Chapa para a Diretoria da ANPEPP
Gestão 2006-2008
 


Presidente:
Jairo E. Borges-Andrade
Programas de Pós-graduação em Psicologia e em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações
Universidade de Brasília

Vice-presidente:
Jorge Tarcísio da Rocha Falcão
Programa de Pós-Graduação em Psicologia Cognitiva
Universidade Federal de Pernambuco

Secretária:
Raquel S. L. Guzzo
Programa de Pós-Graduação em Psicologia
Pontifícia Universidade Católica de Campinas

Secretária Executiva:
Maria Emília Yamamoto
Programa de Pós-Graduação em Psicobiologia
Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Tesoureira:
Neuza Maria de Fátima Guareschi
Programa de Pós Graduação em Psicologia
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul



O Programa de Trabalho foi concebido em termos de um conjunto de 22 políticas externas e internas a serem seguidas pela chapa na gestão da ANPEPP no biênio 2006-2008. Essas políticas servirão de base para as ações a serem implementadas e são listadas abaixo:

 

Políticas externas


1. Continuar construindo e ampliando o leque de relações da ANPEPP com outras entidades da psicologia e da ciência brasileira a fim de fortalecer linhas de investimento em pesquisa e políticas para a grande área de humanidades.

2. Dar continuidade à discussão sobre os critérios de avaliação dos programas e da produção científica com as agências do governo.

3. Promover a avaliação das políticas sociais que afetam a produção do conhecimento, em especial as de avaliação dos programas de pós e graduação em
psicologia.

4. Continuar marcando e intensificar a presença da ANPEPP nos fóruns de decisão sobre política científica e de pós-graduação, que envolvem a psicologia.

5. Atuar de forma propositiva, para viabilizar as atividades cotidianas de pesquisa e pós-graduação, priorizando a busca de alternativas ao atual efeito paralisante das normas e procedimentos referentes à conduta ética em pesquisa, em algumas instituições.

6. Estimular a discussão sobre o aparente dilema contemporâneo, de produzir individualmente ciência e tecnologia ou de realizar pesquisa em redes de parcerias
multi-institucionais.

7. Assumir a liderança nacional na discussão dos aspectos concernentes à graduação que possam afetar a pós-graduação em psicologia no Brasil, junto a outras
entidades da psicologia brasileira e junto a órgãos do governo que tomam decisões sobre o ensino de graduação.

8. Propor encaminhamentos que respeitem as especificidades da psicologia frente a outros grupamentos de pesquisa e levem em conta a realidade e necessidades do Brasil, evitando a submissão direta a aspectos econômico-estruturais, mas igualmente não seguindo cursos de ações cuja motivação político-ideológica coloque em segundo plano aspectos de ordem acadêmico-institucional.

9. Agir, no relacionamento com órgãos de governo e entidades em geral, sob os pressupostos de que vivemos em instituições concretas com necessidades objetivas, que temos responsabilidade sobre isso e que respondemos por sua sobrevivência, o que é uma forma de compromisso social e de respeito à especificidade da ANPEPP e aos interesses do conjunto dos programas que esta representa.

10. Fortalecer o importante papel, já desempenhado pela ANPEPP, de apontar alternativas e de obstaculizar o consenso manipulado, realizando ações de forma assertiva e construindo alianças entre entidades.

11. Manter a presença da ANPEPP nos espaços que pretendem tomar decisões que podem afetar a psicologia brasileira, especialmente para pontuar que uma unicidade consensual poderá ser prejudicial para o desenvolvimento dessa ciência no País e para as diferentes maneiras pelas quais ela pode(rá) ser utilizada.

 

Políticas internas

12. Manter o respeito à diversidade, à abertura ao diálogo e às crenças de que é possível construir entendimentos e encontrar pontos de interesse comum, apesar
das diferenças entre os programas representados.

13. Promover a integração entre os programas representados e a divulgação de questões de seus interesses, especialmente por meio da internet, fortalecendo
as ações ora em andamento de manutenção e ampliação do site.

14. Criar uma rede de comunicação via internet da diretoria da ANPEPP com a comunidade, que inclua os representantes e coordenadores dos programas associados e os coordenadores dos GTs anteriores, nos 12 meses seguintes ao Simpósio, e também os coordenadores dos GTs aprovados para o próximo Simpósio.

15. Estimular a criação de uma cultura, no interior dos GTs, que valorize igualmente as questões científicas e as reflexões acerca dos temas políticos concernentes à
pesquisa e pós-graduação.

16. Assumir que os GTs são uma das possíveis fortalezas de que dispomos na pós-graduação em psicologia, em comparação com os formatos de encontros de entidades de outras áreas do conhecimento, para enfrentar alguns dos desafios colocados pelo cenário contemporâneo de C&T, especialmente os relativos à valorização da pesquisa feita em redes multi-institucionais.

17. Preservar o painel de diversidade composto pelos GTs, que é uma preciosidade que deve ser valorizada e cultivada.

18. Fortalecer a presença e o papel dos GTs dentro da ANPEPP, com a formalização de contatos e processos de troca de informações e debates que possam ir além da preparação apenas do Simpósio.

19. Estimular os GTs a convidarem pesquisadores que possam realizar palestras abertas a um número maior de interessados, durante o Simpósio e mesmo fora dele, com a finalidade de ampliar a visibilidade da ANPEPP.

20. Estimular a criação de GT(s) ou o(s) interesse(s) de GT(s) já existente(s) para a investigação de questões relativas ao funcionamento de redes de pesquisa
em psicologia e às relações entre graduação e pós-graduação, que sirvam de suporte à tomada de decisões pela ANPEPP, e para a produção de materiais
de ensino para uso na graduação e de bancos bibliográficos para uso na graduação e na pós-graduação, com base especialmente no conhecimento produzido em programas associados.

21. Manter o Simpósio como um espaço mesclado de atividade de GTs especializados e de Mesas e Fóruns mais amplos, elucidativos, informativos e de debate de questões que afetam a pesquisa e pós-graduação brasileira.

22. Incorporar os resultados das discussões dos fóruns, do presente ano, neste programa de trabalho definitivo, que deverá ser submetido ao conselho de representantes.
 

 

 


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