o desenvolvimento do setor,
como a fixação de pesquisadores em áreas estratégicas para o país. “Será
uma experiência que, bem sucedida, poderá ser aplicada a outros setores”,
anunciou.
No âmbito do CNPq, os editais já disponíveis podem ser acessados
aqui.
Os editais da Finep estão disponíveis em www.finep.gov.br
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Evolução versus criação
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O debate entre a teoria de evolução da vida e o criacionismo foi a pauta da
segunda plenária do 4º Congresso Mundial de Centros de Ciência, que está
sendo sediado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Rio de Janeiro, até 14
de abril.
A discussão, embora pareça antiga, foi bem
oportuna, principalmente porque a proposta da plenária era abordar justamente
novos modelos e desafios dos centros de ciência.
“Os novos modelos – exploratórios, museus
de ciência, etc. – existem, mas mesmo com tantas opções diferentes não
conseguimos atrair a sociedade. Por que esse casamento não funciona na prática?”,
questionou Goery Delacote, diretor do Explotarium de São Francisco, nos Estados
Unidos.
“No início, a idéia de coisas novas no
Explotarium não era percebida pela sociedade. O cientista sabe que a ciência
está mudando, mas o público em geral não tem essa percepção. O problema é
que os museus de ciência não acompanham a mudança”, afirma.
Para o chefe executivo da Associação
Americana para o Progresso da Ciência (AAAS), Alan Leshner, o maior dos
desafios é superar o momento atual que, segundo ele, é preocupante no que diz
respeito à relação ciência-sociedade.
“Essa relação está mais difícil. As
pessoas ainda respeitam e confiam na ciência e nos benefícios da pesquisa, mas
há um novo fator que poderá ter um grande impacto no processo de humanização
da ciência. Em todo o mundo tem havido um forte movimento criacionista, contrário
à teoria da evolução”, disse Leshner.
Dados apresentados pelo cientista mostram que o
interesse do público pela ciência tem diminuído na medida em que as
iniciativas criacionistas têm aumentado. A pesquisa apontou que 60% dos
norte-americanos acreditam em percepção extra-sensorial, que 55% acham que
Deus criou o homem e que 37% apóiam o ensino do criacionismo nas escolas. Os
dados mostram ainda que 31% dos professores de ciência entrevistados
disseram-se pressionados a lecionar o tema nas escolas.
“A questão não é se devemos ou não
ensinar essa crença religiosa na escola, mas sim que devemos melhorar a maneira
de lecionar ciência, de modo a mostrar que uma teoria científica está apoiada
em fatos científicos, resultados que são comprovados na prática. Precisamos
mostrar que o criacionismo está somente na teoria e que, portanto, deve ser
encarado como tal”, afirmou Leshner.
Próximo ao público
Para a diretora executiva da Red Pop do México,
Julia Tagueña Parga, o momento é de estimular cada vez mais o diálogo do
cientista com o público. “Os centros de ciência devem ver o visitante como
um usuário. Devem ser um local para questionamento, um ponto de tolerância e
eqüidade”, disse ela, adiantando que em junho de 2006 será inaugurado o
Centro de Ciência de Chiapa.
“Temos de abandonar o monólogo e conversar
com as pessoas. Temos também de ouvir o que elas têm a dizer, ir até elas e
engajá-las na compreensão da ciência e da tecnologia”, concordou Alan
Leshner.
O diretor do Museu Nacional da Ciência e da
Inovação (MeSci) do Japão, Mamoru Mohri, lembrou que o país passou da ruína
à segunda grande potência do mundo devido aos avanços da tecnologia,
hegemonia essa alcançada em apenas meio século, e que esteve recentemente ameaçada
quando, na década de 1990, pesquisas mostraram que o interesse dos alunos das
escolas japonesas pela ciência tinha declinado.
“O Japão estava em perigo, pois o grau de
envolvimento da população com a ciência tinha diminuído”, disse. O
governo, então, interveio lançando um programa que pregava que os cientistas
deviam compartilhar suas descobertas com o público em geral. Do programa nasceu
o MeSci.
“Percebemos que quanto maior o número de
estudantes fazendo ciência, mais avanços teríamos”, disse Mohri. O museu
japonês realiza exposições interativas, como a Conheça o cientista,
na qual um pesquisador dá informações detalhadas a respeito de determinada área
científica.
“Mais que popularizar, é preciso humanizar a
ciência”, afirmou o pesquisador francês Jean François Ebert, da Cidade da
Ciência de Paris, quarto museu mais visitado na França, que recebe a cada ano
1.500 turmas de estudantes.
“Não há um modelo único para um centro de
ciência. Estamos sujeitos a fatores como a falta de interesse do público e a
rapidez do progresso da tecnologia”, apontou Ebert.
Mais informações e a programação completa
do 4º Congresso Mundial de Centros de Ciência: www.museudavida.fiocruz.br/4scwc.
http://www.fapesp.br/agencia/
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Doutorando
da UFPR questiona atraso nas bolsas da Capes
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Em nota, instituição afirma que não há atrasos sistemáticos no pagamento
de bolsas da instituição
Leia a mensagem de Paulo Vagner Ferreira, aluno de doutorado do Programa de Pós-Graduação
em Desenvolvimento Econômico da UFPR:
‘Acompanho as notícias veiculadas pelo Jornal da Ciência e em abril de
2004 eu lembro que um diretor da Capes respondeu a várias críticas de
atrasos sistemáticos das bolsas de pós-graduação. Lembro que ele afirmou
categoricamente que as bolsas não atrasavam sistematicamente.
Bom, estamos em abril de 2005 e minha bolsa atrasou, pior ainda, como iria
receber a primeira bolsa, tive a notícia de que todos os novos alunos não
receberão bolsa este mês e não há previsão para que recebem mês que vem.
Se isso não é atraso sistemático, o que seria então? Até quando essa história
vai se repetir em abril?
Todo mês de abril é o mês do calvário para o pós-graduando, será que o
dinheiro vem, será?
Esse bloqueio cria um enorme transtorno a todos os alunos que ingressam nos
cursos de pós-graduação e que dependem desses recursos para sua manutenção,
moradia, alimentação, material didático etc.
O não restabelecimento dos repasses regulares dos recursos das bolsas pode
comprometer a continuidade das atividades letivas na maioria dos centros de pós-graduação
Brasil afora. Sem dinheiro, os novos alunos se obrigam a retornar as cidades
de origem.
Gostaria que a equipe do JC averiguasse o por quê dos atrasos e divulgasse
uma nova posição da Capes.’
Leia a mensagem enviada pela Capes respondendo à questão do leitor:
‘A Capes, por meio de sua assessoria de imprensa, esclarece que não há
atrasos sistemáticos no pagamento de bolsas da instituição. Os alunos
normalmente matriculados não têm atraso no recebimento de suas bolsas.
A afirmação do estudante de pós-graduação da Universidade Federal do
Paraná (UFPR) sobre o atraso da sua bolsa está incorreta. Como ele informa
que é aluno novo do programa, ele ainda não consta no cadastro de bolsista
da Capes.
Para evitar problemas e falsas expectativas, a Capes orientou a todos os
coordenadores de cursos a não enviarem nome de novos estudantes sem receber a
definição de bolsas para 2005.
Sabidamente, a matrícula num curso de pós-graduação não implica
automaticamente em recebimento de bolsa, uma vez que dos 121 mil alunos de pós-graduação,
apenas 45 mil receberam bolsas das diversas agências federais, estaduais e
outras.
A Capes responde por 55% do total de bolsas no país. A concessão de bolsas
aos alunos novos só se concretiza após o fornecimento do benefício ao
curso.
A direção da Capes está desenvolvendo uma política intensa e permanente
para a ampliação do número de bolsas no país como pode ser comprovado na
divulgação do processo de distribuição de bolsas de mestrado e doutorado
do Programa Demanda Social 2005 com 1.653 novas bolsas.
As cotas de bolsas começaram a ser encaminhadas nesta semana, por meio eletrônico,
para as respectivas pró-reitorias. Isso permitirá a inclusão de novos
bolsistas dentro dos limites estabelecidos.
O programa passou por reformulação e inclusão de novos critérios para que
nenhuma instituição de ensino superior com pós-graduação reconhecida pelo
Ministério da Educação ficasse sem o benefício. Para este ano serão
25.653 bolsas, um aumento significativo comparado ao ano de 2004 e se
considerado os últimos 10 anos.
De acordo com a política adotada, cursos novos e das áreas de microeletrônica,
software, fármacos e bens de capital, prioritárias da Política Industrial,
Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE) do governo federal, receberão
bolsas específicas.
Cada curso reconhecido no período 2003/2004 irá receber duas bolsas novas e
o valor de R$ 16 mil para investimento inicial em infra-estrutura.
Segundo o diretor de Programas da Capes/MEC, José Fernandes de Lima, a ampliação
possibilitará o atendimento de importantes demandas do Sistema Nacional de Pós-graduação.
"Queremos evitar que um programa tenha uma cota de bolsas em um ano e no
outro receba uma muito menor, sem ter a possibilidade de se programar",
disse.
A Capes aceita como legítima a preocupação do estudante Paulo Vagner
Ferreira e se coloca à disposição para outras informações e
esclarecimentos.’
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Workshop
internacional “Sistemas de Apoio à Formulação de Políticas Públicas
de C,T&I”
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Agência
FAPESP - Workshop internacional “Sistemas de Apoio à Formulação de Políticas
Públicas de C,T&I” ocorre de 26 a 29 de abril, em São Paulo, com o
objetivo de refletir sobre as estruturas, processos e metodologias para formulação
de políticas públicas no setor de Ciência, Tecnologia e Inovação.
O evento, realizado pelo Observatório de
Tecnologia e Inovação (OTI), se caracteriza pela troca de experiências sobre
os diversos modelos adotados em todo o mundo. Trata-se de uma oportunidade de
estudar o passado, o presente e o futuro dos processos de C,T&I.
Estarão presentes especialistas nacionais e
internacionais para discutir uma série de temas, entre eles, “Evolução
Recente das Atividades de Prospecção no Âmbito da União Européia”, “A
Formulação de Políticas de C&T na Coréia”, “Criando Demanda para Políticas
de C&T na África” e “Planejamento de P&D: A Experiência
Norte-Americana”.
Mais informações: www.ipt.br/eventos/ppublicas.
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Diálogos científicos
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Por Washington Castilhos, do Rio de Janeiro
Agência FAPESP - A cultura indígena e
a relação com animais da floresta são algumas das atrações da exposição Amazônia,
na Expo-Interativa: Ciência para todos, mostra científica e cultural com
participação de museus de ciência de mais de 30 países, que faz parte do 4º
Congresso Mundial de Centros de Ciência, realizado no Rio de Janeiro.
Na exposição, organizada pela Casa de Oswaldo
Cruz e pelo Museu da Vida, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o visitante
poderá se colocar, por exemplo, no lugar de outra pessoa e ver sua maneira de
perceber o mundo. Essa é a proposta da apresentação alemã Diálogo no
escuro, que leva o público por um galpão totalmente escuro, guiado por uma
bengala e por um guia com deficiência visual. A idéia é estimular outros
sentidos.
A Expo-Interativa também oferece uma edição
extra do festival de animação Anima Mundi, para exercitar a imaginação dos
participantes, criando filmes por meio de técnicas de animação.
A exposição fica no Centro de Convenções e
Exposições da Cidade do Rio de Janeiro, até 17 de abril. A entrada é
gratuita.
Mais informações: www.expo.fiocruz.br.
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CNPq
prestou homenagem a pesquisadores e parceiros
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Nos dias 18 e 19 de abril próximo 30 pesquisadores e 18 parceiros receberão
homenagem do CNPq pela contribuição dada à área de ciência e tecnologia no
ano de 2004. A solenidade está inserida na programação das comemorações dos
54 anos de criação do CNPq e a homenagem é uma iniciativa do seu Conselho
Deliberativo, que aprovou em sua última reunião, no dia 25 de janeiro, os títulos
Pesquisador Emérito do CNPq e Menção Especial de Agradecimentos.
O título de Pesquisador Emérito será
outorgado anualmente ao pesquisador brasileiro ou estrangeiro, radicado no
Brasil há pelo menos 10 anos, pelo conjunto de sua obra científico-tecnológica
e por seu renome junto à comunidade científica. A escolha será feita a cada
ano, antes do mês de abril, pelo plenário do Conselho Deliberativo, sendo
inelegíveis os bolsistas de Produtividade em Pesquisa do CNPq com a bolsa em
período de vigência. O agraciado receberá, além do título, o direito a até
seis diárias e passagens para a participação de um congresso científico, no
país ou no exterior, de sua escolha, no ano da concessão do prêmio ou no ano
subseqüente.
A Menção Especial de Agradecimentos será
concedida a pessoas físicas ou jurídicas por significativos serviços
prestados ao crescimento, desenvolvimento, aprimoramento e divulgação do CNPq
no ano anterior à entrega do título. O título é constituído de diploma e
medalha e os nomes indicados pela Diretoria Executiva do CNPq e membros do
Conselho Deliberativo. As normas que criam os títulos estabelecem que a data da
homenagem será em sessão pública e solene, por ocasião do aniversário do
CNPq, no mês de abril.
Programação:
Pesquisador Emérito
Data: 18 de abril, às 15h
Menção Especial:
Data: 19 de abril, às 10h
Local: CNPq
Av. W3 Norte 507, Ed. CNPq
Sala Álvaro Alberto, 4º andar - Brasília - DF
Lista dos homenageados
Menção especial de Agradecimentos
Jorge Gerdau Johannpeter – Presidente do
Grupo GERDAU
José Roberto Marinho – Presidente da Fundação Roberto Marinho
Silas Rondeau Cavalcante Silva – Presidente da ELETROBRÁS
Romero Jucá – Senador / Ministro (PMDB-RR)
Raquel Teixeira – Secretária de Estado de C&T – GO (PSDB-GO)
Walter Pinheiro – Deputado ((PT-BA)
Jorge Bittar – Deputado (PT-RJ)
Mariângela Duarte – Deputada (PT-SP)
Ricardo Zatattini Filho – Deputado (PT-SP)
Luiza Erundina – Deputada (PSB-SP)
Ivan Valente – Deputado (PT-SP)
Jamil Murad – Deputado (PCdoB-SP)
Narcio Rodrigues – Deputado (PSDB-MG)
Ariosto Holanda – Deputado (PSDB-CE)
Renato Casagrande – Deputado (PSB-ES)
Nazareno Fonteles – Deputado (PT-PI)
Pesquisador Emérito
Lea Ferreira Camillo Coura (Medicina)
Maria Isaura Pereira de Queiroz (Sociologia)
Maria Yedda Leite Linhares (História)
Sueli Maria Marino Viegas (Astronomia)
Alberto Augusto Gonçalves de F. Castro Ribeiro (Morfologia)
Aluízio Rosa Prata (Medicina)
Antônio Cândido de Mello e Souza (Letras e Literatura)
Benjamin Gilbert (Química)
Carlos Eduardo da Rocha Miranda (Biofísica)
César Timo-Laria (Fisiologia)
Dirceu Solé (Medicina)
Eduardo Moacyr Krieger (Fisiologia)
Elon Lages Lima (Matemática)
Francisco Juarez Ramalho Pinto (Imunologia)
Gil da Costa Marques (Física)
Irajá Damiani Pinto (Geociências)
Isaías Raw (Medicina)
Jayme Tiomno (Física)
José Deodoro Trani Capocchi (Engenharia Mecânica)
José Francisco Figueiredo (Medicina)
José Israel Vargas (Física)
José Leite Lopes (Física)
José Roberto Giglio (Bioquímica)
Lionel Segui Gonçalves (Genética)
Marcello Damy de Souza Santos (Física)
Oscar Sala (Física)
Oswaldo Frota Pessoa (Genética)
Thales de Brito (Medicina)
Waldimir Pirró y Longo (Engenharia Mecânica)
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Notícias CAPES nº 1
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Clique no link abaixo:
http://www.capes.gov.br/capes/portal/conteudo/newsletter/N1.htm
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CNPq
- Edital Universal tem lista adicional de contemplados
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O CNPq divulgou no dia 18 uma lista adicional com cerca de 1.500 propostas
aprovadas no âmbito do Edital Universal. Somadas à primeira lista, agora são
mais de 3500 propostas que receberão o apoio do CNPq.
O Edital Universal apresentou uma demanda de 10
mil propostas, alcançando aproximadamente R$ 380 milhões. Os recursos
disponibilizados, oriundos do orçamento do CNPq e de fundos setoriais,
ultrapassam o montante de R$ 90 milhões, e representam um crescimento de 50% em
relação ao último Edital, executado a partir de 2003.
Os projetos apoiados têm valor máximo de R$
50 mil e poderão ser executados
em até 24 meses, contados a partir da data da primeira liberação de recursos.
O início da contratação dos projetos desta lista adicional está previsto
ainda para este mês.
Confira
os resultados
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Medida Provisória recupera R$ 204, 57 milhões
do CNPq
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O Diário Oficial da União desta segunda-feira publicou a Medida Provisória nº
247, que recupera R$ 204,57 milhões do orçamento do MCT, referentes a bolsas
concedidas pelo CNPq.
O cancelamento de R$ 254,46 milhões do MCT
havia sido publicado no Diário Oficial do último dia 31, por meio de decreto.
Além da recuperação de parte dos recursos
pelo MCT, a Medida Provisória publicada nesta segunda-feira abre crédito
extraordinário em favor dos ministérios de Minas e Energia, dos Transportes,
da Cultura, do Meio Ambiente e da Defesa, no valor global de R$ 586,01 milhões.
(Gestão C&T, 359)
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MEC faz alerta sobre curso estrangeiro de pós
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Oferta indiscriminada de programas de mestrado e de
doutorado pode gerar "mercantilização" de ensino, diz nota. Leia a
íntegra da nota distribuída pela Capes nesta quinta-feira:
"Reconhecimento de títulos de pós-graduação obtidos no exterior.
Nota da Capes veiculada na imprensa
1. Circulam rumores de que agências estão aliciando professores de ensino
superior, especialmente no Norte e Nordeste do país, para realizarem cursos de
pós-graduação, durante as férias, em países estrangeiros - sobretudo no
Paraguai -, garantindo-lhes que esses títulos serão reconhecidos no Brasil e,
portanto, lhes assegurarão progressão funcional.
2. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes/MEC)
e a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec/MEC) alertam
para o fato de que o reconhecimento de títulos de pós-graduação
estrangeiros, pela legislação brasileira, faz-se caso a caso, por universidade
brasileira que ministre curso equivalente e seja reconhecida pela Capes.
Esse reconhecimento requer a comparação das condições do curso com as que
a Capes exige para credenciar um curso no Brasil, incluindo o cumprimento
adequado de cada etapa de estudos, entre elas o exame de seleção, as
disciplinas cursadas, o exame de qualificação, a redação e defesa da
dissertação ou tese. O principal é o exame por banca qualificada de
especialistas, que assegurem o mérito do trabalho.
3. Não há, portanto, reconhecimento automático de
nenhum título de pós-graduação no Brasil.
4. Os acordos de cooperação, eventualmente assinados
pelo Brasil, reconhecendo os títulos obtidos em alguns países, são
exclusivamente para fins de prosseguimento de estudos. Isso significa que o
portador de um título de mestre, obtido em país que tenha firmado acordo
oficial com o Brasil, tem assegurado reconhecimento automático somente para
ingressar num curso brasileiro que requeira o título de mestre, mas não o
credencia a lecionar ou a exercer qualquer profissão com o referido título.
5. Além disso, a admissão em cursos de pós-graduação, no Brasil, é de
estrita competência do programa, que pode aceitar ou recusar candidatos, que a
seu ver não tenham o nível exigido para realizar o curso, não importando a
titulação que tais candidatos portem.
6. Por essas razões, a Capes e a Setec vêem com muita preocupação o fato de
que docentes de ensino superior estejam indo ao exterior realizar cursos cuja
titulação não será automaticamente reconhecida no Brasil, ao contrário do
que se apregoa.
7. Há, também, outros casos preocupantes, como o de instituições, algumas
delas com o adjetivo "Internacional" no nome, que oferecem diplomas de
mestre e doutor, que seriam concedidos por instituição estrangeira, sem que o
aluno precise sequer sair do Brasil. Tais casos contrariam os mais elementares
princípios éticos e a eles se aplicam as observações dos itens 2 e 3.
8. Na década passada, quase 10 mil brasileiros obtiveram títulos de instituições
de ensino estrangeiras, operando ilegalmente no Brasil. A Resolução nº 2, de
2001, da Câmara de Ensino Superior do Conselho Nacional de Educação, pôs fim
à admissão de novos alunos e autorizou a eventual revalidação dos diplomas
assim obtidos - mas a qualidade dos mesmos era tão baixa que, numa primeira
leva de mil, apenas um (0,1%) conseguiu reconhecimento no Brasil. A preocupação
dos dirigentes da Capes e da Setec é que esteja se repetindo o processo de
mercantilização e ganância sobre o ensino pós-graduado no Brasil.
9. O MEC tem recebido consultas de instituições do
sistema federal de ensino, sobre a possibilidade de se pagar a seus docentes que
tenham obtido fora do país o adicional de mestre ou doutor. É preciso lembrar
que tal pagamento somente é legal caso tenha ocorrido o reconhecimento do título
nos termos da Resolução n° 1, da Câmara de Ensino Superior do Conselho
Nacional de Educação, que determina a revalidação do título em universidade
brasileira que ministre curso equivalente. Pagamentos efetuados sem base legal
implicam em responsabilidade do ordenador da despesa.
10. A Capes e a Setec alertam para o fato de que
propagandas que alardeiam facilidades na obtenção de títulos pós-graduados
omitem o que é principal na formação de um pesquisador ou docente: a
qualidade. O mais importante do processo formativo não é obter um título
duvidoso, mas adquirir o conhecimento que somente um título devidamente
avaliado proporciona.
Por essa razão, a Capes e a Setec alertam, enfaticamente, a comunidade
brasileira, em especial os docentes da Rede Federal de Educação Profissional e
Tecnológica (Centros Federais de Educação Tecnológica, Escolas Agrotécnicas
Federais e Escola Técnica de Tocantins) para os riscos que há em ofertas que
acabam enganando, a alto custo financeiro e pessoal, cidadãos brasileiros.
11. Finalmente, é importante relembrar que estão
ocorrendo conversações, na procura de futuros entendimentos, entre Capes e
Setec, para que sejam criadas condições, em algumas Universidades e Cefets, de
oferta de cursos de pós-graduação aos docentes das instituições de educação
profissional e tecnológica federais.
Mais informações no fone (61) 2104-8333 e e-mail informe@capes.gov.br
ou (61) 2104-8430 e e-mail setec@mec.gov.br"
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Capes lança novo documento para pedido de abertura de
novos cursos
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O presidente da Capes/MEC, Jorge Guimarães, lança nesta sexta-feira, no
Conselho Superior da Capes, o Aplicativo para Propostas de Cursos Novos (APCN).
O instrumento, que pode ser acessado no sítio da Capes, é o meio usado pelas
pró-reitorias das instituições de ensino superior para incluírem as
propostas de cursos novos de mestrado e doutorado no país.
A edição 2005 do APCN terá novidades de conteúdo e formato. O novo modelo
apresentará uma disposição mais simplificada e acessível ao usuário.
Outra novidade será a inclusão de um manual que irá
orientar a formatação das propostas. Para os
projetos de mestrados profissionais haverá planilhas adequadas às suas
peculiaridades. No ano passado, a Capes recebeu 442 pedidos de abertura de novos
cursos.
(Assessoria de comunicação da Capes)
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"Três
ensaios sobre a teoria da sexualidade"
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O Laboratório de Psicanálise da UFC, pretende comemorar, por ocasião do III
Congresso Nacional de Psicanálise da UFC, os 100 anos dos "Três ensaios
sobre a teoria da sexualidade" de Freud. Obra considerada canônica, mas
que continua a promover inquietações dado o caráter revolucionário presente
em seu modo de abordar a sexualidade dos humanos. O evento tem, ainda, o intuito
de contribuir para a divulgação do saber psicanalítico, visando ampliar as
possibilidades de interlocução com psicanalistas, estudantes e professores de
outros estados do Brasil.
Informações no site do evento: http://geocities.yahoo.com.br/ufcfreud/
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A
necessidade de os países pobre investirem em C&T e a metodologia para
ver quanto o Brasil gasta em P&D
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Comissão de Coordenação do Conselho Nacional de
C&T (CCT) examina dois tópicos: a necessidade de os países pobre
investirem em C&T e a metodologia para ver quanto o Brasil gasta em P&D
Adiado para final de junho o prazo para conclusão do estudo do Grupo de
Trabalho sobre Indicadores de C&T, que deve definir a metodologia para se
ter uma idéia clara a respeito dos gastos do país em C&T em geral e em
P&D em particular a Comissão de Coordenação do Conselho Nacional de
C&T (CCT) reuniu-se com os membros do Grupo de Trabalho sobre Indicadores de
C&T, no Ministério da C&T, na tarde de quarta-feira.
Participou da reunião o presidente da SBPC, Ennio Candotti.
Eduardo Krieger, que preside a Comissão de Coordenação do CCT), apresentou um
relato sobre o Projeto Milênio, da Secretaria Geral da Organização das Nações
Unidas (ONU) a respeito da necessidade de os países pobres investirem em ciência
e tecnologia.
Quanto ao GT sobre Indicadores de C&T, houve importante debate a respeito, dada
a complexidade do problema da definição da metodologia a se adotar para se ter
uma idéia clara sobre quanto efetivamente o país investe em pesquisa e
desenvolvimento (P&D) e nas ações correlatas de C&T (ACTC).
Ficou decidido adiar até o final de junho a conclusão do trabalho, a fim de
que se tenha tempo para nova coleta de dados e se consiga chegar a uma definição
mais consentânea com as reais demandas do país nesta área estratégica.
Países pobre precisam investir em C&T
Força-tarefa vê promoção da inovação tecnológica como uma poderosa cura
para a pobreza
17 de janeiro de 2005, Nova Iorque Países
em desenvolvimento provavelmente continuarão imersos na pobreza a menos que
possam fazer o que países desenvolvidos fizeram para atingir o crescimento
sustentável:
incorporar ciência, tecnologia e inovação em suas estratégias econômicas.
No entanto, ciência e tecnologia não têm obtido a urgência ou a prioridade
merecidas, no auxílio internacional.
A solução é enfocar na expansão do uso de novas ciências e tecnologias nos
países em desenvolvimento acelerando o desenvolvimento e a adoção de
elementos como melhores remédios, eletrônicos e técnicas agrícolas como
uma maneira de reduzir a pobreza e o sofrimento humano, de acordo com o relatório
Inovação: aplicando o conhecimento ao desenvolvimento produzido pela Força-tarefa
sobre Ciência, Tecnologia e Inovação do Projeto Milênio das Nações Unidas.
O relatório da Força-tarefa é parte de um detalhado plano de ação global
para combater a pobreza, as doenças e a degradação ambiental nos países em
desenvolvimento.
O relatório foi produzido por um grupo internacional de especialistas em ciência
e tecnologia, liderado por Dato'Ir Lee Yee-Cheong , presidente da Federação
Mundial de Organizações de Engenharia (WFEO), e Calestous Juma, professor de
Prática do Desenvolvimento Internacional na Escola de Governo Kennedy, de
Harvard.
A Força-tarefa sobre Ciência, Tecnologia e Inovação delineou opções práticas
para que os países promovam inovação para o desenvolvimento. Por exemplo, de
acordo com a Força-tarefa:
Países devem usar projetos de infra-estrutura como oportunidades para
aprendizado tecnológico. Cada estágio de um projeto de infra-estrutura, desde
o planejamento até a construção e operação, envolve a aplicação de uma
ampla gama de tecnologias e seus respectivos arranjos institucionais e
administrativos. Esse aprendizado tecnológico pode fomentar o setor privado e
estimular o desenvolvimento.
A habilidade de uma sociedade de adotar novas tecnologias está associada à
qualidade de seu sistema de ensino superior . Educação superior está no
centro do processo de desenvolvimento, mas a assistência a países pobres freqüentemente
foca principalmente em escolas primárias.
Governos precisam promover empreendimentos na área de ciência, tecnologia e
inovação por meio de compras governamentais e incentivos tributários, com um
enfoque especial no estímulo à expansão de negócios pequenos e médios.
Com o suporte de países ricos, investimentos devem ser feitos em campos de
pesquisa subfinanciados , em áreas de particular interesse para os países em
desenvolvimento, tais como agricultura, manejo ambiental e saúde pública.
Organizações internacionais e doadores precisam se concentrar em ciência
etecnologia e fortalecer sua experiência nessa área.
A Força-tarefa concentrou-se nas implicações
práticas de avançostradicionais e de ponta, um exercício que incluiu a criação
de um grupo de trabalho especial sobre genética e nanotecnologia.
A cúpula inspirou os Objetivos de
Desenvolvimento do Milênio, os quais foram construídos a partir do
reconhecimento de que, da saúde ao meio-ambiente, da educação à igualdade
entre sexos, uma lista cada vez maior de questões de desenvolvimento não pode
mais ser administrada exclusivamente dentro das fronteiras de uma única nação.
O esforço para criar uma maior consciência sobre o papel da ciência e
tecnologia para o desenvolvimento é parte do Projeto Milênio das Nações
Unidas, o qual foi comissionado pelo Secretário-Geral da ONU em 2002 para
desenvolver um plano de ação prático que habilite os países em
desenvolvimento a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e a
reverter o massacre da pobreza, da fome e das doenças que atinge bilhões de
pessoas.
Sob a forma de um órgão consultivo
independente dirigido pelo professor Jeffrey D. Sachs, o Projeto Milênio das Nações
Unidas encaminhou suas recomendações finais em Janeiro de 2005.
A Força-tarefa sobre Ciência, Tecnologia e Inovação é uma das 10 Forças-tarefa
do Projeto Milênio das Nações Unidas, que juntas congregam 265 especialistas
de todo o mundo, incluindo parlamentares;
pesquisadores e cientistas;
formuladores de políticas públicas;
representantes da sociedade civil;
agências da ONU;
o Banco Mundial;
o Fundo Monetário Internacional
e o setor privado.
As equipes das Forças-tarefas do Projeto Milênio das Nações Unidas foram
desafiadas a diagnosticar os principais impedimentos ao alcance dos Objetivos de
Desenvolvimento do Milênio e a apresentar recomendações de como superar os
obstáculos, colocando as nações no caminho certo para atingir as metas até
2015.
Para maiores informações sobre o Projeto Milênio das Nações Unidas:
Erin Trowbridge, fone: +1 (212) 906 6821; Cel: +1 (917) 291 7974
erin.trowbridge@unmillenniumproject.org
Luis Montero, Tel: +1 (212) 906 5754; Cel: +1 (347) 267 7237,
luis.montero@unmillenniumproject.org
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento:
William Orme (Nova Iorque), fone: +1 (212) 906 5382; Cel: +1 (917) 6071026, william.orme@undp.org
Mattias Johansson (Bruxelas); Cel: + (46-70) 316 23 44,
mattias.johansson@undp.org
Cherie Hart (Bangkok), fone: + (66-2) 288 2133; Cel: + (66-1) 918 1564,
cherie.hart@undp.org
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no Brasil:
José Carlos Libânio (Brasília), fone: (61) 329-2040,
jose.carlos.libanio@undp.org.br
Yolanda Pólo (Brasília), fone: (61) 329-2014, yolanda.polo@undp.org.br
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento
(http://www.pnud.org.br )
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Edital
que envolve pesquisa com células-tronco embrionárias acende novas
esperanças
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Expectativa dos pesquisadores é por novos investimentos
O lançamento do primeiro edital de apoio a pesquisas com células-tronco
embrionárias abre novas perspectivas à pesquisa e à aproximação do setor
privado com as instituições científicas e, principalmente, à esperança de
cura dos portadores de doenças degenerativas.
O edital foi lançado na quarta-feira pelos ministros da C&T, Eduardo
Campos, e da Saúde, Humberto Costa, com recursos de R$ 11 milhões, divididos
igualmente entre os dois ministérios.
Antes do lançamento do edital, em audiência no seu gabinete, Eduardo Campos
recebeu as pesquisadoras Mayana Zats, professora do Centro de Estudos do Genoma
Humano, do Departamento de Biologia do Instituto de Biociências da USP;
Patricia Pranke, professora de Hematologia da Faculdade de Farmácia da UFRGS, e
Maria Angélica Miglino, professora da Faculdade de Medicina Veterinária da
USP, além de Sandra Terra e Andréa Albuquerque, representantes do Movimento em
Prol da Vida (Movitae.)
Na audiência, o ministro esclareceu os esforços que estão sendo feitos pelo
MCT em favor das pesquisas.
'Através da Câmara e do Senado conseguimos fazer um amplo debate com a
sociedade, votamos a Lei com a ajuda dos pesquisadores, e agora, precisamos
retribuir com investimentos. O lançamento deste edital é o primeiro passo.
Estamos criando um Grupo de Trabalho envolvendo o Ministério da C&T e o
Ministério da Saúde, e os pesquisadores para elaborar um projeto estratégico
para pesquisas com células-tronco', esclareceu Eduardo Campos.
Segundo a pesquisadora Patrícia Pranke, a expectativa dos pesquisadores, agora,
é de novos investimentos e junto com Mayana Zats acredita que está havendo uma
mudança de mentalidade no setor privado.
'A iniciativa privada no Brasil não tem o costume de investir na pesquisa básica,
mas acredito que a Lei de Biossegurança servirá de estímulo para que a área
passe a investir no setor e a ajudar o poder público a dar continuidade a esse
trabalho', declarou Pranke.
Por sua vez, Andrea Albuquerque vê crescer a esperança de muitos portadores de
doenças degenerativas cerca de cinco milhões de brasileiros.
'Lutamos para que a ciência possa ter a liberdade para pesquisar e, quem sabe,
curar vidas', definiu a representante do Movitae, informando que uma das missões
do Movimento é de esclarecer as pessoas que o que está se conquistando é o
direito de estudar, mas que a cura não acontecerá de uma hora para outra.
'Os pais, familiares e amigos de pessoas portadoras de doenças especiais estão
muito ansiosos', completou. (Rachel Mortari - Assessoria de Imprensa do MCT)
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Pós-graduação teve
boom em 10 anos
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Número de mestrandos e doutorandos subiu 84,6% na última década
O Brasil tem hoje 122.300 estudantes de mestrado e doutorado. Um número 84,6%
maior do que há dez anos, mas ainda pequeno para o tamanho do país.
Os dados constam do Mapa da Pós-Graduação, divulgado nesta quarta-feira pela
Capes/MEC.
Mostram que os programas de mestrado e doutorado vêm crescendo, mas o orçamento
não acompanha. Hoje, apenas cerca de 40% dos doutorandos e mestrandos estudam
com bolsas.
'Crescemos, mas ainda estamos bastante longe de atingir o desafio da formação
de recursos humanos no país', afirmou Jorge Guimarães, presidente da Capes.
Uma das estatísticas mostra que dos 260 mil professores que dão aulas hoje no
ensino superior apenas 20% tem doutorado e cerca de 30% tem mestrado.
A meta da Capes é dobrar o número de doutores formados por ano, dos atuais
8.100 (dado de 2003) para 16 mil em 2010. Para isso, é preciso um investimento
de R$ 1,6 bilhão.
As matrículas subiram em média 11% nos mestrados e 14% dos doutorados a cada
ano nos últimos dez anos.
Mas o orçamento da Capes, diz o presidente, subiu apenas cerca de 2% ao ano
nesse período, com exceção de 2003 e 2004, quando houve um acréscimo de 30%.
No entanto, boa parte dos recursos foram aplicados no reajuste das bolsas de
estudo, aumentadas em 18% no ano passado.
O número de bolsas continuou limitado. Hoje, 47% dos estudantes de doutorado e
32% de mestrado recebem bolsas.
Como a maior parte dos programas exige dedicação de pelo menos boa parte do
dia, a falta de bolsas limita o número de pessoas fazendo pós.
A Capes é responsável por cerca de 55% das bolsas concedidas, seguida pelo
CNPq, com cerca de 30%.
(O Estado de SP, 21/4)
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Tarso Genro assina acordo de cooperação com a Austrália
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Objetivo é encorajar e intermediar o desenvolvimento de contatos e acooperação
entre órgãos governamentais, instituições educacionais, organizações e
outras entidades do Brasil e da Austrália
O ministro da Educação, Tarso Genro, assina na próxima segunda-feira, 25, com
o ministro da Educação da Austrália, Brendan Nelson, o memorando de
entendimento para cooperação no campo da educação e capacitação entre os
dois países.
A cerimônia será realizada em SP, durante o Seminário Internacional da
Reforma e Avaliação da Educação Superior: Tendências na Europa e América
Latina.
O objetivo é encorajar e intermediar, de acordo com as leis e regulamentos de
ambos os países, o desenvolvimento de contatos e a cooperação entre órgãos
governamentais, instituições educacionais, organizações e outras entidades
do Brasil e da Austrália.
O memorando pretende, também, estabelecer outros acordos entre os dois ministérios
para a realização de atividades conjuntas.
Intercâmbio - Estão ainda entre os objetivos do acordo, o intercâmbio de
pessoal acadêmico e estudantes entre escolas e instituições vocacionais e de
educação superior; a assistência mútua e a troca de informações nas áreas
de interesse das referidas escolas; o desenvolvimento de atividades conjuntas
que levem ao emprego de tecnologia da informação, particularmente da internet,
na área da educação; o apoio a bolsas de estudo para pesquisas de pós-graduação
nas áreas de interesse mútuo, de forma a contribuir para o desenvolvimento dos
recursos humanos.
(Assessório de Imprensa do MEC)
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Plano
estratégico do governo vai até 2022 e prevê quatro reformas
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Entre as metas do programa Brasil 3 Tempos, estão mudanças nos sistemas político,
tributário, trabalhista e previdenciário
Ribamar Oliveira escreve para ‘O Estado de SP’:
Quatro reformas estruturais devem fazer parte dos objetivos estratégicos
nacionais de médio e longo prazos que estarão no Projeto Brasil 3 Tempos, em
fase final de elaboração pelo Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE) da
Presidência.
O Brasil 3 Tempos vai estipular objetivos a serem alcançados pelo País em
2007, 2015 e 2022, entre os quais estarão as reformas política, trabalhista,
tributária e do sistema previdenciário.
Outra meta que deve ser proposta é a universalização da educação básica até
2022, de maneira que cada brasileiro permaneça pelo menos 11 anos na escola.
A preocupação com a área de conhecimento é uma das marcas do projeto, que
deseja estabelecer um expressivo aumento dos investimentos públicos e privados
em ciência, tecnologia e inovação.
A meta que deve ser proposta é de que esses investimentos cheguem a 2% do
Produto Interno Bruto (PIB) em 2015 e a 3% do PIB em 2022.
O Projeto Brasil 3 Tempos: 2007, 2015 e 2022 começou a ser elaborado no ano
passado, a partir das análises encomendadas a especialistas em sete grandes áreas
temáticas, chamadas de ‘dimensões da realidade’ pelos técnicos do NAE,
ligado à Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica.
Os trabalhos envolveram acadêmicos da Universidade de São Paulo (USP), da
Universidade de Brasília (UnB), da Universidade Federal da Bahia (UFBA), do
Instituto Universitário de Pesquisas do Estado do RJ (Iuperj) e do Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Consulta
Os técnicos do NAE selecionaram 50 objetivos estratégicos nacionais de médio
e longo prazos que foram sugeridos pelos acadêmicos e especialistas
contratados, aos quais o Estado teve acesso.
A partir de 6 de maio, o governo vai submeter esses objetivos à apreciação de
50 mil brasileiros, escolhidos entre especialistas nos respectivos temas, entre
pessoas que tenham projeção nas áreas em que atuam e entre formadores de
opinião.
Por meio da Internet, essas pessoas responderão a questionários sobre cada um
dos objetivos.
Com esse processo de consulta, o governo espera identificar com mais exatidão
cenários futuros para o Brasil e obter uma avaliação crítica das propostas
dos acadêmicos, já que seus textos estarão disponíveis para serem
consultados pelos entrevistados.
Há interesse do governo em obter a adesão dos vários setores da sociedade
para o projeto.
Por isso, espera agir mais como uma espécie de coordenador, levantando os cenários
futuros e os objetivos estratégicos formulados pela própria sociedade.
O secretário-executivo do NAE, coronel Oswaldo Oliva, acredita que terá, em
agosto, a proposta final para ser submetida a audiências públicas.
Só depois das audiências, o Projeto Brasil 3 Tempos será formalmente entregue
ao ministro-chefe da Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica,
Luiz Gushiken.
Pontos essenciais
Os estudos dos acadêmicos e especialistas contratados pelo governo indicaram a
necessidade de uma reforma política que institua o financiamento público das
campanhas, que acabe com a livre troca de legendas durante o exercício do
mandato e com as coligações nas eleições proporcionais.
Os acadêmicos sugeriram também que o governo lute por uma reforma trabalhista
que permita que os contratos de trabalho possam ser livremente negociados,
respeitando as relações reguladas por lei.
Os especialistas propõem que o governo realize a reforma tributária
concomitantemente com um processo de redução progressiva e seletiva dos gastos
públicos, que permita uma redução da carga de impostos.
Outro objetivo sugerido foi a reestruturação do sistema previdenciário,
atualmente marcado por crescentes déficits, para equilibrá-lo financeiramente.
(O Estado de SP, 24/4)
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Sinais cerebrais da obesidade
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27/04/2005
Agência
FAPESP - Apesar de a analogia com uma conta bancária ainda ser verdadeira
– para perder peso é necessário ingerir uma quantidade de calorias próxima
daquela que será gasta –, os cientistas sabem que apenas isso não é mais
suficiente para conter a crescente epidemia de obesidade que atinge vários países
do mundo. Conhecer os circuitos cerebrais ligados à alimentação passou a ser
considerado fundamental.
Ao mesmo tempo que esse conhecimento está
apenas no início, muitas novidades no campo da neurobiologia da obesidade têm
sido registradas nos últimos anos. Para consolidar os avanços e apontar
caminhos futuros, os editores da Nature Neuroscience resolveram dedicar
um número inteiro da publicação ao assunto. A edição de maio da revista,
que teve o patrocínio dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados
Unidos, terá seu conteúdo aberto, de forma gratuita, por três meses.
Dos seis artigos publicados, três se dedicam a
processos neuronais relacionados com o hipotálamo – essa estrutura cerebral
é a principal reguladora do metabolismo energético do corpo humano. Os estudos
apresentados mostram como a manipulação dos níveis de lipídio afetam de
forma direta o comportamento alimentar de animais de laboratório.
Os circuitos de melanocortina que existem no
hipotálamo marcam a segunda área destacada pela publicação britânica. As
mutações nos receptores para essa substância específica são sempre
associadas, na literatura científica, à obesidade de causa genética. A ativação
excessiva desses circuitos provoca grandes perdas de peso, como ocorre nas
pessoas com anorexia.
O terceiro tópico analisado é a anatomia e a
plasticidade pouco usual do sistema hipotalâmico formado pelos circuitos de
melanocortina. Nessas redes neuronais, os rearranjos costumam ser rápidos,
dependendo se o organismo está satisfeito ou faminto. Pesquisas também têm
mostrado que disfunções nessa plasticidade podem contribuir para desregular a
homeostase energética.
O hormônio leptina, que sempre aparece em níveis
elevados nas pessoas obesas, é outro foco dos trabalhos que tentam elucidar os
caminhos cerebrais da obesidade. Ao ser injetada em ratos, essa substância
reduz a fome e a perda de gordura. Mas as pessoas acima do peso, até agora,
mostraram resistência à leptina. Nesses organismos, por causa também da alta
quantidade de tecido adiposo – cujas células secretam o hormônio –, os
resultados não foram os esperados.
As duas últimas áreas enfocadas pela Nature
Neuroscience estão de certa forma relacionadas com o prazer, muitas vezes
doentio, que a fome pode causar. Pesquisadores comparam os mecanismos ativados
por drogas como a maconha com os da fome. Ao mesmo tempo que substâncias
antagonistas ao endocanabionol podem cortar a vontade de comer, pessoas que
desenvolvem patologias ligadas à ingestão de alimento podem estar ativando os
mesmos circuitos cerebrais que são estimulados em dependentes de drogas.
De acordo com Anette Markus, editora associada
da revista, que assina a introdução da edição, o aprofundamento nas seis áreas
será essencial para que novos conhecimentos possam ser obtidos. “Sociedades
ocidentais gastam enormes quantias de dinheiro para tratar as conseqüências da
obesidade. Pacientes desesperados se submetem a cirurgias radicais para poder
ganhar um certo controle sobre seus pesos corpóreos”, lembra Anette, ao
justificar a importância do assunto.
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Promoção da Saúde em Debate
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27/04/2005
Agência FAPESP - O seminário “Promoção da Saúde em Debate”
ocorrerá nos dias 19 e 20 de maio, em São Paulo, com palestras, debates e
apresentação de artigos científicos sobre os desafios referentes à formulação
e implementação de políticas públicas em saúde coletiva.
O evento é promovido pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São
Paulo, pela Associação Paulista de Saúde Pública e pela Secretaria de Gestão
Participativa do Ministério da Saúde.
“Intersetorialidade e políticas públicas em questão”, “Empoderamento,
participação e comunicação em saúde” e “Integralidade, humanização e
cuidado em saúde” estão entre os assuntos de destaque.
Mais informações: www.apsp.org.br/saudesociedade.
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Pesquisa com células-tronco mostra avanço do trabalho científico no país
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Na semana em que o CNPq comemorou 54
anos, a sociedade recebeu a notícia de que o Governo Federal irá investir R$
11 milhões em pesquisas com células-tronco adultas e embrionárias. O anúncio
foi feito pelos ministros da Saúde, Humberto Costa, e Eduardo Campos, da Ciência
e Tecnologia, na solenidade de lançamento do edital do CNPq que selecionará
projetos de pesquisas básicas, pré-clínicas e clínicas relacionadas ao
desenvolvimento de procedimentos terapêuticos inovadores em terapia celular. O
uso de células-tronco embrionárias foi possível graças à aprovação da Lei
de Biossegurança em março deste ano.
O MCT vem investindo em pesquisas
nessa área há alguns anos. A primeira ação, em 2001, visou à capacitação
do país, em C&T, para introduzir e desenvolver uma nova área médica, a
Medicina Regenerativa, que trata pacientes com doenças crônico-degenerativas e
traumáticas com terapias celulares e teciduais. Foram investidos mais de R$ 4
milhões. Desde
então, foram lançados vários editais pelas agências de fomento - CNPq e
FINEP - para transferir recursos para pesquisas em terapia celular. No ano
passado foram investidos um total de R$ 57 milhões em C&T e a previsão é
de que o esse valor chegue a R$ 80 milhões este ano.
O
edital, cujos recursos são provenientes, metade do Fundo Setorial de
Biotecnologia (CT-Bio), e metade da Secretaria de Ciência e Tecnologia e
Insumos Estratégicos do MS, está disponível na página do CNPq e as propostas
poderão ser feitas até o dia 04/06/2005. Os estudos devem se desenvolver no
período de dois anos e os recursos serão liberados em duas parcelas - a
primeira este ano e a segunda em 2006.
O CNPq
O CNPq, instituição vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, foi
criado em 15 de janeiro de 1951. Contribui diretamente para a formação de
pesquisadores (mestres, doutores e especialistas em várias áreas de
conhecimento) e é hoje uma das maiores e mais sólidas estruturas públicas de
apoio à Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) dos países em
desenvolvimento.
Ao longo de sua existência,
apresenta como resultado de seus investimentos a formação de aproximadamente
30 mil doutores e 85 mil mestres. Considerando que o Brasil conta hoje com cerca
de 60 mil doutores em atividade, percebe-se o quanto a instituição tem sido
importante para a formação de competências no país.
Desde 2003, o CNPq tem se voltado
para novos desafios, com ênfase na articulação do desenvolvimento de C&T
com a política industrial, a ampliação da base instalada em C&T, a promoção
do desenvolvimento científico e a popularização da ciência. Tem papel
importante nessas linhas os editais lançados pelo CNPq com recursos dos Fundos
Setoriais - R$ 80 milhões em 2003 e mais de R$ 100 milhões em 2004 e 2005.
Para 2005, os recursos do Tesouro
para o CNPq são da ordem de R$ 738 milhões, assim distribuídos: Bolsas: R$
546 milhões; Fomento: R$ 118 milhões e Administração: R$ 74 milhões. O CNPq
tem se empenhado em firmar parcerias como forma de ampliar os recursos para
C&T, principalmente com as Fundações de Amparo à Pesquisa dos Estados
(FAPs). Destaca-se o programa inovador de jovens pesquisadores, no apoio aos
primeiros projetos, (Programa Primeiro Projeto - PPP). Já são mais de 1.180
projetos aprovados no valor global de 37,6 milhões de recursos alocados. O lançamento
deste programa é uma das principais ações desenvolvidas no âmbito do fomento
à pesquisa no CNPq em 2003. Implementado em parceria com as FAPs dos Estados, são
concedidas recursos para jovens pesquisadores. Cada pesquisador recebe cerca de
R$ 26 mil por ano, metade pago pelo CNPq e metade pelas FAPs para utilização
em gastos com pesquisa.
Há ainda o programa indutor de
desenvolvimento científico regional, em que foram assinados 419 convênios com
os Estados. Por meio desses convênios com os Estados das regiões Norte,
Nordeste e Centro-Oeste, são concedidas bolsas de Desenvolvimento Científico
Regional para apoiar projetos vinculados às instituições de pesquisas
regionais que têm carência de
pesquisadores qualificados. O CNPq concede a bolsa e a entidade estadual
financia o projeto de pesquisa.
Outra parceria com as FAPs envolve o
novo PRONEX (Programa de apoio a Núcleos de Excelência), em 2003/2004 - O
PRONEX vem sendo um dos mais importantes instrumentos utilizados pelo CNPq para
financiar a melhoria das condições físicas e laboratoriais dos núcleos de
excelência existentes no País. Na operacionalização do novo PRONEX, o CNPq
assina
convênios com as FAPs, responsáveis pelo lançamento dos editais para submissão
de propostas. Os Estados entram com o mesmo montante, dobrando os recursos
iniciais. Até 2002, o PRONEX era financiado apenas pelo CNPq.
E há, ainda junto com as FAPs, a
parceria criada em 2003 envolvendo o programa de Iniciação Científica Júnior
que, além de ser um programa de inclusão social, tem inspirado no ensino médio
novas vocações para a pesquisa. O crescimento na aplicação de recursos
financeiros para essas parcerias é significativo. Já são mais de quatro mil
bolsas destinadas a alunos de escola pública do ensino médio, que terão seu
primeiro contato com a ciência freqüentando os laboratórios das
universidades.
Merece também destaque em 2004 o lançamento
pelo CNPq do Programa "Casadinho", assim chamado porque integra grupos
de pesquisa vinculados a programas de pós-graduação não consolidados
localizados nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e grupos e pesquisa de
qualquer região do país associados a programas de pós-graduação
consolidados. O CNPq já
destinou R$ 30 milhões a grupos de pesquisa de todas as grandes áreas do
conhecimento: Agrárias, Biológicas, Saúde, Exatas e da Terra, entre outras.
Editado pela Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica da
Presidência da República.
Nº 302 - Brasília, 25 de abril de 2005.
Saiba mais sobre o edital de pesquisa com células-troncos, escreva para
emquestao@secom.planalto.gov.br
.
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Perfil cerebral do autismo
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Agência FAPESP - Crianças autistas teriam uma ativação menor do hemisfério
direito do cérebro. Esses resultados, mesmo preliminares, podem ajudar a
encontrar uma resposta neurológica padrão para o autismo. No futuro, tais
informações poderão ainda ser usadas para diagnósticos específicos da doença,
hoje inexistentes.
Mesmo com tais resultados, conseguidos no
Instituto Fernandes Figueira (IFF), uma das unidades da Fiocruz, os
pesquisadores acreditam que ainda é muito cedo para comemorar. “É preciso
desenvolver um estudo utilizando uma amostra maior, incluindo ambos os sexos e
fazendo um perfil das outras áreas cerebrais, além de comparar os dados com os
obtidos em outras doenças mentais, para classificar o que é próprio do
autista”, diz o pesquisador Adailton Pontes, um dos líderes da pesquisa, em
comunicado da Fiocruz.
Outro passo científico importante que precisa
ser dado, explica o médico, é comparar esses achados com os registrados em
outros transtornos mentais, como esquizofrenia e hiperatividade. A pesquisa recém-concluída
foi realizada com 13 crianças autistas, com idades entre 6 e 14 anos. Todas
foram selecionadas de acordo com o quociente de inteligência.
Os pesquisadores analisaram o cérebro dos
pacientes em repouso e não encontraram alterações significativas. Somente
depois da estimulação por meio da luz, feita em diferentes freqüências, é
que as anomalias apareceram. As respostas a essa estimulação foram comparadas
com as obtidas por 16 crianças normais da mesma faixa etária.
Na área occipital do cérebro (ligada à visão)
os resultados apresentados nas diferentes freqüências foram combinados para
montar um perfil individual de recrutamento. Nas crianças autistas, a ativação
por recrutamento no hemisfério direito – ligado às emoções e às relações
sociais – foi menor do que nas crianças normais.
Outra vantagem do método desenvolvido no Rio
de Janeiro é a tecnologia empregada. Enquanto até hoje testes semelhantes
haviam sido feitos apenas por tomografia computadorizada, os pesquisadores da
Fiocruz fizeram todas as análises via eletroencefalograma. A diferença de preço
entre esses dois exames é de R$ 600 para R$ 60.
Segundo Pontes, o autismo não pode ser
encarado como uma raridade. A prevalência da doença é de um caso a cada mil
habitantes, o que a torna relativamente freqüente. O pesquisador trabalha com a
definição de autismo utilizada na Academia Americana de Neurologia e pelo
Manual de diagnóstico e estatística das perturbações mentais (DSM IV), que
caracteriza a enfermidade por prejuízos nas habilidades de interação social,
comunicação, comportamentos repetitivos, interesses e atividades restritas.
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Publicação de ESTILOS DA CLÍNICA - Revista
sobre a Infância com Problemas
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INSTITUTO DE PSICOLOGIA - USP
Pré-Escola Terapêutica Lugar de Vida
São Paulo,
Abril de 2005.
Prezados
Senhores: (as)
Em dezembro de 1996, iniciamos a publicação semestral de ESTILOS DA CLÍNICA
- Revista sobre a Infância com Problemas, com o selo editorial da Pré-Escola
Terapêutica “Lugar de Vida”, vinculada ao Instituto de Psicologia da
Universidade de São Paulo.
Desde o início procuramos sustentar um espaço editorial de natureza
interdisciplinar em torno do eixo da psicanálise, voltado à discussão de
questões relativas aos problemas de desenvolvimento infantil. Assim sendo,
ESTILOS apresenta textos sobre diferentes temáticas vinculadas, por exemplo,
à clínica e à educação na psicose e autismo infantil, ao campo da
psicopedagogia, ao tratamento psicanalítico de crianças, à abordagem clínica
de questões lingüísticas, à discussão de experiências institucionais,
bem como às implicações teórico-clínicas próprias do desdobramento das
conexões da psicanálise com outros campos do conhecimento.
Cada número da ESTILOS está composto de um dossiê, artigos variados,
relatos de experiência, discussão de casos clínicos, uma seção intitulada
Transmissão, resenha bibliográficas, bem como informações sobre as
atividades acadêmicas promovidas pelo Lugar de Vida. Os autores desenvolvem
atividades acadêmicas em universidades do Brasil e exterior, assim como atuam
no meio clínico e /ou educacional.
Já publicamos 17 (dezessete) números cujos sumários podem ser visualizados
em nosso site http://www.usp.br/ip/lvida.
Informamos que o lançamento, da revista nº 18 (dezoito), cujo dossiê
será “Psicanálise e Educação - novas versões”, será lançada
em meados de junho de 2005.
Os editores da ESTILOS gostariam de convidá-lo a assinar nossa revista.
Nossa representante, Bia Albano - tel.(11)3091-4386/3091-4918/8203-2422 -
poderá acrescentar os esclarecimentos que se fizerem necessários.
Esperando contar com sua atenção, subscrevemo-nos,
Conselho Editorial da Revista Estilos da Clínica
M. Cristina M. Kupfer
Leandro Lajonquière
Editora
Editor
Instituto de Psicologia
Faculdade de Educação
USP
USP
Telefones para contato: ( 11) 3091-4386/3091-4918
Endereço eletrônico: http://www.usp.br/ip/lvida
E-mail: lugvida@edu.usp.br
ou bialv@usp.br
Arquivos:
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CNPq divulga resultado das bolsas de mestrado e doutorado
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Foi divulgada hoje (29) pelo presidente do CNPq,
Erney Camargo, a concessão das novas bolsas de mestrado e doutorado para 2005.
São 1.904 bolsas, sendo 1.091 de mestrado e 813 de doutorado. A lista dos
contemplados já pode ser conferida na página da agência na internet. <www.cnpq.br>
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